Na data em que se comemora o Dia Mundial da Saúde, a diretoria do Sindipetro-NF alerta para a falta de cuidado das empresas com a saúde de seus trabalhadores e trabalhadoras, principalmente durante a pandemia, apesar das diversas tentativas do sindicato.

Esse mês completa um ano que, o Sindipetro-NF encaminhou para a Petrobrás e para as empresas do setor privado um ofício, sugerindo ações a serem tomadas durante o tempo de pandemia do COVID-19. No documento o sindicato alertava também sobre a necessidade de registrar através das CATs os casos existentes de COVID-19, encaminhando uma cópia ao sindicato, e pelas Fichas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN do Sistema Único de Saúde-SUS, que servem para a notificação obrigatória dos casos suspeitos e/ou confirmados de Covid-19, assim como para as questões decorrentes do trabalho.

Segundo levantamento do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, nenhuma empresa encaminhou CATs, dos casos de COVID-19, apesar da determinação do STF, desde que se consiga estabelecer o nexo causal ou seja,  na hipótese em que a doença seja proveniente de contaminação do empregado pelo vírus SARS-CoV-2 no exercício de sua atividade. Apesar de estarmos acompanhando diversos surtos nas plataformas, a última em P-54, e trabalhadores morrendo vítimas da doença, as empresas continuam não emitindo as CATs.

O que temos visto é uma recusa à divulgação de informações sobre a distribuição dos casos de COVID-19 entre trabalhadores próprios e terceirizados, por unidades operacionais e administrativas, regimes de trabalho e regiões. Deixando a categoria totalmente sem acesso a esses dados.

Testagem geral

Outra sugestão do Sindipetro-NF no documento foi da aplicação de testes diagnósticos (RT- PCR) em massa e com frequente e testagem para todos os trabalhadores, antes, durante e depois do embarque.  Com a finalidade de rastreamento dos portadores do COVID-19 (inclusive os assintomáticos).

Além disso, protocolos de testagem e sanitários sugeridos pelas entidades e referendados pelo Ministério Público do Trabalho e pela Fundação Osvaldo Cruz, entidade de referência no combate ao coronavírus, tem sido ignorados parcial ou integralmente pelas empresas.

Petrobrás. Tetra, Champion Technologies, Cetco, Falcão Bauer, Franks, Baker GE, Halliburton, Schlumberger, Superior, Expro e Oiltanking  foram as empresas que receberam ofício do sindicato.

“Para comprovar o descaso com a vida e agravar ainda mais o nível de cansaço e estresse entre os trabalhadores, a Petrobrás tenta implementar de forma unilateral uma escala de trabalho, extremamente danosa aos trabalhadores, ignorando proposta apresentada pelos pelos trabalhadores e atropelando o processo de negociação, em busca da manutenção da produção e do lucro, sem qualquer preocupação com a saúde e segurança dos trabalhadores próprios ou terceirizados” – alerta o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Live às 19h, com participação de especialistas, debaterá, entre outros temas, a quebra de monopólio de vacina e o lockdown de 21 dias, defendido por cientistas e pela CUT para frear o avanço da pandemia, que bateu mais um recorde de mortes nesta terça, quando 4.195 brasileiros perderam a vida para a Covid. Ás 11h, será realizado um tuitaço com a hastag #VacinaSalvaBolsonaroNão

[Da redação da CUT*]

No dia Mundial da Saúde, celebrado nesta quarta-feira (7), a CUT e a Frente Brasil Popular vão realizar mobilizações em vários locais do país (veja relação abaixo) reivindicando vacina contra Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, para todos e todas, geração de emprego, quebra de patentes das vacinas contra a doença e pelo “fora, Bolsonaro”.

A CUT realizará também uma live, às 19h, para debater o atual cenário brasileiro. Entre os convidados, o senador, médico e ex-ministro da Saúde, Humberto Costa (PT), o médico sanitarista e pesquisador da Fiocruz Claudio Maierovitch, e Fernando Pigatto, presidente do Conselho Nacional de Saúde. Pela CUT participam a secretária de Saúde do Trabalhador da Central, Madalena Margarida Silva, e Antonio Lisboa, secretário de Relações Internacionais.

Dia Mundial da Saúde em plena pandemia

Criado em 7 de abril de 1948 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar a sociedade sobre qualidade de vida e sobre fatores que afetam a saúde da população, o Dia Mundial da Saúde será simbólico este ano, especialmente no Brasil.

Os brasileiros enfrentam a maior crise sanitária de sua história com o agravamento da pandemia do novo coronavírus e têm no comando do país um presidente negacionista, que sabota as medidas preventivas indicadas por autoridades da área de saúde, espalha fake news e orienta a população a usar o kit covid, que ele chama de tratamento precoce. Jair Bolsonaro (ex-PSL) já é considerado um perigo para o Brasil e para o mundo, como afirmou o editorial do jornal britânico The Guardin desta terça-feira (6).

Com aproximadamente 3% da população mundial, o Brasil concentra 30% de novas infecções registradas diariamente em todo o planeta. Especialistas na área de saúde apontam que abril pode ser o pior mês da pandemia até agora e que, se nada for feito, o Brasil terá um total de 600 mil mortes até julho.

Por isso, no Dia Mundial da Saúde, a CUT, centrais sindicais e movimentos sociais o foco central da luta será pelo ‘Fora, Bolsonaro’.

“A CUT definiu em suas resoluções elencar o ‘Fora, Bolsonaro’ como luta central. É imprescindível associar isso a todas as lutas, como as pela vacina e pelo emprego, porque com ele no governo não vamos conseguir reverter essa situação”, diz a secretária de Saúde do Trabalhador da CUT.

Este é o momento em que a CUT e seus sindicatos filiados reforçam a defesa da vida e a proteção aos empregos, afirma a dirigente.

Temos um mote esse ano que é ‘salvar vidas, proteger o trabalho, vacina para todos e todas e em defesa da quebra de patentes’.  
- Madalena Margarida Silva

Quando fala em ‘quebra de patentes’, a secretária se refere a licença compulsória ou obrigatória de patentes que, na prática, significa uma suspensão temporária do direito de exclusividade do dono do produto, a chamada patente, que permite a produção, uso, venda ou importação do produto ou processo patenteado, por um terceiro, desde que tenha sido colocado no mercado.

“Há uma necessidade, um chamado global sobre a importância da quebra de patentes. Entendemos que é fundamental para diminuirmos os custos de vacinas e insumos para que possam ser fabricadas em larga escala, por mais laboratórios e e assim, garantir que todos ao redor do mundo possam ser vacinados”, explica a dirigente.

Na live da CUT com autoridades da área da saúde, um dos pontos a serem abordados será a vacinação no Brasil, outro ponto fraco do governo federal. Por negligência do governo Bolsonaro, a imunização dos brasileiros começou tardiamente. Também houve um desprezo na aquisição doses. Bolsonaro chegou a negar a compra de imunizantes da Pfizer em setembro do ano passado, chamou a vacina produzida pelo Instituto Butantan de vacina chinesa, disse que não tomaria e duvidou da sua eficácia. Paralelamente, o presidente insiste em defender o chamado tratamento precoce com medicamentos sem eficácia comprovada.

Para Madalena Silva, o tema das vacinas é de extrema importância já que, de acordo com cientistas, a maneira mais segura de frear a pandemia é a combinação de isolamento social com imunização em massa.

Não menos importante é a defesa pelo isolamento social, tão combatido por Bolsonaro. “Países que adotaram o lockdown conseguiram diminuir o número de casos”, lembra Madalena Silva. No Brasil, exemplos de cidades como Araraquara, no interior de SP, comprovam que a medida é eficaz no controle das infecções.

A secretária de Saúde da CUT aponta o lockdown como essencial para a defesa da vida dos trabalhadores e alerta que a defesa do emprego, com proteção social também é fundamental.

“É a classe trabalhadora que está se contaminando no transporte quando vai para o trabalho, porque não houve ação coordenada em nível nacional para que o vírus não circulasse. Para a situação não piorar ainda mais é urgente um lockdown nacional de 21 dias, que a CUT defende, com proteção aos empregos e com recursos [do governo para garantir a sobrevivência econômica das pessoas e para os hospitais”, diz Madalena Silva.

Nossa luta é defender a vida acima de tudo de tudo, principalmente no contexto da pandemia. Perdemos o controle e não temos ações que garantam a sobrevivência das pessoas. Hoje, nossa luta é para que as pessoas não cheguem aos hospitais, que estão superlotados.
- Madalena Margarida Silva


A live da CUT, Salvar vidas, proteger o trabalho, vacina para todos e todas e em defesa da quebra de patentes, será transmitida pelas redes sociais da central – Facebook e Youtube – a partir das 19h

Mobilização social

A CUT e movimentos sociais que fazem parte da Frente Brasil Popular farão mobilizações nas redes sociais e em várias cidades do país com foco na defesa do SUS e pelo ‘fora, Bolsonaro’. A hashtag principal deste dia será #VacinaSalvaBolsonaroNão. Um tuitaço está programado para as 11h.

A mobilização também é em defesa da vacinação para todos e todas e na denúncia da responsabilidade de Bolsonaro nos números terríveis de doentes e mortos no Brasil.

Os atos serão simbólicos com no máximo 10 pessoas em locais estratégicos com panfletagens e cartazes para conscientizar a população e estão programados para acontecer a partir das 9h.

Veja os locais 

DF – Brasília

9h: ato da CUT no gramado do Ministério da Saúde

16h: ato do Conselho Nacional de Saúde na Praça dos três poderes 

Minas Gerais

Belo Horizonte, atos a partir das 13h, nas UPAS:

-Pampulha

-Oeste

-Venda Nova

-Centro-Sul

-Leste

-Noroeste II

-Nordeste

-Barreiro

-Norte

Pernambuco

Recife

7h: ato simbólico de protesto em frente à Praça Oswaldo Cruz (Boa Vista), com a fixação de cartazes, faixas e cruzes em memória dos mortos pela COVID-19. Todos devem ir de branco.

Piauí

Teresina

11h: Hospital Monte Castelo 

RJ

Rio de Janeiro

10h: ato do Sindprev no Hospital da Lagoa

13h: ato do Sindprev no Hospital do Andaraí 

Rio Grande do Sul

Porto Alegre

9h30: ato das centrais sindicais em frente à Prefeitura

11h: ato às 11h no Palácio Piratini 

Santa Catarina

Florianópolis

9h: ato do Sindsaúde na Casa da Agronômica

12h: ato no Largo da Catedral 

SP

Carapicuiba

Ato às 11h,na UBS da COHAB II (na Rua Dumont, 410) 

Osasco 

Ato às 11h em frente à Prefeitura 

São Paulo (às 11h)

Ato da Central de Movimentos Populares (CMP) no vão livre do MASP

Ato do Sindsep-SP na UPA do Hospital de Campo Limpo

Ato da CMP na Catedral da Sé

Ato do Sindsaúde no Hospital das Clínicas

Ato no Hospital Vila Alpina

Ato no Hospital Itaim

Ato do Movimento Atingidos por Barragens e da CMP no Hospital Grajaú

Ato do PT em frente à Prefeitura

Ato do Fórum de Saúde Campo Limpo no Hospital M. Boi Mirim

Ato do Sindsep no Hospital/UPA Pirituba

Ato no Hospital João XXIII

Ato no terminal e no Hospital de Sapopemba

Ato no Hospital de Vl. Prudente

Ato do Sindesep no Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro Saboya

Ato do MTST no Hospital Menino Jesus em - Ermelino Matarazzo

Ato dos Metroviários na estação Jabaquara (METROVIÁRIOS) 

Hortolândia (6h às 11h)

Ato na rodovia SP 101 (sentido Campinas)

Ato no Hospital Municipal

Ato no Centro Comercial 

SERGIPE 

Aracaju

7h: Ato na Praça General Valadão 

LIVES

10h - CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE: “Em defesa do SUS e da Vida de todas as pessoas”
onde: instagram.com/conselhonacionaldesaude.cns/

16h - PROGRAMA BRASIL POPULAR: “Pandemia e os desafios do SUS”, com Inez Padula, Diretora Científica da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade e Francisco Funcia, Consultor técnico da Comissão de Orçamento e Financiamento do Conselho Nacional de Saúde
onde: TV 247 (youtube.com/brasil247)

16h - ÁGORA ABRASCO: “A saúde no Brasil”, com Guilherme Werneck, Edna de Araújo, Reinaldo Guimarães, Eloi Lola Gurgel, Naomar de Almeida Filho e Gulnar Azevedo e Silva.
onde: youtube.com/tvabrasco

17h30 - ESPIRITO SANTO: “O dia mundial da saúde, a defesa do SUS e a pandemia”. Com Geiza Pinheiro, Milene Terra, Madalena Margarida e Maria Faria (Sindsaude/ES).
onde: facebook.com/sindsaudees/live

18h - SÃO PAULO: “Semana Mundial da Saúde em defesa da Vida”, com Raimundo Bonfim, Alexandre Padilha, Lourdes Estevão, Pedro Tourinho, Celia Costa
onde: facebook.com/cmpbrasil/live_videos/

19h - GOIÁS: Plenária Estadual Fora Bolsonaro: “A necropolítica genocida do governo e a devastação da pandemia de COVID-19 no Brasil”
onde: facebook.com/forabolsonarogoias/live

19h - CUT BRASIL: “Salvar vidas e proteger empregos”, com Madalena Margarida (Saúde do Trabalhador CUT), Antonio Lisboa (Relações Internacionais CUT), Claudio Maierovitch (FIOCRUZ), Senador Humberto Costa (PT), Fernando Pigatto (Presidente CNS)
onde: http://facebook.com/cutbrasil/live / www.youtube.com/Cutbrasil

19h - METALÚRGICOS ABC: “Reflexões sobre a pandemia, homenagem aos profissionais da saúde, oração e solidariedade às famílias”, com Arthur Chioro (Ex-Ministro da Saúde), Eduardo Brasileiro (Economia de Clara e Franscisco), Gilberto Carvalho (PT), Romi Bencke (CONIC) e lideranças interreligiosas. 
onde: http://facebook.com/smabc

20h - Hortolândia/SP: “Dia Mundial da Saúde”. Com Carlos Neder (PT)
onde: https://fb.me/e/3EFKj3MPZ 

Outros dias 

8 de abril

Brasília/DF: Entrega da Carta Aberta ao Povo Brasileiro da Frente Pela Vida e do Conselho Nacional de Saúde ao STF ( frentepelavida.org.br ) 

9 de abril

Florianópolis/SC: Ato com velas às 18h30 no Largo da Catedral

São Paulo: Ato em defesa do SUS e da vida e em solidariedade aos

profissionais de saúde em frente ao Instituto Butantan

Rio de Janeiro: Ato em defesa do SUS e da vida e em solidariedade aos

profissionais de saúde em frente a Fundação Osvaldo Cruz 

11 de abril

Vitória/ES: Circulação de carros de som pela cidade em defesa do SUS, da vacina, do auxílio emergencial e do Fora Bolsonaro

 

*Edição: Marize Muniz

 
Publicado em Movimentos Sociais

Já são três mortes por Covid-19 na refinaria e a empresa sequer se manifesta. Pior ainda, causa mais aglomerações com os serviços de parada de manutenção. Há evidências de que a contaminação da última vítima ocorreu dentro das instalações da Repar

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC] 

A preocupação com as condições de segurança na refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, aumenta a cada dia. A unidade soma três mortes de trabalhadores por Covid-19 nos últimos dez dias, todos eram jovens. 

Há mais de um ano o Sindipetro PR e SC cobra da Petrobrás acesso às informações sobre a pandemia nas suas instalações e a aplicação de medidas de proteção para evitar a disseminação do coronavírus entre os trabalhadores. 

As respostas sempre foram superficiais e a postura negligente da empresa ganhou traços de desprezo à vida com a insistência da gestão da Repar em realizar a parada de manutenção, mesmo com o agravamento da crise sanitária e o colapso dos sistemas público e privado de saúde. 

O gigantesco procedimento industrial foi iniciado no último dia 29 e deve aumentar a partir de 12 de abril. Significa adicionar cerca de dois mil trabalhadores na rotina da unidade. Cabe ressaltar que os serviços de pré-parada, com cerca de 800 profissionais em oficinas de manutenção e outros ambientes compartilhados, estão em andamento. As aglomerações, principais vetores de transmissão do vírus, são inevitáveis, sobretudo nas áreas industriais, andaimes, equipamentos e oficinas, nas quais já foram percebidas concentrações de pessoas. 

As informações do mais recente boletim de monitoramento sobre a pandemia no Sistema Petrobrás, do Ministério de Minas e Energia, apontam que foram registrados 331 casos de contaminação nas unidades da Petrobrás no Paraná e Santa Catarina, com três mortes. Os dados, infelizmente, estão desatualizados, pois não contabilizam o falecimento de mais um trabalhador terceirizado da Repar, no início da tarde de quinta-feira (01), vítima da Covid-19.  

Diante desse cenário, a luta coletiva dos petroleiros transcende de patamar e se torna questão de sobrevivência. “Deve acontecer uma greve sanitária se não houver uma grande mudança de postura da empresa sobre as condições das instalações e cuidado com as pessoas que circulam na Repar”, avalia Alexandro Guilherme Jorge, presidente do Sindipetro PR e SC. Ele acrescenta que é de extrema importância que as denúncias da base, feitas desde o início da pandemia, continuem. “Através desses relatos conseguimos munir o Ministério Público do Trabalho e a Delegacia Regional do Trabalho, assim como as secretarias de saúde de Araucária e do Paraná, com informações sobre a situação na refinaria”. 

Fica a pergunta aos gestores da Repar: quantas vidas precisam ser ceifadas para a suspensão da parada de manutenção? 

O Sindicato pede mesa de negociação com a gestão desde a primeira morte por Covid-19 na refinaria, o que não foi atendido até agora. Na Regap ocorreram quatro mortes e a parada foi suspensa sem prazo de retorno. O Sindipetro PR e SC exige, no mínimo, o mesmo tratamento que foi dado na unidade de Minas Gerais.

Morte por contaminações dentro da Repar

A mistura de sentimentos de tristeza e revolta paira sobre os trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, com a informação da morte de Carlos Eduardo Correa dos Santos (Cadu), aos 45 anos, na tarde da última quinta-feira (01). 

Casado e pai de gêmeos, um menino e uma menina, o supervisor de controle de qualidade da empresa Service Engenharia, contratada para a parada de manutenção da Repar, foi a terceira vítima da Covid-19 na unidade dentro do período de dez dias. 

A tristeza vem naturalmente da perda de um companheiro. Já a revolta é motivada pela postura da gestão, que sequer teve a sensibilidade de informar o falecimento à força de trabalho. 

Também fica escancarado o desprezo da empresa perante os que ficam, pois mantém os serviços da parada de manutenção da Repar, mesmo diante do pior momento da pandemia do coronavírus. O procedimento industrial adiciona à rotina da refinaria centenas de trabalhadores e causa, inevitavelmente, aglomerações por todos os cantos. 

Há evidências de que a contaminação de Cadu, como era conhecido na área, ocorreu dentro das instalações da refinaria, uma vez que outros funcionários da terceirizada testaram positivo para a Covid-19. 

O corpo foi sepultado na sexta-feira (02), no município de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre-RS, terra do Cadu. 

O Sindipetro exige a suspensão da parada de manutenção da Repar para que as notícias de mortes na unidade deixem de se repetir. 

Aos familiares e amigos do companheiro Carlos Eduardo os nossos mais profundos sentimentos.  

Denuncie

Qualquer situação de risco de contaminação deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato, tais como aglomerações em oficinas, containers, refeitórios, transporte e alojamento, principalmente no período de serviços de pré-parada, de preferência com registros. As denúncias devem ser feitas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (41) 3332-4554. Se preferir, trate o assunto diretamente com os dirigentes sindicais nos locais de trabalho.

Enquanto 5% da população mineira foi infectada por Covid-19, totalizando 1,1 milhão de pessoas, a média de trabalhadores contaminados na Refinaria Gabriel Passos (Regap) é duas vezes maior que a do Estado. 

Segundo ofício enviado pela Petrobrás, 84 trabalhadores testaram positivo para o coronavírus, o que representa mais de 10% dos funcionários que atuam hoje na refinaria. 

Apesar de ter enviado ofício sobre o número de contaminados na Regap, a Petrobras não informou o período em que ocorreram essas contaminações, mais uma vez mascarando o impacto da parada de manutenção na refinaria.

A empresa segue se negando a fornecer informações completas sobre o número de casos, e não é só ao Sindicato. Na última semana, o deputado federal Rogério Correia enviou um ofício à gerência local pedindo informações mais completas sobre os números de trabalhadores infectados por Covid-19, porém até o momento não foi respondido. 

Mortes

O Sindipetro/MG lamenta o falecimento de três trabalhadores da Gramo e de um funcionário da Estrutural. O Sindicato se solidariza com as famílias e amigos dos trabalhadores e continuará lutando para que haja a interrupção de todas as atividades não essenciais que estão sendo realizadas na Regap para garantir a segurança dos trabalhadores.

[Da Imprensa do Sindipetro MG]

Enquanto municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro decretam lockdown, a Refinaria Duque de Caxias inicia parada de manutenção da unidade de destilação, mais que dobrando o número de trabalhadores em suas dependências

[Comunicado à imprensa]

O Sindicato dos Petroleiros de Duque de Caxias (Sindipetro-Caxias), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP), enviou documento à Justiça do Trabalho e ao Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitando o adiamento da parada de manutenção da unidade U-1210 (destilação) na Refinaria Duque de Caxias (Reduc) – a maior unidade operacional da refinaria –, bem como máscaras N95 para os trabalhadores, além de equipamentos de segurança que diminuam o risco de os profissionais contraírem a covid-19. Desde março de 2020, a refinaria contabiliza mais de 1.800 pessoas contaminadas pelo coronavírus, entre trabalhadores próprios e terceirizados, com quatro mortes por decorrência da doença. Neste momento, há nove trabalhadores internados.

 A parada de manutenção na Reduc começou no dia 10 de março, aumentando significadamente o número de trabalhadores nas dependências da unidade. Na pandemia, a refinaria funcionava com aproximadamente 500 trabalhadores próprios e mais 1.300 terceirizados. Com esta parada de manutenção, aumentará em mais 3 mil terceirizados em seu pico para manutenção, além dos demais mencionados, elevando substancialmente a circulação de pessoas dentro da refinaria, colocando os profissionais em risco neste momento de pandemia. Hoje, o Brasil passa de 3 mil mortes por dia. Diversos estados e municípios do país estão entrando em lockdown, porque o sistema de saúde entrou em colapso. A ideia do lockdown é, além de fazer o vírus parar de circular, desafogar os hospitais. Há filas de espera em CTIs do Rio de Janeiro e, em alguns locais do país, já faltam insumos até para intubar o paciente, caso necessário.

 A Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG), vem sofrendo um surto de covid-19, com mais de 220 trabalhadores contaminados só neste mês, 84 deles de um mesmo setor. Até este momento, são 13 empregados internados por complicações da doença. A Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, sofre com o mesmo problema e, em apenas uma semana, perdeu dois trabalhadores por complicações da covid-19.

 “A Petrobrás manter esta parada de manutenção neste grave momento da pandemia demonstra descaso com a vida de seus trabalhadores e trabalhadoras. Desde janeiro estamos alertando a empresa dos riscos desta parada acontecer neste momento, inclusive enviamos documento solicitando o adiamento, mas não obtivemos resposta da Petrobrás”, explicou Luciano Santos, diretor do Sindipetro Caxias.

Segundo o Sindipetro-NF, a situação na plataforma da Bacia de Campos é crítica, não apenas pelo risco sanitário, mas por questões de segurança, já que a plataforma está trabalhando com equipe incompleta de operadores por causa do desembarque de infectados

[Da assessoria de comunicação do Sindipetro NF]

Mais um surto de contaminação pela covid-19 foi registrado em plataformas de petróleo da Petrobrás. Desta vez, na P-48, no campo de Caratinga, na Bacia de Campos (RJ), onde, nesta semana, em apenas dois dias, foram confirmados oito casos de infectados pelo coronavírus. Com isso, sobe para dez o número de trabalhadores que testaram positivo para a doença na unidade e foram desembarcados.

“A situação é crítica, por questões sanitária e de segurança”, afirma Alexandre Oliveira Vieira, diretor de Saúde e Meio Ambiente do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), filiado à Federação Única dos Petroleiros (FUP). Vieira se refere ao fato de que, entre os petroleiros contaminados, estão técnicos de equipes consideradas chave para a operação de plataformas, como mestre de cabotagem, coordenador de embarcação e de produção. “A P-48 está trabalhando com equipe incompleta de operadores”, ressalta.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em apenas oito dias, de 15 a 22 de março, foram contabilizados 248 casos de covid-19 em unidades marítimas. Esses números, porém, não incluem a P-48, cujos números deverão entrar nas estatísticas oficiais somente amanhã (24/3), pois o manual de notificação da ANP prevê até 24 horas para atualização de casos.

CASOS DE COVID NA PETROBRÁS EXPLODEM

O Boletim de Monitoramento da covid-19 de número 49, publicado no site do Ministério das Minas e Energia (MME) nessa segunda-feira (22/3), mostra que, até ontem, o número de casos confirmados entre trabalhadores da Petrobrás passou de 258 para 294, com 17 pessoas hospitalizadas  e também 17 mortes. Foi a sexta semana consecutiva de crescimento no número de casos registrado pelo MME.

O total de trabalhadores da Petrobrás recuperados somam 5.356. Assim, a semana começou com total de 5.684 trabalhadores contaminados com a covid-19, representando 12,2% do total de trabalhadores da empresa.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Aprovação da greve na Usina de Xisto (SIX) do Paraná fortalece movimentos regionais que completam nesta terça 19 dias. As greves no Sistema Petrobrás, que começaram no dia 05 de março nas unidades da Bahia, Amazonas, Espírito Santo e São Paulo, ganharam na segunda, 22, a adesão dos petroleiros mineiros e avança com a entrada dos trabalhadores da SIX no movimento

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Após uma série de seis sessões de assembleia, realizadas entre os dias 18 e 22 de março, os petroleiros da Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul-PR, decidiram que irão entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima sexta-feira (26).  

A deliberação veio após várias tentativas por parte do Sindicato de negociar a pauta de reivindicação apresentada pelos trabalhadores.   

O Sindipetro PR e SC protocolou, em 18/02, a pauta junto à gerência geral da SIX com demandas relacionadas às condições de trabalho e garantia de direitos, caso ocorra a privatização da unidade. Dentre as reivindicações há pedidos de adoção de várias medidas de segurança dos trabalhadores, instalações e comunidades do entorno da SIX. 

De lá para cá, por diversas vezes o Sindicato tentou abrir uma mesa de negociação, mas a empresa negou todas, sem justificativa razoável. A entidade chegou a convidar os gestores locais para uma reunião de videoconferência na última terça-feira (16). No entanto, em ofício no dia anterior, apenas informou que  não compareceriam. 

Diante disso, o Sindicato submeteu o impasse à avaliação dos trabalhadores em assembleia. 91% dos participantes foram favoráveis à greve. Apenas 9% se abstiveram e não houve registro de um voto sequer contra o movimento. Sinal da unidade e indignação coletiva dos petroleiros da Usina do Xisto.

Publicado em Sistema Petrobrás

A representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, Rosângela Buzanelli, divulgou nota em seu blog, manifestando preocupação diante do aumento significativo de casos de trabalhadores infectados pela Covid-19 nas instalações da empresa. "A situação é muito alarmante. A gestão da empresa, como em todos os demais aspectos trabalhistas e de recursos humanos, não dialoga com os representantes dos empregados, que trazem soluções alternativas, inclusive aprovadas por instituições respeitadas na área como a Fiocruz", ressalta a conselheira.

Leia abaixo a íntegra da nota:

[Do blog de Rosângela Buzanelli]

Li algumas notícias neste final de semana muito preocupantes e assustadoras. Reportagens da imprensa e da FUP mostram que a situação da covid, que já contabiliza quase 300 mil mortos no Brasil, também é muito grave dentro da Petrobrás. O vírus avança de maneira descontrolada e as petroleiras e petroleiros, com toda razão, cobram esclarecimentos da direção da empresa e medidas de segurança para garantia da saúde.

Na Regap, refinaria que fica em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, já são mais de 200 empregados contaminados. Só na última semana, foram registrados 100 novos casos, sendo 84 em um mesmo setor. Ontem, dia 22, os petroleiros da Regap entraram em greve. A mobilização deles reivindica mais saúde e segurança no trabalho.

Em um único dia, na semana passada, foram confirmados 83 novos casos em unidades de Exploração e Produção (E&P). O maior surto recente nas atividades offshore, de acordo com a FUP, ocorreu na plataforma P-38, no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. Vários trabalhadores testaram positivo para a covid e, diante desse cenário grave, os trabalhos no convés foram suspensos e a plataforma passou a operar de forma parcial.

Desde o início da pandemia, há um ano, a ANP já registrou 4.743 casos confirmados de covid em áreas de E&P, com grande incidência na região Sudeste, onde ficam as bacias de Campos e Santos, que movimentam cerca de 40 mil pessoas por mês.

Diante desse crescimento desenfreado de casos, o Sindipetro-MG e o Sindipetro-NF encaminharam requerimento ao Ministério Público do Trabalho (MPT), pedindo esclarecimentos por parte da Petrobrás sobre o avanço da doença nas plataformas e na refinaria.

Segundo o último boletim de monitoramento covid-19 do Ministério de Minas e Energia, divulgado nesta segunda (22/03), mais de 5,6 mil trabalhadores da Petrobrás já foram contaminados pela covid – número que deve ser bem maior, já que não inclui os trabalhadores terceirizados, invisíveis nesse trágico cenário. Desse total, 5.356 já estão recuperados, 17 seguem hospitalizados, 294 estão em quarentena e 17 morreram. O número total de infectados representa cerca de 12% do efetivo próprio da companhia (https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/49BoletimdeMonitoramentoCovid19.pdf).

A situação é muito alarmante. A gestão da empresa, como em todos os demais aspectos trabalhistas e de recursos humanos, não dialoga com os representantes dos empregados, que trazem soluções alternativas, inclusive aprovadas por instituições respeitadas na área como a Fiocruz. Uma dessas soluções, no caso do trabalho offshore, se mostrou mais eficaz no combate ao contágio pré-embarque, economicamente mais vantajosa para a empresa, mas ainda assim há resistência injustificada na sua aplicação.

No ano passado solicitei, e fui atendida, no sentido de que os números da covid deveriam ser apresentados nas reuniões do Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (CSMS), ligado ao Conselho de Administração da Petrobrás, do qual eu faço parte. Agora precisamos avançar na discussão das medidas, buscando somar nas ações de prevenção. É preciso que esse tema seja debatido com mais ênfase, profundidade e amplitude dentro da companhia. É necessário e urgente que ações mais efetivas sejam implementadas para combater o avanço da covid e evitar que mais mortes ocorram na Petrobrás. E para isso, envolver os trabalhadores na discussão e busca de soluções é imperativo.

 

O Sindipetro-NF recebeu denúncia que ontem, 18, houve problema na área de comunicação do tráfego aéreo na área de Albacora e por isso muitos vôos foram transferidos enquanto a TIC – Tecnologia de Informação e Comunicação resolvia problema.

Os passageiros acabaram ficando no aeroporto do Farol de São Tomé aguardando uma solução da empresa. A diretoria do sindicato chegou a entrar em contato com a equipe do Compartilhado para verificar o motivo pelo qual temos passageiros aguardaram por horas transporte e hotel.E foi informada que conseguiu vagas para todos em Farol de São Tomé e que haverá alimentação disponível no hotel.

O NF questiona o fato da empresa não estra preparada para problemas desse tipo em plena pandemia, quando as pessoas não podem ficar aglomeradas correndo risco de contaminação. O sindicato alerta para que nos próximos eventos as empresas sejam mais ágeis no cuidado com a vida de seus trabalhadores e trabalhadoras.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

O Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense) promoveu, na manhã de hoje, ato no Heliporto do Farol de São Thomé, em Campos dos Goytacazes, para marcar a passagem dos 20 anos da tragédia da P-36. No dia 15 de março de 2001, uma explosão na unidade provocou as mortes de 11 petroleiros. Dias depois, toda a estrutura da então maior plataforma do mundo afundou.

Durante os 40 minutos do ato, os diretores Tezeu Bezerra e Gustavo Morete conscientizaram os petroleiros e petroleiras, que embarcavam e desembarcavam no local, sobre a necessidade de priorizar a segurança no trabalho. Eles denunciaram que as mudanças recentes na Petrobrás, com venda de ativos e aumento da terceirização, elevam os riscos de acidentes e mortes.

“Esse acidente trágico é marcado pela política que estava posta no momento, de redução de investimentos na empresa, e que infelizmente hoje é retomada”, afirma Tezeu, advertindo ainda para o fato de que hoje mesmo a Bacia de Campos vive a apreensão de manter 22 plataformas com precariedade de pessoal marítimo, em razão de uma mudança de contrato que reduziu salários e benefícios.

Além do ato no Heliporto do Farol, o Sindipetro-NF também marca a data com a realização, hoje (15), às 19h, de transmissão ao vivo nas redes sociais da entidade com o tema “P-36: O que mudou?”, para debater com a categoria petroleira e com a sociedade as conquistas na área de segurança do trabalho nestas duas décadas, assim como os problemas ainda enfrentados pelos trabalhadores.

Os 20 anos da P-36 também serão lembrados por meio de edição especial do Podcast da Rádio NF (www.radionf.org.br), que será publicado nesta terça-feira (16), com entrevistas exclusivas com diretores sindicais atuais e da época da tragédia, familiares das vítimas e um sobrevivente. Com grande força de testemunho, os depoimentos impressionam pela constatação de que o acidente poderia ter sido evitado, assim como ainda há muitos sinais de que uma nova tragédia pode acontecer a qualquer momento na Bacia de Campos.

Relembre a tragédia

No início da madrugada de 15 de março de 2001, a P-36, que operava no campo de Roncador, na Bacia de Campos, sofreu duas explosões em uma de suas colunas num intervalo de 20 minutos. A segunda explosão causou a morte dos 11 trabalhadores que integravam a brigada de incêndio da unidade: Adilson Almeida de Oliveira, Charles Roberto Oscar, Emanoel Portela Lima, Ernesto de Azevedo Couto, Geraldo Magela Gonçalves, Josevaldo Dias de Souza, Laerson Antônio dos Santos, Luciano Cardoso Souza, Mário Sérgio Matheus, Sérgio dos Santos Souza e Sérgio dos Santos Barbosa.

“Quando cheguei lá, os caras estavam mortos. Foi terrível”, diz sobrevivente da P-36 em Podcast especial da Rádio NF nos 20 anos da tragédia

O Sindipetro-NF acaba de disponibilizar uma edição especial do Podcast da Rádio NF com depoimentos fortes sobre a tragédia da P-36. Em um deles, um dos sobreviventes, o petroleiro Wagner Valon, fala sobre o resgate do corpo de um dos colegas de trabalho e afirma que a plataforma apresentava problemas frequentes antes das explosões de 15 de março de 2001. O acidente na unidade causou as mortes de 11 trabalhadores que integravam a brigada de emergência.

“De repente a gente ouviu um barulho e a plataforma sacudiu e em seguida os alarmes tocaram. Houve um deslocamento de ar e pessoal começou a correr. Eu fui até onde aconteceu o acidente. Quando cheguei lá, os caras estavam mortos. Foi terrível”, conta Valon.

O podcast também traz depoimentos emocionantes de Marilena Sousa (viúva de Josevaldo Sousa, um dos trabalhadores mortos na P-36), Sérgio Borges (diretor do Sindipetro-NF), Maria das Graças Alcântara (assistente social Sindipetro-NF), Antônio Carlos Rangel (representante sindical na comissão de investigação do acidente), José Maria Rangel (ex-coordenador geral do Sindipetro-NF e da FUP) e Tezeu Bezerra (coordenador geral do Sindipetro-NF).

“Havia muita cumplicidade entre a gente, nós conversávamos sobre tudo e por isso eu sabia muitas coisas sobre a P-36. Antes do último embarque ele soltou que doía o couro cabeludo de tanta tensão. Josivaldo disse que a plataforma precisava parar a produção para fazer reparos, mas a P-36 era a menina dos olhos da Petrobrás, então isso não iria acontecer. A P-36 ainda não estava pronta para funcionar”, conta Marilena.

O Podcast da Rádio NF chega à sua 89ª edição com publicações semanais. Nesta semana o conteúdo especial marca a passagem dos 20 anos da tragédia da P-36. Todas as edições podem ser acompanhadas em www.radionf.org.br.


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[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás
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