A notícia da decisão da direção da Petrobrás de hibernar (fechar) vários campos terrestres da UO-BA, dada em primeira mão pelo Sindipetro Bahia, caiu como uma bomba, não só entre a categoria, mas também entre os prefeitos de muitos municípios que vão ser atingidos, vereadores, deputados e senadores.

Mas a diretoria do Sindipetro já entrou em campo para tentar barrar esse absurdo que vai levar à perda da arrecadação de muitos municípios e do estado da Bahia, além do aumento do número de desempregados, contribuindo para acirrar a crise econômica do país em plena pandemia da Covid-19.

Reunião com prefeitos e vereadores

O Sindipetro já solicitou reunião com os prefeitos e os presidentes das câmaras de vereadores dos municípios produtores de petróleo e gás da Bahia. A reunião está sendo articulada pela Prefeita de Cardeal da Silva, Mariane Mercuri (PTN), envolvendo principalmente as cidades de Esplanada, Entre Rios, Cardeal da Silva, Alagoinhas, Araças, Itanagra, Catu, Pojuca, Mata de São João, São Sebastião do Passé, Candeias e São Francisco do Conde.

A reunião está prevista para acontecer na próxima terça-feira (21), ás 10h. Além disso, os diretores do Sindipetro procuraram os deputados federais Joseildo Ramos (PT), Paulo Azi (DEM), João Carlos Bacelar (Podemos) e Jorge Solla (PT), além do senador Jaques Wagner (PT). Já foi solicitada também reunião com o governador do estado, Rui Costa. E foi feito ainda o pedido de uma articulação política na Assembleia Legislativa da Bahia através dos deputados Alex Lima (PSB) e Rosemberg Pinto ( PT). Desta forma, pretendemos buscar articulações políticas com a bancada baiana de senadores, deputados federais, estaduais, além de vereadores e governo do estado.

Além disso, o Sindipetro estará tratando e buscando outras alternativas e ações, nas esferas sociais, jurídicas e na imprensa, que já se interessou em repercutir o assunto. Vamos dar ampla publicidade, utilizando vários meios, para que a sociedade baiana fique ciente sobre o que está acontecendo e se junte ao Sindipetro nessa luta em defesa da Petrobrás e dos empregos.

[Via Sindipetro Bahia]

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Dois trabalhadores da empresa Perbras ficaram feridos em um acidente que aconteceu por volta das 11h desta segunda-feira (30), na sonda SPT-92. Eles sofreram queimaduras após a ocorrência de um Kick (fluxo descontrolado de hidrocarbonetos, gás ou água saindo de um poço de petróleo devido a alguma falha no seu sistema de controle de pressão), seguido de incêndio, no poço em que estavam trabalhando.

A sonda com oito trabalhadores da Bahia estava atuando no Rio Grande do Norte, no Campo de Riacho da Forquilha, e prestava serviço para a empresa Petrorecôncavo. Os trabalhadores foram socorridos a um hospital de Mossoró, mas segundo informações obtidas pelo Sindipetro Bahia eles não correm risco de morte e passam bem.

O fogo foi debelado por volta das 13h após atuação das equipes da Perbras e Petrorecôncavo . O sindicato está buscando mais informações e acompanhando o estado de saúde dos trabalhadores que tiveram queimaduras após o acidente.

[Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Na manhã desta sexta-feira, 7, a categoria petroleira se mobilizou em uma grande manifestação, reunindo cerca de 100 trabalhadores (da estatal e do setor privado) do Rio Grande do Norte, que cominou numa grande assembleia realizada na Estrada do Óleo, que dá acesso à base do S7, no Alto do Rodrigues.

Durante a mobilização, que causou um grande congestionamento, ambulâncias, viaturas policias e caminhões de combustível tiveram acesso facilitado para não haver maiores problemas.

A ação faz parte da greve nacional da categoria que teve início no último dia 1º e já reúne mais 18 mil petroleiros em todo o país, e tem como propósito barrar o descumprimento de Acordo Coletivo de Trabalho pela Companhia, denunciar a demissão e transferência de trabalhadores, próprios e contratados, além de impedir o desmonte e venda de ativos em todo o Sistema Petrobrás.

Até o momento a FUP e Sindicatos mobilizam 69 bases operacionais, em 13 estados em áreas operacionais e administrativas. As atividades estão acontecendo em 27 plataformas; 11 refinarias; 14 terminais; 7 campos terrestres; 4 termelétricas; 2 UTGC; 1 usina de biocombustível; 1 fábrica de fertilizantes; 1 fábrica de lubrificantes e uma fábrica de xisto.

Chamada

Na parte da tarde, mais precisamente às 16h, o SINDIPETRO-RN realizará uma assembleia com os trabalhadores na base administrativa de Natal. Nela serão repassados os informes sobre como está o movimento à nível nacional, e como tem sido a participação da categoria no Rio Grande do Norte.

 [Via Sindipetro-RN]

Publicado em Sistema Petrobrás

A cada dia a greve nacional dos petroleiros ganha força na Bahia. Há piquetes em todas as unidades do Sistema Petrobras no estado.

Na manhã dessa terça-feira (04) os trabalhadores próprios e terceirizados de Taquipe permaneceram em frente à unidade até às 11h, retornando para as suas residências após esse horário.

A paralisação gerou um grande engarrafamento na área. Taquipe é a maior unidade da Petrobras no estado em número de funcionários. São mais de 1.500 pessoas entre próprios e terceirizados.

Em outras unidades da UO-BA como Miranga, Santiago, Buracica, Bálsamo e Araças, o procedimento está sendo o mesmo. Todos estão de braços cruzados.

Só está sendo liberada a entrada de alguns gerentes, mesmo assim após negociação com os diretores do Sindipetro que estão à frente dos piquetes.

Na Rlam, Temadre e Termoéletricas também há piquetes de convencimento.

Os piquetes tem sido locais de debates entre os diretores do Sindipetro e a categoria, que entende a importância de intensificar o movimento.

A produção da UO-BA já sente os primeiro impactos da diminuição das atividades, mas o sindicato está atento a situações de emergências que envolvam a segurança das pessoas e das instalações, assim como a preservação do meio ambiente.

A greve já atinge 30 bases operacionais em 12  estados. Os petroleiros reivindicam o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria e a suspensão das demissões dos trabalhadores da FAFEN Paraná (396 trabalhadores próprios e 600 terceirizados).

 [Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

A direção da Petrobrás decidiu encerrar as atividades de oito sondas de produção terrestre (SPTs), que pertencem a empresa  Perbras, que presta serviço à UO-BA. Com isso, cerca de 400 trabalhadores serão demitidos. Mas a projeção é que esse número ultrapasse 600, levando em conta que os trabalhadores subcontratados nas atividades de transporte, alimentação e hotelaria também serão impactados.

As demissões e redução das atividades de petróleo vão afetar a economia e o orçamento de diversos municípios, principalmente os de Alagoinhas, Catu, Entre Rios, Araças e Esplanada, que sofrerão com a redução da arrecadação do ISS e dos royalties.

As demissões se somam às centenas de outras que estão sendo efetuadas desde que a atual gestão da Petrobrás deu inicio ao seu projeto de desmonte da estatal na Bahia. De outubro do ano passado até agora foram demitidos cerca de 400 empregados terceirizados que prestavam serviço na FAFEN, 150 que atuavam na Sonda de perfuração 109, além de aproximadamente mil trabalhadores que deverão ser demitidos quando o edifício Torre Pituba (sede administrativa da Petrobrás) for totalmente desativado, o que deve acontecer até o mês de junho.

Para o diretor de comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, as desativações e fechamentos de unidades e sondas de petróleo “estão sendo feitas a partir  de uma  decisão política, sem amparo técnico nem econômico, tomada pelo governo federal e executada pela direção da estatal”.

Para Radiovaldo é triste e revoltante ver o que está acontecendo com a Petrobras na Bahia. “Os poços estão dando bons resultados e o seu custo de produção é cada vez menor. Esses equipamentos poderiam continuar em operação atendendo as necessidades da própria estatal e contribuindo com o desenvolvimento local, além do fortalecimento da economia baiana”.

Para o sindicalista, essas 400 demissões entram na conta do governo federal que controla a Petrobrás e optou por uma gestão que enfraquece a empresa. “Não há empatia da direção da estatal e do atual governo com o povo brasileiro. No lugar de fomentar a economia e gerar empregos, estão engrossando a fila de desempregados”.

Para ele a luta para evitar a saída da Petrobrás da Bahia não é só dos petroleiros concursados ou terceirizados, mas de toda a sociedade e do segmento político do estado, pois todos serão prejudicados.


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Petroleiros rumo à greve


[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os trabalhadores da Perbras do contrato de manutenção realizaram terça-feira (21) uma segunda paralisação, desta vez no campo de Araçás (BA). A ação responde à recusa da Perbras em incluir os dependentes dos trabalhadores no plano de saúde, e teve adesão total dos trabalhadores.

O Sindipetro Bahia vem negociando a medida há cerca de dois meses, mas a Perbras até o momento não permitiu a sua viabilização. O diretor do sindicato, Radiovaldo Costa, lembra que a obrigatoriedade das prestadoras de serviços de incluir os dependentes foi retirada em uma resolução da Petrobras de 2018, e defende que o item, uma reivindicação justa dos trabalhadores, volte a ser contratual e fazer parte dos editais.

“Essa questão vem prejudicando milhares de famílias em todo o país, e esperamos que a Perbras atenda o mais rápido possível essa reivindicação. Até lá iremos manter a mobilização”, afirma.

[Via Sindipetro-BA]

Publicado em Setor Privado

Sem plano de saúde para dependentes, trabalhadores da PERBRAS da Base-34 cruzam os braços em parada de advertência. A paralização que aconteceu nesta quinta-feira, 09, teve duração de uma hora e reuniu cerca de 20 pessoas no estacionamento da Petrobrás em Mossoró.

A mobilização foi acompanhada pelos diretores do SINDIPETRO-RN, Eufrasio Paulino e Manoel Assunção. Segundo Assunção a parada teve como objetivo pressionar a empresa para retomar as negociações do plano de saúde para os dependentes, já iniciada em outubro de 2019

"Na última reunião, a administração da empresa em Mossoró informou que a matriz sediada na Bahia já estava ciente da requisição dos trabalhadores e informou que no momento não teria condições de conceder o benefício, mas tentaria achar uma solução", informa o dirigente

Caso a empresa não apresente uma proposta concreta até o fim do mês, novas paralizações serão efetuadas, segundo a direção do sindicato.

[Via Sindipetro-RN]

Publicado em SINDIPETRO-RN

A atual gestão da Petrobrás decidiu encerrar suas atividades no ramo de perfuração terrestre. As unidades da empresa que estão em atividade, a sonda 109, na Bahia e a 86, no Rio Grande do Norte, serão recolhidas em janeiro de 2020.

A sonda 109, localizada no Campo de Araças, na Bahia, com 34 anos de atividade é uma das maiores do Brasil em capacidade de perfuração – atinge até 6 mil metros – e já operou na maioria dos estados brasileiros. É uma sonda que gera muitos empregos diretos e indiretos. Em terra, a 109 é hoje, no Brasil, a maior sonda em operação.

A decisão de encerrar mais essa atividade faz com que a Petrobrás contribua, mais uma vez, com o aumento do número de desempregados no Brasil: com a eliminação desses postos de trabalho, serão demitidos 300 trabalhadores, 150 em cada um desses estados.

Com isso, mais um importantíssimo ciclo da cadeia de petróleo, que começou praticamente com a criação da Petrobrás em 1953, se encerra.

A perfuração de poços terrestres já foi uma das principais atividades da Petrobrás, responsável pelo desenvolvimento e descoberta de vários campos de petróleo, os chamados poços pioneiros. No governo Lula, a Petrobrás chegou a ter 10 sondas próprias em operação, o que significou a geração de mais de 1.500 empregos.

Foi a partir da experiência adquirida na perfuração de poços terrestres que a Petrobrás conquistou grande known hown nessa área, desenvolvendo o conhecimento e a tecnologia que levaram à descoberta da Bacia de Campos e do pré-sal.

Os técnicos formados nos campos de petróleo da Bahia e Rio Grande do Norte eram requisitados para ensinar e multiplicar os seus conhecimentos ao ponto da própria Agência Nacional de Petróleo (ANP), antes de licitar os blocos de petróleo, contratar as sondas da Petrobrás para avaliar as bacias.

Na década de 1970, a Petrobrás criou a Braspetro, uma subsidiária que tinha como objetivo encontrar e produzir petróleo fora do Brasil, a exemplo do Irã e países da África. Na época, a estatal, através de seus operadores altamente capacitados, fez uma grande descoberta no campo de Majnoon, no Iraque.

O papel de destaque da Petrobrás e sua expertise na operação de poços terrestres são frutos de uma longa história, que o governo de extrema direita de Bolsonaro e a atual gestão entreguista da estatal tentam apagar.

É lamentável, afirma o diretor de comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, “além das demissões, o encerramento dessas atividades diminui drasticamente a possiblidade de desenvolvimento desses campos e a descoberta de novos campos que ainda poderiam ser feitas em terra. Além da perda dos impostos para os municípios. Trará um grande impacto na cadeia econômica da indústria do petróleo”.

Para o sindicalista “a atual gestão da Petrobrás, em grande velocidade, vai minando a estatal no Nordeste. O objetivo é que a destruição da empresa comece onde ela nasceu, na Bahia. O desmonte da Petrobrás, com fechamento, arrendamento, venda de unidades e demissões vai para a conta do governo Bolsonaro”.

[Via Sindipetro Bahia]

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Se nada for feito, a Base 61 da Petrobras em São Mateus será fechada nos próximos meses. A previsão é do diretor do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES) Valnísio Hoffman, que participou na noite de 12/12 de audiência pública na Câmara Municipal. Ele afirmou que, agora, os protestos e manifestações pela permanência da empresa no Município estão nas mãos da população. De acordo com Valnísio, os petroleiros encontram dificuldades em fazem greves, ou protestos, devido às pesadas multas que são impostas pelo Tribunal Superior do Trabalho aos sindicatos da categoria.

Porém, conforme Valnísio, os petroleiros estão dispostos a buscar todos os meios possíveis para tentar impedir o que chamou de desmonte da empresa, inclusive recorrendo à Justiça que intervenha nos casos de transferências de empregados. O diretor sindical argumenta que a nova política da Petrobras serve apenas aos grandes investidores estrangeiros e, com isso, a empresa vem perdendo a verdadeira função social, que é fomentar o emprego e a geração de renda onde está instalada.

Ele afirmou que os trabalhadores da Base 61 estão sendo forçados a pedir transferência para outros postos e que as estruturas existentes na região, como as estações SM-8 e Fazenda Alegre, não absorvem 20% dos funcionários. De acordo com o diretor, ele foi comunicado por um gerente que o prazo para fechamento da base é até o final de 2020, mas teme que este prazo seja encurtado para o início do ano.

Economista aposentado da Petrobras, Claudio da Costa Oliveira argumentou, na palestra dele, que não há e nunca houve problema financeiro na Petrobras. O palestrante disse que foi surpreendido com as informações de que a empresa estava quebrada e buscou estudar os balanços, que são públicos. “Simplesmente disseram isso e passou a ser verdade. Mas a população ficou acreditando que tinha [problemas financeiros” – salientou.

A audiência foi convocada pela Câmara Municipal, por indicação da vereadora Jaciara Teixeira, que denunciou o que chamou de assédio moral contra trabalhadores da Petrobras, que, segundo ela, estão sendo pressionados a pedirem transferência, demissão ou aposentadoria. “A Petrobras está esquecendo o compromisso social. Só pensa no lucro do pré-sal. Não está considerando a importância que tem para nós” – justificou.

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Na manhã desta sexta-feira, 13, diretores do SINDIPETRO-RN estiveram reunidos com a governadora do Estado, Fátima Bezerra, para debater a necessidade de uma campanha conjunta pela permanência da Petrobrás no RN.

Em decorrência das decisões postas na Carta de Natal, produzida em reunião do Consórcio de Governadores do Nordeste realizada no mês de setembro, o encontro de hoje foi marcado com representações sindicais e do Governo do Estado, além de representantes da Potigás e dois pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – INEEP, que apresentaram às autoridades, na ocasião, os impactos previstos diante da confirmação da cessação de atividades da Companhia no Estado.

Risco real

Em sua apresentação, o diretor-técnico do INEEP, William Nozaki mostrou de forma simplificada os principais impactos e riscos que o Estado enfrentará no caso da saída de uma empresa do porte da Petrobrás do RN em suas principais dimensões, levantando pontos como: o esvaziamento econômico, o emprego e o prejuízo fiscal inerentes a esta decisão do Governo Federal.

Segundo Nozaki, a retração de investimentos da Companhia no Rio Grande do Norte, vem caindo drasticamente, e chega a zero a partir de 2018. “O Plano de Negócios 2011/2014 da Petrobrás previa cerca de 63 bilhões de investimentos para a Região Nordeste, com uma parcela de 4 bilhões destinada ao RN. Já no PN de 2015/2018 caiu para 8 bilhões o valor para o NE com num número bastante reduzido de estados atendidos, inclusive deixando o RN de fora do aporte de investimentos, sem valor algum previsto para essa região”, apontou o pesquisador.

Sobre a construção de uma empresa concentrada no eixo rio-são Paulo, o diretor disse: “essa perspectiva da atual gestão da empresa, desmonta toda a rede de integração dos ativos da Petrobrás na região Nordeste. Se a gente olhar o pacote das vendas sinalizadas ou já realizadas, a gente percebe um profundo esvaziamento com impactos sobre estruturas e investimentos, e também a integração regional dos ativos”, destacou William.

O pesquisador do INEEP, ainda falou sobre a possível substituição da Estatal por empresas privadas de outros países na exploração de petróleo aqui do RN. “Quando as petrolíferas estrangeiras assumem esses ativos, além de não possuírem a mesma tecnologia para revitalização dos campos deixados pela Petrobrás, e nunca respondem com o mesmo percentual de investimento, nem a mesma capacidade de exploração e produção que ela”, acrescentou ele.

Desinvestimento

Não é de hoje que o SINDIPETRO-RN vem alertando a sociedade potiguar sobre os desdobramentos drásticos da redução de investimentos da Petrobrás no Rio Grande do Norte. Sendo que, atualmente, é uma realidade a ameaça de que a Petrobrás pode encerrar por completo suas atividades em no RN, com graves consequências políticas, econômicas, sociais, culturais e ambientais.

A Bacia Potiguar, como é chamada a região de produção de petróleo no Rio Grande do Norte, vem sofrendo com um grande processo de desinvestimentos financeiros e venda de concessões, por parte do Governo Federal. Atualmente, a área abrange 84 campos de produção de gás e petróleo, sendo a maior em quantidade no país, porém, uma das menores em produção.

A partir da nova política, os números de exploração de petróleo no Rio Grande do Norte sofreram uma redução exponencial: passaram de 60 mil barris por dia, em 2015, para 38 mil, em três anos, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP).

“Quando estávamos na casa dos 120 mil barris de petróleo/dia, nós chegamos a investir, anualmente, no RN, aproximadamente, R$ 1,9 bi. Hoje, nós temos divulgado pela Petrobrás, nos últimos anos, entre investimento, manutenção e integridade das instalações, algo em torno de R$ 200 mi. É um oitavo do que a gente investia quando produzíamos duas vezes mais do que produzimos hoje. É uma realidade da atividade de petróleo, produção está ligada a investimento”, explica o coordenador-geral, Ivis Corsino.

No Rio Grande do Norte, a Petrobrás já foi responsável por 51% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial. Atualmente a Petrobrás mantém relação com 16 municípios produtores de petróleo, além das 97 cidades que recebem royalties mensais via Servidão de Passagem, no caso de algum duto da companhia passe pela cidade.

Sua saída do Estado representa uma ameaça, aos 8.400 empregos diretos que a empresa administra, sendo 1.740 próprios e 6.700 terceirizados. Além de 30 mil indiretos estimados, no ramo de hotéis, restaurantes, empresas de transporte e vários outros seguimentos estão sentindo com a falta de investimentos, e muitos já fecharam.

Últimas vendas

A Petrobrás finalizou na última segunda-feira, 9, a venda de 34 campos terrestres da Bacia Potiguar. Os campos fazem parte da área de exploração de Riacho da Forquilla, localizada no Oeste do Rio Grande do Norte, e foram arrematados em leilão pelo valor de R$ 1,5 bilhão.

Os 34 campos terrestres fazem parte da Bacia Potiguar e produziram, em 2019, em média 5,8 mil barris de óleo equivalente por dia. Segundo a própria estatal, a operação de venda dessas áreas produtoras de petróleo foi concluída com o pagamento de US$ 266 milhões pela empresa Potiguar E&P S.A, subsidiária da Petrorecôncavo S.A, após o cumprimento de todas as condições precedentes e ajustes previstos no contrato.

A companhia já havia recebido US$ 28,8 milhões a título de depósito na data de assinatura, em 25 de abril de 2019. Além disso, haverá o pagamento de US$ 61,5 milhões condicionado à obtenção da extensão do prazo de concessão de 10 das 34 concessões. O total, de acordo com cálculos internos divulgados, seria de R$ 1,5 bilhão na venda desses campos.

Anúncio de transferências

Este ano o conselho de administração da Petrobrás aprovou um novo plano estratégico para o período de 2020 a 2024 com foco de atividades no Sudeste. Como consequência, têm-se o iminente encerramento das atividades da estatal aqui no RN e em outros estados do Nordeste.

Nos últimos meses, alguns empregados da Companhia lotados na sede administrativa em Natal, foram informados que serão transferidos para os Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

Sem opções de permanência, os empregados que não queiram ser transferidos deverão aderir ao plano de desligamento voluntário (PDV) ou ao mesmo ao programa de demissão acordada (PDA). A estatal já anunciou, nacionalmente, uma nova etapa do PDV, agora voltada para funcionários que trabalham no segmento corporativo da empresa que atenderia os empregados do Rio Grande do Norte.

No intuito de impedir as transferências intransigentes de trabalhadores para outros estados e a saída definitiva da Petrobrás do Rio Grande do Norte, o SINDIPETRO-RN apresentou uma denúncia, no dia 28 de outubro, ao Ministério Público do Trabalho - MPT-RN  e espera que este dê entrada na justiça do trabalho, a exemplo do que sucedeu na Bahia.

Campanha do Sindicato

O mais importante no momento é estabelecer um diálogo entre os mais diversos segmentos da sociedade e desenvolver uma corrente atuante para formular ações que garantam a presença da Petrobrás no RN.

Pensando nisso, o Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do RN, lançou uma campanha que visa sensibilizar e conseguir apoio da sociedade.

Com slogan “Pelo Povo Potiguar, a Petrobrás fica no RN!”, essa luta pretende aglutinar forças de maneira a se opor a saída desta importante Companhia em detrimento da economia local e da cadeia produtiva industrial do Rio Grande do Norte.

Mais de quarenta entidades já aderiram à campanha, e o Sindicato está buscando o diálogo com diversas outras para fazer voz nacionalmente a luta dos trabalhadores norte-rio-grandenses.Na manhã desta sexta-feira, 13, diretores do SINDIPETRO-RN estiveram reunidos com a governadora do Estado, Fátima Bezerra, para debater a necessidade de uma campanha conjunta pela permanência da Petrobrás no RN.

Em decorrência das decisões postas na Carta de Natal, produzida em reunião do Consórcio de Goovernadores do Nordeste em setembro, o encontro de hoje foi marcado com representações sindicais e do Governo do Estado, além de representantes da Potigás e dois pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – INEEP, que apresentaram às autoridades, na ocasião, os impactos previstos diante da confirmação da cessação de atividades da Companhia no Estado.

[Via Sindipetro-RN]

Publicado em SINDIPETRO-RN
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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