Em resposta à notícia veiculada pelo Jornal GGN, e compartilhada pela FUP, de que o acervo da biblioteca da Universidade Petrobrás (UP), no Rio de Janeiro, estaria sendo destruído pela atual gestão, a empresa divulgou entre os trabalhadores a seguinte nota:

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

A Petrobras mantinha uma biblioteca e uma área sobre conhecimentos geológicos dentro da Universidade Petrobrás (UP), no Rio de Janeiro, mas esse espaço está sendo destruído pela atual gestão da empresa. A informação foi passada ao Jornal GGN, do jornalista Luis Nassiff. 

Nesta semana, trabalhadores da UP foram abordados por alguns homens avisando a eles que retirassem o que quisessem, porque todo o local seria destruído, incluindo o acervo de painéis com registros de pesquisas.

Tivemos conhecimento que livros foram triturados e que estão circulando boatos de que a orientação é desativar todas as bibliotecas da estatal.

“Lembram nazifascistas queimando livros”, comentou a fonte ao Jornal GGN.

A UP, até pouco tempo atrás, era um espaço de excelência na formação e atualização de profissionais do Sistema Perobrás e intercambistas de outras universidades.

Leia a reportagem feita em 2012 pela Revista Exame:

A máquina de treinar gente da Petrobras

[FUP, com informações do Jornal GGN]

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Relembre os clássicos “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, e “1984”, de George Orwell. Como seriam as universidades nessas sociedades?

Muito provavelmente a produção do saber se limitaria aos objetivos pragmáticos imediatos, gerida pela empobrecida “razão instrumental”, aquele arremedo de razão que combatemos a cada dia, e que conduz da mesa do pesquisador aos centros de extermínio, em linha reta e acrítica, contra a qual nos alertou Adorno.

E, claro, na construção dos consensos indispensáveis à dominação social, as universidades distópicas ensinariam que não só descendemos de Adão e Eva, como que a Terra, plana, por suposto, é o centro do Universo.

Pois bem...

Muitos ainda não tiveram a devida percepção do movimento anti-intelectual que se apossou do Poder, em vitória muito mais significativa do que a meramente eleitoral, na medida em que predominantemente ideológica.

Outros, supostamente “realistas”, tentam se adaptar à linguagem do diálogo anti-intelectual – quase um oxímoro – em grotescos esforços de capitulação pela preservação de bolhas, ou nichos.

No dia 12 de fevereiro deste congestionado 19, o boletim de serviços da Universidade Federal Fluminense publicou portaria do Reitor a criar uma “assessoria” responsável pela “articulação” e “cooperação” entre a UFF e as Forças Armadas.

Questionado pela associação de docentes, o Magnífico naturalizou seu gesto e, num bom momento do realismo fantástico latino-americano, assumiu sua morte política ao declarar que a intervenção militar na universidade só ocorreria “por cima de seu cadáver”.

É triste. Em tempos outros a ingerência da “força”, armada ou não, na produção do “saber”, contou com reações prontas, que se inscreveram na história por transcender o raso formalismo.

O Reitor poderia ter lembrado a lendária fala de Miguel de Unamuno, na Salamanca de 1936: “Vencer não é convencer. Para convencer há que persuadir, e para persuadir necessitaríeis de algo que vos falta: razão e direito na luta”.

Poderia, também, limitando-se a Pindorama, rememorar o não menos homérico dito de Pedro Calmon, ao barrar as investidas da meganhada, na ditadura anterior: “...entrar na Universidade só através de vestibular".

Não o fez. Em lugar de reverenciar Pedro Calmon, o Reitor preferiu a invocação finória do mesmo dito por Dias Toffoli, que condenou as ações fascistas do Judiciário contra as universidades, porém convenientemente a destempo, como bem calha a quem trabalha, na presidência do STF, com o bafo quente de um general à nuca.

Talvez o Reitor espere que a intromissão da “força” no “saber” se limite à antessala. Neste caso lhe seria útil a breve leitura do genial conto “Casa Tomada”, de Cortázar. Quem sabe, ali, descobrisse que as intenções da “força” vão além?

Vão além porque à “força” não basta escorraçar pretos e pobres para fora da universidade. Este era o modesto programa de Temer, que declaradamente pretendia retroceder 20 anos em 2. À Ditadura Nacional-Bocialista importa não só retroceder 50 anos – tal como Temer, o Grande Líder explicitou a intenção – como sequestrar o futuro.

Seja como for, a realidade se sobrepôs ao Reitor. Dois dias após publicar sua portaria, o pedestre Moro, em reunião com o iletrado colombiano, desenhou a “Lava a Jato da Educação”, anunciada aos quatro ventos pelo chefe da milícia.

A porta da antessala foi cortesmente aberta, e a “força” adentrou o “saber” mediante polido convite. Mas todas as outras portas serão arrombadas.

É provável, pois, que em meia geração, para além da “razão instrumental”, nossas universidades ensinem que não só descendemos de Adão e Eva, como que a Terra, plana, por suposto, é o centro do Universo.

 

Por Normando Rodrigues

Publicado em Política

Uma parceria inédita entre a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o Sindipetro-BA oferece aos petroleiros o Curso de Extensão de Formação em Direitos Humanos e Sociais, com inicio previsto para o dia 10 de julho. As aulas serão ministradas por professores da UFBA, quinzenalmente, aos sábados, das 08 às 12h, no PAF 1, localizado no bairro de Ondina. O curso tem carga horária de 60 horas.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas até5 de julho, através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone (71) 3034-9307 ou 9305. O candidato deve informar o seu nome completo, número do RG, categoria profissional (aposentado (a) ou nome da unidade em que trabalha), data de nascimento, nível de escolaridade, email, endereço completo e número do telefone.

Os interessados devem se apressar, pois a primeira turma terá apenas 40 vagas direcionadas aos trabalhadores da ativa e aposentados, associados ao Sindipetro. O requisito mínimo exigido é ensino médio incompleto.   

A abertura oficial do Curso será feita pelo Reitor da UFBA, professor João Carlos Salles Pires da Silva, no dia 10 de julho, sexta-feira, às 19h, no auditório do PAF 1. No sábado. 11 de julho, os alunos assistem à primeira aula.

Os alunos não terão custo financeiro, mas só receberão o Certificado de Conclusão, emitido pela UFBA, os que tiverem 75% de frequência às aulas. O conteúdo programático é bastante diversificado e atual, abordando conceitos e fundamentos de cidadania, modo de produção, Luta de Classes, Mais Valia, Alienação e ainda, os Direitos da Criança e do Adolescente e os direitos de lutas das mulheres, das pessoas negras e comunidade LGBT.

Serão abordados também temas como o trabalho no contexto da globalização, história dos partidos políticos e conceito de hegemonia, história dos movimentos sociais no Brasil e história do Sindicalismo: tipos de sindicalismo no Brasil, Estado, Sociedade e Democracia: políticas e conceitos, o papel da militância no século XXI, meio ambiente e produção de energia no Brasil, educação e ações afirmativas, questão agrária no Brasil e comunidades tradicionais, direitos à cidade e mobilidade.

A parceria com a UFBA foi possível graças à iniciativa do Setor de Formação do Sindipetro Bahia, que tem à frente os diretores George Árleo e Climério Reis (Mero), e que vem desenvolvendo um excelente trabalho visando a busca de conhecimento e formação da diretoria do sindicato e da categoria petroleira. O Pró-Reitor de Ensino de Graduação da UFBA, Penildon Silva Filho, elogiou a iniciativa do Sindipetro Bahia e garantiu  que, se houver uma grande procura por parte da categoria petroleira, novas Turmas poderão ser abertas. Ele afirmou ainda que “a Universidade tem um compromisso social com a informação” e que está muito satisfeito com esta parceria.

Fonte: Sindipetro-BA

Publicado em SINDIPETRO-BA

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram