Após cobranças da categoria, Refinaria de Paulínia apresentará uma alternativa ao atual modelo de testagem, que é realizado nos dias de descanso dos trabalhadores

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde]

Nesta terça-feira (6), o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado – SP) receberá uma proposta da Refinaria de Paulínia (Replan) – a maior em capacidade de processamento do Sistema Petrobrás – com alterações nos testes de covid-19, que, atualmente, são realizados nos dias de descanso dos trabalhadores.

O modelo foi implementado em junho, após cobranças formais e informações da direção do Sindipetro, mas sua elaboração ocorreu de forma unilateral pela empresa. Dessa forma, os petroleiros são obrigados a se deslocarem à refinaria durante o período de descanso, com seus veículos particulares, para serem testados por meio de um sistema drive thru, duas vezes por mês, até dois dias antes de recomeçarem um novo ciclo de trabalho.

Além do incômodo de abdicarem de algumas horas de suas folgas, que são garantidas na legislação, os trabalhadores também têm que arcar com os custos do combustível e pedágios. A Replan está localizada no quilômetro 130 da Rodovia Zeferino Vaz (SP-332), em Paulínia (SP), e uma grande porcentagem dos seus funcionários moram em municípios vizinhos, como Hortolândia (SP), Valinhos (SP) e Campinas (SP).

Atualmente, cerca de 450 petroleiros, de um total de 976, continuam realizando suas atividades presencialmente. Grande parte é formada por profissionais que trabalham nas áreas operacionais da refinaria, conhecidos como trabalhadores do “turno”. Durante a pandemia, eles estão realizando jornadas de 12 horas, para evitar a troca constante de equipes. Com isso, trabalham três dias seguidos, folgam quatro, trabalham novamente três dias e folgam outros cinco. Os testes são feitos dois dias antes do recomeço de cada novo ciclo.

O mecânico da Replan e coordenador regional do Sindipetro Unificado, Gustavo Marsaioli, exalta a necessidade de realização dos testes, mas pondera a inconsistência da maneira como estão sendo implementados. “É preciso deixar muito claro que em nenhum momento o Sindipetro está questionando a rotina de testes, muito pelo contrário. A gente acredita que essa é uma iniciativa essencial que seja mantida. No entanto, atualmente o trabalhador precisa se deslocar no meio da sua folga, o que fere a própria legislação trabalhista”, afirma.

Testes rápidos

A testagem realizada pela Replan é do tipo IgM e IgG, mais conhecida como “teste rápido”. Diferentemente do tipo RT-PCR, que identifica a presença do próprio vírus Sars-Cov-2 no organismo, os testes do tipo IgM e IgG conseguem reconhecer a contaminação por covid-19 a partir de anticorpos.

As imunoglobulinas (Ig) são os anticorpos de defesa do organismo humano. O IgM é um tipo de anticorpo e a sua presença indica infecção de covid-19 na fase ativa, ou seja, quando o organismo já foi contaminado recentemente pela doença. Nessa etapa, o infectado é um possível transmissor do vírus. Já o IgG é um anticorpo que aparece em uma fase já avançada da infecção. Nessa etapa, a pessoa já não transmite mais o vírus.

Por isso, de acordo com a Anvisa, os testes rápidos conseguem detectar a presença do vírus no organismo apenas a partir do sétimo dia de infecção, com resultados mais confiáveis do décimo dia em diante, devido à janela imunológica.

Além disso, um estudo concluiu que este tipo de testagem, chamada de imunocromatografia, que analisa a presença de anticorpos a partir do sangue retirado do dedo da pessoa testada, apresenta uma taxa de 34% de falso negativo.

Por essas evidências, o Sindipetro questiona a eficácia de realizar os testes dois dias antes de um novo início de jornada de trabalho. “Esse teste possui uma margem de erro e uma janela imunológica entre a pessoa ser contaminada e os anticorpos serem detectáveis. Por isso, apesar de estarmos tratando com o maior cuidado possível a questão, eu não vejo uma justificativa plausível para que os testes sejam realizados dessa forma atual”, opina Marsaioli.

Uma das propostas do Unificado é que os testes sejam feitos na entrada da refinaria, antes do início de cada novo ciclo de trabalho. “Uma das possibilidades que a gente levantou é que as pessoas cheguem antecipadamente. Por uma questão logística, poderia haver escalonamentos dos ônibus para permitir que elas consigam fazer os testes e que, assim que sair o resultado, estejam liberadas para trabalhar”, explica.

A empresa, entretanto, pondera que os trabalhadores já estariam juntos no ônibus, o que poderia gerar maiores riscos de contaminação. Por isso, ela chegou a levantar a possibilidade dos petroleiros irem com seus veículos particulares no primeiro dia de jornada.

O Sindipetro aguarda uma nova proposta, que a direção da refinaria prometeu apresentar até a próxima terça-feira. “O que o sindicato está orientando é que todas as pessoas guardem os comprovantes de gastos, porque elas precisam ser reembolsadas. Com a proposta da Replan em mãos, vamos colocá-la para ser apreciada por todos os trabalhadores”, finaliza.

Após várias reuniões com a Estrutura Organizacional de Resposta (EOR) da Petrobrás, onde a FUP e os sindicatos petroleiros realizaram diversas cobranças sobre os cuidados com a saúde dos trabalhadores, os registros dessas orientações médicas e o apontamento desses eventos na escala.

Quanto aos apontamentos o EOR esclareceu o que cada código representa: Código 2037 – Tele trabalho; Código 1001 – Afastamento médico e Código 1082 – Quarentena.

Apesar de não ter sido definido qual seria o apontamento correto, a Petrobrás afirmou que haverá o registro da orientação médica para cada um dos casos. O trabalhador poderá verificar pelo sistema no Minha Saúde, presencialmente nas enfermarias das unidades ou entrando em contato por telefone com o setor médico.

“Não entendemos como coerente algo diferente de afastamento médico para um trabalhador contaminado pela COVID-19. Contudo a empresa afirmou que esse era o entendimento e que haveria registro por exemplo de que uma pessoa com a COVID poderia trabalhar em home office. E que haveria uma liberação médica registrada para isso” – afirma o Coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira.

É importante que todos os trabalhadores realizem a conferência se as recomendações médicas estão devidamente registradas conforme informado pela companhia. E que, além disso, verifiquem se o CRM dos médicos que atenderam o trabalhador constam nos documentos. Caso o trabalhador não encontre estes registros, deve ser realizada uma reclamação na ouvidoria da companhia relatando a dificuldade e solicitando esclarecimento sobre o ocorrido.

No caso de não obter uma resposta da Ouvidoria, o trabalhador deve entrar em contato com os departamento de saúde dos sindicatos.

O que a FUP e os sindicatos entendem como correto

Todo o trabalhador detectado com a COVID-19 no sistema Petrobras tem o direito a ser atendido e orientado individualmente por um médico, não sendo possível uma orientação coletiva, pois isso significaria que não ocorreu a avaliação do trabalhador. Além disso o trabalhador deve ter acesso a todas as orientações e não deve aceitar que seja diferente disso.

Caso não sejam encontradas estas orientações, pode ter havido omissão por parte do setor Médico e seus gestores devem responder por isso. Ou o RH exerceu ilegalmente a medicina, quando assumiu  a responsabilidade de conduta de saúde do trabalhador sem um atestado médico para dar respaldo.

“A luta pela saúde de todos os trabalhadores e trabalhadoras, só terá sucesso com a participação ativa de todos. Somente estes tem a autorização de realizar esta checagem e verificar detalhes como o CRM do Médico que  é necessário para que se possa emitir a CAT. Esse é um passo fundamental para que a possível relação com o trabalho da COVID seja detectada” – conclui Vieira.

[Da imprensa do Sindipetro-NF, com edição da FUP]

A reunião desta quarta-feira, 23, com o grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR) começou com um minuto de silêncio, a pedido da FUP, em homenagem ao petroleiro da Rlam, cuja morte trágica abalou os trabalhadores em todo o Sistema Petrobrás. Os dirigentes sindicais enfatizaram a necessidade da gestão tratar com a devida importância e atenção a saúde mental dos trabalhadores, que estão sob forte estresse há muito tempo, por conta do futuro incerto que vivem em consequência do desmonte da empresa. A pandemia agravou ainda mais os problemas e os conflitos.

A FUP ressaltou que a Petrobrás não pode tratar esses fatos como tabu e que já passou da hora da empresa discutir com os trabalhadores uma política de saúde mental. A entidade cobrou uma reunião específica para discutir esse ponto, ressaltando que o Acordo Coletivo de Trabalho prevê ações nesse sentido.

No Parágrafo 3º da Cláusula 79 do ACT, a Petrobrás “se compromete a estruturar Programa de Saúde Mental com foco em ações individuais, coletivas e no ambiente de trabalho como ação de saúde integral para a melhoria das condições de saúde dos empregados, em atendimento  aos requisitos  legais”. O texto prevê ainda que o programa seja “discutido nas Comissões de SMS nacional e local”.

A FUP também cobrou que a Petrobrás cumpra o Acordo Coletivo, garantindo a participação do sindicato na apuração das causas que levaram o trabalhador da Rlam à morte.  O coordenador geral, Deyvid Bacelar, que conhecia pessoalmente o petroleiro, pois também é lotado na refinaria baiana, fez um desabafo para os amigos no WhatsApp nesta quarta, 23, após o sepultamento do companheiro: “(...) percebi em conversas com várias pessoas próximas a E. (*) que fatores relacionados ao trabalho apareceram em todos os compartilhamentos de memórias e lembranças. (...) Sei bem o que é passar por um quadro de depressão e só não ter chegado ao fundo do poço por conta de familiares e amigos terem percebido alguns sinais e eu ter buscado apoio profissional que me ajuda a seguir em frente, até hoje. (...) O silêncio, às vezes, gera a morte. Vamos romper com o silêncio (...) pedir socorro e socorrer as pessoas que estão conosco nessa grande estrada da vida.”

O petroleiro Raimundo Teles, diretor de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da FUP, chama a atenção para a importância do coletivo. "Essa tragédia que abalou a categoria, com reflexos imensuráveis para os colegas de trabalho e familiares do companheiro da Rlam, reforça ainda mais a importância do coletivo. A estruturação de um Programa de Saúde Mental que acolha e cuide dos trabalhadores afetados por tantas dificuldades emocionais, como as que estamos submetidos diariamente, assim como a participação do sindicato na apuração desse triste acontecimento, estão garantidas no Acordo Coletivo, sem o qual não teríamos essas prerrogativas", alerta.

(*) Mantivemos apenas a inicial do nome do trabalhador

[FUP | Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil]

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[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Com o objetivo de acolher os (as) petroleiros (as) e propor ações que possam abrandar os sentimentos de perda e desamparo diante do falecimento de um trabalhador da Rlam na manhã dessa terça-feira (22), representantes da FUP e do Sindipetro Bahia passaram boa parte do dia de ontem na Refinaria Landulpho Alves - Rlam.

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista, e os diretores André Araújo, Jailton Andrade e Alberto Rosário, conversaram com os trabalhadores enquanto a Polícia Técnica realizava seu trabalho, apurando a causa da morte do companheiro, muito querido por todos.

Eles também participaram de uma reunião com o Gerente Geral, os gerentes de RH e de SMS, com a saúde ocupacional e com um psicólogo. Os representantes sindicais procuraram se informar sobre o processo de apuração do ocorrido e reafirmaram a necessidade de acompanhar de perto a investigação.

O Sindipetro cobrou apoio à família do trabalhador e foi atendido prontamente. A gerência da Rlam enviou uma equipe multidisciplinar, com médica, psicólogo e assistente social para prestar assistência à família.

A entidade sindical também colocou a sua assistência jurídica e o serviço social à disposição da família do companheiro, a quem se solidariza e deseja força e fé para atravessar esse momento de profunda dor.

O sindicato ainda fez algumas propostas, solicitando que fossem colocadas em prática de forma imediata. Veja algumas delas:

– Retomada dos atendimentos de psicólogos e assistentes sociais na Rlam, como havia antigamente, quando esses profissionais faziam parte do quadro do RH e Saúde Ocupacional da empresa, prestando um serviço valoroso e necessário aos funcionários.

– Ação mais incisiva nos próximos meses, disponibilizando um maior número de profissionais (psicólogos e assistentes sociais) para atender aos funcionários. Voluntários do CVV – Centro de Valorização da Vida- já se ofereceram para prestar seus serviços, amparando e ouvindo todos aqueles que queiram se desabafar.

O Sindicato também está trabalhando junto com autoridades em saúde para que os trabalhadores possam se cercar de todos os cuidados necessários em momentos difíceis e de tantas incertezas como o atual. Nesse sentido, o sindicato entrou em contato com o Cesat (Centro Estadual de Referência da Saúde do Trabalhador), que se colocou à disposição de todos os funcionários que queiram um atendimento especifico.

A entidade sindical procurou ainda o Ministério Público do Trabalho e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, que vão acompanhar o ocorrido na Rlam.

Procure ajuda

O sentimento de medo, fracasso, angústia e até mesmo a pressão, humilhação e a depressão são comuns na vida de grande parte da população mundial. Mas há formas de lidar com essas questões e a mais importante delas é procurar ajuda.

Você trabalhador, colega de trabalho, de turma, amigo, também pode e deve ajudar, se identificar mudança no humor ou comportamento de outro colega, não hesite e solicite apoio de amigos, familiares e, avise ao sindicato, e com auxílio profissional também poderemos encaminhar e acompanhar,

As pessoas que precisam de ajuda podem recorrer, por exemplo, ao CVV, grupo de voluntários que oferecem apoio emocional gratuito. O CVV oferece ajuda por telefone, chat, e-mail e pessoalmente, além de realizar ações especiais em casos de eventos e catástrofes.

O atendimento é feito por telefone, através do número 188 (sem custos) ou pelo www.cvv.org.br via chat, e-mail ou carta.

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A diretoria do Sindipetro Bahia tomou conhecimento do falecimento de um trabalhador direto da Refinaria Landulpho Alves, na manhã dessa terça-feira (22). A causa da morte, com indícios iniciais de suicídio, está sendo apurada pela Policia Técnica.

Em um momento tão triste como esse, o Sindipetro se solidariza e se coloca à disposição para ajudar no que for preciso, acolhendo a família e os colegas do trabalhador, que se encontram emocionalmente abalados. A entidade sindical disponibiliza os serviços da sua assessoria jurídica e da sua assistente social para auxiliar e orientar todos que necessitem de apoio nessa circunstância tão difícil.

Pedimos a todos e todas que cuidem de seus colegas, que tenham um olhar carinhoso e diferenciado para os que estão à sua volta. Em tempos difíceis, de instabilidade, doenças – psíquicas e físicas – pressões e retiradas de direitos, precisamos estar cada vez mais unidos.

Setembro Amarelo

Estamos no mês de setembro, onde a campanha “Setembro Amarelo” está sendo amplamente divulgada visando conscientizar as pessoas para  a importância da prevenção ao suicídio.

A campanha “Setembro Amarelo”, foi criada em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) juntamente com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM).

O CVV é um serviço voluntário e gratuito de prevenção do suicídio e presta apoio emocional a todas as pessoas que desejam conversar, com total sigilo, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

O atendimento é feito por telefone, através do número 188 (sem custos) ou pelo www.cvv.org.br via chat, e-mail ou carta.

[Via Sindipetro Bahia]

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Quase no final da tarde de sexta-feira, 18, mais precisamente às 16h48, a diretoria do Sindipetro-NF foi contactada pela gestão da Petrobrás para indicar até o dia seguinte um representante para compor o grupo de análise de um acidente ocorrido em P-31.

O acidente ocorrido em P-31 no dia 15 de setembro foi um vazamento de 400 litros de sequestrante de H2S no turret do FPSO. Segundo a empresa o vazamento “ficou contido na instalação. A área foi isolada e foi realizada a limpeza do local. Não houve vítimas ou dano ao meio ambiente”.

O sindicato considera que a comunicação enviada pela empresa foi incompleta, já que não informou a data do acidente. O NF entende que apesar do prazo de comunicação estar garantido em Acordo Coletivo da categoria e em Norma Regulamentadora 37, a empresa não deu ao sindicato o prazo máximo de 72 (setenta e duas) horas para encaminhar o nome de seu representante na comissão.

Por conta disso, o NF entrou em contato com a empresa que reconheceu a falha e se comprometeu em melhorar o envio de informações dentro dos prazos estabelecidos. O Sindipetro-NF  indicará o diretor Jônathas Emanoel Maia França para compor a comissão de investigação.

No sábado, 19, o sindicato também recebeu diversos relatos dos trabalhadores a bordo da P-69 relatando um grave incêndio ocorrido na última madrugada na plataforma.

Segundo os petroleiros o incêndio teve início no 1º piso do módulo 13, na sala de transformadores. O sistema de combate a incêndio automatizado de CO2 não funcionou, fazendo com que houvesse o combate ao fogo com pó químico, porém também não conseguiu debelar. Fez-se necessário o uso de água para conseguir evitar com que o incêndio tomasse maiores proporções. Não há relato de feridos.

O informe inicial da gestão da empresa procura minimizar o grave acidente ocorrido, tratando como “princípio de incêndio”. Tal “princípio” ocasionou a parada total de uma das maiores plataformas de produção da Petrobrás com cerca de 162 mil boe.

Apesar da P-69 não estar localizada na área de atuação do NF, reforçamos o pedido para que a categoria petroleira envie mais informações e possíveis denuncias para o email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

A diretoria do Sindipetro-NF solicita a categoria que mantenha o sindicato informado sobre esse ocorrido e quaisquer outros acontecimentos que  trabalhadores e trabalhadoras considerem graves através dos celulares dos diretores ou do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Via Sindipetro-NF]

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O Ministério Público do Trabalho emitiu, na última sexta, 21, recomendações à Petrobrás e demais empresas do setor petróleo, para que se ajustem à necessidade de prevenção à transmissão do novo coronavírus entre os petroleiros e petroleiras. A Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª Região lista 32 medidas que as empresas deverão tomar para combater a propagação da covid-19 na categoria.

De acordo com o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, entre as medidas estão diversas que têm sido cobradas pelo sindicato, como adoção de testes PCR, abertura de CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) nos casos de covid-19, retorno do 14 x 21 em no máximo 60 dias, obrigatoriedade de realização de testes mesmo naqueles que têm igG ativo, entre outras (veja íntegra do documento abaixo).

O NF participou nas últimas semanas de reuniões da Operação Ouro Negro, integrada pelo MPT e por outros órgãos de fiscalização, e voltou a pontuar a falta de transparência da Petrobrás na divulgação dos dados da covid-19 entre os trabalhadores e trabalhadoras e a insuficiências das medidas de prevenção.

Desde o início da pandemia o Sindipetro-NF tem atuado intensamente para denunciar a negligência da Petrobrás no combate ao novo coronavírus. Cerca de 20 ofícios foram enviados à própria empresa, a órgãos fiscalizadores e a instâncias do poder público no Executivo e no Legislativo, para relatar a exposição dos petroleiros e petroleiras à covid-19. Recentemente, duas plataformas, a P-50 e a P-12, enfrentaram surtos da doença.

O Ministério Público do Trabalho determinou que “as empresas concessionárias/operadoras deverão, através dos meios de comunicação disponíveis, cientificar as demais empresas prestadoras de serviço para que adotem as medidas necessárias ao cumprimento desta Recomendação, ficando desde já cientes que a responsabilidade pelo cumprimento das medidas ora recomendadas é solidária entre todas as empresas envolvidas, não excluindo, sob qualquer aspecto, a responsabilidade da empresa operadora/concessionária pelo cumprimento integral de todas as cláusulas.”

As empresas devem ainda, segundo o MPT, ficar cientes de que a qualquer momento poderá ser exigida “comprovação da implementação das medidas previstas nesta Recomendação”. “Os trabalhadores e respectivos sindicatos, verificando descumprimento da presente recomendação, deverão noticiá-las no canal de recebimento de denúncias do MPT (www.mpt.mp.br)”, também determinou.

> Confira a íntegra do documento com as 32 recomendações do MPT

[Via Sindipetro-NF]
 

A comissão da FUP que está discutindo o regramento do teletrabalho com os gestores do Sistema Petrobrás participou nesta sexta-feira, 21, da quarta reunião de negociação com a empresa. O tema principal foi saúde e segurança.

A Petrobrás fez uma apresentação com as orientações que estão sendo dadas aos trabalhadores em teletrabalho sobre ergonomia física, organizacional e cognitiva, através de cartilhas, guias e grupos no Workplace.

As direções sindicais cobraram que as CIPAs e comissões de SMS participem da elaboração dos mapas de risco e monitoramento das condições de trabalho, destacando a importância do envolvimento destes fóruns nas ações que garantam a saúde e segurança dos empregados que estão em teletrabalho. Uma das atribuições da CIPA é justamente o mapeamento e a análise de riscos e, portanto, deve contemplar, também, o ambiente de trabalho remoto.

A FUP lembrou ainda que a NR-17 prevê uma série de orientações relacionadas à ergonomia, destacando que as medidas da empresa precisam ser discutidas coletivamente, respeitando-se as normas regulamentares e os comitês de ergonomia.

Outro ponto reforçado pela federação foi a importância do regramento da jornada, já que a sobrecarga de trabalho impacta diretamente na saúde física e mental dos trabalhadores. O controle de jornada no teletrabalho é fundamental para que as pessoas possam se planejar e garantir uma rotina com exercícios físicos e atividades de lazer. 

A diretora da FUP, Cibele Vieira, relata como foi a reunião desta sexta: 

Próximos passos

Os petroleiros aguardam uma resposta da gestão da Petrobrás sobre as propostas que foram discutidas em relação ao regramento do teletrabalho, assim como um posicionamento relativo ao Acordo Coletivo.  


Leia também:

> Teletrabalho: FUP cobra controle de jornada, periodicidade e custeio da estrutura

> Teletrabalho: regras de adesão devem ser tratadas coletivamente para garantir segurança e previsibilidade

> FUP propõe calendário de negociação para regramento do teletrabalho no ACT


Participe da pesquisa da FUP sobre teletrabalho

É muito importante que os trabalhadores participem da pesquisa elaborada pela FUP para identificar os principais problemas e conhecer as demandas da categoria em relação ao teletrabalho. Esse subsídio é fundamental para fortalecer a FUP no processo de negociação coletiva. A pesquisa será sistematizada de forma confidencial.

Clique no link e preencha o formulário:

>https://bit.ly/3kSriXI

[Imprensa da FUP | Foto: Thinkstock/Getty Images]

Publicado em Sistema Petrobrás

A plataforma de P-12 apresentou nos últimos 14 dias um surto de casos de COVID-19 a bordo da unidade. Quinze trabalhadores tiveram suspeita de contaminação, sendo que seis apresentaram o resultado de testagem positivo para Covid-19. Sete pessoas ainda aguardam os resultados do exame, duas delas já apresentaram sintomas.

No dia 10 de agosto, dez trabalhadores desembarcaram normalmente na troca de turma e nenhum deles apresentava sintomas. Só que em casa três trabalhadores apresentaram sintomas, dois com resultado positivo para Covid-19 e 1 aguardando resultado de testagem.

Uma reivindicação dos trabalhadores é que seja feita testagem também no desembarque, para que os trabalhadores não levem o vírus para casa. Existem evidências suficientes do perigo da transmissão por assintomáticos, só que a empresa insiste em agir só nos casos quem que a pessoas apresente sintomas.

Em reunião de CIPA, realizada no dia 11 de agosto, os cipistas solicitaram a redução do POB (número de pessoas a bordo) da plataforma.  O POB normal da plataforma que estava sem produzir era de 60 pessoas. Segundo relatos dos trabalhadores, com as atividades de desmobilização feita às pressas, esse número subiu para 79 e no entendimento dos trabalhadores, o máximo deveria ser de 62 pessoas na unidade.

Outro pedido da CIPA foi o embarque de uma empresa para a testagem de todos a bordo. Essa solicitação foi encaminhada à EOR, que informou que não é o protocolo que está sendo aplicado e que faz o monitoramento adequado da força de trabalho quanto a condição de saúde e sintomas da Covid-19. Entretanto, diante do grande número de casos, uma empresa está embarcando hoje, 17, para a testagem de todos, o que só comprova a demora da Petrobrás agir em tempos de pandemia.

Há uma denúncia grave de que trabalhadores que tiveram COVID estão sendo demitidos após receber alta. Isso está provocando constrangimento entre a categoria na hora de relatar que está com sintomas e muitos nem relatam com medo de perder seus empregos. Por isso a necessidade do cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determina a emissão de CAT para os trabalhadores contaminados. Isso já foi solicitado a gestão que não respondeu.

Como mais um agravante da situação de P-12, a empresa afastou, em menos de uma semana, o cipista que fez fortes cobranças durante a reunião de Cipa, contrariando a orientação da própria Petrobrás sobre a necessidade de manter os trabalhadores a bordo por 21 dias, para diminuir a movimentação do pessoal.  Para a diretoria do sindicato ficou clara a intenção de afastar o cipista da unidade, porque cobrava posições mais firmes em relação ao combate da pandemia.

O Sindipetro-NF tem pressionado as autoridades ligadas à Operação Ouro Negro para que tomem atitudes concretas exigindo das empresas de petróleo ações para enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Além disso, entre março e junho passados, o Sindipetro-NF enviou 18 ofícios, à gestão da Petrobrás e a instâncias do poder público, para cobrar ações de prevenção à Covid-19. Na maioria dos casos não houve resposta e as medidas, quando adotadas, foram muito lentas. 

Plataforma leiloada

A P-12 é uma das plataformas que foi leiloada e ainda está ancorada, então a Petrobrás está correndo para entregar a unidade, porque o custo de todo o processo de retirar a plataforma deve passar de R$ 100 mil por dia.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Após seguidas denúncias do Sindipetro/MG sobre os riscos da redução do número mínimo, na última quinta-feira (6), foi registrada ocorrência de alta gravidade na Unidade de Hidrotratamento de Diesel (HDT). O acontecimento escancarou o alto potencial de tragédia quando se opera com menos trabalhadores que o necessário.

 Antes da redução do número mínimo, eram seis operadores no painel e outros seis na área. Após a redução, ficaram somente quatro no painel.

Na emergência da semana passada, durante uma ocorrência operacional de parada das unidades de produção de hidrogênio, um operador da área (gasolina) foi chamado para operar no painel do Diesel 1, que naquele momento contava com mais um operador em treinamento.

Ou seja, além dos quatro trabalhadores previstos no número mínimo, havia mais um em treinamento e outro foi convocado às pressas para ajudar na emergência.

Além de deixar a área desprotegida, ao subir com um operador para o painel, a ocorrência revelou que a redução não atende as exigências de segurança, deixando evidente que o número mínimo ideal de operadores na HDT é seis. Para piorar a situação, as unidades são muito diferentes entre si e os operadores tem conhecimentos diferentes.

Denúncia

Em julho deste ano, o Sindipetro/MG recebeu denúncias feitas pela categoria relatando que a Regap insiste em operar, de forma recorrente, com número de trabalhadores abaixo do mínimo estabelecido.

Em setores como HDT e Unidade de Destilação de Petróleo (DH) houve a redução do número mínimo. Já no setor  de Craqueamento Catalítico Fluidizad0 (CCF) oficialmente não houve redução do número mínimo, mesmo assim as equipes trabalham frequentemente abaixo do número mínimo de segurança.

Alto potencial de risco       

A redução do número mínimo coloca em risco a operação das unidades operacionais da Refinaria, que envolvem grandes riscos e cenários de acidentes que podem ocasionar tragédias.

O pior cenário de tragédia envolve o Craqueamento Catalítico Fluidizado (CCF), também conhecido como Secra. Uma falha nesse setor pode gerar uma devastação que extrapola a Refinaria, chegado até o bairro Riacho das Pedras em Contagem.

Só o vazamento da mistura de gás combustível e sulfeto de hidrogênio (H2S) na HDT, pode resultar em uma nuvem tóxica fatal. A contaminação pode atingir um raio de 850 metros, afetando grande parte da força de trabalho e comunidades no entorno da refinaria, como é o caso dos bairros Petrovale, Petrolina e Cascata, em Ibirité.

Tragédia no Líbano

Com alto potencial de destruição, tragédias desse tipo devastam comunidades inteiras. Na semana anterior, o mundo inteiro acompanhou a repercussão da megaexplosão no porto de Beirute, Líbano. Foram quase 200 mortos, mais de 100 desaparecidos, 6 mil feridos e uma cratera de 43 metros de profundidade, além de altos níveis de poluição liberados na atmosfera.

Diante desse cenário, o Sindicato alerta para o alto potencial de tragédia em caso de falhas na operação da Regap. Por isso, o Sindipetro/MG exige que a gerência da Refinaria aplique o número mínimo seguro.

De acordo com o coordenador Alexandre Finamori, “a economia em postos de trabalho é insignificante perto do risco que correm tanto a força de trabalho quando a comunidade vizinha”, afirma o coordenador.


> Leia também:  A relação do Sistema de Consequências da Petrobrás e a explosão em Beirute


[Da imprensa do Sindipetro-MG]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.