O Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro) realizou, nesta terça-feira (7), às 9h, um ato na Refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM), em conjunto com diversas associações de moradores das cidades vizinhas – Associação de Pescadores de São Francisco do Conde, Sitcan, Sindsefran e sociedade civil –, contra a visita da comitiva da estatal petroleira chinesa, a Sinopec, que foi acompanhada pela alta cúpula da direção da Petrobras. A Sinopec é uma das petroleiras estrangeiras interessadas na compra das refinarias brasileiras.

“A visita dessa comitiva à refinaria visa satisfazer a segunda fase do processo de venda. Nós, trabalhadores da Petrobras, ativos, terceirizados e aposentados, somos totalmente contrários, assim como a sociedade, por conta do investimento financeiro, do trabalho e da luta feitos pela e para a estatal. Não é justo entregar assim de bandeja para os estrangeiros”, afirma Jairo Batista, coordenador geral do Sindipetro Bahia.

Responsável por 14% do refino de petróleo no Brasil, a RLAM representa atualmente aproximadamente 25% da arrecadação de ICMS do estado da Bahia. Para o diretor do Sindipetro e trabalhador da refinaria, Attila Barbosa, a privatização da Petrobras é um ataque à soberania brasileira.

“O fato de vender essa refinaria para outra empresa, de capital estrangeiro, seja ela estatal ou não, fere os interesses de soberania nacional e do povo brasileiro. O ato hoje é um recado claro em defesa da manutenção dos empregos, porque a refinaria pode ser vendida e fechada, devido à capacidade ociosa de refino no mundo”, diz.

Trabalhador há 36 anos da RLAM, o petroleiro Ivo dos Santos, demonstra preocupação com os empregos que são gerados para as comunidades vizinhas. “A empresa privada só se preocupa com o lucro. Ela não quer saber do lado social e não se preocupa com a população.”

O petroleiro ainda ressalta a importância das pessoas conheceram a Petrobrás para compreender porque ela pertence ao povo brasileiro, entender o que está entre ao processo do poço ao posto e como isso impacta na vida da população, principalmente em relação aos preços do gás e da gasolina. Para Ivo dos Santos a Petrobrás significa vida e a possibilidade de sua venda seria a morte para o trabalhador brasileiro.

O diretor do Sindipetro, Radiovaldo Costa, avaliou como muito satisfatório o resultado da manifestação.

“Tivemos a participação maciça dos trabalhadores da RLAM, sociedade civil e diversas entidades, que se comprometeram a dar continuidade na luta contra a privatização da refinaria. A privatização da RLAM é um enorme prejuízo para a população baiana, e, por isso, o Sindipetro estará vigilante para realizar atos e impedir a visita de qualquer interessado em comprar a refinaria, e assim preservar o patrimônio nacional. Chineses aqui não, a RLAM é do povo brasileiro.”

[Via Sindipetro-BA]

Publicado em Sistema Petrobrás

A diretoria do Sindipetro-NF está em contato permanente com os petroleiros da plataforma P-43, na Bacia de Campos, para enfrentar um caso, ao que tudo indica, de discriminação praticada pela gestão da Petrobrás. Os relatos da categoria a bordo dão conta de que trabalhadores da unidade estão sendo desimplantados (transferidos para bases de Terra) para que ocupantes de cargos de chefias do Pólo de Pargo, que teve suas plataformas vendidas, assumam as vagas.

O sindicato já entrou com contato com as gerências geral e de gestão de pessoas da Petrobrás, buscando esclarecimentos sobre a situação. Os representantes da empresa se comprometeram a apurar e a suspender os desembarques se ficar caracterizada prática discriminatória.

Desculpas não colam

Os trabalhadores afirmam que ouviram dos chefes imediatos explicações pouco convincentes sobre as razões do desimplantes, como proximidade de aposentadoria ou baixo desempenho para justificar as escolhas. No entanto, alguns dos chefes do pólo de Pargo também estão próximos da aposentadoria, e não foi comprovado o baixo desempenho dos possíveis desembarcados. O NF cobra uma postura rigorosa da empresa contra a discriminação.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Na manhã desta sexta-feira, 13, diretores do SINDIPETRO-RN estiveram reunidos com a governadora do Estado, Fátima Bezerra, para debater a necessidade de uma campanha conjunta pela permanência da Petrobrás no RN.

Em decorrência das decisões postas na Carta de Natal, produzida em reunião do Consórcio de Governadores do Nordeste realizada no mês de setembro, o encontro de hoje foi marcado com representações sindicais e do Governo do Estado, além de representantes da Potigás e dois pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – INEEP, que apresentaram às autoridades, na ocasião, os impactos previstos diante da confirmação da cessação de atividades da Companhia no Estado.

Risco real

Em sua apresentação, o diretor-técnico do INEEP, William Nozaki mostrou de forma simplificada os principais impactos e riscos que o Estado enfrentará no caso da saída de uma empresa do porte da Petrobrás do RN em suas principais dimensões, levantando pontos como: o esvaziamento econômico, o emprego e o prejuízo fiscal inerentes a esta decisão do Governo Federal.

Segundo Nozaki, a retração de investimentos da Companhia no Rio Grande do Norte, vem caindo drasticamente, e chega a zero a partir de 2018. “O Plano de Negócios 2011/2014 da Petrobrás previa cerca de 63 bilhões de investimentos para a Região Nordeste, com uma parcela de 4 bilhões destinada ao RN. Já no PN de 2015/2018 caiu para 8 bilhões o valor para o NE com num número bastante reduzido de estados atendidos, inclusive deixando o RN de fora do aporte de investimentos, sem valor algum previsto para essa região”, apontou o pesquisador.

Sobre a construção de uma empresa concentrada no eixo rio-são Paulo, o diretor disse: “essa perspectiva da atual gestão da empresa, desmonta toda a rede de integração dos ativos da Petrobrás na região Nordeste. Se a gente olhar o pacote das vendas sinalizadas ou já realizadas, a gente percebe um profundo esvaziamento com impactos sobre estruturas e investimentos, e também a integração regional dos ativos”, destacou William.

O pesquisador do INEEP, ainda falou sobre a possível substituição da Estatal por empresas privadas de outros países na exploração de petróleo aqui do RN. “Quando as petrolíferas estrangeiras assumem esses ativos, além de não possuírem a mesma tecnologia para revitalização dos campos deixados pela Petrobrás, e nunca respondem com o mesmo percentual de investimento, nem a mesma capacidade de exploração e produção que ela”, acrescentou ele.

Desinvestimento

Não é de hoje que o SINDIPETRO-RN vem alertando a sociedade potiguar sobre os desdobramentos drásticos da redução de investimentos da Petrobrás no Rio Grande do Norte. Sendo que, atualmente, é uma realidade a ameaça de que a Petrobrás pode encerrar por completo suas atividades em no RN, com graves consequências políticas, econômicas, sociais, culturais e ambientais.

A Bacia Potiguar, como é chamada a região de produção de petróleo no Rio Grande do Norte, vem sofrendo com um grande processo de desinvestimentos financeiros e venda de concessões, por parte do Governo Federal. Atualmente, a área abrange 84 campos de produção de gás e petróleo, sendo a maior em quantidade no país, porém, uma das menores em produção.

A partir da nova política, os números de exploração de petróleo no Rio Grande do Norte sofreram uma redução exponencial: passaram de 60 mil barris por dia, em 2015, para 38 mil, em três anos, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP).

“Quando estávamos na casa dos 120 mil barris de petróleo/dia, nós chegamos a investir, anualmente, no RN, aproximadamente, R$ 1,9 bi. Hoje, nós temos divulgado pela Petrobrás, nos últimos anos, entre investimento, manutenção e integridade das instalações, algo em torno de R$ 200 mi. É um oitavo do que a gente investia quando produzíamos duas vezes mais do que produzimos hoje. É uma realidade da atividade de petróleo, produção está ligada a investimento”, explica o coordenador-geral, Ivis Corsino.

No Rio Grande do Norte, a Petrobrás já foi responsável por 51% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial. Atualmente a Petrobrás mantém relação com 16 municípios produtores de petróleo, além das 97 cidades que recebem royalties mensais via Servidão de Passagem, no caso de algum duto da companhia passe pela cidade.

Sua saída do Estado representa uma ameaça, aos 8.400 empregos diretos que a empresa administra, sendo 1.740 próprios e 6.700 terceirizados. Além de 30 mil indiretos estimados, no ramo de hotéis, restaurantes, empresas de transporte e vários outros seguimentos estão sentindo com a falta de investimentos, e muitos já fecharam.

Últimas vendas

A Petrobrás finalizou na última segunda-feira, 9, a venda de 34 campos terrestres da Bacia Potiguar. Os campos fazem parte da área de exploração de Riacho da Forquilla, localizada no Oeste do Rio Grande do Norte, e foram arrematados em leilão pelo valor de R$ 1,5 bilhão.

Os 34 campos terrestres fazem parte da Bacia Potiguar e produziram, em 2019, em média 5,8 mil barris de óleo equivalente por dia. Segundo a própria estatal, a operação de venda dessas áreas produtoras de petróleo foi concluída com o pagamento de US$ 266 milhões pela empresa Potiguar E&P S.A, subsidiária da Petrorecôncavo S.A, após o cumprimento de todas as condições precedentes e ajustes previstos no contrato.

A companhia já havia recebido US$ 28,8 milhões a título de depósito na data de assinatura, em 25 de abril de 2019. Além disso, haverá o pagamento de US$ 61,5 milhões condicionado à obtenção da extensão do prazo de concessão de 10 das 34 concessões. O total, de acordo com cálculos internos divulgados, seria de R$ 1,5 bilhão na venda desses campos.

Anúncio de transferências

Este ano o conselho de administração da Petrobrás aprovou um novo plano estratégico para o período de 2020 a 2024 com foco de atividades no Sudeste. Como consequência, têm-se o iminente encerramento das atividades da estatal aqui no RN e em outros estados do Nordeste.

Nos últimos meses, alguns empregados da Companhia lotados na sede administrativa em Natal, foram informados que serão transferidos para os Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

Sem opções de permanência, os empregados que não queiram ser transferidos deverão aderir ao plano de desligamento voluntário (PDV) ou ao mesmo ao programa de demissão acordada (PDA). A estatal já anunciou, nacionalmente, uma nova etapa do PDV, agora voltada para funcionários que trabalham no segmento corporativo da empresa que atenderia os empregados do Rio Grande do Norte.

No intuito de impedir as transferências intransigentes de trabalhadores para outros estados e a saída definitiva da Petrobrás do Rio Grande do Norte, o SINDIPETRO-RN apresentou uma denúncia, no dia 28 de outubro, ao Ministério Público do Trabalho - MPT-RN  e espera que este dê entrada na justiça do trabalho, a exemplo do que sucedeu na Bahia.

Campanha do Sindicato

O mais importante no momento é estabelecer um diálogo entre os mais diversos segmentos da sociedade e desenvolver uma corrente atuante para formular ações que garantam a presença da Petrobrás no RN.

Pensando nisso, o Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do RN, lançou uma campanha que visa sensibilizar e conseguir apoio da sociedade.

Com slogan “Pelo Povo Potiguar, a Petrobrás fica no RN!”, essa luta pretende aglutinar forças de maneira a se opor a saída desta importante Companhia em detrimento da economia local e da cadeia produtiva industrial do Rio Grande do Norte.

Mais de quarenta entidades já aderiram à campanha, e o Sindicato está buscando o diálogo com diversas outras para fazer voz nacionalmente a luta dos trabalhadores norte-rio-grandenses.Na manhã desta sexta-feira, 13, diretores do SINDIPETRO-RN estiveram reunidos com a governadora do Estado, Fátima Bezerra, para debater a necessidade de uma campanha conjunta pela permanência da Petrobrás no RN.

Em decorrência das decisões postas na Carta de Natal, produzida em reunião do Consórcio de Goovernadores do Nordeste em setembro, o encontro de hoje foi marcado com representações sindicais e do Governo do Estado, além de representantes da Potigás e dois pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – INEEP, que apresentaram às autoridades, na ocasião, os impactos previstos diante da confirmação da cessação de atividades da Companhia no Estado.

[Via Sindipetro-RN]

Publicado em SINDIPETRO-RN

O Sindipetro-NF recebeu denúncias graves sobre falta de comida e problemas de habitabilidade e segurança na plataforma de Pampo, na Bacia de Campos. São casos de vazamento da tubulação do triturador de alimentos dentro da plataforma, pisos amarrados com arames, banheiros em péssimas condições e sanitários interditados. Também há problemas com a limitação de espaço nos camarotes e condições dos boxes. Há ainda vazamentos, tamponamentos e gambiarras para manter camarotes em uso.

O sindicato cobra a solução imediata destas pendências e solicita aos trabalhadores que continuem a enviar informações sobre as condições de segurança e habitabilidade. O caso será informado aos órgãos fiscalizadores.

  

Desimplantados de Pargo

A entidade também continua a acompanhar a situação dos petroleiros desimplantados do polo de Pargo. Até mesmo relatos de gerentes têm chegado ao sindicato para atestar deficiências no efetivo. No último dia 14, diretores do NF estiveram reunidos com gerências da empresa para cobrar, entre outros pontos, a apresentação dos critérios e cálculos do pagamento dos desimplantes, além de informações sobre todas as transferências.

Um representante da empresa havia se comprometido a fazer encontro de gerentes para discutir o assunto, mas o problema continua. Há ainda vários casos de problemas no processo de desimplante, como o de trabalhadores que moram em Santos e foram enviados para Vitória — assim como o contrário: trabalhadores que moram em Vitória e foram enviados para Santos.

No final de setembro o sindicato noticiou que sete plataformas que integram os campos de Vermelho, Carapeba e Pargo foram vendidas para a  empresa privada franco-britânica Perenco.  Essas plataformas contam atualmente com cerca de 700 trabalhadores (aproximadamente 170 empregados da Petrobrás e 530 empregados de empresas terceirizadas). Segundo informações obtidas pelo NF, a Perenco pretende operar as unidades com 160 empregados (22,8% do contingente atual). Algumas plataformas ficariam até desabitadas.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

No último dia 30 de setembro, a Petrobras assinou o contrato de venda de dois campos da Bacia terrestre Potiguar. Pela operação, a estatal recebeu US$ 7,2 milhões e, segundo comunicado, ela está “alinhada à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando a geração de valor para os nossos acionistas”.

A transação dos campos atende ao novo princípio estratégico da Petrobras de focar sua atuação na área de exploração e produção do pré-sal e no downstream da região sudeste. Além disso, a empresa argumenta que novas empresas mais especializadas na exploração de petróleo em terra poderiam aumentar a eficiência da produção gerando maiores benefícios econômicos para as regiões envolvidas. 

Embora seja compreensível que, no longo prazo, a Petrobras se dedique progressivamente aos campos offshore, principalmente do pré-sal, tal mudança de rota abrupta da companhia associada à timidez dos investimentos privados deve levar a um resultado contrário ao pretendido. Isto é, ao invés de uma melhora dos resultados econômicos, o que tem se observado é uma piora acelerada dos indicadores do setor nas regiões de produção de terra.

Em recente estudo, o Ineep mostrou que nos últimos quatro anos, houve a demissão de cerca de sete mil funcionários das áreas de exploração e produção do nordeste, sua maior parte atuando em terra. Além disso, no mesmo período, a média salarial dessa força de trabalho se reduziu em aproximadamente 17%.

Essa queda poderia ser efeito de um ajuste temporário para melhorar a eficiência de produção da região. Todavia, no Rio Grande do Norte, por exemplo, a produção tem despencado continuamente desde 2013, saindo de 53 mil para 36 mil barris por dia. Nesse período, a produção da Petrobras no estado diminuiu 18 mil barris por dia (caiu de 52 mil para 34 mil). Enquanto isso, a produção do setor privado, que é muito menor, teve um aumento que nem de longe compensou essa queda, subindo de mil para dois mil barris por dia.  

Esses dados evidenciam que, apesar da queda na força de trabalho e da forte transferência de ativos para o setor privado, a produtividade declinou no período em razão da queda de produção, o que reforça a incapacidade de as empresas privadas ocuparem o espaço da estatal num curto espaço de tempo. 

É importante notar que a atuação do capital privado pode ser importante para complementar a posição da Petrobras e auxiliar numa transição de longo prazo. No entanto, a estratégia de saída abrupta da Petrobras, levando-se em conta a inexistência de empresas privadas com grande potencial de investimentos nas áreas terrestres, tende a agravar a situação. E, ao invés de uma transição de longo prazo, o que ocorrerá será a destruição de uma cadeia inteira de produção no curto prazo.

[Blog do INEEP]

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Uma das promessas dos defensores da venda de unidades da Petrobrás para outras empresas petrolíferas é a de que serão gerados mais empregos com a “dinamização do mercado”. A realidade é outra: petroleiros que atuam na Bacia de Campos têm enviado relatos ao Sindipetro-NF sobre uma redução drástica no número de postos de trabalho nas plataformas que foram vendidas pela companhia recentemente.

Sete plataformas que integram os campos de Vermelho, Carapeba e Pargo contam atualmente com cerca de 700 trabalhadores (aproximadamente 170 empregados da Petrobrás e 530 empregados de empresas terceirizadas).

Informações não oficiais obtidas pelos trabalhadores dão conta de que a Perenco, empresa privada franco-britânica que comprou as plataformas dos três campos, pretende operar as unidades com 160 empregados (22,8% do contingente atual). Algumas plataformas ficariam até desabitadas.

Mesmo afirmando em seu site operar em 14 países, a Perenco diz ter “mais de 6000 funcionários que operam em terra e no mar”. Nas Américas, além de estar chegando no Brasil, a empresa atua na Colômbia, na Guatemala, no Peru, em Trinidad e Tobago e na Venezuela.

Somente na Bacia de Campos, a Petrobrás conta com cerca de 10 mil trabalhadores próprios (9.660 em dado do Dieese de 2018) e aproximadamente 18 mil terceirizados (17.678 também segundo Dieese em 2018).

Para o Sindipetro-NF, todo o histórico de atuação de empresas privadas ou estatais estrangeiras no setor petróleo no Brasil é de enxugamento no número de empregos, redução de salários e condições restritivas de contratação, gerando impacto negativo no mercado de trabalho e nas economias regionais.

A entidade tem alertado que a venda de ativos da Petrobrás, ao contrário do que apregoam entusiastas da privatização, vai gerar vulnerabilidade energética, queda na arrecadação de estados e municípios e aumento do desemprego.

[Via Sindipetro-NF]

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O Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo ingressou com ação popular para impedir que a Petrobrás transfira para empresas privadas a concessão de 27 campos terrestres de produção e exploração de petróleo que a empresa colocou à venda no estado. A empresa deu início em setembro à fase vinculante referente à alienação destes ativos, contrariando a legislação.

 “O regime especial de desinvestimento de ativos baseado no Decreto nº 9.355/18, e a consequente perda da participação integral nos contratos de concessão por parte da estatal, sem a observância ao princípio da legalidade, impessoalidade e o necessário procedimento licitatório, resultará e já assim vem procedendo, na lesividade ao patrimônio público e soberania nacional”, destaca a Aragão Ferraro Advogados, assessoria jurídica responsável pela Ação.

A ação popular foi protocolada nesta quarta-feira, 18, junto à Justiça Federal do Estado do Espírito Santo contra a Petrobrás, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a União Federal.

“A ação requer, de forma subsidiária e liminarmente, que os requeridos abstenham-se de assinar contratos, bem como iniciar novos procedimentos de alienação ou, ainda, seja o pedido convolado em ressarcimento ao erário em face dos prejuízos ao patrimônio público diante das vendas sem o necessário procedimento licitatório estipulado na Constituição Federal e lei em sentido estrito”, explica a Assessoria Jurídica.

[FUP, com informações da Aragão Ferraro Advogados]

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Menos de três meses após colocar à venda as refinarias do Paraná (Repar), do Rio Grande do Sul (Refap), da Bahia (Rlam) e de Pernambuco (Abreu e Lima), a gestão bolsonariana da Petrobrás anunciou nesta sexta-feira, 13, o início do processo de privatização de mais quatro unidades de refino: a Refinaria Gabriel Passos (Regap/MG), a Refinaria Isaac Sabbá (Reman/AM), a Fábrica de Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor/CE) e a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX/PR).

As oito refinarias que estão à venda têm capacidade para processar mais de 1 milhão de barris de petróleo por dia. Isto representa metade da atual capacidade de refino do Brasil. Quem comprar levará junto 2.226 quilômetros de dutos e 13 terminais.

Além dos prejuízos que causará aos cofres da Petrobrás, a privatização destes ativos coloca em risco a soberania energética nacional e aumentará ainda mais os preços dos combustíveis, ao criar monopólios regionais privados. As multinacionais estão há tempos de olho no nosso mercado de derivados de petróleo, que é um dos maiores do mundo. 

Ao abrir mão de metade do parque de refino da Petrobrás e da distribuição, a gestão Castello Branco desmonta a integração do Sistema, deixando o caminho livre para a completa privatização da empresa. Tanto ele, quanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretendem realizar este sonho até o final do governo Bolsonaro.

“A Petrobrás já está sendo gerida como uma empresa privada desde 2016. Por isso, começou a praticar uma política de preços de derivados em sintonia com o mercado internacional. Quem comprar as nossas refinarias não vai vender derivados aqui no Brasil com preços abaixo do mercado internacional”, alerta o coordenador da FUP, José Maria, lembrando que no final de 2013, o preço médio do litro da gasolina era de R$ 2,98. Hoje, está acima de R$ 5,00.

Desmonte acelerado após liberação do STF

Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou em junho a privataria das estatais, a gestão bolsonariana na Petrobrás já se desfez da Transportadora Associada de Gás (TAG) e da BR Distribuidora e colocou à venda diversos outros ativos estratégicos.

Junto com as refinarias, terminais e oleodutos, também estão sendo privatizados mais de 70 campos de petróleo de bacias marítimas e de polos terrestres do Nordeste e Sudeste do país.

Plantas de fertilizantes, como a Araucária Nitrogenados (PR) e a UFN-III (MS), a subsidiária Liquigás, usinas de biocombustíveis de Candeias (BA) e Montes Claros (MG) e a Termelétrica do Amazonas completam a lista de ativos que estão sendo negociados por Castello Branco e sua turma.

Privataria começou com Temer

A liquidação da Petrobrás teve início no governo Temer, no rastro do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. Pedro Parente e Ivan Monteiro privatizaram a Nova Transportadora do Sudeste (NTS), a Petroquímica Suape (PE), a Usina de Biocombustível Belém Bioenergia Brasil (AM), a Usina de Biocombustível Guarani (7 plantas em SP e 1 na África), as Termelétricas Celso Furtado e Rômulo Almeida (BA), sem contar os ativos vendidos fora do país.

A gestão Parente também abriu mão de participações em gigantescos campos do pré-sal - Carcará, Tartaruga Verde, Iara e Lapa - e vendeu  34 campos terrestres, 10 concessões nas Bacias de Campos e Santos, além de 7 sondas de perfuração.

Povo na rua

Como a FUP vem alertando desde o golpe de 2016, cabe aos trabalhadores e à sociedade civil organizada defender o patrimônio público e a soberania nacional. Pesquisa recente do Datafolha comprovou que pelo menos 67% dos brasileiros são contra a privatização da Petrobrás.

É com o envolvimento da sociedade, portanto, que a defesa da soberania nacional avançará.  A FUP e seus sindicatos estão participando de diversos fóruns e frentes de luta por todo o país. Ao longo de setembro e outubro, vários atos e mobilizações serão realizados.

“Precisamos estar nas ruas, nos parlamentos, nos municípios, fazendo a disputa sobre a importância da Petrobrás, da Eletrobrás, dos Correios, dos bancos públicos. Essas empresas são fundamentais para o desenvolvimento nacional e a geração de emprego e renda no país. Só com o envolvimento da sociedade e a participação do povo nas ruas, conseguiremos impedir que o governo Bolsonaro destrua o que ainda resta do nosso país”, afirma José Maria Rangel.   

[FUP]

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Os petroleiros da Bahia participaram de mais um dia de luta em defesa do Sistema Petrobrás, nessa quinta-feira , 01/08. Dessa vez a mobilização, que começou às 7h e durou cerca de duas horas, aconteceu na base de Taquipe, em São Sebastião do Passé.

A atividade, que acontece em nível nacional em uma ação conjunta com 18 sindicatos, marca a posição da categoria petroleira contra a intransigência da atual gestão da Petrobrás que insiste em retirar direitos dos trabalhadores, ameaça com demissões e oferece um reajuste salarial de apenas 1%.

Durante o ato, diversas lideranças do sindicato alertaram a categoria para os perigos e ameaças que os trabalhadores estavam enfrentando e convocaram os trabalhadores a participarem das mobilizações e da greve que está sendo organizada.

O coordenador do Sindipetro chamou a atenção durante o seu discurso ao dizer que a privatização da Petrobrás irá acarretar em uma precarização das condições de trabalho e que não irá resolver os atuais problemas da empresa.

“Podemos nos lembrar qual era o argumento dois anos atrás para privatizar. Diziam que a empresa estava endividada e que precisava vender os ativos. […] Venderam quase US$ 20 bilhões e podemos perceber que quase não mudou o cenário. Fica claro que não é privatizando, vendendo o patrimônio nacional, precarizando as condições de trabalho que vão resolver o problema da dívida”, conclui.

O diretor do Sindipetro, Leonardo Urpia, disse que o atual cenário da Petrobras faz parte de um projeto político iniciado em 2016 e que torna o Brasil dependente internacionalmente.

“Colocar a Petrobras para ser apenas gestora do pré sal, é um crime. Ao vender a BR Distribuidora, esse desgoverno coloca a indústria nacional de petróleo na contramão do primeiro ensinamento de gestão de petróleo que é ter controle da sua distribuição”, critica.

A diretora do Sindipetro Bahia, Christiane Barroso, também pontuou sobre as dificuldades que os trabalhadores estão enfrentando e fez um paralelo com a colonização brasileira.

“Quando os portugueses chegaram aqui deram espelhos aos índios e tomaram as terras indígenas […]. E agora venderam para nós um golpe, como os espelhos, que é a Lava Jato. O que fez toda uma população cair num engodo opressor”, disse.

[Via Sindipetro-BA]

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Desde terça-feira (30/07), os trabalhadores do Sistema Petrobrás estão realizando paralisações, atrasos e atos nas unidades da empresa, atendendo a convocação da FUP.

As mobilizações integram o calendário de lutas da campanha reivindicatória e contra as privatizações.

Os petroleiros lutam pela manutenção dos direitos e empregos, conforme assegurado pelo atual Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A preservação do ACT está diretamente ligada ao enfrentamento contra a desintegração do Sistema Petrobrás e privatização das unidades, como querem os gestores da empresa.

Nesta quinta-feira (01/08), as manifestações foram concetradas nas unidades de Exploração e Produção de petróleo (E&P) e nas termelétricas, envolvendo petroleiros da Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Duque de Caxias e São Paulo.

Além destas bases, houve também atos e atrasos na unidade de processamento de xisto, a SIX, no Paraná; no Terminal de Cabiúnas, no Norte Fluminense; e no Terminal da Transpetro de Guararema (SP).

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, participou do ato no Terminal de Cabiúnas, em Macaé, onde lembrou que os ataques contra o Acordo Coletivo da Petrobrás também atingem não só os petroleiros próprios, como os terceirizados e contratados.

“O nosso Acordo Coletivo tem cláusulas que tentam dar dignidade aos trabalhadores terceirizados e que a Petrobrás quer retirar, porque incomoda. Nós queremos garantir que o FGTS e o INSS sejam recolhidos e que o trabalhador receba suas verbas rescisórias no final dos contratos”, ressaltou, lembrando a importância do fundo garantidor, que é asegurado pela cláusula 101 do atual ACT, mas que a empresa quer extinguir. 

O coordenador da FUP também reforçou que o que está acontecendo hoje com o país já vem sendo alertado pela Federação e seus sindicatos desde 2015. "Avisávamos que, após o golpe, seria feita a reforma trabalhista, que iriam caçar os direitos dos trabalhadores, iriam mexer na previdência e que o Brasil se tornaria uma terra de ninguém", lembrou.

"Agora, minimamente, os trabalhadores têm que estar indignados com tudo isso que está acontecendo no país. Não é possível admitirmos 30 milhões de desempregados e subempregados. As mudanças nas regras da previdência atingem a todos nós. É preciso reação de toda a sociedade”, afirmou José Maria Rangel.

 As mobilizações prosseguem nesta sexta, nas usinas de biodiesel e bases administrativas. 

[FUP]


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Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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