Com sua vida em risco e emocionalmente abalada pela onda de violência contra homossexuais, a engenheira ambiental Jacilene Moreira não recebeu o devido acolhimento, nem empatia por parte da gestão da Petrobrás,  onde esteve empregada até junho.

Como muitos outros petroleiros que sofrem as consequências da atual gestão bolsonarista, cujos pilares são privatizar a empresa e desmontar os direitos e redes de proteção do trabalhador, Jacilene não aguentou a pressão. 

Apresentou crises de ansiedade e depressão e teve seu sofrimento psíquico ainda mais agravado pela omissão e descaso da gestão da Petrobrás, que negou-se a reconhecer o grave quadro de distúrbios mentais em que se encontrava. 

"Em consultas de praticamente 15 minutos de duração com os médicos do trabalho da Petrobras, tive meus atestados psiquiátricos não homologados reiteradas vezes. Pedi à empresa que uma junta médica analisasse um dos meus atestados que não havia sido homologado por um dos seus médicos. Não fui ouvida", revela a engenheira em depoimento publicado nesta segunda-feira, 23, em seu perfil no Linkedin

O post já foi amplamente compartilhado nas redes sociais, com hastags relacionadas ao movimento Setembro Amarelo, de prevenção ao suicídio.

"Ainda há quem acredite que não falar sobre alguns assuntos é uma forma de evitá-los (e não contabilizá-los nos indicadores). Talvez por isso a saúde mental não seja um tema valorizado no ambiente de trabalho de muitas empresas, como na Petrobras", declara Jacilene, que, pressionada, resolveu pedir o desligamento da Petrobrás. 

Leia a íntegra do desabafo da  ex-engenheira da Petrobrás em seu perfil no Linkedin: 

Meu setembro amarelo: Por que eu saí da Petrobras

Em 2008, recém-formada, após ser aprovada em um concurso público, entrei em umas das maiores empresas do setor de petróleo e gás do mundo. A Petrobras ainda estava no auge dos investimentos realizados na área ambiental da empresa - o que incluiu um concurso com o maior número de vagas abertas para engenheiros ambientais, no qual eu fui admitida. 

Sempre fui alguém que precisa entender o motivo pelo qual algumas regras se impõem. No entanto, durante toda minha trajetória, respeitei o totalitarismo hierárquico de uma empresa sexagenária - criada às vésperas da ditadura militar - que carece de alguns progressos. Os homens mais velhos – e mais brancos – continuam tendo os cargos mais altos e as ordens de um superior pouco são questionadas.

Até que eu fiz um pedido de licença temporária não remunerada à minha gerente.

Minha vida em outras mãos

Sabe-se que a licença temporária não remunerada é uma solicitação que pode ou não ser aceita pelo empregador. Fiz este pedido no final de 2018 – à época, eu integrava a gerência de Responsabilidade Social.

Em novembro de 2018 eu já não estava conseguindo sair normalmente de casa por medo, abalada emocionalmente pela eleição, então recente, de Jair Bolsonaro para a presidência da república. O clima de perseguição a LGBTs cresceu muito às vésperas das eleições, com relatos de pessoas, algumas próximas, que haviam sido vítimas de homofobia – incluindo agressões físicas. E eu não queria ser a próxima. Pela primeira vez na vida tive medo de viver no meu país.

Minha esposa começou a inscrever-se em processos seletivos de mestrado no exterior, como uma alternativa para passarmos um tempo longe disso tudo. Começamos a planejar nossa vida - ainda que temporária - fora do Brasil.

Me deparei, então, com a necessidade de abrir minha vida pessoal no trabalho. Como eu iria convencer minha gerente de que eu precisaria de uma licença temporária sem me expor? Será que ela seria capaz de tamanha empatia a ponto de aprovar o meu afastamento sem ponderar se meus motivos eram “suficientes”, mesmo que fossem particulares? 

Ainda abalada emocionalmente, na primeira segunda-feira após as eleições pedi para conversar com ela com urgência. Em uma sala de reunião, a sós, contei sobre todos os meus pavores. Expus meus medos e fragilidades, falei do quanto a realidade que se apresentava havia impactado a mim e à minha esposa, falei da minha depressão e disse que eu não me sentia segura no Brasil. Em um desabafo emocionado e sincero, justifiquei o meu pedido de afastamento.  

Ela tentou amenizar a situação, mencionando que, na visão dela, o país não se tornaria um lugar tão hostil para LGBTs e que gostaria de me manter na gerência, no entanto, afirmou que não era do perfil dela obrigar um empregado a permanecer em um lugar que ele não quisesse. 

Combinamos então que eu tiraria 15 dias de férias a que tinha direito e depois sairia em licença. Estabelecemos uma data e eu fiquei responsável por fazer a distribuição dos meus projetos pela equipe de forma que não prejudicasse ninguém. 

Feito todo o procedimento burocrático para solicitação da licença não remunerada e com a aprovação das gerências superiores, cumpri todas as demandas acordadas com a gerente para poder sair de licença logo que terminasse 2018. Estava tudo encaminhado. Uma luz enfim surgia para mim.

Porém, às vésperas da minha saída, fui avisada pela gerente que os planos haviam mudado. Sem maiores explicações, ela me disse apenas que a gerente executiva havia “mudado de ideia”, e que por isso não seria mais possível conceder a licença naquele momento.

" Nenhum empregado ou potencial empregado receberá tratamento discriminatório em consequência de sua raça, cor de pele, origem étnica, nacionalidade, posição social, idade, religião, gênero, orientação sexual, estética pessoal, condição física, mental ou psíquica, estado civil, opinião, convicção política, identidade de gênero ou qualquer outro fator de diferenciação individual." item 2.8 do Código de Ética do Sistema Petrobras

Mas onde eu fico nessa história?

Cerca de um mês se passou desde que obtive a carta com a aprovação das gerentes imediata e executiva para a concessão da minha licença até o dia que em que fui informada que a gerente executiva “mudou de idéia”. Neste período, eu e minha esposa começamos a nos organizar para deixarmos o país. Eu vendi o único imóvel que tinha, minha esposa pediu demissão, vendeu seu carro e começamos a vender nossos móveis. 

Com toda a minha vida organizada para deixar o Brasil em janeiro de 2019, quando recebi a notícia de que a gerente havia “mudado de ideia” três dias antes de sair para as férias que antecediam a licença, entrei em colapso. Passei os 15 dias de férias entre crises de ansiedade, taquicardia, insônia e pensamentos depressivos.

Não consegui voltar ao trabalho ao final do período de férias. Fui afastada por orientação médica. Mesmo assim, continuei a solicitar à minha gerente uma resposta formal sobre o meu pedido de licença temporária, pois ela não havia formalizado ainda a sua "mudança de ideia", me informou apenas oralmente, sem nenhum registro. E, afinal, eu precisava saber os motivos que embasavam sua mudança de decisão repentina, que afetava diretamente minha situação na empresa.

"Na relação com seus empregados, o sistema Petrobras compromete-se a: Assegurar a disponibilidade e transparência das informações que afetam os seus empregados, preservando os direitos de privacidade no manejo de informações de saúde, funcionais e pessoais a eles pertinentes" - item 2.4 do Código de Ética do Sistema Petrobras

Desde então fiquei afastada da empresa durante 6 meses devido a um quadro de depressão, ansiedade e transtorno de adaptação consequentes dessa mudança de posicionamento da gerente executiva sobre a concessão da licença.

Mesmo com um número expressivo de empregados no quadro da gerência, com duas empregadas prestes a retornar de licença maternidade e com todo o meu relato de adoecimento, a gerente executiva de responsabilidade social (uma área da empresa em que se pressupõe que há um maior cuidado com os aspectos sociais) preferiu manter seu posicionamento autoritário. 

Durante esse tempo de afastamento não tive apoio da minha gerente que, mesmo tendo conhecimento dos laudos médicos que atestavam a necessidade do meu afastamento temporário por motivos de saúde, preferiu se abster e gerir administrativamente minha situação através da gerência de RH, por meio de telegramas de solicitação de retorno ao trabalho com ameaça de punições.

"Não praticar, nem compactuar com ações que envolvam a prática de atos repetidos de violência psicológica, como assédio moral e assédio sexual, nem de atos pontuais de natureza ofensiva, humilhante, impertinente ou hostil praticados individualmente ou em grupo, independente de relações hierárquicas entre as partes." - item 4.14.1 do Guia de Conduta do Sistema Petrobras

Em consultas de praticamente 15 minutos de duração com os médicos do trabalho da Petrobras, tive meus atestados psiquiátricos não homologados reiteradas vezes. Pedi à empresa que uma junta médica analisasse um dos meus atestados que não havia sido homologado por um dos seus médicos. Não fui ouvida.

Com medo de sair de casa, noites de insônia somado à olhares e atitudes de descrédito por parte dos médicos, da assistente social e da gerência com relação ao meu estado de saúde, fui adoecendo a cada dia mais. Além de ter o meu salário cortado e receber suspensão da gerência em virtude da minha ausência – embora estivesse sem condições de saúde para ir trabalhar -, minhas semanas se passavam entre perícias e consultas médicas para tentar validar o meu estado de saúde diante do INSS e da empresa. Mas nada pôde convencê-los de que eu estou doente.

Em quais condições um médico do trabalho pode recusar o afastamento recomendado por um médico especialista em psiquiatria e legalmente habilitado?

Necessidade de acolhimento

No período em que estive mais adoecida e necessitando de apoio, a assistente social da Petrobras apenas se limitava a afirmar que eu deveria comparecer ao trabalho pois eu estava considerada apta pelos médicos da empresa. E posteriormente, a mesma assistente social parou de responder aos meus e-mails de solicitação de apoio para agendamento da perícia médica no INSS.

Em um estado de completo esgotamento mental, depois de meses envolvida em todo esse processo, recebendo recorrentes telegramas e e-mails em nome da gerência solicitando o meu retorno, sugeri à minha gerente que eu retomasse o trabalho, inicialmente, em home office (uma modalidade na qual muitos funcionários da Petrobras já atuam), tendo em vista que a maior parte das atividades é executada virtualmente, sendo necessário apenas um computador com acesso à rede da empresa e à internet. Desta forma, eu teria um tempo de adaptação até ter melhores condições de saúde para retornar ao ambiente de trabalho.

A gerente não aceitou, e apenas "estimou que eu estivesse em condições de retornar ao trabalho".

"Na relação com seus empregados, o sistema Petrobras compromete-se a:
Promover condições de trabalho que propiciem o equilíbrio entre a vida profissional, pessoal e familiar de todos os empregados; e
garantir segurança e saúde no trabalho, disponibilizando para isso todas as condições e equipamentos necessários;" - itens 2.1 e 2.2 do Código de Ética do Sistema Petrobras

O clima de desconfiança que gira em torno das pessoas diagnosticadas com algum tipo de distúrbio psíquico aprofunda ainda mais o sofrimento destas pessoas. Quando não há acolhimento, fica ainda mais difícil lutar contra a depressão.

Até quando a saúde mental não será valorizada nas empresas?

Depois de alguns meses solicitando uma justificativa formal sobre a negativa do meu pedido de licença, fiz uma reclamação formal à Ouvidoria da empresa - apesar de imaginar que possíveis retaliações poderiam advir em virtude dessa reclamação, ser ignorada reiteradamente por meus superiores estava aprofundando minha ansiedade.

Pouco tempo depois, recebi um e-mail da minha gerente que basicamente afirmava que a gerência estava (repentinamente) incumbida de mais atribuições e que, em razão disto, não poderiam me conceder a licença. 

Precisamos humanizar nossas relações profissionais

Foram sete meses de letargia. Os dias pareciam todos iguais e os ataques de ansiedade eram cada vez maiores a cada novo contato da Petrobras solicitando meu retorno.

Resolvi olhar com carinho pra mim e acolher meu sofrimento. Completamente desassistida pela empresa e abalada emocionalmente, solicitei o desligamento da Petrobras.

Até que ponto é legal ou ético uma empresa aprovar a demissão de um empregado que está em tratamento psiquiátrico e com reiteradas recomendações de afastamento do trabalho por médicos especializados na área?

Hoje, praticamente 3 meses após meu desligamento, consigo escrever sobre o que aconteceu. Provavelmente, se eu tivesse me forçado a retornar ao trabalho quando o meu atestado médico foi negado, as consequências para minha saúde seriam piores. Pensamentos relacionados ao desejo de acabar com todo aquele sofrimento já me passavam pela cabeça e voltar ao ambiente onde houve o gatilho que levou ao meu adoecimento poderia ter consequências trágicas.

A sociedade é cheia de tabus. A depressão ainda é um deles. Ainda há quem acredite que não falar sobre alguns assuntos é uma forma de evitá-los (e não contabilizá-los nos indicadores). Talvez por isso a saúde mental não seja um tema valorizado no ambiente de trabalho de muitas empresas, como na Petrobras. 

O Setembro Amarelo é sobre a prevenção do suicídio e nós precisamos trazer para a esfera profissional o diálogo sobre a depressão. Precisamos humanizar as nossas relações profissionais.

Chegar ao diagnóstico assertivo de uma patologia mental – como é o caso da depressão – não é tão simples quanto diagnosticar uma fratura óssea, por exemplo. No caso da fratura, o diagnóstico se baseia em exames de características físicas, mensuráveis. No caso da depressão, não. E é nesse momento que as empresas devem abrir espaço para o diálogo com o empregado, sem o peso das hierarquias.

[Via Linkedin | Foto: Flávio Emanunel -Agência O Globo]

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Os diretores do Sindipetro estão recebendo telefonemas de familiares de trabalhadores – pais, irmãos, esposas, maridos, filhos – preocupados com a situação de seus familiares. Os relatos são de choro, ansiedade e incertezas quanto ao futuro próximo.

Muitos trabalhadores também estão procurando o Sindipetro narrando casos de assédio e pressão por parte da gerência para que, em alguns casos, assinem o PDV (Plano de Demissão Voluntária) ou o PDA (Plano de Demissão Acordada), e em outros casos, escolham o local para onde querem ser transferidos.

Após a escolha, a empresa marca, em tempo recorde, a passagem de ida do empregado, não dando tempo sequer para que ele organize sua vida na Bahia para que possa mudar para outro estado.

Diante de tanta pressão e assédio, o Sindipetro Bahia orienta à categoria a não assinar PDV, PDA ou aceitar a transferência de forma impositiva e, ainda, denunciar os casos de intimidação da gerência.

A denúncia pode ser feita de forma anônima. O sindicato manterá em sigilo os nomes dos trabalhadores que queiram denunciar situações vexaminosas e constrangedoras.

Se você está se sentindo pressionado, procure um dos diretores do sindicato, ou envie e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., ou mensagem para (71) 99924-2999.

A entidade sindical orienta também aos trabalhadores para que  juntem provas do assédio sofrido, como gravações de áudio, vídeo, ou consigam relatos de testemunhas.

O Sindipetro irá dar entrada na justiça com uma ação incriminando os gerentes que estejam assediando os seus subordinados, pois tal prática vem causando desequilíbrio emocional  nos trabalhadores, expondo-os a riscos de acidentes. Como diz um velho ditado popular “vamos dar nomes aos bois”, cada um vai ter de assumir as consequências dos seus atos.

Mas é preciso que fique claro, que agora, mais do que nunca, é preciso unidade, pois se cada um começar a procurar saída individual vamos sucumbir  e perder essa luta. Só há uma saída e ela é coletiva. Juntos, temos uma grande chance de mudar esse quadro.

[Via Sindipetro Bahia]

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Ainda temos a Constituição ao nosso lado. O advogado Sidnei Machado, assessor jurídico do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, faz um “beabá” sobre a livre manifestação dos petroleiros. Denúncias chegaram à entidade sobre perseguição e censura na Companhia. De acordo com relatos, essas práticas aumentaram nos últimos tempos e o objetivo do Sindicato é frear esse abuso dos gestores.

 E antes de qualquer coisa, Sidnei Machado separou alguns pontos da Constituição para ilustrar essa questão:

 Dos Direitos e Garantias fundamentais, Art. 5º.

 IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política.

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

§ 2º É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística. 

01. É permitido usar a logomarca da Petrobrás nos materiais confeccionados pelo sindicato?

Sidnei Machado (SM): Podemos e devemos fazer uso.

 02. E em relação ao uso de adesivos no uniforme, capacete, etc?

SM: Não podemos usar material que descaracterize o uniforme da companhia. Portanto, é inviável usar adesivos ou velcro com o tema da nossa campanha sobreposto ao uniforme.

 03. Quanto a alegação de que nossos materiais contêm manifestação política. É possível proibir essa conduta dentro da Companhia usando como argumento o Código de Ética da Petrobrás?

SM: A companhia não pode proibir o uso de camisetas e adesivos. Nem a frase “Lula Livre”, por exemplo, estampada na testa do funcionário e dentro da Companhia. O que não podemos é descaracterizar o uniforme ou utilizar camiseta em locais onde o uso de uniforme é obrigatório, por questão de segurança.

 04. E quanto ao uso da farda da Petrobrás nos atos de rua?
SM: Podemos e devemos usar, pois não estamos denegrindo a imagem da Companhia. Ela não tem direito de cercear nossa atuação.

 05. Por fim, sobre punição ao funcionário: como fica essa questão?
SM: Desde que o trabalhador não tenha negligenciado a segurança, descaracterizado o uniforme ou denegrido a imagem da Companhia no uso da logomarca, esse funcionário é plenamente defensável, se ele for punido.

 *Petroleira e Petroleiro, fique atento aos seus direitos. Qualquer prática antissindical, abuso, perseguição ou censura, denuncie! Caso exista alguma punição administrativa ou jurídica o Sindicato irá defender a categoria.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

A Petrobrás acusou o golpe da derrota nas assembleias do final de agosto, que rejeitaram a sua “última” contraproposta de acordo coletivo. A gestão bolsonarista da empresa moveu todos os esforços para lotar os locais de votação com seus gerentes para tentar intimidar os trabalhadores.

Para isso, prometeu abonar as horas de quem fosse à assembleia. Depois do resultado, em que perdeu por ampla maioria, estão aparecendo relatos para o Sindipetro-NF de que algumas unidades não estão dando o abono prometido. Pelo visto, o abono das horas era só em caso de derrota do indicativo do sindicato.

A gestão também está levando adiante a coação sobre os petroleiros que têm cargo de chefia mas não se renderam à “orientação” de se desfiliarem dos sindicatos. O NF tem recebido relatos de que estes trabalhadores estão perdendo os cargos de chefia em razão de exercerem o direito de filiação.

Cursos no “momento livre”

Outra “novidade” é o lançamento de um aplicativo de celular que prevê em termo de uso o monitoramento dos aparelhos pessoais dos empregados, além tratar como algo benéfico que os trabalhadores utilizem o tempo de folga para fazer cursos exigidos pela própria companhia.

“Otimização de tempo é o ganho da funcionalidade de Aprendizagem: empregados podem usar o aplicativo no celular para completar os módulos de cursos de Ensino à Distância (EAD) sempre que tiverem um momento livre, como os cursos de Prevenção e Combate ao Assédio Moral e Sexual, de Introdução à Transformação Digital ou o programa Harvard ManageMentor, voltado para lideranças”, afirma texto da empresa que divulga a nova ferramenta de gestão de pessoas.

Denuncie

Esses são casos muito graves de má fé negocial, prática antissindical e assédio contra os trabalhadores feitos por uma gestão e um governo que desconhecem os limites da civilidade, da democracia e das relações institucionais. O sindicato solicita que todos os trabalhadores e trabalhadoras que estiverem passando por estas ou por outras situações de coação que enviem seus relatos para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A entidade garante o sigilo do denunciante.

[Via Sindipetro-NF |Boletim Nascente]

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Durante a assembleia dos trabalhadores realizada segunda-feira (26) na sede da Petrobrás em Salvador (Edifício Torre Pituba),  a diretoria do Sindipetro-BA abriu espaço para que os gerentes e supervisores usassem o microfone para defender a contraproposta da empresa, mas ninguém se pronunciou. Será que não acreditavam no que estavam votando?

O fato é que a estratégia assediadora, imposta pela alta gestão da empresa, se mostrou ineficiente, diante da consciência e unidade dos trabalhadores petroleiros.

O que resta à direção da Petrobras diante da derrota sofrida? Destituir seu corpo gerencial por incompetência? Impor a devolução do dinheiro usado para comprar a dignidade destes gestores?

O fato é que a estratégia da empresa foi um tiro no pé. Deu audiência à atividade do sindicato e expôs os gerentes, duplamente vendidos, à base. De quem foi essa ideia genial?

Para o diretor do Sindipetro, André Araújo, que também é candidato à suplência do Conselho Deliberativo da Petros, “a votação expressiva da categoria petroleira da Bahia, reprovando a proposta da empresa e aprovando a greve em caso de atentado contra  alguns de seus direitos coletivos, impõe uma humilhante derrota à atual e alta gestão entreguista da Petrobrás”.

Araújo ressalta ainda que a prática de assédio aos trabalhadores,  além de ser ilegal,  demonstra que "falta ética à atual gestão da empresa”.

Ele chama a atenção para a estratégia ardilosa da Petrobrás, que  foi iniciada com a distribuição das Remunerações  Variáveis (RV), cujo objetivo foi comprar a dignidade dos gestores e de alguns outros trabalhadores.

O próximo passo foi a imposição do assédio e coação de forma aberta ou velada, visando pressionar os trabalhadores a atenderem os anseios da direção da Petrobras. O ápice desta reprovável tática foi a obrigatoriedade de participação nas assembleias imposta aos gerentes”.

Para Araújo “esses acontecimentos demonstram que a atual gestão da Petrobrás, está totalmente alinhada ao interesse privatista do governo de extrema direita do presidente Bolsonaro e não medirá esforços para entregar as riquezas desta empresa ao capital internacional. Cabe à FUP, aos Sindipetros e à categoria agir para tentar evitar que isso aconteça. Essa responsabilidade já foi aceita por todos nós. Prova disto são os resultados das assembleias que estão rejeitando a contraproposta da empresa e colocando os  maus gestores nos seu devidos lugares”.

Em meio ao entreguismo da alta gestão, os petroleiros se protestaram durante a assembleia, estendendo a bandeira do Brasil e queimando a bandeira da multinacional Shell,  em um ato de patriotismo e defesa da soberania nacional. “Aqui  a Shell não tem vez, o petróleo é do Brasil e dos brasileiros”, afirmou o diretor do Siindipetro, Radiovaldo Costa, aplaudido pelos trabalhadores.

O diretor da FUP, Deyvid Bacelar, denunciou e colocou abaixo os argumentos falsos usados pela direção da Petrobrás para influenciar na votação e aprovação de um ACT rebaixado e que retira direitos da categoria. “Se mexerem nos nossos direitos, vamos entrar em greve – a categoria está aprovando isso – para garantir não só os nossos direitos, mas também essa empresa, a Petrobrás, que foi construída por nós”.

O coordenador do Sindipetro, Jairo Batista, arrematou, “o que está em jogo aqui é a pavimentação para o processo de desmonte e privatização da Petrobrás, não se trata apenas do ACT da categoria, de seus direitos e empregos, e, felizmente, os petroleiros já estão reagindo”.

[Via Sindipetro BA, com edição da FUP]

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A presença ostensiva, muitas vezes intimidadora da gerência, nas assembleias da categoria tem surtido efeito contrário ao pretendido pela atual gestão da Petrobrás. O medo foi substituído pela revolta e pela certeza de que juntos, os petroleiros e petroleiras são mais fortes.

Este é o cenário que tem sido visto nas Assembleias Gerais Extraordinárias que acontecem na Bahia desde o dia 21 e se estendem até 30/08, para deliberar sobre a 3ª contraproposta da estatal e os indicativos da FUP.

No edifício Torre Pituba, sede da empresa no estado, a AGE, na segunda-feira (26), teve inicio às 14h se estendendo até o começo da noite. Foi uma assembleia atípica, com a presença de quase mil pessoas. A frente do edifício ficou tomada de gente e, devido à presença da gerência, o resultado da assembleia era uma expectativa. 

Mas não deu outra. A ampla maioria dos presentes aprovou os indicativos da Federação e rejeitou a contraproposta da empresa. Veja o placar abaixo:

 

  • Manutenção da negociação coletiva sobre os pontos divergentes; 

A favor  –   683        Contra –    96           Abstenção – 3

 

  • Prorrogação dos efeitos do atual acordo coletivo de trabalho enquanto durarem as negociações, demonstrando boa fé negocial;

A favor –  683           Contra –  96           Abstenção – 3

 

  •  Rejeição da 3ª contraproposta da Petrobrás;

A favor –  114           Contra –   614             Abstenção – 2

 

  • Aprovação de greve em data a ser definida pela FUP e seus sindicatos, no caso de ataques ao patrimônio jurídico coletivo da categoria, durante o processo negocial.

A favor – 507         Contra – 135                   Abstenção – 4

 

Análise da conjuntura negocial

A supervisora técnica do DIEESE, Ana Georgina Dias,  fez uma explanação sobre as negociações das outras categorias com data base em setembro, ressaltando a posição do patronato que vem tentando enxugar e retirar direitos, no sentido de implantar a reforma trabalhista no Acordo Coletivo de Trabalho. Ela também falou da “turbulência política que tem influenciado a economia, o que não favorece em nada”.

O assessor jurídico do Sindipetro, Clériston Bulhões, informou que na próxima quarta-feira (28), a Procuradora do Ministério Público do Trabalho vai ouvir o sindicato a respeito da denúncia feita pela entidade sobre a ingerência da Petrobrás na organização sindical da categoria. Ele também garantiu anonimato aos trabalhadores que queiram relatar assédios e pressões sofridas para votara a favor da contraproposta da empresa.

O advogado também informou que a Petrobrás  solicitou,  a mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para negociar o Acordo Coletivo de Trabalho, ressaltando que “a mediação não é um procedimento pré-processual, pois não está dentro de uma ação, é livre e depende da vontade das partes”.

As assembleias prosseguem até o dia 30 de agosto. 

[Via Sindipetro-BA]

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A Petrobrás enviou à FUP nesta segunda-feira, 26, documento informando que ingressará com pedido de mediação junto ao Tribunal Superior de Trabalho.

A empresa insiste em uma proposta de Acordo Coletivo rebaixada, que retira direitos importantes da categoria e oferece um reajuste salarial que não cobre sequer a inflação do período.

Além disso, a gestão da Petrobrás quer impor o fim da negociação com as representações sindicais, ameaçando os trabalhadores. “Caso o acordo não seja assinado até o dia 31/08, iniciaremos um processo de transição de algumas práticas atuais para aquilo que estabelece a CLT”, afirmam os gestores, em documento disponível no Portal Petrobrás.

O assédio aos petroleiros vai além. Sob ameaça de perda de funções gratificadas e cargos de confiança, supervisores, coordenadores e gerentes estão sendo forçados a comparecer às assembleias para votar a favor da proposta da empresa, intimidando os trabalhadores para que façam o mesmo.

A resposta da categoria a essa sucessão de provocações e afronta está sendo dada nas assembleias, com um sonoro não à proposta indecorosa da gestão Castello Branco.

 

[FUP]

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Diante das ameaças da atual gestão da Petrobrás, que já estão sendo concretizadas, de intervir e agir com coação por seus interesses nas assembleias sindicais, o  Sindipetro Bahia, através de sua assessoria jurídica, apresentou denúncia contra a Petrobrás no Ministério Público do Trabalho sob nº NF 001909.2019.05.000/6.

A assessoria jurídica apresenta várias razões para a denúncia, mostrando a intervenção da Petrobrás na organização sindical dos trabalhadores em diversos patamares.

Um deles diz respeito à imposição da empresa aos trabalhadores que possuem cargo de chefia para que se desfiliem da entidade sindical, que os representa.

Questionado a respeito, o Gerente de Relações Externas da Petrobrás, Fabrício Pereira Gomes, assumiu a prática, declarando às representações dos trabalhadores que: “no entendimento da gestão da Companhia, há conflito de interesses entre ser sindicalizado e ocupar cargo na Petrobrás”.

Em diversos casos, trabalhadores renunciaram aos cargos de nomeação para manter sua filiação sindical. E os que se recusaram se desfiliar dos sindicatos, foram exonerados dos cargos.

Outro grave problema, que também foi denunciado ao Ministério Público, é a intervenção patronal em assembleias de trabalhadores.

No dia seguinte à apresentação da sua 3ª contraproposta, a Petrobrás reuniu os ocupantes de cargos de chefia dando a eles a missão de assediar a força de trabalho para votar favoravelmente na contraproposta da empresa.

A ordem da Petrobrás já está sendo cumprida nas diversas assembleias que estão acontecendo em todas as unidades do Sistema Petrobrás no Brasil. Na Bahia, as assembleias começaram no dia 21 e prosseguem até o dia 30/08.

As assembleias têm sido atípicas, com um grande número de pessoas que não costumavam participar desse tipo evento.

Está sendo comum também a presença de gerentes, que com suas presenças intimidam abertamente seus subordinados a votar na  contraproposta da empresa, como aconteceu no dia 22/08, durante assembleia no Trevo da Resistência, que reuniu trabalhadores do turno e do adm da RLAM, UTE CF e Temadre.  Nota-se também a presença de muitos supervisores, constrangidos devido ao assédio que vêm sofrendo.

Como no caso do assédio pela desfiliação sindical, já existem casos de renúncia aos cargos, e de exoneração punitiva.

A assessoria jurídica do Sindipetro, em sua denúncia apontou inconstitucionalidades na violação à liberdade sindical.

O advogado Clériston Bulhões afirmou perante ao Ministério Público que a livre organização sindical, como definida pelo artigo 8° da constituição, não admite nem a coação patronal para desfiliação dos sindicatos, nem a intervenção patronal para “condução” das assembleias.

Ele também citou o artigo 2° da convenção 98 da OIT,  que veda a intervenção patronal na organização dos trabalhadores.

[Via Sindipetro-BA]

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Os assédios continuam a acontecer em P-63. Essa semana chegou uma denúncia ao Sindipetro- NF que nos últimos três meses, três trabalhadores foram transferidos da unidade porque contrariaram os coordenadores à bordo. As transferências foram feitas de forma aleatória, o que demonstra uma total falta de conhecimento das unidades, por parte da gestão.

Trabalhadores contam que a unidade já está com baixo efetivo há algum tempo. Mesmo assim,  a gestão da plataforma além de transferir esses profissionais citados , emprestam os poucos que tem para outras unidades.

Cinco operadores de produção que foram emprestados  para Enchova,  com a desculpa que que voltariam após três meses,  já estão lá por mais de seis meses. E agora, a transferência oficial e definitiva saiu.

Ou seja, por conta do baixo efetivo causado pela própria empresa , os que ficam fazem mais horas extras gerando um custo maior para a Cia.

Denúncia recorrente

Em maios de 2017 os trabalhadores de P-63 já haviam encaminhado ao NF um manifesto onde denunciavam a implantação da função de operador mantenedor na unidade, falta de treinamento e capacitação, baixo efetivo em todas as áreas operacionais, falta de EPIs para serviços rotineiros e para a Brigada de Incêndio, além de assédios constantes.

A diretoria do Sindipetro-NF cobrará uma posição da empresa e encaminhará a denúncia aos órgãos competentes. As denúncias são importantes para que o sindicato tenha conhecimento do que está acontecendo com a categoria, por isso sugerimos utilizar o canal Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás
Terça, 04 Dezembro 2018 13:04

Petroleiras debatem assédio moral e sexual

Como parte das atividades promovidas pelo Sindipetro Paraná e Santa Catarina durante a campanha global “16 dias de Ativismo de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, nos dias 27 e 28 de novembro as petroleiras da Usina do Xisto, em São Mateus do Sul, e da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, participaram dos Cafés com Debate que abordaram a temática dos assédios moral e sexual. 

Em ambiente de diálogo e sororidade, as petroleiras citaram diversos exemplos de assédios ocorridos durante a vida, nas ruas, dentro dos ônibus, nas escolas e universidades, que geram um clima de angústia e medo. 

Entre os diagnósticos apontados para tal situação, as petroleiras destacaram que a cultura patriarcal da sociedade é a base das desigualdades e das violências sofridas pelas mulheres. “A relação desigual do poder, especialmente ligada à questão econômica, propicia um ambiente de assédio dentro dos lares, chegando à violência doméstica e ao feminicídio. A condição de submissão e a despersonificação da mulher nas relações abusivas geram ciclos de violência com grande dificuldade de rompimento. A ausência de políticas públicas, em especial nas cidades do interior, prejudica muito na mudança dessa realidade”, diz trecho do relatório das atividades. 

Um dado alarmante citado foi de que em São Mateus do Sul cerca de 30% das denúncias de crimes, as vítimas são mulheres. 

Com relação à Petrobrás, as participantes afirmaram que os casos de assédio moral têm aumentado e afetam todos os funcionários. “Porém, por se tratar de uma indústria pesada, composta majoritariamente por homens – apenas 17% da força de trabalho é feminina e no refino chega a 10%, as mulheres estão em condições de vulnerabilidade”. 

Os exemplos citados dos casos de assédios dentro da Petrobrás foram muitos. Por exemplo, quando colocam as mulheres no horário administrativo (com a tendência de desqualificação técnica ou econômica), também muito comum o assédio durante a gestação e o aleitamento, as mulheres sofrem pressão para permanecer em turno neste período, desrespeitando um direito social à maternidade. Um direito que nem é das mulheres, mas das crianças e que garante a continuidade da sociedade. Outro apontamento foi com relação aos acidentes de trabalho, nos quais as mulheres escutam com frequência piadas como “se tivesse lavando a louça em casa não teria se acidentado”. Outra realidade opressora são as pornografias no ambiente de trabalho ou nos grupos de Whatsapp. Os assediadores estão tanto nas relações verticais, de chefias, quanto as horizontais, dos colegas de trabalho. Uma das queixas é a não manifestação dos colegas quando observam essas situações e acabam levando os assédios como brincadeiras. A empresa não constrói condições de diminuir essas violências cotidianas no ambiente de trabalho. 

As participantes concluíram que todas já sofreram algum tipo de assédio moral ou sexual, seja na vida ou no trabalho. Outra observação gravíssima foi que todas haviam sofrido algum assédio sexual durante a infância, tanto de pessoas desconhecidas na rua, como de pessoas próximas à família. 

Ambas atividades terminaram com a análise de que a condição das mulheres tende a piorar com o avanço do conservadorismo, mas também apontou como saída o fortalecimento e resistência, como foram as manifestações do #EleNão, um dos maiores atos políticos da história do Brasil. 

Encaminhamentos

Como ações propostas ao Sindicato, as participantes sugeriram que a atividade “Café com Debate” aconteça pelo menos uma vez por ano para o fortalecimento e formação das mulheres Petroleiras. Também recomendaram que a entidade desenvolva uma campanha contra os assédios Moral e Sexual para colaborar com a conscientização e dar mais poder às denúncias. Outra indicação foi o questionamento nas mesas de negociação de SMS sobre os dados de assédios moral e sexual dentro da empresa e como são tratadas as denúncias.

Seminário com aposentadas, pensionistas e esposas de petroleiros

Ainda como parte da campanha dos “16 Dias de Ativismo”, o Sindipetro PR e SC também promoverá um espaço de vivência e partilha entre as diferentes realidades das aposentadas, pensionistas e mulheres dos aposentados. 

Será um seminário sobre as principais dificuldades enfrentadas no acesso aos direitos sociais das mulheres e benefícios corporativos (AMS, Petros, Previdência Social, entre outros).  Também serão abordadas as diversas facetas da violência contra as mulheres, em especial após os 50 anos de idade. 

Ainda como parte desta atividade, haverá a inauguração do Espaço Kids da Sede do Sindicato, em Curitiba. Portanto, as crianças serão muito bem-vindas. Haverá recreação infantil.

Calendário

Curitiba: Dia 04 de Novembro (terça-feira), das 14h00 às 18h00

Local: Sede do Sindipetro - Rua Lamenha Lins, 2064, Rebouças

São Mateus do Sul: Dia 06 de Dezembro (quinta-feira), das 14h00 às 18h00

Local: Sede Regional do Sindipetro - Rua Paulino Vaz da Silva, Nº 535.

Programação:

14h00 - Dinâmica Inicial e Abertura

14h20 - Painel Direito corporativo e social relevante

15h10 - Café

15h20 - Painel Violência Dentro e Fora de Casa

17h00 - Oficina de bonecas Abayomi

18h00 – Encerramento

Dia do Laço Branco: petroleiros na luta pelo fim da violência contra as mulheres

Os petroleiros dirigentes do Sindipetro Paraná e Santa Catarina se mobilizaram no dia 06 de dezembro nas ruas e nas unidades da Petrobrás para dialogar sobre problema da violência de gênero.

A data escolhida é conhecida como o Dia do Laço Branco – Homens pelo fim da violência contra as Mulheres. No dia 6 de dezembro de 1989, um homem de 25 anos (Marc Lepine) entrou armado na Escola Politécnica de Montreal, no Canadá. Em uma sala de aula, ele ordenou que os homens (aproximadamente 50) se retirassem. Assassinou 14 mulheres e depois saiu atirando pelos corredores e outras dependências da escola, gritando “Eu odeio as feministas”. Ele assassinou 14 estudantes, todas mulheres. Feriu ainda 14 pessoas, das quais 10 eram mulheres. Depois suicidou-se.

O crime, que ficou conhecido como o “Massacre de Montreal”, motivou a Campanha Mundial do Laço Branco (White Ribbon Campaign): homens pelo fim da violência contra a mulher.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Cidadania
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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