Na noite da quarta-feira, 30/10, a sede do Sindipetro Bahia, localizada no Jardim Baiano, em Nazaré, foi invadida e houve subtração de alguns objetos e documentos.

Em consequência desse fato, a sede da entidade sindical ficará fechada durante toda esta quinta-feira, 31/10, para a realização de perícia pela Polícia Civil e a devida apuração do fato ocorrido.

O Sindicato esclarece que o sistema de vigilância patrimonial foi acionado e as câmeras captaram, com nitidez, a imagem do invasor, já tendo todos os registros sido entregues à autoridade policial.

"Solicitamos a colaboração de todos para a identificação do invasor, até mesmo para que seja possível saber a real motivação do ato", destacou o sindicato.

A FUP se solidariza com os diretores e funcionários do Sindipetro Bahia e exige rigorosa apuração dos fatos.

Em nota, a CUT Bahia também repudiou o ataque sofrido pelo sindicato, cobrando a imediata apuração dos fatos e prisão dos culpados por subtração de objetos e documentos da entidade

“O SINDIPETRO BAHIA CONTINUARÁ SEU TRABALHO SEMPRE NA DEFESA DOS INTERESSES DA CATEGORIA E DE TODA SOCIEDADE, nada vai nos deter ou intimidar, nossa principal tarefa no momento é continuar defendendo a PETROBRÁS contra a privatização. Lutar e vencer a batalha pela sua permanência da estatal na Bahia junto com os empregos diretos e terceirizados. Não vamos parar de resistir e protestar, mesmo que isto esteja incomodando os traidores da pátria, destruidores de empregos, da economia, da democracia e da soberania nacional. Eles são os mesmos que têm interesses na entrega do maior símbolo e orgulho do país ao capital estrangeiro. O SINDIPETRO É DE LUTA E RESISTÊNCIA E A PETROBRÁS FICA NA BAHIA”, afirmou Cedro Silva, presidente da CUT Bahia.

Veja a abaixo  imagens do invasor captadas pela câmeras de segurança do Sindipetro:

 

 

Publicado em Movimentos Sociais

A Petrobras coletou mais de 200 toneladas de resíduos oleosos, ainda de origem misteriosa, que vêm atingindo praias do Nordeste desde o início de setembro, informou a companhia nesta quarta-feira.

A petroleira estatal mobilizou cerca de 1.700 agentes ambientais para limpeza das áreas impactadas na região e mais de 50 empregados para planejamento e execução da resposta às manchas, disse a empresa.

Segundo reportagem da Reuters, a Petrobras acionou cinco Centros de Defesa Ambiental (CDA) —instalações da empresa distribuídos pelo país para responder a emergências ambientais— e nove Centros de Resposta a Emergência.

“A Petrobras reforça que o óleo nas praias do Nordeste não tem origem nas operações da companhia e os custos das atividades de limpeza serão ressarcidos, conforme informado pelo Ibama”, comunicou a empresa à agência de notícias.

No domingo, 22, o Sindipetro-BA realizará um mutirão de limpeza das prais de Salvador atingidas pelo óleo. Segundo o sindicato, a ação "será também mais um ato em defesa da permanência da Petrobras na Bahia, chamando a atenção da sociedade para a responsabilidade social e ambiental, que sempre esteve entre as prioridades da Petrobrás enquanto empresa pública, mas que, agora, está sendo deixada de lado com a mudança de foco da atual gestão, que prioriza o lucro".

Identificadas desde 2 de setembro, as manchas de petróleo chegaram a todos Estados do Nordeste e já atingem 72 municípios e 167 localidades, segundo dados atualizados pelo órgão ambiental Ibama na noite de terça-feira.

O Ibama registrou avistamentos de ao menos 13 tartarugas marinhas mortas nas praias impactadas pelas manchas de óleo, de acordo com levantamento até segunda-feira.

O órgão ambiental confirmou que requisitou apoio da Petrobras para limpeza das praias. Já a investigação da origem das manchas de óleo é conduzida pela Marinha, enquanto a investigação criminal está sob responsabilidade da Polícia Federal.

O Ibama disse ainda que requisitou à Petrobras a disponibilização de barreiras de contenção para impedir que o óleo continue se espalhando, mas afirmou que a medida foi tomada “por precaução”, uma vez que avalia que o uso do equipamento “pode não alcançar a eficácia pretendida”.

“Nos casos em que o óleo derramado é de origem conhecida e sua dispersão é prevista, a instalação de barreiras em águas calmas é tecnicamente recomendável para proteger pontos sensíveis, como manguezais. Contudo, se os manguezais já estiverem oleados, a medida poderá provocar o efeito inverso e impedir a depuração natural do ambiente”, explicou.

Segundo o órgão ambiental, mais de 200 barreiras estão em Aracaju, no Sergipe, “à disposição de instituições com capacidade operacional para realizar sua instalação e manutenção”.

[Com informações da Reuters e do Sindipetro-BA]

Publicado em Petróleo

Uma semana de vitórias. Assim definem os petroleiros da Bahia ao se referirem à primeira semana de assembleias para avaliar a proposta intermediada pelo TST para o Acordo Coletivo de Trabalho e os indicativos da FUP e do Sindipetro, entre eles a aprovação de greve a partir da zero hora do dia 26/10.

As assembleias prosseguem até o dia 17/10 e até o momento a maioria da categoria vem aprovando os indicativos e mostrando disposição para dar inicio à greve em defesa dos direitos e empregos, que estão sendo ameaçados pela atual gestão da Petrobrás.

Na tarde da sexta-feira (11) foi a vez dos trabalhadores da Torre Pituba participarem da assembleia, aprovando os indicativos da FUP e rejeitando o do Sindipetro.

Já aconteceram assembleias nas unidades de Taquipe, Bálsamo, Imbé, Buracica, turma D do Temadre, Araças, Santiago, Transpetro Jequié e Itabuna, RLAM (turmas 1 e 4), turma C do Temadre, PBIO e Torre Pituba.

Na segunda (14) estão marcadas assembleias na FAFEN (UTE RA e BA1) – ADM e Turma E e na RLAM UTE-CF –Turma 3 e Temadre Turma A.

Assim como na maioria das assembleias, a presença do alto corpo gerencial da Petrobras não surtiu o efeito esperado pela direção da estatal. Os trabalhadores resistiram à pressão e votaram de acordo com suas consciências.

Na Bahia, acontecem duas assembleias: uma para deliberar sobre os indicativos da FUP e outra sobre as propostas do Sindipetro. Veja abaixo:


Indicativos Sindipetro

• Deflagração de greve, a partir da zero hora do dia 26/10, pela garantia do emprego, manutenção dos postos de trabalho e da dignidade dos trabalhadores
• Autorizar a entidade sindical a notificar o empregador na forma da Lei.

Indicativos da FUP

• Rejeição da proposta apresentada pelo TST no dia 19/09;
• Aprovação dos itens encaminhados ao TST, em 26/09, como melhoria à proposta do Tribunal;
• Condicionar a assinatura da eventual aprovação das propostas às assinaturas dos acordos coletivos de trabalho das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados;
• Caso não ocorra negociação, greve a partir da zero hora do dia 26/10.

Clique aqui para ver o calendário de assembleias.


[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

“PDV específico para o Torre Pituba (a ser criado até o final do mês de outubro/19) –  aposentadoria não será pré-requisito – ou Desligamento por solicitação do próprio empregado ou interesse da Empresa”. Essas são duas das resoluções do Recursos Humanos da Petrobrás divulgadas na manhã dessa terça-feira (24) para os funcionários da sede administrativa da empresa na Bahia.

Se o clima já era ruim no Torre Pituba, agora é péssimo, segundo relatos dos próprios trabalhadores, que se sentem pressionados e a cada dia mais angustiados com a situação.

Ao que tudo indica, a atual gestão da Petrobrás resolveu acelerar o processo de desmonte da empresa na Bahia, começando pelo Torre Pituba. Prova disto é o calendário com o plano para a desocupação do edifício com prazo até dezembro de 2019 para a transferência ou demissão da maior parte dos trabalhadores.

Além do PDV (para aposentados) e o PDV específico, a direção da Companhia oferece oficialmente o PDA –  Plano de Demissão Acordada – que, sob as regras da nova reforma trabalhista, dá ao trabalhador o “direito” de acordar sua demissão com a empresa, recebendo apenas  80% do saldo do FGTS. Nesse caso, a multa do empregador cai pela metade, tendo de pagar 20%. O trabalhador também não terá direito ao benefício do seguro desemprego, entre outras coisas.

Mais uma vez, a direção do Sindipetro Bahia orienta aos trabalhadores e trabalhadoras a não assinarem o PDV específico ou PDA. O Sindipetro está buscando soluções para esses problemas, pela via judicial, política e sindical. A categoria não está sozinha.

Os representantes do Sindipetro Bahia no Conselho Deliberativo da FUP, Jairo Batista, Deyvid Bacelar, Paulo César Martin e  Radiovaldo Costa, colocaram essa ameaça que ocorreu agora pela manhã para a direção da FUP e demais sindicatos, que estão reunidos no Rio de Janeiro.

A saída é coletiva

O ato em defesa da Petrobrás na Bahia, que aconteceu na segunda-feira (24), foi uma mostra da capacidade de mobilização da categoria e de como a união pode fazer toda a diferença em um momento como esse.

A frase “juntos somos mais fortes” nunca fez tanto sentido. O Sindipetro está fazendo a sua parte, mas de nada adiantará se a categoria não estiver disposta a ir para  a linha de frente, a sair às ruas para defender, não só os seus empregos e direitos, mas também a Petrobrás como empresa estatal, que deve permanecer na Bahia e nesse estado continuar gerando impostos e empregos para milhares de pessoas. Entendam: só há uma saída e ela é  coletiva.

[via Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

Enquanto a Petrobras nega a pretensão de encerrar as atividades na Bahia, o Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-BA) afirma que a empresa já até anunciou um Programa de Desligamento Voluntário (PDV). Segundo a entidade, o PDV foi apresentado na última sexta-feira (13) e visa atingir os trabalhadores de unidades como o prédio Torre Pituba, localizado no bairro do Itaigara, em Salvador. 

"Nós já tínhamos anunciado isso. A Petrobras tem uma lógica de mentir para a imprensa, tanto é que a cada movimento interno, ela desconstrói aquilo que tenta passar para a imprensa. Ou seja, ocorrerá sim demissões de trabalhadores terceirizados, de trabalhadores próprios e, naturalmente, essas demissões vão impactar a economia do estado", destaca Radiosvaldo Costa, diretor de Comunicação do sindicato, em entrevista ao Bahia Notícias. Ele foi um dos sindicalistas à frente do protesto realizado na manhã desta segunda-feira (16), em frente à Torre Pituba. 

Na ocasião, Costa disse que apenas os servidores concursados da empresa injetam cerca de R$ 80 milhões na economia baiana mensalmente. Dessa forma, o impacto do fechamento das unidades da Petrobras na Bahia acarretaria em perda de receita para o estado, além de aumentar o alto índice de desemprego - hoje em 17,3%, segundo dados do IBGE (saiba mais aqui) -, já que o caminho para os trabalhadores terceirizados seria a demissão. 

"Há uma tensão e um assédio sem precedentes na Petrobras sobre seus trabalhadores. Eles estão temerosos, tensos, abalados psicologicamente por conta de toda essa pressão, que hoje a própria direção da empresa promove. Os trabalhadores não querem ir para outros estados. A pessoas têm famílias aqui, questões pessoais que lhe impedem de ser transferidas, além de que o custo de vida é menor do que nos estados onde eles estão apresentando como alternativa, então tudo isso está abalando a força de trabalho", reforça o diretor. 

De acordo com Costa, na Bahia, há cerca de quatro mil trabalhadores concursados da Petrobras e cerca de 13 mil terceirizados, contratados por diversas empresas. Diante desse quadro, o Sindipetro deu início a uma trabalho de mobilização com a categoria, com a classe política e com demais membros da sociedade, a fim de demonstrar resistência à medida. Também diretor de Comunicação do sindicato, Luciomar Machado confirma um ato com movimentos sociais e entidades diversas por volta das 15h, no Hotel Fiesta, e uma reunião com trabalhadores do Conjunto Pituba, para discutir formas de enfrentar essa situação, às 16h, no mesmo local. 

PLANO DE DEMISSÕES

Documentos compartilhados pelo sindicalista com o BN exibem o plano divulgado pela empresa. De acordo com o documento, o "processo de desinvestimento" prevê três etapas: recrutamento interno, procedimento de desligamento por acordo (PDA) e o já citado Programa de Desligamento Voluntário (PDV) Específico. 

"Essas iniciativas estão alinhadas à estratégia da Petrobras de uma gestão ativa de portfólio. Nesse processo, comum a outras empresas de petróleo, a companhia está desinvestindo em alguns ativos e focando em outros mais alinhados com sua expertise, buscando assim o aumento da geração de valor e maior competitividade frente aos seus concorrentes", diz a empresa em nota publicada em seu site oficial. 

A Petrobras, no entanto, nega que com isso esteja encerrando de forma integral as atividades no estado. Ela informa que se trata de uma redução das operações no Nordeste, o que também ocorre em unidades de outras regiões (saiba mais aqui).

[Via Bahia Notícias]

Publicado em Sistema Petrobrás
Terça, 02 Junho 2015 13:17

Petroleiros fazem Congresso Estatuinte

No último domingo (31, foi aberto o Congresso Estatuinte dos petroleiros da Bahia. A mesa foi composta por André Araújo, José Lopes, Rosângela Maria, Henrique Crispim e Peu da CUT deu início à leitura do Regimento do Congresso Estatuinte, que fará a revisão do Estatuto da entidade, que foi elaborado em julho de 2011. O Congresso Estatuinte decorre da obediência ao artigo 102 do Estatuto Social de fundação da entidade, que determinou que no prazo máximo de seis meses da concessão do registro sindical, o mesmo deveria ser reformado em congresso específico.
 
Segundo o diretor e membro da comissão organizadora, André Araújo, a revisão aprimora os dispositivos estatutários para torná-lo menos burocrático, mais fácil de reger os destinos do sindicato e da categoria, racionalizando o processo eleitoral do Sindipetro Bahia, além de adequar o número de membros para as futuras chapas que disputarão as eleições sindicais.
 
Após aprovação do Regimento Interno será dado inicio à leitura, análise e aprovação do novo Estatuto que irá reger a entidade sindical. 
 
Fonte: Sindipetro-BA
Publicado em SINDIPETRO-BA

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram