Mais uma denúncia de desvio de função chegou ao Sindipetro-NF. Desta vez, a Petrobrás força os técnicos de segurança a atuarem como inspetores de segurança ao mesmo tempo que demite os funcionários técnicos para o serviço. 

Segundo as denúncias, os técnicos de segurança estão sendo orientados a revistarem as bagagens na hora do desembarque, conforme determina a norman 27, exigência 0115, que trata sobre a inspeção das bagagens. Porém, esse tipo de função não entra no manual de atribuições da categoria. 

“O técnico de segurança já tem uma série de funções. E o procedimento de revista de bagagem exige alguns cuidados como vigiar para que as pessoas fiquem separadas após a revista e isso exige um tempo entre duas e três horas, o que certamente impactará as outras atividades. Por tanto, que o técnico de segurança não faz mais o recebimento das aeronaves porque exigia um tempo de uma, duas horas, longe das outras funções e o impacto foi grande”, lembrou o diretor Alexandre Vieira. 

Enquanto isso, com a troca da administração do Farol, que passará a ser administrado pela infra, a Petrobrás demitirá 20 seguranças patrimoniais, que são contratados atualmente e são qualificados para a revista das bagagens. 

Ciente dos fatos, o Sindipetro-NF atuará em prol dos trabalhadores, mas é importante também a participação da categoria. Os técnicos de segurança que estão tendo suas funções desviadas devem entrar em contato com a diretora Bárbara Bezerra (84) 9926-9008.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

 

 

 

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Nesta terça-feira, 24, a P-33 realizou seu último offloading [descarregamento e transferência de petróleo], o que significa que o descomissionamento da plataforma está cada vez mais próximo e que a atual gestão da Petrobrás insiste em priorizar o financeiro, sem pensar no impacto que causará em toda a região. 

Para o Sindipetro NF, essa decisão da empresa é considerada um erro e vai contra a política de crescimento do país. “A gente considera mais um equivoco, um fato lamentável desta gestão, que insiste em fechar plataformas na Bacia de Campos. Isso afeta diretamente toda a região com perda de empregos, de receita, de desenvolvimento”, declarou o diretor do NF, Leonardo Ferreira. 

O NF ressalta ainda uma grande preocupação com relação não só aos trabalhadores próprios, como os terceirizados, que irão enfrentar grandes transtornos com essa mudança. 

“Trabalhadores tanto próprios quanto terceirizados acabam precisando buscar oportunidades em outros locais, em refinarias, que estão sendo vendidas, por exemplo. Isso causa muitos transtornos. O NF está atento a toda essa situação e dará suporte a todos os trabalhadores, que se sentirem lesados com essa decisão da Petrobrás.”, frisou Leonardo.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

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Em um cenário bem diferente do início da produção de óleo, a Bacia de Campos completou na sexta-feira, 13 de agosto, 44 anos de produção. No decorrer desses anos, a Petrobras atuou praticamente sozinha e registrou altos níveis de produção. Mas, agora, a história do petróleo no Brasil vem registrando sucessivas quedas de produção e uma pulverização de novas empresas nas atividades de exploração e produção. 

“Precisamos entender a natureza deste processo de redução da produção da Bacia de Campos. A Petrobras vinha apostando, desenvolvendo programas para tentar aumentar o fator de recuperação das reservas da bacia, criou programas neste sentido, mas a partir de 2014 adotou uma estratégia de reduzir investimentos na área”,  lembrou Rodrigo Leão coordenador técnico e pesquisador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), em um webnário que foi ao ar em março, deste ano. 

Na ocasião, João Montenegro, pesquisador do Ineep lembrou que a Bacia de Campos atingiu o pico de produção por volta de 2012, quando registrou pouco mais de dois milhões de barris de óleo equivalente (boe)/dia, que inclui óleo e gás natural. Até 2016, a produção se manteve em torno de 1,5 milhão de boe/dia e a partir de 2017 ela se reduziu gradualmente até os 920 mil boe/dia contabilizados em janeiro último. 

“A minha pergunta é se esta queda deveria ter sido tão abrupta. Precisávamos passar por uma redução de um milhão de barris por dia? Poderia ter sido adotada uma estratégia gradual que tentasse preservar mais a produção”, comentou Leão, recorrendo aos números divulgados pelo Dieese, em 2019, sobre investimentos na Bacia de Campos para mostrar o quanto a redução foi significativa. Em 2013, a Petrobras investiu US$ 9 bilhões, valor que caiu para US$ 3,5 bilhões, em 2018. As empresas que adquiriram campos maduros da estatal (Perenco, PetroRio, Trident, BW e Dommo), anunciaram até agora somente US$ 3 bilhões de investimento para explorar, informou. 

Na avaliação de Montenegro, vários fatores contribuíram para a redução da produção de petróleo e gás na Bacia de Campos, além do fato de a Petrobras ter dirigido seu foco para o pré-sal da Bacia de Santos. De um lado, o declínio natural da produção dos reservatórios. De outro, o tempo necessário para que as empresas (em geral de pequeno porte) que adquiriram campos maduros realizem seus investimentos e vejam os resultados.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

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Reportagem do jornal O Estado de São Paulo, publicada no dia 29 de julho, repercute estudo da FUP sobre desinvestimentos da Petrobrás na Bacia de Campos. O orçamento da empresa na região caiu de US$ 9 bilhões, em 2013, para US$ 3,46 bilhões, em 2018, e deve ficar em US$ 2,6 bilhões anuais de 2021 a 2025. Leia a íntegra:

Produção de petróleo na Bacia de Campos atinge menor patamar em 10 anos

[Reportagem de Fernanda Nunes, no Estadão | Foto: Agência Petrobras]

Bacia de Campos, atualmente, a segunda maior região produtora de petróleo do Brasil, registrou em junho a menor produção média dos últimos dez anos, de acordo com dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e compilados pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), representante de empregados da estatal.

A produção média de petróleo da bacia foi de 719,37 mil barris por dia (bpd) no mês passado, 30 mil barris diários a menos do que o registrado em março deste ano, 749,35 mil bpd, o pior desempenho até então. Somados petróleo e gás natural, a produção média diária na região, em junho, foi de 805,9 mil barris de óleo equivalente (boe/d).

Entre as petroleiras, a Petrobras, maior operadora na bacia, foi a principal responsável por essa retração, segundo os dados da ANP. A produção da estatal, em junho, foi de 613,3 mil bpd, volume inferior aos 666,5 mil bpd registrados em março. Já as demais petrolíferas atingiram juntas, no mês, o maior volume de produção do ano, de 106,04 mil barris diários.

A produção da Petrobras na Bacia de Campos está caindo, sucessivamente, desde que grande parcela dos investimentos migrou para a Bacia de Santos, onde está a maior área descoberta do pré-sal. Os campos do pós-sal da Bacia de Campos estão em fase madura e dependem de investimento em recuperação para que voltem a ter a magnitude do passado.

A Petrobras, no entanto, concentrou esforços em alguns desses ativos. O principal deles é o campo de Marlim. Os demais foram inseridos em seu programa de desinvestimento e estão sendo repassados para petrolíferas de menor porte e com orçamentos mais enxutos.

A petrolífera produz, atualmente, na Bacia de Campos, 710 mil boe por dia, no pós-sal e pré-sal, o que representa 25% da produção nacional. No auge, a região já respondeu por 80% de todo volume de petróleo extraído no País. Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa afirma estar focada em ativos com potencial para gerar mais valor no médio e no longo prazos.

"Na região, essa realocação estratégica de investimentos já acumula cerca de US$ 3,7 bilhões obtidos com a venda de ativos, como 50% do campo de Tartaruga Verde e Espadarte, campo de Frade, Polo Pampo, Polo Enchova e Polo Pargo", afirmou a companhia, em nota.

Sem os investimentos vultosos do passado e com menos ativos, a Petrobras reduziu sua presença na Bacia de Campos. Segundo estudo do economista Cloviomar Cararine, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), subseção FUP, o orçamento da empresa na região passou de US$ 9 bilhões, em 2013, para US$ 3,46 bilhões, em 2018, e deve ficar em US$ 2,6 bilhões anuais de 2021 a 2025.

O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) calcula que PetroRio, Perenco, Trident Energy, BW e Dommo - que adquiriram áreas da Petrobras - vão investir juntas US$ 2,6 bilhões ao todo para produzir petróleo na região. Esse valor, no entanto, não se aproxima do investimento estatal do passado.

A Petrobras investiu na região, na última década, US$ 53 bilhões, para colocar em operação mais de 270 poços e novas plataformas. O desembolso anual, no entanto, passou a cair a partir de 2013.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a estatal informou que vai instalar três novas plataformas nos próximos cinco anos, no campo de Marlim e no complexo integrado Parque da Baleias, ambos na Bacia de Campos. A empresa diz ainda que, de 2017 a 2019, adquiriu 14 blocos exploratórios, que ocupam uma área total de 12 mil km². Essa extensão equivale, segundo a empresa, à “praticamente uma nova Bacia de Campos”. A petrolífera admitiu, no entanto, que “a maioria dos prospectos promissores está localizada na camada pré-sal dessa bacia".

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Mais uma vez, a Petrobrás descumpre as normas regulamentadoras, colocando em risco a vida dos seus trabalhadores e trabalhadoras. O Sindipetro-NF recebeu mais uma denúncia de que a P-63 insiste em disponibilizar apenas um trabalhador, devidamente treinado, na operação de caldeiraria. 

Segundo as normas regulamentadoras, cada turno deve ter, no mínimo, dois operadores de caldeira com treinamento NR-13 e com treinamento de 80 horas na caldeira na unidade, que opera. 

Mas, segundo as denúncias, somente um grupo dos cinco conta com dois trabalhadores. Com isso, muitas vezes o operador de caldearia é convocado a ficar sete dias além da sua escala de trabalho a bordo, outras vezes o serviço é “preenchido”  por técnicos de manutenção mecânica da Petrobrás e algumas vezes até com trabalhadores terceirizados da área de manutenção. 

Infelizmente, esse vem sendo um problema recorrente e piorou com a provável entrega da P-63 para a 3R Petroleum Óleo e Gás junto com a P-61 e o campo petrolífero de Papa Terra. 

O Sindipetro-NF informa que recebeu a denúncia e já está tomando as devidas providências. Lembrando que os trabalhadores e trabalhadoras podem e devem enviar seus para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A identidade dos denunciantes é preservada.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

 

Publicado em SINDIPETRO-NF

Encerrado hoje o período de assembleias da Falcão Bauer, que contou com assembleia online, para todos os trabalhadores e trabalhadoras, e assembleias presenciais, à bordo das plataformas da região.

O resultado foi informado nesta tarde pelo Departamento do Setor Privado: rejeição da proposta do Acordo Coletivo de Trabalho 2019/2021, apresentada pela empresa, e aprovação de deflagração de greve e estado de assembleia permanente.

O Sindipetro-NF orienta a categoria se manter mobilizada e atenta aos informes do sindicato. Neste momento, é muito importante permanecer em sintonia com a entidade.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Publicado em Setor Privado

A Petrobrás anunciou na semana passada a venda da sua participação (62,5%) no campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos, por US$ 105,6 milhões, para a 3R Petroleum. A venda se insere no cenário de “desinvestimentos” da companhia e é mais um passo preocupante no sentido de deixar o país mais vulnerável economicamente e sob o ponto de vista energético. Ainda não é possível dimensionar os efeitos nocivos sobre a perda de empregos ou sobre a produção e seus impactos sobre os royalties, mas o movimento sindical identifica como prejudicial a acentuação de uma lógica financista no setor petróleo.

Para o pesquisador do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), João Montenegro, ainda é cedo para saber os impactos específicos da venda de ativos como a P-61 e a P-63, plataformas que integram o campo de Papa-Terra, mas acende-se um alerta em relação a uma crescente presença de atores privados, que buscam lucro imediato para seus acionistas, em detrimento do tratamento do setor como estratégico para o país, que pode gerar empregos e desenvolvimento social.

O pesquisador também destaca que precisará ser avaliado o impacto sobre uma redução da política de conteúdo nacional, uma vez que as empresas privadas do setor não têm qualquer obrigação de priorizar o mercado nacional. Além disso, deverão ser observadas as relações que estas empresas terão com seus trabalhadores e entidades representativas. Há uma apreensão em relação a uma queda no número de empregos e a uma redução na qualidade dos empregos preservados, o que precisará ser confirmado com a atuação da nova empresa gestora das unidades do campo.

Produção

De acordo com o economista Carlos Takashi, técnico da subseção do Dieese no Sindipetro-NF, o campo de Papa-Terra possui diferenças em relação a campos vendidos recentemente, que vinham registrando quedas nas suas produções (Pargo, Enchova e Pampo). A primeira é estar localizado em águas profundas, e não em águas rasas com os demais. A segunda é a de tratar-se de um campo mais novo: foi descoberto em 2003 e o primeiro óleo foi extraído em novembro de 2013, enquanto a produção dos polos Pargo, Enchova e Pampo se iniciou nos anos 1980.

“Apesar da produção do campo Papa-Terra também ter caído entre 2014 e 2018, devido a fatores como a queda dos investimentos da Petrobrás e a adoção de uma política deliberada e acelerada de privatizações desde 2016, nos últimos dois anos (2019 e 2020) o campo de Papa-Terra tem recuperado sua produção. A Petrobrás anunciou a venda e agora assinou um contrato de venda de um campo em que ela própria tem recuperado e há potencial de aumento da produção”, explica o economista.

Royalties

A também pesquisadora Carla Ferreira, do Ineep, levantou a pedido da Imprensa do NF os dados de pagamento de royalties do petróleo oriundos do campo de Papa-Terra. Segundo ela, não é possível estimar se haverá aumento ou redução dos valores em decorrência da venda, o que vai depender do modo como a nova empresa vai investir na produção. Será preciso, no entanto, estar atento a esses possíveis efeitos, especialmente em relação a municípios confrontantes como Búzios e Cabo Frio.

Nos últimos 12 meses, somente o campo de Papa-Terra foi responsável pelo pagamento de aproximadamente R$ 160 milhões em royalties do petróleo (R$ 159.998.640,54) a todos os entes recebedores, da União, Estado do Rio de Janeiro e Municípios confrontantes e limítrofes. Os repasses mensais variaram de R$ 9,9 milhões em julho de 2020 (R$ 9.781.005,54) a R$ 18,2 milhões em maio de 2021 (R$ 18.174.922,70).

Papel estratégico da Petrobrás

O Sindipetro-NF e suas assessorias técnicas vão continuar atentos aos impactos dos “desinvestimentos” na região. A entidade lançou, no ano passado, a campanha Petrobrás Fica, justamente para alertar os diferentes segmentos da sociedade do Norte Fluminense sobre a contínua redução do protagonismo da companhia na Bacia de Campos.

O sindicato avalia que a região e o país perdem com o encolhimento da Petrobrás, uma empresa que deve ser gerida não apenas com a lógica do lucro de curto prazo. A companhia é estratégica para o Estado brasileiro, em termos geopolíticos e sociais, e deve ser utilizada para estimular a indústria nacional, a geração de empregos e o desenvolvimento com justiça social. Este papel, considera a entidade, jamais será foco de uma empresa privada de petróleo.

[Da imprensa do Sindipetro NF | Foto: Ag. Petrobras]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro-NF completa 25 anos nesta sexta-feira, tomando como referência a posse da primeira diretoria da entidade, em 2 de julho de 1996. O sindicato vai marcar a passagem com uma série de atividades e produtos de comunicação ao longo do segundo semestre. As primeiras acontecem nesta semana.

Ontem, os ex-coordenadores gerais da entidade, José Maria Rangel e Antônio Carlos Rangel, e o diretor da CUT Nacional e também diretor do NF, Vitor Carvalho, participaram do NF ao vivo que teve como tema o aniversário do sindicato e sua trajetória de mobilizações. A conversa foi moderada pelo coordenador de Comunicação do sindicato, Rafael Crespo. 

Para o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, mesmo com todo um cenário sombrio no país, no qual não cabe qualquer clima de festa, é preciso celebrar uma obra longa e importante como o sindicato, especialmente por se tratar justamente de uma organização que se propõe a lutar por dias melhores. Além disso, destaca, há o compromisso da entidade com a preservação da memória, que serve de alimento para as lutas do presente e do futuro.

Bezerra também destaca o orgulho de coordenar uma entidade combativa como o NF: “Tenho muito orgulho de ser coordenador geral do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, uma entidade reconhecida nacionalmente por ser um sindicato de luta e, consequentemente, de uma categoria de luta. E essas lutas geraram muitos frutos, muitos resultados, ao longo dos 25 anos de sua existência. Mesmo nesse momento difícil, e de luta também, quando o Brasil passa por uma catástrofe sanitária devido ao governo incompetente, a gente continua firme, de pé, defendendo os trabalhadores e a vida”.

Vídeos e podcast

Nesta sexta será divulgado, no site da entidade, o chamado e o regulamento para uma campanha de vídeos de até um minuto, que poderão ser enviados por filiados e filiadas, diretores, diretoras, militantes, todos aqueles e aquelas que de alguma forma se relacionam com o sindicato.

Também amanhã será publicado o primeiro episódio de uma série de podcasts da Rádio NF com o tema dos 25 anos do sindicato, ouvindo dirigentes sindicais e outros convidados para contar essa história e discutir as perspectivas do sindicalismo em um cenário de mudanças drásticas no mundo do trabalho.

Na edição desta semana, o boletim Nascente destaca 25 fatos ou momentos marcantes da história do sindicato. Como explicou o editorial desta edição, estes pontos não representam completamente toda uma luta que é diária, constante, mas ilustra uma panorâmica (veja quadro ao lado).

Documentário e revista

Estão previstas ainda a edição de um documentário e a publicação de uma revista especial sobre os 25 anos da entidade, registrando acontecimentos históricos da organização dos petroleiros e petroleiras da região, assim como os desafios mais recentes e depoimentos dos militantes e dirigentes que participaram dessa construção.

Relembre alguns momentos de uma construção permanente

1 – 1983 – Acontecem as primeiras reuniões de petroleiros e petroleiras do Norte Fluminense com o objetivo de formar um sindicato próprio para a região.

2 – 1988 – Greve com fechamento de poços na Bacia de Campos reforça peso da região.

3 – 1992 – Primeira tentativa de realização de plebiscito sobre criação do NF, separando a base do Sindipetro-RJ.

4 – 1995 – Greve histórica de 1995 evita a privatização da Petrobrás.

5 – 1996 – Toma posse, em 2 de julho, a primeira diretoria do Sindipetro-NF.

6 – 1996 – Em novembro, é assinado o primeiro Acordo Coletivo pelo Sindipetro-NF.

7 – 1999 – Inaugurada sede do Sindipetro-NF em Campos dos Goytacazes, com presença de Lula.

8 – 2001 – Tragédia da P-36 muda o modo como petroleiros vêem o tema da segurança. O que já era preocupação se torna prioridade máxima na ação sindical.

9 – 2001 – Primeira greve por tempo determinado e com controle de produção.

10 – 2002 – Pela primeira vez, um operário sindicalista é eleito para a Presidência do Brasil. Governos Lula vão abrir novos campos de atuação sindical, com mais presença na definição de políticas públicas.

11 – 2002 – Sindicato inaugura novas instalações da sede de Macaé.

12 – 2004 – Sindipetro-NF conquista direito de integrar as comissões que apuram causas de acidentes.

13 – 2008 – Descoberto o pré-sal. Sindicato passa a atuar para que recursos sejam destinados ao povo brasileiro.

14 – 2010 – Publicado o Anexo II da NR-30, que teve grande participação do NF em sua elaboração, assim como na NR-37, de 2018.

15 – 2013 – Greve produziu grandes avanços no ACT, entre eles o Fundo Garantidor para os terceirizados.

16 – 2015 – Greve em momento crítico retoma autoestima da categoria, que passa a usar jalecos laranja em suas mobilizações.

17 – 2016 – Golpe contra presidenta Dilma abre período de aceleração de ataques aos direitos e desmonte do Estado.

18 – 2016 – Greve natalina, um presente para os pelegos, é convocada e depois suspensa, inaugurando novas estratégias de luta.

19 – 2016 – Diretores do NF e do Sindipetro Unificado SP são detidos pela polícia em protesto no Congresso Nacional contra a entrega do pré-sal.

20 – 2017 – Petrobrás anuncia venda de 74 plataformas, inclusive na Bacia de Campos, e acentua desmonte da empresa.

21 – 2017 – Lula visita Campos dos Goytacazes durante Caravana pelo Brasil.

22 – 2018 – NF sofre censura em ação truculenta do TRE-RJ, que apreendeu na sede de Macaé exemplares do jornal Brasil de Fato e do boletim Nascente.

23 – 2020 – Grande greve de fevereiro. Movimento muito forte chegou a ter ocupação de sala no Edise.

24 – 2020 – Início, em março, da pandemia da Covid-19. Sindicato muda toda a sua forma de atuação, fecha sedes, realiza assembleias, setoriais e congressos online, e passa a priorizar a cobrança da adoção, pela Petrobrás, de ações eficazes de prevenção.

25 – 2021 – Pandemia se agrava. Petrobrás continua a se comportar de modo negacionista, como o governo federal, e não adota protocolos do NF-MPT-Fiocruz. Sindicato amplia ações de cobrança e de mobilização, com a Greve pela Vida. Entidade também joga peso na participação nos protestos Fora Bolsonaro. Luta continua.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Diretores do Sindipetro-NF foram impedidos de entrar, na manhã de hoje, no saguão do aeroporto de Cabo Frio. No mesmo local, em 10 de junho, a gerência chamou a polícia para tentar coagir trabalhadores a embarcar, durante um ato realizado pelo sindicato, e policiais chegaram a invadir área sanitária.

O sindicato condena a truculência da Petrobrás. A atitude da empresa caracteriza prática antissindical e será denunciada pela entidade. Os diretores Alessandro Trindade, Gustavo Morte e Alexandre Vieira, que estavam no aeroporto para conversar com os trabalhadores, respeitando o distanciamento como tem feito nas demais setoriais, gravaram um vídeo para relatar a situação. 

Para Trindade — ele mesmo um exemplo da truculência da empresa, que é alvo de processo de demissão por ter distribuído cestas básicas em uma ocupação popular em área doada à Petrobrás —, a empresa não vai conseguir intimidar o sindicato.

“Fomos notificados pela administração do aeroporto de Cabo Frio da proibição [de entrar] no saguão. Uma prática antissindical que vem sendo repudiada pela direção do Sindipetro-NF”, afirmou Alessandro, complementando que “o sindicato vai denunciar as práticas antissindicais e não vai deixar de dialogar com os trabalhadores”.

O diretor Gustavo Morete apontou a incoerência da empresa, que em suas respostas oficiais afirma adotar medidas de proteção à Covid-19 mas, na prática, não adota recomendações e ainda barra a ação sindical no sentido da prevenção.

“A gente trouxe as máscaras PFF-2, como a gente tem feito, e também [viemos] dar orientação para os trabalhadores, falar a respeito da testagem a bordo, que não está sendo feita, do uso da máscara adequada”, disse Morete, que advertiu ainda sobre a grande quantidade de variantes do novo coronavírus em circulação no estado do Rio de Janeiro.

A incongruência da gestão da companhia também foi lembrada por Alexandre Vieira, que questionou: “eu pergunto à empresa se ela está testando todo o pessoal do check in, se está testando todo o pessoal do hotel, se ela cumpre as recomendações de 31 de março do MPT [Ministério Público do Trabalho] de testagem a bordo, se ela está entregando, e a gente viu que não está, a máscara PFF-2.”

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Coação aos trabalhadores que exerciam o direito de dialogar com seus representantes sindicais, quebra do protocolo de segurança sanitária de prevenção à Covid-19, prática institucional antissindical. Estes são os saldos de uma ação conjunta, hoje, da gerência do Aeroporto de Cabo Frio e das polícias Federal e Militar do Estado do Rio de Janeiro, para tentar intimidar diretores e diretoras dos Sindipetros NF e RJ que realizavam ato público no local contra a abertura de processo de demissão do diretor sindical Alessandro Trindade.

Por volta das 10h30, enquanto sindicalistas falavam aos trabalhadores, de forma pacífica e respeitando os protocolos sanitários e o distanciamento criado para manter os trabalhadores isolados após o confinamento pré-embarque, policiais chamados pela gerência do aeroporto entraram no local, ultrapassaram o limite do isolamento e começaram a assediar os trabalhadores para quem embarcassem.

A ação da gerência do aeroporto e das polícias foi transmitida ao vivo pelo Sindipetro-NF em sua página no Facebook. Confira:

https://fb.watch/62358wFfj7/

Os policiais, sem identificação, filmavam os participantes e em alguns momentos abordaram individualmente cada trabalhador para perguntar se iria embarcar, em clara coação. A categoria se manteve firme e ouviu as palavras dos sindicalistas, que denunciaram a arbitrariedade da demissão de Alessandro Trindade.

O próprio Trindade, que participou do protesto, falou sobre o que a ação da gerência e da polícia representava: “A gente está vivendo um estado de exceção. Esse aqui é um espaço que o representante da categoria tem para dialogar com todos. O atual regime imposto pelo país, de ditadura, impõe. Só que hoje foi quebrado o protocolo sanitário, o protocolo que a própria Petrobrás tanto zela foi quebrado pelo aparato policial”.

“Ninguém está tirando o direito de ir e vir. Estamos apenas protestando contra a suspensão do meu contrato de trabalho, contra a demissão arbitrária imposta pela Petrobrás simplesmente pelo fato de eu ter levado comida em um terreno em Itaguaí”, complementou o sindicalista.

O coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, afirmou que a ação da gerência e das polícias foi “uma irresponsabilidade. Eles [da gerência] nem explicaram à polícia como funciona [o isolamento]. Chegam aqui, vão entrando na área protegida, mexendo no cordão de isolamento que a gente respeita e sempre respeitou. É o momento truculento que a gente tem vivido. A gente não abaixa a cabeça.”

Em razão das chuvas os embarques acabaram por não ocorrer. O sindicato vai monitorar os possíveis casos de contaminação entre os trabalhadores abordados pelos policiais e seus contactantes nas plataformas. Em caso de adoecimento, a entidade vai tomar ações judiciais para identificar e punir os responsáveis pela quebra do isolamento.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.