Os sindicatos filiados à FUP ingressaram com ações na Justiça do Trabalho para impedir que a gestão da Petrobrás efetive o pagamento de mais de R$ 1 bilhão em bônus nesta sexta-feira, 12. O Programa de Remuneração Variável dos Empregados (PRVE), que a empresa implementou à revelia das entidades sindicais, viola o Acordo Coletivo de Trabalho.

A Petrobrás está utilizando indicadores de segurança para premiar diretores e gerentes executivos com vultosos bônus. É também uma forma da gestão Castello Branco "alavancar" a privatização, como tem denunciado as direções sindicais.

Sem transparência, o PRVE vai na contramão da Participação nos Lucros (PLR) e resultados, cujo provisionamento e distribuição de verbas respeitavam regras e metas claras, acordadas com a FUP e seus sindicatos e aprovadas pela categoria em assembleias. 

Uma dessas regras é que a maior remuneração não pode ultrapassar a 2,5 vezes o valor da menor, medida adotada para não gerar grandes distorções. No PRVE, não há remuneração mínima. Enquanto uns nada ganham, outros recebem bônus que representam 150% de uma remuneração. 

Além da falta de transparência, uma das principais métricas do PRVE é a Taxa de Acidentes Registrados, em um claro descumprimento da Cláusula 77, parágrafo 9, do Acordo Coletivo. “A Companhia compromete-se a não vincular concessão de vantagens à redução de acidentes, bem como a não incluir meta de acidentes no GD dos empregados”, assegura o ACT, para impedir que metas de gestão utilizadas em programaas de avaliações e remunerações variáveis, sejam utilizadas como incentivo à subnotificação de acidentes.

Em recente vídeo conferência, cujo áudio vazou para os trabalhadores, o gerente executivo do Compartilhado, Jairo dos Santos Junior, informou que o PRVE exigirá dos petroleiros um “novo modelo mental”, onde vale tudo, inclusive absurdos, como trabalhar doente e “compensar” os dias não trabalhados em função de licenças e afastamentos médicos.  A Petrobrás também tentou discriminar os trabalhadores em licenças maternidade e paternidade

[FUP] 

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro-NF recebeu há alguns dias vídeo atribuído a uma ocorrência na empresa Fox Treinamentos, em Macaé, onde um trabalhador fica preso ao cinto de segurança dentro de uma piscina, durante uma aula do Curso de Huet (Treinamento de Escape de Aeronave Submersa).

Para checar a veracidade do vídeo, o sindicato enviou as imagens à área de SMS da Petrobrás, que respondeu à entidade afirmando que suspendeu as inscrições para cursos na empresa a partir desta segunda (01/07). O local que aparece nas imagens também corresponde à piscina de treinamentos da empresa, como aparece em vídeo institucional.

“Prezados, em função de denúncias de não observância das condições mínimas de segurança na realização de treinamentos da empresa Fox Treinamentos, em Macaé, informamos que todas as inscrições nessa instituição estão suspensas a partir da próxima segunda-feira, dia 01/07, e que serão feitas diligências junto ao fornecedor e a Marinha do Brasil para a garantia de que a mesma está apta a continuar a prestar serviços para a Petrobras”, informou ao NF a gerência de SMS da Petrobrás.

O NF defende uma apuração rigorosa da atuação da empresa e considera gravíssimas as circunstâncias que aparecem no vídeo, que mostra a falha do equipamento e o despreparo para realizar o resgate rápido do trabalhador envolvido. O sindicato quer atuar junto aos órgãos fiscalizadores no acompanhamento das investigações sobre as condições dos treinamentos da empresa.

Confira o vídeo recebido pelo Sindipetro-NF: 

Denuncie

Outros relatos sobre estas e outras situações que envolvam segurança no trabalho, ambiência, assédio e casos de corrupção podem ser enviadas pelos trabalhadores para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em reunião com a Petrobrás e subsidiárias nesta quinta-feira, 27, a FUP e a FNP trataram dos capítulos do Acordo Coletivo de Trabalho referentes à saúde e segurança (SMS) e à AMS. Foi a primeira rodada de negociação, após a rejeição massiva da categoria à proposta apresentada pela empresa.

As federações reafirmaram que saúde e segurança não podem ser tratadas pelos gestores da Petrobrás como custo e menos ainda utilizadas como ferramentas de cooptação, punição e sonegação. 

As entidades sindicais enfatizaram que não aceitarão nenhum direito a menos e cobraram o aperfeiçoamento das cláusulas do atual Acordo Coletivo.

A Petrobrás, por sua vez, insiste na proposta rejeitada, cujo capítulo de SMS foi praticamente desmontado. Das atuais 19 cláusulas, os gestores mantiveram somete 03; retiraram 02 e alteraram 14, com reduções de direitos.

O objetivo é tirar as representações sindicais de todos os espaços de intervenção e debates, deixando o caminho livre para a empresa implementar o “novo modelo mental”, defendido recentemente pelo gerente geral do Compartilhado, em uma vídeo conferência (onde representava a Gerência Executiva), incentivando os empregados a trabalharem doentes e com dor para cumprir as metas do PRVE.

A FUP e a FNP cobraram uma resposta dura da Petrobrás às afirmações do gerente e reafirmaram que não permitirão que o SMS seja utilizado como um valor de meritocracia, enquanto centenas de trabalhadores se acidentam, adoecem e morrem pela ausência de uma politica de segurança focada nas reais necessidades da categoria.

Em relação à AMS, as entidades sindicais cobraram a manutenção do regramento do custeio 70 x 30 no Acordo Coletivo, avanços na qualidade do programa e uma auditoria externa em suas contas.

As rodadas de negociação com a Petrobrás continuam na próxima semana, com reuniões na segunda (resultados da empresa), terça (horas extras, relações sindicais e terceirização) e quarta (remuneração e vantagens).

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Coordenador do Sindipetro-NF embarcou hoje, 25, no FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes para acompanhar a operação Ouro Negro. Também embarcou nesta terça, em P-54, o diretor Tadeu Porto para acompanhar uma auditoria da Agência Nacional de Petróleo. Os dois diretores desembarcam amanhã e as auditorias acontecem até sexta, 28.

Sobre a P-54, o Sindipetro-NF soube que a empresa estava realizando uma parada antecipada para solucionar as pendências da Unidade, antes do embarque dos fiscais da ANP.

No dia 17 de junho, o Sindipetro-NF denunciou em seu site a ocorrência no início de junho de uma auditoria em P-52, sem a participação do sindicato, que culminou com a interdição pela ANP  e a parada de produção no dia 07 de junho. Os motivos dessa interdição foram Recomendações Técnicas de Inspeção (RTIs) vencidas, a falta de proteção passiva – conforme previsto em projeto “Computacional Fire Simulation” – que aumenta a chance das estruturas resistirem ao fogo por um determinado período de tempo, e a necessidade de teste das válvulas de Shut Down e Blow Down para verificar o cumprimento do tempo de abertura e fechamento previstos nos estudos de risco.

Ouro Negro

A Operação Ouro realiza ações de inspeção e fiscalização em plataformas marítimas de exploração e produção de petróleo e gás natural. Normalmente os órgãos que realizam esse processo de auditoria são a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério Público do Trabalho (MPT), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama),Marinha do Brasil e Sindipetro-NF.

Denuncie

A diretoria do NF reconhece a importância da participação da categoria através de denúncias sobre o que acontece na Bacia de Campos e solicita que essa atitude continue, para que a entidade possa acompanhar os fatos e tentar solucionar os problemas que surgirem. Envie e-mails para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Leia também :

Petrobrás descumpre ACT e não comunica auditoria em P-52
Operação Ouro Negro faz auditoria em P-53

[Via Sindipetro NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

As consequências da redução do efetivo mínimo nas áreas operacionais já podem ser sentidas em toda Petrobrás. Além de acidentes e incidentes, que se tornaram corriqueiros, há o acúmulo de trabalho em várias unidades, pois onde antes, por exemplo, trabalhavam três ou quatro operadores, agora só trabalham dois.

Para compensar a falta de mão de obra nos setores, os gerentes estão impondo aos trabalhadores plantões nos finais de semana, sem que os mesmos recebam sobreaviso.

Na Refinaria Landulpho Alves, por exemplo, a gerência do MA/EI vem recrutando os trabalhadores para esses plantões, alegando que a refinaria tem muitos equipamentos indisponíveis. Para o Sindipetro Bahia, a situação na RLAM prova que houve uma má gestão da gerência, que, de forma equivocada, focou na economia de mão de obra e de material, o que levou ao aumento do número de equipamentos indisponíveis. Agora, querem resolver o problema aumentando a carga de trabalho dos operadores, que, aliás, não têm obrigação de atender ao chamado da empresa, se estiverem fora da sua jornada de trabalho.

Temos certeza que se o caso fosse de necessidade, os trabalhadores se colocariam à disposição para resolver o problema, mas não é justo que sejam penalizados devido à má gestão da gerência.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Há tempos que o Sindicato alerta a sociedade sobre o descaso com que a chefia da refinaria trata as questões que envolvem segurança, meio ambiente e saúde (SMS). Em vários espaços de atuação, os dirigentes sindicais relatam as situações de riscos submetidas aos trabalhadores pelos gerentes setoriais.

Nas auditorias externas do Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos (SPIE), por exemplo, são apontados vários problemas, como vazamentos em torres, permutadores, vasos e condições inseguras de operação, bem como emergências causadas por corrosão e falta de efetivo próprio em praticamente todos os setores da Repar.

Por várias vezes o Sindicato solicitou respostas oficiais da gestão da refinaria sobre as condições inseguras de operação em equipamentos ou sistemas, sobre contaminações frequentes no sistema de água de resfriamento, subnotificações de acidentes, descumprimentos de normas regulamentadoras (NR-20, NR-24, NR-13 e NR-35, entre outras), precarização da equipe de combate à emergências (EOR), falta de EPIs, baixo efetivo, péssima qualidade das refeições, sucateamento dos veículos utilizados internamente pelos trabalhadores da manutenção e da EOR, clima organizacional pesado causado pelo terrorismo e autoritarismo dos gestores, punições e sanções disciplinares absurdas, cortes nos valores dos contratos com prejuízos aos terceirizados, tratamentos de frequências realizados como práticas antissindicais...

São problemas que surgem quase que diariamente dentro dos muros da refinaria. Apesar das cobranças por parte do Sindicato e da CIPA, os responsáveis se fazem de desentendidos ou simplesmente ignoram a realidade, se escondendo em um mundo de fantasia em que “mão no corrimão” e o “sistema de consequências” resolveriam todos os problemas de SMS.

Frente a essas irresponsabilidades das chefias, o Sindicato busca envolver outras instâncias para tentar solucionar os problemas enfrentados pelos trabalhadores. Algumas denúncias foram realizadas, como, por exemplo, de descumprimento da NR-35 (trabalho em altura), além de abrir ações jurídicas acerca da falta de efetivo, da ausência de riscos ocupacionais nos atestados de saúde (ASO) dos trabalhadores expostos ao benzeno, dentre outros processos.

É devido a esse cenário que a fiscalização dos auditores do extinto Ministério do Trabalho no início desse mês traz esperança de que as coisas comecem a mudar e que aqueles gestores que se acham acima da lei possam ser punidos, pois é devido ao descaso dos mesmos que inúmeros acidentes de trabalho têm ocorrido.

É com um trabalho conjunto entre os trabalhadores expostos a todas as arbitrariedades, com o Sindicato e CIPA cobrando soluções da empresa, que poderemos construir melhores condições de trabalho para todos e todas.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Mais uma vez a atual diretoria da Petrobrás descumpre o Acordo Coletivo dos seus Trabalhadores, ao não comunicar ao Sindipetro-NF que haveria auditoria da Agência Nacional de Petróleo em P-52.

A auditoria aconteceu e a plataforma foi interditada pela ANP, sendo que o procedimento de parada de produção teve início às 11h do dia 07 de junho. O Sindipetro-NF só tomou conhecimento dos fatos através da categoria petroleira, que organizada, denunciou ao sindicato.

No dia 12 de junho,  o Sindipetro-NF encaminhou um ofício à gerência da UO-Rio solicitando informações sobre essa interdição. Segundo a Petrobrás, os motivos da interdição foram Recomendações Técnicas de Inspeção (RTIs) vencidas, a falta de proteção passiva – conforme previsto em projeto “Computacional Fire Simulation” – que aumenta a chance das estruturas resistirem ao fogo por um determinado período de tempo, e a necessidade de teste das válvulas de Shut Down e Blow Down para verificar o cumprimento do tempo de abertura e fechamento previstos nos estudos de risco.

Durante esse tempo em que a plataforma encontrava-se parada, aconteceu um princípio de incêndio no dia 9 de junho, no turbo compressor da plataforma. O NF também solicitou a participação na Comissão de Investigação desse acidente e nesta terça, 18, o diretor do Departamento de Saúde, Alexandre Vieira, embarcará na unidade para acompanhar o caso.

A diretoria do NF reconhece a importância da participação da categoria através de denúncias sobre o que acontece na Bacia de Campos e solicita que essa atitude continue, para que a entidade possa acompanhar os fatos e tentar solucionar os problemas que surgirem.

[Via Sindipetro-NF]

 

Publicado em SINDIPETRO-NF

Respaldadas pela rejeição massiva da categoria petroleira à contraproposta indecente apresentada pela Petrobrás e suas subsidiárias, a FUP e a FNP participaram nesta terça-feira, 11, da primeira rodada de negociação, que teve como temas AMS e SMS. Os petroleiros deram o tom da reunião e enfatizaram que a tentativa de desmonte do Acordo Coletivo é uma disputa política que os gestores estão fazendo com a categoria e suas organizações sindicais, cuja resposta os trabalhadores já deram nas assembleias: greve.

As federações cobraram a retomada das negociações da PLR e a suspensão imediata da cobrança extra da AMS, que a Petrobrás impôs goela abaixo dos trabalhadores, sem sequer discutir de forma transparente o custeio do programa com as representações sindicais.

O direito à vida, com condições seguras de trabalho, foi veementemente defendido pelas direções sindicais, que refutaram a intenção da Petrobrás de reduzir a pó o capítulo de SMS do Acordo Coletivo, mantendo na íntegra apenas três das atuais 18 cláusulas. “Estamos lutando pela segurança do trabalhador, para que ele entre e saia da empresa com vida e saúde. E nessa disputa, estamos de um lado da trincheira e a gestão do outro”, ressaltaram os petroleiros, condenando a política punitiva imposta pela direção da Petrobrás, que criou um clima policialesco, aumentando os riscos de acidentes e a subnotificação.

As direções sindicais questionaram a ausência do gerente executivo de SMS na reunião, comportamento que já vinha sendo adotado na Comissão de SMS e que reforça a intenção da gestão da empresa de alijar os sindicatos desse debate e deixar o caminho livre para punições e retrocessos inaceitáveis na política de segurança.

As rodadas de reuniões com a Petrobrás prosseguem nesta quarta-feira, 12, quando serão discutidas questões relacionadas à remuneração e demais pontos do Acordo Coletivo.

A FUP e a FNP reforçam a importância da participação da categoria na greve geral de sexta-feira, dia 14. “É fundamental que os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás entendam que não estão imunes à avalanche de ataques que o povo vem sofrendo com o governo Bolsonaro. A participação dos petroleiros e petroleiras na greve geral se faz necessária, não só para avançar nos nossos direitos, como também pela preservação da Petrobrás como empresa estatal e voltada para o desenvolvimento do país”, ressaltam.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

A Repar implantou, em julho de 2018, um procedimento interno para regrar a convivência e o comportamento dos trabalhadores nas casas de controle. Você não leu errado, é isso mesmo. Regrar a convivência das pessoas.

Qualquer semelhança com os manuais de disciplina militar não é mera coincidência. A exigência é o uso do uniforme completo no padrão da operação, ou seja, bota, calça, camisa RF (Resistente ao Fogo) abotoada até o pescoço e por dentro da calça e ausência de pelos faciais em local que não é área industrial. Tudo isso seria o que, senão um método de controle psicológico sobre os trabalhadores?

Além dessa exigência quanto ao uniforme e padrão de vestimentas, há uma série de proibições que vão desde o uso de celulares ao consumo de alimentos. Na CIC (Centro Integrado de Controle) já houve caso de proibir um trabalhador de rir, pois isso atrapalharia a atenção dos demais operadores de console.

O responsável por controlar e verificar a aplicação de todas as regras de comportamento e convivência previstos nesse procedimento são os Cotur’s (coordenadores de turno), também chamados de capitães do mato.

Ao invés desses capatazes controlarem aspectos restritos de produção e operação das unidades, eles devem controlar as toalhas nos vestiários, as barbas dos trabalhadores, os botões das camisas, as conversas e os comportamentos das pessoas e até as rodas de chimarrão. É para isso que a empresa paga um Cotur? É essa a principal função de um coordenador de turno? Ser um mero capataz? Será que essas pessoas não têm nada mais importante para fazer do que realizar essa “fiscalização”?

Na realidade, enquanto os capatazes se concentram nessas miudezas, as unidades estão cheias de problemas técnicos que podem levar a graves acidentes. Quem sabe o façam por falta de competência técnica para resolução dos problemas.

Está claro que o objetivo é alcançar a submissão das pessoas para controlar não apenas suas atividades laborais, mas também a própria vida dos trabalhadores.

É lamentável o papel que algumas pessoas se propõem a realizar. Pior ainda uma Gestão de Pessoas que tem como diretriz “Vigiar e Punir” (Foucault), aliada à uma Gestão de Produção que tem como objetivo sabotar a própria empresa, maquiando os gargalos nas áreas operacionais e defendendo o corte nos efetivos.

Os trabalhadores sabem que esses entreguistas são o atual câncer da empresa. Nossa categoria unida irá mostrar o verdadeiro papel que um petroleiro deve realizar: exercer sua função e defender a Petrobrás! A capacidade técnica dos verdadeiros petroleiros vencerá o autoritarismo e a ignorância.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Respostas padrão dos gestores para qualquer eventualidade é realizar a Análise de Risco Operacional (ARO).


As relações entre o Sindicato e os gestores locais da Repar nunca estiveram tão ruins. As denúncias que chegam ao Sindipetro sobre situações de emergência e insegurança nas áreas são encaminhadas à gestão para esclarecimentos e soluções nas mesas de negociação de pauta local. Porém, de 2017 para cá, o que se percebe é o pouco caso com que tratam as demandas.

Os gerentes inclusive adotaram uma resposta padrão para todo e qualquer tipo de problema: fizemos a ARO. Como se a realização da Análise de Risco Operacional fosse a solução universal para tudo. Muito pelo contrário, com essa postura eles empurram para debaixo do tapete as situações de emergência ao invés de realizar as intervenções corretivas. Uma falta de respeito com a vida dos trabalhadores.

Ao utilizar AROs como salvaguarda, os gestores banalizam as questões de segurança operacional e expõem o quanto são incapazes em resolver problemas cotidianos. A obrigatoriedade dos empregados em dar ciência às AROs digitais tem o objetivo de tirar a responsabilidade dos gestores e abrir precedentes para aplicação do regime de consequências, caso alguma ocorrência anormal se concretize no cenário coberto pela respectiva ARO.

A política de SMS da empresa virou um sistema burocrático. Enquanto os gestores se preocupam com papéis, cerquites e botões do uniforme, os trabalhadores estão a mercê da sorte.

Veja alguns exemplos de problemas no qual a solução foi a ARO:

- Contaminação do sistema de água de resfriamento da refinaria por hidrocarbonetos e benzeno, o qual expunha os trabalhadores ao adoecimento ocupacional.

- Tubos furados no permutador da unidade de DEA da HRC, gerando a contaminação do sistema de água de resfriamento da refinaria.

- Furos e vazamentos no sistema de topo da T-2103 devido à corrosão, expondo os trabalhadores à contaminação por benzeno.

 - Vazamento pelo selo das bombas de nafta pesada na U-2100, expondo os trabalhadores ao benzeno.

 O que se percebeu até agora é que o ARO dos gerentes não adiantou de nada. O Sindicato busca mapear a quantidade de análises de risco vigentes na Refinaria. Quantas estão abertas no teu setor? Encaminhe a resposta para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC
Página 1 de 2

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram