Em Manaus, ação solidária do Sindipetro-AM distribuiu 2.500 litros de gasolina a R$ 3,50 para taxistas e mototaxistas

[Da imprensa do Sindipetro AM]

O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) realizou mais uma ação de 'Combustível a preço justo', nesta quinta-feira (18), para taxistas e desta vez, também para mototaxistas. A ação vendeu o litro da gasolina por R$ 3,50 e ocorreu em parceria com o Sindicato dos Taxistas do Amazonas (Sintax/AM) e Sindicato dos Profissionais de Mototáxi de Manaus (Sindmoto), responsáveis pela organização e mobilização das categorias durante a ação.

A ação beneficiou 100 taxistas e 50 mototaxistas que puderam abastecer os veículos por preço justo. No total, a ação vendeu 2.500 litros de gasolina. Para taxistas, o limite foi de 20 litros por veículo e para mototaxistas o limite foi de 10 litros por moto.

O preço considerado justo do litro por R$ 3,50 mantém o custo de produção nacional, o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos estados e municípios. O objetivo da ação é dialogar com a sociedade que é possível vender combustível a preço justo, sem a atual Política de Paridade de Importação (PPI), aplicada desde 2016, e sem vender as refinarias do Sistema Petrobrás, que atualmente operam com capacidade reduzida devido a política de desinvestimentos.

Para o coordenador do Sindipetro-AM, Marcus Ribeiro, a ação tem repercutido de forma positiva para lutar contra o PPI e chamar a atenção da sociedade contra a venda das Refinaria Isaac Sabbá (Reman). "É importante que a gente continue lutando contra a atual política de preços e com as ações, mostrar que preço justo é possível, sim. Só basta o governo querer por fim no PPI e suspender a venda das refinarias para que possam voltar a operar com 100% da capacidade e produzindo o que é nosso", afirma.

Impactos dos reajustes no bolso

Mototaxista há 15 anos, Hugo Baraúna chega a realizar 12 corridas por dia e conta que os constantes reajustes do preço da gasolina tem impactado diretamente no seu trabalho e qualidade de vida. "Com esses reajustes e em meio a pandemia, nós precisamos prestar o mesmo serviço. E isso tem gerado dificuldade para mantermos nossos compromissos diários e também na manutenção dos serviços".

O mototaxista também questiona a atual política aplicada na Petrobrás. “Por que pagamos um preço mais caro no combustível sendo que é algo que nós produzimos? É contraditório. Acredito que essa campanha seja um incentivo para empresas e que a classe política olhe para essa questão. Precisamos ser beneficiados com algo que seja nosso para pagar mais barato, com preço justo", afirma.

Com realidade parecida, o taxista Roberto Delfino, que trabalha há 30 anos fazendo corridas, também afirma que os reajustes afetam a rotina. “Um reajuste próximo do outro afeta muito o nosso trabalho e o bolso dos nossos clientes. Percebemos que os clientes somem porque não tem como ficar andando de táxi. A gasolina fica um preço essa semana e na outra semana tem novo reajuste. Não tem condições. Precisamos de preço justo", explica.

"Nós vamos batalhar e não vamos desistir do que é nosso"

O presidente do Sintax/AM, Carlos Sousa, destacou a parceria positiva com o Sindipetro-AM e afirmou que as ações são fundamentais para dialogar com a população. "A primeira ação serviu como alerta. Já nesta segunda ação, a categoria está mais consciente, não apenas os motoristas, mas também as famílias começaram a perceber a diferença que isso (combustível a preço justo) vai fazer se conseguirmos êxito nos nossos protestos e manifestações, em que estamos visando o bem da população. Produzimos aqui, consumimos aqui e por que pagar um preço internacional? Nós vamos batalhar e não desistir do que é nosso".

Para Ricardo Castro, presidente do Sindimoto, a luta também é necessária e ocorre em um contexto político e social importante. "Não podemos deixar que os preços aumentem e prejudiquem o trabalhador, que quase não tem lucro com os reajustes. Hoje o mototaxista paga de R$30 a R$ 40, por dia para realizar as corridas. Os quilômetros rodados continuam os mesmos e o valor gasolina aumentando. Temos que ter gasolina a preço justo e consumir o que é nosso".

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Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta quarta-feira (17), o Sindipetro-ES, em conjunto com a Associação dos Motoristas de Aplicativos do Espírito Santo (Amapes), fará um ato em denúncia à política de preços adotadas pela Petrobrás. A carreta terá concentração a partir das 8h, na Praça do Papa, seguindo para a sede da Petrobrás, na Reta da Penha e, sem seguida, para o Palácio Anchieta, no Centro de Vitória

[Da imprensa do Sindipetro ES]

Além do ato, o sindicato vai às ruas de Vitória para oferecer cupons de desconto para que motoristas da região tenham a chance de abastecer seus veículos com combustível a preço justo.

Esses cupons serão distribuídos para carros e motos, com descontos de R$ 2,00 para cada litro de combustível abastecido, com máximo de 20 litros para carros e de 10 litros para motos. Dessa forma, o condutor terá a oportunidade de abastecer seu veículo com desconto de até R$ 40, para carros, e de R$ 20, para motos, no posto de combustível parceiro da ação.

Os descontos de R$ 2,00 por litro de combustível abastecido serão custeados pelos/as petroleiros/as capixabas, em parceria com os/as motoristas de aplicativos, para mostrar qual seria o preço justo se não fosse a atual política de preços imposta pelo Governo Federal, que obriga a Petrobrás a vender combustível brasileiro pelo preço em dólar, para beneficiar os importadores.

Carreata

O ato terá início às 8h, do dia 17 de março, na Praça do Papa, na Enseada do Suá, em Vitória. A concentração da carreata servirá para conscientizar os motoristas e motociclistas da Grande Vitória sobre os preços abusivos dos combustíveis.

Em seguida, com previsão de saída às 9 horas, a carreata seguirá para a sede da Petrobrás, no edifício do EDIVIT, pela portaria de acesso via Avenida Reta da Penha.

A partir das 10 horas, os cupons serão distribuídos entre os 100 primeiros veículos participantes da carreata. Após a entrega dos descontos, a carreata seguirá até o Palácio Anchieta, no Centro de Vitória.

O governo precisa ter compromisso com a população. Seguimos na luta contra os preços abusivos dos combustíveis! 

Publicado em Sistema Petrobrás

Na semana que marca o dia internacional de luta pela igualdade de gênero, o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) organizou uma atividade voltada exclusivamente ao público feminino. Nesta sexta-feira (12), na região central de São Paulo (SP), foi realizada mais uma venda de gasolina a preço justo, desta vez destinada a motos e carros guiados por mulheres.

Cada litro de gasolina foi vendido pelo valor de R$ 3,50, com um limite de 10 litros por cada veículo. Para taxistas ou motoristas de aplicativos, o limite foi de 20 litros. Atualmente, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina está sendo vendida, em média, por R$ 5,29 nos postos.

“É comum escutarmos muita piadinha falando de que mulher não sabe dirigir. Por isso, estamos realizando essa ação para mostrar que a mulher pode estar onde ela quiser, inclusive atrás do volante. Além disso, estamos denunciando os preços abusivos que a Petrobrás está praticando. Nós temos petróleo, temos refinarias, temos distribuição. Por que temos que pagar em dólar pelos combustíveis?”, questiona a diretora da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Cibele Vieira.

Os sindicatos filiados à FUP, incluindo o Sindipetro-SP, têm realizado vendas de combustíveis a preços justos com o objetivo de denunciar a atual política de preços da Petrobrás, que se baseia no preço de paridade de importação (PPI) –  implementado em outubro de 2016, durante o governo de Michel Temer (MDB) e que vincula os preços praticados nas refinarias da estatal às variações do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional.

Assista também: Se o Petróleo é do Brasil, por que o preço é importado?

Devido a essa política, entre outubro de 2016 e março de 2021, houve aumentos nas refinarias de 73,3% no preço da gasolina, 54,8% no diesel e 192% no gás de cozinha. “O vírus não seleciona gênero ou raça, mas os impactos são piores para aqueles que não têm acesso aos direitos básicos. Na questão dos combustíveis é a mesma coisa, ou seja, está caro para todo mundo, mas as mulheres acabam sendo as mais prejudicadas, principalmente na questão do gás de cozinha”, aponta Vieira.

Impactos no bolso

Taxista desde 1977, Florinda Damásio afirma que está cada vez mais difícil conseguir tirar algum lucro do trabalho. “Para nós que dependemos do combustível está muito difícil. Os ‘ubers’ [motoristas de aplicativo] tiraram metade dos nossos clientes e a epidemia acabou de quebrar nossas pernas. Há mais de seis anos não há reajuste nas nossas tarifas, mas o preço da gasolina está sempre aumentando”, explica.

Situação parecida é vivenciada pela motorista de aplicativo Tatiane Valério, que atua no ramo há três anos. “Minha rotina é ficar praticamente 15 horas dentro do carro. Eu saio cedo e estabeleço uma meta diária e vou embora quando consigo bater essa meta. Para eu encher o tanque são R$ 160, e para valer a pena meu trabalho eu preciso fazer R$ 500 em corridas. Isso eu só consigo em dois dias de trabalho agora na pandemia”, detalha.

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E não são apenas as pessoas que trabalham diretamente com transporte que estão sendo impactadas por essa política de preços da Petrobrás. A técnica de enfermagem Margareth Mara Ângelo aponta que o poder de consumo da população tem caído progressivamente ao longo dos últimos anos. “Esta ação é um grito de socorro que sai do âmago de todo brasileiro, porque nós estamos sofrendo muito. A situação que estamos vivendo é intragável, esmagadora, genocida em todos os âmbitos. Alimentos, luz, gás, combustíveis… tudo está muito caro, é inadmissível”, lamenta. 

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

Em meio ao debate sobre a política de preços da Petrobrás, pautado pelos petroleiros, e os aumentos constantes dos valores dos derivados de petróleo no Brasil – já aconteceram cinco aumentos do diesel e da gasolina esse ano-, o Sindipetro Bahia e a categoria petroleira se organizam para mais ações com o objetivo de mostrar que é possível vender a gasolina, o diesel e o botijão de gás de cozinha a preços accessíveis para a população.

As ações acontecem na próxima quinta-feira (04/03) nas cidades de Simões Filho e Feira de Santana.

No município de Simões Filho, será colocada em prática a campanha da venda de diesel a preço justo, a partir das 7h, no Posto BR Aratu, localizado na BR 324 (sentido Feira de Santana), kilômetro 16.5.

Os 100 primeiros caminhoneiros autônomos que chegarem ao posto poderão abastecer os tanques dos seus caminhões com 100 litros de diesel ao preço justo de R$ 3,09, o litro. O posto só aceitará pagamento em dinheiro ou cartão de débito.

É importante ressaltar que a campanha só irá atender aos caminhoneiros autônomos. Não serão abastecidos caminhões pertencentes a empresas e nem carros utilitários como picapes, SUVs ou vans. Ônibus também não serão contemplados.

Nesse mesmo dia (04), às 13h, os diretores do Sindipetro Bahia chegam à cidade de Feira de Santana, onde estarão à frente da ação de venda de gasolina a preço justo, que acontece no Posto Modelo, localizado na Av. Getúlio Vargas, 18 – Centro. Os 120 primeiros motoristas que chegarem ao posto vão poder abastecer seus veículos com 20 litros de gasolina e as 80 primeiras motos terão direito a abastecer 5 litros de gasolina. O litro da gasolina será vendido por R$ 3,50. Serão vendidos ao preço justo um total de 2.800 litros de gasolina.

Com a atividade, os petroleiros chamam a atenção para a politica de preços praticada pela Petrobrás, que ao adotar o Preço de Paridade Internacional (PPI), atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional, o que está levando aos aumentos constantes dos preços dos derivados de petróleo, como o diesel, gasolina e gás de cozinha.

O diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, explica que o valor R$ 3,09 para o diesel e o de R$3,50 para a gasolina foram definidos a partir de um estudo elaborado por técnicos e economistas contratados pela entidade sindical. “Eles estudaram os preços e custos da Petrobrás para poder encontrar um preço que garanta lucratividade à empresa que produz o diesel, gasolina e gás de cozinha, ao distribuidor e ao revendedor e não penalize a sociedade. Então, hoje, o preço justo da gasolina seria em torno de R$3,50, o do diesel a R$ 3,09 e o do botijão de gás de cozinha, R$ 45,00”.

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Publicado em Sistema Petrobrás
Convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais, o Dia Nacional de Luta desta quinta-feira, 04, em defesa das estatais, do serviço público e contra a reforma administrativa, terá ações solidárias por todo o país, com venda subsidiada de combustíveis. As mobilizações são puxadas pela FUP e por seus sindicatos, que desde novembro de 2019 realizam esta forma de protesto, mostrando para a população que é possível o país ter gasolina, diesel e gás de cozinha comercializados a preços justos. Os petroleiros vêm fazedo esse diálogo com a sociedade desde que a gestão da Petrobrás alterou em 2016, no governo Temer, a política de preços dos derivados de petróleo, passando a reajustar os produtos nas refinarias, com base no Preço de Paridade de Importação (PPI)

[Com informações da CUT]

Na quinta-feira (4), a CUT, confederações e sindicatos filiados farão uma ação solidária em várias cidades do país para demonstrar, na prática, como os preços dos combustíveis poderiam ser mais baratos não fosse a política da Petrobras de acompanhar os preços de importação. Além de cobrar o preço internacional é acrescido o custo do transporte e seguro até vir para o Brasil. Em parceria com movimentos sociais e associações de moradores, serão distribuídos cupons de desconto para a aquisição de botijões de gás com preço inferior ao praticado no mercado – que em muitos locais do país chega a R$ 120,00.

A campanha tem como foco conscientizar a população sobre os impactos sociais da política de preços das Petrobras que tem penalizado os trabalhadores brasileiros. Nesta terça-feira (2), a estatal anunciou mais um aumento de cerca de 5% nos preços. É o terceiro do ano para o gás de cozinha, quarto do ano para o diesel e quinto aumento da gasolina em 2021.

Mais do que denunciar o alto custo dos combustíveis, como o gás de cozinha, a gasolina e o diesel, sindicalistas vão explicar que é possível vender mais barato e, do próprio bolso, vão subsidiar esses produtos para a população, vendendo pelo o que deveria ser o preço justo. A ação já foi realizada com sucesso em outras ocasiões quando a Federação Única dos Petroleiros (FUP) subsidiou descontos aos consumidores, para a compra de gasolina e diesel.

“O Brasil tem petróleo suficiente para o consumo interno e até sobra pra exportar e temos refinarias da Petrobras pra refinar esse petróleo. O custo da empresa é em real. Por que cobrar em dólar da população?”, questiona o secretário de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, que também é trabalhador petroleiro.

De acordo com o dirigente, o brasileiro não tem que pagar no combustível o mesmo preço de países que não têm uma gota de petróleo e nem refinarias. “Essa política de preços tem que mudar. O combustível tem que baixar ou o Brasil vai parar! Preço justo nos combustíveis é urgente e necessário!”, diz Roni Barbosa.

Quem mais sofre com os aumentos é a população mais pobre. “Trabalhadores assalariados, nas periferias, desempregados, aqueles que contavam com auxílio emergencial para sobreviver durante a pandemia, são as principais vítimas dessa política. Não têm como comprar um botijão de gás para poder cozinhar o pouco que conseguem comprar de alimentos, que também estão cada vez mais caros”, diz o secretário de Relações do Trabalho da CUT, Ari Aloraldo do Nascimento.

Ele explica que a ação solidária da CUT e da FUP vai provar à toda sociedade que é possível praticar preços mais acessíveis à população.  “Será um dia de diálogo com os trabalhadores para retratar o que está acontecendo em nosso país, sobre o que pode mudar e sobre a importância de todos estarem mobilizados contra esse governo que não tem nenhuma preocupação com os trabalhadores mais pobres”, diz Ari.

Em defesa das estatais e do serviço público

A ação faz parte do Dia Nacional de Mobilização, organizado pela CUT e demais centrais sindicais contra a política do governo Bolsonaro de redução do papel do Estado. As pautas incluem a defesa das empresas estatais que são estratégicas para o desenvolvimento do país, com geração de emprego e renda; defesa do serviço público que vem sendo sucateado desde o governo de Michel Temer (MDB-SP) e que agora sofre mais ataques com a proposta de reforma Administrativa; e luta pelo auxílio emergencial para garantir condições de sobrevivência àqueles que perderam sua renda durante a pandemia.

Num esforço de levar o diálogo à população, em especial nesses tempos de pandemia em que todos os cuidados com a contaminação devem ser rigorosamente seguidos, as entidades representativas do setor público e privado, ligadas à CUT, também se somarão, apoiando as ações, respeitando protocolos de segurança como distanciamento social e uso de máscaras. Bancários já têm ações programadas em vários locais, nas proximidades de postos BR, para além de conscientizar sobre os preços dos combustíveis, mostrar a importância e o papel social de bancos públicos como a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil (BB) para o desenvolvimento do país.

No último dia 25 de fevereiro, a CUT lançou uma campanha de mídia contra as privatizações, com peças que estão sendo veiculadas em rádios, TVs, sites, redes sociais e em grupos de WhatsApp.

A ação desta quinta-feira, 04/03, volta a unificar ramos do setor público e privado em um conjunto de ações para conscientizar a população contra os prejuízos que as privatizações representam, ampliando a mobilização e o diálogo com a classe trabalhadora.


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Publicado em Movimentos Sociais

O Sindipetro Bahia e os petroleiros dão início, nessa semana, a mais ações de venda de gasolina a preço justo. As atividades, que antecedem a greve da categoria, marcada para essa quinta-feira (18), acontecem nas cidades de Salvador e Alagoinhas.

O objetivo é mostrar à sociedade que é possível vender os derivados de petróleo a um preço justo, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

Veja onde acontecem e como vão funcionar as ações

Salvador – A ação vai acontecer na terça-feira (16), às 7h, no Posto Apache, no Dique do Tororó. Os 150 primeiros motoristas que chegarem ao posto vão poder abastecer seus veículos com 20 litros de gasolina pagando o preço justo de R$ 3,50 por litro. A ação beneficiará também os 50 primeiros motociclistas que vão ter o direito de abastecer suas motos com 5 litros de gasolina.

Alagoinhas – A ação será na quarta-feira (17), às 7h, no Posto Laguna, localizado na Avenida Dantas Bião. Os 120 primeiros carros vão poder abastecer 20 litros do combustível e as 50 primeiras motos que chegarem ao local, terão direito a abastecer 5 litros de gasolina. O litro da gasolina será vendido por R$ 3,50.

É importante ressaltar que se o consumidor quiser, por exemplo, encher o tanque do seu carro ou moto, pagará o preço justo do litro do combustível proposto pelo Sindipetro apenas para os 20 litros (veículo) e 5 litros (moto). Para o restante, o posto cobrará o valor aplicado nas bombas.

Com a atividade, os petroleiros também chamam a atenção para a politica de preços adotada pela Petrobrás e que segundo eles é a responsável pelos altos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha. “Ao adotar o Preço de Paridade de Importação (PPI), a Petrobrás atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional, ou seja, a estatal produz em real, mas vende em dólar para o povo brasileiro”, denuncia o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista.

O diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, alerta para as consequências da venda da Refinaria Landulpho, anunciada pela Petrobrás. “Os consumidores serão ainda mais atingidos, pois os preços dos combustíveis devem ficar ainda mais altos. E ainda será criado um monopólio regional privado e sem competitividade, como apontou estudo da PUC Rio ao analisar os efeitos da privatização das seis das oito refinarias colocadas à venda pela Petrobrás”.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), petroleiros estão disponibilizando 200 botijões por R$ 40,00 a famílias vítimas de enchentes

[Da imprensa do Sindipetro Unificado-SP | Foto: Eric Gonçalves]

Nesta terça-feira (2), o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) iniciaram a venda subsidiada de gás de cozinha em bairros periféricos da cidade de São Paulo (SP).

No total, serão distribuídos 200 botijões por R$ 40,00 a unidade, valor abaixo da média de R$ 76,99 que atualmente é praticado no município, de acordo com informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Leia também: Gás de cozinha subiu 21,9% nas refinarias da Petrobrás em 2020

Nesta manhã, já foram distribuídos 40 botijões na Ocupação Toca, no Parque Cocaia, na Zona Sul da capital paulista. No período da tarde, serão subsidiadas mais 20 unidades no Parque Grajaú e outras 20 na Ilha do Bororé.

Já na Zona Leste, ainda nesta terça-feira, a Vila Matarazzo receberá 65 botijões, a Vila Nova União mais 20 e o Itaim Paulista outros 15. Amanhã, quarta-feira (3), serão subsidiados os últimos 20 botijões no Jardim Selma.

De acordo com o coordenador regional do MAB, Diego Ortiz, parte dessas famílias sofreram historicamente com a construção de barragens para a canalização de rios e com enchentes sazonais.

“Desde o início do ano passado, o movimento tem atuado com populações atingidas pelas enchentes na cidade de São Paulo, em parte porque elas também são resultado da construção de barragens. Aqui na Zona Sul é o caso das barragens de Billings e Guarapiranga, e na Zona Leste é o caso do Rio Tietê”, explica Ortiz.

Tanto pela crise econômica, como pela crise sanitária, a vida dessas famílias está ficando cada vez mais complicada. Na época de chuvas, elas acabam perdendo tudo

DIEGO ORTIZ, COORDENADOR REGIONAL DO MAB

O militante ainda aponta que as enchentes são resultado de um processo de ocupação desordenada do território, feita a partir de uma política de exclusão de pessoas com menos poder aquisitivo das regiões centrais, somada a uma omissão do poder público em garantir as condições mínimas de moradia e sobrevivência.

“Tanto pela crise econômica, como pela crise sanitária, a vida dessas famílias está ficando cada vez mais complicada. Na época de chuvas, elas acabam perdendo tudo. Elas moram em regiões de morros ou várzeas, por terem sido expulsas das regiões centrais da cidade. Por isso, essas ações têm ajudado muito essas famílias a sobreviverem. Mas, para além disso, nós temos feito um processo de organização para cobrar a reparação integral do Estado, com a garantia de uma vida digna a todas essas famílias”, aponta Ortiz.

Política de preços

As atividades fazem parte de uma mobilização nacional dos sindicatos ligados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), que está sendo realizada em apoio à greve dos caminhoneiros. A principal denúncia está relacionada com os aumentos abusivos dos preços dos combustíveis que estão ocorrendo nos últimos anos.

Queremos mostrar como as ações do governo interferem diretamente no preço que a população paga pelos derivados de petróleo

GUSTAVO MARSAIOLI, DIRETOR DO SINDIPETRO-SP

Para o diretor do Sindipetro-SP, Gustavo Marsaioli, apesar das diferenças ideológicas com setores dos caminhoneiros, que são uma categoria diversa do ponto de vista organizativo, existe um consenso em relação à necessidade do Estado realizar um controle sobre o preço dos derivados de petróleo.

“Os combustíveis automotivos são bens essenciais e estratégicos que afetam a economia como um todo. No caso do gás, impacta diretamente a segurança alimentar da população. Por isso, fizemos essas ações para apoiar essa pauta levantada pelos caminhoneiros e, principalmente, mostrar para a população qual o preço justo que ela deveria estar pagando. Mais do que isso, queremos mostrar como as ações do governo interferem diretamente no preço que a população paga pelos derivados de petróleo”, afirma Marsaioli.

De acordo com a categoria, esses reajustes são resultado da política adotada pela Petrobrás a partir de 2016, com a ascensão de Michel Temer (MDB) à presidência, e continuada posteriormente no governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Desde então, a estatal tem praticado o Preço de Paridade de Importação (PPI), que vincula o valor cobrado pelos combustíveis às oscilações do barril de petróleo no mercado internacional, do dólar e dos custos de importação.

Devido a essa diretriz, a Petrobrás passou a realizar reajustes constantes no preço dos derivados. Entre julho de 2017 e janeiro de 2021, de acordo com levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o gás de cozinha aumentou 130%, a gasolina 59% e o diesel 42% nas refinarias.

Publicado em Sistema Petrobrás

Na segunda-feira (1/02), diretores do Sindipetro Bahia vão realizar duas ações em apoio à greve dos caminhoneiros anunciada para essa data. As ações fazem parte de uma série de atividades que estão sendo desenvolvidas, em nível nacional, pela categoria petroleira com o propósito de denunciar a politica de preços adotada pela atual gestão da Petrobras e que tem levado aos aumentos abusivos dos preços dos combustíveis e gás de cozinha.

Em Salvador, as atividades acontecem no período da manhã: às 8h30 será realizada a ação da “Venda de Gás a Preço Justo”, quando serão vendidos 200 botijões de gás de cozinha de 13 kilos a famílias carentes, em um bairro popular de Salvador, pelo valor de R$ 40,00.

Às 11h30, a ação acontece em um posto de combustível. Assim como o gás de cozinha, parte do preço do litro da gasolina também vai ser subsidiado pelo Sindipetro. O consumidor poderá pagar aproximadamente R$ 3,00 pelo litro desse combustível. O Sindipetro vai subsidiar o restante do valor até o limite de 20 litros por veículo e de 10 litros por moto. Serão distribuídos 100 tickets de 36 reais para os 100 primeiros veículos que abastecerem e 100 tickets de 18 reais para as 100 primeiras motos. A ação da entidade sindical proporcionará o desconto de R$ 1,80 por cada litro de gasolina, com a disponibilização de 1000 litros desse combustível.

“Consideramos que o valor de cerca de R$ 3,00 é um preço justo que a Petrobras poderia estar praticando para a sociedade se não tivesse feito a opção de internacionalizar os preços dos derivados de petróleo, favorecendo apenas os investidores e o mercado, em detrimento do povo brasileiro”, afirma o diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa.

As ações vão mostrar que é possível vender o gás de cozinha e a gasolina a um preço mais baixo do que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobras e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios.

Há pelo menos quatro anos (desde o governo Temer), os petroleiros através das suas entidades representativas como a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e Sindipetro Bahia, alertam para os prejuízos que a política de preços da gestão da estatal vem causando à população brasileira e da necessidade de mudança dessa política.

Caso seja concretizada a venda de oito das 13 refinarias da Petrobrás – entre elas a Refinaria Landulpho Alves, localizada no município de São Francisco do Conde, na Bahia – a situação tende a piorar.

Estudo da PUC Rio, que analisou os efeitos da privatização de seis das oito refinarias colocadas à venda pela direção da Petrobras: Refap (RS), Repar (PR), Regap (MG), RLAM (BA), RNEST (PE) e Reman (AM), apontou que a venda dessas refinarias vai abrir espaço e incentivar a criação de um oligopólio nacional e monopólios regionais privados e sem competitividade.

De acordo com os pesquisadores, a Rlam é uma das refinarias da estatal que tem potencial mais elevado para formação de monopólios regionais, o que pode aumentar ainda mais os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha, além do risco de desabastecimento, o que deixará o consumidor inseguro e refém de uma empresa privada.

Pautas em comum

O Sindipetro Bahia apoia a greve dos caminhoneiros, anunciada para a próxima segunda (1/02), por entender que uma vitória do movimento paredista dessa categoria, que reivindica, entre outras coisas, a redução dos preços dos derivados de petróleo, pode beneficiar toda a população brasileira.

Com algumas pautas e reivindicações similares, a luta dos petroleiros e caminhoneiros se converge em pontos que são de grande interesse da população brasileira: o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

Para o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista “ao produzir o combustível em real e vender em dólar, o governo Bolsonaro vem impondo severos sacrifícios à população em geral e a alguns segmentos que fazem parte de categorias específicas como os caminhoneiros que ao anunciar a greve reivindicam também o aumento da tabela do frete mínimo e direito a aposentadoria especial”.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

O Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e da Paraíba realiza na manhã da próxima segunda-feira, 1 de fevereiro, dois atos de solidariedade na Região Metropolitana do Recife.

O primeiro acontece no bairro de Prazeres, Jaboatão dos Guararapes, em um posto de combustível, nas margens da BR101, a partir das 6 horas da manhã.Os p etroleiros, juntos à campanha “Mãos Solidárias/Periferia Viva", promovem um café-da-manhã junto aos caminhoneiros, em solidariedade à greve desta categoria que está prevista para iniciar neste dia.

Depois, às 11h, os sindicalistas e movimentos seguem para a Comunidade do Papelão, localizada no bairro de São José, atrás da Estação Recife, onde serão entregues 50 botijões de gás de cozinha para famílias que moram na comunidade.

CONTATOS:

Rogério Almeida (Coordenador Geral Sindipetro PE/PB): 98759-3801
Sinésio Pontes (Diretor de Comunicação Sindipetro PE/PB): 99687-7314
Diego Liberalino (Diretor adjunto de Comunicação Sindipetro PE/PB): 98997-7016
Luiz Lourenzon (membro diretor da FUP e Diretor Adm Sindipetro PE/PB): 98759-3800
Paulo Mansan (Coordenador estadual do MST): 99855-3121

[Via Sindipetro-PE/PB]

Publicado em SINDIPETRO-PE/PB

O Sindipetro-RS, em apoio a greve dos caminhoneiros, anunciada para a próxima segunda-feira (01/02), vai promover mais uma edição da campanha "Gás a preço a Justo". Serão subsidiados, pela metade do preço, 100 botijões de gás de cozinha de 13kg, vendidos à população no valor de R$ 35. A ação será às 17h, no centro de Esteio, na Avenida Padre Claret, esquina com a rua Passo Fundo. No mesmo dia, na parte da manhã (7h30), será realizado um Ato em frente à Refinaria. Em caso de chuva, o evento será transferido.

O objetivo da campanha é mostrar que é possível vender o gás de cozinha a um preço mais baixo do que está sendo praticado hoje no mercado, levando-se em consideração o custo de produção nacional, mantendo o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos impostos dos estados e municípios. A ação acontece em vários estados brasileiros, nas bases da FUP.

Saída da Petrobrás no RS vai piorar a situação

Com o anúncio da venda da REFAP, em Canoas, e seus terminais e oleodutos, toda a sociedade gaúcha perde. Além da redução na arrecadação dos repasses de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) para o estado, o preço do combustível e gás de cozinha vai aumentar para o consumidor.

A venda da REFAP nada mais é do que a privatização do mercado de boa parte da região sul, pois a refinaria atende o Rio Grande do Sul e parte de Santa Catariana e é esse mercado que estará sendo entregue ao monopólio privado. A atual política de preços (paridade internacional), implementada em 2016, só elevou os preços dos combustíveis. Desta forma, a privatização da REFAP não vai gerar concorrência e deixará o povo gaúcho refém das especulações em torno do petróleo e do dólar.

Com algumas pautas e reivindicações similares, a luta dos petroleiros e caminhoneiros se converge em pontos que são de grande interesse da população brasileira: o fim do Preço de Paridade de Importação (PPI) adotado pela Petrobras, que atrela os preços dos combustíveis no Brasil ao valor do barril de petróleo no mercado internacional e o cancelamento da venda das refinarias da estatal.

[Da imprensa do Sindipetro-RS]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.