O Sindipetro-RS, em apoio a greve dos caminhoneiros, anunciada para a próxima segunda-feira (01/02), vai promover mais uma edição da campanha "Gás a preço a Justo". Serão subsidiados, pela metade do preço, 100 botijões de gás de cozinha de 13kg, vendidos à população no valor de R$ 35. A ação será às 17h, no centro de Esteio, na Avenida Padre Claret, esquina com a rua Passo Fundo. No mesmo dia, na parte da manhã (7h30), será realizado um Ato em frente à Refinaria. Em caso de chuva, o evento será transferido.

O objetivo da campanha é mostrar que é possível vender o gás de cozinha a um preço mais baixo do que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios. A ação acontece em vários estados brasileiros, nas bases da FUP.

Saída da Petrobrás no RS vai piorar a situação

Com o anúncio da venda da REFAP, em Canoas, e seus terminais e oleodutos, toda a sociedade gaúcha perde. Além da redução na arrecadação dos repasses de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para o estado, o preço do combustível e gás de cozinha vai aumentar para o consumidor.

A venda da REFAP nada mais é do que a privatização do mercado de boa parte da região sul, pois a refinaria atende o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catariana e é esse mercado que estará sendo entregue ao monopólio privado. A atual política de preços (paridade internacional), implementada em 2016, só elevou os preços dos combustíveis. Desta forma, a privatização da REFAP não vai gerar concorrência e deixará o povo gaúcho refém das especulações em torno do petróleo e do dólar.

Com algumas pautas e reivindicações similares, a luta dos petroleiros e caminhoneiros se converge em pontos que são de grande interesse da população brasileira: o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

[Da imprensa do Sindipetro-RS]

Publicado em SINDIPETRO-RS

O Sindipetro Bahia apoia a greve dos caminhoneiros, anunciada para a próxima segunda (1/02), por entender que uma vitória do movimento paredista dessa categoria, que reivindica, entre outras coisas, a redução dos preços dos derivados de petróleo, pode beneficiar toda a população brasileira.

Nesse primeiro dia da greve dos caminhoneiros, os petroleiros vão levar às ruas, mais uma vez, a campanha “Gás a preço Justo” com o objetivo de mostrar que é possível vender o gás de cozinha a um preço mais baixo do que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobras e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios. O botijão de gás de cozinha de 13 kilos será vendido em um bairro popular de Salvador ao valor de R$ 40,00.

A direção do Sindipetro Bahia também está entrando em contato com motoristas de aplicativo e motoboys a fim de organizar uma carreata contra o preço abusivo dos combustíveis.

Pautas em comum

Com algumas pautas e reivindicações similares, a luta dos petroleiros e caminhoneiros se converge em pontos que são de grande interesse da população brasileira: o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

Ao produzir o combustível em real e vender em dólar, o governo Bolsonaro vem impondo severos sacrifícios à população em geral e a alguns segmentos que fazem parte de categorias específicas como os caminhoneiros que ao anunciar a greve reivindicam também o aumento da tabela do frete mínimo e direito a aposentadoria especial.

Muitos caminhoneiros que apoiaram o então candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, em 2018, se dizem arrependidos e se sentem traídos pelo presidente. Eles estão insatisfeitos porque as promessas feitas por Bolsonaro não foram cumpridas e outras medidas devem ser tomadas pelo atual governo que no entender dos caminhoneiros prejudicará ainda mais a categoria. Uma delas é o Projeto de Lei 4199/2020, elaborado pelo Ministério da Infraestrutura. Apelidado de BR do Mar, o PL, que deve ser apreciado pelo Senado em 2021, beneficia o transporte de carga por navios.

Critico do governo Bolsonaro, o caminhoneiro, Wanderley Alves, conhecido como Dedeco, em entrevista a BBC News, afirmou que a situação dos caminhoneiros não melhorou em relação a 2018. “Veja o preço do óleo diesel hoje, chega a estar R$ 4,40, R$ 4,50. Na época que nós fizemos paralisação, nós paramos porque o diesel estava R$ 3,30. O caminhoneiro, lá em 2015, no governo Dilma, parou porque o diesel estava R$ 2,80. Hoje, o diesel já está quase R$ 5 em alguns lugares”.

Promessas

Para evitar a greve, o governo Bolsonaro anunciou a inclusão dos caminhoneiros no grupo que terá prioridade na vacinação contra a covid-19. Além da isenção para importação de pneus. Mas não atendeu a principal reivindicação da categoria que é a mudança da política de preços adotada atualmente pela Petrobras.

“Os caminhoneiros, assim como os petroleiros, querem uma politica nacional dos preços dos combustíveis, o que vai beneficiar toda a população, inclusive a de baixa de renda, pois haverá redução considerável do preço do botijão do gás de cozinha”, pontua o Diretor de Comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, ressaltando que “hoje o Brasil produz os derivados de petróleo em real, mas vende em dólar para a sua população”.

Venda da Rlam vai prejudicar ainda mais a população

A agência Reuters divulgou na terça (26) que a Petrobras deve concluir a venda da Refinaria Landulpho Alves antes de março. Ainda de acordo com a agência “a estatal que está esperando ofertas finais de todos os concorrentes da Rlam com base nos termos do contrato estabelecido com a Mubadala Investment, de Abu Dhabi”, potencial compradora da refinaria.

Junto com a RLAM estão sendo entregues 669 quilômetros de oleodutos, que ligam a refinaria ao Complexo Petroquímico de Camaçari e ao Terminal de Madre de Deus, que também está sendo vendido no pacote que inclui ainda outros três terminais da Bahia (Candeias, Jequié e Itabuna).
Estudo da PUC Rio, que analisou os efeitos da privatização de seis das oito refinarias colocadas à venda pela direção da Petrobras: Refap (RS), Repar (PR), Regap (MG), RLAM (BA), RNEST (PE) e Reman (AM), apontou que a venda dessas refinarias vai abrir espaço e incentivar a criação de um oligopólio nacional e monopólios regionais privados e sem competitividade.

O coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, ressalta que “de acordo com os pesquisadores, a Rlam é uma das refinarias da estatal que tem potencial mais elevado para formação de monopólios regionais, o que pode aumentar ainda mais os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, além do risco de desabastecimento, o que deixará o consumidor inseguro e refém de uma empresa privada”.
Para o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista, ” as empresas privadas tiveram a oportunidade de investir e construir refinarias no Brasil desde a quebra do monopólio estatal do petróleo (1997) mas não o fizeram. Agora, visando apenas o lucro, elas estão tendo a grande oportunidade dada por Bolsonaro/Guedes de “abocanhar” o patrimônio do povo brasileiro, recebendo estruturas que foram construídas durante anos com o dinheiro público”.

[Da imprensa Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

A política de reajuste dos derivados de petróleo que as gestões neoliberais da Petrobrás adotaram para satisfazer o mercado e os acionistas privados virou um pesadelo para a população brasileira e é um dos principais motivos da greve dos caminhoneiros, que conta com o apoio da FUP. Levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela que entre julho de 2017 e janeiro de 2021, sob o comando dos governos Temer e Bolsonaro, a direção da estatal aumentou em 59,67% o preço da gasolina nas refinarias. O diesel sofreu reajustes de 42,64% e o GLP (gás de cozinha) subiu 130,79%. Já o preço do barril do petróleo acumulou reajustes de 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%.

Esse disparate é resultado da mudança na política de preços da Petrobrás, que a FUP e seus sindicatos denunciam desde 2016, quando a gestão que assumiu a empresa após o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff impôs o Preço de Paridade de Importação, que varia conforme o vai e vem do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. “Por conta dessa política, estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. 

Segundo o levantamento feito pela subseção FUP do Dieese, só a gasolina sofreu 371 ajustes de preço desde julho de 2017, sendo que em 197 vezes, o preço subiu e em outras 174, teve pequenos decréscimos. No caso do diesel, foram 290 ajustes de preços, 164 deles para cima. Já o GLP foi reajustado 30 vezes desde julho de 2017, sendo que 20 das alterações feitas pela gestão da Petrobrás foram para aumentar o preço do derivado. Ainda segundo o estudo, no governo Bolsonaro, o diesel já subiu 17,20%, a gasolina, 37,87% e o gás de cozinha, item essencial na cesta básica das famílias brasileiras, aumentou 43,61%.

“A venda de ativos no Brasil e o foco na geração de lucro para acionistas, está ampliando a dependência da Petrobrás do mercado internacional. O resultado disso é a aceleração dos reajustes de preços dos combustíveis no país, afetando diretamente as classes mais baixas, pelo efeito cascata gerado sobre a inflação de alimentos e outros gêneros de primeira necessidade”, alerta o economista do Dieese, Cloviomar Cararine, que assessora a FUP.

O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep) também divulgou recentemente um estudo que aponta o Brasil como um dos países que tem o diesel mais caro entre os grandes consumidores do combustível, como Alemanha, Áustria, Dinamarca, EUA, França e Reino Unido. O levantamento, feito a partir de outubro do ano passado, revela que a alta do diesel no Brasil só não foi maior do que a da Alemanha. [Veja aqui a matéria sobre o estudo do Ineep].

“Quando comparamos os reajustes da gasolina e do diesel, nos últimos anos, observamos que o diesel teve um aspecto mais conservador. Mas a oscilação é muito semelhante, evidenciando que a política da Petrobrás de alinhar os preços internos à cotação internacional do barril traz profunda oscilação e volatilidade ao mercado interno”, afirma Cararine.

Petroleiros se somam aos caminhoneiros na luta pela redução do preço dos combustíveis

Em maio de 2018, quando os caminhoneiros realizaram uma greve nacional em protesto contra os aumentos abusivos do diesel, a FUP denunciou a gestão da Petrobrás por praticar na empresa uma política privatista para satisfazer o mercado e os acionistas, sem qualquer compromisso com o papel público da estatal. Os petroleiros fizeram 72 horas de paralisação, pautando na sociedade o debate sobre a política de preços abusivo da gestão da Petrobrás, o que levou à queda do então presidente da empresa, Pedro Parente. 


> Relembre aqui a greve dos petroleiros em maio de 2018


Desde então, os petroleiros vêm realizando diversas ações, mobilizações e greves pela retomada do papel público da Petrobrás, contra as privatizações e pelo fim da política de reajustes dos derivados de petróleo, que impôs o Preço de Paridade de Importação. 

Nas mobilizações de segunda-feira, 01/02, a FUP e seus sindicatos estarão junto com os caminhoneiros denunciando novamente os prejuízos que o desmonte do Sistema Petrobrás vem causando à população e à sociedade. Além de preços justos para os combustíveis, os petroleiros também cobrarão do governo o enfrentamento à crise sanitária (ampliação dos recursos para o SUS e defesa das medidas de distanciamento social) e à crise econômica (retomada do Auxílio Emergencial), a defesa do Programa de Proteção ao Emprego, entre outras bandeiras que integram a pauta de reivindicações das centrais sindicais e dos movimentos sociais, como a luta contra o teto dos gatos, contra a reforma administrativa e pelo “Fora Bolsonaro, Impeachment Já!”. 

Confira as principais ações dos sindicatos da FUP em apoio à greve:

SINDIPETRO AMAZONAS: doação de 30 cestas básicas, com medidas preventivas, levando em conta o lockdown estabelecido na cidade. 

SINDIPETRO CEARÁ/PIAUÍ: protesto e campanhas com outdoors, sem aglomerações devido ao agravamento da pandemia da COVID. 

SINDIPETRO PERNAMBUCO/PARAÍBA:  doação de 50 botijões para famílias em vulnerabilidade social. Distribuição de 200 marmitas, projeto Mãos Solidárias do Armazém do Campo em Recife. Parte dessas marmitas serão destinadas aos caminhoneiros grevistas. 

SINDIPETRO BAHIA: Ato na RLAM pela manhã, com venda subsidiada de 200 botijões de gás para famílias em vulnerabilidade social,  carreata com motoristas de aplicativos e ato juntamente com as Centrais Sindicais, à tarde.

SINDIPETRO ESPÍRITO SANTO: juntamente com motoristas de aplicativos e motoboys farão carreata do aeroporto até a sede antiga da empresa, com distribuição de voucher de desconto em combustíveis líquidos no final da atividade para até 100 veículos. Limitado a 20 litros para carros e 10 litros para motos. Após a carreata, se juntarão às atividades das Centrais Sindicais previamente programadas. 

SINDIPETRO DUQUE DE CAXIAS: distribuição de uma tonelada e meia de alimentos, através da doação de 100 cestas básicas em comunidades da Baixada Fluminense e outras áreas do estado do Rio de Janeiro, além de 1000 máscaras de proteção contra a Covid. 

SINDIPETRO NORTE FLUMINENSE: doação de 200 botijões em Padre Miguel, Zona Norte do Rio de Janeiro. 

SINDIPETRO MINAS GERAIS: doação de 100 botijões de gás para famílias em vulnerabilidade social e atos deliberados juntamente com as Centrais Sindicais. 

SINDIPETRO UNIFICADO DE SÃO PAULO: subsídio de 200 botijões de gás nas comunidades do Grajaú e de São Miguel Paulista. 

SINDIPETRO PARANÁ/SANTA CATARINA: carreatas e subsídio de 300 botijões de gás para comunidades em situação de vulnerabilidade social.

SINDIPETRO RIO GRANDE DO SUL: subsídio de 100 botijões de gás, no município de Esteio. 

[Da imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos deliberaram pelo apoio à paralisação dos caminhoneiros, prevista para ter início na segunda-feira, dia 1º de fevereiro. A mobilização está sendo convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), pela Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB), pelo Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), entre outras entidades. 

Em apoio ao movimento, a categoria petroleira está organizando protestos em diversos estados do país, com doações de botijões de gás, distribuição de cestas básicas e vouchers de subsídios para compra de gasolina e diesel, campanhas de conscientização sobre os impactos sociais do desmonte do Sistema Petrobrás, entre outras ações de solidariedade voltadas para as comunidades que mais sofrem com o preço absurdo dos combustíveis e as altas taxas de desemprego. 

A atual política de reajuste dos derivados de petróleo, que fez os preços dos combustíveis dispararem, é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobrás. Só a gasolina já acumula em janeiro deste ano alta de 13,4%, após mais um reajuste nesta quarta-feira, 27. O diesel também subiu de preço, impactando diversos setores da economia, e o botijão de gás, item essencial na cesta básica da população, já custa mais de R$ 100,00 em várias regiões do Brasil. 

Uma das reivindicações dos caminhoneiros é a mudança na política de preços da Petrobrás, que a FUP e seus sindicatos denunciam desde 2016, quando a gestão que assumiu a empresa após o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, impôs o Preço de Paridade de Importação, que varia conforme o vai e vem do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. “Por conta dessa política, estamos sofrendo com aumentos descontrolados de derivados, como a gasolina, o gás de cozinha, o gás natural e o diesel, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. 

O diesel representa até 60% no valor da viagem e tem impacto inclusive no preço do produto final, como insumos e alimentos. Somente em 2020, o preço do diesel foi reajustado 20 vezes. Estudo realizado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (INEEP) aponta que o preço do óleo diesel no Brasil é o segundo mais caro do mundo, só perdendo para a Alemanha. “Antes da nova política de preços da Petrobrás, o PPI não era a variável central do reajuste. Agora, seguindo o PPI, os preços derivados passaram a variar muito mais, o que evidencia a nossa dependência do mercado internacional e alta do dólar. Com a privatização, esse movimento deve se generalizar, ou seja, os preços ficarão mais voláteis seguindo o barril do petróleo”, afirma Rodrigo Leão, coordenador técnico do Ineep. 

Em maio de 2018, quando os caminhoneiros realizaram uma greve nacional em protesto contra os aumentos abusivos do diesel, a FUP denunciou a gestão da Petrobrás por praticar na empresa uma política privatista para satisfazer o mercado e os acionistas, sem qualquer compromisso com o papel público da estatal. Os petroleiros fizeram 72 horas de paralisação, pautando na sociedade o debate sobre a política de preços abusivo da gestão da Petrobrás, o que levou à queda do então presidente da empresa, Pedro Parente. 


> Relembre aqui a greve dos petroleiros em maio de 2018


Desde então, os petroleiros vêm realizando diversas ações, mobilizações e greves pela retomada do papel público da Petrobrás, contra as privatizações e pelo fim da política de reajustes dos derivados de petróleo, que impôs o Preço de Paridade de Importação. 

Nas mobilizações de segunda-feira, 01/02, além dos preços justos para os combustíveis, a FUP e seus sindicatos também estarão cobrando do governo o enfrentamento à crise sanitária (ampliação dos recursos para o SUS e defesa das medidas de distanciamento social) e à crise econômica (retomada do Auxílio Emergencial), a defesa do Programa de Proteção ao Emprego, entre outras bandeiras que integram a pauta de reivindicações das centrais sindicais e dos movimentos sociais, como a luta contra o teto dos gatos, contra a reforma administrativa e pelo “Fora Bolsonaro, Impeachment Já!”. 

Confira abaixo as ações já confirmadas pelos sindicatos ligados à FUP em todo o País. A lista será atualizada nos próximos dias com a decisão de outros sindicatos, por ações de apoio à greve: 

SINDIPETRO/AM: doação de 40 cestas básicas, com medidas preventivas, levando em conta o lockdown estabelecido na cidade. 

SINDIPETRO/CE-PI: protesto e campanhas com outdoors, sem aglomerações devido ao agravamento da pandemia da COVID. 

SINDIPETRO/ES: juntamente com motoristas de aplicativos e motoboys farão carreata do aeroporto até a sede antiga da empresa, com distribuição de voucher de desconto em combustíveis líquidos no final da atividade para até 100 veículos. Limitado a 20 litros para carros e 10 litros para motos. Após a carreata, se juntarão às atividades das Centrais Sindicais previamente programadas. 

SINDIPETRO/CAXIAS: distribuição de 100 cestas básicas e 1000 máscaras para comunidades carentes da baixada fluminense. 

SINDIPETRO/MG: doação de 100 botijões de gás para famílias em vulnerabilidade social e atos deliberados juntamente com as Centrais Sindicais. 

SINDIPETRO/UNIFICADO SP: distribuição de 200 botijões de gás. 

SINDIPETRO NF – doação de 100 botijões em Padre Miguel. 

SINDIPETRO/RS: Subsídio de 100 botijões de gás, no Município de Esteio. 

SINDIPETRO/BA: Ato na RLAM pela manhã, com doação de 200 botijões de gás para famílias em vulnerabilidade social,  carreata com motoristas de aplicativos e ato juntamente com as Centrais Sindicais, à tarde.

[Da imprensa da FUP | Arte: CUT/MG]

 

Publicado em Petrobrás Fica

Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) avalia que reajuste praticado pela Petrobrás é resultado da pressão dos importadores sobre a Petrobrás

[Da assessoria de comunicação do INEEP]

O reajuste no preço do litro da gasolina anunciado no dia 18 pela Petrobrás é resultado da pressão do mercado privado sobre a companhia e visa viabilizar sua privatização. A avaliação é do coordenador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), Rodrigo Leão, que vê com preocupação uma possível retomada da volatilidade de preços no mercado interno, caso as pressões dos importadores evoluam.

A Petrobras reajustou o preço médio do litro da gasolina vendida nas refinarias em R$ 0,15, um aumento de 7,6%. O novo valor será de R$ 1,98 para as revendedoras e entrará em vigência a partir de hoje. O preço final aos motoristas dependerá de cada posto de combustíveis, que tem suas próprias margens de lucro, além do pagamento de impostos e custos com mão de obra.

“Essa é uma amostra do que acontecerá com o país caso a privatização avance: sem compromisso com a responsabilidade social, apenas com o lucro. Ou seja, com a privatização a tendência é que o preço dos derivados aumente ainda mais. O projeto de petróleo que o país está seguindo é o de submissão ao mercado internacional, sem o mínimo debate sobre os interesses externos”, afirmou Leão.

Em geral, a Petrobrás vem seguindo a paridade com o mercado internacional (PPI) e a política de preços que tem praticado nos últimos anos para os combustíveis, mas a periodicidade dos reajustes não tem a mesma frequência e são diferentes para cada um dos derivados. Os ajustes do diesel estão mais lentos que os da gasolina, por exemplo. “Com isso, há uma pressão dos importadores que sofrem com essa defasagem de reajustes e perdem competitividade no mercado nacional. Em resumo, está havendo uma disputa entre os importadores, que estão pressionando a Petrobrás, e do outro lado o consumidor, que acaba sendo atingido diretamente pela alta dos preços dos combustíveis e pagando a conta”, explicou o coordenador do Ineep.

Na última semana, a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) recorreu ao órgão de defesa da concorrência contra a Petrobras. A entidade protocolou ofício na sexta-feira (15) no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e na Agência Nacional do Petróleo (ANP) contra a estatal. O motivo da representação é que os importadores avaliam que a Petrobrás está vendendo diesel e gasolina às refinarias no Brasil com preços abaixo das cotações no mercado internacional, o que afeta a concorrência. No ofício, a Abicom pediu para que sejam feitas análise dos valores praticados pela petroleira.

Publicado em Sistema Petrobrás

Por Jailton Andrade, diretor do Sindipetro Bahia

Talvez a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis – ABICOM e a Confederação Nacional da Indústria – CNI não tenham percebido, mas os caminhoneiros brasileiros têm mais poder que os insurgentes do parlamento norte-americano.

Lá, Dow Química, BP, ExxonMobil, Facebook, Microsoft e Google, dentre outras, suspenderam financiamento de campanhas em resposta à tentativa de desconstituir a vitória de Joe Biden à presidência dos EUA. Na visão dos negocistas industriais, houve uma ameaça à transição democrática do poder.

O curioso é notar que as multinacionais, de um lado, querem o livre mercado sem interferências governamentais, do outro financiam planos de governo e, como é típico dos negocistas, querem lucrar com isso.

A Business Roundtable (BR), um colosso que reúne os presidentes das maiores empresas norte-americanas como Apple, Amazon, GM, Ford e Walmart, disse em nota que “o caos que se desenrola na capital do país é o resultado de esforços ilegais para reverter os resultados legítimos de uma eleição democrática”.

Naturalmente que o colosso do norte está menos preocupado com a democracia dos EUA e mais com seus negócios. As 181 empresas que compõem a BRT têm um faturamento anual de US$ 7 trilhões.

Muitas dessas megaempresas atuam no Brasil como Walmart, Johnson & Johnson e Paypal e nenhuma delas se insurgiu contra o ataque fatal à democracia brasileira no ano de 2016 e à eleição fraudulenta de 2018, este último episódio engendrado pelas redes sociais do Facebook Inc. O banimento de Trump do Twitter mostra o lado que o mercado escolheu.

Aqui em pindorama, os capitalistas nacionais (e os multinacionais que invadiram nossa economia pela CNI, IBP e pelo CADE) tencionam para aumentar, ainda mais, os preços de combustíveis, alegando que estão defasados em relação ao mercado externo.

Ignoram o fato de que, em 10 dias de greve no ano de 2018, os caminhoneiros derrubaram o presidente da maior empresa brasileira, a Petrobras. Esqueceram que o caos provocado pela greve dos caminhoneiros forçou a criação, em tempo recorde, da Lei nº 13.703, um acordo de frete mínimo que a CNI agora tenta desconstruir no STF alegando inconstitucional.

O ataque é sincronizado. De um lado a ABICOM, usando o CADE para viabilizar o que a gestão da Petrobras quer: garantir o PPI para aumentar sua margem de lucro; do outro a CNI tentando desvincular o futuro aumento dos combustíveis do aumento no valor do frete rodoviário.

Para completar o sadismo do lucro, entra o governo federal com o “BR do mar”, uma iniciativa que tenta retirar, o mais rápido possível, a força dos caminhoneiros incentivando a cabotagem. Enquanto isso o IBP, outra peça do quebra-cabeça representando a Chevron, Raízen, Shell e outras, tentam incluir no programa BR do mar, os navios-tanque, de onde também se beneficiarão.

Tanto a norte-americana Business Roundtable (BR) como o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) são associações de lobby, e se o nome “BR do mar” não for recado para o colosso estadunidense, será, no mínimo, um tapa na cara do caminhoneiro, se ele não parar no dia 1º de fevereiro.

É tudo tão sujo que a CNI e a FIESP já usam a saída da FORD do país como argumento para reduzir o “custo Brasil”, que inclui a redução do frete rodoviário.

O “reequilíbrio da matriz de transporte” pretendida pelo BR do mar é uma fraude à inteligência de mais de um milhão de caminhoneiros do país.

Tudo isso é carne e carnaval em fevereiro. É a paz da pessoa jurídica internacional num país sem caminhoneiro.

[Artigo publicado originalmente pelo Sindipetro-BA | Ilustração: Sindipetro-BA]

 

Publicado em Economia

No mesmo dia em que a Petrobras divulgou redução dos preços dos combustíveis nas refinarias, ANP publicou pesquisa mostrando que preço médio da gasolina ficou em R$ 4,35, mas tem posto cobrando até R$ 5,19

[Da CUT e do Brasil de Fato]

No mesmo dia em que a Petrobras divulgou nova redução nos preços dos combustíveis em suas refinarias, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou pesquisa mostrando que os preços médios da gasolina no Brasil não caíram para o consumidor, estão acima de R$ 4,00 e tem estados onde o produto é vendido por mais de R$ 5,00. Afinal, por que essas reduções nunca chegam ao bolso do consumidor?

A Petrobras divulgou, na segunda-feira (26), nova redução nos preços dos combustíveis em suas refinarias. O preço da gasolina deve cair até R$ 0,09 por litro, chegando a R$ 1,66 por litro. De acordo com a estatal, a partir de terça a gasolina seria vendida para os postos de combustíveis com uma redução de 5%.

No mesmo dia, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou o Levantamento de Preços de Combustíveis (LPC) semanal mostrando que o preço médio do litro da gasolina comum vendida no Brasil foi de R$ 4,35 na semana anterior. Mas em alguns estados o combustível é vendido por até R$ 5,199, como é o caso do Rio de Janeiro, ou R$ 5,190 no Acre. O preço máximo no Tocantins (R$ 4,89) e em Goiás (R$ 4,88) também pesa no bolso dos consumidores. Confira a pesquisa aqui.

repórter Caroline Oliveira, do Brasil de Fato, foi ouvir o diretor técnico do Instituto de Estudos Estratégicos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), o William Nozaki, para saber por que essas reduções não chegam no consumidor.

De acordo com ele, a redução não necessariamente significa um impacto positivo na bomba do posto de gasolina para o consumidor, “porque nem sempre as distribuidoras repassam essa redução para o preço final”.

“Todas as vezes que a Petrobras aumenta o preço dos combustíveis nas refinarias, as distribuidoras repassam para o consumidor na bomba de gasolina; mas quando a Petrobras diminuiu não necessariamente essa redução chega para o consumidor. Isso acontece principalmente nas cidades em que há muita concentração de propriedade de gasolina ou cartel para combinar preço”, explica o diretor técnico do Ineep.

De acordo com ele, em 2020, de maneira geral, os preços de combustíveis aumentaram. “Houve uma diminuição agora, por causa da queda da demanda. As pessoas estão consumindo menos combustível e isso acabou gerando um impacto na bomba de gasolina. Mas foi mais um efeito da demanda do que a oferta.”

Durante o período do isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus, os grandes centros ficaram vazios, as pessoas ficaram em quarentena durante meses e praticamente não usaram os carros. Isso explica a queda da demanda e ocorreu em todo o mundo.

Com a flexibilização do isolamento, as pessoas voltaram a circular de carros e os preços voltaram a subir. Os novos reajustes anunciados nesta segunda-feira (26) são parte das 63 variações de preço realizadas ao longo de 2020. Isso se deve à política de preços adotada pelo governo federal, ainda na gestão de Michel Temer, de paridade com o mercado internacional.

Pela medida, a estatal abriu mão de controlar diretamente o preço, evitando variações inflacionárias, para determiná-lo de acordo com o preço do mercado internacional.

Publicado em Sistema Petrobrás
[Da imprensa do Sindipetro-BA] 

“O que a gente ganha não dá nem para se alimentar, imagine para comprar o gás a R$ 80,00, chegando, muitas vezes, a R$ 85,00”? O depoimento dado por Loreci Gonçalvez, moradora da cidade de Feira de Santana, reflete a situação de milhares de famílias, a maioria sobrevivendo com um salário mínimo, e que não conseguem sequer adquirir o botijão de 13 quilos do gás para cozinhar. 

Percorrendo diversas cidades do interior da Bahia desde o dia 29/09, com a ação “Gás a Preço Justo”, diretores do Sindipetro têm presenciado situações difíceis e ouvido relatos de pessoas que voltaram a cozinhar à lenha e, muitas vezes, não têm nem o que comer.

A ação faz parte da Campanha “A Petrobras Fica na Bahia”,  que  integram um grande movimento nacional entre os diversos sindicatos representativos dos trabalhadores petroleiros na defesa da Petrobras como empresa pública, integrada e a serviço do povo brasileiro. 

Já foram contemplados os moradores das cidades de Alagoinhas, Entre Rios, Dias D´Ávila, Mata de São João, Simões Filho, Candeias, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Feira de Santana e Ipirá. Em cada um desses municípios, o botijão de gás foi vendido para famílias carentes ao preço de R$ 40,00. O restante do valor foi subsidiado pelo Sindipetro.

O diretor de comunicação do Sindipetro e vice-presidente da CUT Bahia, Leonardo Urpia, que, juntamente com os também diretores do sindicato, João Marcos e Climério Reis (Mero), está à frente da ação do “Gás a Preço Justo”, diz que há uma boa receptividade da população, que se mostra interessada em saber mais sobre o processo de venda do gás de cozinha e porque ele está tão caro.

“Estamos conseguindo atingir o nosso objetivo que é o de chamar a atenção da sociedade para a importância da Petrobrás. Em cada lugar que chegamos explicamos o motivo do alto preço do gás de cozinha e de outros derivados do petróleo, que é a mudança da politica de gestão da Petrobrás, feita pelo governo Bolsonaro, que passou a acompanhar o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar”. 

Eliomar, da cidade de Simões Filho, entendeu o recado e se mostrou revoltado. “Como é que a Petrobrás produz aqui, com matéria prima do Brasil, e a gente paga preço de dólar”?, indagou.

Para Maria, de Feira de Santana, “o governo de Bolsonaro tem de parar e refletir porque a nossa nação tem muita gente humilde que não tem condições de comprar o gás a esse preço. Eu conheço pessoas que estão procurando lenha para cozinhar”.

Em São Sebastião do Passé, Antônio Almeida revelou que às vezes precisa comprar gás fiado e o preço sobe para R$ 90,00”. Para Hilda Maria, também moradora dessa cidade, “a vida está muito difícil e o governo tem de ver isso, tem de baixar o preço do gás”.

A ação do “Gás a Preço Justo” segue até o final do mês de outubro, mostrando que é possível vender o gás de cozinha com valores mais baixos, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

Conheça as cidades cujas populações ainda serão beneficiadas com a ação da venda de gás de cozinha a preço justo:

15/10 (quinta-feira)- Itabuna
16/10 (sexta-feira) – Itapetinga
17/10 (sábado)- Canavieiras

18/10 (domingo) – Jequié
20/10 (terça-feira)- Olindina
21/10 (quarta-feira) – Madre de Deus
22/10 (quinta-feira) – Santo Amaro

Publicado em Petróleo

[Do portal da CUT]

A alta de preços dos produtos da cesta básica, especialmente do arroz, em plena pandemia do novo coronavírus (Covid 19), quando 67 milhões de brasileiros e brasileiras dependeram de ajuda financeira do auxílio emergencial de R$ 600,00 para sobreviver, levou a deputada federal Rejane Dias (PT/ PI), a apresentar o Projeto de Lei (PL) nº 4561/10, a fim de conter os abusos cometidos por produtores e comerciantes. 

O PL prevê sanções econômicas para quem cometer preços abusivos até o final do estado de calamidade pública em 31 de dezembro deste ano. As sanções vão da proibição de fazer qualquer tipo de contrato com bancos oficiais, participar de licitações e até ser impedido de atuar no comércio. O texto altera o Código de Defesa do Consumidor e a Lei 12.529/11, que trata da defesa da concorrência, para acrescentar a medida.  O mesmo projeto prevê também evitar o aumento no preço do botijão de gás.

“Eu acredito que o Congresso terá a sensibilidade de barrar esses preços que considero abusivos, diante da calamidade que estamos vivendo. É uma ação importante que espero que seja aprovado em regime de urgência”, afirma a deputada petista.

Ao defender o seu projeto, Rejane Dias lembrou que os produtos essenciais da cesta básica hoje pressionam o orçamento das famílias, especialmente as que recebem um salário mínimo (R$ 1.045,00).

O economista Daniel Ferrer de Almeida do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) explica como os aumentos nos preços dos produtos da cesta básica pressionam o orçamento das famílias. Ele cita como exemplo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que  reajusta os salários. O acumulado de janeiro a agosto foi de 1,16% para famílias que ganham de 01 (um) a 5 (cinco) salários mínimos.

“Só que dentro do INPC existe o peso da cesta básica, da alimentação, que subiu 5,43% no mesmo período. Aí o impacto da redução do poder aquisitivo é muito maior para essas famílias. O caso do preço do arroz é bem emblemático”, afirma Daniel.

De acordo com o economista, a propensão de quem ganha menos é consumir toda a renda, e ao olhar os itens da cesta básica que aumentaram, a renda das famílias mais pobres foi esmagada absurdamente porque foi utilizada nos produtos que mais encareceram.

 “A variação da cesta básica é absurda em comparação com o índice da inflação”, afirma Daniel. Segundo ele, somente com geração de emprego e renda é que o consumo das famílias voltará a crescer.

“O governo ajuda a destruir a economia ao deixar que especulem com os preços dos alimentos”, avalia o economista do Dieese.

Salário mínimo ideal é de quase R$ 5 mil

Os preços médios coletados da cesta básica pelo Dieese no mês de setembro variaram de R$ 422,31 (Natal/RN) a R$ 582,40 (Florianópolis/SC). Com base nessa última, o Dieese calculou em R$ 4.892,75 o salário mínimo necessário para as despesas básicas de um trabalhador e sua família (de quatro integrantes). Esse valor corresponde a 4,68 vezes o mínimo oficial (R$ 1.045). Em agosto, essa proporção era de 4,34 vezes. Em apenas um mês, o mínimo necessário aumentou em R$ 356,63.

Para a deputada Rejane Dias, o fim da Política de Valorização do Salário Mínimo, proposta pela CUT, aprovada pelo Congresso Nacional e implantada, em 2004, pelo ex-presidente Lula, por decisão de Jair Bolsonaro (ex-PSL) agrava a situação dos trabalhadores e de suas famílias.

“ Nos governos Lula e Dilma tivemos reajustes do salário mínimo acima da inflação, o que protegeu o poder de compra do trabalhador. Infelizmente o atual governo acabou com esta política” diz Rejane Dias.

Manutenção do auxílio emergencial de R$ 600,00

Rejane Dias afirma ainda que além de querer coibir os preços abusivos da cesta básica, ela está lutando pela manutenção do auxílio emergencial de R$ 600,00, defendido pela CUT e demais centrais sindicais.

“ O auxílio emergencial  tem sido essencial para dar um pouco de dignidade às pessoas. Manter o valor original de R$ 600,00 é o que deve ser feito pelo Congresso Nacional”, defendeu a deputada do Piauí.

Mesmo adotando preços internacionais, valores dos combustíveis caíram menos no Brasil do que a cotação do petróleo Brent. Com venda de refinarias, há sério risco de se criar monopólios regionais que vão impor os preços que quiserem à população, além de não-garantia de abastecimento  

O novo reajuste dos preços do óleo diesel (2%) e da gasolina (4%) nas refinarias a partir desta quinta-feira (13/8), anunciado pela gestão da Petrobrás, é resultado da política de paridade de preços ao mercado internacional, adotada pela empresa a partir de 2016, que ignora a autossuficiência na produção de petróleo do país e diminui a capacidade de refino da companhia para abrir espaço a importadores de combustíveis, aponta a Federação Única dos Petroleiros (FUP). Essa situação irá piorar, reforça a FUP, se a gestão da Petrobrás for adiante na venda de oito refinarias da empresa, o que vai criar monopólios regionais e até mesmo risco de desabastecimento de alguns mercados, como apontaram um estudo da PUC-Rio e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Mesmo com a paridade internacional e a queda dos preços em todo o mundo provocada pela pandemia de Covid-19, os valores dos combustíveis no Brasil caíram menos de janeiro a julho do que a cotação do barril do petróleo Brent, importante referência de precificação. De acordo com levantamento do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) com base em preços de combustíveis e do Brent apresentados pela ANP e pela consultoria Oil Price, enquanto o valor do Brent caiu 31,7%, no Brasil o preço do óleo diesel caiu 16,7%; o da gasolina comum, 10,7%; e o do gás de cozinha, apenas 0,4%.

“A Petrobrás vem reduzindo o uso de suas refinarias, hoje em torno de 75% da capacidade dessas plantas, enquanto exporta petróleo bruto e estimula a importação de combustíveis. Neste momento de crise de saúde pública e econômica agudas, provocada pela Covid-19, a companhia mantém uma política que penaliza a população, principalmente os mais pobres, que são os principais consumidores de gás de cozinha e poderiam estar pagando menos pelo produto. E se vender refinarias a situação irá piorar, pois os compradores dessas unidades poderão cobrar o que quiserem por seus produtos e vender para quem quiserem, inclusive para o exterior. Sabemos que também é preciso discutir impostos estaduais e a fiscalização dos pontos de revenda, para garantir que preços mais baixos cheguem ao consumidor, mas, novamente, quem pagará a conta é a população”, frisa Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP.

[Assessoria de Comunicação da FUP, em nota distribuída à imprensa]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.