Quinhentos veículos, entre motos e carros, participaram nesta quarta-feira, 18, de uma ação do Sindipetro-NF para conscientizar a população sobre a importância de uma Petrobrás voltada para os interesses públicos e chamar atenção para a greve dos petroleiros.

A ação aconteceu de forma tranquila no Posto BR localizado no bairro da Aroeira em Macaé. Trabalhadores em greve e diretores do sindicato distribuíram vouchers de R$ 20,00 aos motoristas e eram colados adesivos em apoio ao movimento nos carros e motos abastecidos.

Os moradores de Macaé costumam pagar um dos preços da gasolina mais cara do país. A média nos postos da cidade é de R$ 5,19 do litro do combustível. A categoria petroleira alertou a quem abastecia que um dos problemas do alto preço da gasolina é porque está equiparada ao mercado internacional.

“Estamos aqui para denunciar que a Petrobrás já vem se comportando como empresa  privada ao usar a política de preços com paridade ao mercado internacional. Nossa ideia é chamar atenção para a greve petroleira. Ontem o movimento já conquistou uma vitória que foi a suspensão das demissões em massa dos companheiros da Fafen Paraná. Mesmo assim tem que seguir forte para tentarmos reverter todos os ataques que estamos sofrendo ” – explicou o diretor do Sindipetro-NF, Sergio Borges.

[Via Sindipetro-NF | Foto: Rui Porto Filho]

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Os moradores de Macaé costumam pagam um dos preços da gasolina mais cara do país. A média paga nos postos da cidade é de R$ 5,19 o litro do combustível. A categoria petroleira em greve quer dialogar com a população e mostrar que esse preço é absurdo.

Com base em estudos do DIEESE, o Sindipetro-NF garante que seria possível pagar um combustível mais em conta se a Petrobrás tivesse seus interesses voltados para a população brasileira e não para o mercado internacional.

Para comprovar essa realidade, nesta quarta, 19, às 11 horas, o Sindipetro-NF vai subsidiar o valor do combustível.  A ação acontecerá no Posto BR na R. Dr Télio Barreto, 1074, na Aroeira. Cada carro receberá um voucher de R$ 20,00 para abastecer. Terão direito a abastecer 500 veículos/motos que chegarem no posto a partir deste horário.

Com isso o sindicato quer mostrar que uma pessoa que coloca R$ 50,00 de combustível deveria pagar apenas R$30,00 se a Petrobrás mudasse sua política de preços.

A política de preços

A Petrobrás modificou sua política de preços em relação aos produtos derivados do petróleo, como gasolina, diesel e gás de cozinha. Atualmente, os preços desses produtos variam de acordo com o mercado internacional e o câmbio do dólar, que varia em torno de R$ 4,30.

Para piorar ainda mais, a gestão atual da Petrobrás está subutilizando as refinarias. No ano passado operaram com 67% da sua capacidade. De acordo com a Petrobrás, isso está ocorrendo porque considera mais rentável vender óleo cru no mercado internacional e importar seus derivados. Entretanto o movimento sindical critica essa postura que não leva em conta a situação econômica de grande parte da população brasileira, obrigada a pagar por altos preços do botijão de gás e dos combustíveis.

A greve

A greve nacional dos petroleiros entra na terceira semana, com novas adesões. Enquanto a direção da Petrobras se nega a dialogar com a FUP, mais trabalhadores se somam ao movimento, pressionando a gestão da empresa para que suspenda as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), que já tiveram início na sexta-feira, 14.

Neste final de semana, mais uma plataforma do Norte Fluminense aderiu à greve, que já se estendeu por toda a Bacia de Campos. Até o momento, 36 das 39 plataformas da região tiveram a operação entregue às equipes de contingência da Petrobrás. A mobilização é para que as três últimas plataformas da Bacia que ainda não entraram na greve (PRA-1, P-54 e P-65) se somem ao movimento nacional.

A terceira semana de greve, portanto, chega com força e unidade dos trabalhadores do Sistema Petrobrás em todo o país. São 118 unidades mobilizadas, entre elas 57 plataformas, 24 terminais e todo o parque de refino da empresa: 11 refinarias, SIX (usina de xisto), Lubnor (Lubrificantes do Nordeste), AIG (Guamaré).

No edifício sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, a Comissão Permanente de Negociação da FUP já está há 17 dias, ocupando uma sala do quarto andar do prédio, cobrando um canal de diálogo com a gestão, na busca do atendimento das reivindicações da categoria.

Do lado de fora do prédio, na Avenida Chile, a Vigília Resistência Petroleira vem arregimentando apoios e participação ativa de diversas outras categorias, organizações populares, estudantes e movimentos sociais, na construção de uma ampla frente de luta em defesa da Petrobras e contra as privatizações.

[Sindipetro-NF]

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A ação do SINDIPETRO-RN, intitulada de "Gás de Cozinha a Preço Justo", foi realizada na manhã desta sexta-feira, 14, em frente à base administrativa da Petrobrás, em Natal. A atividade cumpriu um papel social importante e obteve grande atenção da população e da imprensa para a pauta da categoria petroleira, que se encontra em greve nacional desde o dia 1º de fevereiro.

Na ação o Sindicato dos Petroleiros do RN subsidiou 300 unidades de botijões de gás, sendo repassados para venda no valor de R$40,00 cada. O equivalente à metade do preço cobrado atualmente na região.

Essa iniciativa também foi realizada em outros estados, pelos demais sindicatos da Federação Única dos Petroleiros (FUP), com sucesso, e busca chamar atenção da sociedade sobre a política de preço dos combustíveis e do gás de cozinha.

Além disso, foi uma boa oportunidade para explicar a sociedade e obter apoio na luta dos petroleiros pela retomada dos investimentos da Petrobras no Rio Grande do Norte, contra o desmonte e venda da estatal, as transferências de trabalhadores e o descumprimento de ACT pela Petrobrás.

[Sindipetro-RN/Fotos: Arthur Varela]

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Emanuel Menezes, diretor da Federação Única dos Petroleiros (FUP), afirmou que as distribuidoras receberam ordem para boicotar a venda

A ação que venderia gás de cozinha a R$ 40 nesta sexta, 14, em Fortaleza, sofreu boicote e não chegou a acontecer no local combinado. Às 8h30min, horário marcado para o início da ação, 200 pessoas já haviam feito cadastro prévio. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo (Sindipetro) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) pagariam a diferença de valor para as famílias.

"O cadastro é feito na União de Jovens do Vicente Pinzón. Leva documento e ganha senha no local. São 200 botijões, divididos entre comunidades do Serviluz, Castelo Encantado e Vicente Pinzón, onde essa associação atende", explica Wederson Nascimento, integrante da Associação de Moradores do Serviluz. Segundo ele, o número de botijões subiu de 150 para 200 devido parceria entre a associação e o Sindipetro.

No entanto, durante o evento, o vice-presidente da Associação, Márcio Lima, recebeu a notícia de que as distribuidoras não estavam permitindo que os caminhões saíssem para entregar os botijões.

“Recebemos um chamado por conta de um caminhão quebrado e, chegando lá, foi informado o real motivo: as distribuidoras receberam ordens, não se sabe de quem, de boicotar a venda para esse ato”, completa Emanuel Menezes, diretor da FUP no Ceará.

Insatisfeito com a situação, João Paulo, um dos moradores cadastrados, lamentou o boicote. Ele já fazia planos com o dinheiro que economizaria. “Ficamos felizes, porque ia ser uma ajuda para nós. Já é um gasto a menos na feira da gente”, conta. Ele estava no momento que a má notícia chegou: “É uma vergonha o que estamos passando. É o efeito Bolsonaro, que quer privatizar tudo. Só sobra para nós pobres”, desabafa.

A fim de tentar amenizar a situação, os moradores das três comunidades cadastradas - Serviluz, Castelo Encantado e Vicente Pinzón - foram direcionados para a associação, onde vão receber, a partir das 13h, metade do valor de um gás de cozinha (R$ 40) para completar com o dinheiro que já tinham e conseguirem comprar o produto.

Segundo diretor da FUP, essa é uma forma do “povo não sair prejudicado”. “O sindicato vai manter um subsídio em dinheiro para que as famílias que se cadastraram não ficarem no prejuízo”, complementa. Ao O POVO, Emanuel contou que a ação nacional ainda não havia recebido notícias de boicote. O caso do Ceará foi a primeira.

[Jornal O povo]

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A Petrobrás tem o papel social de abastecer a população brasileira, mas a atual gestão da empresa quer mudar isso.

Já estamos há 13 dias em greve, tentando reverter as demissões em massa que atingem milhares de famílias de trabalhadores.

O fechamento de fábricas e a venda de refinarias aumentam o desemprego no país e pesam no bolso da população, que já sofre com os preços abusivos dos combustíveis.

O que queremos é garantir os empregos e preços justos para o gás de cozinha, a gasolina, o diesel.

A Petrobrás, no entanto, não aceita negociar com os sindicatos e tenta criminalizar a greve dos petroleiros, mentindo para o judiciário.

Buscamos cumprir as condições determinadas pela justiça, mas a atual gestão não quer permitir que assumamos os efetivos das unidades para aumentar a produção e reduzir os preços dos derivados de petróleo.

O objetivo do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, é colocar a população contra nós, trabalhadores, culpando os grevistas por um possível desabastecimento que venha a ocorrer. Se isso acontece, a culpa é da intransigência dos gestores.

Por isso, alertamos a população para que fique atenta. A direção da Petrobrás poderá provocar de forma premeditada desabastecimentos em algumas regiões do país.

Não estamos em greve para desabastecer a população. Nossa greve é a favor do Brasil.

Lutamos por empregos e para que a Petrobrás cumpra o papel social para o qual foi criada: garantir o abastecimento de norte a sul do país, com preços justos para toda a população.

Junte-se a nós em defesa de uma Petrobrás a serviço do Povo Brasileiro. 


Rio de Janeiro, 13 de fevereiro de 2020

Federação Única dos Petroleiros - FUP

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[Atualizado às 18h]

Nesta quinta-feira, 13, quando os petroleiros completam 13 dias em greve, a FUP e seus sindicatos realizaram novas ações solidárias para que a população possa ter acesso a combustíveis com preços justos. O objetivo foi alertar os consumidores sobre os prejuízos causados pela política de preços que a Petrobras adota desde 2016 e que faz parte do pacote de desmonte e privatização da empresa.

Ao longo da manhã do dia, os sindicatos subsidiaram descontos de botijões de gás e gasolina em sete estados do país – Amazonas, Pernambuco, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Na sexta, também haverá subsídios de combustíveis no Rio Grande do Norte e Ceará. 

Desde o início da greve, os petroleiros já realizaram ações semelhantes no Paraná, em Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. 

Apesar de extrair petróleo com um dos custos mais baixos do planeta, a Petrobrás reajusta os preços dos derivados nas refinarias de acordo com as variações do mercado internacional e, consequentemente, do dólar, que já chegou a R$ 4,30.

Além disso, a empresa vem reduzindo o uso de suas refinarias, que operam hoje abaixo de 70% da capacidade. Há seis anos, as refinarias operavam com 95% de capacidade.

Ou seja, o Brasil está importando combustíveis que poderiam ser produzidos no país, o que nos deixa ainda mais expostos aos efeitos das crises internacionais. A situação ficará ainda mais grave com a venda de oito das 15 refinarias da Petrobrás.

> Confira os locais das ações solidárias dos petroleiros nesta quinta:

Belford Roxo (RJ)

Horário: 9h Local: Rua Padre Egídio, 78 - bairro Lote 15 (Paróquia São Simão) Combustível: Gás de cozinha – 50 botijões

Salvador (BA)

Horário: 11h Local: Posto BR – Avenida Vasco da Gama, em frente à antiga Coca-Cola Combustível: Gasolina – 100 vouchers

Manaus (AM)

Horário: 10h Local: Avenida José Lindoso (antiga Avenida das Flores), s/n, Loteamento das Orquídeas Combustível: Gás de cozinha – 200 botijões

Esteio (RS)

Horário: 10h Local: Rua Rio Grande, 2092, Centro Combustível: Gás de cozinha – 100 botijões

Jaboatão dos Guararapes (PE)

Horário: 10h Local: Rua Boa Esperança, s/n - em frente à Escola Estadual Nestor Gomes de Moura - bairro Vila Rica Combustível: Gás de cozinha – 200 botijões

São Mateus (ES)

Horário: 8h Local: BR-101, km 67,5 (portaria da Base 61, sede da Petrobrás em São Mateus) Combustível: Gás de cozinha - 100 botijões

Cosmópolis (SP)

Horário: 17h Local: cruzamento entre a Avenida do Trabalhador e a Avenida da Saudade Combustível: Gás de cozinha - 100 botijões

> Ações solidárias dos petroleiros na sexta:

Natal (RN)

Horário: 8h30 Local: Sede Administrativa da Petrobrás em Natal (Av. Euzébio Rocha, 1000 ) Combustível: Gás de cozinha - 200 botijões

Fortaleza (CE)

Horário: 8h30 Local: Portão B da Lubnor (Av. Leite Barbosa, S/N - Mucuripe ) Combustível: Gás de cozinha - 200 botijões.

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[FUP] 

 

 

 

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Na tentativa de criminalizar a greve dos petroleiros, a direção da Petrobrás adotou a velha estratégia de fazer terrorismo nos autos dos processos judiciais que move contra a FUP e seus sindicatos no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Para os ministros do tribunal, a empresa afirma que a greve irá “afetar o abastecimento de combustíveis em âmbito nacional e comprometer a segurança da operação industrial”. Os gestores falam até que a greve vai causar “graves e incalculáveis prejuízos ao abastecimento nacional e à recuperação econômica da Petrobras”.

Já nos comunicados à imprensa e nas entrevistas à mídia, o discurso vai na direção contrária. A direção da Petrobrás informa que as unidades estão operando dentro da normalidade e que a greve dos petroleiros não afeta a produção de petróleo e derivados.

Na segunda-feira, 10, décimo dia de greve da categoria, a agência Bloomberg, especializada em notícias do mercado financeiro, noticiou a seguinte chamada: “Petrobras: Produção segue inalterada apesar da greve”. A matéria começa com a seguinte frase: “Não houve impacto na produção de petróleo, mesmo com trabalhadores de plataforma tendo aderido à greve iniciada em janeiro, Petrobras diz em e-mail”.

No mesmo dia, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) estariam monitorando o impacto da greve. "Por enquanto, as informações que temos é de que está tudo dentro da normalidade", declarou à Agência Estado.

A direção da Petrobrás se contradiz até ao anunciar “a contratação imediata de pessoas e serviços, de forma emergencial, para garantir a continuidade operacional em suas unidades durante a greve”. No mesmo comunicado, a empresa informa que “as unidades estão operando nas condições adequadas, com reforço de equipes de contingência quando necessário, e não há impactos na produção até o momento”.

Ou seja, a estratégia da direção da Petrobrás é tentar criminalizar a greve dos petroleiros. Para isso, mente para os ministros do TST e coloca em risco a segurança dos trabalhadores e das unidades operacionais, quando anuncia contratações temporárias de profissionais sem a necessária qualificação e treinamento para atuar em plantas industriais tão complexas, como são as refinarias, plataformas e terminais.

A FUP e seus sindicatos continuam buscando todos os canais possíveis para que haja negociação com a Petrobrás, visando o atendimento da pauta de reivindicações aprovada pelos trabalhadores nas assembleias.

A Comissão Permanente de Negociação da FUP segue há 12 dias em plantão de 24 horas dentro do edifício sede da empresa, cobrando interlocução com os gestores, que se negam a negociar.

As representações sindicais também estão fazendo gestões junto ao Congresso Nacional e ao Ministério Público e à Justiça do Trabalho para buscar solução para o impasse.

A greve é legítima e legal. Os petroleiros são os mais interessados em garantir abastecimento de petróleo e derivados a preços justos para toda a população. Por isso, a categoria luta para preservar empregos e para que a Petrobrás cumpra o papel para o qual foi criada: promover a soberania energética.

[FUP]

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Quarta, 05 Fevereiro 2020 19:51

Um gás na greve e 50 unidades mobilizadas

A greve nacional dos petroleiros já atinge cerca de 50 unidades do Sistema Petrobrás, em 12 estados do país, mobilizando milhares de trabalhadores nas áreas operacionais e administrativas. Veja o quadro abaixo.

Ao longo desta quarta-feira, 05, os petroleiros promoveram ações sociais em quatro cidades, vendendo gás de cozinha e gasolina a preços justos. As ações foram realizadas em Araucária (Paraná), Alagoinhas (Bahia), Vitória (Espírito Santo) e Canoas (Rio Grande do Sul).

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O objetivo foi conscientizar a população sobre os impactos econômicos e sociais do desmonte e privatização da Petrobrás.

Na vigília que vem sendo mantida desde segunda-feira pelos petroleiros e movimentos sociais em frente ao edifício sede da Petrobrás (Edise), no Rio, o quinto dia de greve foi marcado por atos e eventos culturais. Além de uma aula pública do professor Dorival Gonçalves Junior, da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), sobre a importância dos preços dos combustíveis no dia a dia dos brasileiros, houve oficina de bordados e apresentação do bloco de carnaval “O petróleo é nosso!”. 

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Dentro do Edise, a Comissão de Negociação Permanente da FUP completa nesta quinta (06/02) sete dias de ocupção de uma sala do quarto andar do prédio, cobrando interlocução com a gestão da empresa para suspender as demissões na Fábrica de Fertilizantes de Araucária e abrir fóruns de negociação para cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.  

Na Fafen-PR, os petroquímicos e petroleiros já estão há 16 dias acampados em frente à unidade, resistindo contra as mil demissões previstas para terem início no próximo dia 14.

Quadro nacional da greve dos petroleiros

Amazonas

Terminal de Coari - trabalhadores aderiram à greve nesta quarta, 05/02

Refinaria de Manaus (Reman) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01 

Rio Grande do Norte

Polo de Guamaré –  uma comissão de base está verificando as condições de segurança nas permissões de trabalho (processamento e produção de GLP, querosene de aviação e diese)

Base 34 - trabalhadores em estado de greve 

Ceará

Temelétrica TermoCeará - sem rendição no turno desde às 15h de 02/02

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor) – sem rendição no turno desde às 23h de 31/01 

Pernambuco

Refinaria Abreu e Lima (Rnest) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 com 100% de adesão dos trabalhadores

Terminal Aquaviário de Suape - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 com 100% de adesão dos trabalhadores 

Bahia

Unidades da UO-BA (Taquipe, Miranga, Bálsamo, Araças, Candeias, Santiago e Buracica) - atividades paralisadas

Refinaria Landulpho Alves (Rlam) - sem rendição no turno desde às 23h de 31/01

Terminal Madre de Deus – sem rendição no turno desde as 07h de 01/02

Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO) –  Adesão de 100% dos trabalhadores desde segunda (03/02) 

Espírito Santo

Unidade de tratamento de Gás de Cacimbas (UTGC) - trabalhadores cortaram a rendição no turno na manhã desta terça (04/02)

Sede administrativa da Base 61, polo de produção terrestre em São Mateus - 100% de participação dos trabalhadores terceirizados e próprios 

Minas Gerais

Termelétrica de Ibirité (UTE-Ibirité) – sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Refinaria Gabriel Passos (Regap) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01 

Rio de Janeiro

Terminal de Campos Elíseos (Tecam) – trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02). O turno opera com o número mínimo para as instalações, um operador e um supervisor

Termelétrica Governador Leonel Brizola (UTE-GLB) – trabalhadores estão mobilizados desde segunda (03/02), com atrasos crescentes no turno

Refinaria Duque de Caxias (Reduc) - sem rendição no turno desde a zero hora 01/02

Terminal de Cabiúnas, em Macaé (UTGCAB) – trabalhadores cortaram a rendição do turno às 23h de 03/02.

Na noite de segunda (03/02), os trabalhadores das plataformas da Bacia de Campos começaram a seguir a orientação do sindicato de entregar a operação das unidades para as equipes de contingência da Petrobrás. São 17 plataformas no movimento, que teve início no sábado (01/02), com levantamentos de pendências de segurança, efetivo e se houve embarque de equipes de contingência a bordo. 

São Paulo

Terminal de Baguar – trabalhadores atrasaram em 1h o carregamento de combustíveis nesta quarta (05)

Terminal de Guarulhos - trabalhadores seguem realizando atrasos

Terminal de Barueri – adesão dos trabalhadores na manhã do dia 03/02

Refinaria de Paulínia (Replan) - sem rendição no turno desde às 23h30 de 31/01

Refinaria de Capuava, em Mauá (Recap) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 

Refinaria Henrique Lages, em São José dos Campos (Revap) – cortes alternados nos turnos

Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão (RPBC) – cortes alternados nos turnos 

Paraná

Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Xisto (SIX) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FafenPR/Ansa) – sem trabalhadores da operação e da manutenção no interior da unidade. Acampamento na porta da fábrica prossegue desde o dia 21/01

Terminal de Paranaguá (Tepar) - sem rendição no turno desde a zero hora de 01/02 

Santa Catarina

Terminal Terrestre de Itajaí (TEJAÍ) - trabalhadores aderiram à greve na terça (04/02)

Terminal de Guaramirim (Temirim) - trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02)

Terminal de São Francisco do Sul (Tefran) -  trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02)

Base administrativa de Joinville (Ediville) -  trabalhadores aderiram à greve na segunda (03/02) 

Rio Grande do Sul

Terminal de Niterói (Tenit) – adesão à greve na manhã de 03/02

Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) – sem rendição no turno desde as 07h de 01/02

[FUP]

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Foram entregues os cupons de desconto de gasolina, nesta quarta (05), em frente à sede do Petrobrás, em Vitória. O Sindipetro-ES distribuiu cupons com descontos de R$ 40 para abastecimento de combustível, sendo R$ 2,00 por litro de gasolina. A ação atendeu aos 100 primeiros motoristas, com a distribuição começando às 8h. A manifestação seguiu até às 10h.

Essa mesma ação foi realizada no final de 2019, nos municípios de Linhares e São Mateus, no Norte do Espírito Santo. “Nosso objetivo é mostrar qual seria o preço justo a ser cobrado para a população se não fosse essa atual política de preços dos combustíveis, imposta pelo Governo”, alerta o coordenador geral interino do Sindipetro-ES, Valnísio Hoffmann.

O ato contribuiu com as ações que estão acontecendo em todo país, durante a Greve dos Petroleiros. O movimento protesta contra as demissões recentes, em especial as quase 1 mil demissões que ocorreram na Fábrica de Fertilizantes no Paraná (Fafen-PR), e contra as  ações unilaterais da Petrobrás, que continua desrespeitando o Acordo Coletivo de Trabalho (assinado junto ao Tribunal Superior do Trabalho, instância máxima).

Greve

O Movimento Nacional de Greve dos Petroleiros acontece em 14 Estados brasileiros e já atingiu a mais de 30 bases operacionais em todo país. As ações seguem sem previsão de acabar.

O sindicato convoca a toda categoria para, juntos, resistir contra o desmonte do Sistema Petrobrás e lutar contra as demissões em massa. São mais de 12 milhões de brasileiros desempregados, e esse número tende a crescer se não fizermos nada!

[Via Sindipetro-ES]

Publicado em Sistema Petrobrás

Na tarde de hoje (05), em Araucária, o Sindipetro PR e SC e o Sindiquímica-PR uniram forças para mais uma mobilização em benefício da sociedade. Enquanto os petroleiros distribuíram cupons de desconto para o gás de cozinha no valor de R$ 30, os petroquímicos doaram feijão

A Praça da Bíblia, em Araucária, recebeu uma peregrinação de cidadãos com botijão de gás em mãos e em busca de desconto. Os 300 botijões que o Sindipetro PR e SC comprou para a ação acabaram em pouco tempo. A ação da entidade teve o objetivo de alertar a população sobre os prejuízos causados pela política de privatização da Petrobrás. Em vários estados do Brasil, os sindicatos subsidiaram o preço do gás de cozinha de 13 kg. 

No ato em Araucária, a população começou a chegar por volta do meio dia e rapidamente lotou a praça, formando grande fila em frente à barraca dos petroleiros, onde eram trocados os cupons de R$ 30. Com o voucher em mãos, o cidadão pegava rapidamente seu botijão e recebia um quilo de feijão. Levando em consideração o preço médio de R$ 70 no gás na região, com a ação, os trabalhadores compraram o item por R$ 40. 

Para o Sindipetro PR e SC, é possível vender o gás de cozinha a custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobras e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios. “Uma outra política de preços é possível, tanto para a gasolina e o diesel como para o gás de cozinha. Basta o Governo Federal barrar os aumentos sucessivos dos derivados do petróleo”, explicou Mário Dal Zot, presidente do sindicato. 

Atualmente, a população brasileira é punida com a política de preços da atual gestão da Petrobrás, que segue a agenda de Paulo Guedes, guru econômico de Bolsonaro. Ou seja, hoje a companhia acompanha o preço internacional do barril do petróleo e a variação do dólar. O resultado são aumentos sucessivos, muitas vezes diários, para gasolina, diesel e gás de cozinha. 

Na Praça da Bíblia, a voz do povo é a voz de Deus 

A greve dos petroleiros fecha o quinto dia nesta quarta-feira, com pautas claras: contra a demissão dos trabalhadores da Fafen-PR, pelo respeito ao Acordo Coletivo de Trabalho e pela Petrobrás forte, promovendo desenvolvimento, gerando emprego e renda. 

Sobre esse último ponto, uma coisa é certa: a desindustrialização irá promover um problema sem precedentes na região industrial de Araucária. 

Sabendo disso, o Sindipetro PR e SC, através do Fórum de Defesa da Petrobrás, ouviu a população sobre o fechamento da Fafen-PR, o que eles acham do atual Governo Federal e o preço do gás de cozinha. 

Todas as entrevistas foram ao vivo e de forma aleatória. Elas estão disponíveis na página do Facebook do Fórum de Defesa da Petrobrás.

Confira alguns relatos:   

::Sobre a possibilidade de fechamento da Fafen-PR: 

“Sou terceirizado da Petrobrás. Ano passado, nós conseguimos trabalhar só 40 dias. Esse ano, que era para ter serviço, teve o fechamento da Fafen-PR. Isso é um absurdo, porque eu moro em Araucária desde o início da Petrobrás, meu filho cresceu e estuda para seguir o mesmo caminho que o meu e trabalhar nessa área, agora, nós não vamos saber o que vai acontecer. Todo ano nós tínhamos um dinheiro dali, era seguro, agora já perdemos a expectativa de trabalho” – *Luiz Carlos Lopes. 

:: Sobre o preço do gás de cozinha e o Governo Federal: 

“Deus o livre, está muito caro. Acho que nós temos que entrar no mato e juntar lenha e fazer fogo, porque não tem como mais. Difícil. Acho que o presidente (Bolsonaro), em vez de melhorar, piorou” – Sofia dos Santos. 

“O preço do gás não está caro, está um absurdo. (Sobre a promoção) Ajuda muito, poderia ser constante, mas, para isso, tem que tirar o presidente” – Fernanda Guimarães.   

:: Sobre a importância da ação dos sindicatos: 

“Essa promoção está muito boa. Porque muita gente está sem dinheiro para comprar gás e comida. Agora, já dá para comprar o botijão e ainda comprar uma carninha. Porque trinta reais de diferença já é uma ajuda” – Clara

“Para mim ajuda muito. Sou aposentado e ganho uma mixaria. Até o feijão ajuda. O gás está muito caro, atrapalha na minha vida e de muita gente. Hoje, tudo está mais caro. Estão administrando muito mal o Brasil. Entraram dizendo que iam melhorar, mas está piorando. Tudo tá caro. Não tem nem como ter lazer com a família” – Antônio (Aposentado).

[Via Sindipetro-PR/SC]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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