Terça, 04 Dezembro 2018 13:04

Petroleiras debatem assédio moral e sexual

Como parte das atividades promovidas pelo Sindipetro Paraná e Santa Catarina durante a campanha global “16 dias de Ativismo de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, nos dias 27 e 28 de novembro as petroleiras da Usina do Xisto, em São Mateus do Sul, e da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, participaram dos Cafés com Debate que abordaram a temática dos assédios moral e sexual. 

Em ambiente de diálogo e sororidade, as petroleiras citaram diversos exemplos de assédios ocorridos durante a vida, nas ruas, dentro dos ônibus, nas escolas e universidades, que geram um clima de angústia e medo. 

Entre os diagnósticos apontados para tal situação, as petroleiras destacaram que a cultura patriarcal da sociedade é a base das desigualdades e das violências sofridas pelas mulheres. “A relação desigual do poder, especialmente ligada à questão econômica, propicia um ambiente de assédio dentro dos lares, chegando à violência doméstica e ao feminicídio. A condição de submissão e a despersonificação da mulher nas relações abusivas geram ciclos de violência com grande dificuldade de rompimento. A ausência de políticas públicas, em especial nas cidades do interior, prejudica muito na mudança dessa realidade”, diz trecho do relatório das atividades. 

Um dado alarmante citado foi de que em São Mateus do Sul cerca de 30% das denúncias de crimes, as vítimas são mulheres. 

Com relação à Petrobrás, as participantes afirmaram que os casos de assédio moral têm aumentado e afetam todos os funcionários. “Porém, por se tratar de uma indústria pesada, composta majoritariamente por homens – apenas 17% da força de trabalho é feminina e no refino chega a 10%, as mulheres estão em condições de vulnerabilidade”. 

Os exemplos citados dos casos de assédios dentro da Petrobrás foram muitos. Por exemplo, quando colocam as mulheres no horário administrativo (com a tendência de desqualificação técnica ou econômica), também muito comum o assédio durante a gestação e o aleitamento, as mulheres sofrem pressão para permanecer em turno neste período, desrespeitando um direito social à maternidade. Um direito que nem é das mulheres, mas das crianças e que garante a continuidade da sociedade. Outro apontamento foi com relação aos acidentes de trabalho, nos quais as mulheres escutam com frequência piadas como “se tivesse lavando a louça em casa não teria se acidentado”. Outra realidade opressora são as pornografias no ambiente de trabalho ou nos grupos de Whatsapp. Os assediadores estão tanto nas relações verticais, de chefias, quanto as horizontais, dos colegas de trabalho. Uma das queixas é a não manifestação dos colegas quando observam essas situações e acabam levando os assédios como brincadeiras. A empresa não constrói condições de diminuir essas violências cotidianas no ambiente de trabalho. 

As participantes concluíram que todas já sofreram algum tipo de assédio moral ou sexual, seja na vida ou no trabalho. Outra observação gravíssima foi que todas haviam sofrido algum assédio sexual durante a infância, tanto de pessoas desconhecidas na rua, como de pessoas próximas à família. 

Ambas atividades terminaram com a análise de que a condição das mulheres tende a piorar com o avanço do conservadorismo, mas também apontou como saída o fortalecimento e resistência, como foram as manifestações do #EleNão, um dos maiores atos políticos da história do Brasil. 

Encaminhamentos

Como ações propostas ao Sindicato, as participantes sugeriram que a atividade “Café com Debate” aconteça pelo menos uma vez por ano para o fortalecimento e formação das mulheres Petroleiras. Também recomendaram que a entidade desenvolva uma campanha contra os assédios Moral e Sexual para colaborar com a conscientização e dar mais poder às denúncias. Outra indicação foi o questionamento nas mesas de negociação de SMS sobre os dados de assédios moral e sexual dentro da empresa e como são tratadas as denúncias.

Seminário com aposentadas, pensionistas e esposas de petroleiros

Ainda como parte da campanha dos “16 Dias de Ativismo”, o Sindipetro PR e SC também promoverá um espaço de vivência e partilha entre as diferentes realidades das aposentadas, pensionistas e mulheres dos aposentados. 

Será um seminário sobre as principais dificuldades enfrentadas no acesso aos direitos sociais das mulheres e benefícios corporativos (AMS, Petros, Previdência Social, entre outros).  Também serão abordadas as diversas facetas da violência contra as mulheres, em especial após os 50 anos de idade. 

Ainda como parte desta atividade, haverá a inauguração do Espaço Kids da Sede do Sindicato, em Curitiba. Portanto, as crianças serão muito bem-vindas. Haverá recreação infantil.

Calendário

Curitiba: Dia 04 de Novembro (terça-feira), das 14h00 às 18h00

Local: Sede do Sindipetro - Rua Lamenha Lins, 2064, Rebouças

São Mateus do Sul: Dia 06 de Dezembro (quinta-feira), das 14h00 às 18h00

Local: Sede Regional do Sindipetro - Rua Paulino Vaz da Silva, Nº 535.

Programação:

14h00 - Dinâmica Inicial e Abertura

14h20 - Painel Direito corporativo e social relevante

15h10 - Café

15h20 - Painel Violência Dentro e Fora de Casa

17h00 - Oficina de bonecas Abayomi

18h00 – Encerramento

Dia do Laço Branco: petroleiros na luta pelo fim da violência contra as mulheres

Os petroleiros dirigentes do Sindipetro Paraná e Santa Catarina se mobilizaram no dia 06 de dezembro nas ruas e nas unidades da Petrobrás para dialogar sobre problema da violência de gênero.

A data escolhida é conhecida como o Dia do Laço Branco – Homens pelo fim da violência contra as Mulheres. No dia 6 de dezembro de 1989, um homem de 25 anos (Marc Lepine) entrou armado na Escola Politécnica de Montreal, no Canadá. Em uma sala de aula, ele ordenou que os homens (aproximadamente 50) se retirassem. Assassinou 14 mulheres e depois saiu atirando pelos corredores e outras dependências da escola, gritando “Eu odeio as feministas”. Ele assassinou 14 estudantes, todas mulheres. Feriu ainda 14 pessoas, das quais 10 eram mulheres. Depois suicidou-se.

O crime, que ficou conhecido como o “Massacre de Montreal”, motivou a Campanha Mundial do Laço Branco (White Ribbon Campaign): homens pelo fim da violência contra a mulher.

[Via Sindipetro-PR/SC]

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Com o tema “Assédio moral e sexual é crime”, o Sindipetro-NF promove a partir desta segunda, 27, uma série de atividades para conscientizar sobre os crimes de assédio. Os casos têm aumentado na região e a entidade atua para identificar e responsabilizar os criminosos.

Uma sequência de cafés da manhã nas bases e uma mesa de debate, na sede do sindicato em Campos dos Goytacazes, com as professoras Elis Araújo Miranda e Paula Sirelli, ambas da Universidade Federal Fluminense, integram a programação. A entrada é gratuita e aberta ao público.

A campanha busca estimular a identificação dos primeiros sinais de assédio, muitas vezes disfarçados de gracejos ou insinuações que, quando desmascaradas, costumam ser atribuídos apenas a “brincadeiras” pelos autores. Raramente um assediador faz propostas muito explícitas ou comprováveis nas primeiras abordagens. As peças de divulgação, portanto, chamam a atenção para a necessidade de demarcar claramente a linha entre o que é uma relação sadia no ambiente de trabalho e o que é uma prática criminosa.

Além disso, os debates procuram encorajar as vítimas a denunciarem os casos, única forma de combater o crime, punir os criminosos e evitar novas ocorrências. Todas e todos podem enviar relatos para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Programação

Segunda, 27 - 7h - Café da Manhã na Falcão Bauer.

Terça, 28 - 7h - Café da Manhã na Praia Campista.

Terça, 28 - 18h - Mesa-debate: Assédio moral e sexual é crime, no auditório do Sindipetro-NF em Campos dos Goitacazes, com a Elis Araujo Miranda e Paula Sirelli.

Quarta, 29 - 7h - Café da Manhã no Parque de Tubos.

Quinta, 30 - 7h - Café da Manhã em Cabiunas.

Sexta, 31 - 7h - Café da Manhã no Edinc.

[Via Sindipetro-NF]

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Os trabalhadores da empresa C. Henrique Bodemeier & Cia Ltda, prestadora de serviços de conservação e limpeza predial na SIX, em São Mateus do Sul, estão vivendo um verdadeiro inferno em suas rotinas de trabalho.

Desde o início do contrato, os trabalhadores e trabalhadoras frequentemente se queixam de sofrerem ameaças e perseguições por parte dos atuais gestores da contratada, o que motivou muitos deles a procurarem a ouvidoria e assistência social da unidade. Como resultado de suas denúncias alguns trabalhadores sofreram advertências descabidas e a equipe passou a sofrer novas ameaças.

A situação foi agravada nos últimos dias com o término do contrato vigente, que foi usado como pretexto para a demissão de cinco trabalhadoras do contrato de limpeza predial, onde ficou evidente a preferência pela demissão das funcionárias de maior idade. A supervisora da Bodemeier quando assumiu o cargo já havia deixado evidente a intenção de demitir toda a “velharada”, termo utilizado pela própria supervisora em conversa com a equipe. Trabalhadores contam que, após as demissões, novamente foram ameaçados. Os atuais gestores teriam dito em reunião com os trabalhadores que alguns dos colegas demitidos perderam seus empregos por falarem demais.

Após troca deste último contrato, a empresa vem contratando funcionários de menor idade para a reposição dos cargos. A troca do contrato está ocorrendo de forma nebulosa, o que causa muita insegurança e indignação na força de trabalho.

Quando procurado por empregados próprios, o fiscal do contrato demonstrou total descaso, afirmando que estes não “tinham de se meter”, pois as práticas de gestão da contratada não diz respeito aos trabalhadores da Petrobrás.

A discriminação dos trabalhadores por idade avançada está protegida pela Constituição Federal, (art. 3º inciso IV), tanto na contratação como na demissão, logo as atitudes da Bodemeier se caracterizam um crime aos direitos trabalhistas.

Os trabalhadores e trabalhadoras da SIX e o Sindipetro PR e SC repudiam tais atitudes desumanas e imorais! Exigimos punições exemplares, e a retração junto aos assediados e a toda força de trabalho, bem como a readmissão imediata dos demitidos. Não admitimos que a Petrobrás continue com esse discursinho fajuto de que “contratamos serviços e não pessoas”, como uma empresa que recebe diversos selos de Responsabilidade Social pode se manter omissa nas degradações das relações de trabalho de seus terceirizados.

Fonte: Sindipetro-PR/SC

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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