Já está em fase de transição a operação dos campos terrestres de petróleo e gás do Polo Rio Ventura (Água Grande, Bonsucesso, Fazenda Alto das Pedras, Pedrinhas, Pojuca, Rio Pojuca, Tapiranga e Tapiranga Norte) e Polo Recôncavo (Candeias e Dom João). Vendidos pela Petrobrás, os campos serão operados pela empresa compradora, a 3R Petroleum.

A direção do Sindipetro Bahia fez inúmeras mobilizações, audiências públicas e reuniões com prefeitos, deputados e senadores para tentar barrar o processo de venda desses campos devido aos prejuízos para os municípios, estado e para os trabalhadores, uma vez que pode haver redução de postos de trabalho.

Mas já que o processo foi efetivado, o Sindipetro Bahia entrou em campo para fazer valer a sua finalidade que é a defesa dos interesses e dos direitos da categoria petroleira. Desta forma, o sindicato vai procurar a direção da 3R Petroleum para, antes de tudo, defender a contratação de mão de obra local para garantir a geração de empregos e oportunidades para o estado da Bahia. Outro ponto importante que será colocado em pauta é a manutenção da data base da categoria no mês de setembro. O sindicato também pretende negociar as condições de trabalho e garantir um Acordo Coletivo que estabeleça boas condições de salários, benefícios e vantagens para os trabalhadores que serão contratados pela 3R Petroleum e trabalharão nos polos Rio Ventura e Recôncavo.

O Sindipetro seguirá atento em busca da melhoria contínua para esses trabalhadores que fazem parte da categoria petroleira e são representados pela entidade sindical.

[ Imprensa do Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Empresa que comprou campos terrestres no Rio Grande do Norte terá redução de impostos por 10 anos. A representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobras, Rosângela Buzanelli, divulgou nota, criticando as contradições da atual política de privatização da empresa.

"Ora, como a empresa estatal privatiza os campos do Polo Macau, na busca de maximização de retorno ao acionista, inclusive o Estado brasileiro (acionista controlador) e, em seguida, esse mesmo acionista abre mão de 75% do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e Adicionais?", questiona. Leia a íntegra:

[Do site do mandato de Rosângela Buzanelli]

Ainda nos últimos dias de 2020, recebi perplexa a notícia de que foi concedido um benefício fiscal para a 3R Petroleum, empresa adquiriu o Polo Macau em agosto de 2019, que engloba os campos terrestres de Aratum, Macau, Serra, Salina Cristal, Lagoa Aroeira, Porto Carão e Sanhaçu, no Rio Grande do Norte.

Segundo a Valor, “a 3R Petroleum informou que recebeu, da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), do Ministério do Desenvolvimento Regional, a aprovação para enquadramento no benefício fiscal de redução de Imposto de Renda e Adicionais em favor da subsidiária da 3R que controla as operações do Polo Macau, na Bacia Potiguar, no Estado do Rio Grande do Norte.”

Este polo foi vendido em agosto de 2019 pela Petrobrás por US$ 191 milhões. A partir de janeiro deste ano, a 3R Petroleum passa a ter uma redução fixa de 75% do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) pelo prazo de 10 anos.

Mas por que esta notícia deve chocar tanto? Porque a notícia desnuda as “contradições” dos discursos oficiais, quer seja do governo federal, quer seja da atual gestão da Petrobrás.

Os recentes “Planos Estratégicos” da Petrobrás estão concentrando as atividades da companhia para aquelas mais lucrativas, como a exploração e produção no pré-sal da Bacia de Santos, sob a justificativa de que são mais rentáveis para os acionistas, e “desinvestindo” nos campos terrestres e de águas rasas, principalmente, mas não somente. Assim, a gestão da companhia vem divulgando, exaustivamente, que entre os principais motivos da venda de tantas unidades e instalações, está a missão de maximizar o retorno financeiro a seus acionistas, entre eles, o acionista controlador, o Estado brasileiro.

Ora, como a empresa estatal privatiza os campos do Polo Macau, na busca de maximização de retorno ao acionista, inclusive o Estado brasileiro (acionista controlador) e, em seguida, esse mesmo acionista abre mão de 75% do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica e Adicionais?

Na notícia, a 3R informou ainda que o benefício fiscal vai reduzir a alíquota combinada de IRPJ e CSLL (Contribuição Social de Lucro Líquido) de 34% para 15,25% na operação do Polo Macau, ou seja, o Governo Federal abre mão de gorda fatia do IRPJ e da CSLL, que constitui uma das fontes da Previdência Social. Mas essa última conta já foi transferida para a população brasileira através da reforma da Previdência, não é mesmo? Seremos nós a pagar essa conta para financiar os gordos descontos para as empresas privadas.

A conclusão é óbvia demais: a lógica do atual governo é continuar e acentuar a transferência do lucro das empresas públicas e estatais para as empresas privadas, financiar com o dinheiro público gordos descontos às mesmas e distribuir eventuais prejuízos para a população brasileira pagar a conta, reduzindo seu poder aquisitivo e direitos básicos.

Então ficam as perguntas para reflexão: se o polo Macau não vinha sendo lucrativo para o Estado brasileiro, como é possível compreender que o próprio Estado conceda um benefício fiscal federal tão generoso para a empresa privada que recentemente adquiriu este ativo, sobretudo em tempos de crise no Brasil e no mundo? A quem de fato interessa a privatização de empresas públicas e estatais? Quem de fato financia os “incentivos” fiscais através de gordos descontos às empresas privadas?

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Publicado em Sistema Petrobrás

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deu um ultimato à direção da Petrobrás para que conclua as negociações dos 54 campos de petróleo em terra e em águas rasas, que compõem os Polos de Recôncavo, Miranga, Remanso, Garoupa, Peroá-Cangoá, Merluza e Ceará Mar, até o dia 30/06/2021. Fixou ainda o prazo de 31/12/2021 para a venda dos 15 campos dos polos de Carmópolis, Potiguar e Urucu (que não tiveram sucesso na primeira fase do desinvestimento da estatal). Caso a Petrobrás não consiga vender esses campos no prazo determinado, a ANP deixou claro que pode “iniciar o processo de extinção contratual para os campos sem produção caso conclua que não houve evolução do processo”. Ou seja, o governo Bolsonaro/Guedes, está colocando a “faca no pescoço” da direção da Petrobrás para acelerar o processo de privatização da empresa, mesmo que isso cause prejuízo. Se a venda desses campos de petróleo e gás, já causa um enorme dano a nação, imagine vender esses ativos com pressa, sem esperar a melhor oferta. O valor, com certeza, será abaixo do que vale o ativo. O fato é que está cada vez mais claro que há uma articulação envolvendo o governo federal, a ANP e empresas privadas com o objetivo de acelerar a privatização da Petrobrás. Afinal, se não vender os campos no prazo determinado, a Petrobrás terá de devolvê-los a ANP, que, por sua vez, ficará responsável pela venda. E a Petrobrás não receberá nada em troca. “Isso é uma perversidade. O problema não é porque os campos estão maduros ou têm baixa produção, o que está em jogo é uma decisão governamental de vender a qualquer custo. Mesmo que o campo de Candeias, na Bahia, por exemplo, tivesse o custo de extração de um dólar e o barril estivesse sendo vendido a 40 dólares ( que daria um lucro fabuloso), mesmo assim, o campo de Candeias seria vendido”. Analisa o Diretor de Comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa. Para o Coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, “o que está em jogo não é a lucratividade. O objetivo é entregar o patrimônio público e enfraquecer uma das mais importantes empresas públicas para privilegiar o capital privado e em especial o capital internacional. É um projeto de governo, de Bolsonaro e Guedes”. Com esse tipo de decisão politica do governo federal, que não é econômica, financeira e muito menos técnica, como podemos a acreditar no slogan “Brasil acima de tudo..” ? Como o nosso país está acima de tudo se a ação governamental privilegia o capital estrangeiro que não tem identidade, tradição ou preocupação social com o Brasil e os brasileiros? Com o aval de Bolsonaro, essas empresas ganham trânsito livre para especular e ganhar dinheiro com o patrimônio construído com dinheiro público ao longo de décadas. De acordo com a ANP “até o momento, dos 183 campos de terra e águas rasas colocados no processo de desinvestimento original, 100 (55%) campos foram concluídos, 54 (29%) campos encontram-se em fase avançada de negociação com manifestações das empresas, 15 (8%) não tiveram sucesso e foram incluídos em novos polos do projeto de desinvestimento da Petrobras, distribuídos entre os Polos Carmópolis, Potiguar e Urucu, e 14 (8%) estão em processo de devolução (análise para o descomissionamento ou inclusão na Oferta Permanente)”. [Da imprensa do Sindipetro Bahia | Foto: Agência Brasil]

Publicado em Petrobrás Fica

Com uma mobilização em frente à unidade de Taquipe na manhã dessa terça-feira (22), a direção do Sindipetro Bahia e a categoria petroleira protestaram contra a privatização do campo de Candeias, que foi vendido pelo governo bolsonaro com mais 13 outros campos terrestres de petróleo e gás, localizados na Bahia.

Durante a mobilização, que durou cerca de duas horas, os diretores do Sindipetro conversaram com os trabalhadores explicando os impactos que virão com a venda desses campos, como a demissão. Muitos se mostraram surpresos e apreensivos com a velocidade com que as unidades do Sistema Petrobrás estão sendo vendidas e de como a estatal está sendo privatizada aos pedaços, apesar de toda a luta do Sindipetro Bahia e da FUP para barrar essa privatização.

Os diretores do Sindipetro garantiram que vão continuar lutando para impedir o desmonte total da Petrobrás. Como legitimo representante dos trabalhadores do setor privado, o Sindipetro Bahia, vai procurar a 3R Petroleum (empresa que adquiriu os 14 campos de petróleo e gás da Petrobrás) para garantir as melhores condições, benefícios, salários, assim como a contratação desses trabalhadores que serão demitidos.

Já os trabalhadores diretos (concursados), que são cerca de 40, serão transferidos para outras unidades, já que não podem ser demitidos graças ao Acordo Coletivo de Trabalho assinado pela FUP e os sindicatos, que garante a estabilidade no emprego.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Publicado em Petrobrás Fica

Royalties pagos por empresas privadas de petróleo podem sofrer redução de 50%, prejudicando centenas de municípios no Brasil

[Da imprensa do Sindipetro Bahia | Texto: Carol Athayde | Foto: Divulgação]

Uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), já aprovada pelo presidente Bolsonaro (Diário Oficial da União de 1/7/2020), determina que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estude a admissão de medidas com o objetivo de reduzir os royalties de 10% para até 5%, para campos concedidos a empresas de pequeno ou médio porte.

A ANP, por sua vez, já aprovou os procedimentos necessários para reduzir os valores desses royalties cobrados sobre a produção dos campos maduros de petróleo e também realizou uma videoconferência sobre o assunto com as empresas interessadas.

A próxima etapa é enviar para a Câmara dos Deputados um Projeto de Lei (PL), propondo a redução das alíquotas com o aval da ANP e do CNPE.

Na prática, o PL, se transformado em lei, irá prejudicar centenas de municípios que dependem da arrecadação dos royalties do petróleo para garantir gastos com saúde, educação e infraestrutura.

A diretoria do Sindipetro Bahia vê essa Resolução e uma eventual lei como uma afronta aos brasileiros. “Durante anos, a Petrobrás investiu nesses campos terrestres de petróleo. Apesar de todo o trabalho e gasto para descobrir e desenvolver os campos, nunca houve no Brasil uma discussão de redução de royalties. A estatal sempre pagou o que deveria ser pago, contribuindo, assim, para o desenvolvimento dos municípios onde está instalada. Agora que o setor está sendo privatizado, o governo Bolsonaro lança mão dessa iniciativa que irá garantir mais lucros para essas empresas e provocar prejuízos para os munícipios”, afirma o Diretor de Comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa.

O Coordenador Geral da FUP, Deyvid Bacelar, faz um alerta aos prefeitos e vereadores eleitos das cidades onde há campos terrestres da Petrobrás e que já foram vendidos (ou serão) para a iniciativa privada. “É preciso pressionar a Câmara, a ANP e o governo Bolsonaro para que essa medida absurda não se concretize. Caso contrário, haverá grande impacto no orçamento desses munícipios”.

Bacelar ressalta ainda que “a redução dos royalties também não trará vantagem ou benefício para os trabalhadores, que passarão a receber salários mais baixos e terão seus benefícios reduzidos, como acontece na maioria das empresas privadas do setor. Portanto, o único objetivo é proporcionar lucro para as empresas, revelando o real objetivo da privatização do Sistema Petrobrás”.

Diversos municípios serão prejudicados, tendo redução das suas receitas em plena pandemia da Covid-19, momento em que a situação, com cerca de 14 milhões de desempregados no Brasil, não está nada fácil.

Na Bahia, serão atingidos diretamente os municípios de Esplanada, Entre Rios, Cardeal da Silva, Araças, Alagoinhas, Ouriçangas, Água Fria, Biritinga, Catu, Pojuca, Mata de São, São Sebastião do Passé, Candeias, São Francisco do Conde.

Publicado em Petróleo

A Petrobrás assinou contrato para a venda de 100% de sua participação em 14 campos de produção terrestre do Polo Recôncavo (BA), que foi adquirido pela Ouro Preto Energia Onshore, subsidiária da 3R Petroleum, que já havia comprado outros ativos da estatal na Bahia e no Rio Grande do Norte e está também disputando o Polo de Urucu, na Bacia do Solimões. A venda do Polo Recôncavo, com toda a estrutura de extração, tratamento e processamento de produtos, foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobrás na última quarta-feira, 16, com o voto contrário da Conselheira eleita pelos trabalhadores, Rosângela Buzanelli.

"Sou contra pois discordo frontalmente do atual direcionamento dado à companhia, pautado pela sistemática redução de investimentos. O Polo Recôncavo é lucrativo para a Petrobrás, que investiu e construiu toda a infraestrutura logística de sua operação, já tendo amortizado há muito esses investimentos. Este contribuiu e ainda contribui com suas reservas provadas e fluxo de caixa positivo para a Companhia", afirmou a conselheira em nota divulgada.

"O atual caminho seguido ignora as bases da constituição da Petrobrás e volta sua estratégia para uma visão exclusivamente de mercado, por sinal ultrapassada, cujo objetivo é maximizar o lucro dos acionistas a qualquer preço, independentemente do impacto que possa gerar para a Petrobrás, para o abastecimento nacional e para a economia nacional e regional", ressaltou Rosângela.

O Polo Recôncavo possui campos localizados nos municípios de Candeias, Salvador, Santo Amaro, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé e Simões Filho, com produção média diária  de 2.145 barris de petróleo e 465 mil metros cúbicos de gás natural. Junto com os 14 campos de produção terrestre, foram entregues também 13 estações de tratamento, o Parque São Paulo (responsável pelo armazenamento, tratamento e movimentação do petróleo do polo, localizado no Campo Candeias) e o Núcleo Candeias, com Estação de Compressão e Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN).

O CEO da 3R, Ricardo Savini, em entrevista à imprensa, comemorou a aquisição dos campos de petróleo. “O ativo apresenta grande potencial de aumento no fator de recuperação e de incremento de reservas de óleo e gás”, disse Savini.

Sindipetro Bahia alerta sobre demissões e perdas de recursos para o estado

A direção do Sindipetro Bahia repudia mais essa “ação equivocada da atual gestão da Petrobrás” e alerta para as graves consequências para os municípios de São Francisco do Conde e Candeias, que virão em curto e médio prazo. “De imediato haverá demissões, pois os contratos dos trabalhadores terceirizados – cerca de 250 - serão rescindidos. É uma incógnita se serão (e quantos serão) recontratados ou não pela nova empresa e em que termos se dará esse contrato. A experiência nos mostra que as empresas privadas da área de petróleo tendem a contratar com salários mais baixos e restrição de direitos, comparado com a Petrobrás. Isso vai impactar não só a vida desses trabalhadores, mas também o comércio local, pois haverá menos dinheiro circulando. Por outro lado, os trabalhadores concursados devem aderir ao Plano de Demissão Voluntária da Companhia ou optarem pela transferência para outros estados”, explica o Coordenador Geral do Sindipetro Bahia, Jairo Batista.

Outras consequências negativas serão a perda na arrecadação dos royalties, ISS e ICMS, a redução da capacidade de investimento e de compra de bens e serviços. “Uma empresa nova, que ninguém conhece, que é privada, que só visa o lucro, quer garantir o retorno imediato dos investimentos feitos. É realmente uma lógica empresarial, que prejudica o estado, beneficiando apenas o capital”, afirma o Diretor de Comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa.

Costa ressalta que “apesar de antigos, os campos de petróleo que foram vendidos, são lucrativos, rentáveis e estão longe de dar prejuízo à Petrobrás. Muito pelo contrário. As atividades de produção e exploração de petróleo e gás na Bahia ainda são um grande negócio. Um negócio de mais de R$ 2 bilhões. A Petrobras é a maior empresa da Bahia e a venda desses campos é mais um passo dado pelo governo Bolsonaro para concretizar a saída dessa grande e importante Companhia da Bahia”.

Poço Candeias 1 foi o primeiro do país

Entre os campos que foram vendidos está o de Candeias, onde está localizado o Poço Candeias 1, primeiro poço de exploração comercial de petróleo do Brasil que entrou em atividade em 14 de dezembro de 1941, e, hoje, após 79 anos, ainda está ativo, produzindo. "A exploração do poço foi o pontapé inicial para a criação da Petrobrás com as atribuições de pesquisa, exploração, refino, transporte e sistema de dutos, empresa que chegou a ser, no governo Lula, a quarta maior do mundo em valor de mercado, e hoje, vem sendo desmontada e vendida pelo governo Bolsonaro. Um crime e uma afronta à soberania nacional", ressaltou o Sindipetro-BA, em nota divulgada nesta sexta.

"Muito foi feito pelo Sindipetro Bahia e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) para evitar que a Petrobrás, patrimônio do povo brasileiro, fosse privatizada. Foram realizadas dezenas de mobilizações, audiências públicas, reuniões com prefeitos, senadores, deputados estaduais e federais, vereadores e o governo da Bahia, alertando e mostrando os prejuízos para o estado e municípios com a saída da Petrobras da Bahia. Também foram realizadas greves, uma das quais, em 2020, durou 20 dias. As entidades sindicais contrataram ainda escritórios de advocacia para judicializar a questão e impedir a venda dos ativos. Todas essas ações fizeram com que as vendas dessas unidades fossem adiadas, mas devido à atual conjuntura política do país, o Sistema Petrobrás está sendo privatizado, aos pedaços".

[Imprensa da FUP, com informações do Sindipetro-BA e do site do mandato de Rosângela Buzanelli]

Publicado em Petrobrás Fica

Campo vendido faz parte da Bacia de Sergipe e Alagoas, onde a Petrobrás está se desfazendo de ativos estratégicos, como a maior área de produção terrestre do país 

[Da imprensa da FUP | Foto: divulgação]

A Petrobrás divulgou que assinou no dia 11 de dezembro o contrato de venda da sua participação no campo terrestre de Rabo Branco, em Sergipe, para a Energizzi Energias do Brasil, que pagou US$ 1,5 milhão por 50% do ativo. A outra metade pertence à empresa Petrom. A Petrobrás está de desfazendo de outras 11 concessões no estado que integram o Polo de Carmópolis, onde está localizada a maior área de produção terrestre de petróleo do Brasil, com reservas estimadas em 1,7 bilhão de barris e produção média diária de 10 mil barris de óleo e 73 mil metros cúbicos de gás.

O pacote de ativos que a Petrobrás colocou à venda em Carmópolis inclui cerca de 3.000 poços de petróleo, 17 estações de tratamento de óleo, uma estação de gás, mais de 350 quilômetros de gasodutos e oleodutos, o Terminal Aquaviário de Aracaju (Tecarmo), uma UPGN e uma estação de processamento de óleo, além das bases administrativas de Carmópolis, Siririzinho e Riachuelo.

A Petrobrás também está vendendo os ativos do Polo de Alagoas, que incluem seis concessões terrestres e uma de águas rasas, duas estações de tratamento (Furado e Pilar), 230 Km de gasodutos e oleodutos, a base operacional de Pilar e a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Alagoas, com capacidade de produzir 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

A privatização da Bacia Sergipe-Alagoas acelera a saída da Petrobrás do Nordeste, impactando profundamente a economia e os empregos da região, como a FUP e seus sindicatos vêm denunciando. "O Sistema Petrobrás está sendo desmontado em todo o país, sob a lógica da atual gestão de reduzir a empresa à produção e exportação do pré-sal, concentrando as atividades no eixo Rio-São Paulo. É fundamental que a sociedade organizada se some à campanha Petrobras Fica, denunciando as privatizações e os riscos que apresentam para a soberania nacional", afirma o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.


*Essa matéria foi corrigida e atualizada

Publicado em Petrobrás Fica

A conta da venda dos campos da Petrobrás no RN só aumenta. Nesta quinta, 3 de dezembro, um grupo de trabalhadores desempregados de Mossoró procurou a direção do SINDIPETRO-RN para fazer uma denúncia.

Os companheiros foram recebidos pelo diretor da FUP e secretário-geral do SINDIPETRO-RN, Pedro Lúcio, e relataram que as novas empresas que estão operando os campos de Riacho da Forquilha, Fazenda Belém e Macau estão contratando profissionais de outros Estados para operação dos campos potiguares, desprezando a mão de obra local.

“Essa decisão é uma afronta ao que foi debatido nas dezenas audiências públicas em que a empresas privadas participaram e se comprometeram com o Governo do Estado em contratar 80% dos trabalhadores do RN, o que pela denúncia da categoria não está sendo cumprido”, explica o dirigente.

O dirigente relatou que vai solicitar a lista total dos trabalhadores diretos e terceirizados, bem como as cidades de origem deles. A data de contratação dos profissionais também será solicitada, bem como as informações da campanha de perfuração da empresa no Estado.

Além dessa medida, a categoria já se prontificou em procurar junto com o sindicato maneiras de evitar a substituição por profissionais de fora. Entre as alternativas apresentadas está o dialogo com as empresas privadas e representantes do poder público: vereadores, prefeitos, deputados e o Governo do Estado.

A reunião no sindicato também contou com a participação do vereador eleito de Mossoró, Cabo Tony Fernandes, que se comprometeu em fazer a mediação do tema com o prefeito eleito, Allysson Bezerra e com a Câmara Municipal.

Histórico: até outubro de 2019 a Petrobras mantinha em média 750 pessoas nos campos que foram vendidos em Riacho da Forquilha, Fazenda Belém e Macau. Hoje às novas empresas privadas contrataram em torno de 400 profissionais, entre eles trabalhadores da Bahia.

[Da imprensa do Sindipetro-RN]

Publicado em SINDIPETRO-RN

A mobilização teve adesão dos trabalhadores da RCS, que atuam com campos de produção terreste da Petrobrás de Canto do Amaro e Fazenda Belém

[Imprensa do Sindipetro-RN]

Parados por três dias, trabalhadores da RCS aprovaram na noite da última sexta-feira(27/11) a contraproposta do ACT e resolveram encerrar a greve. A decisão foi tomada por unanimidade em assembleia extraordinária dirigida pelo Coordenador Geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino e os dirigentes: Eufrásio Paulino, José Araújo e Manoel Assunção.

Após negociação com a direção do Sindicato, a empresa se comprometeu em não aplicar nenhum tipo de retaliação aos trabalhadores em greve, isso inclui desconto na folha de pagamento. No entanto as horas não trabalhadas deverão ser compensadas pela categoria na empresa.

A greve teve uma conquista importante no bolso dos trabalhadores neste fim de ano. A RCS assegurou o pagamento de uma cesta natalina no valor de R$150,00 a ser paga até 20 de dezembro. A bonificação era uma das reinvindicações dos companheiros desde o início do contrato em março de 2019.

Por intermédio do Sindicato a categoria também conseguiu antecipar o pagamento dos retroativos em parcela única que será paga até o quinto dia útil de dezembro. A proposta inicial da RCS era dividir o valor em três parcelas.

A empresa também ratificou que não vai fazer descontos no auxilio refeição aos trabalhadores que estiverem afastados por qualquer natureza até três dias. Outro ponto contido nas negociações do pleito da categoria foi a retirada do valor desconto no plano de saúde para os dependentes, referente a R$ 50,00(ou R$ 58,00 se for com o plano odontológico). A empresa informou que está estudando um meio de solucionar essa questão e deu o prazo até fevereiro de 2021.

Para o diretor Eufrásio Paulino os avanços no ACT e na retomada de negociação com a empresa só foi possível com a luta dos trabalhadores que entraram na greve. “É preciso ter coragem e união da categoria para reivindicar direitos. Os companheiros da RCS estão de parabéns. A luta continua e a diretoria do SINDIPETRO-RN sempre estará do lado de vocês”, informou o dirigente.

Mesmo com o fim da greve e a retomada da mesa de negociação com o sindicato, a categoria decidiu na assembleia manter o Estado de Greve até que a empresa honre tudo que prometeu na minuta do ACT.

Gratidão: na manhã do sábado, 28 de novembro, os trabalhadores foram até a subsede do SINDIPETRO-RN em Mossoró agradecer a diretoria do sindicato pelo apoio no movimento paredista e na defesa dos seus direitos. O agradecimento foi selado com uma oração puxada por um dos trabalhadores presentes.

“A direção do sindicato fica feliz com essa iniciativa da categoria, isso mostra que o nosso trabalho tem mostrado bons resultados tanto no setor público, quando no setor privado. Parabéns aos companheiros da RCS. Estamos com vocês!”, disse o dirigente Manoel Assunção.

Publicado em Setor Privado

O site da campanha #PetrobrásFicanoES já está no ar! A Petrobrás tem realizado um verdadeiro desmonte de suas atividades pelo país, e não tem sido diferente no Espírito Santo. A empresa não tem levado em conta o interesse público e os impactos destas privatizações aos seus trabalhos, ao próprio Estado e aos municípios capixabas. Além disso, esse movimento de privatização não tem sido debatido com a sociedade e não tem passado pela aprovação do Congresso Nacional.

Capixaba, o que nos une é mais profundo. E essa chama não pode se apagar! Vamos juntos na luta pela permanência da Petrobrás no Espírito Santo.  Conheça e compartilhe as razões para resistir: https://www.petrobrasficanoes.com.br/ .

[Da imprensa do Sindipetro-ES]

Publicado em Petrobrás Fica
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.