"O gás tá caro? A culpa é de Bolsonaro". O alerta voltou a ser feito nesta sexta, no bairro Petrópolis, em mais uma ação solidária dos petroleiros, que levou 100 botijões de gás a preço justo às famílias em situação de vulnerabilidade social
 
[Imprensa da FUP, com informações do Sindipetro AM | Fotos: Paulo Neves]
 
Em protesto contra a política de reajuste de derivados da Petrobrás, a FUP e seus sindicatos estão realizando esta semana novas ações solidárias da campanha "Combustíveis a Preços Justos", com venda subsidiada do botijão de gás de cozinha para famílias em situação de vulnerabilidade social. As ações estão sendo realizadas desde segunda-feira (04/10), como parte das mobilizações contra a política de preços do governo Bolsonaro e em defesa da Petrobrás, que completou 68 anos de existência no último dia 03, em meio ao maior desmonte da história da empresa, cuja conta está sendo imposta ao consumidor brasileiro, com preços abusivos dos combustíveis. 

Para dialogar com a população sobre os impactos desse desmonte na vida das famílias, a FUP e o Sindipetro Amazonas realizaram a manhã dessa sexta-feira (8) mais uma ação do Gás a Preço Justo em Manaus.  Dessa vez, a atividade foi feita em parceria com a Associação de Moradores da Comunidade de São Sebastião, no Bairro Petrópolis, beneficiando 100 famílias que puderam comprar um botijão por R$ 50,00 menos da metade do preço cobrado nas revendedoras.

"O objetivo da ação solidária é esclarecer a população a respeito da política de Preço de Paridade de Importação (PPI), apoiada por Bolsonaro e Paulo Guedes. O petróleo é nosso, as refinarias são nossas e os trabalhadores recebem em real, portanto não podem pagar gás de cozinha a preço de dólar. Tá caro, é culpa do Bolsonaro", afirma o coordenador do Sindipetro AM, Marcus Ribeiro.

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Publicado em Sistema Petrobrás

A venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman) ao grupo Atem por US$ 189,5 milhões mobilizou a categoria petroleira a realizarem ato de protesto na manhã desta sexta-feira (03/09) em defesa da refinaria. A venda da Reman e o histórico do grupo comprador comprovam o que o Sindipetro-AM, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e demais sindipetros filiados vêm alertando: o monopólio regional privado, que sem concorrência, irá beneficiar os interesses privados.

O ato teve a presença de movimentos sindicais e sociais, parlamentares do Amazonas, dos diretores e do coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, e também dos coordenadores dos sindipetros de Minas Gerais, Norte Fluminense e Unificado de São Paulo.

O coordenador do Sindipetro-AM, Marcus Ribeiro destaca que a venda não foi finalizada e os atos continuam sendo necessários. “Nós realizamos nosso ato em defesa da Reman e da Petrobrás no Amazonas. Nossa refinaria ainda não foi vendida - o que aconteceu foi um pré-contrato, temos até o próximo ano para lutar. Então, nosso sindicato está atuando para evitar que a venda seja, de fato, realizada”.

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, destacou que a Petrobrás é da população brasileira e exerce função social, desde sua criação a partir da campanha “O Petróleo é Nosso” e demais lutas da categoria ao decorrer dos anos.“A Petrobrás não é apenas da categoria petroleira, a Petrobras é da sociedade brasileira e vem sendo defendida desde a criação dessa grande empresa pública”.

Bacelar também destacou as lutas da categoria ao decorrer dos anos contra o desmonte do Sistema Petrobrás. “Fizemos greve para discutir a Petrobrás como queremos e desejamos: a Petrobrás como empresa pública, indutora da economia nacional, do desenvolvimento social e regional. Fizemos greve em momentos distintos mobilizando a categoria contra o desmonte. Não podemos baixar as cabeças e acreditar no que a gestão entreguista da Petrobrás diz”.

Apesar das ações intransigentes da gestão da Reman aplicadas contra os trabalhadores, principalmente os sindicalizados, houve atraso de turno na refinaria. Os trabalhadores permaneceram ativos durante o ato que iniciou por volta das 6h30 e terminou às 9h, com a entrada dos trabalhadores.

Com o processo de venda da Reman que também demonstra o seguimento do plano entreguista, atos de paralisação também ocorreram em outras bases da Petrobrás. Houve mobilização na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) no Paraná, na Refinaria Abreu e Lima (Rnest) em Pernambuco e na Refinaria de Capuava (Recap) em São Paulo.

Venda da Reman 

A Petrobrás anunciou a venda da Reman ao grupo Atem no último dia 25 de agosto. Segundo pesquisas do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), o preço de venda é 70% abaixo do valor de mercado.

A venda da Reman, a segunda refinaria do Sistema Petrobrás a ser vendida, marca a saída total da Petrobrás do Amazonas e a continuidade do processo de venda das demais refinarias à venda no Brasil a preço de banana impactando trabalhadores e a população.

[Da imprensa do Sindipetro AM]

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Em nota publicada em seu site, o Sindicato dos Petroleiros do Amazonas chama atenção para o histórico comprometedor do grupo Atem, que comprou a Reman por 70% de seu valor, conforme estudo divulgado pelo Ineep

[Da imprensa do Sindipetro AM]

A Petrobrás anunciou na noite de quarta-feira (25) a venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), a Refinaria de Manaus, para o Grupo Atem por US$ 189,5 milhões. O anúncio marca a saída total da Petrobrás do Amazonas. E o histórico do grupo comprador comprova algo que o Sindipetro-AM vem alertando: risco do monopólio privado regional, sem concorrência devido aos interesses privados e aumento dos preços de combustíveis.  

O Grupo Atem possui a única distribuidora de combustíveis no Amazonas, após a privatização da BR Distribuidora e seria uma das principais concorrentes da Petrobrás no Estado. Além disso, o grupo lucra com as privatizações no Estado: os dois irmãos sócios formam o grupo Atem, responsáveis por arrematar em leilão a Eletrobrás no Amazonas e em Roraima em 2018.  Porém, em dezembro de 2020, a Atem vendeu a participação nas distribuidoras de energia para a sócia majoritária Oliveira Energia para “expandir investimentos em combustíveis'', conforme reportagem publicada no portal de notícias Amazonas Atual. 

De acordo com a reportagem, o presidente da distribuidora e um dos irmãos sócios, o Naidson Atem, afirmou que a saída da Amazonas Energia era expandir os negócios de combustíveis com "O objetivo de fortalecer a marca e consolidar nossa rede de  postos no Norte do País”. O anúncio da Atem foi realizado um ano após a Petrobrás anunciar o teaser da Reman.  

Grupo Atem tem histórico de crimes  

Atuando há 20 anos no mercado de combustíveis no Amazonas, o Grupo Atem, que também comprou o terminal de armazenamento da Reman, já foi denunciado por crimes ambientais e acumula investigações envolvendo irregularidades em contratos licitatórios, esquemas de cartel em postos de gasolina em Manaus e foi o estopim sobre o fim da isenção fiscal para distribuição de combustíveis.  

Na ocasião, a Atem foi denunciada por ser beneficiada de uma decisão judicial de 2018 que garantia a isenção do recolhimento de PIS e Cofins na importação de combustíveis, benefício que as demais distribuidoras nacionais não possuem. A liminar permitiu que a Atem importasse diesel e gasolina para se beneficiar dentro da Zona Franca de Manaus (ZFM), mas o volume de importação era superior ao consumo da ZFM.  

Em março de 2020, o grupo foi denunciado pela Promotoria de Justiça Ambiental de Santarém pela prática de crimes ambientais a construção de instalação portuária de base de distribuição de combustíveis na região do lago do Maicá. A denúncia destaca que “Apresentaram dois pedidos de licenciamento na mesma área, quando, na verdade, camuflaram os impactos e riscos do empreendimento como um todo". 

Conforme reportagem publicada pela revista VEJA em 2018, a Atem foi alvo de investigação do Ministério Público por irregularidades nos contratos, firmados sem licitação com a Eletrobras. A própria Petrobrás, junto com demais fornecedoras de combustível, acusou a Atem de receber generosas isenções fiscais do governo do Amazonas para atuar em parceria com a Eletrobras.  

Em 2011, os donos da Atem foram condenados por formação de cartel em postos de gasolina em Manaus e um deles chegou a ser preso. As investigações resultaram na condenação dos sócios. Ainda de acordo com a reportagem da VEJA, o grupo também é investigado em Roraima por repasse de dinheiro para a família do ex-senador Romero Jucá - conhecido como o “maior inimigo dos povos indígenas do Brasil”. 

CONSTRUÍDA PELA FORÇA DO TRABALHO  

Segunda refinaria do Sistema Petrobrás a ser vendida pelo Governo Bolsonaro, a Refinaria de Manaus foi incorporada ao Sistema Petrobrás na década de 70 quando passou a ser chamada de Refinaria Isaac Sabbá - Reman. Inaugurada na década de 60 como Companhia de Petróleo da Amazônia (Copam), a refinaria foi construída por trabalhadores que depois passaram a pertencer à categoria petroleira e até hoje se orgulham da história da Reman no Amazonas e a luta sindical.  

A saída da Petrobrás no Amazonas é um crime de lesa pátria, marca os desinvestimentos no Amazonas e vai contra o principal objetivo e sonho dos responsáveis pela construção e permanência da Reman: contribuir para a economia no Amazonas e beneficiar a população amazonense. 

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Em nota assinada pelos pesquisadores Eduardo Costa Pinto, Henrique Jager, Rafael Rodrigues da Costa e Rodrigo Leão, o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) aponta que a Refinaria de Manaus (Reman) foi vendida pela Petrobrás à Atem Distribuidora, principal concorrente da estatal na região, por 70% do seu valor. A venda da refinaria foi anunciada pela Petrobrás no último dia 25, após o Conselho de Administração autorizar a negociata. 

De acordo com o estudo realizado pelo Ineep, a Reman "está avaliada com um valor mínimo, pelo câmbio mais elevado deste ano, de US$ 279 milhões, quando o valor negociado pela estatal com o potencial comprador foi de US$ 189 milhões".

Como a FUP vem alertando, com base em estudos e apreceres de diversas entidades e órgãos de fiscalização, as privatizações em curso de refinarias, além de causar prejuízos financeiros para a Petrobrás e impactar economicante os estados e municípios que estão sendo abandonados pela estatal, criarão monopólios regionais privados, que irão comprometer o abastecimento e aumentar ainda mais os preços já abusivos dos combustíveis. 

Nesta sexta-feira, 27, o Sindipetro Amazonas realizou mobilização, alertando os trabalhadores e a população de Manaus sobre o que está em jogo com a venda da Reman. Veja abaixo: 

Veja a íntegra da nota do Ineep sobre a subvalorização do preço da Reman, vendida pela Petrobrás por 70% do seu valor:

Os dados revelam que a Reman tem um potencial importante de geração de caixa futura, o que, pelas premissas que achamos adequadas, pode estar sendo subvalorizada nesse momento de venda. 

Para realizar o valor da Reman, o Ineep utilizou o método do Fluxo de Caixa Descontado (FCD), que se baseia no valor presente dos fluxos de caixa, projetando-os para futuro. Do resultado, são descontadas: taxa que reflete o risco do negócio, despesas de capital (investimento em capital fixo) e necessidade adicionais de giro. 

Este fluxo de caixa é calculado tanto para a empresa como para o acionista. Trata-se de um modelo de cálculo que apresenta o maior rigor técnico e conceitual, sendo, por isso, o mais indicado e adotado na avaliação de empresas.

Cenários da Reman

O estudo se baseia em dois cenários, considerando um piso cambial de US$ 5,15 e um pico de US$ 5,83. Essa faixa foi adotada em função da alta volatilidade cambial da economia brasileira no cenário de negociação do ativo. A partir desses dois cenários, e baseando-se nesses piso e pico cambial, o estudo conclui que a refinaria pode valer de US$ 279 milhões a US$ 365 milhões. 

No entanto, como a Petrobras não apresenta valores “isolados” de cada refinaria, para estimar as receitas e despesas da Reman o Ineep fez um “rateio” dos dados disponibilizados pela empresa. Ou seja, esse valor pode variar, dependendo das despesas efetivas da refinaria. 

Em relação às receitas do Reman, foram levadas em conta a produção dos derivados da refinaria, a capacidade de produção, entre outras informações. Também foi utilizado o valor das exportações de derivados do estado do Amazonas para se chegar a um número aproximado para a exportação dos derivados da refinaria. Já para o cálculo das despesas da carga fresca processada utilizou-se um preço médio do Brent. 

Já em relação às despesas, o Ineep realizou o “rateio” para Reman, a partir dos dados disponíveis de custo de produção e refino, bem como das despesas administrativas. Com essas informações, o instituto utilizou dois cenários possíveis. Para o primeiro, trabalha com a manutenção das despesas atuais para os próximos anos. No segundo, prevê 75% das despesas de vendas da refinaria do cenário base para o cálculo do seu fluxo de caixa livre. 

Comunicação Ineep

[Foto: Agência Petrobras]

 

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Ação cobra a suspensão do processo de venda da Reman até a realização de audiência pública sobre os impactos da privatização da refinaria para os consmudiores de combustíveis e a economia do estado do Amazonas

[Com informações do Sindipetro-AM e da Advocacia Garcez]

Em resposta à Ação Civil Pública do Sindipetro Amazonas na Justiça Federal do estado contra a venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), a Petrobrás, por decisão judicial, possui o prazo de 72 horas para manifestar sobre o pedido liminar. A União e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) também devem se manifestar neste prazo. 

A Ação Cível Pública contra a privatização da Reman foi ingressada Sindipetro junto com o Sindicato dos Taxistas (Sintax-AM) e o Sindicato dos Mototaxistas de Manaus (SindMoto), representados pela Advocacia Garcez. As categorias estão entre os mais impactados pelo processo e consequências da privatização. 

De acordo com o escritório Advocacia Garcez, a ação solicita que o processo de privatização seja paralisado. “Na ação pedimos que a privatização seja paralisada até a realização de audiência pública sobre os impactos da privatização para o mercado interno local e um estudo circunstanciado sobre os impactos da saída da Petrobras para o Estado do Amazonas”. 

Privatização da Reman e monopólioprivado regional 

Em estudos realizados pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e pelo Instituto de Estudos Estretégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) e também em Nota Técnica realizada por Paulo César, apontam que a venda da Reman irá acarretar monopólio privado devido os ativos de logística e por estar localizada de forma isolada das demais refinarias do Sistema Petrobrás.

Com o monopólio regional, entre as principais consequências para o Amazonas incluem danos à economia do estado e o aumento do preço de combustíveis, que atualmente está em R$ 4,99 na capital e no interior do Amazonas o valor chega a R$7,00 - principalmente em municípios mais distantes da capital. 

O Sindipetro-AM ressalta que o processo de venda da Reman, assim como nas demais refinarias, é realizado de forma unilateral. A Petrobrás e sindipetros, representante dos trabalhadores, não possuem diálogo.

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Em Manaus, ação solidária do Sindipetro-AM distribuiu 2.500 litros de gasolina a R$ 3,50 para taxistas e mototaxistas

[Da imprensa do Sindipetro AM]

O Sindicato dos Petroleiros do Amazonas (Sindipetro-AM) realizou mais uma ação de 'Combustível a preço justo', nesta quinta-feira (18), para taxistas e desta vez, também para mototaxistas. A ação vendeu o litro da gasolina por R$ 3,50 e ocorreu em parceria com o Sindicato dos Taxistas do Amazonas (Sintax/AM) e Sindicato dos Profissionais de Mototáxi de Manaus (Sindmoto), responsáveis pela organização e mobilização das categorias durante a ação.

A ação beneficiou 100 taxistas e 50 mototaxistas que puderam abastecer os veículos por preço justo. No total, a ação vendeu 2.500 litros de gasolina. Para taxistas, o limite foi de 20 litros por veículo e para mototaxistas o limite foi de 10 litros por moto.

O preço considerado justo do litro por R$ 3,50 mantém o custo de produção nacional, o lucro das distribuidoras, revendedoras, da Petrobrás e a arrecadação dos estados e municípios. O objetivo da ação é dialogar com a sociedade que é possível vender combustível a preço justo, sem a atual Política de Paridade de Importação (PPI), aplicada desde 2016, e sem vender as refinarias do Sistema Petrobrás, que atualmente operam com capacidade reduzida devido a política de desinvestimentos.

Para o coordenador do Sindipetro-AM, Marcus Ribeiro, a ação tem repercutido de forma positiva para lutar contra o PPI e chamar a atenção da sociedade contra a venda das Refinaria Isaac Sabbá (Reman). "É importante que a gente continue lutando contra a atual política de preços e com as ações, mostrar que preço justo é possível, sim. Só basta o governo querer por fim no PPI e suspender a venda das refinarias para que possam voltar a operar com 100% da capacidade e produzindo o que é nosso", afirma.

Impactos dos reajustes no bolso

Mototaxista há 15 anos, Hugo Baraúna chega a realizar 12 corridas por dia e conta que os constantes reajustes do preço da gasolina tem impactado diretamente no seu trabalho e qualidade de vida. "Com esses reajustes e em meio a pandemia, nós precisamos prestar o mesmo serviço. E isso tem gerado dificuldade para mantermos nossos compromissos diários e também na manutenção dos serviços".

O mototaxista também questiona a atual política aplicada na Petrobrás. “Por que pagamos um preço mais caro no combustível sendo que é algo que nós produzimos? É contraditório. Acredito que essa campanha seja um incentivo para empresas e que a classe política olhe para essa questão. Precisamos ser beneficiados com algo que seja nosso para pagar mais barato, com preço justo", afirma.

Com realidade parecida, o taxista Roberto Delfino, que trabalha há 30 anos fazendo corridas, também afirma que os reajustes afetam a rotina. “Um reajuste próximo do outro afeta muito o nosso trabalho e o bolso dos nossos clientes. Percebemos que os clientes somem porque não tem como ficar andando de táxi. A gasolina fica um preço essa semana e na outra semana tem novo reajuste. Não tem condições. Precisamos de preço justo", explica.

"Nós vamos batalhar e não vamos desistir do que é nosso"

O presidente do Sintax/AM, Carlos Sousa, destacou a parceria positiva com o Sindipetro-AM e afirmou que as ações são fundamentais para dialogar com a população. "A primeira ação serviu como alerta. Já nesta segunda ação, a categoria está mais consciente, não apenas os motoristas, mas também as famílias começaram a perceber a diferença que isso (combustível a preço justo) vai fazer se conseguirmos êxito nos nossos protestos e manifestações, em que estamos visando o bem da população. Produzimos aqui, consumimos aqui e por que pagar um preço internacional? Nós vamos batalhar e não desistir do que é nosso".

Para Ricardo Castro, presidente do Sindimoto, a luta também é necessária e ocorre em um contexto político e social importante. "Não podemos deixar que os preços aumentem e prejudiquem o trabalhador, que quase não tem lucro com os reajustes. Hoje o mototaxista paga de R$30 a R$ 40, por dia para realizar as corridas. Os quilômetros rodados continuam os mesmos e o valor gasolina aumentando. Temos que ter gasolina a preço justo e consumir o que é nosso".

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Publicado em Sistema Petrobrás

Cobranças preventivas e proteção à COVID-19 na Reman foram pautas da reunião, que ocorreu sob pressão do sindicato

[Da imprensa do Sindipetro-AM]

O Sindipetro-AM reuniu-se com representantes da Refinaria Isaac Sabbá - Reman e da sede da Petrobrás, na terça-feira (12), para debater pautas que estão sendo denunciadas ao Sindipetro e sobre as medidas unilaterais aplicadas na refinaria como parte do processo de privatização.  

A alimentação, a sobrecarga da rotina dos técnicos da operação no setor de refino, a ausência de cadeiras ergonômicas nos setores de console e cogeração, relação de inscritos no PIDV 2021, Termo de Rescisão e cobranças preventivas e proteção ao COVID-19 na refinaria foram pautas da reunião, que ocorreu sob pressão do Sindipetro-AM.  

No segundo semestre de 2020, o Sindipetro-AM encaminhou documentos oficiais para a Reman cobrando medidas e solicitando dados. Somente no início deste mês, a gestão enviou ao sindicato o documento com respostas automáticas e insatisfatórias, o que motivou mais pressão por parte do sindicato.  

O Sindipetro-AM ressaltou o entreguismo da atual gestão, os impactos da venda da Reman, a falta de diálogo e o medo da gestão, demonstrada pela ausência do gerente geral da refinaria na reunião. 

O coordenador-geral do Sindipetro-AM, Marcus Ribeiro destaca que as respostas da Reman, contidas no documento, não estão de acordo com a realidade da categoria petroleira do Amazonas. "A gestão da REMAN não tem vivência de turno e não tem conhecimento das instalações da refinaria. As respostas que estariam realizando as medidas necessárias, não ocorreram na prática e não condiz com a realidade na refinaria As respostas do documento satisfazem a sede, mas não a categoria petroleira”.  

Confira os pontos da reunião:  

COVID 

Com o Amazonas na fase mais crítica em meio a pandemia do coronavírus e apresentando novos casos de infecção, reinfecção e mutação do vírus, o Sindipetro-AM cobrou mudanças urgentes das medidas de prevenção dentro da Reman, entre as medidas estão: autorização imediata de testagem para todos os trabalhadores, mesmo para quem já apresentou exame positivo para COVID-19; o afastamento dos trabalhadores que pertencem aos grupos de risco e a intensificação dos testes antes da troca de turno para ter controle do quantitativo de casos na refinaria. 

Alimentação

O Sindipetro-AM cobrou medidas urgentes na alteração do cardápio e melhoria da qualidade da alimentação disponibilizada para a categoria, alertando os problemas de saúde causados.  

O Sindipetro denuncia, desde outubro de 2020, a qualidade da alimentação disponibilizada para a categoria, que inclui pão cru, frutas e alimentos estragados. A situação tem motivado os trabalhadores a levarem alimentação para o trabalho ou almoçar fora da refinaria.  

Cadeiras na REMAN 

O Sindipetro-AM solicitou novamente a troca das cadeiras antigas e quebradas por cadeiras novas e ergonômicas para os operadores do console e cogeração, que estão expostos a uma tabela de turno exaustiva de 12 horas e necessitam de um ambiente de trabalho adequado para a realização das funções.  

Quantidade de efetivo 

O Sindipetro-AM solicitou medidas urgentes sobre a quantidade de efetivos na refinaria e alertou os riscos graves de a Reman operar com o efetivo reduzido, mesmo em aéreas menos complexas. O Sindipetro solicitou participação conjunta entre Sindipetro e Reman nas decisões de medidas a serem aplicadas na refinaria, que opera em situação de calamidade.  

Para o Sindipetro-AM, a gestão não pode aplicar medidas unilaterais e ignorar a sobrecarga, acúmulo de funções nas áreas operacionais.  

Terceirização da SMS 

Em relação a segurança na refinaria, o Sindipetro-AM cobrou medidas urgentes da Reman sobre a terceirização do setor que vem ocorrendo.  

Para o Sindipetro, os petroleiros da ativa são capacitados especificamente para o grau de complexidade que a refinaria apresenta. E a terceirização oferece riscos para a segurança dos trabalhadores.  

 

PIDV e transferências 

O Sindipetro-AM solicitou a relação dos empregados inscritos no programa do PIDV 2021 e as informações sobre a transferência de trabalhadores da unidade, conforme firmado no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).  

Termo de Rescisão 

O Sindipetro-AM solicitou respostas para as ressalvas feitas no Termo de Rescisão dos empregados que saíram no programa de PIDV 2020.

A FUP e o Sindipetro Amazonas prestam solidariedade ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (SINTEAM), bem como a todo o Movimento Social Amazonense.
 
Repudiamos veementemente a invasão ilegal, abusiva e inconstitucional, perpetrada por membros da Policia Rodoviária Federal, que, segundo os mesmos, cumpriam ordens do Exército Brasileiro. O fato foi negado pelo comando militar, o que nos causa ainda mais indignação.
 
Na noite de terça feira, 23 de Julho, um grupo de Policiais Rodoviários Federais invadiu,  sem mandado, a sede do SINTEAM, o de Movimentos Sociais se reuniam para organizar uma manifestação pacífica durante a visita de Bolsonaro à capital amazonense. A intenção era protestar contra o desmonte da Zona Franca de Manaus, assim como o aumento do desmatamento na região Amazônica.
 
Fatos dessa natureza nos remetem aos sombrios anos de chumbo da Ditadura Militar, período de exceção e privação das liberdades individuais, censura e assassinato de opositores. A Constituição Federal vigente nos garante a liberdade de expressão e o livre direito de manifestação, preceitos basilares da democracia. 
 
Dessa forma, reiteramos nosso apoio e solidariedade classista ao SINTEAM, aos Movimentos Sociais e a todos aqueles que não se curvam perante o fascismo.
 
[FUP/Sindipetro AM]
Publicado em Movimentos Sociais

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.