Refinaria do Paraná opera com número insuficiente de trabalhadores. Gestão local reduz gradativamente o efetivo e não faz reposição. Situação está propícia para um acidente de grandes proporções

[Da imprensa do Sindipetro PR e SC]  

A preocupação com a segurança assola trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária-PR. Antes de 2017 já existia a apreensão de que a operação da unidade estava com o efetivo de petroleiros abaixo do mínimo necessário, o que levou o Sindipetro PR e SC a oferecer denúncia ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ajuizar uma ação contra a empresa que ainda tramita na Justiça do Trabalho. Mas a redução de pessoal é cada vez maior e, claro, a situação de insegurança hoje também aumentou. 

Foi em 2017 que a gestão da Repar aplicou o estudo de O&M (Organização & Método), que resultou na diminuição imediata de aproximadamente 20% dos postos de trabalhos operacionais. A metodologia do modelo, que é bastante questionado por especialistas da área de segurança do trabalho, foi utilizada pela direção da Repar para adequar o efetivo à redução de funcionários desligados da empresa por conta do PIDV (Plano de Incentivo à Demissão Voluntária), sob a desculpa gerencial de “otimização dos recursos humanos da companhia”. 

Antes de 2017, o número do efetivo na operação da Repar era de 480 trabalhadores e, em 2020, caiu para cerca de 300 – uma redução de 40%. O número exato não é disponibilizado para o Sindicato, pois a partir de 2016 a gestão da refinaria deixou de apresentar os relatórios mensais de movimentação de pessoal. A situação fica mais crônica por conta das 50 saídas de operadores previstas para acontecer até o final deste ano. 

A atual condição da Unidade de Destilação e Hidrotratamento (U2100) é um exemplo da irresponsabilidade dos gestores locais. Antes do O&M o número de operadores no local era sete, após a empresa estabeleceu unilateralmente que seriam cinco por turno, mas no último feriado haviam apenas três trabalhadores, o que, segundo empregados da área, é recorrente. Isso é inacreditável! Não se trata de uma padaria, com todo respeito aos padeiros, mas sim de uma refinaria de petróleo, com suas inúmeras complexidades e riscos. 

Cabe lembrar que a U2100 foi palco de um dos maiores acidentes da refinaria. Em 2013, um grave incêndio causou prejuízos significativos às instalações e a parada de produção da Repar por semanas. 

A gestão da Repar “passa a boiada” no quesito insegurança. Descumpre constantemente seu próprio O&M, em total menosprezo à vida dos trabalhadores. Os funcionários admitem que, na hipótese de emergência, há risco de acontecer um acidente ampliado. 

A Repar vive atualmente em condições similares àquelas do ano 2000, quando foram derramados 4 milhões de litros de óleo cru nos rios Barigui e Iguaçu. A empresa culpabilizou trabalhadores, mas a mentira não colou na opinião pública. Agora, em 2020, a Repar novamente é uma bomba-relógio prestes a explodir. 

Os gestores devem ser responsabilizados pela exposição dos empregados ao perigo no trabalho. O Sindicato vai continuar a fornecer dados sobre o efetivo da Repar na denúncia que tramita no MPT, a fim de subsidiar uma nova ação judicial. Se um acidente ocorrer, a culpa não cairá sobre os ombros dos trabalhadores. Ainda dá tempo de evitar uma tragédia, mas depende da vontade da direção da Repar e da Petrobrás.

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Segunda, 21 Setembro 2020 20:48

Petrobrás Fica: um debate suprapartidário

Durante audiência pública no Paraná, ficou claro a importância do Fórum de Defesa da Petrobrás, o caráter suprapartidário da discussão e, principalmente, que todos os paranaenses, seja trabalhador ou empresário, serão prejudicados 

O deputado estadual Professor Lemos (líder da oposição na Assembleia Legislativa) falou sobre a importância da Fórum de Defesa da Petrobrás, já o líder do governo, deputado Hussein Bakri, se comprometeu na luta pela permanência da estatal no Paraná e o senador Jean Paul reafirmou a necessidade de trazer todos os agentes para o debate, numa construção suprapartidária.    

Confira alguns trechos das falas dos deputados paranaenses e a palestra do senador Jean Paul na íntegra logo abaixo. A “Audiência Pública Contra Privatização da Petrobrás no Paraná” (ASSISTA NA ÍNTEGRA AQUI) foi uma mobilização suprapartidário em defesa da permanência da estatal no estado. Uma que luta extrapola questões partidárias. O que está em jogo é a defesa do Paraná. 

 
[Via Sindipetro-PR/SC]
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No dia em que a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) completa 70 anos, petroleiros promovem ato em celebração à data e lançam campanha mostrando à sociedade razões para que a Petrobrás não venda suas refinarias, às vésperas do início do julgamento no STF sobre a legalidade da operação

Na manhã desta quinta-feira (17/9), dia em que a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, a primeira refinaria do Brasil, completa 70 anos, petroleiras e petroleiros realizaram o ato “RLAM 70 anos: história, luta e resistência” em frente à entrada principal da unidade, em São Francisco do Conde (BA), para celebrar a data. Simultaneamente, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus 13 sindicatos lançaram nas redes sociais a campanha “7 razões para a Petrobrás não vender refinarias”, para mostrar à população os riscos associados à privatização dessas unidades.

O ato na RLAM e a campanha nas redes sociais reforçam a campanha #PetrobrásFica, lançada no início de agosto pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás. A movimentação ocorre às vésperas do início do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do pedido das mesas do Senado Federal e do Congresso Nacional à corte para impedir que a empresa privatize oito refinarias sem autorização do Poder Legislativo. 

Além da RLAM, a gestão da Petrobrás anunciou a venda de Refap (RS), Repar (PR), SIX (PR), Regap (MG), RNEST (PE), RPCC (RN), Lubnor (CE) e Reman (AM). A RLAM está sendo negociada com o Fundo Mubadala, de Abu Dhabi, enquanto a Repar, segundo informações veiculadas na imprensa, teria atraído o interesse da Raízen, joint venture entre a anglo-holandesa Shell e a brasileira Cosan, e do grupo Ultrapar.

“A Constituição Federal é clara quanto à necessidade de autorização do Congresso Nacional para a venda de estatais. O que a atual gestão da Petrobrás e o governo estão fazendo é criar uma forma de burlar a exigência legal, criando subsidiárias para vender essas refinarias sem a aprovação do Legislativo”, explica o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

CAMPANHA MOSTRA RAZÕES PARA NÃO VENDER REFINARIAS

Reforçando as mobilizações jurídica e política, a campanha “7 razões para a Petrobrás não vender suas refinarias”, lançada hoje pela FUP e seus sindicatos, vai levar para as redes sociais informações sobre o prejuízo que a privatização dessas unidades causaria à sociedade brasileira. Com dados baseados em estudos e pesquisas, a campanha mostra, de forma resumida, impactos sobre o bolso do consumidor, emprego e renda, além da perda de arrecadação dos cofres públicos.

“Queremos mostrar às pessoas que a Petrobrás está sendo privatizada ‘aos pedaços’ e que isso é ruim para a economia do Brasil e para as economias locais e regionais. E a população brasileira é contrária à privatização da Petrobrás, como mostram pesquisas de opinião. Por isso, esperamos que essas informações que estamos compartilhando mobilize a população a se unir a nós na campanha ‘PetrobrásFica’”, reforça Bacelar. 

7 RAZÕES PARA A PETROBRÁS NÃO VENDER REFINARIAS

1 - Vender refinarias não garante concorrência, nem preços de combustíveis mais baixos

No mercado brasileiro, uma refinaria não concorre com outra. Cada uma foi instalada em uma região para suprir os mercados locais. Se uma refinaria não concorre com a outra, quem comprar uma refinaria da Petrobrás não precisa se preocupar com concorrência. Vai poder colocar em seus produtos os preços que quiser. Vamos trocar o equilíbrio dos mercados por monopólios privados.

2 - Vender refinarias cria risco de desabastecimento

Quem comprar as refinarias vai poder decidir se vende no Brasil ou exporta sua produção. E vai decidir se produz combustíveis ou usa apenas as instalações de armazenagem. A própria ANP está preocupada com o risco de desabastecimento, porque não existe regulação no país para a situação de diversos agentes no refino.

3 - Vender refinarias pode reduzir a massa salarial dos trabalhadores

A Petrobrás investe mais nos trabalhadores e na geração local de empregos que empresas privadas. A venda das refinarias diminuirá empregos tanto nas unidades como entre fornecedores. Menos empregos, menos renda, menos poder de compra.

4 - Vender refinarias ameaça as economias locais

Se quem comprar a refinaria resolver produzir menos, ou não produzir, vai impactar a cadeia produtiva que gira em torno dessas refinarias. Pequenos e médios comerciantes, prestadores de serviços e outras atividades econômicas podem ser impactadas.

5 - Vender refinarias vai diminuir a arrecadação de estados e municípios

Se a empresa que comprar as refinarias usar petróleo importado haverá impacto na arrecadação de royalties de municípios que tem instalações para transportar o petróleo até as refinarias. Aqui, o risco diz respeito aos royalties de cidades que têm instalações de produção, já que no refino o pagamento de imposto é pela circulação dos derivados.

6 - Vender refinarias vai contra a vontade dos brasileiros, que não querem a privatização da Petrobrás

Pesquisa divulgada na última semana pela Exame apontou que 41% dos brasileiros são contrários à privatização da Petrobrás, ante 28% favoráveis. Esses dados se juntam às pesquisas do Datafolha e da Revista Fórum que mostraram a reprovação da população à venda da empresa.

7 - Vender refinarias vai impactar financeiramente a Petrobrás e reduzir os ganhos de seus acionistas

A privatização “aos pedaços” é prejudicial até mesmo para o acionista da Petrobrás, aquele que investiu suas economias em ações da empresa. Empresas “do poço de petróleo ao posto”, verticalizadas, têm mais valor no mercado. E a Petrobrás está virando uma exportadora de petróleo cru e deixando de agregar valor ao petróleo que ela produz. Com a pandemia de Covid-19, os prejuízos da Petrobrás foram minimizados com o aumento de sua exportação de óleos combustíveis, principalmente bunker para navios. E são as refinarias da empresa que fabricam esses produtos. A RLAM, da Bahia, é uma das maiores produtoras de bunker do país. Se for vendida, isso vai impactar as contas da própria Petrobrás.

FONTES: Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep); Estudo: “Competitividade no mercado de gasolina e diesel no Brasil: uma nova era?” – Departamento de Engenharia Industrial, PUC-Rio; ANP está preocupada com abastecimento de gás de cozinha após venda de refinarias da Petrobrás” – Jornal Estado de SP, 24 de julho de 2020; “Pesquisas Exame/IDEIA (Agosto 2020), Revista Fórum (julho 2020), Datafolha (setembro 2019)

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Uma etapa importante na defesa da permanência da Petrobrás no estado acontece na quinta-feira, 3 de setembro, às 10h. Trata-se da Audiência Pública Contra Privatização da Petrobrás. O encontro será via plataforma virtual e poderá ser acompanhado pela TV Assembleia, nas redes sociais oficiais da casa legislativa, além da page do Fórum de Defesa da Petrobrás e do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR e SC).

 Essa audiência é uma ação suprapartidária. Tanto oposição como representantes do governo demonstram interesse em promover o debate. A iniciativa partiu do deputado Professor Lemos (PT), líder da oposição na Alep, que contou com apoio do parlamentar Hussein Bakri, líder governista, que apresentou a solicitação da reunião. 

Participam da audiência o Senador Jean Paul Prates, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás, em Brasília, Alexandro Guilherme Jorge, presidente do Sindipetro PR e SC, além do corpo técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), parlamentares de oposição e governistas. 

Paraná em alerta 

O momento é crucial para o povo paranaense, já que o estado corre o risco de perder as três subsidiárias da Petrobrás: Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul; Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), ambas em Araucária. 

É um desmonte da estatal e pode decretar o fim das suas atividades. A consequência é a desindustrialização de toda uma cadeia econômica que distribui renda para diversos municípios, através das arrecadações de impostos e royalties, e emprega milhares de famílias. 

Serviço 

Audiência Pública Contra Privatização da Petrobrás

Data: 03 de setembro de 2020

Hora: 10h

Onde assistir:  

TV Assembleia => http://www.assembleia.pr.leg.br/comunicacao/tv-assembleia

Youtube => https://www.youtube.com/user/TVSinalAssembleiaPR

Facebook => https://www.facebook.com/assembleialegislativapr/

 Serão responsáveis pelas falas técnicas:

 :: RODRIGO LEAO => Economista e doutorando em Economia Política Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeira (UFRJ). Foi pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), gerente de planejamento da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros). Atualmente é coordenador de pesquisa do  Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo e Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) e pesquisador-visitante da Universidade Federal da Bahia (UFBA). 

:: CARLA FERREIRA => Socióloga e mestre em Ciências sociais pela Universidade Estadual de Londrina. Foi pesquisadora do Dieese. Atualmente é pesquisadora do Ineep.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

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No último dia 20 de agosto, o Fórum de Defesa da Petrobrás organizou uma live em sua página oficial com diversas lideranças políticas e sindicaisO evento contou com palestra do senador Jean Paul Prates (RN), que preside, em Brasília, a frente Parlamentar Mista que trabalha para impedir a privatização da estatal. 

Ele explica o objetivo da campanha “Petrobrás Fica”: “é você ir enfrentar o monstro. Não adianta falar com o coleguinha de laranja, tem que ir lá no de terno e gravata, no banqueiro, no gerente de banco e dizer: amigo, você vai perder, o Paraná vai perder, isso é um desmonte”. 

Assista a palestra na íntegra 

No Paraná, a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar/Araucária), com seus dutos e terminais, e a Usina do Xisto (SIX/São Mateus do Sul) estão sob ameaça de privatização. Jean Paul aponta que isso é um desastre para o estado, já que “o sangue da nossa economia é o petróleo e ele está em tudo. Nós temos uma empresa que faz tudo direitinho, é complementar e otimizada, mas agora vamos brincar de concorrência predatória”.  

O senador acrescenta que “é uma bobagem acreditar que a Repar privada vai gerar um combustível mais barato. Se estamos praticando a paridade internacional, o fato de ter uma refinaria privada ou estatal não faz diferença. Ou alguém vai vender abaixo do preço só por que é privada? Esse processo é cheio de falácias”. 

Nunca no Brasil uma administração federal ousou contestar as funções da Petrobrás como desenvolvedora da economia nacional, principalmente em relação as refinarias. De acordo com o senador, elas foram projetadas para atuar como parceiras “numa missão grandiosa de abastecer o país de forma ótima, com menor custo e maior vantagens para a sociedade”. 

Parlamentares 

A transmissão do lançamento da campanha contou com a participação de diversos parlamentares paranaenses. O deputado federal Enio Verri, comprometido na defesa da estatal em Brasília, explica que a luta “é para evitar o processo de esquartejamento da Petrobrás”. 

De acordo com Verri, em recente reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ficou acordado que “não será colocado em pauta na Câmara dos Deputados nenhum tipo de privatização”. 

No Paraná, segundo o deputado estadual Tadeu Veneri, é preciso que as ações contra a saída da Petrobrás andem rápido. 

Ele lembrou que durante o processo de hibernação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen/Paraná), os parlamentares e o Sindipetro PR e SC solicitaram audiência com a então governadora Cida Borghetti: “esperamos mais de 45 dias, ela recebeu um grupo de russos que estava interessado na compra e não recebeu o sindicato”. 

Já o deputado estadual Michele Caputo foi contundente ao dizer que essa campanha é suprapartidária. “Todos sabem, eu sou um deputado do PSDB, mas desde que a bancada dos deputados do PT levou a questão da Fafen à Assembleia, me solidarizei. De lá para cá, só aumentou minha preocupação”. 

Para ele não se pode deixar acontecer com a Repar e a SIX o mesmo que aconteceu com o Fafen, um exemplo do descaso desse Governo Federal. “Todos nós somos vítimas de um presidente que não respeita a vida e a democracia. Um racista, homofóbico e genocida. Um homem que não respeita a pluralidade desse país, nem os poderes constituídos”, enfatizou Caputo. 

Finalizou se colocando à disposição na defesa da campanha “Petrobrás Fica no Paraná”: “vocês têm todo meu aponho e meu empenho. Se precisar que a gente se some para conversar com o governo e setor produtivo”. 

Professor Lemos, líder da oposição na Assembleia Legislativo do Paraná (ALEP), apontou que essa campanha não pode ser só de uma parte da sociedade, “é preciso que a população, de um modo geral, participe. Porque a companhia é estratégica para o nosso país e para o nosso povo”. 

O parlamentar revelou que o líder do governo, deputado Hussein Bakri, se comprometeu em marcar para os próximos dias uma reunião com o governador Ratinho Junior, com a presença de representantes do Fórum de Defesa da Petrobrás. Bakri também aceitou protocolar documento que convoca audiência pública com participação do executivo estadual, parlamentares e prefeitos do Paraná. 

“Esse debate é para além dos municípios que têm unidades. A companhia é importante para todas as cidades, não apenas para Araucária, São Mateus do Sul ou Paranaguá. A Petrobrás ajuda todo o Paraná. A receita que o estado e a união recolhem é partilhada em todos os municípios”, concluiu Lemos.  

Denunciar 

A campanha “Petrobrás Fica” é uma mobilização nos estados com o objetivo de denunciar o “acordão” entre a atual gestão da companhia e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). É parte dos trabalhos da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás presidida por Prates. 

Durante a palestra, Prates ainda apontou à necessidade de ampliar a comunicação para fora do universo do Sistema Petrobrás: “estão desmantelando o mercado de fertilizantes, por exemplo, então vamos falar com o agro”.  

Hoje o Brasil caminha para uma grande contradição histórica, pois é um país que conquistou a auto suficiência do petróleo, mas opta por ficar suscetível ao preço internacional. “Conquistamos auto suficiência para quê? Todos lutaram pela auto suficiência do petróleo, até a ditadura militar”, completa. 

Fórum de Defesa da Petrobrás   

A organização do Fórum de Defesa da Petrobrás agradece o senador Jean Paul Prates pela palestra. Também enaltece o apoio e saudação do deputado federal Ênio Verri e dos deputados estaduais Tadeu Veneri, Professor Lemos e Michele Caputo. Assim como as lideranças: Alexandro Guilherme Jorge (Presidente do Sindipetro PR e SC), Gerson Castellano (FUP), Márcio Kieller (CUT-PR), Mário Dal Zot (FUP) e Roni Barbosa (CUT Nacional). Além de Simon Quadros, Procurador do município de Araucária.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC | Por: Regis Cardoso]

 

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O Fórum de Defesa da Petrobrás fará live de lançamento da Campanha “Petrobrás Fica no Paraná” em sua página oficial no Facebook nesta quinta-feira, às 19h. O evento contará com palestra do senador Jean Paul Prates, que preside a Frente Parlamentar Mista que trabalha para impedir a privatização da estatal 

A ação será composta por parlamentares, representantes sindicais e lideranças políticas mobilizadas na campanha “Petrobrás Fica”. O principal motivo da criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás, em Brasília, e da mobilização nos estados foi o “acordão” entre a atual gestão da estatal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2019. 

Na negociata, a gestão Castello Branco sinalizou com a venda de oito refinarias para encerrar uma investigação no órgão. Uma ação no mínimo suspeita e que motivou todos os envolvidos na defesa da estatal a denunciar essa prática. Principalmente porque o Conselho não terminou suas apurações e a companhia, deliberadamente, já avançou na privatização do seu parque de refino.  

Para a organização do Fórum de Defesa da Petrobrás, não se pode permitir que o patrimônio do povo brasileiro seja entregue, sobretudo através de transações suspeitas, colocando interesses políticos e econômicos à frente da soberania nacional. São milhares de empregos e cadeias econômicas regionais em risco. 

No Paraná, por exemplo, a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) é a principal geradora individual de impostos do estado. Araucária, onde está localizada essa unidade da Petrobrás, é o maior polo industrial da região graças ao parque de refino da estatal. Trata-se de uma cadeia econômica regional, que também envolve o estado de Santa Catarina, sob ameaça. 

A Repar e todos seus ativos logísticos integrados (dutos e terminais de distribuição no Paraná e Santa Catarina) podem ir parar nas mãos da iniciativa privada, bem como a Usina do Xisto, situada em São Mateus do Sul, na região Centro Sul do estado. 

De acordo com o senador Jean Paul Prates, que fará a palestra amanhã, “o plano de privatizar a estatal em fatias não visa garantir o abastecimento ou novos investimentos, como dizem, mas apenas aumentar a distribuição de lucros aos acionistas, invertendo a lógica da empresa de servir ao país e aos consumidores”. 

Presenças confirmadas

Deputados Federais 

:: Aliel Machado

:: Ênio Verri

:: Gustavo Fruet

:: Zeca Dirceu 

Deputados Estaduais 

:: Tadeu Veneri

:: Professor Lemos

:: Requião Filho 

Lideranças  

:: Alexandro Guilherme Jorge (Presidente do Sindipetro PR e SC)

:: Gerson Castellano (FUP)

:: Márcio Kieller (CUT-PR)

:: Mário Dal Zot (FUP)

:: Roni Barbosa (CUT Nacional)

:: Simon Quadros (Procurador de Araucária) 

Participe também

Live de lançamento da campanha “Petrobrás Fica” no Paraná

Data: 20 de agosto de 2020

Hora: 19h

Onde assistir: facebook.com/forumpetrobras

[Via imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

No encerramento do 18º Congresso Nacional da FUP, neste domingo, 19, o Sindipetro-PR/SC lançou um mini documentário, resgatando a história do maior acidente ambiental do Paraná.

Em 16 de julho de 2000, um acidente ampliado na Repar, em Araucária-PR, despejou 4 milhões de litros de petróleo nos rios Barigui e Iguaçu.

Resultado de uma política de sucateamento da Petrobrás pelo governo FHC, o vazamento atingiu uma vasta Área de Preservação Permanente do Bioma da Mata Atlântica, causando prejuízos à flora, à fauna, à qualidade da água e do ar, bem como à saúde dos trabalhadores que atuaram na remoção do óleo.

Atualmente, 20 anos após a tragédia e com Bolsonaro no governo federal, a situação na Repar é muito semelhante àquela dos tempos de FHC. Número de trabalhadores cada vez menor e escassos recursos para a manutenção da unidade, tudo orquestrado com vistas à privatização. A possibilidade de acontecer um novo acidente ampliado é real.

Assista a íntegra do mini doc: 

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Esta quinta-feira (16) marca a passagem dos 20 anos de um dos maiores desastres ambientais da história do estado. Na tarde de 16 de julho de 2000 acontecia um vazamento de petróleo de proporções gigantescas em um duto ligado à Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, região metropolitana de Curitiba.  

No total, quatro milhões de litros de óleo cru foram derramados do OSPAR (Oleoduto Santa Catarina – Paraná) e contaminaram a bacia do Arroio Saldanha e os rios Barigui e Iguaçu. A efusão foi equivalente a pouco mais de 25 mil barris de petróleo ou 115 piscinas grandes (capacidade de 35 mil litros). O óleo percorreu uma distância de aproximadamente 100 quilômetros rio abaixo. 

Nos dias posteriores à tragédia, o cenário era tenebroso. A mancha negra chegava a cobrir todo o leito dos rios em determinados pontos. A fauna e a flora local foram devastadas. Um levantamento do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) apontou que de cada oito animais retirados pelas equipes de resgate, apenas um sobrevivia. 

O vazamento evidenciou o despreparo da empresa no atendimento a acidentes de grandes proporções. Centenas de trabalhadores foram recrutados para atuar na limpeza dos rios sem qualquer tipo de capacitação e, pior ainda, sem equipamentos básicos de segurança. Muitos passavam mal durante o trabalho e não tinham atendimento médico adequado. As refeições eram feitas às beiras dos rios, sem condições mínimas de higiene. 

A postura dos gestores da Petrobrás foi de isenção, em todos os aspectos. Desde o tratamento aos terceirizados que atuaram na limpeza do óleo até a versão sobre as causas do acidente. De acordo com a Comissão de Sindicância Interna formada pela Repar, o vazamento foi “decorrente da ruptura da junta de expansão localizada a jusante de uma das válvulas do sistema de controle de fluxo na área do ‘scraper trap’’, e, ainda, que o “acidente foi produzido por falha humana”, e que a “extensão do vazamento foi decorrente da inobservância de procedimentos operacionais”. 

O relatório da Comissão Mista do CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado Paraná) nomeada para analisar o acidente contestou versão da empresa. Diz um trecho do documento: “o que se observa, na verdade, com base em toda documentação coletada, é que a empresa pretende, mais uma vez, explicar evento de tal magnitude como mera consequência de erro humano e falha pontual de equipamento, quando salta aos olhos que há um processo de falhas e/ou fragilidades estruturais e organizacionais, o que inclui as decisões gerenciais, que explicam não somente este acidente, mas, com efeito, todos os demais ocorridos na Petrobrás nos últimos anos”. 

De fato, foi um período conturbado no Sistema Petrobrás. Além do caso na Repar, outros acidentes de grandes proporções foram registrados no início do milênio. O afundamento da Plataforma P-36 (15/03/2001) e o derramamento de 1,3 milhão de litros de óleo combustível nas águas da Baía de Guanabara (18/01/2000), ambos no Rio de Janeiro, são exemplos. Essa série de sinistros, que poderiam ter sido evitados, evidenciou o processo de sucateamento por qual a empresa passou ao longo dos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, cuja intenção era privatizar a maior empresa brasileira. 

Vítimas do Vazamento

Quantificar as vítimas e as consequências do desastre, seja na fauna, flora ou nos humanos, é impossível; porém, dois casos mostraram as condições insalubres do trabalho em contato direto com hidrocarbonetos. José Marcondes da Luz atuou na limpeza dos rios e apresentou uma série de enfermidades após o fato. O Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR e SC) auxiliou o trabalhador com ajuda de custo e assessoria jurídica na ação movida contra a empresa terceirizada e a Petrobrás. Infelizmente, Marcondes não viveu o suficiente para que a Justiça fosse feita. Faleceu no dia 30 de outubro de 2010 devido às doenças desenvolvidas naquele trabalho.  

Outra vítima emblemática foi Juracir Francisco da Silva, que teve complicações de saúde enquanto ainda estava empregado na contenção e remoção do petróleo nos rios. Poucos dias depois, ficou paraplégico de forma permanente e desenvolveu uma série de doenças relacionadas ao contato com o óleo. A Justiça reconheceu o nexo-causal no caso de Juracir em 2007. Após esgotar todos os recursos possíveis no processo, em 2017 a Petrobrás implantou em folha de pagamento a pensão mensal vitalícia, resultado da ação movida com o apoio do Sindicato e sua assessoria jurídica. 

Atualmente, passados 20 anos do acidente, as consequências ainda são percebidas. As perícias requisitadas pela Justiça para avaliar as condições da vegetação e dos animais do local, assim como a qualidade do solo e do ar, serviram de subsídio para a condenação da Petrobrás. “Da leitura da prova pericial realizada, extrai-se que o petróleo derramado sofreu evaporação e, na verdade, até hoje evapora, causando poluição do ar e possíveis danos à saúde dos seres vivos”, diz a parte da sentença que impôs à Petrobrás uma multa bilionária em decorrência do vazamento, mas que até hoje ainda não foi quitada. 

Alerta de Tragédia

Duas décadas se passaram e o cenário atual da Repar é muito semelhante àquele do início dos anos 2000. Redução acentuada de verbas para manutenção industrial e diminuição de postos de trabalho nas áreas operacionais são erros do passado que a gestão da empresa repete sistematicamente. O plano político de entregar à Petrobrás para o mercado privado voltou com a eleição de Bolsanaro.   

Alerta ainda para a possível incidência de outro acidente ampliado o fato de que o relatório anual de sustentabilidade da Petrobrás informa que os vazamentos de óleo e derivados saltaram de 18,4 m³ em 2018 para 415,3 m³ no ano passado. O aumento é de 2157%, o pior índice dos últimos dez anos da empresa. Para piorar, os números revertem uma tendência de queda que vinha acontecendo entre 2015 a 2018, quando os vazamentos caíram 74%. Mesmo assim, a gestão da petrolífera reduz bruscamente os recursos voltados à proteção ambiental.

Publicado em Sistema Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Gerir conflitos com soluções racionais e adequadas não é uma habilidade das gerências setoriais da Repar. No final do mês de abril, a gestão do setor de Utilidades escancarou mais uma vez seu despreparo e intempestividade diante de um problema de pouca complexidade. 

Para adequar as medidas de prevenção ao novo coronavírus, as refeições nas copas das Casas de Controle (CCL), que antes eram servidas em buffets, passaram a ser individualizadas, seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde (OMS) e Conselho Federal de Nutrição (CFN). 

Com a mudança para as embalagens, as refeições não estavam sendo servidas na temperatura adequada e os trabalhadores utilizaram os canais disponíveis para cobrar a resolução do problema. É normal que em situações de alterações de práticas corriqueiras sejam necessários ajustes ao longo do processo. O que não foi normal é a reação intempestiva do gestor. 

Para “resolver” o problema, a ordem imediata foi que todos os técnicos de operação do setor deveriam se deslocar até o restaurante para fazer as refeições. A truculência da decisão que deveria ser no mínimo reavaliada ou questionada, por se tratar da saúde e segurança dos trabalhadores, não foi apenas ratificada por outras gerências da produção da refinaria, como também foi copiada. 

A bizarra “solução” ocasionou a ampliação dos principais riscos de contaminação pelo novo coronavírus, como aglomerações, compartilhamento de veículos e mobiliários. Tal medida é extemporânea, pois os casos de Covid-19 no Paraná estão em acentuada tendência de elevação. Cabe citar que denúncias enviadas ao Sindicato dão conta que os trabalhadores não estão sendo distanciados devidamente no restaurante e nem as mesas estão com higienização regular. 

Além de ampliar as condições para a disseminação do coronavírus, fragiliza ainda mais a segurança operacional da unidade, que estão com seus quadros de profissionais reduzidos desde a implantação unilateral do fatídico O&M (Organização & Método), com frequente e irresponsável aplicação da demanda reduzida e aumento unilateral da carga horária do turno de 8 para 12 horas. 

As copas nas CCLs das unidades foram criadas com o objetivo de manter o técnico de operação na sua unidade, inclusive no horário das refeições, para atuar no tempo adequado em casos de emergências e descontroles operacionais. A decisão descabida dos gestores vai ao encontro da tragédia anunciada. 

Após cobrança formal do Sindicato, a única providência que a empresa tomou foi a elaboração de uma nota direcionada aos trabalhadores, um tanto quanto contraditória, ou cômica, se não fosse a seriedade e gravidade do problema. No informe, a justificativa é que a medida, entre outras, visa aumentar o distanciamento entre as pessoas, com o objetivo de ampliar a prevenção à Covid-19. Ilógico, no mínimo. 

Em recente pesquisa realizada pelo Sindipetro PR e SC sobre as medidas de prevenção ao coronavírus adotadas pela empresa, com grande participação da categoria, a alteração do local da refeição para o refeitório foi o segundo item mais citado espontaneamente como preocupação de contaminação, perdendo apenas para a falta de informações aos trabalhadores sobre os casos positivos e medidas praticadas. 

O Sindicato reafirma a continuidade do trabalho de fiscalização e cobrança das ações necessárias para zelar pela saúde e segurança dos trabalhadores. As denúncias de situações de risco e de práticas irresponsáveis da empresa continuarão sendo encaminhadas aos órgãos de vigilância sanitária que estão atuando no controle da pandemia. 

É inadmissível que os gestores locais da Repar insistam em atuar fora dos protocolos técnicos e científicos de combate à Covid-19, colocando em risco os trabalhadores e a comunidade, por mera arrogância causada pela síndrome do pequeno poder.

Redobrar os cuidados e denunciar!

Ainda que a gestão da empresa não faça sua parte, todos podem contribuir para evitar a propagação do vírus com a atenção às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) de evitar aglomerações, manter distanciamento de outras pessoas, usar máscara sempre que estiver fora de casa, lavar sempre as mãos e usar álcool em gel, entre outros. 

O Sindipetro orienta os trabalhadores a redobrarem a atenção em relação às medidas de controle contra o contágio e proliferação da Covid-19. Caso encontrem situação de risco, utilizem o direito de recusa, conforme estabelecido pela cláusula 78 do ACT 2019/2020, e denuncie a algum dirigente sindical ou ligue para (41) 3332-4554 (Telefone Sede Sindicato).

 
 

Hoje a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) é o maior foco de transmissão do novo coronavírus em Araucária

 O Sindipetro PR e SC exige medidas urgentes na Repar. De acordo com o boletim diário da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), dos 109 casos positivos no município, 48 são da refinaria, o que confirma que as medidas adotadas pela empresa no combate à pandemia não são suficientes.

 Até o momento são 92 infectados na unidade e é necessária interdição para higienização dos ambientes, nova testagem em massa, pois muitos trabalhadores contaminados interagem com não testados nas trocas de turno ou em locais compartilhados, além da divulgação de relatórios detalhados sobre a crise sanitária na Repar.  

 A saúde dos trabalhadores, de suas famílias e da comunidade de Araucária está em primeiro lugar. O Sindicato segue denunciando e tomando todas as ações cabíveis para preservar a vida.

 

 Fonte: Sindipetro PR/SC por Regis Luís Cardoso (arte: Davi Macedo). 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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