Gestão bolsonarista abre mão de um dos principais polos de produção de petróleo e gás na Bahia. Se a transação comercial for concluída, Petrobras deixará definitivamente de operar os campos terrestres no estado

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Um dos mais importantes polos de produção e extração de petróleo e gás natural da Petrobrás, localizado na Bahia, e que foi colocado à venda pela estatal, recebeu uma proposta de compra, em valor superior a US$ 1,5 bilhão, feita pelo consórcio formado pela Aguila Energia e Participações Ltda e pela Infra Construtora e Serviços Ltda.

A direção da Petrobrás já confirmou que recebeu propostas vinculantes de interessados na compra dos ativos, aprovando o inicio da fase de negociação com o citado consórcio, que, segundo a estatal, apresentou a melhor proposta.

Se a transação comercial for concluída, a Petrobrás deixará definitivamente de operar os campos terrestres de petróleo e gás na Bahia, entregando às empresas privadas um negócio milionário, que durante décadas vem proporcionando lucro para a estatal e gerando emprego, renda e impostos para os municípios baianos de Esplanada, Entre Rios, Cardeal da Silva, Alagoinhas, Catu e São Sebastião do Passé, onde estão localizados estes campos.

Com uma produção média de cerca de 13,5 mil barris de óleo por dia e 660 mil m³/dia de gás (em janeiro e fevereiro de 2021), o Polo Bahia Terra, que está à venda, engloba os campos de Bálsamo, Araças, Buracica, Taquipe, Imbé, vários parques (que são estações de grande porte) e a Unidade de Produção de Gás Natural (UPGN) de Santiago.

“Somos contra a privatização por entender que ela traz inúmeros prejuízos, inclusive a redução da renda e direitos dos trabalhadores, dos investimentos e até mesmo da gestão social, que beneficia as cidades localizadas no entorno dos campos de petróleo”, afirma o Diretor de Comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, lembrando as inúmeras lutas, mobilizações, greves e audiências públicas organizadas pelo Sindipetro para evitar o desmonte e venda das unidades da estatal na Bahia. “Se dependesse do Sindipetro e da categoria petroleira as unidades da Petrobrás não seriam privatizadas e o tempo vai mostrar que estamos certos”.

Mas se o negócio for de fato concretizado, ressalta o Coordenador Geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, “o Sindipetro não vai abrir mão de representar os trabalhadores da nova empresa, defendendo os seus direitos e buscando o melhor acordo coletivo de trabalho, para que não haja grandes perdas como costuma acontecer com a chegada das empresas privadas”.

 

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Por ampla maioria, trabalhadores da Potiguar E&P aprovam contraproposta do Acordo Coletivo de Trabalho 2021/2022. A decisão foi tomada em assembleia geral virtual realizada na última sexta, 08 de outubro. A sessão foi mediada pelo Diretor da FUP e Secretário Geral do SINDIPETRO-RN, Pedro Lúcio.

Cerca de 80 trabalhadores participaram da assembleia que foi dividida em dois momentos: apresentação da proposta e voto via formulário digital. A votação teve início às 20 horas e foi encerrada às 22 com 86% de aprovação pelos trabalhadores.

Durante a sessão Pedro explicou que nesta negociação foi considerado o reajuste pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo acumulado no último ano. “Neste acordo o IPCA foi cotado em 9,68% a ser aplicado sobre os salários e benefícios existentes na empresa”, destacou o dirigente.

Outro ponto importante nesta proposta foi a conquista do cartão cultural que está na fase de implementação (detalhes abaixo), assim como o convenio para empréstimo consignado. Clique Aqui e confira os detalhes da proposta aprovada.

O comunicado de aprovação está sendo encaminhado nesta quarta-feira(13) a Potiguar E&P via oficio emitido por esta entidade sindical, e logo em seguida será registrado no Ministério Público do Trabalho.

[Da imprensa do Sindipetro RN]

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Em audiência pública realizada segunda, 04, na Câmara dos Vereadores de Mossoró, no Rio Grane do Norte, a FUP e o Sindipetro RN denunciaram os impactos dos desinvestimentos da Petrobrás no estado. A audiência fez parte da agenda de comemoração dos 68 anos de criação da Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro RN]

Vereadores de Mossoró, Governo do Estado, entidades sindicais e de profissionais, reafirmaram a luta pela permanência da Petrobras no Rio Grande do Norte. O consenso foi referendado em audiência pública realizada na última segunda, 4 de outubro, na Câmara Municipal de Mossoró. O ato político foi uma iniciativa da Diretoria do SINDIPETRO-RN em alusão aos 68 anos da Petrobras, celebrado no domingo (3).

A mesa dos trabalhos foi dirigida pelo vereador e presidente da Câmara Municipal, Lawrence Amorim, e composta pelos dirigentes: Pedro Lúcio – Diretor da Federação Única dos Petroleiros – FUP; Ivis Corsino – Coordenador Geral do SINDIPETRO-RN; Orildo Lima – Presidente da AGERN; Silvio Torquato – Secretário Adjunto de Estado; William Marimbondo Vinagre – Diretor da AEPET; Antônio Marcos Brasil – Representando a CTB/RN; e Ronaldo Maia – Representando o Mandato da Deputada Federal, Natália Bonavides.

De acordo com Pedro Lúcio, a audiência pública teve como objetivo ressaltar o papel histórico de desenvolvimento, prosperidade econômica e social promovidos pela Petrobras no RN e defender a permanência da Estatal em solo potiguar. Em sua exposição, o dirigente relembrou o início da exploração de petróleo no Estado.

“Os primeiros relatos da existência de petróleo em terras potiguares datam de 1853, na Chapada do Apodi. Outros estudos foram realizados entre 1930 e 1950, mas somente na década de 1970 é que foram realizadas campanhas exploratórias mais intensas que culminaram na descoberta de Ubarana, em 1973, e em Mossoró, em 1979. Naquele período, a indústria e a atividade econômica do Rio Grande do Norte como um todo estavam passando por dificuldades e o início da atividade petrolífera mais pujante foi recebida com muito entusiasmo”, informou o dirigente sindical.

No link abaixo, a partir de 15:34, você pode conferir parte da apresentação de Pedro Lúcio na Audiência: 

Assista a continuação: 

O Coordenador Geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino, parabenizou a todos os presentes, e em especial ao presidente da Casa, Lawrence Amorim, ao vereador Pablo Aires e as vereadoras, Marleide Cunha e Larissa Rosado que compareceram à audiência. “A história vai honrar o nome de cada um e cada na participação desta luta em defesa da Petrobras e da soberania nacional”, destaca Ivis.

Ainda em sua fala, o dirigente leu um trecho da Carta de Monteiro Lobato ao presidente da República, Getúlio Vargas, em 19 de agosto de 1935, na qual apresenta preocupação em defender as reservas de petróleo do país. Clique aqui e leia a correspondência na íntegra.

Assista um trecho da apresentação de Ivis a partir de 8:35 e do Silvio Torquato, onde afirma o compromisso do Governo do Estado em lutar pela permanência da Petrobras no RN e contra sua privatização: 

O ato público também contou com a participação do Presidente da Associação Profissional dos Geólogos do Rio Grande Do Norte – AGERN e Diretor de Comunicação do SINDIPETRO-RN, Orildo Lima. Em sua fala o dirigente destaca o abandono que o atual Conselho de Administração da Petrobras dedica as áreas produtoras em terra, incluindo a bacia potiguar.

Confira um trecho da exposição no link abaixo a partir de 2:32: 

A audiência contou com a participação dos dirigentes do SINDIPETRO-RN, Pedro Idalino, Marcos Brasil, Márcio Dias, Carlos Henrique, Marcos Aurélio, Manoel Assunção, Jorge Luíz e Eufrasio Paulino. Na oportunidade, os diretores também fizeram apresentações na tribuna do plenário(conforme link abaixo). Funcionários e assessores do sindicato também participaram da atividade. 

Também marcaram presença: Diego Ângelo, representando o IFRN; Aglailton Fernandes do Movimento Sem Terra(MST); Káliane Morais, Coordenadora do SINTEST; Salvina Andrade representando o SINAI; e Rômulo Arnauld, diretor do SINTE-RN(Regional Mossoró).

Movimento Nacional

Petroleiros de todo o Brasil realizaram atividades em alusão ao 68º aniversário da Estatal que “está passando pelo mais perigoso desmonte de sua história”, destaca o coordenador da FUP, Deyvid Barcelar. O dirigente ressalta os diversos ativos privatizados e vários outros para serem vendidos, entre eles, refinarias e terminais.

Ele chama a atenção para a perda da função social da Petrobrás, que gera lucro recorde para os acionistas, às custas das privatizações e de uma política de reajuste dos derivados que impõe preços em dólar e com custos de importação para combustíveis produzidos com petróleo nacional, enquanto a população é obrigada a pagar mais de R$ 100,00 pelo botijão de gás de cozinha e quase R$ 7,00 pelo litro da gasolina.

[Da imprensa do Sindipetro RN]

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Em campanha reivindicatória, os trabalhadores da PetroReconcavo construíram a pauta de reivindicações em assembleia virtual que aconteceu no dia 6/09. No dia 8/09 esta pauta foi entregue à direção da empresa. Na sexta-feira (10) aconteceu a primeira reunião de negociação entre a PetroReconcavo e o Sindipetro Bahia.

Com uma inflação galopante que atingiu o índice de 10,42% no acumulado de setembro de 2020 a agosto de 2021, medido pelo INPC, a direção do Sindipetro Bahia está se empenhando para fechar o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2021/2022 dos trabalhadores da PetroReconcavo o mais breve possível, mantendo os atuais direitos e reajustando os itens econômicos, como tickets alimentação e refeição e os salários.

“Também queremos o compromisso da empresa de iniciar a discussão sobre um novo plano de cargos e salários que abranja toda a empresa”, afirma o Diretor do Sindipetro, Matos Júnior, conclamando os trabalhadores para que participem das assembleias propostas pelo Sindicato, sejam elas virtuais, ou em alguns casos, presenciais.

Campo de Miranga

Na reunião do dia 10, o Sindipetro também abordou a chegada da PetroReconcavo ao Campo de Miranga, com previsão estabelecida pela Petrobrás para o dia 1º de dezembro.

Os trabalhadores que contratados para trabalhar em Miranga serão, preferencialmente, aqueles que já atuam nas áreas da Petrobrás, neste mesmo campo. “As condições de trabalho serão as mesmas aplicadas pela PetroReconcavo em todos os seus contratos e para que tudo seja feito conforme o acordado, o Sindipetro vai acompanhar esta fase de transição até a instalação final da PetroReconcavo no Campo de Miranga”, explica o Diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa.

Filiação

Radiovaldo também ressalta a importância da filiação ao sindicato. “Uma categoria só é forte se o seu sindicato também for”, destaca o sindicalista orientando todos aqueles que ainda não sejam filiados que façam isto e que também conversem com os colegas de trabalho para que se filiem ao Sindipetro.

“A entidade sindical oferece uma série de vantagens aos seus associados. Dentre elas, a mais importante é a proteção ao trabalhador. É a tranquilidade de saber que há uma entidade lutando por seus direitos”, afirma Radiovaldo.

Como se filar

Para se filiar, basta entrar no site da entidade sindical (www.sindipetroba.org.br) e clicar no botão filie-se que fica na parte superior do site, do lado direito. Lá você vai encontrar as fichas de filiação para quem é setor privado, da ativa ou aposentado. Baixe a ficha, preencha, assine, digitalize o documento usando um scanner e envie para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Você também pode preencher a ficha e entregar a um diretor do Sindipetro. Após a filiação, será descontado na folha de pagamento do associado o valor referente a 1% sobre a remuneração (salário base+adicionais+horas extras) em favor do Sindipetro Bahia.

• Clique aqui para baixar a ficha de filiação dos trabalhadores do setor privado de petróleo

• Clique aqui para ler a pauta de reivindicações protocolada junto à empresa

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

 
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Desde o dia 15 de julho, o grupo 3R Petroleum Óleo e Gás S.A assumiu o controle dos campos terrestres de produção de petróleo e gás do Polo Rio Ventura, na Bahia, que engloba oito ativos: Água Grande, Bonsucesso, Fazenda Alto das Pedras, Pedrinhas, Pojuca, Rio Pojuca, Tapiranga e Tapiranga Norte.

"Apesar de toda a luta do Sindipetro Bahia e da categoria petroleira – com mobilizações, greves, audiências públicas e ações jurídicas – contra a privatização da Petrobrás na Bahia, presenciamos agora a saída total da Petrobras de um Polo tão importante como o Rio Ventura, que passa a ser operado integralmente por uma empresa privada", informou o Sindipetro Bahia.

Água Grande é um dos campos que, quando pertencia à Petrobrás, chegou a alcançar um dos maiores níveis de produção de petróleo acumulada do Brasil. Descoberto na década de 1950, foi decisivo para o desenvolvimento da Petrobrás não só na Bahia, mas em todo o país, contribuindo com a descoberta da Bacia de Campos e a construção das refinarias da estatal.

"Foram muitas lutas travadas para evitar a privatização e o desmonte que a atual gestão da estatal vem fazendo nas unidades da Companhia no estado. A diretoria do Sindipetro não poupou esforços para impedir a privatização dos campos terrestres e continua lutando para evitar a conclusão da venda de outras unidades da empresa, como a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) e seus terminais marítimos", ressaltou o Sindipetro, destacando que a privatização do Polo Rio Ventura é a maior entrega de campos de produção de petróleo e gás da Bahia, desde a chegada da empresa PetroRecôncavo no estado, em 1999.  

Petrobrás abandona o Norte e o Nordeste

A Petrobrás já se desfez de mais de 150 áreas de produção terrestre no Nordeste e Norte do país, acelerando o processo de desmonte da empresa nestas regiões, onde a grande maioria dos ativos da estatal está sendo privatizada.

Todas as refinarias do Norte e Nordeste estão sendo vendidas, a começar pela RLAM, na Bahia, que já foi entregue ao Mubadala, um fundo de investimentos dos Emirados Árabes. Na lista de venda estão ainda a REMAN (Amazonas), a Clara Camarão (Rio Grande do Norte), Abreu e Lima (Pernambuco) e a LUBNOR (Ceará), que, assim como a RLAM, estão sendo privatizadas com toda a infraestrutura logística, incluindo oleodutos e terminais.

A Petrobrás também desativou, vendeu ou alugou usinas térmicas, usinas eólicas, usinas de biocombustíveis e fábricas de fertilizantes, além de ter privatizado a rede de gasodutos do Norte e Nordeste, o que significa na prática a retirada da estatal destas regiões.

3R Petroleum cresce com saída da Petrobrás

Além das áreas de produção terrestre do Polo Rio ventura, a empresa 3R Petroleum já adquiriu os campos dos polos Recôncavo, também no estado da Bahia, Macau, no Rio Grande do Norte, e Fazenda Belém, no Ceará. A empresa atua ainda na área offshore, onde já adquiriu os polos Pescada, na Bacia de Potiguar (RN), e Peroá (BM-ES-21), na Bacia do Espírito Santo. Na última semana, a 3R Petroleum assumiu também o controle do Campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos. Todos ativos que pertenciam à Petrobrás.

Para efetuar as operações, a 3R Petroleum tem como subsidiária a OP Energia, habilitada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para operar blocos e concessões em terra e mar, inclusive em águas ultra profundas.

No início do ano, a empresa travou ainda uma disputa violenta com a Eneva para ficar com o Polo Urucu, na Bacia dos Solimões, num processo conturbado de licitação, onde a Petrobras chegou a comunicar que a 3R Petroleum havia feito a maior oferta pelo ativo, mas quem levou, no final, foi a Eneva.

Esta semana, o Sindipetro Espírito Santo publicou um fio em seu perfil no Twitter, onde destrincha as relações da 3R Petroleum com o Banco BTG Pactual. Leia: 

 

[Imprensa da FUP, imprensa do Sindipetro ES e imprensa do Sindipetro BA | Foto: Divulgação]

 

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Já foram vendidas usinas eólicas, 104 campos de petróleo e gás natural e ativos de petroquímica, fertilizantes e energia elétrica. Com isso, houve redução de 65% dos trabalhadores próprios e 48% dos terceirizados, e há tendência de piora nesses índices com a venda de cinco refinarias

[Da assessoria de comunicação da FUP | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil]

A estratégia da gestão da Petrobrás de vender ativos para se concentrar nas atividades de exploração e produção no pré-sal já deixou marcas nas economias das regiões Norte e Nordeste, com perda de emprego e de renda. É o que mostra estudo do economista Cloviomar Cararine, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), realizado a pedido da Federação Única dos Petroleiros (FUP). 

De um total de US$ 36 bilhões contabilizados pela Petrobrás com a venda de ativos a partir de 2016, US$ 5,4 bilhões (15%) originaram-se dos desinvestimentos nas regiões Norte e Nordeste (ver lista abaixo). Estes valores vieram da venda de diferentes negócios: campos de produção de óleo e gás, em bacias terrestres e marítimas; usinas termelétricas; unidades petroquímicas e de fertilizantes; gasodutos; além das quatro usinas eólicas do parque de Mangue Seco, no Rio Grande do Norte. 

A venda de ativos no Norte e no Nordeste é muito representativa, pois significa que a Petrobrás está vendendo praticamente todos os seus ativos nessas regiões. Ou seja, o que está ocorrendo é a saída da maior companhia do Brasil controlada pelo governo das duas regiões. E isso vem gerando consequências dramáticas diante da crise socioeconômica provocada pela pandemia de Covid-19. 

“Somente nos estados do Norte e Nordeste já foram vendidos 104 campos de petróleo e gás natural e estão à venda outras 81 áreas”, diz Cararine. O economista ressalta que a Petrobrás sempre vendeu e comprou ativos e que isso faz parte da estratégia de qualquer empresa, mas não com essa velocidade e com argumentos falsos, que farão com que a Petrobrás deixe de ser uma empresa integrada e nacional. 

A estratégia resultou em desemprego e redução de receita gerada pelas atividades nessas regiões. De 2013 a 2020, houve redução de 65% no número de trabalhadores próprios da Petrobrás nas regiões Norte e Nordeste, enquanto no Sudeste a queda foi de 26%. Quando se trata de trabalhadores terceirizados, houve perda de mais de 22 mil empregos, uma redução de 48%. “A perda de empregos é um dos impactos mais perversos do processo de privatização da Petrobrás”, destaca Cararine. 

PRIVATIZAÇÃO NÃO AUMENTA INVESTIMENTOS E EMPREGOS

Das nove refinarias colocadas na lista de privatização da Petrobrás, cinco estão nas regiões Norte e Nordeste. Uma delas é a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, vendida a preço aviltado para o fundo árabe Mubadala. A operação ainda não foi concluída e é alvo de processos na Justiça e em outras instâncias, acrescenta o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar. 

Bacelar lembrou que a Petrobrás fez investimentos de US$ 23 bilhões na ampliação de refinarias, em unidades de hidrotratamento (HDT) de diesel e de gasolina. “Somente na RLAM, foram investidos R$ 6 bilhões, e agora ela está sendo vendida a preço de banana, por US$ 1,65 bilhão”. 

Bacelar contesta o discurso do governo federal de que a venda de ativos da Petrobrás irá estimular investimentos e gerar empregos. Para ele, o que está ocorrendo é simplesmente a transferência de patrimônio público nacional para a iniciativa privada – que investe e emprega menos que as estatais. 

“Não se aumenta investimentos vendendo o que já temos. Não somos contrários a investimentos privados, mas queremos que eles construam novos ativos no país. Privatizar empresas e ativos públicos é trocar seis por cinco, já que os agentes privados investem menos e empregam menos. É uma mentira que a venda de ativos aumenta investimentos e empregos. O campo de Riacho do Forquilha, no Rio Grande do Norte, por exemplo, empregava 750 trabalhadores, entre próprios e terceirizados da Petrobrás, e esse número caiu para 400 pessoas depois da privatização, reduzindo a massa salarial e a geração de riqueza e renda das economias locais.” 

SAÍDA DAS RENOVÁVEIS VAI NA CONTRAMÃO DAS PETROLEIRAS MUNDIAIS

Coordenador técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), William Nozaki reforça a crítica ao processo de desmonte da Petrobrás no Norte e Nordeste questionando a saída da empresa da área de fontes renováveis de energia. Além da venda das usinas eólicas do Rio Grande do Norte, a Petrobrás está saindo da produção de biodiesel, com a venda da Petrobrás Biocombustível (PBio). A unidade da PBio de Quixadá, no Ceará, já foi paralisada. 

Para Nozaki, ao vender ativos de energias renováveis para acelerar a produção do petróleo, a Petrobrás vai na contramão de outras grandes petroleiras mundiais. ”De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), mais de 60% dos investimentos em energias renováveis são feitos pela indústria petrolífera. E a Petrobras, na contramão das grandes empresas, tem se desfeito de seus ativos”, observa. 

 Fonte: Ineep

Novamente, a equivocada decisão empresarial da gestão da Petrobrás penaliza o Nordeste. A região lidera os índices de vento e radiação solar em todo o país, potencial que poderia ser explorado pela petroleira com investimentos em energia eólica e solar. 

Além de estimular o desenvolvimento econômico e social no Nordeste com o investimento em fontes renováveis, a Petrobrás poderia colaborar na garantia de oferta de energia elétrica para o país, que está prestes a sofrer um racionamento por causa da crise hídrica.

 

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Sindicato denunciou a empresa à ANP por irregularidades trabalhistas e inegurança na Bacia do Recôncavo

[Da redação do Petróleo Hoje]

O Sindipetro-BA protocolou, na terça-feira (25/5), uma denúncia junto à ANP sobre eventuais irregularidades da Recôncavo Energia em Catu, na Bahia, onde a companhia está desenvolvendo atividades de perfuração. Segundo a entidade, os trabalhadores estão submetidos a condições de alto risco operacional, como falta de equipamentos de segurança, bem como jornadas excessivas, atraso salarial (60 dias) e falta de registro na carteira de trabalho.

“O Sindipetro Bahia vem cobrar e denunciar a esta agência reguladora do setor, a fiscalização e às medidas necessárias para garantir cumprimento da Legislação Trabalhista, na perspectiva de melhorar as condições de trabalho”, afirmou o sindicato em carta à ANP.

O sindicato informou ao PetróleoHoje que recebeu a denúncia através de trabalhadores subcontratados de diversas empresas que atuam na concessão operadora pela empresa – de vigilantes à transportadores de carga. “De posse das informações, notificamos a ANP. Afinal, a agência precisa observar não apenas as questões contratuais, operacionais e ambientais do setor, mas também trabalhistas”, disse Radiovaldo Costa, diretor de Comunicação do Sindipetro-BA.

Radiovaldo informou ainda que a direção da Recôncavo Energia procurou o Sindipetro na manhã de quarta-feira (26/5), colocando-se à disposição para esclarecer as questões levantadas. De acordo com o sindicalista, uma reunião entre as partes será realizada na quinta-feira (27/5). De antemão, a Recôncavo alegou à entidade que os problemas estão relacionados aos prestadores de serviço. Mas, segundo o ordenamento jurídico, a responsabilidade é da empresa contratante.

Em nota, a ANP afirmou que “a denúncia a denúncia foi encaminhada para as autoridades competentes, em especial ao Ministério Público do Trabalho e a Secretaria Regional do Trabalho, para que procedam à fiscalização visando garantir cumprimento da Legislação Trabalhista, na perspectiva de melhorar as condições de trabalho dos colaboradores”.

A Recôncavo Energia detém 100% da concessão de quatro blocos na Bacia do Recôncavo: REC-T-236, REC-T-152, REC-T-178 e REC-T-180. Em maio, a empresa encontrou indícios de hidrocarbonetos no poço 1-FFL-1-BA, localizado REC-T-180.

Leia a íntegra da matéria do Sindipetro Bahia:

A empresa Recôncavo Energia, que está perfurando um poço pioneiro (novo) de petróleo na região de Catu, na Bahia, é o retrato do que significa a privatização.

É impressionante o nível de exploração a que os trabalhadores desta empresa estão sendo submetidos. Eles estão há 60 dias sem receber salários, trabalhando em uma jornada de 28 x 28, ou seja, sem rodízio, sem troca de turma, e, praticamente sem folga. Muitos destes trabalhadores são denominados pela empresa como “avulsos” e não têm sequer a carteira de trabalho assinada. Além disto, eles trabalham sem farda e expostos a grandes riscos, pois um acidente de trabalho pode acontecer a qualquer momento, uma vez que são poucos os procedimentos de segurança adotados.

A direção do Sindipetro Bahia vai informar à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre esta situação, uma vez que a agência deu a permissão para a concessão exploratória de petróleo e gás pela Recôncavo Energia.

“Para aqueles que defendem a privatização das unidades da Petrobrás, afirmando que isto traria melhorias e vantagens, basta olhar este exemplo para entender que não é bem assim. Claro que não são todas as empresas do setor privado que agem desta forma exploratória, mas a história tem nos mostrado que há uma visível precarização do trabalho após a privatização, que se reflete negativamente também na economia dos municípios produtores de petróleo”, afirma o Diretor de Comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa.

Clique aqui para ler a notificação enviada à ANP pelo Sindipetro Bahia

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Sindicato dos Petroleiros do estado da Bahia paralisa sonda operada pela ELFE, localizada no município de Catu (BA). A empresa completa hoje (22), dezessete dias de salário atrasado. A empresa, que presta serviços para a CERB (órgão do governo do estado da Bahia), vem atrasando salários todo mês com regularidade. No mês passado referente ao salário de janeiro, o atraso foi de 30 dias, prejudicando todos os trabalhadores.

O Sindicato dos Petroleiros do Estado da Bahia está aqui hoje em defesa da categoria, pois não há motivos para esse absurdo, neste momento difícil de pandemia, os trabalhadores estão com suas contas atrasadas inclusive com dificuldades com a alimentação de suas famílias por conta dessa postura da ELFE. O Sindipetro BA irá parar regularmente as sondas da CERB para garantir que se tomem as medidas necessárias para organizar todas as pendências financeiras dos seus trabalhadores e trabalhadoras.

O número da sonda é PR-28, todos os trabalhadores pararam e a CERB foi informada da atual situação.

[Da imprensa do Sindipetro BA]

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Os petroleiros de Minas Gerais se somam nesta segunda às greves regionais que mobilizam há 18 dias a categoria em outras quatro bases da FUP: Bahia, Amazonas, Espírito Santo e São Paulo

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Petroleiras e petroleiros de toda a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim/MG, iniciam nesta segunda, 22, por tempo indeterminado, a Greve pela Vida. A mobilização ocorre após o início da parada de manutenção e a explosão de testes positivos para Covid-19 na refinaria. Somente no mês de março, já foram registrados mais de 200 testes positivos e 12 internações. O Sindipetro/MG solicita que todos os trabalhadores deslocados da parada de manutenção, do HA e do Turno E não compareçam à refinaria.

Conforme o Sindipetro/MG já vinha alertando, a chegada de 2200 novos trabalhadores em função da parada de manutenção, na Regap, causou focos de aglomeração na refinaria, transformando-a em um epicentro da pandemia na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A greve que iniciamos nesta segunda-feira é por nossas vidas, pelas vidas de nossas famílias e de toda a sociedade mineira. Compreendemos que o exercício de nossa profissão é um serviço essencial à sociedade, mas, para garantir o abastecimento do estado, é necessário que estejamos protegidos e com boa saúde. A greve é um valor fundamental na democracia, e a saúde um direito constitucional. Lutemos!

Para auxiliar a categoria petroleira neste momento, a diretoria do Sindipetro/MG e o setor jurídico prepararam uma cartilha com orientações para a greve. Você pode acessá-la clicando aqui.

Para fazer o download do Modelo de e-mail a ser enviado ao Supervisor e Gerente, clique aqui.

Para o download do Modelo de notificação a ser enviado pelo trabalhador ao Sindipetro/MG, clique aqui.

 

Após impasse nas negociações do ACT dos 200 trabalhadores da Perbras do contrato de manutenção de poços e estações, o Sindipetro Bahia convocou assembleia, para aprovação da greve pelos trabalhadores.

O processo de negociação estava em curso há quase cinco meses e até o momento a empresa não tinha apresentado nenhuma proposta satisfatória. Sendo assim, a paralisação por melhorias no Acordo Coletivo 2019/20 (data base em setembro) teve início na quinta-feira, 4/03, e se estendeu por três dias. No sábado, a empresa cedeu aos trabalhadores e apresentou nova proposta, que foi submetida pelo Sindipetro Bahia à assembleia, sendo aprovada por unanimidade.

A proposta conquistada pelos trabalhadores garante o reajuste salarial de 2% retroativo a setembro, 14% no ticket alimentação retroativo, pagamento de horas extras pendentes, pagamento de descanso semanal remunerado pendente, pagamento das médias de horas extras referentes ao 13º pendentes, melhoria da alimentação fornecida pela empresa, abono salarial de R$400,00 para todos os trabalhadores.

Uma grande vitória da categoria e do sindicato. Pois a atual conjuntura não favorece o trabalhador que está tendo que arcar com todos os problemas administrativos que as empresas estão tendo devido à pandemia. A luta da categoria foi de extrema importância para a conquista deste Acordo Coletivo.

A Federação Única dos Petroleiros e o Sindipetro Bahia além de representarem os petroleiros do Sistema Petrobrás, também representam os trabalhadores de algumas empresas privadas de petróleo, como é o caso da PERBRAS -  empresa prestadora de serviços da Petrobrás, em Catu-BA

Federação Única dos Petroleiros 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.