A Petrobras confirmou na terça-feira (19/1) que está negociando com a Ultrapar Participações a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, que estava sendo disputada pelos grupos Raízen e Sinopec.

A estatal já informou que concluiu a negociação da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, que está sendo adquirida pelo Mubadala, fundo de investimentos dos Emirados Árabes.

A Petrobrás também recebeu propostas para a Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, para a Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará, para a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e para a Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), ambas no Paraná.

Junto com as refinarias, estão sendo entregues redes de dutos e terminais, que integram a estrutura de logística para escoamento e transporte de óleo bruto, gás e derivados refinados.

Em fato relevante, a Ultrapar informou que a Petrobras confirmou que sua proposta de venda da Refap foi aprovada e que iniciou o processo de negociação dos termos do contrato de compra e venda e contratos auxiliares. “A potencial aquisição da Refap fortalecerá a posição da Ultrapar no setor, contribuindo para um portfólio de negócios mais complementar e sinérgico, com maior eficiência, potencial de geração de valor para toda a cadeia e benefícios para os consumidores”, informou a companhia.

A Petrobras ainda informou que recebeu propostas vinculantes e está em fase de negociação para a venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

Para falar sobre as privatizações em curso no Sistema Petrobrás, a TV Resistência Contemporânea recebe na segunda-feira, 25, às 15h, o deputado federal Ênio Verri (PT-PR), autor do Projeto de Lei 3917/20, que modifica a Lei do Petróleo para tipificar o crime de criação irregular de empresas subsidiárias com objetivo de descumprir determinação constitucional. A mudança na lei visa coibir a venda ilegal de refinarias de petróleo por parte da Petrobras. 

 Ao todo, a Petrobras vende oito refinarias:

Landulpho Alves (Rlam), na Bahia – a minuta do contrato está fechada com a Mubadala Investment Company, que fez a melhor oferta. Nesta última etapa, a Petrobras não altera mais os termos da venda, mas há uma rodada final de ofertas por todos os interessados.

Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul – negociação do contrato aberta com a Ultrapar, que fez melhor oferta.

Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas; Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará; Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná – Petrobras recebeu as propostas da fase vinculante. As melhores ofertas ainda não foram reveladas.

Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco; e Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais – espera propostas no primeiro trimestre deste ano.

[Com informações da Veredas e do mandato do deputado Ênio Verri]

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Em vídeo enviado aos trabalhadores do Sistema Petrobrás, o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, reforça a importância da categoria participar aprovar nas assembleias um amplo calendário de luta contra as privatizações em curso.

A construção de uma agenda nacional de mobilizações em defesa do Sistema Petrobrás foi deliberada no último Conselho Deliberativo da FUP. O calendário está sendo apresentado aos trabalhadores nas assembleias que prosseguem até o dia 23 para deliberar sobre o indicativo de aceitação da proposta de regramento da PLR.  

Atos e mobilizações em defesa da Petrobras

Em plena pandemia da Covid-19, com os trabalhadores cada vez mais expostos à contaminação e sendo transferidos a toque caixa, em meio ao desmonte da empresa, a gestão Castello Branco acelerou o processo de privatização. Nos últimos meses, a Petrobrás comunicou ao mercado que está em estágio final de venda de diversas unidades, como os complexos de refino e terminais da Bahia (Rlam), do Paraná (Repar e Six) e do Ceará (Lubnor).

Não bastassem todas as dificuldades que a pandemia impõe, os petroleiros estão sendo obrigados a enfrentar um dos momentos mais dramáticos da história da categoria. A resistência coletiva é o único caminho possível.

Por isso, a FUP e seus sindicatos convocam os trabalhadores a aprovar uma agenda de mobilizações e atos, tanto em nível nacional, quanto local, em defesa do Sistema Petrobras, dos direitos, dos empregos e da vida.

>Ato nacional contra a venda da Rlam e dos terminais da Bahia, com data a ser definida pela FUP

> Dia Nacional de Luta em defesa da redução do preço do botijão de gás, com ações em diversas cidades do país, articuladas em conjunto com os sindicatos, cuja data ainda será definida.

O Sindipetro Bahia também está submetendo aos trabalhadores de suas bases a aprovação de uma greve local para barrar o desmonte da Petrobrás no estado. A orientação da FUP é de que os demais sindicatos avaliem também outras formas de mobilizações permanentes (paralisações, atrasos, cortes de rendição) contra as privatizações.

[Imprensa da FUP]

 

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A construção de um calendário nacional de luta contra as privatizações em curso no Sistema Petrobrás foi um dos principais pontos discutidos pelo Conselho Deliberativo da FUP, na última semana. Além do indicativo de aceitação da proposta de regramento da PLR, as assembleias convocadas pelos sindicatos irão avaliar uma agenda de mobilizações e atos, tanto em nível nacional, quanto local, em defesa do Sistema Petrobras, dos direitos, dos empregos e da vida.

Em plena pandemia da Covid-19, com os trabalhadores cada vez mais expostos à contaminação e sendo transferidos a toque caixa, em meio ao desmonte da empresa, a gestão Castello Branco acelerou o processo de privatização. Nas últimas semanas, a Petrobrás comunicou ao mercado que está em estágio final de venda de diversas unidades, como os complexos de refino e terminais da Bahia (RLAM), do Paraná (REPAR e SIX) e do Ceará (LUBNOR).

Não bastassem todas as dificuldades que a pandemia impõe, os petroleiros estão sendo obrigados a enfrentar um dos momentos mais dramáticos da história da categoria. A resistência coletiva é o único caminho possível. Por isso, a FUP e seus sindicatos querem debater com os trabalhadores nas assembleias da PLR um calendário de mobilizações, que terá início com um ato nacional, com data a ser definida pela FUP, contra a privatização da RLAM e dos terminais da Bahia, que já estão em processo avançado de venda para o fundo de investimento estrangeiro, Mubadala.

O Sindipetro Bahia também está submetendo aos trabalhadores de suas bases a aprovação de uma  greve local  para barrar o desmonte da Petrobrás no estado. A orientação da FUP é de que os demais sindicatos avaliem também mobilizações permanentes (paralisações, atrasos, cortes de rendição) contra as privatizações.

Outra manifestação nacional indicada pela FUP é a realização de um Dia Nacional de Luta pela redução do preço do botijão de gás, com ações em diversas cidades do país, articuladas em conjunto com os sindicatos, cuja data ainda será definida.

“A reversão desse processo de desmonte e privatização aos pedaços da Petrobrás depende fundamentalmente da resistência da nossa categoria, que jamais se furtou à luta em outros momentos difíceis da nossa história. Os petroleiros são a fileira de frente nesse campo de batalha. A luta recente contra o desmonte da empresa vem sendo travada desde a greve de 2015, que resultou na construção da Pauta pelo Brasil. Precisamos que a sociedade venha junto com a gente, numa luta unitária para salvar o que ainda resta do Sistema Petrobrás. A privatização da empresa já está pesando no bolso da população, que paga preços absurdos pelos combustíveis, e vai pesar mais ainda, se as multinacionais assumirem de vez as nossas refinarias e terminais”, alerta o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

[Imprensa da FUP]    

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O desmonte da Petrobrás na Bahia vem atingindo, de forma cruel, os trabalhadores que hoje se encontram em um beco sem saída. Os caminhos são a demissão ou a transferência para outros estados.

Pressionados, alguns trabalhadores estão sendo obrigados a se inscreverem em um plano de adesão em que seus contratos podem ser cedidos a outros órgãos governamentais.

É o caso dos inspetores de segurança patrimonial. A direção da Petrobrás fez acordo com a Polícia Federal (PF) na Bahia para ceder 20 seguranças a esse órgão. Os interessados estão se inscrevendo, mas não há ainda nenhuma garantia, pois é a Polícia Federal, após análise, que irá recrutar esses trabalhadores. Outro problema, segundo informações que chegaram ao Sindipetro, é que a transferência ainda está sujeita à aprovação de orçamento por parte da PF.

Esse tipo de transferência pode ocasionar em perdas salariais (se a pessoa passar do regime de turno para o administrativo), mas os trabalhadores estão se sujeitando porque não têm escolha. Essa, segundo eles, é pelo menos uma oportunidade para permanecer na Bahia.

É triste e revoltante o que está acontecendo no Sistema Petrobrás, que vem sofrendo um desmonte a passos largos. No lugar de fortalecer e investir, a direção da estatal está desmobilizando os setores em diversas unidades e criando um clima de pânico entre seus trabalhadores.

Essas transferências, por exemplo, estão sendo feitas sem nenhum tipo de negociação com o sindicato. A atual gestão da estatal segue com o seu plano de destruir o Sistema Petrobrás e seus trabalhadores.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

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Patriota de verdade defende o que é nosso, defende as estatais. Não deixem vender o Brasil.

Com essa chamada, a CUT e suas entidades filiadas, entre elas a FUP, lançam nesta quinta-feira, 10, uma campanha de mídia nacional em defesa das empresas estatais e do serviço público.

O primeiro vídeo publicitário será veiculado esta semana em TVs e rádios abertas como a TV Bandeirantes, a BandNews e o SBT. 

A campanha será oficialmente lançada em live nesta quinta, às 15h, na página do Facebook da CUT.

O lançamento da campanha coincide com a ofensiva da gestão da Petrobrás, que anunciou na semana passada a conclusão da fase de negociação para a venda de refinarias e outras empresas da companhia. Leia mais no final do texto.

A luta contra as privatizações tem ainda duas publicações – uma em português e outra em espanhol –, que serão lançadas nesta sexta-feira (11) e fazem parte do esforço para mostrar para a sociedade e para o mundo a importância das empresas estatais e também os serviços públicos prestados para a sociedade em áreas essenciais como saúde, educação e previdência social.

De acordo com o secretário de Comunicação da CUT Nacional, Roni Barbosa, a campanha foi pensada e bancada por todos os sindicatos, federações e confederações filiadas a Central com o objetivo de defender as empresas e bancos estatais, patrimônio do Brasil, dos brasileiros e das brasileiras.

“Com esta campanha queremos sensibilizar a população, com uma linguagem direta e simples e também com humor para que todos entendam o que está acontecendo com o patrimônio público”, diz Roni, lembrando que a maioria dos brasileiros é contra a privatização das estatais, segundo pesquisa.

Apesar disso, além da Petrobras, o programa de privatização do governo inclui bancos públicos, os Correios, a Eletrobras e, recentemente, falou até em privatizar Unidades Básicas de Saúde, recuou por causa da reação da sociedade.

De acordo com o secretário, os comerciais exaltam as riquezas do Brasil, as cores da bandeira nacional e afirmam que “patriota de verdade defende o que é nosso, defender as estatais”, mostrando cenas de mata, céu, mar e pessoas, praias e bancos de praça, simbolizando todas as riquezas nacionais e patrimônio público que podem ser vendidas a grupos internacionais pelo governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL). 

A privatização da Petrobras

A Petrobrás anunciou na semana passada que concluiu a fase de negociação para a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, com o Grupo Mubadala, e que recebeu ofertas pela Refinaria Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, pela Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará, e pela Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná.

A estatal espera dar continuidade ao que chama de processo de desinvestimentos em 2021 ignorando o fato de que as refinarias da companhia foram concebidas não pra concorrerem entre si, mas para serem complementares, visando garantir o abastecimento do país, segundo avaliação da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET).

Segundo a AEPET, estudos realizados este ano pelo Departamento de Engenharia Industrial da PUC-Rio sobre a venda das refinarias, apontam vários riscos à economia regional que passam, por exemplo, pelas possibilidades da criação de monopólios privados, com reflexos nos preços ao consumidor, ao risco de desabastecimento, entre outros. Os estudos apontam ainda a necessidade de definições muito claras para a transição, inclusive ressaltando a importância e premência para questões regulatórias.

“A RLAM, REMAN, Lubnor e SIX não têm concorrentes em suas regiões, vende-las significa transferir para o setor privado um monopólio estatal constituído na prática, uma vez extinto na lei desde 1997. Para aumentar a concorrência, o correto é a iniciativa privada construir suas próprias refinarias”, diz trecho de artigo publicado no site da entidade.

Além de ir na contramão do que estão fazendo as petroleiras do mundo, o fatiamento da Petrobras não é bom para a companhia, que abre mão de seus investimentos e fluxos positivos de caixa, nem para o Brasil, especialmente nas regiões afetadas, que ficarão, na melhor das hipóteses,  à mercê das prioridades da iniciativa privada e de seus preços, sem nenhuma concorrência, dizem os engenheiros.

 [Com informações da CUT] 

#EmDefesaDasEstatais #NãoDeixemVenderOBrasil #PetrobrasFica

 

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O governo Bolsonaro tem promovido um verdadeiro desinvestimento no Brasil com a venda de 8 das 13 refinarias da Petrobras. Durante live nesta segunda-feira (07/12), o presidente do Sindicato dos Bancários da Bahia, Augusto Vasconcelos, e o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros e diretor do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar, discutiram a quem pode interessar o entreguismo.

As empresas públicas têm sido entregues a preço de banana ao capital estrangeiro. Augusto Vasconcelos lembra que a Petrobras não é a única neste processo, em que a Caixa também está inserida, com a venda do banco digital e outras subsidiárias. O presidente do SBBA analisa que a venda de setores estratégicos do Brasil compromete a economia, retardando a volta do crescimento do país.

O que salvou o setor de petróleo durante a pandemia do coronavírus foram as refinarias, sendo um contrassenso a venda delas. Deyvid Bacelar alerta que a privatização da Petrobras pode causar um desabastecimento dos derivados no país. 

Segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), se houver vendas das refinarias poderá faltar gás de cozinha em algumas regiões do país, e a PUC – RJ chama atenção da possibilidade de serem constituídos monopólios regionais, a partir da compra por empresas privadas.

O grande objetivo da venda das refinarias é pagar a fatura do golpe iniciado em 2016 com o impeachment de Dilma Rousseff, já que petrolíferas apoiaram a queda da presidenta, injetando recursos a parlamentares, além do patrocínio da campanha em 2018. 

Parte da dívida já foi paga com a aprovação da Medida Provisória que dá isenção fiscal de R$1 trilhão nos próximos 20 anos as empresas petrolíferas, além de desmoronar o marco regulatório do Pré-Sal brasileiro, tirando a Petrobras como única controladora.

A venda também serve as grandes petrolíferas internacionais, que não fazem mais guerra, mas querem se aproveitar do potencial petrolífero brasileiro, além de ser o 6º maior mercado de derivados do petróleo do mundo. Não faz sentido privatizar nem subutilizar refinarias, nem nenhuma estatal do Brasil, já que todas as empresas públicas poderiam contribuir com o Fundo Social Soberano Brasileiro, capaz de levar ao país a um futuro justo e sustentável para todos. 

Reveja a live: https://www.instagram.com/tv/CIgy1PcldhV/?utm_source=ig_web_copy_link

[Do Sindicato dos Bancários da Bahia | Foto: divulgação]

 

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A direção da Petrobrás anunciou que concluiu negociação com o fundo de investimentos dos Emirados Árabes, Mubadala, para privatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM/BA), a segunda maior do país. Junto com ela, estão sendo entregues 669 quilômetros de oleodutos, que ligam a refinaria ao Complexo Petroquímico de Camaçari e ao Terminal de Madre de Deus, que também está sendo vendido no pacote que inclui ainda outros três terminais da Bahia (Candeias, Jequié e Itabunas).

Além da RLAM, outras duas unidades de refino da Petrobrás estão em processo adiantado de privatização. No comunicado feito ao mercado, a empresa ressaltou que já recebeu propostas referentes à Refinaria Lubrificantes e Derivados do Nordeste (LUBNOR) e à Unidade de Industrialização do Xisto (SIX). São as três primeiras da lista de oito refinarias colocadas à venda pela gestão do governo Bolsonaro.

O acelerado processo de privatização aos pedaços, com desintegração do Sistema Petrobrás, vem sendo denunciado e combatido pela FUP desde 2015, seja através de greves ou de ações jurídicas e políticas, como a recente luta junto ao STF para barrar a venda de ativos sem autorização legislativa.  Somam-se a isso as frentes de lutas articuladas pela FUP, envolvendo diversos setores da sociedade, como a campanha Petrobras Fica, na tentativa de mobilizar a população em torno da importância da estatal para os estados e municípios do país.

Além de comprometer investimentos econômicos e sociais em regiões que já estão sofrendo com os desinvestimentos da Petrobras, como o Nordeste, o Amazonas, o Norte capixaba, Minas Gerais, Norte Fluminense e o Sul do país, as privatizações das refinarias e terminais vão criar monopólios privados regionais que irão encarecer ainda mais os preços dos combustíveis e aumentar o risco de desabastecimento. Tal problema foi apontado por estudo recente da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, encomendado pela Associação das Distribuidoras de Combustíveis – Brasilcom, que avaliou ainda outras cinco refinarias que estão à venda e indicou o mesmo risco para todas as plantas.

Portanto, ao contrário do que a atual gestão da Petrobrás e o governo federal tentam fazer a população acreditar, a venda de oito refinarias da empresa não vai aumentar a concorrência e reduzir os preços dos combustíveis. O parque de refino da Petrobrás foi estruturado de forma integrada, para atender a todas as regiões do país, sem que uma refinaria concorra com a outra. A compra de uma refinaria por uma companhia privada não criará disputa, mas sim irá promover o controle do mercado por um ente privado, sem qualquer compromisso com o abastecimento e com a oferta de produtos a preços acessíveis à população.

Particularmente em relação à RLAM, sua venda é ainda mais grave porque a refinaria tem sido peça-chave para equilibrar o desempenho financeiro da Petrobrás durante a pandemia. A planta baiana tem respondido por cerca de 30% da produção da Petrobrás de óleo combustível para navios (bunker) com baixo teor de enxofre, atendendo exigência da Organização Marítima Internacional (IMO, sigla em inglês), combustível que tem sido bastante demandado no mercado internacional. As exportações de bunker amenizaram os resultados financeiros ruins da Petrobrás nos três primeiros trimestres do ano. 

“Alegando um prejuízo, que é contábil, a gestão da Petrobrás vai entregando ativos lucrativos e importantes para o resultado da empresa. Com a venda de tantos ativos que dão lucro, o que será da Petrobrás? Por isso afirmamos que a empresa está sendo privatizada aos pedaços. Nesse ritmo, não vai sobrar nada da Petrobrás, que vai ser tornar uma empresa pequena e mera exportadora de petróleo cru, sujeita a perdas imensas com o sobe-e-desce das cotações internacionais de petróleo”, reforça Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP.

[Imprensa da FUP |Foto: Humberto Guanais]

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Toda a infraestrutura de exploração de petróleo,  construída ao longo de 80 anos pelo Estado Brasileiro e pela Petrobrás nos seus 67 anos na Bahia, pode ser entregue pelo governo Bolsonaro à iniciativa privada

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Em plena pandemia da Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro segue à risca o conselho do seu Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, “de ir passando a boiada”. Com o anúncio da venda de 28 campos terrestres e da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Catu, a direção da Petrobrás praticamente encerra suas atividades na Bahia.

A oferta do “Polo Bahia Terra”, anunciada pela Petrobrás, inclui campos de exploração e produção de petróleo e gás importantíssimos para a geração de impostos, emprego e renda para o estado, como os campos de Taquipe, Santiago, Buracica, Araçás e Fazenda Bálsamo, e suas bases administrativas, localizados em diferentes municípios da Bahia; cerca de 1.700 poços em operação, 19 estações coletoras, 12 pontos de coleta, estações de tratamento de óleo, 6 estações compressoras, 4 estações de tratamento e injeção de água, aproximadamente 980 km de gasodutos e oleodutos

Também foram colocados à venda dois Parques de Estocagem e Movimentação de Petróleo (Parque Recife e Parque São Sebastião) com toda a infraestrutura de recebimento, armazenamento e escoamento do petróleo para a Refinaria Landulfo Alves (RLAM).

Laboratórios, salas de controle, poços de captação de água doce e 10 subestações elétricas também fazem parte do teaser de ofertas lançado pela estatal que informou ainda que poderão ser incluídas concessões do Polo de Miranga e/ou de Recôncavo1 (Polos já colocados à venda anteriormente ).

Para o diretor de comunicação do Sindipetro Bahia, Leonardo Urpia, a atual gestão da Petrobrás está escolhendo entregar a exploração de petróleo para a iniciativa privada. “o Estado brasileiro está deixando de ter o controle das reservas e também da produção de petróleo e gás, deixando de participar de uma atividade econômica importantíssima e estratégica, abrindo mão de reservas energéticas, que garantem a industrialização e a segurança do país para entregar esse grande patrimônio à inciativa privada, que só visa o lucro, facilitando a exploração predatória. Com isso, perde o país, os estados, municípios e, principalmente, o povo baiano e brasileiro”.

Urpia alerta que não haverá investimentos grandiosos por parte da inciativa privada, pois a Petrobrás está vendendo toda a sua estrutura montada.

Para o Coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista,  “para além da decisão de privatizar, que já é ruim, a atual direção da Petrobrás está escolhendo um modelo de venda unitária, em grandes blocos, por grandes conglomerados, que vai favorecer a instalação de monopólios privados”.

 Terra arrasada

Além de sair definitivamente dos negócios de exploração e produção de petróleo e gás na Bahia, a atual direção da estatal deixa um rastro de destruição em terras baianas, onde municípios que fazem parte do chamado cinturão do petróleo já vêm sofrendo desde o início do governo Bolsonaro devido ao desinvestimento da Petrobrás no Nordeste, que provocou perda de milhares de postos de trabalho e de impostos como ICMS, ISS e também royalties.

Com o fechamento de prédios como o Torre Pituba, onde funcionava a sede administrativa da empresa, da Universidade Petrobrás e do Estaleiro São Roque do Paraguaçu, localizado no Recôncavo baiano, que chegou a gerar cerca de 8 mil empregos, sendo 2.500 de forma direta, comerciantes, fornecedores de serviços, hotéis, restaurantes, ambulantes que montaram seus negócios a partir das demandas da Petrobrás, no entorno dos seus edifícios e canteiros de obras, foram obrigados a fechar seus negócios.

Na Bahia, deu-se início ao sonho de uma nação autossuficiente em energia, com a descoberta e exploração do petróleo na década de 1930.

Não é à toa que Bolsonaro escolheu a Bahia, para enterrar esse sonho!

Veja outras unidades que foram colocadas à venda pela  atual gestão da Petrobrás e o governo Bolsonaro:

Refinaria Landulpho Alves (RLAM)- A primeira refinaria brasileira e a segunda maior em produção!

Transpetro – Terminais terrestres e marítimos de envio e recebimento de petróleo, gás natural e derivados.

Transportadora Associada de Gás – TAG  – Subsidiária integral da Petrobrás proprietária dos Dutos e Gasodutos .

Petrobrás Biocombustíveis (PBIO) – Usina produtora de biocombustíveis, responsável pela transição energética para uma matriz mais limpa, menos poluente e renovável.

Termelétricas – Unidades geradoras de energia elétrica, para garantir a segurança energética do parque industrial baiano. Já foram colocadas à  venda as UTES a óleo, Arembepe, Bahia 1 e Muricy.

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN) –  Foi arrendada para iniciativa privada.

Prédio Administrativo (Torre Pituba) e Universidade Petrobras – Fechados.

Do E&P (Exploração e Produção) Miranga, Água Grande e Candeias também já haviam sido colocadas à venda assim como outras áreas da Petrobras na Bahia.

 

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O Sindipetro Bahia e os trabalhadores da Rlam foram surpreendidos com a redação da minuta para assinatura do novo modelo de tabela de turno apresentada pela gestão da Petrobrás que contempla questões não negociadas anteriormente e, consequentemente, não aprovadas pela categoria.

A Petrobrás inseriu na minuta um dispositivo que faz com que os trabalhadores abram mão do passivo trabalhista gerado pela tabela de turno anterior, vigente até 31/01/2020. Por isso, o acordo ainda não foi assinado.

É importante ressaltar que nas assembleias realizadas com todas as turmas da Rlam, os trabalhadores votaram, exclusivamente, sobre a mudança do horário do trabalho de turno de 8h para 12h, portanto, é ilegal e descabida a atitude da atual gestão da estatal, que, mais uma vez, age de má fé, tentando retirar os direitos da categoria petroleira.

O único ajuste aceitável, nesse caso, seria a mudança em função da proporcionalidade do tempo trabalhado por dia, como, por exemplo, o horário da refeição, levando-se em conta a modificação do turno de 8h para 12h.

O jurídico do Sindipetro Bahia está realizando os ajustes na redação da minuta para ser apresentada à Petrobrás no sentido de o acordo refletir o quanto negociado pelas partes. Tão logo a empresa faça as adequações necessárias na redação do acordo, o mesmo será assinado.

Fonte- Imprensa e Jurídico do Sindipetro Bahia

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A pedido do Sindipetro Bahia, o CESAT- Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador – disponibilizou um canal de acolhimento e orientação para os colegas, familiares e diretores do Sindipetro Bahia que estejam abalados e se sentindo afetados em decorrência da trágica morte de um trabalhador da Rlam que ocorreu no dia 22/09.

O Cesat, que em breve irá realizar uma inspeção na refinaria em busca de mais informações e documentos a respeito do ocorrido, não atende por demanda espontânea, mas abriu essa exceção devido à gravidade da situação.

Os atendimentos serão realizados por médicas do trabalho e uma psicóloga via ligação telefônica. O Cesat esclarece que serão feitos teleatendimentos e não teleconsultas, uma vez que não será realizada enquete clinica e não haverá orientação terapêutica.

Os profissionais de saúde, além de acolher, vão orientar a respeito da necessidade, ou não, de emissão de CAT, e fazer encaminhamentos, através de regulação, para as unidades de saúde do Estado que realizam atendimentos presencias, inclusive nas áreas de psiquiatria e psicologia.

Se você está se sentindo impactado pelo ocorrido, procure ajuda e orientação. Veja abaixo os números dos telefones dos consultórios e horário de atendimento das médicas do trabalho e psicóloga.

Das 9h às 11h, ligue para os seguintes números:

3103-2230 – de segunda à sexta-feira
3103-2242- segunda e quinta
3103-2254 – terça

Outras opções para atendimento são os Centros de Referência Regional em Saúde do Trabalhador (Cerests). Quem preferir, pode solicitar encaminhamento para esses centros.

Cerest Camaçari – 3454-0181 / 3454-0182
Cerest Salvador – 3202-1505 / 3202- 1522 / 3202-1526

Fonte – Sindipetro Bahia

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.