Ação da União Solidária vai levar auxílio humanitário para 1,2 famílias de ocupação Vila Nova Esperança, em Campo Magro, região metropolitana de Curitiba. ABCP abre nova campanha de arrecadação junto à categoria petroleira. Faça sua doação!

[Da imprensa do Sindipetro PR e SC]

Em uma área de ocupação próxima à prefeitura de Campo Magro, município da região metropolitana de Curitiba, vivem 1200 famílias que comungam o sonho de uma vida melhor, com moradia digna. 

São pelo menos cinco mil pessoas em situação de vulnerabilidade social na Vila Nova Esperança, com aproximadamente 1600 crianças. Ajudar essa comunidade é a missão da próxima ação de solidariedade, que acontece no próximo dia 7. 

As entidades que compõem a União Solidária preparam a doação de cestas de alimentos, cargas de gás e equipamentos e materiais para a construção de uma padaria comunitária. 

Para concretizar essa ação, a solidariedade dos petroleiros é fundamental! A Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (ABCP) organiza mais uma campanha de arrecadação. A categoria tem até o dia 6 de setembro para fazer doações através de transferências bancárias (dados abaixo). Os valores arrecadados terão prestação de contas com ampla divulgação nos meios de comunicação do Sindipetro PR e SC. 

A meta da ABCP é conseguir arrecadar cargas de gás para suprir a padaria e cozinha comunitária pelo menos até o final do ano. 

Faça sua doação e ajude a transformar a vida das famílias da Vila Nova Esperança! 

:: Banco do Brasil

Agência: 5044-X

Conta Corrente: 371-9

CNPJ 80.043.045/0001-82 

:: Caixa Econômica Federal (CEF)

Agência: 0369

Conta Corrente: 00005048-4

CNPJ 80.043.045/0001-82 

Titular: Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina 

Quer saber mais sobre a Ocupação Vila Nova Esperança? Leia aqui a matéria sobre a visita na comunidade.

Publicado em Movimentos Sociais

Os trabalhadores da Falcão Bauer aprovaram a proposta do Acordo Coletivo de Trabalho 2019/2021 apresentada pela empresa.

A aprovação foi de 88% dos trabalhadores onshore e em 19 das 26 plataformas, que participaram das assembleias, finalizadas no início da tarde desta segunda-feira, 30.

A proposta garante abono de 2.55% referente a 2019 e soma 4.77% de 2020, o PLR continua com valor único, além de garantir o retroativo sobre o ticket de alimentação e refeição.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Publicado em Setor Privado

Ato denunciou a política de entrega do patrimônio público pelo governo Bolsonaro. Diretoria da refinaria quis intimidar trabalhadores acionando a PM e desviando ônibus de trabalhadores para participarem do ato

[Da redação da CUT |Foto: Roosevelt Cássio/Sindipetro-SJC]

A luta contra a entrega das refinarias brasileiras à iniciativa privada reuniu sindicatos de petroleiros de diferentes regiões do país na manhã desta quinta-feira (26), em frente à Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. 

Foi o segundo ato unificado contra a privatização e contra o avanço das terceirizações no sistema Petrobras. Um outro ato já havia sido realizado em Paulínia, na Replan.

Além dos trabalhadores da Revap, engrossaram o ato representantes dos sindicatos Unificado de SP, do litoral paulista e de São José dos Campos e Região, além de Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), ligada à CUT, e da FNP (Federação Nacional dos Petroleiros).

Secretário de Comunicação da CUT, o petroleiro Roni Barbosa participou do ato denunciando a política de Jair Bolsonaro (ex-PSL) e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, de destruição do patrimônio público brasileiro em benefício da iniciativa privada.

“Paulo Guedes, mancomunado com a gestão bolsonarista da Petrobras está tá entregando um patrimônio que não é deles, é um patrimônio do povo brasileiro”, disse o dirigente sobre as refinarias da Petrobras, mas que também vale para todas as outras estatais estratégicas para o desenvolvimento do Brasil, como a Eletrobras e os Correios.

“Precisamos reagir. Trabalhadores e trabalhadoras têm que reagir. E a população brasileira tem que vir conosco nessa luta em defesa do nosso patrimônio”, conclamou Roni Barbosa, ressaltando que a venda das refinarias prejudica o Brasil e os brasileiros, que já estão sofrendo com os sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis, problema que pode piorar.  

Ação sindical

A manifestação de trabalhadores ocorre em um momento em que outra unidade da companhia, a Refinaria Isaac Sabá (Reman), em Manaus, foi entregue à Atem’s Distribuidora de Petróleo, por US$ 189,5 milhões, valor que, segundo Roni Barbosa, representa apenas dois meses de faturamento da unidade.

Leia mais: FUP afirma que venda da Reman é mais um crime contra a população e o país

A Reman foi a segunda refinaria privatizada este ano. Em março, foi vendida a Refinaria Landulpho Alves (Rlam), da Bahia, para a Mubadala Capital, por US$ 1,65 bilhão.

Durante o ato da manhã desta quarta-feira, os sindicalistas ainda alertaram para a tentativa de opressão tanto da gestão da refinaria como da Policia Militar (PM) de SP, que enviou ao local de cinco viaturas e 20 policiais para, como costumam dizer as forças de segurança, ”manter a ordem pública”, ainda que em um movimento pacífico.

“Todo esse aparato da PM foi usado para acompanhar uma mera assembleia, com atraso na entrada dos trabalhadores. Isso demonstra o medo, o pavor que a gestão da empresa tem do poder de organização, mobilização e luta dos seus trabalhadores”, disse Roni Barbosa.

Ele afirma que essa situação deve servir como estímulo para que nas próximas paralisações e mobilizações, cada trabalhador convide seus colegas a aderirem

“Daqui pra frente, na próxima paralisação, cada um de nós tem que trazer mais três, mais quatro, mais cinco e quando estiverem todos aqui na frente da refinaria, não tem tropa de choque que tire os trabalhadores ou que os obrigue a trabalhar”, afirmou o dirigente.

Além de acionar a Polícia Militar, a diretoria da refinaria desviou a entrada dos ônibus com trabalhadores, em uma tentativa de prejudicar a realização do ato, que foi anunciado com antecedência, e assim impedir a atuação sindical para chamar esses trabalhadores a aderir aoo movimento.

Manifestações já estão sendo marcadas para os próximos dias, em outras unidades como a Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão, e a Refinaria de Capuava (Recap), em Mauá, ambas no estado de São Paulo.

Publicado em Sistema Petrobrás
Empreendimentos da Economia Solidária expõem seus produtos no próximo sábado (14), na sede do Sindipetro PR e SC, em Curitiba. Será a terceira edição da Feira da Vida
 
[Da imprensa do Sindipetro PR/SC] 

Produtos de qualidade e com a marca da solidariedade serão comercializados no estacionamento do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, no sábado (14), das 09h às 14h, em Curitiba. 

A 3ª edição da Feira da Vida voltará a reunir diversos empreendimentos ligados à economia solidária. Alimentos orgânicos, artesanato, decoração, fotografia, literatura, panificação e artigos naturais estarão à disposição do público. 

O objetivo da Feira da Vida é promover a responsabilidade social e o consumo consciente, contribuindo para o desenvolvimento das iniciativas de pequenos produtores e artesãos. 

A novidade desta vez será a opção de comprar os produtos da Feira sem sair de casa. A Rede Utopia, que reúne trabalhadores de serviços gerais, entregará as encomendas feitas por telefone ou Whatsapp. Para isso, basta entrar em contato com o Luis Pequeno (41 99711-1316).  

Cabe lembrar que o evento será ao ar livre e com o rígido respeito aos protocolos de segurança sanitária durante a pandemia, tal como o distanciamento social, fornecimento de álcool em gel, uso de máscaras e controle de público. 

Conheça os empreendimentos

 Rede de Padarias e Cozinhas Comunitárias Fermento na Massa: é composta em sua maioria por mulheres, garantindo geração de renda e empoderamento a elas. Produzem coletivamente diversos produtos artesanais como pães, bolachas, salgados. Além de bolos, salgadinhos, docinhos e artigos de festa, também atendem eventos.

► https://www.facebook.com/padariascomunitarias/

 Rede Copasol: promove agricultura familiar solidária e sustentável, integrando campo e cidade por meio do comércio justo do Empório Copasol. Trabalham com produtos orgânicos e convencionais, desde hortifrúti até laticínios, panificados e alguns alimentos processados, priorizando produtores locais, garantindo produtos de qualidade e de fácil acesso. Estará na feira represento a Copasol o projeto D' Amore - Alimentos orgânicos.

► https://www.facebook.com/emporiocopasol/

 Associação Feira Permanente: composta em sua maioria por mulheres, a Associação agrega vários grupos da economia solidária que atuam com artesanato, crochê e tricô, jardinagem e alimentação. Participam da Feira Permanente os projetos Pedacinho do Campo, Três Marias, As Arteiras, Colmeia das Artesãs e Mil Ideias.

► https://www.facebook.com/assfeirapermanente/

 Joka Madruga Fotografia: Lugar de foto é na parede! É o que pensa o fotógrafo profissional Joka Madruga, especialista em movimentos sociais e coberturas esportivas. Responsável por várias exposições fotográficas, extrai imagens artísticas de coberturas cotidianas.  

► https://www.instagram.com/jokamadruga/

Projeto Costurando Sonhos: coletivo composto por migrantes refugiados e brasileiros que produzem artesanato, costuras em geral, máscaras, uniformes para empresas, crochê, tricô e bordados. Estarão na feira representando esse coletivo os projetos Erva Doce Artesanato e Costura e Empreendimento Costurando Sonhos.

► https://www.costurandosonhosbrasil.com.br/

 Sabor y Salud: é um empreendimento familiar de 21 anos que vende sucos naturais. Inicialmente vendido no bairro onde começou, atualmente entregam em toda Curitiba. Levantam a bandeira da agroecologia, economia solidária e segurança alimentar. Seu objetivo é que mais pessoas tenham acesso a uma opção de bebida mais saudável que os refrigerantes e sucos processados.

► https://www.instagram.com/sabor.y.salud/

 Produtos da Terra PR: comercializa produtos hortifrutis orgânicos e cereais vindos de áreas da reformas agrária, como acampamentos e assentamentos, e de trabalhadores da agricultura familiar. A marca Produtos da Terra PR é gerida coletivamente pela CCA - Cooperativa Central da Reforma Agrária do Paraná e pelo empreendimento Sinergia Alimentos Saudáveis. É um dos projetos abarcados pela Rede Mandala - Rede Paranaense Campo-Cidade de Economia Solidária e tem como objetivo fortalecer o vínculo campo-cidade, conectando quem produz cooperativamente com quem consome conscientemente.

https://www.produtosdaterrapr.com.br/

 Rede Utopia: A Rede Utopia é mais um projeto que compõem a Rede Mandala. Nasceu da necessidade da união de forças para a vivência de experiências coletivas. Fazem parte os empreendimentos Sabor y Saúde e o Livreiro Maurício de Souza.

► https://www.instagram.com/redemandala/

 

Sindipetro PR/SC alerta que novos casos ainda podem surgir e que gestão da refinaria sonega informações sobre contaminações e mortes por Covid-19 

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC] 

Oficialmente, a parada de manutenção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, terminou no último dia 29, com a finalização do procedimento de partida da URE (Unidade de Recuperação de Enxofre). 

Iniciada em plena segunda onda da pandemia do coronavírus no Brasil, em meados de março, a parada adicionou mais dois mil trabalhadores à rotina de serviços da Repar. O Sindipetro Paraná e Santa Catarina foi contra a realização da manutenção industrial durante a crise sanitária e agiu em várias frentes para, senão impedir, ao menos mitigar os possíveis efeitos da decisão irresponsável dos gestores. A principal foi a deflagração de greve sanitária, entre os dias 12 e 16 de abril. 

O movimento não conseguiu barrar a parada, mas foi importante no sentido de forçar a empresa a adotar medidas mais rígidas no combate à disseminação do vírus. Testagem no início da jornada de trabalho, que antes era feita apenas no final; reforço na higienização das áreas comuns, como vestiários, copas e estações de trabalho; controle da quantidade de pessoas nos acessos aos espaços confinados; fornecimento de máscaras PFF2; e intensificação de orientações por meio da comunicação visual foram alguns dos protocolos adotados no período pós-greve sanitária. 

Os protocolos sanitários, sem dúvida, ajudaram a salvar vidas, mas infelizmente nem todas. Na última sexta-feira (30), o trabalhador capixaba Leandro de Carvalho da Rocha, de 51 anos, contratado pela empresa Método Potencial, foi a décima vítima de Covid-19 que atuou na parada da Repar. Deixou um casal de filhos, de 17 e 14 anos. 

As outras mortes foram de Rodrigo Germano, de 36 anos, em 22 de março; Marcos da Silva, de 39 anos, em 25 de março; Carlos Eduardo, de 45 anos, no dia 01 de abril; Valdir Duma, de 49 anos, em 14 de maio; Daniel Cristiano Müller, de 43 anos, em 15 de maio; Ernani Nunes, de 54 anos, em 01 de junho; Célio Alves da Cruz, de 55 anos, em 05 de junho; Luiz Carlos de Lemos, de 60 anos, em 23 de junho; e Alessandro Barbosa, de 41 anos, em 29 de julho.  

A parada de manutenção da Repar terminou, mas o número de mortes por Covid-19 ainda não está determinado. Podem surgir novos casos de eventuais internados ou até mesmo de pessoas que atuaram na manutenção, mas não foram contabilizados, pois a gestão jamais repassou informações sobre os números de contaminados ou falecidos, próprios ou contratados, ao Sindicato, em descumprimento ao acordo que colocou fim à greve sanitária, firmado no Ministério Público do Trabalho. Todos os casos registrados pelo Sindipetro PR e SC foram informados por companheiros de trabalho. 

O Sindipetro PR e SC alertou insistentemente a gestão da refinaria e os órgãos governamentais de saúde de que a parada poderia ser adiada ou ao menos ter seu prazo estendido para envolver menos equipes nos trabalhos. A postura do Sindicato sempre foi de que essencial mesmo é a vida.  

 

O 8º Congresso Regional Unificado dos Petroleiros e Petroquímicos do Paraná e Santa Catarina terá início nesta quarta-feira (07). Realizado integralmente de forma virtual, por medida de segurança sanitária neste período pandêmico, a cerimônia de abertura será aberta ao público em geral, com transmissão ao vivo pelas redes sociais do Sindipetro PR e SC (Youtube Facebook), a partir das 18h. 

Os presidentes das entidades promotoras, Alexandro Guilherme Jorge (Sindipetro) e Santiago Santos (Sindiquímica), fazem a abertura do evento, que contará ainda com saudações de lideranças de sindicatos, centrais, movimentos sociais e parlamentares. “O principal desafio deste congresso é refletir coletivamente sobre formas de atuação para barrar o desmonte do país, que está com processo acelerado de venda das empresas estatais, e ampliar a unidade das forças progressistas para fazer frente à extrema direita e seu projeto de destruição de direitos sociais e trabalhistas, com favorecimento das elites, enquanto a população mais pobre sofre”, avalia Alexandro. 

Confirmaram participação na cerimônia de abertura os presidentes da CUT-PR, Márcio Kieller, e da CUT-SC, Ana Júlia Rodrigues; o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar; o membro da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Robson Formica; o membro da coordenação nacional do MST, Roberto Baggio; as vereadoras de Curitiba Carol Dartora (PT), Professora Josete (PT) e Renato Freitas (PT); o presidente da Câmara de Vereadores de São Mateus do Sul, Omar Pichett (PROS); o vereador de Araucária, Aparecido da Reciclagem (PDT); os deputados estaduais Arilson Chiaratto (PT), Professor Lemos (PT), Tadeu Veneri (PT) e Requião Filho (MDB); além dos deputados federais Ênio Verri (PT-PR), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Gustavo Fruet (PDT-PR) e Pedro Uczai (PT-SC).      

Logo após o encerramento da cerimônia, os delegados do Congresso participam da primeira mesa de debates do evento, através da plataforma de videoconferência Zoom, sobre o tema “Comunicação”, a partir das 19h30. Os palestrantes serão Érica Aragão, jornalista da CUT Nacional; Etory Sperandio, diretor de comunicação do Sindipetro ES; e Tadeu de Brito Oliveira Porto, secretário de comunicação da FUP. 

Na programação de quinta-feira (08), segundo dia de Congresso, serão mais duas mesas de debate. A primeira, às 18h00, com o tema “Trabalho e sindicalismo: pejotização e uberização”, contará com a presença de Sidnei Machado, advogado, professor e doutor em Direito do Trabalho; e Luiz Antônio Alves de Azevedo, ex-deputado e formador sindical. Já a segunda abordará a “terceirização”, com palestras de Normando Rodrigues, advogado e assessor jurídico da FUP; e Cloviomar Cararine, economista do Dieese e mestre em ciências sociais.    

Na sexta-feira (09), último dia de evento, os delegados se dividirão em cinco Grupos de Trabalho para a formulação das proposições do 8º Congresso. Os GTs terão as temáticas Modelo Negocial; Modelo Energético; Saúde, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho; Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS); e Mudanças no Mundo do Trabalho. 

Na sua Plenária Final, o Congresso vai aprovar as pautas, moções e bandeiras de lutas; eleger a delegação do Paraná e Santa Catarina à IX Plenária Nacional da FUP; e realizar a cerimônia de encerramento.  

Participação

Trabalhadores do Sistema Petrobrás sindicalizados, da ativa ou aposentados/pensionistas, que quiserem acompanhar as mesas de debate do 8º Congresso desta quarta (07) e quinta-feira (08) como observadores devem requerer inscrição através dos telefones/whatsapps (41) 99175-2226 (Repar) e (41) 99235-1435 (SIX, Transpetro e Fafen). É preciso informar nome completo, matrícula, unidade, setor, se está em regime de turno ou administrativo, ou ainda se é aposentado/pensionista, telefone e e-mail.  

Leia também:

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> Requião ressalta a importância da Petrobrás para o desenvolvimento do Brasil na pré-abertura do 8º Congresso Regional

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Publicado em IX PlenaFUP

Trabalhadores que responderem ao questionário terão os dados preservados e mantidos sob sigilo. Objetivo é contribuir para a pesquisa científica no campo da psicologia do trabalho

 [Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

A rotina dos petroleiros durante a pandemia do coronavírus virou objeto de pesquisa científica da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A disciplina de Psicologia do Trabalho, do Departamento de Psicologia, firmou parceria com o Sindipetro PR e SC para realizar coleta de dados sobre o cotidiano dos trabalhadores e sua vida social. 

O questionário é voltado a todos os petroleiros da ativa, próprios e terceiros, nos estados do Paraná e Santa Catarina. A categoria tem até 16 de julho para acessar a pesquisa (clique aqui) e responder as questões. 

O projeto de pesquisa surge com a constatação de que as situações de trabalho foram desveladas e até mesmo intensificadas na pandemia, seja pelo trabalho em home office ou presencial.  Além disso, sugere a introdução do questionário, “o trabalho invadiu a vida privada e a família acaba por participar mais intensamente da vida do trabalhador(a). Isso ocorre com diferentes modos de ser família e da mesma se organizar. Estar trabalhando em casa ou de modo presencial pode ser, também, um fator que possibilita ou facilita o assédio moral”. 

A partir da coleta e análise dos dados, será feito um relatório para subsidiar um plano de ação que busque promover melhorias nas condições de trabalho, com ênfase na saúde mental. Os dados fornecidos serão mantidos em absoluto sigilo e a não exposição e a não identificação dos participantes está garantida. 

A mais recente vítima da negligência da gestão da Repar na pandemia é o trabalhador terceirizado, Célio Alves da Cruz, que atuava nas obras de parada de manutenção da refinaria. Desde o início dos serviços de pré-parada, em março, sete trabalhadores morreram, após se contaminarem pelo coronavírus

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

O instrumentador Célio Alves da Cruz faleceu nesta quinta-feira (03), em Curitiba, vítima de complicações da Covid-19. Ele tinha parcos 55 anos e trabalhava nas obras de parada de manutenção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, contratado pela empresa Método Potencial. 

Célio é o quarto trabalhador que atuava na Repar a falecer nos últimos vinte dias, período no qual as obras na Repar foram intensificadas. O procedimento de manutenção na refinaria incluiu mais dois mil trabalhadores na rotina da unidade e causa, invariavelmente, aglomerações no parque industrial. 

Desde o início dos serviços de pré-parada, em meados de março, até agora já são sete vítimas fatais do coronavírus na Repar. Rodrigo Germano, de 36 anos, faleceu em 22 de março; Marcos da Silva, de 39 anos, em 25 de março; Carlos Eduardo, de 45 anos, no dia 01 de abril; Valdir Duma, de 49 anos, em 14 de maio; Daniel Cristiano Müller, de 43 anos, em 15 de maio; Ernani Nunes, de 54 anos, em 01/06; e agora o companheiro Célio. 

Enquanto a categoria lamenta a série de mortes, a gestão da Refinaria mantém postura de descaso ao sequer informar a força de trabalho sobre as vítimas. Para piorar, não cumpre o acordo mediado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) que encerrou a greve sanitária na unidade, realizada entre os dias 12 e 16 de abril. O principal compromisso assumido pela empresa era o de divulgar boletins epidemiológicos periodicamente com informações sobre o quadro vigente de casos confirmados de Covid-19, suspeitos, recuperados e internações hospitalares. No entanto, a gestão apresenta informações incompletas, isso quando o faz. 

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, os gestores fingem crer que as medidas sanitárias adotadas na Repar são infalíveis. “Agem como se máscaras, que até ontem eram de tecido, e álcool em gel fossem infalíveis. Querem fazer acreditar que a refinaria é zona livre de coronavírus, mesmo com as aglomerações da parada de manutenção”, retruca. 

Levantamento extraoficial, feito a partir de informações que foram enviadas ao Sindicato desde o dia 13 de maio, dá conta de que ocorreram mais de 22 casos de contaminados, com cinco intubados e quatro mortes. Números que já confirmam o surto de Covid-19 na Repar. Também há relatos de familiares de trabalhadores em situação de contaminação, internamento hospitalar e falecimentos. 

O Sindicato mantém seu papel de vigilância em relação às condições dos locais de trabalho e segue com denúncias constantes aos órgãos competentes, tais como às secretarias de saúde de Araucária e do Paraná, o Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) e a Secretaria Federal do Trabalho, órgão vinculado ao Ministério da Economia. Porém ainda não obteve ações efetivas das instituições públicas para preservar a saúde dos trabalhadores na Repar. 

Denuncie!

Qualquer situação de risco de contaminação na Refinaria deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato, tais como aglomerações em oficinas, containers, refeitórios, transporte e alojamento, de preferência com registros. As denúncias devem ser feitas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (41) 3332-4554. Se preferir, trate o assunto diretamente com os dirigentes sindicais nos locais de trabalho.

 

 

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina organizou um protesto em frente à Repar, em Araucária, nesta quinta-feira (20), em apoio à greve dos trabalhadores da Petrobrás Bio combustível (PBio). 

Os empregados das usinas da subsidiária em Montes Claros, Minas Gerais, e Candeias, na Bahia, além do escritório administrativo no Rio de Janeiro, iniciaram uma greve por tempo indeterminado também nesta quinta, com o objetivo de denunciar os prejuízos da privatização da PBio e abrir negociação com a gestão da Petrobrás para manutenção dos empregos de todos os petroleiros que, mesmo sendo concursados, estão sob ameaça de serem demitidos, se a venda das usinas for concretizada. São 150 postos de trabalho em risco. 

O ato na Repar alertou sobre esse crime de lesa-pátria. O Brasil é o terceiro maior mercado de biodiesel do mundo, mas a despeito de sua importância, a PBio está sendo desmontada desde 2016, quando a gestão indicada pelo governo de Michel Temer fechou a usina de Quixadá, no Ceará, interrompendo a produção de cerca de 100 mil metros cúbicos de biodiesel por ano. Além disso, a Petrobrás abriu mão da participação em diversas outras usinas. A gestão bolsonarista intensificou o desmonte da subsidiária e colocou à venda as usinas de Montes Claros (que tem capacidade produtiva de 167 mil metros cúbicos de biodiesel por ano) e de Candeias (que pode produzir 304 mil metros cúbicos), anunciando a saída da Petrobras do setor de biocombustíveis, na contramão das grandes empresas de energia.

A PBio também operava até o ano passado no Paraná, mas a gestão bolsonarista vendeu, em dezembro de 2020, a totalidade das ações (50% do capital) da Usina de Biodiesel de Marialva (PR), com capacidade de produção de 414 mil m³/ano, para a empresa BSBios. 

Para além dos prejuízos das privatizações no setor de biodiesel, os dirigentes sindicais que conduziram o protesto na Repar socializaram informações sobre a pandemia e denunciaram o descaso da gestão da refinaria na mesa de negociação com o Sindicato ao não apresentar as informações requisitadas sobre os casos de Covid-19 na unidade.   

Ao final, houve homenagem às vítimas do coronavírus com uma longa salva de palmas. A gestão genocida do governo federal já causou mais de 442 mil vidas perdidas no Brasil e a péssima atuação na pandemia só faz aumentar a pilha de mortos. Os nomes de Daniel Müller e Valdir Duma, os dois últimos falecidos por coronavírus nos quadros da Repar, foram lembrados.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

Trabalhadores seguem orientação do sindicato e ficam em casa nesta segunda-feira (12/4), no primeiro dia da greve em defesa da vida na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar)


Na manhã desta segunda-feira (12/4), trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no município de Araucária, no Paraná, mantiveram-se em casa, seguindo a orientação do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro-PR/SC), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP). Foi o início da greve sanitária em defesa da vida, motivada pelo fato de a gestão da Petrobrás não ter atendido à solicitação dos petroleiros de suspender a parada de manutenção na refinaria, que teve início hoje e deve levar cerca de 2 mil trabalhadores a mais à unidade.

O primeiro corte de rendição de turno aconteceu às 7h desta segunda, e a orientação do Sindipetro PR/SC foi para os petroleiros não irem à refinaria, por se tratar de uma greve sanitária. A Repar tem 750 trabalhadores próprios, e atualmente 300 deles estão trabalhando em regime de “home office". A refinaria ainda tem 800 trabalhadores terceirizados. Em dias normais, portanto, são 1.250 pessoas trabalhando presencialmente na unidade.

“O Brasil está em um período crítico da pandemia, com o sistema de saúde colapsado em praticamente todo o país. Já estamos registrando mais de 4 mil mortes diariamente por causa da incompetência do governo federal em proteger a população e fornecer vacinas. Mesmo assim, a gestão da Petrobrás insiste em manter essas paradas de manutenção, que duplicam ou até triplicam a quantidade de pessoas nas refinarias. A empresa conta com o desespero e a necessidade dessas pessoas de trabalhar porque não têm qualquer assistência do governo. E, assim, põe em risco tanto quem vai atuar nas paradas de manutenção como quem já trabalha nas unidades”, reforça o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, lembrando que o problema também atingiu as refinarias Landulpho Alves (RLAM, na Bahia), Gabriel Passos (Regap, em Minas Gerais) e Duque de Caxias (Reduc, no Rio de Janeiro).

O Sindipetro-PR/SC divulgou que, durante o movimento, a entidade realizará reuniões virtuais diárias pela plataforma Zoom, sempre às 16h, com os trabalhadores da Repar, para avaliar a greve e definir as próximas ações.

Na última sexta-feira (9/4), o sindicato realizou uma live com o biólogo e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Lucas Ferrante, que divulgou dados justificando a importância da suspensão da parada de manutenção na refinaria.

“Os estudos mostram que, das pessoas que são hospitalizadas por causa da contaminação pelo coronavírus, 70% desenvolvem problemas renais crônicos e permanentes, 40% apresentam danos cerebrais, além de outras sequelas cardíacas, pulmonares, motoras e cognitivas”, disse o pesquisador, que ainda explicou que a nova variante do vírus (identificada em Manaus) tem duas vezes mais capacidade de infecção do que a versão e já alcança todo o país.

Segundo informações do Sindipetro-PR/SC, já foram registradas três mortes de trabalhadores terceirizados na Repar por Covid-19, e a administração da empresa não comunicou o fato aos demais empregados.


De acordo com o último boletim de monitoramento da Covid-19 (n° 51) do Ministério de Minas e Energia (MME), divulgado na segunda passada (5/4), a Petrobrás já registrou 20 mortes de trabalhadores próprios pela doença. Pelas informações recebidas pela FUP e seus sindicatos, porém, esse número é pelo menos três vezes maior, com 60 mortos.

[assessoria de comunicação FUP]

 

 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.