Os petroleiros da base do Unificado aprovaram, na noite desta quarta-feira (27), o indicativo da FUP de suspensão da greve nacional por tempo determinado.

As assembleias foram realizadas nas regionais Campinas, Mauá e São Paulo, sendo a proposta aprovada por unanimidade pelos participantes.

A direção do Sindicato reafirma que as mobilizações, iniciadas na segunda-feira (25), foram positivas e alcançaram grande projeção da mídia nacional. Além disso, o movimento chamou a atenção da população para as pautas de luta da categoria petroleira.

O Sindicato parabeniza todos os petroleiros que se empenharam nessas mobilizações e reforça que nossa batalha está apenas começando.

[Via Sindipetro-SP]

O diretor da FUP e do Sindipetro Unificado-SP, Arthur Bob Ragusa, e petroleiro da Replan, registrou na manhã de quarta-feira (27), na Delegacia de Paulínia, um boletim de ocorrência de tentativa de lesão corporal contra uma advogada da Petrobrás. A mulher, de 54 anos, tentou atropelar o dirigente na terça-feira (26), durante ato pacífico do Sindicato, que acontecia na entrada da refinaria. A ação foi filmada pela assessoria de comunicação do Sindicato.

Bob discursava aos trabalhadores em frente ao portão de acesso de veículos, na Portaria Sul da Replan, quando foi surpreendido por um carro Troller que forçou a entrada na empresa de forma truculenta. Ao invés de parar, a advogada jogou o veículo em cima do diretor. A ação violenta foi testemunhada por dezenas de trabalhadores, diretores do Sindicato, pela vigilância da refinaria e por policiais militares, que acompanhavam de perto a mobilização dos petroleiros.

Durante o movimento da categoria, realizado de segunda (25) a quarta-feira (27), os dirigentes do Sindicato se posicionaram na frente do portão de entrada de veículos, pois a estratégia era parar os ônibus fretados para conversar com os trabalhadores. O acesso de carros estava liberado em outra portaria, a Norte.

É importante esclarecer que toda a sistemática da mobilização na frente da refinaria foi combinada entre Sindicato, Petrobrás e Polícia Militar, que encontrava-se no local, para garantir a segurança.

O Sindicato espera uma retratação da advogada, diante da falta de discernimento por ela demonstrada, já que não havia motivo para uma ação truculenta. O dirigente se manifestava tranquilamente, no ato que transcorria de forma pacífica, na frente da refinaria.

[Via Sindipetro Unificado SP]

Publicado em Sistema Petrobrás
Segunda, 25 Novembro 2019 15:08

Recap e Replan amanhecem paralisadas

Desde as primeiras horas da manhã, trabalhadores da Replan e da Recap se concentraram nas portarias das refinarias para iniciar as mobilizações marcadas para esta semana.

Os atos ocorrem nacionalmente em defesa da Petrobrás, dos empregos, do cumprimento do acordo coletivo mediado pelo TST e pela mudança da política de preços para a cobrança de valores justos dos combustíveis.

Na Replan, petroleiros bloquearam a portaria Sul da refinaria. A ação dói uma resposta ao comportamento irresponsável da gestão da Replan, que decidiu tomar nesta manhã medidas totalmente contrárias ao acordo de regramento do movimento.

 

Os trabalhadores da refinaria aproveitaram o dia para fazer uma campanha de doação de sangue ao Hemocentro da Unicamp (na foto, Gustavo Marsaioli, coordenador da Regional Campinas).

Na Recap, os trabalhadores do turno e do administrativo realizaram um atraso de oito horas. Os companheiros terceirizados também aderiram ao movimento, entrando após a realização do ato na portaria da refinaria. A troca de turno só vai ocorrer no período da tarde.

 

Segundo relato do diretor Auzélio Alves, a gerência da refinaria colocou supervisores substituindo trabalhadores que estavam no turno dentro da empresa para que as PTs fossem liberadas.

O movimento continua durante a tarde.

[Via Sindipetro Unificado SP]

Neste mês de julho os petroleiros comemoram 36 anos de um importante movimento paredista, que ficou conhecido como a Greve de 1983. Em plena ditadura militar, centenas de petroleiros cruzaram os braços para lutar contra o arrocho salarial, a manipulação do INPC, o Decreto-lei nº 2.036 e contra o acordo com o FMI.

Apesar de toda a repressão policial, os petroleiros da RLAM (BA) e da REPLAN (SP) decidiram paralisar suas atividades, desafiando a Lei de Segurança Nacional, ao parar a produção das duas refinarias.

O movimento dos petroleiros foi o estopim para a primeira greve geral no Brasil, decretada após o golpe militar de 1964, e que parou o país no dia 21 de julho de 1983, abrindo caminho para a criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Apesar da intervenção do governo no Sindicato dos Petroleiros da Bahia e das demissões de centenas de trabalhadores – em Paulínia, foram demitidos 153 e em Mataripe, 205 – a Greve entrou para a história do movimento sindical petroleiro como um marco de fortalecimento da categoria, que, a partir dai ganhou força, importância e soube organizar e fazer a luta que garantiu as muitas conquistas que vieram nos anos após 1983.

Hoje, 36 anos depois, os petroleiros se preparam novamente para defender seus direitos, a autonomia sindical da entidade que os representa e, acima de tudo, a Petrobrás, construída pelos trabalhadores, com muita dedicação e que sofre grande ameaça de privatização.

Uma nova greve se avizinha, mas os petroleiros aprenderam com a sua própria história que é preciso sempre “estar atento e forte”, unidos e nunca fugir à luta.

[Via Sindipetro-BA]

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Os petroleiros da Refinaria de Paulínia (Replan) se mobilizaram, na manhã desta quinta-feira (31), contra a privatização da empresa. O Sindipetro Unificado-SP recebeu a informação que uma comitiva ligada ao processo de desinvestimento da Petrobrás faria uma visita à refinaria nessa data e convocou um ato de protesto, que reuniu cerca de 400 trabalhadores na frente da Replan. “Essa manifestação é para demonstrar que temos organização e resistiremos até o fim”, declarou o diretor do Unificado Gustavo Marsaioli.

O ato durou cerca de duas horas e teve a participação de trabalhadores próprios do turno e do horário administrativo. Representantes de outros sindicatos, da CUT e de movimentos sociais também estiveram presentes, reforçando o coro em defesa de uma Petrobrás estatal e a serviço da população brasileira. “Os trabalhadores estão unidos para fazer esse enfrentamento contra a venda do nosso patrimônio”, afirmou o coordenador da CUT Campinas, Carlos Fábio, o Índio.
Os rumores de uma possível venda da Replan trouxeram mais preocupação para trabalhadores e sindicalistas. A direção do Unificado alertou sobre os riscos da privatização. “Não podemos esquecer que foi aprovada a terceirização irrestrita da atividade fim e a possibilidade de sermos substituídos por um trabalhador em condições precárias é grande”, argumentou o coordenador do Sindicato, Juliano Deptula.
Segundo o dirigente petroleiro Felipe Grubba, o processo de privatização é danoso para toda a sociedade. “Alguém tem a ilusão de que o novo comprador vai investir em segurança e meio ambiente? Não vai. O sucateamento vai ocasionar mais acidentes e mais graves, como o de Brumadinho”, destacou.
O pacote de maldades da privatização, alerta o diretor Itamar Sanches, inclui demissões, redução de direitos e precarização das condições de trabalho para facilitar a venda. “Mas eles (o governo e os compradores) não encontrarão facilidades, e sim resistência”, declarou. “Nós vamos defender essa empresa com sangue nos olhos”, garantiu o dirigente do Sindicato Auzélio Alves.

Fonte: Sindipetro SP

Fotos: Denny Cesare

O Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo denuncia que seu diretor Marcelo Garlipp, membro da Comissão de Investigação de Acidentes que apura as causas da explosão e do incêndio ocorridos na madrugada do dia 20 de agosto na Replan, está encontrando dificuldades para exercer seu trabalho. Além de não facilitar a entrada do dirigente às instalações da refinaria, a empresa também tem negado o acesso a computadores.

Na manhã desta quarta-feira (05), como tem sido praxe todos os dias, Garlipp teve que responder na portaria o porquê precisava entrar na empresa e em quais setores ele iria. Depois de alguns minutos, teve a entrada autorizada, mas acabou barrado na segunda portaria, após tentar passar a catraca com seu crachá. Ele foi interceptado por um vigia e solicitado que aguardasse por um outro funcionário para sua liberação.

Dentro da refinaria, Garlipp teve problemas com o uso de computadores. Por duas vezes, ele teve que sair dos equipamentos que utilizava, por determinação dos gerentes dos setores. No RH, o gerente justificou que o dirigente não poderia ficar na área devido à partida da refinaria. O argumento surpreendeu o membro da comissão, que havia utilizado esse mesmo computador no dia anterior, quando a Replan já estava em processo de partida.

Para o Sindicato, essa conduta demonstra que a gestão da Replan está mais preocupada com a presença de representantes da entidade dentro da empresa do que, propriamente, com a apuração efetiva e isenta das causas do acidente.

Para desenvolver seu trabalho na comissão, o diretor sindical precisa ter acesso às instalações da refinaria e também a computadores conectados à rede interna.

A comissão iniciou a investigação no dia 22 de agosto e tem trabalhado duro para entender a origem da explosão na refinaria que, por sorte, não se transformou em uma tragédia.

O grupo é formado por 12 membros, sendo um representante do Sindicato, um da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) e 10 especialistas e cargos de chefia, designados pela empresa.

[Via Sindipetro Unificado SP]

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Depois de um chá de cadeira de mais de cinco horas e muita pressão, o diretor do Sindipetro Unificado-SP e coordenador da Regional Campinas, Gustavo Marsaioli, teve a entrada liberada na Refinaria de Paulínia. O acesso foi permitido por volta das 12h30 e o dirigente foi recebido pelos gerentes de SMS (Saúde, Meio Ambiente e Segurança), RH, Produção, Inspeção de Equipamentos, Segurança Corporativa e Otimização.

A gerência apresentou o cronograma de partida da refinaria, que foi iniciada na noite de ontem (29), e explicou que está trabalhando com reforço de equipes nas unidades. “Os grupos que trabalhariam nas unidades sinistradas (uma de destilação e outra de craqueamento) estão sendo deslocados para os conjuntos em processo de partida”, afirmou Marsaioli.

O diretor sindical também recebeu informações de como foi a vistoria da ANP (Agência Nacional do Petróleo), realizada nesta quarta-feira (29), nas instalações da Replan. “Eles disseram que já tinham enviado ao órgão uma série de documentos, inclusive da Gestão de Mudanças. Ontem houve a inspeção in loco, com registro de fotos, e os técnicos da ANP pediram explicações detalhadas sobre o processo da refinaria”, destacou.

Segundo Marsaioli, os gerentes afirmaram que a operação nas unidades de destilação e craqueamento, que não foram atingidas pelo acidente, e de alguns subsistemas deve estar normalizada em dois dias e meio. A produção no restante da refinaria começa em torno de uma semana. Inicialmente, a Replan vai operar com carga de 50%. Parte das duas unidades afetadas foi destruída e o conserto deve demorar alguns meses para ser concluído.

Bombas de incêndio

O diretor do Sindicato sugeriu que seja feita a inspeção das bombas auxiliares de incêndio, que foram usadas no combate ao fogo no dia 20, e reavaliação do procedimento de emergência para a saída dos trabalhadores do laboratório. “Ficamos de enviar relatos dos trabalhadores à empresa, para contribuir nas questões da segurança”, ressaltou. Segundo ele, o Sindicato continuará avaliando as condições de trabalho na refinaria, junto ao efetivo operacional.

[Sindipetro Unificado de São Paulo]

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A direção do Sindipetro Unificado-SP está sendo barrada na porta da Refinaria de Paulínia. A gerência da Replan proibiu o diretor Gustavo Marsaioli, coordenador da Regional Campinas, de entrar na empresa na manhã de hoje (30). O dirigente está há mais de quatro horas em frente à portaria.

O Unificado denuncia que desde que a partida da Replan foi liberada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), no final da tarde de ontem (29), a gerência da empresa interrompeu completamente o diálogo com a direção sindical.

Desde a noite de ontem, os dirigentes tentam conversar com a gerência da Replan sobre a partida. Diante das diversas tentativas malsucedidas de diálogo, o Sindicato está solicitando, oficialmente e em caráter imediato, uma reunião com a empresa para tratar das condições do processo de partida operacional das unidades.

Reiteramos que a empresa está cumprindo com a maioria das propostas da pauta de segurança apresentada pelo Sindicato. Surgiram, entretanto, algumas outras preocupações, apontadas pelos trabalhadores, e o Sindicato gostaria de esclarecer esses pontos com a empresa. Uma das questões principais diz respeito ao número mínimo de trabalhadores na partida.

O Sindicato lamenta essa conduta autoritária e intransigente da gestão da Replan, que fere a democracia e viola o direito fundamental à liberdade sindical, e espera que essa atitude seja revista, possibilitando o diálogo em favor da segurança do efetivo.

Sindicato Unificado do Petroleiros de São Paulo


Leia também:

> Sindicato vai ouvir trabalhadores para partida segura da Replan

> Posição do Unificado sobre liberação da operação da Replan pela ANP

 

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A direção do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) conversa, nesta quinta-feira (30), com os trabalhadores da Refinaria de Paulínia sobre a criação do Grupo de Trabalho, uma das propostas apresentadas pela entidade para garantir segurança no processo de partida e na operação da Replan.

A ideia é que o grupo seja formado por representantes do Unificado, da empresa e da base, com o objetivo de discutir temas relacionados à manutenção, segurança do processo de partida e procedimentos operacionais e deliberar ações para a operação segura da refinaria.

O assunto será abordado amanhã, em setoriais na sede da Regional Campinas, que acontecem em dois horários, às 10h30 e às 18h30. “O envolvimento e a participação dos trabalhadores na formação desse grupo são muito importantes para focarmos nas questões que realmente são cruciais para uma rotina de trabalho segura”, afirma o diretor do Sindicato Arthur Bob Ragusa.

Inspeção

Desde o início da manhã de hoje (29), técnicos da Agência Nacional do Petróleo (ANP) estão na Replan, inspecionando as unidades e o serviço de raqueteamento (isolamento das linhas de tubulações), executado nas áreas atingidas pela explosão e o incêndio, ocorridos na madrugada de segunda-feira (20).

A inspeção avalia as condições de segurança das instalações da refinaria, para garantir que a partida operacional seja feita com tranquilidade e sem risco de novos acidentes. O parecer da ANP, que vai determinar se a Replan já pode dar largada aos procedimentos de partida, deve ser emitido logo após a conclusão da vistoria.

Investigação

A comissão criada para investigar as causas da explosão e do incêndio na Replan ainda não tem um laudo conclusivo. “Qualquer informação sobre a origem do acidente, citada neste momento, é incipiente”, declara o diretor do Sindicato Marcelo Garlipp, que integra a comissão de apuração.

Segundo ele, não existe uma causa única para acidentes de grande proporção, como o ocorrido na Replan. “Geralmente, esse tipo de ocorrência é provocado por uma série de motivos, que ainda estamos apurando”, destacou.

A comissão segue entrevistando trabalhadores, analisando dados de processos, painéis e instrumentos, levantando hipóteses e realizando testes nos equipamentos para averiguar as possibilidades. O prazo para o término da investigação é de 30 dias.

Leia também: Posição do Unificado sobre liberação da operação da Replan pela ANP

[Via Sindipetro Unificado SP]

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A juíza Veranici Aparecida Ferreira, da 2ª Vara do Trabalho de Paulínia, determinou prazo de 48 horas para a Petrobrás se manifestar sobre os questionamentos do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) em relação ao início do processo de partida operacional da Refinaria de Paulínia, que sofreu uma explosão na madrugada de segunda-feira (20). O despacho foi dado no final da tarde de sexta-feira (24), algumas horas após o Sindicato protocolar a petição na Justiça, reivindicando medidas que impeçam a Replan de realizar os procedimentos de partida das unidades sem as devidas condições de segurança.

A pressão do Sindicato resultou ainda na proibição do funcionamento de unidades que foram impactadas pelo acidente. Na sexta-feira, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou medida cautelar de interdição parcial da refinaria. A gerência da Replan disse ao Sindicato que já está providenciando uma série de documentos e procedimentos para garantir que a partida operacional seja executada de forma segura.

Um dos procedimentos é o raqueteamento (isolamento das linhas de tubulações) da unidade de destilação sinistrada. O trabalho começou na sexta-feira e, segundo apuração do Sindicato, já havia sido concluído na tarde desta segunda-feira (27). “Vamos avaliar agora se as condições na área realmente são tranquilas”, declarou o diretor do Unificado Arthur Bob Ragusa. A previsão da Replan é iniciar o processo de partida das unidades que não foram atingidas pelo acidente até quarta-feira (29).

Fiscalização

O Sindicato foi informado ainda que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) fará uma blitz surpresa na Refinaria de Paulínia, para checar os aspectos de segurança e saúde do trabalhador e se estão sendo cumpridas as Normas Regulamentadoras (NRs) Segundo o site G1, a auditora fiscal do trabalho Renata Matsumoto explicou que a fiscalização será feita por uma equipe especializada em refinarias e projetos que envolvem riscos químicos.

[Via Sindipetro Unificado de São Paulo]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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