Sindipetro PR/SC alerta que novos casos ainda podem surgir e que gestão da refinaria sonega informações sobre contaminações e mortes por Covid-19 

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC] 

Oficialmente, a parada de manutenção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, terminou no último dia 29, com a finalização do procedimento de partida da URE (Unidade de Recuperação de Enxofre). 

Iniciada em plena segunda onda da pandemia do coronavírus no Brasil, em meados de março, a parada adicionou mais dois mil trabalhadores à rotina de serviços da Repar. O Sindipetro Paraná e Santa Catarina foi contra a realização da manutenção industrial durante a crise sanitária e agiu em várias frentes para, senão impedir, ao menos mitigar os possíveis efeitos da decisão irresponsável dos gestores. A principal foi a deflagração de greve sanitária, entre os dias 12 e 16 de abril. 

O movimento não conseguiu barrar a parada, mas foi importante no sentido de forçar a empresa a adotar medidas mais rígidas no combate à disseminação do vírus. Testagem no início da jornada de trabalho, que antes era feita apenas no final; reforço na higienização das áreas comuns, como vestiários, copas e estações de trabalho; controle da quantidade de pessoas nos acessos aos espaços confinados; fornecimento de máscaras PFF2; e intensificação de orientações por meio da comunicação visual foram alguns dos protocolos adotados no período pós-greve sanitária. 

Os protocolos sanitários, sem dúvida, ajudaram a salvar vidas, mas infelizmente nem todas. Na última sexta-feira (30), o trabalhador capixaba Leandro de Carvalho da Rocha, de 51 anos, contratado pela empresa Método Potencial, foi a décima vítima de Covid-19 que atuou na parada da Repar. Deixou um casal de filhos, de 17 e 14 anos. 

As outras mortes foram de Rodrigo Germano, de 36 anos, em 22 de março; Marcos da Silva, de 39 anos, em 25 de março; Carlos Eduardo, de 45 anos, no dia 01 de abril; Valdir Duma, de 49 anos, em 14 de maio; Daniel Cristiano Müller, de 43 anos, em 15 de maio; Ernani Nunes, de 54 anos, em 01 de junho; Célio Alves da Cruz, de 55 anos, em 05 de junho; Luiz Carlos de Lemos, de 60 anos, em 23 de junho; e Alessandro Barbosa, de 41 anos, em 29 de julho.  

A parada de manutenção da Repar terminou, mas o número de mortes por Covid-19 ainda não está determinado. Podem surgir novos casos de eventuais internados ou até mesmo de pessoas que atuaram na manutenção, mas não foram contabilizados, pois a gestão jamais repassou informações sobre os números de contaminados ou falecidos, próprios ou contratados, ao Sindicato, em descumprimento ao acordo que colocou fim à greve sanitária, firmado no Ministério Público do Trabalho. Todos os casos registrados pelo Sindipetro PR e SC foram informados por companheiros de trabalho. 

O Sindipetro PR e SC alertou insistentemente a gestão da refinaria e os órgãos governamentais de saúde de que a parada poderia ser adiada ou ao menos ter seu prazo estendido para envolver menos equipes nos trabalhos. A postura do Sindicato sempre foi de que essencial mesmo é a vida.  

 

Evento interativo acontece nesta quinta-feira (01), a partir das 18h00, com transmissão pelas redes sociais do Sindipetro PR e SC

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Por medida de segurança durante a pandemia do coronavírus, pelo segundo ano consecutivo o Congresso Regional dos Petroleiros e Petroquímicos do Paraná e Santa será realizado de maneira virtual. 

A edição de 2020 foi uma experiência inédita e interessante. Até então, todos os congressos eram realizados de forma presencial. Para 2021, a organização do evento fez algumas modificações a partir dos aprendizados do ano passado, explorando melhor as possibilidades cibernéticas. 

As principais são a flexibilização da programação, com a realização de atividades em datas e horários distintos, e a ampliação do público por meio de transmissões por “lives”. 

Dessa forma, o 8º Congresso Regional Unificado dos Petroleiros e Petroquímicos do Paraná e Santa Catarina tem a sua pré-abertura nesta quinta-feira (01), com o painel sobre “privatizações”, do qual participam o ex-governador do Paraná e ex-senador Roberto Requião (MDB-PR) e o presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás, senador Jean Paul Prates (PT-RN). A mediação será do petroleiro e secretário de comunicação da CUT Nacional, Roni Barbosa. 

A atividade é interativa e os espectadores poderão enviar suas perguntas aos expositores. Será a partir das 18h00, com transmissão ao vivo pelo canal do Sindipetro PR e SC no Youtube e Fanpage do Facebook

A cerimônia de abertura do 8º Congresso será no dia 07 de julho, às 18h00, e a programação do evento segue até o dia 09. O cronograma completo será divulgado na sequência.

 

Logo após o painel sobre privatizações, com o ex-governador Roberto Requião (MDB-PR) e o senador Jean Paul Prates (PT-RN), na noite desta quinta-feira (01), a pré-abertura do 8º Congresso Regional Unificado dos Petroleiros e Petroquímicos do PR e SC terá um debate sobre a reabertura da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR). 

Participam a procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR), Margaret Matos de Carvalho; a deputada federal e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores Gleisi Hoffmann; o deputado federal Enio Verri (PT-PR); e o deputado estadual Tadeu Veneri (PT). A mediação fica por conta de Gerson Castellano, diretor da FUP e do Sindiquímica-PR. 

A atividade é interativa e os espectadores poderão enviar suas perguntas aos palestrantes. Será a partir das 19h30, com transmissão ao vivo pelo canal do Sindipetro PR e SC no Youtube e Fanpage do Facebook.

Publicado em Movimentos Sociais

Em mais uma ação solidária, petroleiros do Paraná e Santa Catarina participam de mobilização conjunta que acontece sábado (12/6), nas vilas Pantanal e Chacrinha, no Alto Boqueirão, periferia de Curitiba

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Na manhã deste sábado (12), a ação conjunta de várias entidades vai levar 500 cestas de alimentos e 100 cargas de gás a famílias em situação de vulnerabilidade social das vilas Pantanal e Chacrinha, no Alto Boqueirão, em Curitiba. Batizada de “União Solidária”, a iniciativa vem sendo realizada desde junho de 2020 em ajuda humanitária a quem enfrenta a fome e o desemprego neste período de pandemia. 

A maioria das famílias das comunidades enfrenta dificuldade para garantir comida na mesa. Somado a isso, parte das moradias ainda sofre com a falta de energia elétrica. A Unidade de Saúde local também está desativada há meses, o que dificulta o acesso a atendimento neste período de crise sanitária. 

Ao longo de toda a ação serão cumpridos os protocolos de prevenção da Covid-19. As doações serão entregues a famílias cadastradas com antecedência por organizações das próprias comunidades. Para evitar aglomerações, a entrega dos alimentos será com distribuição de senhas, horários pré-estabelecidos e organização de distanciamento nas filas. O uso de máscara e de álcool em gel também estão sendo recomendados às pessoas que irão receber os itens. 

A maior parte dos alimentos doados são adquiridos diretamente com cooperativas da Reforma Agrária do Paraná, vindos de áreas de assentamentos e acampamentos do MST. Cerca de 3 toneladas de alimentos também serão doadas por famílias acampadas e assentadas em comunidades do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Castro, Teixeira Soares e Lapa. 

As cargas de gás de cozinha vêm de doações dos trabalhadores da Petrobrás, que defendem a redução dos preços deste item essencial à sociedade, com o fim da política de valores atrelada ao dólar e à variação do barril do petróleo no mercado internacional, chamada de PPI (Preço de Paridade de Importação). O país possui reservas de petróleo e refinarias, o que possibilita a prática de preços baseada na produção nacional. 

Horta comunitária

Junto com a entrega das doações, também será realizado um mutirão para a criação de uma horta comunitária na vila Chacrinha, com 1700 metros quadrados e pelo menos 50 canteiros de verduras e legumes, além do plantio de 150 mudas de árvores nas duas comunidades e revitalização da praça do Pantanal. 

O preparo dos plantios têm orientação técnica de integrantes da Escola Latino Americana de Agroecologia (ELAA), e máquinas da Cooperativa Terra Livre, ambas localizadas no assentamento Contestado, da Lapa. O objetivo é que a horta complemente a alimentação das famílias da comunidade. 

A ação é realizada MST; o Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro-PR/SC); Comissão da Dimensão Social da Arquidiocese de Curitiba; Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR); Produtos da Terra; Coletivo Marmitas da Terra; APP-Sindicato Estadual, e Núcleos Curitiba Norte e Sul; e Partido dos Trabalhadores do Paraná (PT-PR). 

Iniciativas da “União Solidária” começaram em junho de 2020, e levaram alimentos e gás a diversas comunidades de Curitiba e região metropolitana. A mais recente ocorreu na vila Sabará, no dia 1 de maio, com a partilha de 560 cestas de alimentos e 100 cargas de gás. Também houve mutirão para a criação da Agrofloresta Papa Francisco, que está sendo mantida pelo Centro de Integração Social Divina Misericórdia (CISDIMI). 

Pandemia, desemprego e fome em alta

Curitiba está em bandeira vermelha desde o dia 29 de maio, devido à nova onda de agravamento dos números da pandemia na cidade. Passados quase 10 dias, os dados mostram uma leve redução dos casos, no entanto, ainda há fila de espera por leitos de UTI. As maiores restrições de circulação, a lentidão na vacinação e a falta de auxílio emergencial para toda a população sem renda agravam a situação de desemprego e falta de alimento na mesa.

 

Em todo o país, são mais de 14,2 milhões de desempregados e 6 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) - os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Já a população que está fora da força de trabalho soma 76,3 milhões.

 

Pelo menos 19 milhões de brasileiros passam fome e 116,8 milhões de pessoas, mais da metade dos domicílios no país, enfrentam algum grau de insegurança alimentar. A pesquisa é da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), divulgada no início de abril.

 

Somado ao gesto humanitário, a “União Solidária” deste sábado também cobra o direito à vacinação imediata para toda a população, a defesa do SUS e o auxílio emergencial de R$ 600 para cada trabalhador sem renda.

A mais recente vítima da negligência da gestão da Repar na pandemia é o trabalhador terceirizado, Célio Alves da Cruz, que atuava nas obras de parada de manutenção da refinaria. Desde o início dos serviços de pré-parada, em março, sete trabalhadores morreram, após se contaminarem pelo coronavírus

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

O instrumentador Célio Alves da Cruz faleceu nesta quinta-feira (03), em Curitiba, vítima de complicações da Covid-19. Ele tinha parcos 55 anos e trabalhava nas obras de parada de manutenção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, contratado pela empresa Método Potencial. 

Célio é o quarto trabalhador que atuava na Repar a falecer nos últimos vinte dias, período no qual as obras na Repar foram intensificadas. O procedimento de manutenção na refinaria incluiu mais dois mil trabalhadores na rotina da unidade e causa, invariavelmente, aglomerações no parque industrial. 

Desde o início dos serviços de pré-parada, em meados de março, até agora já são sete vítimas fatais do coronavírus na Repar. Rodrigo Germano, de 36 anos, faleceu em 22 de março; Marcos da Silva, de 39 anos, em 25 de março; Carlos Eduardo, de 45 anos, no dia 01 de abril; Valdir Duma, de 49 anos, em 14 de maio; Daniel Cristiano Müller, de 43 anos, em 15 de maio; Ernani Nunes, de 54 anos, em 01/06; e agora o companheiro Célio. 

Enquanto a categoria lamenta a série de mortes, a gestão da Refinaria mantém postura de descaso ao sequer informar a força de trabalho sobre as vítimas. Para piorar, não cumpre o acordo mediado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) que encerrou a greve sanitária na unidade, realizada entre os dias 12 e 16 de abril. O principal compromisso assumido pela empresa era o de divulgar boletins epidemiológicos periodicamente com informações sobre o quadro vigente de casos confirmados de Covid-19, suspeitos, recuperados e internações hospitalares. No entanto, a gestão apresenta informações incompletas, isso quando o faz. 

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, os gestores fingem crer que as medidas sanitárias adotadas na Repar são infalíveis. “Agem como se máscaras, que até ontem eram de tecido, e álcool em gel fossem infalíveis. Querem fazer acreditar que a refinaria é zona livre de coronavírus, mesmo com as aglomerações da parada de manutenção”, retruca. 

Levantamento extraoficial, feito a partir de informações que foram enviadas ao Sindicato desde o dia 13 de maio, dá conta de que ocorreram mais de 22 casos de contaminados, com cinco intubados e quatro mortes. Números que já confirmam o surto de Covid-19 na Repar. Também há relatos de familiares de trabalhadores em situação de contaminação, internamento hospitalar e falecimentos. 

O Sindicato mantém seu papel de vigilância em relação às condições dos locais de trabalho e segue com denúncias constantes aos órgãos competentes, tais como às secretarias de saúde de Araucária e do Paraná, o Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) e a Secretaria Federal do Trabalho, órgão vinculado ao Ministério da Economia. Porém ainda não obteve ações efetivas das instituições públicas para preservar a saúde dos trabalhadores na Repar. 

Denuncie!

Qualquer situação de risco de contaminação na Refinaria deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato, tais como aglomerações em oficinas, containers, refeitórios, transporte e alojamento, de preferência com registros. As denúncias devem ser feitas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (41) 3332-4554. Se preferir, trate o assunto diretamente com os dirigentes sindicais nos locais de trabalho.

 

 

Em continuidade ao procedimento para a seleção da tabela de turno na Repar, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina informa que abriu a etapa para envio de sugestões de tabelas de doze horas. 

As propostas  das escalas de turno devem respeitar o regramento de relação de 1 dia de trabalho para 1 e ½ de folga, não ter mais que 6 (seis) dias consecutivos de trabalho e as folgas devem ser planejadas para que seja observado o intervalo mínimo de 35 (trinta e cinco) horas de descanso. 

As indicações de tabela devem ser encaminhadas até o dia 13 de junho para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Um Grupo de Trabalho irá analisar as sugestões e escolher as três mais adequadas para serem apreciadas em assembleia, com data a ser definida. 

Na mesma assembleia, os petroleiros da Repar também vão decidir entre as tabelas de oito e doze horas de jornada. 

Os trabalhadores da refinaria que quiserem fazer parte do GT devem enviar mensagem ao mesmo e-mail informando nome completo e setor.

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Gestão da Petrobras continua negando que o contagio pode ter acontecido dentro da refinaria, o sindicato cobra que o número de contaminados seja divulgado para os trabalhadores 

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Na terça-feira (1/06) aconteceu a sexta morte por complicações da Covid-19 entre trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar). A vítima foi o rigger de carga, Ernani Nunes. Ele era funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços para a refinaria. 

O Sindicato tem reiterado a importância da Repar apresentar o número de trabalhadores contaminados por covid. A divulgação em boletins epidemiológicos periódicos com o quadro vigente de casos suspeitos, confirmados, recuperados e internações hospitalares foi um dos compromissos assumido e não cumprido pela empresa no acordo mediado pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) para o encerramento da greve sanitária. A omissão dessas informações tem causado preocupação entre os trabalhadores, que ficam sabendo por meios informais dos afastamentos ou dos óbitos decorrentes do cornavírus. 

A empresa tem adotado uma postura negacionista sobre a possibilidade de contaminações dentro da Repar, já que acredita estar tomando todas as medidas adequadas de segurança. Quando algum trabalhador testa positivo para o coronavírus, a administração da refinaria alega que a responsabilidade é do mesmo. Ela argumenta que o funcionário contraiu o vírus fora da empresa ou não seguiu as orientações como o uso de máscara, álcool em gel e de manter o distanciamento dentro da unidade. É importante ressaltar que mesmo respeitando esse protocolo, os trabalhadores não tem 100% de garantia que não serão infectados. A gestão se apoia nessas medidas para se livrar do ônus do número absurdo de contaminados, hospitalizados e óbitos. 

Entretanto, Luciano Zanetti que é secretário de Saúde, Segurança e Meio Ambiente do Sindipetro PR e SC questionou a responsabilização apenas dos trabalhadores pelas contaminações. “É um absurdo ao ponto em que chegamos. É inadmissível a empresa fugir das suas responsabilidades de zelar pelo meio ambiente do trabalho saudável e jogar todo ônus pro trabalhador que adoecer de covid”, afirmou. 

O diretor sindical lembrou que entre as obrigações do empregador está o fornecimento dos EPIs (equipamentos de proteção individual) e que as máscaras distribuídas pela Repar não são as consideradas ideais pelas autoridades sanitárias. “A empresa não forneceu aos seus trabalhadores uma máscara mais eficiente, tipo PFF2 ou N95. Depois de muita luta ela distribuiu apenas para quem está trabalhando na parada de manutenção, os demais continuam com as máscaras de pano”, explicou Zanetti. 

Outro alerta feito pelo sindicalista é que mais medidas poderiam ser tomadas para proteger os trabalhadores. De acordo com ele, a empresa não tem realizado testes em funcionários que conviveram com pessoas contaminadas. “Quando o trabalhador tem contato com um caso confirmado de coronavírus a empresa alega que todos estão seguindo os protocolos e que não vai fazer um exame preventivo ou afastar esse trabalhador como possível contactante ou suspeito”. 

O Sindipetro PR e SC tem recebido denúncias de que trabalhadores com sintomas gripais, estão sendo liberados para voltar as atividades laborais pelos médicos do SMS, sem fazer uma testagem. “Alguns trabalhadores chegam com sintomas característicos da Covid-19 e o setor médico tem alegado que é apenas um resfriado. Como vamos ter certeza que é apenas um resfriado? Temos sempre que trabalhar na promoção à saúde, precisamos ser conservadores nesse caso, entendendo que o trabalhador pode estar contaminado”, argumentou Zanetti. 

O Sindepetro PR e SC tem questionado a realização da parada de manutenção neste momento crítico da pandemia. A avaliação do sindicato é que os serviços poderiam ser suspensos ou pelo menos mitigados até que houvesse segurança sanitária suficiente. É importante ressaltar que a percentagem de pessoas vacinadas no país é baixa e que novas variantes do vírus já foram detectadas no Brasil. O Sindicato continua vigilante às condições dos locais de trabalho e segue fazendo denúncias aos órgãos competentes, tais como as secretarias de saúde de Araucária e do Paraná, o Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) e a Secretaria Federal do Trabalho.

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina organizou um protesto em frente à Repar, em Araucária, nesta quinta-feira (20), em apoio à greve dos trabalhadores da Petrobrás Bio combustível (PBio). 

Os empregados das usinas da subsidiária em Montes Claros, Minas Gerais, e Candeias, na Bahia, além do escritório administrativo no Rio de Janeiro, iniciaram uma greve por tempo indeterminado também nesta quinta, com o objetivo de denunciar os prejuízos da privatização da PBio e abrir negociação com a gestão da Petrobrás para manutenção dos empregos de todos os petroleiros que, mesmo sendo concursados, estão sob ameaça de serem demitidos, se a venda das usinas for concretizada. São 150 postos de trabalho em risco. 

O ato na Repar alertou sobre esse crime de lesa-pátria. O Brasil é o terceiro maior mercado de biodiesel do mundo, mas a despeito de sua importância, a PBio está sendo desmontada desde 2016, quando a gestão indicada pelo governo de Michel Temer fechou a usina de Quixadá, no Ceará, interrompendo a produção de cerca de 100 mil metros cúbicos de biodiesel por ano. Além disso, a Petrobrás abriu mão da participação em diversas outras usinas. A gestão bolsonarista intensificou o desmonte da subsidiária e colocou à venda as usinas de Montes Claros (que tem capacidade produtiva de 167 mil metros cúbicos de biodiesel por ano) e de Candeias (que pode produzir 304 mil metros cúbicos), anunciando a saída da Petrobras do setor de biocombustíveis, na contramão das grandes empresas de energia.

A PBio também operava até o ano passado no Paraná, mas a gestão bolsonarista vendeu, em dezembro de 2020, a totalidade das ações (50% do capital) da Usina de Biodiesel de Marialva (PR), com capacidade de produção de 414 mil m³/ano, para a empresa BSBios. 

Para além dos prejuízos das privatizações no setor de biodiesel, os dirigentes sindicais que conduziram o protesto na Repar socializaram informações sobre a pandemia e denunciaram o descaso da gestão da refinaria na mesa de negociação com o Sindicato ao não apresentar as informações requisitadas sobre os casos de Covid-19 na unidade.   

Ao final, houve homenagem às vítimas do coronavírus com uma longa salva de palmas. A gestão genocida do governo federal já causou mais de 442 mil vidas perdidas no Brasil e a péssima atuação na pandemia só faz aumentar a pilha de mortos. Os nomes de Daniel Müller e Valdir Duma, os dois últimos falecidos por coronavírus nos quadros da Repar, foram lembrados.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

Dois trabalhadores perderam a vida para a Covid-19 no final de semana em unidades da Petrobrás, na Região Sul. Só na Repar (PR), já são cinco mortes relacionadas à parada de manutenção

As refinarias Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária-PR, e Alberto Pasqualini (Refap), na cidade de Canoas-RS, tiveram protestos na manhã desta segunda-feira (17) em razão do falecimento de dois trabalhadores relacionados às unidades por complicações da Covid-19. 

O bombeiro civil Valdir Duma, terceirizado lotado na SIX, em São Mateus do Sul-PR, foi dar apoio nas atividades de parada de manutenção da Repar. Quando retornou, adoeceu em poucos dias de Covid-19 e foi internado em Hospital de São José dos Pinhais. Morreu na última sexta-feira (14), aos 49 anos. 

No sábado (15) à noite, o técnico de manutenção e diretor do Sindipetro-RS Daniel Cristiano Müller, de 43 anos, faleceu também por complicações causadas pelo coronavírus. Ele estava internado em UTI do Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba. Havia se deslocado da Refap para trabalhar nos serviços de parada de manutenção da Repar. 

Em protesto em defesa da vida e em memória de Daniel e Duma, o Sindipetro PR e SC e o Sindipetro-RS realizaram manifestações em frente às unidades. As vidas ceifadas pela pandemia foram homenageadas e, ao invés de um minuto de silêncio, os petroleiros da Repar fizeram um momento de muito barulho, com palmas, gritos e assovios.    

Com as duas mortes, a Repar chega ao número de cinco empregados vítimas da pandemia. Os outros três foram terceirizados. Rodrigo Germano, de 36 anos, faleceu em 22 de março; Marcos da Silva, de 39 anos, em 25 de março; e Carlos Eduardo, de 45 anos, no dia 01 de abril. Em nenhum dos casos a categoria foi informada pela gestão. O Sindicato tomou conhecimento através de amigos e familiares dos mortos. 

Enquanto o número de vítimas não para de aumentar, os gestores da Petrobrás de todas as estirpes, de gerente setorial à direção da companhia, seguem com postura irresponsável e negacionista ao manter a parada de manutenção da Repar. Tal procedimento adiciona cerca de dois mil trabalhadores de várias regiões do país na rotina da unidade e, invariavelmente, expõe todos ao risco de contaminação pelo coronavírus. 

O Sindipetro PR e SC é contra a realização da parada de manutenção neste momento crítico da pandemia. Os serviços poderiam ser suspensos ou pelo menos mitigados até que houvesse segurança sanitária suficiente. A preocupação, no entanto, não parece ser com as vidas, mas com o cumprimento de contratos. 

O Sindicato mantém seu papel de vigilância às condições dos locais de trabalho e segue com denúncias constantes aos órgãos competentes, tais como as secretarias de saúde de Araucária e do Paraná, o Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) e a Secretaria Federal do Trabalho, órgão vinculado ao Ministério da Economia. Porém ainda não obteve ações efetivas das instituições públicas para preservar a saúde dos trabalhadores na Repar. 

Atualização!

No fechamento desta matéria chegou a informação de mais uma morte na Refap. A enfermeira Barbara da Silva Andrade, de 38 anos, vinculada à empresa terceirizada NM, não resistiu ao agravamento da Covid-19 e faleceu nesta segunda-feira.   

Denuncie!

Qualquer situação de risco de contaminação na Refinaria deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato, tais como aglomerações em oficinas, containers, refeitórios, transporte e alojamento, de preferência com registros. As denúncias devem ser feitas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou do telefone (41) 3332-4554. Se preferir, trate o assunto diretamente com os dirigentes sindicais nos locais de trabalho.

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Empresa terá que permitir visitas técnicas periódicas nas instalações, divulgar boletins epidemiológicos da unidade e se reunir semanalmente com o Sindicato para tratar de assuntos da parada de manutenção.

Após cinco dias de greve sanitária e uma audiência de mediação no Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) que ocorreu nesta sexta-feira (16), com duração de 10 horas, entre representantes do Sindicato e da Petrobrás, os petroleiros da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) chegaram a um acordo para pacificar o impasse, pelo menos por enquanto.

A principal reivindicação do movimento é a suspensão dos trabalhos de parada de manutenção na Repar. A categoria não considera segura a execução dos serviços que envolvem mais dois mil trabalhadores temporários na área industrial neste momento crítico da pandemia do coronavírus.

A Repar não aceitou suspender os trabalhos da parada e a categoria continuará a denunciar tal absurdo. Entretanto, outros assuntos foram objetos de acordo e tiram a gestão da refinaria da zona de conforto e obrigam o estabelecimento do diálogo permanente com a categoria.  

No acordo junto ao MPT-PR, a Repar se comprometeu a cumprir a cláusula 68 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e permitir visitas técnicas do Sindicato a cada 12 dias, com o acompanhamento de engenheiro de segurança ou médico do trabalho designado pela entidade.

Outro progresso da greve diz respeito ao fim do silêncio. Se antes a empresa negava repassar qualquer informação sobre a Covid-19 nas instalações da refinaria, a partir de agora terá que divulgar frequentemente o quadro vigente de casos suspeitos, confirmados, recuperados e internações hospitalares de empregados contaminados pelo coronavírus, na forma de boletins epidemiológicos periódicos.

Além disso, os gestores terão que se reunir semanalmente com representantes do Sindipetro para discutir temas relacionados à segurança sanitária durante a parada de manutenção e responder os questionamentos dentro do prazo máximo de uma semana.   

Com relação aos dias parados, ficou acertada a compensação de 75% das horas de movimento paredista no período de 12 meses. O percentual restante (25%) será descontado da remuneração do mês.

Já sobre as ameaças de retaliações aos grevistas, a empresa se comprometeu a manter todas as férias programadas a partir do mês de maio e a efetuar o pagamento dos salários em folha suplementar até 30 de abril. A Companhia ainda deverá reagendar as férias canceladas dentro do prazo máximo de 60 dias, bem como se esforçar para suspender as eventuais revogações realizadas.

Por último, firmou compromisso de não aplicar qualquer tipo de penalidade aos trabalhadores em função de participação na greve. 

O Sindipetro PR e SC submeteu o acordo no MPT-PR à avaliação de assembleia com os petroleiros da Repar, ocorrida na noite desta sexta-feira (16). Por ampla maioria, os empregados decidiram por suspender o movimento e retornar ao trabalho a partir deste sábado.

 O resultado apontou 70% favoráveis ao indicativo do Sindicato, 23% contrários e 7% de abstenções.

 Via Sindipetro PR/SC

Categoria cruzou os braços porque a empresa insiste em expor trabalhadores ao risco de contaminação ao manter os serviços de parada de manutenção no ápice da pandemia do coronavírus.

Texto: Davi Macedo | Foto: Juce Lopes

O primeiro dia da greve sanitária na refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, foi marcado pela boa adesão dos petroleiros ao movimento. No primeiro corte de rendição de turno ininterrupto de revezamento, ocorrido às 07h00 desta segunda-feira (12), os veículos de transporte coletivo de trabalhadores chegaram com pouquíssimas pessoas.

Alguns dirigentes do Sindipetro Paraná e Santa Catarina realizaram um ato pela manhã, com os trabalhadores dentro dos veículos a fim de evitar aglomerações e cumprir com os protocolos de segurança. “Muitos trabalhadores entenderam a gravidade do problema e seguiram a recomendação do sindicato de ficar em casa, pelo bem das suas saúdes e dos seus familiares”, comentou Alexandro Guilherme Jorge, presidente do Sindipetro PR e SC.

Os petroleiros da Repar decidiram deflagrar greve em função da negativa da gestão da Petrobrás em suspender os serviços de parada de manutenção neste momento de agravamento da pandemia do coronavírus, procedimento iniciado neste dia 12 e que adiciona mais dois mil trabalhadores à rotina da refinaria pelo período de dois meses.

Por volta das 11h00 aconteceu a primeira reunião de negociação entre representantes do Sindicato e da estatal, mas foi infrutífera. A empresa se mantém irredutível ao considerar todas as atividades indispensáveis e exige índices de contingenciamento muito próximos do efetivo atual. Também se mostra negacionista com relação à pandemia ao desprezar os riscos de contaminação pela Covid-19 dentro de suas instalações. “Na visão dos gestores, a Repar está isolada, dentro de uma bolha que a separa de Araucária, do Paraná e do Brasil”, afirmou Roni Barbosa, dirigente do Sindipetro e secretário nacional de comunicação da CUT.

Em retaliação, a Petrobrás ameaçou os grevistas com suspensão de férias marcadas e adiamento do pagamento. “Os gestores abriram a caixa de ferramenta e usaram tudo o que tinham para tentar desmobilizar a greve. Isso mostra que o movimento começou forte e já incomoda bastante”, avaliou o presidente do Sindicato.

Na reunião virtual de avaliação da greve e definição dos próximos passos, finalizada no início da noite, os petroleiros da Repar debateram sobre o início da greve, a reunião com a Petrobrás e ações junto a parlamentares e órgãos governamentais em busca da suspensão da parada de manutenção até que a pandemia involua e os sistemas público e privado de saúde apresentem níveis seguros de capacidade de atendimento à população.

No segundo corte de rendição de turno da greve, por volta das 20h30, as nove vans levaram apenas três empregados às dependências da refinaria, sendo um deles supervisor.

Orientações sobre a greve

Por se tratar de uma greve sanitária, a orientação fundamental segue a mesma: fiquem em casa!

Durante o movimento, o Sindicato realizará reuniões virtuais diárias pela plataforma Zoom, sempre às 16h00, com todos os trabalhadores da Repar para avaliação da greve e definição das próximas ações. Para participar, será necessária inscrição prévia através do número (41) 98805-2367 (Liliane – Whatsapp ou ligação). Os dados requisitados são nome completo, número de matrícula, unidade, setor, se está no regime administrativo ou de turno e qual o grupo.

 Via Sindipetro PR/SC

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.