O Conselho Consultivo da FUP discutiu na última terça-feira (04/12), os desafios que a categoria petroleira enfrentará nos próximos períodos. Confira os pontos da pauta:

Petros e a solução para o PPSP

O objetivo é que seja encontrada uma alternativa para o equacionamento dos Planos Petros (PPSP-R e PPSP-NR) junto à diretoria da Petrobras e aos órgãos de fiscalização e controle até ao final deste ano e antes da mudança de governo.

O Grupo de Trabalho que discute alternativas para cobertura dos déficits do PPSP segue construindo uma alternativa que viabilize um equacionamento justo e que penalize da menor maneira possível os assistidos e participantes e dando sustentabilidade ao Plano.

PLR

Depois de receber e avaliar a carta de encaminhamento da Petrobrás com propostas para regramento da PLR, a FUP elencou os principais problemas: mudança na base de cálculo para efeito de pagamento, da falta de garantia de adiantamento da PLR, alguns indicadores, sistema de consequências influenciando na PLR e o fato da gestão/governo quererem trabalhar na lógica somente da Participação no Lucro, sem pagar nada quando os trabalhadores atingirem as metas (resultado) e a empresa não tiver lucro.

A FUP aguarda a minuta do acordo coletivo para chamar as assembleias e se posicionar diante da proposta de regramento da PLR.

Privatização

O Conselho Deliberativo ratificou a posição de luta em defesa do patrimônio público com a manutenção da Petrobrás como empresa integrada de petróleo e a luta em defesa dos postos de trabalho  próprios e terceirizados. A FUP solicitou à empresa uma reunião para tratar especificamente deste tema.

Publicado em Sistema Petrobrás
Sexta, 16 Novembro 2018 15:47

PLR: Vale a lei ou a resolução?

Em reunião com a Petrobrás nesta sexta-feira, 16, a FUP tornou a questionar as mudanças que os gestores querem fazer no regramento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Para justificar a nova metodologia proposta, a empresa ressuscitou a Resolução 10 de 1995, editada pelo antigo CCE (Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais), cujas recomendações, além de ultrapassadas, são contraditórias com a Lei 10101/2000, que regulamenta o pagamento da PLR.

Além disso, os pontos que a Petrobrás quer discutir a toque de caixa alteram profundamente o regramento que foi aprovado em 2013 pelos trabalhadores, após um longo processo de negociação coletiva.  O atual acordo garante indicadores de produção que envolvem diferentes setores da companhia, onde os trabalhadores se enxergam nas metas, que são transparentes e de fácil acompanhamento. A nova metodologia proposta pela empresa prevê indicadores que são basicamente financeiros, sem participação dos trabalhadores, cujas metas estarão em consonância com o mercado e não mais com o processo produtivo.

Como se não bastasse, a Petrobrás quer atrelar o Sistema de Consequências ao regramento da PLR, tentando tratar de forma individual um programa que deveria ser focado em resultados estritamente coletivos, como determina a Lei. A FUP rejeitou qualquer negociação de PLR que puna o trabalhador. Os representantes sindicais criticaram duramente o Sistema de Consequência, afirmando que essa ferramenta foi criada para culpar o trabalhador pelos erros e omissões dos gestores com a segurança.

Eles citaram exemplos recentes de acidentes em áreas operacionais, que foram consequência de redução de efetivos e de outros problemas graves de gestão, onde nenhum gerente foi responsabilizado. “Já os trabalhadores são penalizados no avanço de nível e promoção, sofrem perdas de remuneração nas férias e 13º, são fichados pela empresa e punidos com suspensão. Na Reduc, um trabalhador morreu porque inspeções foram burladas e nenhum gerente foi punido”, afirmou o coordenador da FUP, José Maria Rangel, deixando claro que não admitirá que os gestores utilizem o Sistema de Consequência para penalizar o trabalhador também na PLR.

“Se a empresa tem tanta pressa em fechar um novo regramento de PLR, que seja em torno de ajustes pontuais, como base de cálculo, antecipação do pagamento e periodicidade do acordo”, declarou o coordenador da FUP. Uma nova reunião será realizada na próxima quinta-feira, 22, às 10h.

[FUP]

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Em reunião com a FUP nesta quarta-feira, 07, a Petrobrás apresentou os principais pontos que pretende discutir com as entidades sindicais sobre uma nova metodologia de regramento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O atual acordo pactuado com a FUP e seus sindicatos tem validade até 30 de março de 2019, mas, segundo a Petrobrás, a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) estabeleceu prazo até o final de novembro para que as estatais apresentem indicadores e metas para a PLR referente ao exercício de 2019.

Alguns dos tópicos pautados pela Petrobrás na reunião alteram profundamente a metodologia e os indicadores aprovados pelos trabalhadores em 2014. A empresa quer, por exemplo, discutir conquistas importantes, como a antecipação do pagamento e a garantia de participação nos resultados quando não houver lucro. Além disso, os gestores pretendem incluir o sistema de consequências no processo de discussão da nova metodologia.

No que diz respeito aos indicadores, a Petrobrás propõe conciliar metas que já foram aprovadas pelo Conselho de Administração da empresa e as novas orientações estabelecidas pela SEST, como indicadores de produtividade e de política pública. A FUP questionou as intenções da empresa e afirmou que esse debate não pode ser feito de forma açodada, destacando que a o pagamento da PLR é garantido por Lei e que as resoluções e orientações da SEST não podem se sobrepor à legislação.

Novas reuniões para tratar deste tema serão agendadas para as próximas semanas.

Resultados do terceiro trimestre

Antes de ouvir os gestores da Petrobrás sobre as mudanças propostas para PLR, a FUP e os técnicos do DIEESE e do INEEP (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra) questionaram alguns dados dos resultados financeiros e operacionais da empresa no terceiro trimestre. Houve questionamentos em relação ao impacto dos desinvestimentos no ritmo da produção e na perda de mercado, em função das privatizações a toque de caixa que foram feitos pela gestão de Pedro Parente.

“O lucro da Petrobrás é sustentado, principalmente, pelo Pré-Sal, cujos investimentos feitos no passado estão sendo colhidos agora. As privatizações e desinvestimentos destes últimos três anos vão impactar profundamente os resultados da empresa no futuro próximo”, afirmou o coordenador da FUP José Maria Rangel. Junto com os técnicos do DIEESE e do INEEP, ele participou de um bate papo ao vivo pelo facebook da FUP, onde esclareceram os principais pontos do balanço da Petrobrás e os impactos destes resultados para o povo brasileiro. Veja abaixo como foi o debate: 

[FUP]

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A informação é uma ferramenta política e ideológica que, com o apoio das redes sociais, pode ganhar dimensões explosivas, capazes até mesmo de derrubar governos.

No ambiente Petrobrás, o movimento sindical enfrenta uma guerra totalmente desigual, mas, o SINDIPETRO-RN, em meio a essa conjuntura miserável em que estamos atolados, tem procurado fazer a sua parte, com erros e acertos.

Nessa questão da PLR, a Petrobrás e seus aliados oportunistas no seio da categoria, tentam a todo momento disseminar a discórdia, exclusão e injustiça através de chantagens e desinformação.

Presentemente, aproveitando-se de um momento de fragilidade política e financeira da categoria, a companhia tenta transformar a verdade em mentira e impor a exclusão e a injustiça como se fossem virtudes.

Para isso, incentivou seus aliados no meio da categoria a disseminar suas ideias perversas através de um "abaixo assinado" com o objetivo de aprovar em assembleias o "Termo de Quitação " e receber a PR. 

Ou alguém acredita que essa tal assembleia seja para prestar solidariedade e exigir justiça para os 400 companheiros da Fafen-PR e suas famílias?

A FUP e os sindicatos a ela filiados continuarão lutando por solidariedade e justiça para que todos os petroleiros e petroleiras recebam a PR, afinal, as negociações com a Petrobrás não foram concluídas.

Por fim, para quem não tomou conhecimento ou esqueceu, segue uma compilação com o material informativo e opinativo que a DIRETORIA COLEGIADA DO SINDIPETRO-RN e a FUP produziram e divulgaram sobre a PLR nos seus veículos de comunicação desde MAIO DE 2018:

03/05/2018 - PLR: Vale o assinado

(http://sindipetrorn.org.br/noticia/plr-vale-o-assinado)

21/06/2018 - Petrobrás tenta confundir a categoria com informações atravessadas

(http://sindipetrorn.org.br/noticia/conselho-deliberativo-repudia-pcr-e-reafirma-nenhum-petroleiro-a-menos-na-pr)

20/07/2018 - Conselho Deliberativo repudia PCR e reafirma nenhum petroleiro a menos na PR

(http://sindipetrorn.org.br/noticia/conselho-deliberativo-repudia-pcr-e-reafirma-nenhum-petroleiro-a-menos-na-pr)

07/08/2018 - FUP cobra justiça no pagamento da Participação nos Resultados

(http://sindipetrorn.org.br/noticia/fup-cobra-justi%C3%A7a-no-pagamento-da-participa%C3%A7%C3%A3o-nos-resultados)

09/08/2018 - PLR: Nossa luta deve ser por solidariedade e justiça

(http://sindipetrorn.org.br/opiniao/plr-nossa-luta-deve-ser-por-solidariedade-e-justi%C3%A7a)

10/08/2018 - Esse mesmo artigo foi enviado no Boletim Na Hora (Edição nº. 1301)

(http://sindipetrorn.org.br/opiniao/plr-nossa-luta-deve-ser-por-solidariedade-e-justi%C3%A7a)

16/08/2018 - Sindicato reafirma: Nem um petroleiro a menos na PR!

(http://sindipetrorn.org.br/noticia/sindicato-reafirma-nem-um-petroleiro-a-menos-na-pr)

16/08/2018 - O caso Fafen-PR: Um peso e duas medidas

(http://sindipetrorn.org.br/noticia/o-caso-fafen-pr-um-peso-e-duas-medidas)

16/08/2018 - Regramento da PLR levou quase duas décadas para virar Acordo

(http://sindipetrorn.org.br/noticia/regramento-da-plr-levou-quase-duas-d%C3%A9cadas-para-virar-acordo)

[Via Sindipetro-RN]

Publicado em SINDIPETRO-RN

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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