Em várias cidades do Brasil, panfletagens, atos, manifestações e assembleias serão realizadas na próxima sexta-feira, 22 de março, o dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência.

A data marca a resistência dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil contra o fim do direito à aposentadoria, que é o que vai acontecer se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019, da reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL), for aprovada pelo Congresso Nacional, onde está tramitando.  

Sérgio Nobre, Secretário Geral da CUT, afirma que a data é um dia de alerta para que a classe trabalhadora se conscientize sobre a realidade do Brasil – de ataques aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras - e um esquenta para uma greve geral que deve acontecer, caso Bolsonaro insista em aprovar a reforma da Previdência.

“Temos um grande motivo para uma greve geral e 22 de março será um dia de alerta. A CUT e as centrais orientaram seus sindicatos, que estão dialogando com os trabalhadores sobre o que representa essa reforma. A sociedade precisa ter noção do que está acontecendo”, diz o dirigente.

Entre as principais perversidades da proposta estão a obrigatoriedade da idade mínima para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para mulheres, o aumento do tempo de contribuição 15 para 20 anos e o fim das condições especiais para trabalhadores rurais e professores terem direito ao benefício. A PEC da reforma da Previdência ainda traz a possiblidade de ser implantado o regime de capitalização, em que o trabalhador contribui mensalmente, em uma conta individual, administrada por financeiras privadas.

Ele alerta ainda que em países como México e Chile, onde o sistema foi adotado, o que se viu foi idoso com benefício reduzido de forma drástica e  vivendo de favores das famílias.

“Esse sistema de capitalização da previdência não serve para nada além de atender aos interesses dos bancos, tirando o dinheiro do trabalhador. É preciso entender que a Previdência também ampara as pessoas na viuvez, nos acidentes de trabalho, na doença e se houver um desmonte, o estrago será irreversível”, diz Sérgio Nobre.

Ele também considera que o Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência é um alerta à classe trabalhadora sobre a realidade imposta pelo governo Bolsonaro, que deu continuidade ao ataque aos direitos dos trabalhadores, iniciado pelo ilegítimo Michel Temer (MDB), com ações como a reforma Trabalhista e lei que ampliou a terceirização.

"Com Lula tivemos, no início do governo, programas como o Fome Zero, para acabar com miséria no Brasil, mais direitos e geração de emprego e renda. Bolsonaro já está há quase 90 dias no poder e até agora só o que fez foi atacar os direitos”, lembra Sérgio, que completa: além de acabar com o sonho da aposentadoria, enganando o povo brasileiro, o presidente fala apenas em flexibilização ainda maior da lei trabalhista com a ideia da carteira verde-amarela com menos direitos aos jovens que ingressam no mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que ataca a organização sindical por meio da Medida Provisória (MP) 873, que proíbe o desconto em folha de pagamento das mensalidades pagas pelos trabalhadores aos sindicatos.

Sérgio Nobre considera a MP uma atrocidade, “um ataque à democracia”. Ele afirma que “é uma maldade do governo para neutralizar a luta dos sindicatos pelos direitos dos trabalhadores, ameaçando inclusive autuar e prender a diretoria das entidades que não mudarem o desconto em folha pela emissão de boletos, conforme prevê a MP”.

Manifestação Popular

O desmonte do sistema previdenciário, o fim do sonho da aposentadoria e a tentativa de Bolsonaro ‘acabar de vez’ com as leis trabalhistas, na avaliação de Sérgio Nobre, são motivos para que o trabalhador reaja é vá às ruas na sexta-feira 22, Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência.

"A vida do trabalhador nunca foi fácil, mas foi sempre em momentos de dificuldade que a nossa luta conquistou e manteve direitos. E agora não pode ser diferente”, diz Sérgio, reforçando também a necessidade de pressionar parlamentares para que votem contra a proposta porque, segundo ele, é desta maneira que se sensibiliza parlamentares: “tem que dizer ‘camarada’, votei em você para melhorar a vida do povo e não para tirar direito do trabalhador”.

Veja os locais onde serão realizados atos no dia 22

Belém/PA - às 7h30, concentração em frente ao Banco do Brasil da Avenida Ponte Vargas e caminhada, a partir das 9h, do BB até a agência do INSS, na Av Nazaré.

  • Marabá/PA - pela manhã defronte do INSS e às 15h, seminário sobre reforma da Previdência na Faculdade Carajás

Belo Horizonte/MG - às 17h tem ato na Praça Sete. Na parte da manhã, sindicalsitas e militantes percorrerão com carro de som dois bairros populosos da capital - Barreiro e Venda Nova - explicando as perversidades da reforma de Bolsonaro e fazendo panfletagens.

  • Montes Claros, 16h - Ato na Praça Dr. João Alves (Praça do Automóvel Clube)

Brasília/DF - As entidades filiadas deverão realizar reuniões, seminários, assembleias, atos ou paralisações junto a suas bases, denunciando os perigos da reforma de Bolsonaro e construindo a Greve Geral. 

Campo Grande/MS – 9h, paralisação com ato público, na Praça do Rádio Clube. Em todo o estado a FETEMS realizou assembleias com os trabalhadores, que aprovaram greve geral no dia 22.

Cuiabá/MT - ato às 16h, na Praça Ipiranga. 

Florianópolis/SC – ato às 17h, no Ticen. 

  • Blumenau - ato às 10h, em frente ao INSS
  • Joinville - às 14h tem ato na Praça da Bandeira

Fortaleza/CE - ato às 8h na Praça da Imprensa (bairro Dionizio Torres)

  • Juazeiro do Norte, ato às 16h, no Giradouro

Goiania/GO - às 6h, ato perto da Serra Dourada, na altura do KM 153 da BR

Maceió/AL, ato às15h - Praça Centenário

Mossoró, às 6h, manifestação na base da Petrobrás e, às 8h - concentração no INSS

Porto Alegre/RS - ato às 18h, na Esquina Democrática

Recife/PE - ato às 15h, na Praça  do Derby

Rio Branco/AC – ato às 8h, em frente à sede do governo do estado (Palácio Rio Branco), tem panfletagem também

Rio de Janeiro/RJ - ato às 16 na Candelária. Depois segue em caminhada até a Central do Brasil

Salvador/BA- ato às 9h, no Rótulo do Abacaxi.

São Paulo/SP - ato às 17h, em frente ao MASP, na Avenida Paulista

  • São Carlos - a partir das 9h, na praça em frente ao Mercado Municipal - Centro
  • Bauru, a partir das 14h, Audiência Pública na Câmara Municipal - Praça Dom Pedro II, 1-50 - Centro
  • Campinas, 10h00 – Ato dos professores e Servidores Públicos no Largo do Rosário, no centro; 16h30 – Concentração para o ato e panfletagem na rua 13 de Maio e diversos terminais de ônibus; 18h00 – Ato político com representante das centrais, das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, movimentos sociais e sindicatos
  • Grande ABC, 7h – Caminhada com a participação dos sindicatos da região saindo da porta da Mercedes Benz e da Ford.

Teresina/PI - ato às 8h, na Praça Rio Branco, em frente ao INSS.

Reaja agora ou morra trabalhando! Clique aqui para baixar e compartilhar cards, cartazes e peças para redes sociais.

[Via CUT]

 

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Sexta-feira, 22 de março, é dia nacional de luta contra a reforma da previdência do governo Bolsonaro. A mobilização nacional foi convocada pela CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSB, intersindical Luta e Organização, CSP-Conlutas, Intersindical-Central da Classe Trabalhadora, CGTB e NCST. Além das centrais sindicais, movimentos populares, estudantis, dos aposentados, de mulheres, entre várias outras organizações sociais, devem tomar as ruas do país nesse dia, em defesa da aposentadoria e dos direitos da classe trabalhadora. 

A mobilização, segundo os sindicalistas, é um aquecimento rumo a uma greve geral contra a Proposta de Emenda à Constituição 06/2019, que acaba com os pricipais direitos previdenciários do povo brasileiro.

A proposta de Bolsonaro é muito pior do que a do ilegítimo governo de Michel Temer (MDB), que foi derrubada pelos trabalhadores e trabalhadoras depois da maior greve geral da história, em abril de 2017. 

A PEC 06/2019 dificulta o acesso e reduz o valor dos benefícios ao estabelecer a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens, 62 para as mulheres e aumenta o tempo de contribuição de 15 para 20 anos, além de retirar da Constituição o sistema de Seguridade Social brasileiro.  

“Todos são prejudicados, os que já estão e os que vão entrar no mercado de trabalho, os aposentados e os que estão prestes a se aposentar”, diz o presidente da CUT, Vagner Freitas, reforçando que é preciso fazer uma grande manifestação para barrar a aprovação desta reforma".

Além do dia de mobilização, as entidades decidiram aumentar a pressão junto aos parlamentares, seja em suas bases ou nos aeroportos, em todos os locais onde eles circulem para que todos saibam que se “votar, não volta”.

Arte: Gabriela Lucena

Gabriela Lucena

Gabriela Lucena

Gabriela Lucena

 

 

Gabriela Lucena

[Com informações da CUT |Ilustrações de GABRIELA LUCENA]

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Enquanto Jair Bolsonaro (PSL) entregava no Congresso Nacional a proposta de reforma da Previdência que dificulta o acesso à aposentadoria, em especial para os mais pobres, e reduz o valor dos benefícios, centenas de trabalhadores e trabalhadoras protestavam contra o fim de suas aposentadorias em todo o País. Na Praça da Sé, no centro de São Paulo, onde foi realizada a  Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, eles rejeitaram as mudanças nas regras e prometeram lutar.

O texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência entregue por Bolsonaro na manhã desta quarta-feira (20) ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Mais (DEM), confirma vários itens que já haviam sido vazados para a imprensa na última semana, entre eles, o fim da aposentadoria por tempo de contribuição e implementação da obrigatoriedade de idade mínima para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres. Também estão confirmadas a transição de dez a doze anos, menor do que a proposta pelo ilegítimo ex-presidente Michel Temer, que era de 20 anos; e que as mudanças afetarão igualmente os trabalhadores e trabalhadores da iniciativa privada, vinculados ao Regime Geral da Previdência Social (RGSP) e os servidores públicos, vinculados ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). A capitalização e as mudanças na lei da aposentadoria dos militares podem ser entregues em 30 dias, segundo membros do governo.

“Além do trabalhador não conseguir se aposentar, essa reforma praticamente acaba com todos os benefícios assegurados pela Previdência. Se o trabalhador ficar doente, não conseguirá mais se afastar pelo INSS, é isso o que representa essa proposta", denunciou Vagner.

Em resposta à propaganda oficial do governo, que vai afirmar que a reforma acaba com os privilégios, o presidente da CUT disse que os verdadeiros privilegiados são os políticos, que conseguem se aposentar com todos os privilégios após dois mandatos.

“Privilégio é o alto escalão do Judiciário, é a cúpula militar. E a reforma não acaba com privilégios, simplesmente acaba o direito à aposentadoria do povo trabalhador, que na maioria dos casos recebe benefício de um salário mínimo pra sobreviver”, disse, ressaltando que a proposta de Bolsonaro prejudicará milhares de municípios com menos de 100 mil habitantes que dependem das aposentadorias para fazer girar a economia local.

Segundo Vagner, com um Brasil sem emprego, com o mercado de trabalho desorganizado e com o aumento da informalidade, será impossível os trabalhadores conseguirem renda para fazer uma poupança, como prevê a proposta de capitalização da Previdência, uma das prioridades do ministro da Economia, Paulo Guedes. Guedes quer que os futuros trabalhadores saiam do INSS e façam uma poupança particular para se aposentar.

“Todos estão sendo prejudicados com essa reforma, quem já está no mercado de trabalho e quem vai entrar. Por isso, trabalhadores, procurem os seus sindicatos, opinem, ajudem a construir a luta. Faremos o que for preciso para barrar a reforma, mas precisamos construir isso coletivamente. Participe, crie comitê de resistência no seu bairro, nas escolas, associações, onde for preciso. Procure o sindicato e vamos construir a luta".

“Eu duvido que este governo tenha 308 votos fechados como diz”, continuou o presidente da CUT.

O presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, também criticou duramente a proposta apresentada por Bolsonaro e disse que a capitalização, por exemplo, deve ser feita para os ricos e não para a classe trabalhadora que batalha pra garantir a aposentadoria no final da vida, vive períodos de desemprego e empregos informais e não têm a menor condição de fazer poupança.

"Estamos falando de trabalhadores que aguardam ansiosamente o dia de recebe o pagamento da aposentadoria que não chega ao final do mês", disse.

Já o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse que a reforma apresentada é contra o país e contra o futuro dos trabalhadores. "O futuro para eles é a carteira de trabalho verde e amarela sem direitos e o fim da aposentadoria", criticou.

É o que reforça o secretário-geral da Interssindical, Edson Carneiro, o Índio. "Iniciamos um amplo diálogo com a classe trabalhadora no dia de hoje em defesa da Previdência e contra a entrega da nossa aposentadoria nas mãos dos bancos e dos rentistas".

Mobilização

Para a CUT e demais centrais sindicais que estão organizando a luta de resistência - Força Sindical, CTB, Intersindical, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas e CSB –, as propostas apresentadas hoje pelo governo confirmam a avaliação de que, se essas medidas foram aprovadas, os trabalhadores e trabalhadoras irão morrer sem se aposentar.

Durante a assembleia foi tirado um calendário de lutas que prevê, além de atos públicos, mobilização nos locais de trabalho e nos bairros de todos os municípios do País. O objetivo é dialogar com toda a população e esclarecer as consequências nefastas das propostas apresentadas por Bolsonaro.

“Na convocação de grandes atos unitários, destacamos o 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, e o 1º de Maio, Dia do Trabalhador”, diz trecho do documento aprovado pelos trabalhadores na Assembleia Nacional.

Além disso, foi deliberado “a realização de um dia nacional de lutas e mobilizações em defesa da Previdência Social Pública e contra o fim da aposentadoria, em data a ser estabelecida pelas centrais sindicais, como parte da Jornada Nacional de Lutas em defesa da Seguridade e a Previdência Social”.

[Via CUT| foto: Roberto Parizotti]

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As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo divulgaram na sexta-feira (15) uma nota conjunta de adesão ao Dia Nacional de luta em defesa da previdência pública e contra o fim da aposentadoria e confirmaram participação na Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, na Praça da Sé, em São Paulo, nesta quarta-feira (20), a partir das 10h.

Os movimentos sociais que constroem as duas frentes avaliam que a reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) e Paulo Guedes (ministro da Economia) é pior do que a do ilegítimo Michel Temer (MDB) e ameaça o futuro de toda a população brasileira. Por isso, a luta contra a reforma exige maior unidade daqueles que se comprometem com a defesa dos direitos da classe trabalhadora.

Para Josué Rocha, da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo Sem Medo (FPSM), “o dia 20 de fevereiro dá início a uma jornada de resistência que os movimentos sociais e as centrais sindicais vão enfrentar em 2019. A unidade nesse momento é fundamental se quisermos derrotar a reforma da Previdência”.

A proposta que o governo vai apresentar, também no próximo dia 20, ao país e ao Congresso Nacional, não afeta apenas as aposentadorias, mas todas as políticas de proteção e assistência social, a chamada seguridade social. Programas como o Benefício de Prestação Continuada – BPC que atendem pessoas com deficiência e idosos em situação de pobreza podem ser desvinculados do salário mínimo, o que permitirá a redução no valor dos benefícios perdendo sua eficácia em garantir a sobrevivência de quem já não pode mais trabalhar.

“Para nós que atuamos nas periferias, com uma população que sofre com o desemprego ou que está no trabalho informal, esses programas são, muitas vezes, a diferença entre ter ou não a comida na mesa ou um teto pra morar”, diz Raimundo Bomfim, da Central de Movimentos Populares (CMP) e da Frente Brasil Popular.

“Por isso estamos todos comprometidos com a luta contra essa reforma que pode empurrar milhões de pessoas para a pobreza”, afirma.

A Secretária de Relação com os Movimentos Sociais da CUT, Janeslei Albuquerque, lembra que as frentes foram criadas para promover a unidade da esquerda na luta contra o golpe e na defesa dos direitos da classe trabalhadora.

“Agora, com o governo Bolsonaro, estamos desafiados a fortalecer essa unidade para enfrentar não só a reforma da Previdência, mas todas as medidas que ameaçam os direitos e significam o retrocesso em relação às liberdades democráticas e aos princípios da Constituição Federal”.

Confira a íntegra da nota:

Unir o Brasil em defesa da aposentadoria e da previdência pública

As Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo se somam aos movimentos sindicais para convocar movimentos sociais, a classe trabalhadora e o povo brasileiro para a luta em defesa da previdência pública e da aposentadoria.

Por isso estaremos juntos na próxima quarta-feira, 20 de fevereiro, participando ativamente das ações do Dia Nacional de luta em defesa da previdência pública e contra o fim da aposentadoria e da Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora na Praça da Sé, em São Paulo, convocada pelas centrais sindicais.

O governo de Jair Bolsonaro mal começou e já coloca o povo brasileiro como seu inimigo em sua primeira proposta econômica. A aposentadoria de milhões de trabalhadores e trabalhadoras está, mais uma vez, na mira do governo. Querem que você trabalhe mais tempo, se aposente mais tarde e receba uma aposentadoria ainda menor. Isso, se cumprir as quase impossíveis exigências de acesso ao benefício antes de morrer.

Para justificar tamanho retrocesso Bolsonaro, Paulo Guedes e seus aliados insistem na mentirosa afirmação de que há um déficit estrutural na previdência, quando o que existe é uma legislação leniente com quem sonega e uma economia em crise, que não cresce nem gera empregos e, portanto, não arrecada as contribuições para a previdência.

A solução deles é se livrar do que chamam de problema. Tornar uma questão social em problema individual. Querem substituir o sistema público e solidário por outro, chamado de capitalização, onde cada um é responsável por fazer a própria poupança para aposentadoria, tornando-a uma miragem ou uma migalha. Querem aliviar a barra do governo e dos empresários e, de quebra, entregar a previdência para engordar os já escandalosos lucros dos bancos.

As mulheres serão mais prejudicadas, pois a maioria não conseguiria cumprir as novas regras de acesso. Os jovens, entrando no mercado de trabalho, teriam pouca esperança de se aposentar algum dia no novo modelo. E os trabalhadores rurais, podem ficar novamente à margem da previdência, levando o país a um retrocesso de décadas.

A resposta dos movimentos sociais será nas ruas, assim como foi na última greve geral de 28 Abril. Por isso, assumimos o compromisso de realizar, desde já, ações cotidianas de diálogo com a sociedade: reuniões, panfletagens, plenárias, brigadas nas periferias e outras iniciativas com o objetivo de unir o país em torno da defesa da aposentadoria.

Todos e todas à Praça da Sé, no dia 20 de fevereiro, para junto com as centrais sindicais fazer o chamado de guerra àqueles que querem que o povo brasileiro trabalhe até a morte.

As ruas serão as sedes das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, nosso espaço social e de luta em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores.

Frente Brasil Popular
Frente Povo Sem Medo
São Paulo, 15 de fevereiro de 2019.

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Em defesa da aposentadoria e da Previdência Social, no dia 20 de fevereiro, a partir das 10h, na Praça da Sé, no centro de São Paulo, os trabalhadores e trabalhadoras realizarão uma Assembleia Nacional para definir um plano de lutas unitário contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL/RJ).

A Proposta de Emenda Constitucional, PEC da reforma da Previdência, vazada pela imprensa, que deve ser encaminhada ao Congresso Nacional prevê idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, um gatilho para reduzir as aposentadorias das mulheres e até redução de 40% no valor das pensões pagas a viúvos e órfãos – se essa proposta for aprovada, o valor dos benefícios pode ser de menos de um salário mínimo.

Para a CUT e demais centrais sindicais que estão organizando a luta de resistência da classe trabalhadora - Força Sindical, CTB, Intersindical, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas e CSB - as propostas sinalizadas pela equipe econômica do governo praticamente acabam com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras.

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, alerta que, embora ainda não haja uma definição do texto final a ser apresentado no Congresso Nacional, as propostas vazadas até agora, como a capitalização da Previdência e a obrigatoriedade de idade mínima para o trabalhador e a trabalhadora se aposentarem, mostram que o projeto de Bolsonaro é ainda pior do que o apresentado pelo ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) e engavetado após a greve geral que paralisou o Brasil em abril de 2017.

“As propostas em estudo têm variações, mas os pontos centrais, como a adoção do sistema de capitalização, que não tinha na reforma de Temer, a obrigatoriedade da idade mínima e ter de trabalhar ainda mais para ter direito a 100% do benefício, são extremamente prejudiciais e afetam de forma cruel os mais pobres”, diz Vagner.

A resistência, segundo o presidente da CUT, está sendo construída a partir da base e, no dia 20 de fevereiro, os trabalhadores e trabalhadoras vão dizer quais foram as deliberações sinalizadas nas assembleias e nos locais de trabalho de todo o País.

“Os sindicatos foram para as bases, estão realizando assembleias e construindo a organização da luta. E as demandas e as deliberações dos trabalhadores serão a base do que iremos definir no dia 20”, explica Vagner.

“Pode ser que ainda não tenhamos o conhecimento do texto final, mas sabemos que as diretrizes das propostas são contrárias aos interesses do conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras”.

Segundo a equipe técnica do governo, o projeto está previsto para ser apresentado ao Congresso Nacional entre os dias 19 e 21 de fevereiro. No entanto, a aprovação do texto final depende do aval de Bolsonaro, que ainda precisa deixar o hospital Albert Einstein, onde está internado, e estar em condições de despachar, o que não tem data certa para ocorrer.

O porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, afirmou nessa segunda-feira (11) que, inicialmente, "está descartado" que Bolsonaro receba a proposta de reforma no hospital Albert, segundo informações do jornal Valor Econômico.

Há dez dias, no entanto, depois que Bolsonaro teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o porta-voz chegou a declarar que Bolsonaro estava analisando dois ou três formatos de reforma encaminhados pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Mobilizações

A Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, que reunirá trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias e regiões do país, ocorrerá na Praça da Sé, no centro da capital paulista. Outras ações descentralizadas, como atos, assembleias, panfletagens e diálogo com a base, também estão previstas para ocorrer no mesmo dia ou em outros dias em estados como Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Piauí, e Santa Catarina.

Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora

10h - Praça da Sé, centro de São Paulo

Atos e mobilizações (em atualização)

Amapá

Ato em frente ao prédio do INSS de Macapá

Bahia

10h – Ato em frente a Previdência Social do comércio

Ceará

6h - panfletagem nos terminais de ônibus em Fortaleza

11h – panfletagem na Fábrica Guararapes

13h30 – panfletagem na OI/Contax.

15h - panfletagem nas ruas do centro e Tribuna Livre na praça do Ferreira

Maranhão

Ato unificado - horário e local a definir

Piauí

8h30 - Assembleia da Classe Trabalhadora do estado, em frente ao Prédio do INSS - Praça Rio Branco - centro de Teresina

Rio de Janeiro

15h – Ato no Boulevard Carioca, esquina com a Av. Rio Branco

Rio Grande do Norte

14/02 - Jornada sindical rural em defesa da Previdência

20/02 - Plenária Unificada - horário e local a definir 

Rondônia

11/02 a 15/02 - Plenária estadual

Rio Grande do Sul

14/02 - Ato Unitário contra a reforma da Previdência

18h - Esquina Democrática, em Porto Alegre

Santa Catarina

15h - Ato no largo da Catedral, no centro de Florianópolis

Sergipe

Assembleia Estadual em Aracaju - horário e local a definir

Tocantins 

16/02 - Plenária Unificada Estadual

[Via CUT]

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Com a intensificação dos ataques contra a aposentadoria do povo brasileiro, as centrais sindicais (CUT, CTB, Força Sindical, Nova Central, CSB, Intersindical, Conlutas) se reuniram na manhã desta quinta-feira (01/11) para retomar a agenda de luta em defesa da aposentadoria. 

Em nota, as entidades reafirmam a luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora e assumem o compromisso de criar uma campanha nacional contra o fim da aposentadoria dos brasileiros.

As sete centrais irão "organizar o movimento sindical e os segmentos sociais para esclarecer e alertar a sociedade sobre a proposta de fim da aposentadoria; realizar um seminário, em 12 de novembro, para iniciar a organização da campanha nacional sobre a Previdência que queremos; retomar a luta por uma Previdência Social pública, universal, que acabe com os privilégios e amplie a proteção social e os direitos", como anunciam na nota abaixo.

Durante a reunião, as entidades alertaram que o cenário político é de instabilidade e de maior dificuldade para o povo brasileiro.

“Estamos diante de uma proposta de reforma da previdência ainda pior que a de Temer. Não só acaba com a aposentadoria tornando-a um serviço que será gerido pelos bancos, o que eles estão chamado de modelo de capitalização. Ou seja, mais um vez querem que a classe trabalhadora pague a conta. Não iremos aceitar”, alertou Wagner Gomes, secretário geral da CTB.

Ele destacou cinco pontos como alerta para a sociedade: a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres; o modelo falido de capitalização, já experimentado no Chile e que aumentou a miséria no país; o impacto para as mulheres, além de não levar em conta as diversas jornadas, elas receberão menor provento do que os homens; a desvinculação do salário mínimo, reduzindo brutalmente o poder de compra do benefício; o impacto para os servidores públicos; e a manutenção dos privilégios.

"Acrescenta-se a esses ataques o fato de que o trabalhador e trabalhadora que se aposentar por essa proposta receberá apenas 70% do salário mínimo corrigido apenas pela inflação. Ou seja, estamos diante de uma proposta que sentencia nosso povo à miséria", emendou Gomes.

NOTA DAS CENTRAIS SINDICAIS

Reunidas hoje, 1º de novembro, na sede do DIEESE, em São Paulo, as Centrais Sindicais CSB, CSP/Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central decidiram:  

- Intensificar a luta contra a proposta da reforma da Previdência Social, divulgada recentemente pelos meios de comunicação; 

- Organizar o movimento sindical e os segmentos sociais para esclarecer e alertar a sociedade sobre a proposta de fim da aposentadoria; 

- Realizar um seminário, em 12 de novembro, para iniciar a organização da campanha nacional sobre a Previdência que queremos; 

- Retomar a luta por uma Previdência Social pública, universal, que acabe com os privilégios e amplie a proteção social e os direitos.

CENTRAL DOS SINDICATOS BRASILEIROS (CSB)

CENTRAL SINDICAL E POPULAR (CSP-Conlutas)

CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL (CTB)

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES (CUT)

FORÇA SINDICAL

INTERSINDICAL – CENTRAL DA CLASSE TRABALHADORA

 NOVA CENTRAL SINDICAL DOS TRABALHADORES (NCST)

[Com informações da CTB e da CUT]

 

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Os presidentes das sete principais centrais sindicais brasileiras entregaram um manifesto em apoio ao candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, no encontro dos sindicalistas realizado nesta quarta-feira (10), na capital paulista.

A candidatura de Haddad é a que melhor representa as demandas da classe trabalhadora brasileira, além de ser a garantia de defesa e fortalecimento da democracia, segundo os presidentes da CUT Vagner Freitas, da Força Sindical Miguel Torres, da CTB Adilson Araújo, da UGT Ricardo Patah, CSB Antônio Neto, NCST Antônio Calixto e Internsindical Edson Índio, que assinaram o manifesto.

Haddad agradeceu o movimento sindical pelo apoio, lembrou de sua trajetória democrática e de luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora e se comprometeu com a agenda apresentada pelos sindicalistas que reivindicam a imediata revogação da reforma Trabalhista e da PEC do Congelamento.

“Essa mesa aqui não é nova na minha vida, eu tive a oportunidade de sentar com as centrais sindicais como ministro da educação e como prefeito de SP e em todas as ocasiões, tive um debate muito respeitoso com os representantes das centrais”

“Tivemos oportunidade de estabelecer acordos sempre no sentido da valorização dos trabalhadores e trabalhadoras. Nós tivemos a oportunidade de fazer o país avançar”, disse Haddad.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse que em reunião realizada na sede da entidade, nesta segunda-feira (8), os dirigentes decidiram ficar ao lado do progresso, da democracia, do desenvolvimento e do futuro do País.

“Estamos de corpo e alma na campanha de Fernando Haddad e Manuela d’Ávila”, afirmou.

“Não queremos ficar em cima do muro: de um lado está o desenvolvimento e do outro lado, o atraso. Já se fala em ter de escolher entre trabalho e direitos, férias e 13º. Temos obrigação de abrir os olhos dos trabalhadores e colocar o País no rumo do crescimento”, ressaltou Miguel Torres.

O presidente da CTB, Adilson Araújo, criticou os ataques à Manuela e à sua filha, a crise do sistema capitalista internacional e disse que chegar ao segundo turno da eleição presidencial é motivo de celebração, pois é possível ganhar.

"Vivemos um quadro de restauração do sistema neoliberal, de golpes no país que levaram ao desastre econômico e social”, disse ele, que concluiu: "foram 12 anos bombardeando os governos do PT, chegar até aqui [segundo urno] é para celebrar. Somos vencedores. Temos condições de ganhar para defender a democracia, a soberania nacional e o estado democrático de direito".

O presidente da CUT, Vagner Freitas, fez um apelo aos trabalhadores e trabalhadoras para que “votem em Fernando Haddad, no número 13, porque nesta eleição há dois lados, o lado do trabalhador e o lado dos patrões e do golpista e ilegítimo Michel Temer”.

Nesta eleição, disse Vagner, será definido o futuro do país e o tipo de sociedade em que os brasileiros querem viver. “Está em jogo não apenas a liberdade sindical, mas a democracia e os direitos individuais”, disse o presidente da CUT, que criticou as declarações e posicionamentos do candidato Jair Bolsonaro (PSL), que defende a ditadura, o armamento da população e a violência.

O presidente da Intersindical complementou dizendo que, nesta eleição, o que está em jogo é o futuro do povo brasileiro, a soberania nacional, a civilização.

“Somos contra a barbárie, a miséria e violência. Neste momento, todos os setores democráticos devem estar com a candidatura de Haddad. É a candidatura de quem tem compromisso com o Brasil”, disse Índio.

Luiz Gonçalves, o Luizinho, presidente estadual da Nova Central Sindical em São Paulo, alertou que “Bolsonaro já anunciou um ministério de guerra e há perigo até de fechamento do congresso”.
No seu discurso, Haddad falou sobre os estragos do golpe de 2016 para o Brasil e para os brasileiros e disse que não é cortando direitos dos trabalhadores nem dando reajuste do salário mínimo abaixo da inflação que o país vai reativar a economia.

“Ao contrário, nós vamos agravá-los. A economia se reativa com aumento e não diminuição do poder de compra do salário”, disse o candidato petista que continuou “não é cortando direitos históricos, como 13° e férias, que será possível tirar o Brasil da crise”.

“O problema do nosso adversário é que ele já nomeou um banqueiro para Ministro da Fazenda. E um banqueiro tem uma visão do mundo completamente diferente. Nossa visão de mundo é tornar o povo parte da solução não do problema”.

Haddad criticou também o “congelamento de gastos por 20 anos que impõe severos prejuízos à população. Nós não teríamos condições de contratar médicos, professores, policiais na vigência da Emenda Constitucional 95 e o povo está pedindo mais saúde, educação e segurança. Sem investimento não se pode dar assistência ao povo”.

Barrar a violência

O candidato à Presidência pelo PT, que tem assumido o compromisso de ser o representante de uma frente ampla nacional em defesa da democracia, fez ainda um alerta: “não são só os direitos trabalhistas e sociais que estão em risco no Brasil. Os direitos civis e políticos estão cada vez mais ameaçados”.

“Temos de interromper a escalada de violência. Nós estamos falando dos fundamentos de uma sociedade civilizada, de direitos civis e políticos que têm 200 anos de história na civilização ocidental”, disse Haddad, se referindo a uma série de agressões por parte de simpatizantes do capitão reformado a pessoas que têm posições políticas diferentes, como o assassinato do mestre de capoeira na Bahia e a agressão a uma menina de 19 anos, que teve a suástica “tatuada” a canivete em suas costas porque vestia a camisa com os dizeres ‘ele não’.

Manisfesto das centrais

No ato de entrega do documento, intitulado ‘Movimento Sindical em Defesa dos Direitos Trabalhistas e da Democracia”, estiveram presentes a candidata à vice presidente na chapa ‘Brasil Feliz de Novo’, Manuela D'Ávila (PC do B), o ex ministro do Trabalho e da Previdência, Luiz Marinho, a presidenta do PT Gleisi Hoffmann, além de outros representantes do Partido dos Trabalhadores e do movimento sindical.

[Via CUT]

Publicado em Trabalho

As organizações de trabalhadores da Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul nos unimos para lutar pela democracia em nossa região. Trinta anos depois as estratégias das forças conservadoras nacionais e estrangeiras para desestabilizar os governos populares são mais sofisticadas e penetram sutilmente em nossos povos para gerar um clima de mal-estar na cidadania.

Os governos da Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, Venezuela e Uruguai avançaram – ainda com acertos e erros – para a redução das desigualdades, o melhoramento do nível de vida dos setores populares, a soberania econômica e política frente aos grandes grupos hegemônicos e à governança global neoliberal. E esta é a fonte da verdadeira oposição que tem exacerbado aos poderes fáticos econômicos e políticos.

As tentativas de restauração neoliberal em nossos países já não registram intentonas militaristas senão que se disfarçam de golpes suaves através de estratégias conspirativas graduais capazes de promover a derrubada de governos legitimamente eleitos.

O primeiro antecedente  desta nova estratégia global neoliberal foi o golpe de Estado contra o governo de Hugo Chávez em 2002, ao qual devemos acrescentar o golpe perpetrado em 2009 contra o presidente de Honduras Manuel Zelaya – con a anuência de todos os estados autodenominados democráticos e desenvolvidos-, a tentativa falida de golpe no Equador em 2010 disfarçada de rebelião policial e tentado novamente em 2011 na Argentina, a destituição do governo de Fernando Lugo no Paraguai com a cumplicidade do legislativo, e as tentativas de desestabilização do governo de Maduro, de Cristina Fernandez e Dilma Rousseff  nos últimos dois anos.

As acusações comuns de corrupção, supostos ataques à liberdade de imprensa e de empresa, populismo totalitaristas, clima de ingovernabilidade e intrigas, mostram também cenários comuns de defesa do status quo liberal: sistemas judiciais paralisados grupos corporativos econômicos, poderes legislativos sem iniciativas políticas alternativas, que se expressam uma e outra vez nos meios massivos de comunicação produtores de verdades marcadas por interesses antipopulares e neoliberais. Manipulação psicológica, operações de imprensa, agressões econômicas, um poder desmedido de organizações privadas e financeiras, que fazem manobras em favor de produzir a derrubada da independência e do poder efetivo de Estados soberanos.

Os representantes da Coordenadora de Centrais Sindicais do Cone Sul reivindicamos a luta para alcançar uma democracia autêntica que defina a igualdade política, porém que também permita a eliminação de toda forma de discriminação, exclusão, desigualdade e aspire a fortalecer um enfoque de direitos, a distribuição das riquezas e o acesso universal aos direitos sociais, econômicos, culturais e ambientais.

Os sindicatos do MERCOSUL temos sido participantes de acionar os meios de Comunicação dedicados a macular a toda a cidadania com uma retórica contrária à integração regional, inclinada ao livre comércio e a uma enunciada liberdade de mercado e abertura ao mundo. Os ataques contínuos ao MERCOSUL calaram fundo em uma grande parte dos cidadãos de nossos países que se expressam desdenhando o processo de integração e na falsa consciência segundo a qual o MERCOSUL tem sido um produto falido e prejudicial para nossas nações.

A concentração dos meios de comunicação tem aprofundado o cerco informativo e impede às mulheres e homens de exercer o verdadeiro domínio democrático no que se refere à liberdade de expressão mais plena. Em nome desta liberdade, os grupos privados têm potencializado sua capacidade de pôr em xeque as instituições políticas e sociais e subvertem a democracia e a vontade de nossos povos de mudar seus destinos e conquistar a justiça social.

Este diagnóstico sentido e compartilhado pelos trabalhadores e trabalhadoras do Cone Sul nos exorta a lutar por uma verdadeira democracia na Comunicação e exigimos a sanção e cumprimento das leis de desconcentração dos capitais dos meios de comunicação, a limitação e penalidade vinculantes ante as tentativas de monopólio e oligopólio midiático e a abertura de fontes alternativas de comunicação para as organizações sociais, educativas, sindicais, comunitárias, etc.

Reivindicamos a capacidade soberana de nossos Estados frente a todos as tentativas da governança econômica global para “disciplinar” a nossas nações, rechaçamos as políticas neoliberais, - de ajuste e austeridade, entre outras -, que somente ampliam as desigualdades e condenam os povos à pobreza e a perda de toda autonomia que é a causa do debilitamento e deslegitimação da democracia.

Sustentamos a necessidade de aprofundar as transformações econômicas e políticas, que vão desde a reforma educativa e laboral no Chile como nas políticas de memória e justiça em todos os nossos países. Demandamos uma política mais eficaz do MERCOSUL e da UNASUL para conquistar a justiça social, a igualdade e o desenvolvimento sustentável na América do Sul. 

Somos conscientes que a luta pela democracia segue tão vigente como a trinta anos e que, como classe trabalhadora, resistiremos a todo tipo de embate destes poderes fáticos contra nossos governos, porém, acima de tudo, defenderemos categoricamente a ampliação de direitos civis, políticos, sociais e econômicos que temos alcançado nestas três décadas de democracia progressista. 

CGTRA – Argentina

CTA Autônoma – Argentina

CTA dos Trabalhadores – Argentina

CUT – Brasil

UGT – Brasil

Força Sindical – Brasil

CTB – Brasil

CUT – Chile

CAT – Chile

CUT – Paraguai

CNT- Paraguai

CUT Autêntica – Paraguai

PIT – CNT - Uruguai

CTV – Venezuela

CBST – Venezuela

UNETE – Venezuela

Fonte: CUT

Publicado em POLÍTICA

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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