Mais uma assembleia confirma o resultado que vem se desenhando na Bahia desde a semana passada, quando começaram as assembleias nas unidades da Petrobras no estado para avaliar a proposta intermediada pelo TST para o Acordo Coletivo de Trabalho e os indicativos da FUP e do Sindipetro, entre eles a aprovação de greve a partir da zero hora do dia 26/10.

Na manhã dessa quarta-feira (16), os trabalhadores da turma 5 e adm da RLAM e turma B e adm doTemadre aprovaram os indicativos da FUP e do Sindipetro Bahia,  decidindo pela greve em nível nacional, mas também local.

Estavam presentes mais de 400 trabalhadores. Destes, 67,15% votaram a favor dos indicativos da FUP, 28,50% votaram contra e 4,35% se abstiveram. Já em relação aos indicativos do Sindipetro, o resultado foi o seguinte: 54,83% foram a favor, 38,65% contra e 6,52% se abstiveram.

Com uma boa participação da categoria, a assembleia teve duração de cerca de 4 horas devido ao debate sobre os temas que iriam entrar em votação. Muitos trabalhadores pediram a palavra e fizeram defesa a favor e contra as propostas. Como em todas as assembleias, foram registradas as presenças de vários gerentes, alguns visivelmente constrangidos por estarem ali obedecendo ordens da empresa.

Na hora da votação houve uma separação espontânea feita pela própria categoria: de um lado ficaram aqueles que se posicionaram a favor dos indicativos da FUP e Sindipetro, que foi a maioria. Do outro lado, os que acabaram votando no indicativo da empresa.

As assembleias prosseguem até quinta-feira (17), quando  divulgaremos o resultado final.

Na Bahia, acontecem duas assembleias: uma para deliberar sobre os indicativos da FUP e outra sobre as propostas do Sindipetro. Veja abaixo:

Indicativos Sindipetro
• Deflagração de greve, a partir da zero hora do dia 26/10, pela garantia do emprego, manutenção dos postos de trabalho e da dignidade dos trabalhadores
• Autorizar a entidade sindical a notificar o empregador na forma da Lei.

Indicativos da FUP
• Rejeição da proposta apresentada pelo TST no dia 19/09;
• Aprovação dos itens encaminhados ao TST, em 26/09, como melhoria à proposta do Tribunal;
• Condicionar a assinatura da eventual aprovação das propostas às assinaturas dos acordos coletivos de trabalho das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados;
• Caso não ocorra negociação, greve a partir da zero hora do dia 26/10.

[Via Sindipetro Bahia]

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O Sindipetro-NF consolidou na noite de domingo os resultados parciais das assembleias da região que avaliam os indicativos da entidade sobre a Campanha Reivindicatória realizadas até o momento.

Nesta terça-feira, 15, o sindicato realiza pela manhã no Ginásio Juquinha, em Macaé, a assembleia com os trabalhadores das bases administrativas de Imbetiba, Imboassica, Edinc, Barra do Furado e Administrativo e Grupo D de Cabiunas. A entrada no ginásio será feita das 7h às 10h.

Em assembleias em todos os aeroportos, com troca de turma, petroleiros e petroleiras do Norte Fluminense puderam escolher com liberdade se aceitam ou não a proposta da mediação do TST e, apesar de todo o terrorismo da empresa e do TST, aprovando também o início da greve para o dia 26/10.

Durante as assembleias, muitos trabalhadores e trabalhadoras, em razão do assédio e do terror da Petrobrás, manifestaram preocupação com a possibilidade de encerramento das garantias dos direitos previstos no ACT. No entendimento da assessoria jurídica do Sindipetro-NF e da FUP, a Petrobrás não pode reduzir direitos de modo unilateral.

Importante ressaltar que a categoria petroleira já votou em outras rodadas de votação a continuidade da negociação, porém a intransigência da Petrobrás faz com que seja necessária uma grande greve para demonstrar a insatisfação perante a retirada de direitos.

Assembleias continuam durante a semana

Além dos aeroportos, onde até dia 17/10 ocorrerão assembleias, os grupos de turno de Cabiunas e bases administrativas terão uma semana intensa.

Nesta segunda, 14, as assembleias começam às 7h* e continuam às 15h*, com os trabalhadores do grupo C e B de Cabiunas, respectivamente.

Na terça, 15, uma grande assembleia com petroleiros e petroleiras das bases de Imbetiba, Imboassica, Edinc, Barra do Furado, além do HA e Grupo D de Cabiunas, terá início às 7h (com fechamento dos portões às 10h) no ginásio do Juquinha.

Já no dia 16, a categoria de Campos e região poderá participar da assembleia na sede do Sindicato em Campos às 10h, e às 23h* o grupo A de Cabiunas.

No dia 17, último dia de votação, às 7h*, o grupo E de Cabiunas fechará o calendário de assembleias.

*Para garantir a segurança e o conforto dos trabalhadores dos grupos de turno, as assembleias serão realizadas na sede do sindicato, em Macaé.

Confira o resultado parcial:

  A favor Contra Abstenção
01 – Rejeição da proposta apresentada pelo TST no dia 19/09. 95,17% 2,90% 1,93%
02 – Aprovação dos itens encaminhados ao TST, em 26/09, como melhoria à proposta do Tribunal. 97,83% 0,72% 1,45%
03 – Condicionar a assinatura da eventual aprovação das propostas às assinaturas dos acordos coletivos de trabalho das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados. 94,69% 0,48% 4,83%
04 – Caso não ocorra negociação, greve a partir do zero hora do dia 26/10. 86,32% 4,25% 9,43%

[Via Sindipetro-NF \ Foto: Arquivo NF ]

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A proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada pela vice-presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST) está sendo rejeitada nas bases da FUP, de norte a sul do país.

Para aqueles que ainda têm dúvidas do está em jogo nesta campanha reivindicatória, o diretor da FUP, Alexandre Finamori, petroleiro da Regap e diretor do Sindipetro Minas Gerais, elencou 10 motivos para que a proposta seja rejeitada pela categoria:

1 - Não existem motivos econômicos para a Petrobras rebaixar salários e retirar direitos

✓ Comparada com outras petrolíferas do seu porte, a Petrobrás possui a menor remuneração média de seus trabalhadores, além de ter sido a empresa que mais reduziu custos com remuneração nos últimos anos (12%);

✓ Em 2019, a Petrobrás destinou cerca de R$ 1 bilhão em bônus para um grupo seleto de trabalhadores por meio do Programa de Remuneração Variável (PRVE);

✓ Em 2018, a Petrobrás registrou lucro líquido de R$ 25,7 bilhões. No primeiro semestre de 2019, a estatal já acumula um lucro de R$ 41,4 bilhões.

✓ Neste ano, a Petrobrás já distribuiu dividendos no valor total de R$ 2,6 bilhões aos seus acionistas;

✓ O novo diretor de Transformação Digital e Inovação da Petrobrás custará até R$ 1,9 milhão em 5 meses. Somando os salários dos demais diretores e conselheiros, o valor alcança R$ 34,21 milhões em 12 meses.

✓ Se optasse por reajustar o salário da categoria petroleira pelo INPC, a Petrobrás desembolsaria R$ 526 milhões - cerca de 50% do valor distribuído no PRVE e 20% do montante recebido pelos acionistas.

2 - Querem reduzir a remuneração fixa e nos colocar para competir pela remuneração variável.

✓ O fim da PLR, o reajuste salarial abaixo da inflação e a aplicação de programas de remuneração variável (PRVE) fazem parte de um mesmo plano: retirar parte da massa salarial de todos os trabalhadores para a garantir o bônus de uma minoria.

3 - Não existe uma minuta de Acordo para ser avaliada, apenas uma intenção de ACT.

✓ Não existe um documento detalhando o novo Acordo Coletivo para a devida análise jurídica e política dos sindicatos.

✓ A Petrobrás tem colocado pressão sobre seus trabalhadores para que aprovem a proposta do TST, mas a empresa ainda não oficializou se aceita ou não.

4 - A proposta do TST é válida apenas para os trabalhadores da holding.

✓ A vice-presidência do TST já deixou claro que a atual proposta de ACT não se estende às subsidiárias e demais empresas do sistema Petrobrás, como Transpetro, TBG, PBio e Araucária Nitrogenados.

5 - A empresa não apresentou boa fé negocial.

✓ Durante todo o processo negocial, a gestão da empresa tem desrespeitado seus trabalhadores, promovendo um clima de terror e medo na categoria;

✓ Durante o processo de negociação, inclusive ao longo da mediação com o TST, a Petrobrás se negou a participar de reuniões bilaterais com os sindicatos; anunciou o rebaixamento de direitos para o previsto na CLT; implementou acordos individuais; e promoveu uma série de graves atitudes antissindicais nas assembleias;

✓ Durante toda a campanha reivindicatória, a Petrobrás anunciou a desmobilização de trabalhadores e programas de demissão voluntária; anunciou o fechamento de unidades; e prosseguiu com processo de venda de ativos, como refinarias, campos terrestres e marítimos.

6 - A proposta do TST é válida apenas por um ano.

✓ Em um contexto de governo hostil aos trabalhadores, com o avanço das privatizações e pressão sobre os direitos da categoria, a validade do acordo por 2 anos daria uma maior segurança aos trabalhadores durante esse período tão sombrio.

7 - O aumento da AMS é inviável para os aposentados.

✓ Tradicionalmente, o reajuste da AMS é feito pelo INPC (3,6% nos últimos 12 meses). Porém, na proposta do TST, o reajuste seria feito pelo índica de Variação do Custo Médico Hospitalar - VCMH (17,3% em 2018) . Se isso for aprovado, vai encarecer a AMS - o que afeta especialmente a vida financeira dos aposentados, que já tem sido tão penalizados com as cobranças do equacionamento injusto aplicado pela Petros.

8 - A proposta mantém ataques aos trabalhadores de regimes especiais.

✓ Além de sofrerem com a precarização das condições de trabalho, há um intenso ataque sobre os direitos desse grupo.

✓ Destacam-se a implantação do banco de horas; a redução da hora extra feriado e troca de turno; e a extinção do adicional do Estado do Amazonas.

9 - Esse ACT não é apenas seu.

✓ O atual acordo é um patrimônio coletivo de categoria, fruto de décadas de luta e resistência. Enfrentar o desmonte dos nossos direitos é também honrar o legado de uma referência para a classe trabalhadora brasileira.

✓ Se esses 9 motivos não foram suficientes para te convencer, vale a pena refletir sobre nosso último ponto:

10 - Defenda seu emprego!

✓ No contexto de fechamento de unidades, privatizações e precarização das condições de trabalho, precisamos lutar por dois motivos essenciais: nossos empregos e nossa segurança.

✓ Está clara a intenção do governo Bolsonaro e da atual gestão da empresa: querem privatizar tudo! Você já está à venda - talvez você só não foi avisado disso.

✓ Aceitar uma proposta de ACT rebaixada, que não se justifica tecnicamente, é sinalizar que nossa categoria não está disposta a lutar. Isso vale não só para o ACT, como também para a defesa da Petrobrás integrada, forte e estatal.

✓ Precisamos rejeitar a proposta, cobrar que nossos direitos sejam mantidos e mostrar que os trabalhadores e trabalhadoras da Petrobrás estão organizados e prontos para defender essa empresa tão importante para o Brasil. Hoje são alguns direitos, amanhã poderá ser seu emprego!

 Defender o ACT é defender a Petrobrás!

 

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Sexta, 11 Outubro 2019 12:02

O que garante a data base?

O assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues, faz esclarecimentos sobre  o protesto judicial para manutenção da data base e alerta sobre os riscos que essa medida implica para os trabalhadores:

Com o conflito coletivo dos empregados da Petrobrás em grave momento, é natural que surjam expectativas de "salvações jurídicas" que, num piscar de olhos, solucionarão todos os problemas da humanidade, de frieira ao Acordo Coletivo, passando por dor de barriga e calvície.

Muitos receberam com esse espírito a ideia do "Protesto Para Manutenção de Data-Base". Vamos dar uma olhada?

TUDO COMEÇOU COM O DISSÍDIO

De 1943 a 2005 os patrões, ou os empregados, podiam submeter aos tribunais do trabalho o "Dissídio Coletivo", para que, não havendo acordo, a Justiça julgasse, cláusula a cláusula, o direito que ficaria, e o que não ficaria, na norma da categoria.

Foi assim, por exemplo, que em 1991 o TST suprimiu dos empregados da Petrobrás a cláusula de "Garantia de Emprego", a pedido do governo Collor.

O Dissídio sempre significou renunciar à negociação coletiva, à capacidade de os empregados construírem seus próprios direitos, graças à sua organização. Por isso, os empregados da Petrobrás NUNCA ajuizaram Dissídio no TST, em lugar da negociação coletiva.

E O PROTESTO?

A CLT prevê que, para manter a data-base, o dissídio deve ser ajuizado no prazo de 60 dias antes do fim da vigência do Acordo Coletivo. No exemplo dos empregados da Petrobrás, como o ACT venceu em 31 de agosto, o dissídio deveria ser proposto entre 1° de julho e aquela data.

Isso está no Artigo 616, § 3º:

"Havendo convenção, acordo ou sentença normativa em vigor, o dissídio coletivo deverá ser instaurado dentro dos 60 (sessenta) dias anteriores ao respectivo termo final, para que o novo instrumento possa ter vigência no dia imediato a esse termo."

É daí que vem o "protesto". Com ele se faz uma espécie de substituição do dissídio  coletivo, como se o sindicato registrasse o seguinte:

"Não entro com o dissídio no prazo da CLT porque estou negociando, e preciso de mais tempo. Mas quero garantir a data base".

QUAL O PROBLEMA DO PROTESTO?

A grande limitação é que o protesto só garante a data-base SE... depois você ajuizar o Dissídio!

Vejam os dois cenários:

- Caso o conflito seja resolvido por negociação, esta é que definirá se o novo ACT retroagirá, ou não, independentemente de qualquer "protesto";

- Se o conflito não for resolvido pela negociação, o protesto só servirá se os trabalhadores ajuizarem o dissídio; MAS, com isso, estarão delegando a definição de todas as regras de sua vida profissional para a Justiça do Trabalho!

Esta é a questão!

Vale tanto a pena assim, garantir a retroatividade, com um dissídio, e nesse dissídio o Judiciário retirar seus direitos?

O QUE A FUP FEZ?

A FUP fez o mesmo de sempre, como em todas as negociações coletivas anteriores, desde 1991:

Exatamente com o mesmo sentido, e validade jurídica, do "Protesto", a FUP apresentou seu tradicional "Termo Preliminar de Manutenção de Data-base", em 15 de maio de 2019, junto com a Pauta de Reivindicações.

Normando Rodrigues, assessor jurídico da FUP

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Na terça-feira (8) aconteceu a primeira das assembleias para rejeição da proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e aprovação da greve. A partir das 9h30, na sede do Sindipetro/MG, cerca de 330 petroleiros do G3 e HA compareceram para votar. Vários trabalhadores tomaram a palavra para relembrar a importância da união e de defender os empregos conquistados na estatal. “Quem se interpuser entre nós, trabalhadores da base, e nossos empregos, será derrubado”, ressaltou um dos petroleiros.

O coordenador-geral Anselmo Braga, afirmou que “nossa luta tem que ser breve, e nossa ideia é fazer greve junto com outras bases. Não vamos fugir disso”. Na assembleia, foram discutidos, além da rejeição, itens da proposta encaminhados pela FUP e seus sindicatos ao TST no dia 26 de setembro como pontos de melhoria: a vigência do Acordo Coletivo, a questão da AMS e das horas extras, a mensalidade sindical e a promoção de pleno para sênior.

Também deliberamos sobre o condicionamento da assinatura do ACT – em caso de aprovação da proposta – à assinatura dos acordos das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados, e o indicativo de greve a partir de 26 de outubro.

Na maior assembleia prevista para o estado de Minas Gerais, com a presença de forte contingente de gestores e reincidentes atitudes antissindicais por parte da empresa, a greve a partir do dia 26 foi aprovada por 150 votos. O indicativo de rejeição da proposta do TST, apresentada no dia 19 de setembro, também foi aprovado por 218 votos, assim como os demais pontos da pauta da assembleia.

“Minas deu seu recado de luta e resistência para a atual gestão da empresa. Esperamos que essa importante vitória da categoria incentive outras bases, para que rejeitemos essa proposta e façamos uma greve histórica em defesa dos nossos direitos”, afirmou o diretor do Sindipetro/MG e da FUP, Alexandre Finamori.

As assembleias seguem até a quinta-feira, 17 de outubro, e divulgaremos em breve os editais para Montes Claros e Juiz de Fora. Os outros dias e horários para saída da Regap estão na programação divulgada nas redes sociais e no edital de assembleias disponível no site.

[Via Sindipetro-MG]

Publicado em SINDIPETRO-MG

Após a realização de quatro das 21 sessões de assembleia previstas para avaliar os indicativos da FUP, a parcial nas bases do Paraná aponta que 84% dos participantes rejeitam a proposta de acordo apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho. 

Com relação ao segundo ponto de pauta, a aprovação dos itens encaminhados pela FUP ao TST como melhoria à proposta do tribunal, a prévia desta quinta-feira (10) apresenta que 92% dos votantes até agora concordaram com o item em discussão. 

Sobre o condicionamento da assinatura da eventual aprovação das propostas às assinaturas dos acordos coletivos de trabalho das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados, 89% dos votantes são favoráveis. 

Por último, a deflagração de greve a partir da zero hora do dia 26 de outubro caso não ocorra negociação está sendo aprovada por 79% dos petroleiros que participaram dessas quatro primeiras sessões de assembleia, realizadas na SIX (3) e Repar (1). 

As assembleias nas bases do Paraná e Santa Catarina continuam até o dia 21 de outubro.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Os sindicatos da FUP começaram esta semana as assembleias para que os trabalhadores do Sistema Petrobrás se posicionem sobre o Acordo Coletivo de Trabalho.

É o momento dos petroleiros definirem os rumos da campanha reivindicatória: mantêm a unidade da categoria e rejeitam os ataques da gestão Castello Branco ou permitem o desmonte de direitos e conquistas garantidos coletivamente pelos trabalhadores.  

As primeiras assembleias iniciadas na Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e em Minas Gerais estão reafirmando a unidade e a disposição de luta dos petroleiros.  Todos os indicativos da FUP estão sendo aprovados.

Como nas assembleias anteriores, as gerências da Petrobrás estão assediando vergonhosamente os trabalhadores, mas a categoria não está se deixando intimidar. Na Bahia, teve gerente que se sujeitou até a contar os votos um a um, disputando a assembleia com o Sindipetro. Os petroleiros responderam aprovando todos os indicativos da FUP.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, ressalta a importância da unidade da categoria nesse momento que é decisivo para o futuro dos petroleiros e de suas famílias:

“A palavra coragem significa o coração que age. Não podemos aceitar o assédio que a Petrobrás está cometendo sobre os trabalhadores. Não podemos aceitar que a empresa retire direitos históricos da categoria, nem segregue os trabalhadores das subsidiárias, como quer fazer. Vote com coragem e diga não ao assédio”. 

Indicativos da FUP: 

> Rejeição da proposta de Acordo apresentada pelo TST no dia 19/09

> Aprovação dos itens encaminhados pela FUP ao TST, em 26/09, como melhoria à proposta do Tribunal

> Condicionar a assinatura da eventual aprovação das propostas às assinaturas dos acordos coletivos de trabalho das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados

> Caso não ocorra negociação, greve a partir do zero hora do dia 26/10 


Veja aqui a proposta de Acordo apresentada pelo TST no dia 19/09

Veja aqui o documento com os itens encaminhados pela FUP ao TST em 26/09


Calendário das assembleias nas bases da FUP:

Sindipetro Amazonas- de 14 a 17/10

Sindipetro Rio Grande do Norte – de 08 a 17/10

Sindipetro Ceará/Piauí – de 11 a 16/10

Sindipetro Pernambuco/Paraíba – de 10 a 17/10

Sindipetro Bahia – de 07 a 17/10

Sindipetro Espírito Santo – de 08 a 11/10

Sindipetro Minas Gerais – de 08 a 17/10

Sindipetro Duque de Caxias – de 11 a 17/10

Sindipetro Norte Fluminense – de 10 a 17/10

Sindipetro Unificado de São Paulo – de 08 a 17/10

Sindipetro Paraná/Santa Catarina – de 09 a 21/10

Sindiquímica Paraná - 16/10

Sindipetro Rio Grande do Sul – de 10 a 17/10

  • rn
  • minas
  • es2
  • es
  • bahia

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Na Bahia, a categoria petroleira começou a semana rejeitando a proposta intermediada pelo TST para o Acordo Coletivo de Trabalho e aprovando a realização de greve a partir da zero hora do dia 26/10, caso não haja prosseguimento das negociações.

As assembleias, realizadas na base de Taquipe, foram marcadas pela grande presença de gerentes, que obedeciam ordens da atual gestão de Petrobrás, tentando, com suas presenças, intimidar a categoria.

Teve gerente que se sujeitou até ao papel de contar os votos um a um, tentando disputar a assembleia com a entidade sindical.

Mas a categoria não se deixou intimidar e votou, de forma coesa, a favor de todos os indicativos da FUP.

A direção da Petrobras está querendo medir forças com os sindicatos e os petroleiros para impor perdas de direitos e até demissões de concursados.

O momento é de avançar. Não podemos recuar. Vamos construir a greve unificada e deixar claro para a direção da Petrobrás que a categoria petroleira, acostumada a participar de grandes lutas, nãos e deixa intimidar.

Resultado da assembleia em Taquipe

139 votos a favor dos indicativos da FUP, 59 contra e 20 abstenções

Indicativos

• Rejeição da proposta apresentada pelo TST no dia 19/09;
• Aprovação dos itens encaminhados ao TST, em 26/09, como melhoria à proposta do Tribunal;
• Condicionar a assinatura da eventual aprovação das propostas às assinaturas dos acordos coletivos de trabalho das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados;
• Caso não ocorra negociação, greve a partir do zero hora do dia 26/10.

Clique aqui para ver o calendário de assembleias.

[Via Sindipetro-BA]

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Em resposta à manifestação feita pela FUP na terça-feira, 01, ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), solicitando a prorrogação do Acordo Coletivo de Trabalho até o dia 22 de outubro, prazo de finalização das assembleias, a Vice Presidência do Tribunal respondeu nesta quinta-feira, 03: 

"Primeiramente, registro que reputo relevante a iniciativa das entidades sindicais, salientando que tal postura indica boa vontade e disposição com a solução de consenso, respeito ao esforço que vem sendo empreendido por esta Vice-Presidência, bem como compromisso de defesa dos interesses da categoria da forma mais racional e eficiente".

"Por outro lado, entendo que não se pode ignorar as preocupações apresentadas, relacionadas à perda de vigência do ACT, não obstante todas as cautelas e medidas tomadas por esta Vice-Presidência, de modo a evitar que tal situação se consumasse".

"Assim, diante da relevância das preocupações apresentadas, determino a intimação da requerente para que avalie e informe a possibilidade de retomada da prorrogação do acordo coletivo de trabalho 2017 /2019 até o dia 22/10/2019, principalmente quanto à liberação dos dirigentes sindicais".

"Fixo o prazo de 24 (vinte e quatro) horas, diante da urgência da resposta".

Veja aqui os indicativos dados pelo Conselho Deliberativo da FUP às assembleias

 

 

 

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O Conselho Deliberativo da FUP, reunido nesta terça-feira, 01/10, em Curitiba, definiu pela realização de assembleias, a partir desta semana, para que os trabalhadores do Sistema Petrobrás avaliem a proposta de Acordo Coletivo apresentada pela Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST) no dia 19 de setembro.

Em documento encaminhado ao TST nesta terça, a FUP informa que as assembleias serão realizadas até o dia 22 de outubro e solicita que o atual Acordo Coletivo de Trabalho seja mantido até esta data.

Em vídeo dirigido à categoria, o coordenador da FUP, José Maria Rangel, alertou os petroleiros para que não se deixem pressionar pelo assédio das gerências da Petrobrás. “O trabalhador terá que escolher se caminhará ao lado de quem de fato defende os seus direitos ou com quem está servindo a esse governo que diz que nós temos que ter menos direitos para ter mais empregos”, alerta o petroleiro.

 

A FUP e seus sindicatos permanecem reunidos em Conselho Deliberativo até quarta-feira, 02, avaliando os próximos encaminhamentos em relação à campanha reivindicatória.

[FUP]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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