Segunda, 11 Novembro 2019 16:52

Acordo assinado, cumpra-se!

FUP cobra que Petrobrás suspenda imediatamente programas de demissões

Em documento enviado na última sexta-feira, 08, à Gerência de Recursos Humanos da Petrobrás, a FUP questionou os gestores sobre o descumprimento de cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), pactuado com as representações sindicais, após mediação feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A agressiva política de despedidas, demissões incentivadas e transferências em massa de petroleiros e petroleiras, bem como a inclusão de metas de segurança, saúde e meio ambiente como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens, ferem as cláusulas 41 e 86 do ACT (que tratam de efetivos) e o parágrafo 9º da cláusula 73, que veda o uso de metas de SMS em avaliações.

Há mais de dois anos, a gestão da Petrobrás nega-se a debater efetivos com a FUP e seus sindicatos, como determina a cláusula que garante a realização de um fórum corporativo anual sobre o tema. De forma unilateral, a empresa continua impondo aos trabalhadores demissões incentivadas (PDV, PDA, PAD e outros) e transferências em massa.

A FUP cobrou que a Petrobrás cumpra o ACT, convoque imediatamente o Fórum de Efetivo e informe às representações sindicais os critérios que estão sendo aplicados para transferência e demissões dos trabalhadores das unidades que foram colocadas à venda ou que estejam em processo de redução de atividades e desmobilização.

“Até o cumprimento do que foi acordado, requeremos a imediata suspensão de todos os processos de despedida, demissão, ou transferência, vinculados à venda, desmobilização ou redução de atividades nas unidades da empresa”, destaca a FUP no documento enviado ao RH da Petrobrás.

A Federação também cobrou a “extinção do uso de metas de SMS como critério qualquer para a avaliação de empregados, individual ou coletivamente, e subsequente pagamento de quaisquer parcelas, ou concessão de vantagens, inclusive quanto ao chamado sistema de consequências”.

A FUP cobrou um posicionamento da Petrobrás até o dia 12 de novembro.


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[FUP]

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Na última quarta-feira (16) aconteceu um acidente na Estação de Marapé que gerou o derramamento de óleo no Campo de Dom João Terra, localizado na cidade de São Francisco do Conde, provocando grande impacto ambiental na localidade.

A Petrobrás mobilizou suas equipes de contingência, mas o acidente só comprova a política de precarização das condições de trabalho da atual gestão da Petrobrás, que reduz efetivo, terceiriza indistintamente atividades e que não prioriza treinamento. Situações essas que vêm sendo denunciadas com frequência pela direção do Sindipetro Bahia.

Esperamos que a gerência da UO-BA não eleja os trabalhadores como bodes expiatórios desse acidente, mas mude suas práticas de gestão dos contratos das empresas contratadas e valorize o trabalhador, responsável direto pelo lucro e bom desempenho de qualquer empresa.

[Via Sindipetro Bahia]

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O incêndio que atingiu a Revap (Refinaria Henrique Lage), em São José dos Campos, neste domingo (29), é consequência da explosão de um tanque de resíduo de destilação à vácuo, ocorrida na sexta-feira (27). O Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos e Região está acompanhando a investigação de ambos os acidentes e denuncia a precarização da gestão de segurança da refinaria.

O produto derramado após a explosão foi contido no dique do tanque e nas canaletas, na parte interna da refinaria. Tudo indica que esse produto vazado pegou fogo no domingo. Ainda não se sabe o que iniciou as chamas. O Sindicato, no entanto, aponta que pode ter ocorrido falha na gestão do resíduo, que não teve o tratamento adequado após a explosão.

As chamas foram controladas por volta das 22h de domingo e não houve feridos. Causa estranhamento o fato de a Revap não ter citado a explosão do tanque em suas declarações à imprensa. Esta ocorrência é decisiva para esclarecer o acidente à população e aos trabalhadores da empresa.

Prestes a completar 66 anos de fundação, a Petrobrás vive hoje um dos momentos mais graves de sua histórica com as políticas de desinvestimento e privatização, aprofundadas pelo governo de Jair Bolsonaro (PLS).

“Mesmo sendo altamente lucrativa, a Petrobrás investe cada vez menos no refino. A consequência é o sucateamento e perda da efetividade de políticas de prevenção de acidentes, desenvolvidas durante anos. Este acidente é consequência disso. Exigimos mais investimentos, contratação de mão de obra e segurança na Revap”, afirma o Presidente do Sindicato dos Petroleiros, Rafael Prado.

[Via Sindipetro SJC]

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O Departamento Jurídico do Sindipetro-NF informa que a entidade obteve nova decisão favorável ao reconhecimento da exposição de petroleiros ao benzeno na plataforma Vermelho II.

“O escritório Normando Rodrigues e Advogados, em ação civil pública de autoria do Sindipetro-NF, obteve nova procedência, desta vez em segunda instância, na ação do Benzeno na plataforma Vermelho II, onde a Petrobrás foi condenada a pagar R$ 500.000,00 por danos morais coletivos”, informou a assessoria jurídica do NF.

O Departamento explica que foi reconhecida a exposição dos trabalhadores da plataforma à substâncias cancerígenas (benzeno e nafta), elementos químicos para os quais não há limite de tolerância de exposição que seja considerado seguro.

A desembargadora Giselle Bondim, relatora do acórdão, também determinou que a Petrobrás reavalie a exposição ocupacional, e estabeleça programas específicos de conservação da saúde do trabalhador.

O processo pode ser acompanhado pelo número 0001563-98.2014.5.01.0482.

[Via Sindipetro-NF]

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O Sindipetro-NF recebeu de trabalhadores a informação de que, desde a noite de domingo, a plataforma P-50, na Bacia de Campos, está em processo de parada de produção em razão do rompimento de amarras de ancoragem. Das cinco amarras que ancoram o navio na proa à bombordo (na frente à esquerda da embarcação), três estão rompidas. Foi acionado o estado de alerta.

O navio vinha com deficiência na ancoragem há alguns dias, com duas amarras rompidas. Domingo (22) à noite, por volta das 23h20, a terceira amarra se rompeu. Em condições normais, a plataforma é mantida com cinco amarras proa bombordo, cinco amarras de proa boreste (na frente à direita), cinco amarras de popa bombordo (atrás à esquerda) e cinco amarras popa boreste (atrás à direita).

“Como já estávamos com a deficiência na ancoragem, no momento do rompimento da terceira amarra estávamos com um barco tracionando a proa da plataforma com 15 toneladas de tensão, agora esse mesmo barco está aplicando uma tensão de 100 toneladas, o que manteve nosso passeio (afastamento) em 40 metros, já foi acionado um segundo barco para maior força no tracionamento. Estamos em processo de parada de produção, com cuidados para não danificar os poços”, relataram os trabalhadores ao sindicato.

Há possibilidade de evacuação da embarcação se o afastamento se elevar. Inicialmente este passeio tolerado foi definido em 50 metros, mas considera-se também aguardar o limite de 70 metros.

O sindicato busca novos contatos com os trabalhadores para manter a atualização da situação e cobra informações da Petrobrás sobre a operação da plataforma e as medidas de proteção à segurança dos petroleiros.

A P-50 produz aproximadamente 24 mil barris diários de petróleo (23.790,35 bbl/dia) e cerca de 500 mil metros cúbicos de gás natural diários (512 Mm³/dia), de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo em julho de 2019.

[Via Sindipetro-NF]

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Agosto registrou uma série de acidentes com mortes ou graves lesões a trabalhadores por todo o Brasil. A queda de uma viga, durante a construção de um frigorífico em Iporã (PR), matou Adalto Alves Cardoso aos 69 anos e feriu outro trabalhador com gravidade. Em Pouso Alegre (MG), Ivan Fidélis, 36 anos, foi soterrado durante uma escavação. O coletor de lixo Marcio Alves de Souza morreu no dia 13 após um capotamento do caminhão em que trabalhava, em Goiânia (GO). Em Curitiba (PR), outro operário da construção civil teve a perna presa em uma máquina de cimento.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil ocupa o 4º lugar mundial em acidentes no trabalho.

Em 2018, de acordo com Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, houve 623,8 mil comunicações de casos envolvendo morte, invalidez ou afastamento por doenças de trabalho no país. Entre 2012 a 2018, mostra a plataforma, o Brasil registrou 16.455 mortes e 4,5 milhões acidentes. No período, os gastos da Previdência com Benefícios Acidentários foram de R$ 79 bilhões.

Os números são assustadores, mas não a ponto de sensibilizar o governo Jair Bolsonaro (PSL). Ao contrário, sob o pretexto de que seria preciso “desburocratizar” o regramento trabalhista, o presidente vem promovendo ou apoiando uma série de ações que afetam ainda mais a saúde e a vida dos trabalhadores.

Entre elas, está o esvaziamento ou a extinção das 36 Normas Reguladoras (NRs) consolidadas ao longo de quatro décadas de debates e estudos sobre proteção no ambiente de trabalho. A mudança nas NRs foi anunciada em maio por Bolsonaro, com o alegado objetivo de “simplificar as regras e melhorar a produtividade”.

O avanço sobre a regulamentação é uma forma de dizer aos agentes públicos que possuem a competência legal de proteger a vida dos trabalhadores para que “saiam do cangote dos empresários”.

A primeira NR revogada foi a de número 2. Com a medida, o empresário não precisa mais provar, antes de abrir o negócio, que seu estabelecimento segue as normas de segurança para os trabalhadores.

Outras três NRs estão sendo modificadas também no sentido de facilitar a vida do empregador, aumentando os riscos para os empregados: a NR1, a NR3 e a NR12.

As mudanças previstas na NR12 são as que mais preocupam, já que vão flexibilizar as regras de segurança para ambientes com máquinas e equipamentos – responsáveis por grande número de acidentes, mortes e mutilações.

Já a alteração na NR1 libera o empresário de dar treinamento ao trabalhador toda vez que ele mudar de função; enquanto a mexida na NR3 vai limitar o poder de atuação do delegado do trabalho de interditar uma obra, por exemplo, quando ele identificar risco iminente aos operários.

A gravidade da mudança, no caso da NR3, se expressa no fato de ela acabar com a possibilidade do Estado chegar e agir antes que o acidente ou o adoecimento ocorra, segundo explica Luiz Scienza, auditor-fiscal do Trabalho, professor do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina da UFRGS e vice-presidente do Instituto Trabalho Digno.

Para Scienza, as alterações propostas na NR3 tendem a tornar inviável aplicar uma medida provisória de paralisação de atividades de alto risco.

“Hoje, em situações extremas, o auditor pode embargar obras, empreendimentos etc. [Com as mudanças], em lugar de se fazer o embargo, o auditor vai ter que adotar uma série de medidas anteriores, cálculos, estimativas de riscos, e enquanto isso os trabalhadores continuam suas atividades e a vivenciar os riscos extremos verificados. Isso não tem nenhum sentido, não existe em lugar nenhum do planeta. É algo completamente fora da realidade”, diz.

Escravidão

“Essa nova normatização e sistemática certamente adoecerá, amputará e matará mais trabalhadores. O lucro também é importante, claro, mas não pode desprezar os outros aspectos. Quando se trata de proteção à vida, será sempre prioridade, conforme determina a nossa Constituição Federal”, afirma Carlos Silva, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait).

Para justificar as alterações, Bolsonaro escreveu em sua conta no Twitter: “Governo federal moderniza as normas de saúde, simplificando, desburocratizando, dando agilidade ao processo de utilização de maquinários, atendimento à população e geração de empregos”.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) questiona as declarações de Bolsonaro – utilizadas também para sustentar as reformas da Previdência e Trabalhista –, de que o trabalhador precisa fazer uma escolha: ou ele tem direitos, ou tem emprego.

“Isso é muito perigoso. O Brasil ocupa a 4ª posição no mundo em acidentes de trabalho. As principais normas foram elaboradas no governo militar, nas décadas de 60, 70. É um retrocesso tão grande, que até a possibilidade de trabalho análogo à escravidão vai retornar. Estão falando até em flexibilizar a noção de trabalho escravo. É uma lógica extremamente perversa.”

O jornalista Leonardo Sakamoto, especializado em direitos humanos e diretor-presidente da ONG Repórter Brasil, também contesta a lógica presidencial.

“Bolsonaro tem trabalhado com uma falsa dicotomia entre empregos e direitos. Não é a diminuição de direitos que gera empregos. O que gera emprego é o crescimento econômico. Pode criar emprego desregulamentando? Até pode. Mas em nome de quê? Que tipo de emprego se vai criar?”, pergunta.

Mudar para trás

Carlos Silva, presidente do Sinait, destaca a relevância das normas alteradas e seus impactos. “A NR-1 é de extrema importância, estruturante. E a NR-12 é importantíssima, dizendo respeito a um quadro grave e caótico de acidentes com máquinas e equipamentos”. De acordo com Silva, “as alterações já promovidas alcançam quase a totalidade dos ambientes de trabalho e quase a totalidade dos trabalhadores e trabalhadoras do país”.

O presidente do Sinait avalia que “é muito grave” a alteração do caráter (antes deliberativo e mandatório, agora apenas consultivo e eventual) da Comissão Tripartite que respondia pelas normas – bem como o fim das atividades das comissões temáticas.

“Na prática agora, sempre que o governo discordar, acabará por decidir conforme suas convicções. Só ouvirá e respeitará quando convergir – o que é grave, extremamente grave”, afirma.

Silva acrescenta que não é verdade que as normas estejam ultrapassadas, como faz parecer o discurso oficial, elas sofrem atualização permanentemente, “há décadas.”

“As normas são revisadas o tempo todo”, corrobora Sakamoto. “Elas refletem a realidade, bem como o acordo tripartite. Quando há uma evolução, o que é natural, quando há necessidade, atualiza-se a norma, ou até se cria uma. Isso é bastante usual. O governo está fazendo essas alterações de forma atropelada, o que já é questionável, e está fazendo isso em nome dos empregadores”.

Para Sakamoto, o correto seria pensar também em nome dos trabalhadores e, ainda, do Estado, de forma consensual e dentro da legalidade. “De forma atropelada, você pode fazer muita coisa ruim.”

Scienza reforça o ponto: “As NRs de Saúde e Segurança do Trabalho tornam concretos direitos e garantias constitucionais. O atual governo entrou com uma disposição de mudar tudo. As normas foram classificadas como bizantinas e hostis às empresas, o que não corresponde à realidade nem em um aspecto nem no outro”.

De acordo com o dirigente do Instituto Trabalho Digno, “no caso da NR-1, por exemplo, as alterações atingem direitos internacionais já consagrados, protegidos por normas e convenções da OIT, a Organização Internacional do Trabalho. É uma nova norma que atenua, minimiza, transforma o direito de recursa do trabalhador a não realizar uma atividade que o coloque em risco numa mera comunicação de risco ao superior. [O fim da regra] é uma novidade mundial. Isso não existe em lugar algum do planeta.”

Estado esvaziando o Estado

Além da redução das normas de segurança, o governo também vem desmontando a estrutura de fiscalização. O déficit de Auditores-Fiscais do Trabalho estimado pelo Sinaits é de mais de 40%. Dos 3.643 cargos criados por lei, apenas 2.234 estavam ocupados em abril de 2019.

Um estudo de 2012 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), produzido em parceria com o Sinait, apontou que, para atender às recomendações da OIT, o Brasil deveria ter 8 mil Auditores-Fiscais do Trabalho.

Sakamoto ressalta que, para garantir os direitos civis e políticos, é preciso controlar a presença do Estado. “Para garantir direitos sociais, trabalhistas, ambientais etc., não é assim. O Estado precisa atuar, se fazer presente, para garantir. O que está sendo feito agora é no sentido de esvaziar essa atuação do Estado em todos os aspectos. É um passo atrás, um retrocesso”.

Na avaliação de Silva, dio Sinait, “não há que se falar em modernização e simplificação. O que esta havendo é uma flexibilização”.

Pior para os bons empresários

As mudanças devem resultar em outros prejuízos à economia e à sociedade.

“As empresas que já investiram para se adequar às normas vão perder. Você vai privilegiar quem não segue a lei, faz dumping social, ambiental…É ruim para as próprias empresas que seguem as leis”, explica Sakamoto.

Para Luiz Scienza, as novas normas tendem a atender os maus empresários. “Existem pessoas sérias em todos grupos sociais. O bom empresário não está interessado em acidentes e no aumento dos riscos em sua atividade. Os bons empresários não estão nada satisfeitos com o que vai vir, e o processo está apenas começando”, alerta.

Scienza acredita que o Brasil possa perder competitividade e mercados mais criteriosos e exigentes com relação aos direitos dos trabalhadores. “Está faltando uma visão do macro, da complexidade do tema. Você está criando uma série de gastos para a Seguridade Social, para a Previdência, por exemplo, que já são bilionários”, conclui.

No Congresso, a mobilização ainda é tímida. “O governo que rever 90% das NRs, isso é muito grave. E com uma argumentação cínica de que vai aumentar a competitividade das empresas. Eles estão agora fazendo tudo com uma estimativa, projeção para 10 anos. E falam em uma economia de 68 bilhões de custos no período. Essa medida é um tiro no pé. Se você é um país exportador, vai estar sujeito a acordos e fiscalização internacionais. As denúncias de trabalho escravo, por exemplo, tiveram grande impacto. Se houver desrespeito às normas trabalhistas, mais acidentes, isso certamente vai gerar repercussão. O Brasil vai virando um país de barbárie”, finaliza Ivan Valente.

[Via Brasil e Fato | Reportagem: Antonio Biondi e Napoleão de Almeida]

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Após denunciar mais de uma vez o vazamento de dimetil dissulfeto à gerência da Regap, sem as devidas providências da Petrobrás para a solução do problema, o Sindipetro/MG levou o caso ao Ministério Público de Minas Gerais.

Em representação apresentada ao órgão, o Sindicato relatou que em março deste ano, o tema foi tratado em uma reunião da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa). O debate foi motivado por reclamações de trabalhadores em razão do forte odor provenientes do galpão de armazenamento do produto.

Já no mês de abril, o Sindicato recebeu a primeira denúncia de técnicos de operação que estariam se sentindo mal em razão do cheiro forte. Um empregado, inclusive, precisou sair de licença médica devido ao mal estar provocado pelo odor.

Na ocasião, a diretoria do Sindicato procurou a gerência da Regap que admitiu o problema e se comprometeu a transferir para outra edificação os trabalhadores do prédio mais atingido pelo forte odor. Além disso, a empresa também teria se comprometido a realocar o material e a remover os tambores que apresentassem vazamentos.

Porém, em junho, o coordenador do Sindipetro/MG, Anselmo Braga, voltou ao local e constatou a mesma situação: tambores em avançado estado de corrosão e forte odor de dimetil dissulfeto em razão de vazamentos. Na mesma data, outro trabalhador precisou de atendimento médico em razão do cheiro forte.

Já em 8 de julho, a TV Record Minas exibiu em um de seus telejornais uma reportagem em que moradores do entorno da Regap reclamavam do mesmo problema: forte odor de produto químico oriundo da refinaria. Eles se queixavam de mal estar e dificuldade de respiração e, alguns deles, chegaram a sair de casa em dias que o cheiro estaria pior.

Além disso, os moradores acionaram o Corpo de Bombeiros para registro de Boletins de Ocorrência e também o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e Polícia Militar Ambiental. No entanto, ainda assim, as providências tomadas foram insuficientes.

A denúncia ao Ministério Público se baseia em convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e na Constituição Federal – que garantem segurança aos trabalhadores em seus ambientes de trabalho. Além disso, o documento também destaca os riscos dos vazamentos de dimetil dissulfeto ao meio ambiente e à população no entorno.

Conforme o coordenador do Sindipetro/MG, Anselmo Braga, a decisão de levar o caso ao Ministério Público se deu após recorridas denúncias à gerência da empresa sem que o problema fosse solucionado. “Os trabalhadores e a comunidade do entorno da refinaria estão expostos a um produto nocivo a sua saúde, por isso a urgência em resolver essa situação”.

O dimetil dissulfeto é um subproduto do processo de refino de petróleo realizado pela Regap e é considerado inflamável, nocivo (por inalação e ingestão) e irritante (para olhos, vias respiratórias e pele). O produto pode produzir pneumonia potencialmente fatal, se ingerido, além de dermatites e danos irreparáveis nos olhos, em caso de contato ocular acidental.

[Via Sindipetro-MG]

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Um operador levou um tiro de raspão no braço

Já não bastassem as condições inseguras e insalubres que os trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima estão expostos. Já não bastasse a insegurança vivida pelos trabalhadores de turno que se deparam com incontáveis e intermináveis invasões noturnas de ladrões, que invadem a refinaria para roubo de cabos chegando à situação de troca de tiros no interior das instalações e que deixam os trabalhadores tensos em seus locais de trabalho. Já não bastasse o desconforto suportado pelos trabalhadores que chegam a trafegar por mais de quatro horas diárias numa van apertada e anti-ergonômica.

Como senão bastasse tudo isso, a Gerência da refinaria, rasgando o Código de Ética da empresa nos itens 1 e 2 de ‘’Respeito à vida em todas as suas formas’’, e tentando fazer economia, submete os trabalhadores ao risco de vida real no trajeto do trabalho para casa.  Nada do que foi relatado é novidade para a gestão da Refinaria. Todas essas ameaças são denunciadas pelo SINDIPETRO-PE/PB, que sempre cobra posicionamento da empresa a respeito dessas questões.

No último domingo, dia 08/09 por volta às 02:00h a van que fazia o transporte de retorno dos trabalhadores de turno, foi antigida por dezenas de tiros, na rodovia BR-232 no trecho entre as cidades de Moreno e Vitória-PE. Um operador levou um tiro de raspão no braço, e juntamente com o motorista, por muito pouco não foram atingidos fatalmente.

E para piorar a empresa ainda emite uma CAT questionável. Em 30/05/17 outra van do turno já havia sido assaltada no bairro de Boa Viagem com prejuízos apenas materiais e também denunciado pelo sindicato à gerência que preferiu colocar a culpa na segurança pública da cidade.

Pouco valor à vida

Em consonância com a política de sucateamento do Sr.Roberto Castello Branco, atual presidente da PETROBRAS, a gestão da Refinaria Abreu e Lima prefere lançar os trabalhadores à própria sorte colocando a redução de custos em primeiro lugar. Por isso para evitar casos como esses que o sindicato sempre se posicionou contra o retorno ao trabalho às 03:00h da manhã, após o interstício, e criticou bastante a mudança unilateral do modelo do transporte na época.

É INADMISSÍVEL que a gestão da Refinaria Abreu e Lima continue desrespeitando o Código de Ética da PETROBRAS colocando vidas de trabalhadores em perigo em troca de redução de custos. O SINDIPETRO-PE/PB cobrará da gerência da Refinaria respostas sobre as condições inseguras à vida a que os trabalhadores estão expostos, seja no interior da Refinaria ou no trajeto e não hesitará em responsabilizar criminalmente os responsáveis caso haja uma tragédia.

Precisaremos ter uma vítima fatal para que a gerência tome providências?

A vida não tem preço !

[Via Sindipetro PE/PB]

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O Sindipetro-NF indicou hoje o sindicalista Vitor Carvalho, ex-diretor da entidade e diretor nacional da CUT, para representar o sindicato na comissão que vai apurar as causas do acidente no FPSO Rio de Janeiro, navio afretado pela Petrobrás e operado pela Modec, que está adernado na Bacia de Campos.

De ontem para hoje ocorreu um aumento na fissura no casco da embarcação. Mas, de acordo com a Petrobrás, o navio continua estabilizado. Todos os trabalhadores da unidade foram desembarcados.

O sindicato manterá a categoria informada sobre a situação da embarcação, assim como solicita aos trabalhadores que também enviem informações importantes sobre as condições do FPSO para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

A entidade está vigilante para que todas as medidas sejam tomadas para que não ocorra uma tragédia ambiental e que nenhum trabalhador seja atingido. Até o momento, de acordo com a própria empresa, 7,8 mil litros de óleo foram derramados no mar e operações estão sendo feitas para contenção e recolhimento do produto.

O adernamento do FPSO começou no último dia 23, quando foi identificado um rasgo no casco do navio, a cerca de um metro de profundidade. Um primeiro grupo de trabalhadores não essenciais para a estabilidade foi desembarcado imediatamente e o restante ontem. O navio, que está no campo de Espadarte, será levado para o estaleiro.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

O Ministério Público do Trabalho (MPT) de Campinas convocou a Replan para uma audiência, no dia 3 de setembro, a fim de firmar um Termo de Compromisso referente à segurança dos trabalhadores. A notificação atende a ofício do Sindicato, encaminhado ao órgão em 12 de julho, que denunciou o descumprimento da NR-6 na Estação de Tratamento de Água (ETA), colocando em risco a segurança dos empregados.

Na denúncia, a direção sindical informa que os operadores no subsistema de recebimento de ácido sulfúrico têm disponível um único conjunto de PVC (calça, botas, jaleco e capuz), que é compartilhado por todo efetivo do setor, sem a mínima higiene adequada. A conduta contraria a NR-6 e expõe os trabalhadores ao risco de transmissão de doenças contagiosas.

Segundo o diretor do Unificado Gustavo Marsaioli, por várias vezes a empresa tenta culpabilizar o trabalhador por um acidente, mesmo que ele não seja diretamente o responsável. “A nossa denúncia junto ao MP mostra justamente essa contradição da Replan, que frequentemente descumpre as normas legais, sendo a principal responsável pelos acidentes de trabalho”, declara o dirigente.

[Via Sindipetro Unificado-SP]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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