Cadeiras suplementares colocadas às pressas no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) não foram suficientes para receber todas as pessoas que participaram da Audiência Pública “Impactos da Privatização da Petrobrás no Paraná”, realizada na manhã desta segunda-feira (11), em Curitiba. 

Muitos permaneceram em pé e outros tiveram que ficar pelos corredores da Alep. O Plenarinho ficou pequeno, tomado por muitas pessoas, a maioria com o uniforme laranja da Petrobrás ou com a camiseta da campanha em defesa da estatal, de mesma cor. 

A audiência foi convocada pelo Fórum de Defesa da Petrobrás e pelo deputado estadual Requião Filho. 

Os primeiros a falar foram os especialistas convidados. A geóloga e conselheira da Associação dos Engenheiros da Petrobrás do Rio de Janeiro, Ana Patrícia de Castro Laier, fez uma exposição sobre a atuação da estatal no Paraná, trazendo informações sobre cada unidade industrial e fez a seguinte conclusão sobre a venda de todo o patrimônio da empresa no estado: “É um desinvestimento que jamais poderia ser pensado. Os argumentos que a Petrobrás usa para vende-la são os mais importantes para você não vender. Por exemplo, que o sistema de refino é eficiente e competitivo”. 

O custo da privatização

PHD em Engenharia na área do Petróleo, Paulo César Ribeiro Lima foi engenheiro na área de Exploração e Produção (E&P) da Petrobrás e também consultor parlamentar. Autor do livro “A importância do refino para a Petrobrás e para o Brasil”, Paulão, como é mais conhecido, foi enfático: “A privatização da Repar vai aumentar o preço dos combustíveis ao consumidor”. 

Ele explicou que o parque de refino nacional não foi criado para haver competição, “mas sim para que cada refinaria tivesse sua área de atuação e desenvolvimento. A Repar tem basicamente sua atividade voltada para os estados do Paraná e Santa Catarina. Trata-se de monopólios regionais. Portanto, quem vai pagar o custo da privatização da Repar é o povo do Paraná e Santa Catarina. A venda da refinaria vai acabar com a possibilidade de ter um preço justo para os combustíveis”. 

Arrecadação Fiscal

A mestre em Ciências Socias Carla Ferreira, que também é pesquisadora do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), chamou a atenção para a contribuição econômica que a Petrobrás faz aos cofres do Estado do Paraná. 

“A estatal é de extrema importância para a arrecadação fiscal do Paraná. Somente em 2017 a estatal recolheu R$ 2,4 bilhões ao estado, o que representou mais de 8% do ICMS. Contribui com mais de 4% da arrecadação total do estado. Isso mostra o movimento econômico regional que a Petrobrás faz, gerando renda, emprego e consumo”, apontou.   

Ferreira ainda tratou dos royalties do petróleo. “É uma compensação financeira aos estados e municípios diante do impacto social e ambiental da produção de petróleo. Onde passa oleoduto, existem esses recursos. Tem importância significativa para os municípios de Santa Catarina, por conter instalação de embarque e desembarque de petróleo. Quando há aumento na capacidade de refino da Petrobrás, há aumento nos royalties dos municípios”. 

Exemplo da Fafen

A Araucária Nitrogenados (ANSA), antiga Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen/PR), foi citada por Santiago Santos, coordenador geral do Sindiquímica-PR, como exemplo do mau negócio que é a privatização. “Em 1993 privatizaram a Fafen, cinco anos mais tarde, em 1998 ocorreu o maior acidente da história da fábrica. As consequências do processo de privatização são o sucateamento dos equipamentos, precarização do trabalho e desemprego. Por isso, temos que sensibilizar a classe política para entrar nessa briga contra a venda do patrimônio público”. 

A ANSA voltou para a Petrobrás em 2013, numa operação de troca de ativos com a Vale. Porém, a nova privatização da unidade foi anunciada pelo atual governo logo no início deste ano. 

Risco de Acidentes e Venda de Mercado

O engenheiro, advogado e presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, Mário Dal Zot, alertou que o processo de sucateamento das instalações são consequências da intenção de privatização e traz sérios riscos de acidentes. “O presidente da associação de moradores de Araucária nos procurou para saber o que está acontecendo com a Repar. Os alarmes frequentes, nuvens de fumaça e tochas com chamas gigantes têm preocupado a população, e com toda razão. A refinaria está sendo sucateada e o que a gestão faz com relação à manutenção, apesar dos grandes esforços dos técnicos da área, parece uma reforminha em carro velho para poder vender melhor. O último simulado com a comunidade em caso de acidente foi feito lá em 2005. Hoje a população do entorno da refinaria é dez vezes maior, então a insegurança e os riscos são muito grandes. Falta fiscalização”, alertou.  

Com relação aos aspectos econômicos, Mário lembrou que não se trata da mera venda das estruturas industriais das unidades colocadas à venda. “Na verdade, estão vendendo o mercado que elas representam. Os impactos disso a gente já está vendo. De 2016 para cá, foi reduzido a capacidade de refino no Brasil, produzimos apenas 64% da nossa capacidade. De uma hora para outra, em 2017, os EUA se tornaram os maiores exportadores de diesel para o Brasil. Isso é uma grande perda para o estado. E tem governante que não se atém para isso”. 

Mário ainda chamou a atenção para o fato de o Paraná estar sendo deixado de lado. “A Petrobrás será concentrada na região sudeste do país. O Paraná já foi preterido na exploração do Pré-Sal e agora será novamente. Fica esse alerta à sociedade paranaense. Precisamos montar uma Comissão Parlamentar para discutir e barrar a saída da Petrobrás do estado do Paraná”. 

Mobilização Social

Nas exposições que sucederam as falas técnicas, um tema de concordância foi que a privatização só será evitada com mobilização social. 

Para o presidente da CUT Paraná, Márcio Kieller, os recursos da Petrobrás ajudam a financiar a educação e a saúde pública. “Estatal não tem que ter lucro, tem que ter função social. Esse é o verdadeiro papel de uma estatal. Entendemos o papel histórico da Petrobrás. Temos que fazer esse diálogo com a sociedade, em especial a juventude, para mostrar que a estatal é estratégica para o povo brasileiro”. 

O ex-governador do Paraná e ex-senador Roberto Requião fez um resgate histórico sobre o sistema capitalista e destacou a destruição do estado causada pelo liberalismo. “O sentido é o lucro imediato. Nós estamos diante desse tipo de situação. Não podemos negar o que está acontecendo. Precisamos fazer uma frente ampla para derrubar essa ideia absurda de liberalismo econômico para o Brasil. É preciso se opor. Apostar na revogação disso tudo que está sendo feito. Reuniões como essa audiência são importantes para aprofundar questões como essa da Petrobrás. Temos que criar uma Frente mista de defesa da soberania nacional, deixar no momento as questões partidárias de lado e derrubar tudo o que está aí colocado para o país”. 

Para o deputado federal Aliel Machado (PSB), a saída está na mobilização social. “A Petrobrás é de interesse de todos os brasileiros. Essa audiência é importante para debatermos, mas precisamos levar essa mobilização para as ruas e até mesmo nas redes sociais. Temos que aprofundar e discutir com as bases esses temas estratégicos para a nação”. 

Encerramento

A audiência pública ainda contou com intervenções dos deputados estaduais Arilson Chiorato (PT), Tadeu Veneri (PT), Professor Lemos (PT) e Requião Filho (MDB), que reafirmaram disposição de luta em defesa da Petrobrás estatal no Paraná. 

O encerramento do evento ficou por conta do petroleiro da Repar, diretor do Sindipetro PR e SC e secretário nacional de comunicação da CUT, Roni Barbosa, que lembrou que “a defesa da Petrobrás não é uma questão de direita, esquerda ou centro, mas um dever de todo cidadão brasileiro”.  

[Via Sindipetro-PR/SC]

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No próximo 11 de novembro, às 9h, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), todos os petroleiros e petroquímicos, assim como toda a sociedade, estão convidados para Audiência Pública sobre os “Impactos da Privatização da Petrobrás no Paraná”

O objetivo é avaliar, de forma técnica e aprofundada, os prejuízos que a venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen – Araucária Nitrogenados e da Usina do Xisto (SIX) irão gerar em Araucária, Paranaguá, São Mateus do Sul e no estado.   

A audiência é de iniciativa da casa legislativa do Paraná, do deputado estadual Requião Filho e do Fórum em Defesa da Petrobrás. Toda a categoria petroleira, familiares, amigos e movimento socias de defesa da soberania nacional prometem lotar o Plenarinho da ALEP. 

O momento é de pressão pela defesa dos empregos e contra a privatização. Todos em defesa da Petrobrás estatal e soberana. 

Audiência 

A organização da audiência convidou todos os parlamentares para o debate. As palestras serão comandadas por técnicos e especialistas. Confira as presenças confirmadas: 

::Mário Dal Zoté presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina.  Petroleiro, engenheiro e advogado.

::Paulo César Riberio Limaé PHD em Engenharia na área do Petróleo e Especialista em Minas e Energia. Foi engenheiro da Petrobrás e consultor parlamentar. Autor do livro “A importância do Refino para a Petrobrás e para o Brasil”.

::Ana Patrícia Cavalcanti de Castro Laieré Geóloga e Conselheira da Associação dos Engenheiros da Petrobrás do Rio de Janeiro.

::Carla Ferreiraé socióloga, mestre em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pesquisadora do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).

Apoiadores: Sindipetro Paraná e Santa Catariana, Sindiquímica-PR, Federação Única dos Petroleiros (FUP), Ineep, Aepet, CUT-PR e sindicatos filiados, CTB, Força Sindical, Comitê Unificado de Lutas do Paraná, APP-Sindicato, entre outros.

Histórico 

No Paraná, cidades dependem da permanência da Petrobrás para continuar arrecadando impostos, gerando empregos e prestando serviços essenciais à sociedade.  Em junho deste ano, a atual gestão da companhia colocou a Repar, em Araucária, e a Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, à venda. A Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen – Araucária Nitrogenados), unidade da Petrobrás também localizada em Araucária, está em processo de privatização há mais tempo. 

Trata-se de se desfazer completamente dos ativos de uma refinaria, com seu conjunto de oleodutos e terminais, uma mina de xisto e uma fábrica de fertilizantes.   

Só a Repar – Refinaria Presidente Getúlio Vargas, principal motor econômico do Paraná, arrecada na casa de dois bilhões de reais por ano em ICMS. Parte disso retorna ao município de Araucária e faz com que a cidade tenha a segunda maior cota de participação repassada pelo governo do estado entre os 399 municípios. 

Vale ressaltar que Araucária possui o maior parque industrial do estado. A expectativa é que a geração de impostos alcance, em 2019, a cifra de R$ 18,7 bilhões; desse montante, a Repar representa aproximadamente 70%. 

Diante desses números, é interessante para o Paraná perder a Petrobrás? 

E não para por aí, dentro do que se entende como “Complexo Repar”, há toda uma rede interconectada de oleodutos longos (>15km) que ligam a refinaria aos terminais e pontos de distribuição. 

São parte dessa estrutura o Tepar (Terminal Aquaviário de Paranaguá), os terminais catarinenses: Tefran – Terminal Aquaviário em São Francisco do Sul (SC); Temirim: Terminal Terrestre de Guaramirim; Tejaí: Terminal Terrestre de Itajaí (SC) e Teguaçu: Terminal Terrestre de Biguaçu. 

:: Serviço

AUDIÊNCIA PÚBLICA: “Impactos da Privatização da Petrobrás no Paraná”

Data: 11 de novembro de 2019

Hora: 9h

LOCAL: Plenarinho da ALEP (Assembleia Legislativa do Paraná) – Praça Nossa Sra. Da Salete, s/nº - Centro Cívico, Curitiba, PR. 

[Via Sindipetro-PR/SC]

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A sessão da noite desta quarta-feira (30) com o Grupo de Turno 2 da Usina do Xisto encerrou a série de 23 assembleias que o Sindipetro Paraná e Santa Catarina realizou para a categoria decidir sobre o indicativo da FUP e sindicatos de aceitação da proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). 

Ao todo, 909 petroleiros participaram das assembleias, um número expressivo. Sobre o primeiro ponto de pauta, debate e deliberação sobre o indicativo de aceitação proposta, 72% foram favoráveis, 23% rejeitaram e 6% se abstiveram. 

Já com relação à suspensão da greve, podendo ser retomada em data a ser definida pela FUP em caso de recusa da empresa sobre a proposta do TST, 78% concordaram e 11% foram contrários, mesmo percentual registrado de abstenções. 

Com a aprovação da categoria consolidada, o novo ACT será assinado pelo Sindipetro PR e SC e demais sindicatos cujas bases também referendaram a proposta na próxima segunda-feira (04), em Brasília-DF. 

O Sindicato agradece a categoria pela participação e amplo debate nas assembleias. O fechamento do ACT é um importante passo na organização coletiva e dá fôlego para a luta maior dos petroleiros, que é pela empregabilidade e contra o esfacelamento do Sistema Petrobrás. 

Mediação no TST

A nova proposta mediada pelo TST só foi possível por conta da pressão da categoria, que na rodada anterior de assembleias havia rejeitado a primeira proposição do Tribunal para o ACT. Naquela oportunidade, a categoria aprovou alguns itens para retornar à negociação e a greve a partir do dia 26, caso ela não ocorresse. 

Como a proposta do TST atendeu minimamente as condições aprovadas pela categoria, novas assembleias foram convocadas com indicativo de aceitação. A condicionante da inclusão das subsidiárias, entre elas a Transpetro e a TBG, e a Araucária Nitrogenados (ANSA) no ACT influenciou na decisão, pois garante a unidade da categoria.

 A íntegra da proposta do TST está disponível no seguinte link: https://fup.org.br/images/pdf/proposta_tst_25_10_2019.pdf

 A luta continua!

A base se mantém mobilizada e pronta para os futuros embates. O fechamento do ACT não significa, em hipótese alguma, o arrefecimento da luta da categoria. Os esforços do movimento sindical petroleiro serão focados na defesa da Petrobrás e da empregabilidade.

A Direção Executiva do Sindipetro PR e SC se reúne nesta quinta-feira (31) para avaliar as assembleias e debater os próximos passos da mobilização da categoria. A discussão prossegue na próxima segunda-feira (04) com o encontro da Direção Colegiada, em Curitiba, que vai tirar o posicionamento do Sindicato para a reunião do Conselho Deliberativo da FUP, a ser realizada na terça-feira (05).

 Os pontos em debate em todas essas instâncias de organização da categoria são as privatizações, empregabilidade, tabela de turno, regramento do banco de horas e da PLR, AMS e a nova proposta do Plano de Equacionamento do Petros 1.

 A conjuntura exige luta permanente da categoria e a mobilização tem que ser cada vez mais forte. Essa intensidade só é possível na coletividade.

[Via Sindipetro-PR/SC]

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O processo de privatização da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), da Petrobrás, já está em andamento. Em virtude desse cenário, o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (SISMMAR) vem a público repudiar a ação dos governos que pretendem entregar mais uma estatal lucrativa nas mãos de empresários milionários.

Para entender a importância da Repar para o município de Araucária, é essencial ter conhecimento de alguns dados. A refinaria é responsável por 80% do valor total de impostos arrecadados pela cidade, sendo que todo esse dinheiro hoje é investido em serviços públicos, como educação, saúde e assistência social, entre outros.

Ou seja, a estatal atualmente é responsável por grande parte da verba que é destinada aos serviços que são essenciais para a população de Araucária, como escola pública e postos de saúde, entre outros. A partir do momento em que for vendida, é importante ter consciência que os empresários milionários não têm essa preocupação com a população, pois miram apenas na lucratividade.

Vivemos em um momento político no qual boa parte dos políticos que estão no poder tentam vender a ideia de que os serviços públicos não são bons e, por isso, as estatais devem ser vendidas. Mas, isso não é verdade, pois se hoje as famílias precisam da escola pública para que os filhos tenham uma chance de estudo, como poderiam ficar sem as creches e escolas gratuitas?

É uma grande ilusão acreditar que o Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, pode ser vendido porque não atende à expectativa da população. Uma pessoa que procura atendimento público em hospitais pode até não ter o atendimento com a rapidez desejada, mas as camadas mais pobres da sociedade teriam como pagar por esses serviços? Não.

Assim sendo, é preciso ter em mente que dependemos desses serviços públicos e precisamos protegê-los, bem como devemos também proteger as estatais, como a Repar, que contribuem muito com o desenvolvimento dos municípios brasileiros.

Uma vez que essa empresa for entregue na mão de empresários, outro problema também é a precarização do trabalho. Atualmente a Repar é responsável por 12% da produção nacional de petróleo e emprega centenas de trabalhadores. Se for vendida, esses funcionários não terão mais a garantia de que seus direitos trabalhistas serão respeitados pelos empresários que só pensam em lucrar e não se importam com a saúde e dignidade do trabalhador.

Por todos esses motivos, o SISMMAR se manifesta contrário à privatização da Repar e de todas as outras estatais do Brasil, como é o caso dos Correios. Em defesa da soberania nacional, o sindicato também tem participado, por meio de sua direção sindical, de todas as mobilizações e atos em defesa da educação e contra a privatização. Não aceitamos a venda do Brasil. Queremos o dinheiro do petróleo para a educação!

[Via SISMMAR Araucária]

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Após a realização de quatro das 21 sessões de assembleia previstas para avaliar os indicativos da FUP, a parcial nas bases do Paraná aponta que 84% dos participantes rejeitam a proposta de acordo apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho. 

Com relação ao segundo ponto de pauta, a aprovação dos itens encaminhados pela FUP ao TST como melhoria à proposta do tribunal, a prévia desta quinta-feira (10) apresenta que 92% dos votantes até agora concordaram com o item em discussão. 

Sobre o condicionamento da assinatura da eventual aprovação das propostas às assinaturas dos acordos coletivos de trabalho das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados, 89% dos votantes são favoráveis. 

Por último, a deflagração de greve a partir da zero hora do dia 26 de outubro caso não ocorra negociação está sendo aprovada por 79% dos petroleiros que participaram dessas quatro primeiras sessões de assembleia, realizadas na SIX (3) e Repar (1). 

As assembleias nas bases do Paraná e Santa Catarina continuam até o dia 21 de outubro.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Ato “Em Defesa da Petrobrás”, realizado nesta manhã (03), em Araucária, reuniu diversos segmentos da sociedade e provou que o povo está unido na defesa da estatal brasileira. Contra a agenda de desinvestimento do governo federal, que já sinalizou intenção de se desfazer de grande parte da companhia, haverá resistência permanente. Até porque, a história da maior empresa brasileira, que completa 66 anos, é moldada pelas conquistas populares originárias de muita luta.

Durante o ato na Repar e na Fafen, o presidente do Sindipetro, Mário Dal Zot, explicou que “a Petrobrás está sendo sucateada, está negligenciando sua manutenção preventiva e reduzindo empregos em Araucária. Tudo para facilitar sua venda. Eles querem demonstrar para possíveis compradores que a companhia é mais eficiente colocando a vida do trabalhador em risco”.

Os trabalhadores petroleiros deram início ao ato público às 7h. A mobilização pautou os 66 anos da estatal e o processo de privatização: “hoje é um dia de comemoração, sim! Porque nenhuma empresa que sofreu e sofre os ataques que a Petrobrás vem sofrendo desde 2014 continuaria sendo cobiçada. Todos nós sabemos que a vida não está fácil agora, por isso é fundamental que não abaixemos a cabeça para esses entreguistas que estão aí”, enfatizou Zé Mária, coordenador da Federação Única dos Petroleiros (Fup). 

Além dos dirigentes do Sindipetro Paraná e Santa Catarina (Transpetro SC e Paranaguá) e Sindiquímica Paraná, companheiras e companheiros dos sindicatos de petroleiros do RS, SP, Litoral Paulista, Norte Fluminense, Duque de Caxias, Espírito Santo, MG, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Piauí, Amazonas, Bahia e Rio Grande do Norte participaram do ato público; assim como a FUP e a FNP.

Também estiveram em Araucária representantes da UNE, UPE, UPES, CUT, Sindimont, SISMMAR, Sintracon, MAB e Levante Popular. A próxima mobilização será às 17h, na praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da UFPR. Após isso, uma caminhada pelo centro de Curitiba marcará o ato final desse dia de luta e união.

[Via Sindipetro-PR|SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Dirigentes sindicais da microrregião do Vale do Itapocu, de Blumenau, do norte e planalto catarinense participaram do Ato Público em Defesa dos Direitos e do Meio Ambiente, contra a ameaça de privatização da Petrobrás e a destruição do Brasil que vem sendo promovida pelo governo federal. 

A manifestação aconteceu em frente à Câmara de Vereadores e ao lado da Prefeitura Municipal de Guaramirim-SC, chamando atenção da comunidade que passava pelo centro da cidade. A ameaça de fechamento do Terminal de Distribuição de Combustíveis da Petrobrás em Guaramirim (Temirim) representa a perda de 49,18 % do Produto Interno Bruto (PIB) do município. 

O Terminal de propriedade da Petrobrás e operado pela Transpetro é responsável pelo abastecimento dos postos de combustíveis de toda região norte de Santa Catarina. Internamente já se ouve falar em fechamento da unidade para “cortar custos”, pois na visão da gestão o lucro apresentado estaria abaixo do pretendido pela Petrobrás. 

O possível encerramento do Temirim representaria drástica redução de receitas para o município e um aumento dos preços dos combustíveis em toda a região norte de SC, pois os postos seriam obrigados a buscar os produtos em Itajaí ou direto na refinaria de Araucária-PR, aumentando o custo logístico. Esse aumento certamente seria repassado ao consumidor final. 

O presidente em exercício da Câmara de Vereadores, Ramon Castro, esteve presente no Ato e falou sobre o impacto negativo se realmente acontecer o fechamento do Terminal: "Onde há fumaça há fogo", disse, confirmando que a Petrobrás é responsável direta por aproximadamente 40% da receita do município. "Já está difícil atrair novas empresas, se fechar as que temos, então ficará ainda mais difícil manter os serviços municipais", disse. 

O movimento sindical pretende realizar audiências públicas e plenárias junto à comunidade, envolver prefeitura, Câmara de Vereadores, Associação Comercial e Industrial, como forma de evitar o caos no município. 

O diretor do Sindipetro PR e SC, Jordano Zanardi, disse que "a atual direção da Petrobrás vem implementando um plano muito perverso com objetivo de privatizar a empresa até 2021". Ele lembrou que uma das primeiras medidas foi colocar à venda quatro refinarias, incluindo as duas do Sul (REPAR e REFAP) e todo sistema de oleodutos e terminais a elas interligados. "Há menos de uma semana, a Petrobrás colocou mais quatro refinarias à venda, ou seja, do total de 13, está se desfazendo de oito, além de vender oleodutos, terminais, campos de petróleo, blocos do Pré-Sal, fábricas de fertilizantes e até plataformas, sem falar no que já foi vendido, como a BR Distribuidora, a Liquigás e grande parte da malha de gasodutos". 

"Que fique claro para os vereadores, prefeito, empresários e população em geral que a privatização da Petrobrás e o possível fechamento do Terminal de Guaramirim representam uma queda de quase 50% do PIB do município, e que essa realidade se aplica para todas as demais cidades onde existem unidades operacionais da Petrobrás", advertiu Jordano. 

Durante o Ato, os petroleiros presentes denunciaram que no dia 16 de setembro foi anunciada pela gestão da Transpetro a transferência de todo o quadro administrativo do Terminal de Guaramirim para Joinville, decisão tomada de forma unilateral e autoritária, e que será implementada a partir de 1º de outubro. "Já iniciou o desmonte do Terminal e existe a possibilidade real de fechamento da unidade", emendou, citando ainda que a categoria está em Campanha para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e que a empresa pretende cortar, unilateralmente, mais de 30 cláusulas do Acordo atual. "Os trabalhadores estão assustados com as transferências forçadas e com o corte de direitos, são constantemente pressionados e assediados pelos gestores entreguistas, mas estamos mobilizados e promovendo atos em todas as unidades para debater o ACT e combater as privatizações. Vamos envolver as prefeituras e comunidades que serão afetadas pela privatização pois o prejuízo maior será para a população”. 

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaraguá do Sul e Região (Sinsep), professor Luiz Cezar Schorner, manifestou a preocupação da entidade e dos servidores de Guaramirim em relação à possibilidade do fechamento do Terminal. "Especificamente, para os servidores e para a população, não vai ter dinheiro para manter escolas, Centros de Educação Infantil, postos de saúde, para a assistência social e obras, não terá como manter a Prefeitura", disse, reforçando o pedido de apoio: "Todos temos que nos unir nesta luta, porque o que está em jogo não é somente os salários dos servidores, mas o atendimento da população em geral". 

O petroleiro George Medeiros analisou que um possível fechamento do Terminal da Petrobrás em Guaramirim poderá inviabilizar a economia do município como um todo porque "os trabalhadores do ramo de petróleo e gás, os 14 milhões de desempregados no país não vão comprar a geladeira produzidas na Whirlpool, em Joinville, a indústria naval não vai comprar as moto bombas e as tintas da Weg e as grandes malharias que temos aqui não terão demanda, porque o trabalhador vai comprar comida e não roupas. Quando a gente fala que defender a Petrobrás é defender o Brasil, não é da boca pra fora, trata-se do desmonte da engenharia nacional" e lembrou que a Petrobras é responsável direta por 14% do investimento nacional em pesquisas científicas e que, sozinha, a companhia já representou 13% do PIB brasileiro. 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul, Airton Anhaia, conclamou: "O papel do movimento sindical é defender a população brasileira, a democracia, a soberania, e essa riqueza que é a Petrobrás".

[Via Sindipetro-PR/SC e Rádio Comunitária Alternativa]

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As grandes chamas que saíram das tochas da Repar, em Araucária, na noite de segunda-feira (19), alarmaram a população que vive no entorno da refinaria e também os que moram nos bairros da região Sul de Curitiba. 

Informações preliminares levantadas pelo Sindipetro Paraná e Santa Catarina dão conta que houve uma ocorrência operacional no compressor da Unidade de Desasfaltação e Craqueamento Catalítico Fluidizado (DCCF – U2200). 

Todos os produtos gerados naquela unidade (gás de refinaria, glp e nafta) foram direcionados para as três tochas da Repar, chamadas de flare, que formam o sistema de segurança para despressurização em emergências. A consequência é uma grande quantidade de fogo e fumaça nas tochas. 

O Sindicato está atento à ocorrência e exige investigação das causas do problema, que é reincidente – nos últimos anos aconteceram várias situações semelhantes. 

Apesar de não caracterizar um acidente, uma ocorrência de segurança não é algo normal e remete ao corte de investimentos em manutenção industrial que a Petrobrás segue praticando nas suas unidades há alguns anos.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Uma luta de todos. Quando o assunto é Petrobrás, a questão extrapola. Principalmente neste momento histórico em que os direcionamentos políticos no Brasil caminham para a pulverização de uma das maiores e melhores empresas do setor no mundo. Ter o petróleo como monopólio nacional não é só estratégico, é constitucional e questão de soberania; algo que nenhum país abre mão; ou melhor, abria mão, já que na gestão atual do governo federal há este diferencial, infelizmente.

Diante desse cenário, trabalhadores da Petrobrás de várias regiões do Brasil estiveram em frente a refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) para protestar contra o desmonte empresa e manter a agenda de luta convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) permanente.

Protesto

A movimentação dos trabalhadores na Repar começou por volta das 6h. Durante as conversas com a base, os petroleiros disseram que umas das preocupações, pensando no pior cenário possível, é que o refino seja suspenso e que as atividades se restrinjam a tancagem (que consiste no armazenamento do petróleo e derivados para posterior distribuição).

Esta preocupação se justifica. Em uma das falas, durante o protesto, Deyvid Bacelar, diretor jurídico da FUP e do Sindipetro-BA, explicou que quando se fala em reduzir a potencialidade do refino, “significa dizer que a empresa irá perder 75% do seu lucro. O atual governo é o único no mundo que quer vender o monopólio do refino”. Veja abaixo:  

O cenário piora quando se fala em direitos dos trabalhadores. Hoje a Petrobrás tem o que é considerado o melhor Acordo Coletivo do Brasil, mas, seguindo a lógica ultraliberal do atual governo, as condições só serão mantidas com muita luta. Para Adryeli Sacilotto de Camargo, diretora do Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho, “com a privatização vai haver desemprego e flexibilização dos direitos dos trabalhadores”.

E não precisa ser gênio para entender que essa fragmentação já começou. Principalmente quando se avalia a “proposta” de reajuste salarial dos petroleiros: 1% (valor menor que a inflação). O fato é que a luta vai salvar os trabalhadores, já que Bolsonaro tenta desesperadamente entregar o Petrobrás.

“Eles passarão e nós passarinho! ”, parafraseou Mario Quintana a também gaúcha Elida Maich, diretora do Sindipetro Rio Grande do Sul. “Nós devemos resistir. Esse é o nosso papel, manter a empresa em pé!”, completou a dirigente.

 1% é uma vergonha! Agora é greve!

Os petroleiros espalhados pelo Brasil já rejeitaram essa farsa chamada de “proposta” que a empresa enviou. Em todas as assembleias é unânime o NÃO ao “reajuste”. Também é unanimidade entre a categoria que essa negociação é reflexo da atual gestão da Petrobrás que pretende retirar do poder econômico da classe trabalhadora.

Agora é greve: “vai ser uma mobilização como nunca foi feita. Nem na década de noventa houve um sucateamento como esse atual governo está propondo”, disse Rafael Crespo, da FUP do Rio de Janeiro.

Historicamente o movimento sindical petroleiro é vanguarda na luta por direitos dos brasileiros. Desde quando a Petrobrás foi criada, em 1953, por Getúlio Vargas, há embates. Aconteceu durante a ditadura militar e no governo de Fernando Henrique Cardoso, que implantou uma política neoliberal nos anos noventa.

“Não vamos aceitar perder direitos. Desde o início desta campanha sempre batemos na mesma tecla: nenhum direito a menos. A Petrobrás gera emprego, desenvolvimento social, econômico e tecnológico. Agora vamos mobilizar a categoria para a greve geral”, finalizou Mário Alberto Dal Zot, presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina durante a assembleia.

Após o encerramento do ato e da assembleia, os trabalhadores caminharam em direção a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), que também está no radar de privatizações do governo federal.

[Via Sindipetro-PR/SC]

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Dando sequência ao calendário de lutas da FUP, os petroleiros realizaram nesta segunda-feira, 15, atos nas usinas de biocombustíveis em Candeias (BA) e em Montes Claros (MG) contra as privatizações no Sistema Petrobrás e o desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho. As manifestações ocorreram durante as assembleias para apreciação da contraproposta da empresa.

Na PBio e nas demais áreas operacionais e administrativas do Sistema Petrobrás, a resposta da categoria tem sido a rejeição unânime dos ataques da gestão Bolsonaro, apontando que não há saída individual. A luta por direitos e contra a entrega da Petrobrás é uma só e é coletiva.

A tentativa de esfacelamento do Acordo Coletivo ocorre paralelamente à ofensiva da alta administração para privatizar a toque de caixa a empresa.

Em menos de 40 dias, a Petrobrás fez 11 comunicados ao mercado para venda de campos de petróleo, refinarias, terminais, plantas de fertilizantes, subsidiárias, entre outros ativos.

Mobilizações

Para denunciar e estancar o desmanche do Sistema Petrobrás, os petroleiros estão realizando uma série de atos nas unidades colocadas à venda.

As mobilizações integram o calendário de luta da campanha reivindicatória e tiveram início no dia 10, na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e prosseguem esta semana, com atos nesta segunda (15) nas usinas de biocombustíveis; amanhã (16) na Repar e Araucária Nitrogenados (PR); quarta (17) na Refap (RS), e sexta (19) na Rlam (BA).

A liquidação da empresa ocorre em meio às negociações para renovação do Acrodo Coletivo de Trabalho. Os petroleiros lutam contra a entrega das unidades e também contra os ataques da gestão Castello Branco aos direitos dos trabalhadores e à liberdade e à autonomia sindical.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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