O anúncio da direção da Petrobrás de que alterou no primeiro semestre do ano passado o prazo limite de reajuste dos derivados de petróleo está longe de garantir preços justos para os combustíveis. Mas, é uma importante sinalização de que a categoria petroleira conseguiu pautar junto à sociedade o debate em torno dos prejuízos causados pela política de preços da empresa. Desde 2016, as gestões neoliberais da Petrobrás praticam o Preço de Paridade de Importação (PPI), que varia conforme o sobe e desce do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. Desde então, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados denunciam os impactos dessa medida para o consumidor brasileiro e a indústria nacional. 

Para o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, a tentativa da gestão bolsonarista de suavizar os reajustes é uma resposta às mobilizações populares e dos movimentos sindical e sociais. “Um dos principais papéis da Petrobrás é garantir o abastecimento do mercado nacional a preços justos para a população brasileira. A gestão da empresa precisa entender que é possível manter os preços domésticos alinhados com os preços internacionais, mas sem penalizar o brasileiro e a brasileira com reajustes diários dos preços dos derivados de petróleo”, ressaltou o líder petroleiro, lembrando que “se o governo federal e atual gestão da Petrobras adotassem uma política de preços baseada nos custos nacionais de produção, mesmo com alguns ajustes para atender critérios internacionais, os derivados de petróleo seriam bem mais baratos sem precisar responsabilizar os tributos que têm a finalidade de atender as demandas sociais do povo com serviços públicos de qualidade”.  

Gás já aumentou mais de 130%

Estudo da subseção Dieese da FUP aponta que, desde julho de 2017, os derivados de petróleo sofrerem centenas de reajustes nas refinarias, acumulando aumentos de mais de 130%, no caso do gás de cozinha, de 60%, como aconteceu com a gasolina, e mais de 43% no que diz respeito ao diesel (saiba mais aqui). “Por conta dessa política, estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP. 

Na segunda-feira (8), a Petrobrás anunciou mais um reajuste nos preços dos derivados. A gasolina ficou 8% mais cara nas refinarias, o diesel aumentou 6,2% e o gás de cozinha, 5,1%.

PPI continua

De acordo com as mudanças anunciadas pela Petrobrás, o período base de cálculo para os reajustes, que era feito a cada três meses, passou a ser anual. Na prática, a diferença agora é que os reajustes podem até ser menores, mas vão continuar ocorrendo porque a Petrobras não abandonou a política de paridade internacional. Mas, ao contrário do que pode parecer, os reajustes não serão anuais e continuarão ocorrendo, explica Rodrigo Pimentel Ferreira Leão, coordenador técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). “O que muda é o período de projeção do mercado para estabelecer o reajuste e mesmo alterando a periodicidade, se o preço internacional sobe a longo prazo, em algum momento vai ter repasse ao consumidor”, afirma o economista, lembrando que os preços lá fora têm subido desde abril de 2020 e há o reflexo disso no Brasil.

Antes, os reajustes eram quase diários e seguiam a variação dos preços internacionais dos barris de petróleo que eram repassados automaticamente aos preços dos combustíveis no Brasil. “O preço é 50, aumentou para 60, aumentamos aqui para 60 também” destaca Rodrigo, se referindo ao preço do barril de petróleo, em dólares. Esse novo período de base de cálculo do reajuste anunciado, na verdade, foi apenas um anúncio oficial da mudança que ocorreu em junho do ano passado. De acordo com Rodrigo Leão, a medida foi adotada como instrumento para “suavizar a intensidade e frequência dos reajustes”.


Leia também: INEEP: Política de preços da Petrobrás ignora estrutura de mercado no Brasil em relação a outros países


Para o coordenador do Ineep, o governo Bolsonaro ainda está perdido e “sem saber direito o que fazer” para conter o avanço dos preços dos combustíveis. Isso porque, para atender aos interesses do mercado, continua praticando a variação internacional, ao mesmo tempo em que privatiza as refinarias brasileiras, tornando o país dependente da importação dos derivados. A Rlam, primeira refinaria do Sistema Petrobrás, que tem uma participação importantìssima do refino nacional, teve a venda oficializada esta semana por metade do valor real da planta. 

Rodrigo Leão lembra que, durante o governo Lula, quando Sérgio Gabrielli presidiu a Petrobrás, a empresa considerava a organização do mercado, a distribuição, a demanda por importação e as particularidades do mercado interno, como oferta e procura, e concorrência entre distribuidoras. A variação cambial e o preço internacional também eram considerados, mas não eram determinantes.

O coordenador do Ineep explica que a forma de cálculo permitia uma estabilidade nos preços finais. “Havia uma previsão do mercado. Se o preço desabasse de 50 para 20 e a previsão fosse de 40 para o futuro, o governo fazia uma redução mais suave. O contrário também acontecia. Se subisse de 50 para 100, mas a previsão fosse de 80, o repasse feita era de 80 e não do total”, explica.

O dilema do ICMS

Na última sexta-feira (5), Bolsonaro, mais uma vez, criou um ambiente hostil com os governadores estaduais, quando anunciou que pretende enviar uma proposta ao Congresso, ainda esta semana, para mudar a forma de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

O imposto é estadual e as unidades da federação têm autonomia para definir sua alíquota para cada tipo de combustível. Elas variam de 12% a 30% entre os estados brasileiros. Bolsonaro quer que o ICMS seja definido pelo governo federal sobre o preço dos combustíveis nas refinarias e não no preço final ao consumidor, como é atualmente.  Ao mesmo tempo, afirmou que o governo não vai interferir na política de preços da Petrobras, ou seja, continuarão acompanhando a variação internacional.

O valor do ICMS incide sobre o preço médio ponderado final (PMPF), calculado a cada 15 dias pelos estados, com base no mercado. Desta forma, se o preço na refinaria sobe e o valor aumenta na bomba, o valor líquido do ICMS será maior. Porém, a alíquota é a mesma. Em São Paulo, por exemplo, é de 25%. No Rio de Janeiro é de 30%.

Para Rodrigo Leão, a hipótese de unificação nacional do ICMS facilitaria a previsão de valores finais, mas Bolsonaro, na verdade, quer tirar a responsabilidade das costas da Petrobras e jogar a culpa pelos altos preços dos combustíveis na conta dos governadores. Ele explica que os estados poderiam sim rever as alíquotas para baixar os preços, “mas o fato é que a Petrobras está aumentando muito os preços nas refinarias”.

[Da imprensa da FUP, com informações da CUT]

 

 

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Cálculos do Ineep mostram que valor de mercado da unidade baiana seria entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões

[Comunicado da FUP à imprensa]

O valor da venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, pela Petrobrás para o Fundo Mubadala, de US$ 1,65 bilhão, comprova que a privatização da unidade está sendo feita sem sua devida valoração. A avaliação da Federação Única dos Petroleiros (FUP) se baseia em cálculos do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), que, usando o método de fluxo de caixa descontado, apontou que a refinaria valeria entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões. Ou seja, a RLAM está sendo vendida pela metade de seu real valor.

Além disso, como a FUP e seus sindicatos vem apontando há pelo menos oito meses, a venda da RLAM vai criar um monopólio regional no estado e em toda a região Nordeste, com combustíveis mais caros e risco de desabastecimento para os consumidores. Tal problema foi apontado por estudo da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, encomendado pela Associação das Distribuidoras de Combustíveis – Brasilcom, que avaliou ainda outras cinco refinarias que estão à venda e indicou o mesmo risco para todas as plantas.

“A RLAM recebeu investimentos de R$ 6 bilhões somente em hidrotratamento nos últimos dez anos. No entanto, a refinaria está sendo vendida por pouco mais que isso, num momento economicamente ruim em todo o mundo. E não é apenas da planta de refino que está sendo vendida a preço de banana, mas toda a infraestrutura de armazenamento e escoamento da RLAM. São quase 800 quilômetros de dutos, fora os tanques de armazenagem. É um péssimo negócio para a Petrobrás, para a Bahia, para o Nordeste e para todo o Brasil”, aponta Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP.

Bacelar ainda reforça o quanto a população baiana e de todo o Nordeste poderá sofrer ainda mais com combustíveis mais caros com a venda da refinaria. Se a política da atual gestão da Petrobrás de Preço de Paridade Internacional (PPI) já vem penalizando a população – hoje a empresa anunciou o terceiro reajuste da gasolina e o segundo aumento do óleo diesel e do gás de cozinha no ano –, o Fundo Mubadala terá total liberdade de cobrar o preço que quiser pelos produtos que a RLAM produzir – ou mesmo optar por vender os produtos no mercado internacional, provocando desabastecimento.

A venda da RLAM é ainda mais grave, lembra a FUP, porque a refinaria tem sido peça-chave para equilibrar o desempenho financeiro da Petrobrás durante a pandemia. A planta baiana tem respondido por cerca de 30% da produção da Petrobrás de óleo combustível para navios (bunker) com baixo teor de enxofre, atendendo exigência da Organização Marítima Internacional (IMO, sigla em inglês), combustível que tem sido bastante demandado no mercado internacional. As exportações de bunker amenizaram os resultados financeiros ruins da Petrobrás nos três primeiros trimestres de 2020.  

“A gestão da Petrobrás vai entregando ativos lucrativos e importantes para o resultado da empresa. Com a venda de tantos ativos que dão lucro, o que será da Petrobrás? Por isso afirmamos que a empresa está sendo privatizada aos pedaços. Não vai sobrar nada. A Petrobrás vai ser tornar uma empresa pequena e mera exportadora de petróleo cru, sujeita a perdas imensas com o sobe-e-desce das cotações internacionais de petróleo”, reforça Bacelar.

Com o anúncio da venda da RLAM, o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-Bahia), filiado à FUP, está mobilizando trabalhadores e trabalhadoras da refinaria e poderá iniciar uma greve em protesto contra a venda da unidade, como aprovado em assembleias em dezembro passado.

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Para os pesquisadores do Ineep, novo aumento dos preços dos combustíveis anunciado para terça e medidas sinalizadas pelo Governo Federal mostram ausência de estratégia

[Da comunicação do Ineep]

O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) avalia que o aumento dos preços dos combustíveis anunciados pela Petrobras nesta segunda, para serem repassados na terça (9) revelam total falta de estratégia do Governo Federal e da empresa, ignorando a estrutura de mercado brasileira em relação a outros países.

“A entrevista coletiva da equipe econômica na sexta (6) foi um improviso, pois não há qualquer medida efetiva. Teve apenas como objetivo tentar demonstrar que o governo não tem interferência na Petrobras”, avalia o coordenador técnico do Ineep, William Nozaki. “O nosso entendimento é de que não foi dada uma solução de curto prazo para os caminhoneiros”, complementa o coordenador técnico, Rodrigo Leão.

A falta de medidas efetivas do Governo Federal e o reajuste feito pela Petrobrás mostra que ainda não há clareza sobre como os preços dos combustíveis serão mediados.  Com os aumentos anunciados nesta segunda, o preço médio de venda de gasolina nas refinarias da Petrobras passará a ser de R$ 2,25 por litro, uma alta de 22% só em 2021. Já o preço médio de venda de diesel passará a ser de R$ 2,24 por litro, alta de 10,9% em 2021.

O custo do combustível afeta diretamente a inflação, em especial de alimentos e bebidas, além do setor de transportes, sobre o qual o aumento incide diretamente.

“Claramente Governo e Petrobras não dialogam. Não há entendimento de ambos sobre o papel dos preços dos combustíveis no Brasil e sequer sobre soluções para esse problema. A Petrobras se nega a reconhecer que o PPI gera volatilidade nos preços e o governo joga o problema no colo dos governadores, como se o ICMS fosse solucionar a questão. Há um claro despreparo e desconhecimento das causas e consequências”, complementou Leão.  

Segundo o Ineep, entre os países com expressiva produção de petróleo, os preços dos combustíveis são reajustados com menor frequência, porque as empresas estatais administram suas políticas de preços de olho na paridade internacional num longo prazo, e sem trazer a volatilidade para o mercado interno.

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Em todo o Brasil, FUP e sindicatos realizaram, nesta segunda-feira (1º), diversos atos em apoio à greve dos caminhoneiros e contra a política de reajuste dos derivados de petróleo imposta pela direção da Petrobrás.

Em Minas, o Sindipetro/MG doou 100 botijões de gás às ocupações Pátria Livre, na Pedreira Prado Lopes, com apoio do MTD, e Eliane Silva, em parceria com o MLB.

A distribuição faz parte da campanha pelo Preço Justo dos Combustíveis e tem o objetivo de dialogar com a população, demonstrando que é possível que a Petrobrás comercialize combustíveis a um preço acessível.

Para o coordenador do Sindipetro/MG, o aumento constante no preço do gás de cozinha, e dos combustíveis como gasolina e diesel, fazem parte da política predatória de Bolsonaro e Paulo Guedes. 

“Nós acreditamos em uma Petrobrás que neste momento de crise, assume o lado do povo, do desempregado, do caminhoneiro. Lutamos por uma Petrobrás comprometida por um preço justo dos combustíveis, e menos com o lucro dos seus acionistas”, afirma o coordenador.

Política de Preços

Desde 2016, as gestões neoliberais da empresa praticam o Preço de Paridade de Importação (PPI), que varia conforme o sobe e desce do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. 

Os petroleiros vêm denunciando há quatro anos esse disparate, que fez o preço do botijão de gás subir mais de 130% desde julho de 2017 e a gasolina e diesel sofrerem reajustes nas refinarias de 60% e 43%, respectivamente.

Já o preço do barril do petróleo aumentou 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%.  

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

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Petroleiros realizam uma série de atividades pelo Brasil com o objetivo de denunciar a política de preços adotada pela atual gestão da Petrobrás, responsável pelo aumento abusivo dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha. Nesta manhã (01), em Curitiba, às 10h, dirigentes do Sindipetro estiveram no Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo – Cefuria para entregar 50 cargas destinadas a cozinhas comunitárias de bairros da capital e região. A ação de hoje é parte da campanha “Gás a Preço Justo”, quando serão vendidos 250 botijões de 13kg a famílias de Araucária, por R$ 40,00.

Além dos petroleiros, estiveram presentes na entrega do gás no Cefuria representantes do Marmitas da Terra (MST), da União de Moradores e Trabalhadores do Bolsão Formosa (Novo Mundo) e da Ocupação Vila Santa Maria (Tatuquara), comunidades com cozinha comunitária em pleno funcionamento. 

A data da ação “Gás a Preço Justo” no Paraná será definida nos próximos dias em função da paralisação dos revendedores, também prejudicados pelos aumentos abusivos praticados pelo Governo Federal. Para o presidente do Sindipetro, Alexandro Guilherme Jorge, “os petroleiros vão subsidiar uma parte do valor do item para que as pessoas possam comprar por um preço que entendemos como justo, que poderia chegar aos consumidos e contemplaria toda cadeia produtiva”. 

Hoje o gás de cozinha, diesel e gasolina aumentam toda hora em razão do Preço de Paridade Internacional (PPI). Esses itens seguem a cotação do dólar e do preço barril do petróleo lá fora. Por isso, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos começaram diversas ações nesta segunda-feira. 

Os protestos são em diversos estados do país, com doações e venda subsidiada de botijões de gás, distribuição de cestas básicas, descontos para compra de gasolina e diesel, campanhas de conscientização sobre os impactos sociais do desmonte do Sistema Petrobrás. 

Levantamento feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) revela que entre julho de 2017 e janeiro de 2021, sob o comando dos governos Temer e Bolsonaro, a direção da estatal aumentou em 59,67% o preço da gasolina nas refinarias, o diesel 42,64% e o GLP (gás de cozinha) 130,79%. Já o preço do barril do petróleo acumulou reajustes de 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%. 

“Estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. Saiba mais sobre as mobilizações nacionais dos petroleiros AQUI.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

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Centenas de pessoas foram beneficiadas, nessa manhã (1), em salvador, com a ação do Sindipetro Bahia de venda do botijão de gás de cozinha e da gasolina a preço justo.

O protesto que está sendo realizado nacionalmente pelos petroleiros, em apoio à greve dos caminhoneiros, teve também como objetivo denunciar a política de preços da atual gestão da Petrobrás, responsável pelos sucessivos aumentos dos preços dos derivados do petróleo.

Os petroleiros têm pautas de luta similares a algumas das reivindicações dos caminhoneiros. As duas categorias querem o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

O Sindipetro organizou duas ações: a primeira aconteceu às 8h30, no bairro de Pituaçu, onde foram vendidos, em duas horas, a preços subsidiados pelo Sindipetro, 230 botijões de gás de cozinha. O botijão custa R$ 81,00 na distribuidora do bairro e foi vendido a R$ 40,00, menos da metade do preço.

Apesar de ter havido um cadastro prévio das famílias carentes do bairro, um grande número de pessoas compareceu ao local da ação. Muitos relataram dificuldade para adquirir o botijão de gás ao preço atual. Outros afirmaram que estão utilizando outras formas para cozinhar, pois não têm mais condições de adquirir o botijão de gás.

No final da manhã (às 11h30), o Sindipetro realizou a ação da venda de gasolina a preço justo. Desde cedo formou-se uma longa fila no Posto BR do Dique do Tororó, causando engarrafamento na área. Foram atendidos 130 veículos e 100 motos, no período de três horas. Como o preço do litro da gasolina estava custando R$ 5,00 e o Sindipetro arcou com R$ 1,80 desse valor, o consumidor pôde comprar o litro da gasolina por R$ 3,20.

Nas duas ações, que tiveram ampla cobertura da imprensa, diretores do Sindipetro orientaram sobre a necessidade de manter a distância entre as pessoas e do uso de máscara e álcool em gel. Eles também distribuíram panfletos explicando como funciona a política de preços da Petrobrás – que mudou desde o governo Temer- e porque ela é responsável pelos aumentos abusivos dos preços do gás de cozinha, diesel e gasolina.

 

A dona de casa Rita de Cássia ficou contente por poder comprar um botijão de gás “com um valor que cabe no nosso bolso, pois o governo está com um valor exorbitante em cima do gás de cozinha”.

“As ações foram muito boas porque além de conversar com a população sobre a importância de defender a Petrobrás como empresa pública e integrada, conseguimos, em um momento de pandemia, atender à população carente, dando a essas pessoas a oportunidade de ter acesso ao gás de cozinha a um valor accessível, que de acordo com estudos do INEEP é de R$ 40,00, garantindo a remuneração de toda a cadeia produtiva”, afirmou o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, denunciando que “o grande problema é que a Petrobrás hoje produz em real, mas vende o seu produto em dólar, pois segue a política de governo de Bolsonaro e Guedes”.
 

Para o diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, “em nome da categoria petroleira, o sindicato cumpriu o seu papel, aflorando esse debate sobre os preços dos derivados de petróleo, a política de preços da Petrobrás e os desdobramentos que podem ocorrer caso as refinarias da estatal sejam privatizada, o que só vai amplificar os impactos negativos para a população, com aumentos ainda maiores dos preços dos combustíveis e gás de cozinha”. Para ele, “principalmente nesse momento de pandemia e crise econômica, os altos preços desses derivados de petróleo acabam contribuindo com o aumento da inflação e o empobrecimento da sociedade”.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia | Foto: Wandaick Costa]

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O Sindipetro-NF e Sindipetro Caxias fizeram uma ação conjunta e distribuíram 200 botijoes de gás, subsidiado a R$35,00 no Jardim São Bento em Padre Miguel. As famílias selecionadas foram as que já estão cadastradas na cesta básica, que é distribuída na campanha Petroleiro Solidário.

Antes da distribuição dos botijões adesivados com a campanha, os dirigentes sindicais pintaram o chão para fazer um distanciamento de 1,5m e distribuíram máscaras contra o Covid-19. Também explicaram à população sobre a situação da pandemia no Brasil, a importância da Petrobrás se manter estatal, a venda da Liquigas e a política de preços adotada pela empresa e o governo Bolsonaro.

O caminhão chegou às 11 horas. Segundo o diretor do Sindipetro-NF, Alessandro Trindade, as pessoas estavam muito emocionadas em receber o gás, a primeira pessoa da fila era uma senhora de 88 anos que inclusive chorou ao receber o botijão.

“O ato solidário é uma missão do sindicato. Hoje possibilitamos que 200 famílias possam cozinhar utilizando gás de cozinha. Muitos estavam utilizando álcool ou lenha” – disse Alessandro Trindade.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

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Junto ao Mãos Solidárias, Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e da Paraíba distribuiu marmitas e botijões de gás

[Do Brasil de Fato/PE | Foto: Rubra Comunicação]

Durante a manhã desta segunda-feira (01), o Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e da Paraíba (Sindipetro PE/PB) junto à campanha Mãos Solidárias promoveu um café-da-manhã junto aos caminhoneiros em solidariedade à greve da categoria, que protesta contra o aumento do combustível. Além do reajuste feito pela Petrobrás no preço do diesel em 4,4%, um reajuste de 6% no gás de cozinha já havia sido feito na primeira semana do mês. 

Além de levar marmitas para o Posto Pichilau, em Jaboatão dos Guararapes, onde o ato estava concentrado, o Sindipetro distribuiu 50 botijões de gás para as famílias em situação de vulnerabilidade social na Comunidade do Papelão, no centro do Recife. 

Segundo Rogério Almeida, coordenador do Sindipetro PE/PB, a luta dos caminhoneiros e dos petroleiros convergem em três pontos. “A luta para baixar o combustível; pedir o fim da Paridade de Preços Internacionais (PPI) e a luta contra as privatizações das refinarias, porque se privatizar o governo não tem mais controle sobre o preço do combustível e o preço vai ficar obrigatoriamente no valor internacional”, explica. O coordenador explica que a PPI regula o preço do combustível no Brasil igual ao mercado internacional, e isso significa que o brasileiro está pagando em dólar. O ideal, adiciona, é seguir o mercado local. 

Este foi o primeiro ato dos petroleiros em 2021 e Rogério Almeida enfatiza que a luta contra as privatizações de refinaria devem continuar no centro da pauta deste ano. “Foi anunciada a venda de oito refinarias do Brasil, o que corresponde a 50% do mercado brasileiro de combustível. É mais um risco que a gente corre de ficar refém do preço internacional do petróleo”. Uma das refinarias que também corre risco de venda é a de Abreu e Lima, que deve ser também centro da luta dos petroleiros.

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[Última atualização às 20h]

Nesta segunda-feira, 01 de fevereiro, data em que as entidades representativas dos caminhoneiros convocaram uma paralisação nacional em protesto contra o alto custo do diesel e outras reivindicações da categoria, a FUP e seus sindicatos realizaram diversos atos pelo país afora, em apoio ao movimento e contra a política de reajuste dos derivados de petróleo imposta pela direção da Petrobrás. Desde 2016, as gestões neoliberais da empresa praticam o Preço de Paridade de Importação (PPI), que varia conforme o sobe e desce do valor do barril de petróleo no mercado internacional e as oscilações do dólar e dos custos de importação, o que faz com que os reajustes sejam frequentes e abusivos. 

Os petroleiros vêm denunciando há quatro anos esse disparate, que fez o preço do botijão de gás subir mais de 130% desde julho de 2017 e a gasolina e diesel sofrerem reajustes nas refinarias de 60% e 43%, respectivamente (saiba mais aqui). Já o preço do barril do petróleo aumentou 15,40% neste mesmo período e a inflação medida pelo INPC (IBGE) ficou em 15,02%.  “Por conta da política de preços da Petrobrás, estamos sofrendo com aumentos descontrolados dos derivados de petróleo, o que inviabiliza setores estratégicos da economia, além de afetar massivamente a população", alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar.  

Nesta segunda-feira, os sindicatos de petroleiros novamente foram às ruas protestar contra o PPI, que faz parte do processo de desmonte do Sistema Petrobrás. Em ações de solidariedade, a categoria subsidiou a distribuição de 1.150 botijões de gás, que foram doados ou vendidos pela metade do preço praticada pelas distribuidoras. As mobilizações ocorrem em regiões da periferia de Pernambuco, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e Esteio (RS). Veja as fotos no final da matéria.

Em Vitória, no Espírito Santo, o Sindipetro realizou uma carreata com motoristas de aplicativos, que receberam vales para abastecimento de combustíveis. Ao todo, 100 motoristas receberam descontos limitados a 20 litros para carros e a 10 litros para motocicletas.

Em Salvador, também houve o mesmo tipo de ação com descontos no abastecimento de até 20 litros para 100 automóveis e 10 litros para 100 motocicletas, ao preço de R$ 3,00 o litro. Além disso, o Sindipetro distribuiu 230 botijões de gás no bairro de Pituaçu, ao preço de R$ 40,00, menos da metade do que as distribuidoras cobram na região.

Em Belo Horizonte, o sindicato subsidiou 100 botijões de gás para movimentos de luta pela moradia, sendo que 50 foram distribuídos pela manhã, na comunidade Pedreira Prado Lopes, e outros 50 foram distribuídos na parte da tarde, na região de Barreiro.

No Recife, além da doação de 50 botijões para famílias em vulnerabilidade social, o sindicato distribuiu 200 marmitas para os caminhoneiros, em parceria com o Projeto Mãos Solidárias do Armazém do Campo. 

Em Manaus, foram doadas 30 cestas básicas, e em Mossoró, no Rio Grande do Norte, os petroleiros realizaram um protesto contra o avanço da covid e as mais de 220 mil mortes pela doença, exigindo o afastamento do presidente Jair Bolsonaro. 

Ainda pela manhã, houve distribuição de mais 200 botijões de gás, ao custo de R$ 35,00, para as famílias em situação de vulnerabilidade social do Jardim São Bento, na região de Padre Miguel, no Rio de Janeiro. Aação foi realizada pelo Sindipetro-NF e pelo Sindipetro Duque de Caxias. Na Baixada Fluminense, foram distribuídas 100 cestas básicas e mil máscaras de proteção ao coronavírus, em ações organizadas pelos petroleiros.

Em Porto Alegre, a ação ocorreu no final da tarde, com distribuição de 100 botijões de gás, no município de Esteio, subsidiados pelo valor de R$ 35,00.

Em função da greve dos revendedores, o Sindipetro Unificado de São Paulo programou para esta terça, 02, e quarta-feira, 03, a distribuição de 200 botijões de gás nas comunidades do Grajaú e de São Miguel Paulista, na Grande São Paulo. 

Em Curitiba, a ação solidária dos petroleiros realizou recarga de gás para a cozinha comunitária do Centro de Formação Urbano Rural Irmã Araújo (Cefuria). Também por conta da greve dos revendedores, a distribuição de 250 botijões de gás será realizada nos próxmos dias, com venda subsidiada para famílias de Araucária, por R$ 40,00 o botijão de 13 kg.

[Imprensa da FUP, com informações dos sindicatos |Fotos: Sindipetros]

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Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e da Paraíba realiza na manhã da próxima segunda-feira, 1 de fevereiro, dois atos de solidariedade na Região Metropolitana do Recife.

O primeiro acontece no bairro de Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, em um posto de combustível, nas margens da BR101, a partir das 6 horas da manhã.Os p etroleiros, juntos à campanha “Mãos Solidárias/Periferia Viva", promovem um café-da-manhã junto aos caminhoneiros, em solidariedade à greve desta categoria que está prevista para iniciar neste dia.

Depois, às 11h, os sindicalistas e movimentos seguem para a Comunidade do Papelão, localizada no bairro de São José, atrás da Estação Recife, onde serão entregues 50 botijões de gás de cozinha para famílias que moram na comunidade.

CONTATOS:

Rogério Almeida (Coordenador Geral Sindipetro PE/PB): 98759-3801
Sinésio Pontes (Diretor de Comunicação Sindipetro PE/PB): 99687-7314
Diego Liberalino (Diretor adjunto de Comunicação Sindipetro PE/PB): 98997-7016
Luiz Lourenzon (membro diretor da FUP e Diretor Adm Sindipetro PE/PB): 98759-3800
Paulo Mansan (Coordenador estadual do MST): 99855-3121

[Via Sindipetro-PE/PB]

Publicado em SINDIPETRO-PE/PB
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.