“É fato que quando a gente olha pra organização e olha pra frente, nós temos que reduzir, sim, o quadro de pessoal da companhia. Os nossos custos administrativos vão ser reduzidos. E não é só em São Paulo. Isso passa também por todas as áreas da organização, inclusive o Rio de Janeiro. Talvez muitos de vocês aqui não permaneçam na companhia nos próximos ciclos de suas vidas. Todo quadro de trabalho da companhia será reduzido. Dá para absorver todo mundo? Não dá. Algumas pessoas não ficarão na companhia”.

Essa fala, que circulou entre os petroleiros em áudios divulgados pelo WhatsApp, é do gerente executivo de Recursos Humanos da Petrobrás, Cláudio Costa, importado do governo Dória (SP) para cumprir os objetivos que elencou na palestra feita em fevereiro deste ano para os trabalhadores do extinto Edisp.

Meses depois, em vídeo conferência sobre o PRVE, o gerente do Compartilhado, Jairo dos Santos Junior, informou que a Petrobrás exigirá dos petroleiros um “novo modelo mental”, onde vale tudo, inclusive absurdos, como trabalhar doente e “compensar” os dias de falta em função de licenças e afastamentos médicos. Tudo isso para alcançar as metas da gestão e o “nível de entrega” exigido pela empresa.   

“Quem vive apresentando atestado, que você sabe que o cara arma o famoso atestado Bombril, e você fica se sentindo injustiçado, porque chega no final do ano aquele cara que é o armador, que vive faltando, ganha a mesma PLR que você. Agora, parte da nossa remuneração, ela advém daquilo que nós efetivamente entregamos para a companhia. Nós não podemos tratar de forma igual quem entrega de forma diferente. Esse vai ser o drive da companhia daqui pra frente: o drive da meritocracia. E meritocracia pressupõe desempenho e não empenho”.

Greve

Em documento enviado à Petrobrás no último dia 08, a FUP questionou os gestores sobre o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho, que foi mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho.

A agressiva política de despedidas, demissões incentivadas e transferências em massa de petroleiros e petroleiras, bem como a inclusão de metas de segurança, saúde e meio ambiente como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens, ferem as cláusulas 41 e 86 do ACT (que tratam de efetivos) e o parágrafo 9º da cláusula 73, que veda o uso de metas de SMS em avaliações.

A FUP cobrou que a Petrobrás suspendesse imediatamente essas práticas e deu prazo até o dia 12 de novembro para que a empresa se posicionasse, o que não ocorreu.

Em função disso, cumprindo a determinação do Conselho Deliberativo da FUP, os sindicatos iniciam realizam assembleias entre os dias 14 e 21 de novembro, para submeter à avaliação da categoria o indicativo de greve por tempo determinado, de 25 a 29 de novembro, em defesa dos empregos e da segurança.

O gerente executivo de RH já deixou claro: não vai ter lugar pra todo mundo na Petrobrás.

O presidente da empresa, o ultraliberal Castello Branco, já anunciou que o seu sonho sempre foi vender a Petrobrás e que irá transformar a petrolífera "o mais próximo possível de uma empresa privatizada".

E você? Vai esperar pra ver? Ou vem pra luta junto com a FUP e seus sindicatos?

[Informativo da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
Segunda, 11 Novembro 2019 16:52

Acordo assinado, cumpra-se!

FUP cobra que Petrobrás suspenda imediatamente programas de demissões

Em documento enviado na última sexta-feira, 08, à Gerência de Recursos Humanos da Petrobrás, a FUP questionou os gestores sobre o descumprimento de cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), pactuado com as representações sindicais, após mediação feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A agressiva política de despedidas, demissões incentivadas e transferências em massa de petroleiros e petroleiras, bem como a inclusão de metas de segurança, saúde e meio ambiente como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens, ferem as cláusulas 41 e 86 do ACT (que tratam de efetivos) e o parágrafo 9º da cláusula 73, que veda o uso de metas de SMS em avaliações.

Há mais de dois anos, a gestão da Petrobrás nega-se a debater efetivos com a FUP e seus sindicatos, como determina a cláusula que garante a realização de um fórum corporativo anual sobre o tema. De forma unilateral, a empresa continua impondo aos trabalhadores demissões incentivadas (PDV, PDA, PAD e outros) e transferências em massa.

A FUP cobrou que a Petrobrás cumpra o ACT, convoque imediatamente o Fórum de Efetivo e informe às representações sindicais os critérios que estão sendo aplicados para transferência e demissões dos trabalhadores das unidades que foram colocadas à venda ou que estejam em processo de redução de atividades e desmobilização.

“Até o cumprimento do que foi acordado, requeremos a imediata suspensão de todos os processos de despedida, demissão, ou transferência, vinculados à venda, desmobilização ou redução de atividades nas unidades da empresa”, destaca a FUP no documento enviado ao RH da Petrobrás.

A Federação também cobrou a “extinção do uso de metas de SMS como critério qualquer para a avaliação de empregados, individual ou coletivamente, e subsequente pagamento de quaisquer parcelas, ou concessão de vantagens, inclusive quanto ao chamado sistema de consequências”.

A FUP cobrou um posicionamento da Petrobrás até o dia 12 de novembro.


Leia também:

FUP terá negociação com a Petrobrás sobre desdobramentos do ACT

[FUP]

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Quase 700 trabalhadores e trabalhadoras recepcionaram com aplausos a oficial de Justiça que entregou, na manhã desta quinta-feira (17), ao gerente do departamento jurídico da Petrobras, a liminar que impede o fechamento da estatal na Bahia e a transferência dos trabalhadores e trabalhadoras para outras unidades.

A comemoração dos trabalhadores, que aplaudiam, gritando seu nome, emocionou a oficial de Justiça, que em lágrimas  cantou o hino nacional, junto com as centenas de pessoas que se aglomeravam no hall de entrada da Torre Pituba, sede central da Petrobras, em Salvador.

Veja o vídeo da comemoração dos trabalhadores do Sindipetro/Bahia

 

 “Estamos muito felizes, mas sabemos que a Petrobras deve recorrer da liminar. Mas vamos tentar sensibilizar os desembargadores para que eles tenham conhecimento do que pode ocorrer na Bahia se a liminar for cassada”, explica Jairo Batista, coordenador - geral do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro/BA).

Os impactos na economia do Estado, a perda de emprego e renda de milhares de pessoas, são os principais argumentos dos petroleiros para impedir a decisão da direção da estatal, que não ouviu os mais impactados com a medida, os trabalhadores e a sociedade local. A direção da Petrobras vem trabalhando em sintonia com o projeto neoliberal econômico do ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, e com a aprovação de Jair Bolsonaro (PSL), de desmonte das estatais para entregá-las ao mercado financeiro internacional.

“São três mil companheiros e companheiras que podem perder seus empregos. São dois mil contratados diretos da Petrobras e outros mil indiretos. Além disso, o fechamento da Petrobras trará um impacto gigantesco no comércio local. A região em torno da Torre Pituba é tomada de escritórios, consultórios médicos, centros empresariais, shoppings, serviços e gráficas. É todo um arcabouço de serviços que orbitam em torno da Petrobras”, conta Jairo Batista.

Um calendário de lutas contra o fechamento da estatal já está sendo realizado pelo sindicato dos petroleiros e a possibilidade de uma greve geral dos trabalhadores da Bahia não está descartada.

“É importante que os trabalhadores se mantenham mobilizados porque não está descartada a deflagração de uma greve geral no próximo dia 26 de outubro”, diz Jairo.

No próximo dia 28 (quinta-feira), às 9h da manhã, será realizada uma audiência pública na Câmara Municipal de Salvador. Também deverá ser realizada nos próximos dias, com data a ser confirmada, uma palestra com procuradores do Trabalho sobre relações de trabalho e direito de greve, no Hotel Fiesta, ao lado da sede da Petrobras.

O importante papel do Sindipetro/BA na conquista da liminar

A vitória dos trabalhadores foi graças à atuação do Sindipetro/BA que demonstrou durante a audiência de conciliação entre a Petrobras e o sindicato, na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT/BA), que a direção da estatal promovia assédio moral e pressão contra os trabalhadores para que eles não questionassem a transferência e o fechamento da empresa.

“O Sindipetro realizou uma série de oitivas junto ao MPT para darmos ciência aos procuradores das atrocidades, assédio moral e pressões que a empresa fazia junto aos trabalhadores para que fossem transferidos sem negociação. Levamos ao MPT mais de 40 companheiros que deram seus depoimentos sobre a atuação de gerentes e diretores da Petrobras na Bahia”, explica Leonardo de Souza Urpia, diretor do Sindipetro/BA.

O MPT instaurou um procedimento de mediação, mas a Petrobras não apresentou nenhuma possibilidade de suspensão de transferência, nenhum plano de diálogo ou cronograma. Somente informou que estaria desmobilizando todos os edifícios por decisão da alta direção.

 “Após a mediação, já na primeira audiência, o MPT ingressou com a medida judicial a partir das informações do Sindipetro e também pela negação da Petrobras em negociar”, conta Urpia.

O MPT entrou com ação na Justiça do Trabalho e o juiz Danilo Gaspar, da 6ª Vara de Salvador concedeu a liminar. A decisão proferida proíbe a estatal de transferir seus empregados de seus atuais locais de trabalho no estado e também de criar programas de demissão voluntária.

[Via CUT]

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Os diretores do Sindipetro estão recebendo telefonemas de familiares de trabalhadores – pais, irmãos, esposas, maridos, filhos – preocupados com a situação de seus familiares. Os relatos são de choro, ansiedade e incertezas quanto ao futuro próximo.

Muitos trabalhadores também estão procurando o Sindipetro narrando casos de assédio e pressão por parte da gerência para que, em alguns casos, assinem o PDV (Plano de Demissão Voluntária) ou o PDA (Plano de Demissão Acordada), e em outros casos, escolham o local para onde querem ser transferidos.

Após a escolha, a empresa marca, em tempo recorde, a passagem de ida do empregado, não dando tempo sequer para que ele organize sua vida na Bahia para que possa mudar para outro estado.

Diante de tanta pressão e assédio, o Sindipetro Bahia orienta à categoria a não assinar PDV, PDA ou aceitar a transferência de forma impositiva e, ainda, denunciar os casos de intimidação da gerência.

A denúncia pode ser feita de forma anônima. O sindicato manterá em sigilo os nomes dos trabalhadores que queiram denunciar situações vexaminosas e constrangedoras.

Se você está se sentindo pressionado, procure um dos diretores do sindicato, ou envie e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., ou mensagem para (71) 99924-2999.

A entidade sindical orienta também aos trabalhadores para que  juntem provas do assédio sofrido, como gravações de áudio, vídeo, ou consigam relatos de testemunhas.

O Sindipetro irá dar entrada na justiça com uma ação incriminando os gerentes que estejam assediando os seus subordinados, pois tal prática vem causando desequilíbrio emocional  nos trabalhadores, expondo-os a riscos de acidentes. Como diz um velho ditado popular “vamos dar nomes aos bois”, cada um vai ter de assumir as consequências dos seus atos.

Mas é preciso que fique claro, que agora, mais do que nunca, é preciso unidade, pois se cada um começar a procurar saída individual vamos sucumbir  e perder essa luta. Só há uma saída e ela é coletiva. Juntos, temos uma grande chance de mudar esse quadro.

[Via Sindipetro Bahia]

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Quais os impactos para a economia do estado e municípios com a saída da Petrobrás da Bahia? Como absorver milhares de desempregados das empresas terceirizadas, que prestam serviço à estatal e vão engrossar a cifra de 12.569.000 de desempregados, 4.831.000 de desalentados e 7.333.000 de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas para a sua subsistência (dados da PNAD do IBGE), no Brasil? Qual a consequência para a economia da Bahia com a transferência para outros estados de também milhares de funcionários concursados da Petrobras, que entre salários e benefícios injetam cerca de 80 milhões de reais por mês na economia baiana?

A direção do Sindipetro Bahia, assim como parlamentares do estado – deputados federais e estaduais, senadores e vereadores -, além de prefeitos e sociedade organizada de Salvador e de diversos municípios, que dependem do ISS e ICMS, gerados pelas unidades da Petrobras na Bahia, querem respostas para essas perguntas.

Organizados em torno do assunto, vital para a economia do estado, eles participam de um Ato Público em Defesa da Petrobras na Bahia, que acontece no dia 23/09, segunda-feira, na Assembleia Legislativa da Bahia (Auditório Jorge Calmon), das 8h às 13h.

Já está confirmada a presença do ex-diretor de exploração e produção da Petrobrás, responsável pela descoberta do Pré-Sal, o geólogo, Guilherme Estrella. E também do economista, William Nozaki, pesquisador do INEEP e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.  

“Nossa intenção é conseguir o maior número possível de apoio para essa causa, pois não se trata apenas dos empregos dos petroleiros, mas da economia do estado. Nos anos de 2012 e 2013, a Petrobras já chegou a investir na Bahia cerca de R$ 1 bilhão de reais por ano, gerando emprego e renda. Infelizmente, agora, o que vemos é o desinvestimento, e a  estatal começar a colocar em prática a sua sinalização de retirar seus negócios do Norte e Nordeste, começando no lugar onde o petróleo foi descoberto no Brasil e a Petrobrás nasceu; o estado da Bahia”, lamenta o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, para quem “existe possibilidade, sim de mudar ou amenizar esse quadro. Essa é nossa proposta e buscamos apoio daqueles que têm esse mesmo sentimento”.

Para o Diretor de Comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, a decisão da atual gestão da Petrobrás, não é econômica e nem técnica, mas politica. As unidades da Petrobrás no estado continuam gerando lucros. A UO-BA (Unidade Operacional da Bahia), por exemplo, é um negócio de 3,5 bilhões de reais por ano. Essa Unidade para a Petrobrás é pequena, mas para a Bahia é grande, gera aqui cerca de 6 mil empregos diretos e indiretos (trabalhadores terceirizados e próprios), somando isso à FAFEN, RLAM, Transpetro, Termoelétricas, Campos Terrestres, Petrobrás Biodiesel e outras unidades da empresa, é possível perceber que a Petrobrás tem um tamanho colossal para o estado. Tirar esse negócio da Bahia, vender e paralisar as unidades é assustador”.

Desocupação, fechamento e venda   

A notícia da desocupação do Edifício Torre Pituba, onde funciona a sede administrativa da Petrobrás, que irá resultar na transferência da maioria dos cerca de 1.500 trabalhadores diretos da estatal e na rescisão dos contratos das empresas terceirizadas, que deve levar à demissão dos cerca de 2 mil terceirizados, que atuam no prédio, causou revolta na sociedade baiana.

A RLAM e Transpetro estão à venda, assim como as Termoelétricas, Liquigás, e PBIO. Os Campos de Petróleo e gás, que fazem parte da UO-BA, localizados nas regiões de Catu, Candeias, São Sebastião, Alagoinhas, Esplanada, Cardeal da Silva, Pojuca, Mata de São João, Entre Rios, Araças e São Francisco do Conde  também estão à venda. Sem investimentos, o processo de venda desses campos, que produzem óleo e gás, já está na segunda fase vinculante. Pelo menos 70% deles devem ser vendidos até 2022.

A FAFEN está em processo de paralisação, ela vai ser fechada e não vendida. Essas medidas somadas fazem parte de um plano maior da retirada da Petrobrás do estado.

“Na nossa visão, o estado da Bahia vai pagar por isso. Os empregos diretos e indiretos, as cidades onde têm contratos terceirizados, o impacto nos municípios da Bahia. A gente não sabe quantificar, mas no médio e longo prazo vai trazer um forte impacto”, pontua Radiovaldo, ressaltando que a Petrobrás tem hoje, na Bahia, cerca de 4 mil trabalhadores próprios e 13 mil terceirizados.

A Bahia é o único estado do Brasil, onde a Petrobras desenvolve todas as suas atividades econômicas. Aqui a estatal tem a RLAM (refino), Transpetro (logística) FAFEN (fertilizantes, ureia e amônia) PBIO (Biodiesel) Termoelétricas (energia), Campos Terrestres (produção de petróleo e gás) e EDIBA (prédio administrativo).

O Diretor da FUP, Deyvid Bacelar, lembra que desde o governo Temer o Sindipetro Bahia vem denunciando a intenção da Petrobrás de encerrar suas atividades na Bahia. “Essa luta, pela permanência da estatal no estado, é antiga para nós que já realizamos diversas mobilizações, greves e audiências públicas, alertando, inclusive aos prefeitos dos municípios, o que poderia acontecer. Infelizmente, o alerta virou realidade. O lado positivo é que podemos contar com os parlamentares de esquerda, que sempre estiveram ao nosso lado em defesa da Petrobrás. Mas queremos mais, devido à sua importância, entendemos que essa é uma luta suprapartidária. Então, aqueles que realmente pensam no interesse da Bahia são bem vindos”

[Via Sindipetro Bahia]

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O grande número de trabalhadores do Edifício Torre Pituba, que compareceram à assembleia convocada pelo Sindipetro Bahia, na tarde da segunda-feira (16), no Hotel Fiesta, mostra a quantas andam as preocupações, inseguranças e também o sentimento de revolta da categoria petroleira.
Aproximadamente 600 petroleiros se espremeram no auditório, ávidos por informações (que a Petrobrás não dá de forma clara) e por uma palavra de alento.

Foram ouvidos relatos de pessoas angustiadas, pressionadas e que estão abrindo mão de uma vida estável que tinham na Bahia, muitas deixando para trás a família, inclusive filhos pequenos, que não têm como levar, pois não há estrutura no novo local de moradia. “Não estamos falando apenas de desemprego ou mudança repentina de vida dos trabalhadores. É muito mais do que isso. São mais de 3 mil famílias sendo afetadas”, desabafou uma trabalhadora concursada.

Parlamentares relataram as suas preocupações e detalharam ações que estão colocando em prática para impedir que a Petrobrás deixe a Bahia. Eles falaram dos grandes prejuízos para o estado, com o desemprego que vai ser gerado, com a fuga de receita (salários dos que estão sendo transferidos) e com a diminuição da arrecadação do ICMS e ISS. “Um projeto extremamente cruel e danoso para a sociedade brasileira. É o desmonte da estrutura do estado brasileiro”, pontuaram. Estiveram presentes o líder do governo na ALBA, o deputado estadual, Rosemberg Pinto (PT), o também deputado estadual, Hilton Coelho (PSOL) e os deputados federais, Joseildo Ramos (PT) e Nelson Pellegrino (PT), que anunciou a elaboração de um abaixo assinado pela permanência da estatal na Bahia.

O coordenador do Sindipetro, Jairo Batista, detalhou as ações que a entidade sindical vem realizando desde o governo Temer, as mobilizações, greves, audiências públicas e ações jurídicas, que conseguiram adiar decisões de vendas de unidades, dando maior fôlego para a continuidade da luta em defesa da Petrobrás.

O Diretor de Comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, falou de esperança e união. Ele falou ainda da disputa de opiniões na mídia e da necessidade de fortalecer a comunicação do Sindipetro, interagindo nas redes sociais, divulgando o site da entidade (www.sindipetroba.org.br) e compartilhando as notícias do sindicato através do WatsApp. “Fortalecer essa rede de notícias vai também fortalecer a categoria e a nossa luta. A Bahia não vai se curvar ao projeto entreguista do presidente. A Petrobras nasceu na Bahia e é aqui que ela vai ficar”.

Após o lançamento da Campanha, elaborada pelo Sindipetro “Pelo povo baiano, a Petrobras fica na Bahia”, a categoria apresentou diversas propostas e planos de luta pela permanência da Petrobrás na Bahia.

Veja o que foi aprovado:

– Criação de um comitê em defesa da Petrobrás na Bahia, buscando a adesão de centrais sindicais, sindicatos, entidades de classes, partidos políticos, governadores, prefeitos, senadores, deputados vereadores, etc
– Abaixo assinado pela permanência da Petrobrás na Bahia
– Reivindicar que o Consórcio de Governadores do Nordeste elabore uma campanha de mídia em defesa da Petrobrás na região.
– Campanha e atuação do Sindipetro Bahia no sentido de priorizar a manutenção no estado daqueles trabalhadores que não podem ou não querem ser transferidos, conforme garante o Acordo Coletivo de Trabalho.
– Ato durante o seminário do REATE, no dia 19/09
– Participação da categoria no Ato em Defesa da Soberania, organizado pelas centrais sindicais, no dia 20/09
– Participação da categoria no Ato Público em Defesa da Petrobrás na Bahia, que vai acontecer no dia 23/09, das 8h às 13h, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
– Vigília e acampamento em frente ao Edifício Torre Pituba
– Confecção de adesivos para carros e camisas da Campanha “Pelo povo baiano, a Petrobras fica na Bahia”. Uso da hastag #apetrobrasfica
– Criação de um comitê de mobilização de greve
– Criação de um grupo de estudo jurídico
– Elaboração de materiais que mostrem a importância da Petrobras para a Bahia, a história dos petroleiros e a luta contra a privatização da estatal
– Assembleias unificadas com os trabalhadores das diversas unidades do Sistema Petrobras na Bahia

[Via Sindipetro Bahia]

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Enquanto a Petrobras nega a pretensão de encerrar as atividades na Bahia, o Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro-BA) afirma que a empresa já até anunciou um Programa de Desligamento Voluntário (PDV). Segundo a entidade, o PDV foi apresentado na última sexta-feira (13) e visa atingir os trabalhadores de unidades como o prédio Torre Pituba, localizado no bairro do Itaigara, em Salvador. 

"Nós já tínhamos anunciado isso. A Petrobras tem uma lógica de mentir para a imprensa, tanto é que a cada movimento interno, ela desconstrói aquilo que tenta passar para a imprensa. Ou seja, ocorrerá sim demissões de trabalhadores terceirizados, de trabalhadores próprios e, naturalmente, essas demissões vão impactar a economia do estado", destaca Radiosvaldo Costa, diretor de Comunicação do sindicato, em entrevista ao Bahia Notícias. Ele foi um dos sindicalistas à frente do protesto realizado na manhã desta segunda-feira (16), em frente à Torre Pituba. 

Na ocasião, Costa disse que apenas os servidores concursados da empresa injetam cerca de R$ 80 milhões na economia baiana mensalmente. Dessa forma, o impacto do fechamento das unidades da Petrobras na Bahia acarretaria em perda de receita para o estado, além de aumentar o alto índice de desemprego - hoje em 17,3%, segundo dados do IBGE (saiba mais aqui) -, já que o caminho para os trabalhadores terceirizados seria a demissão. 

"Há uma tensão e um assédio sem precedentes na Petrobras sobre seus trabalhadores. Eles estão temerosos, tensos, abalados psicologicamente por conta de toda essa pressão, que hoje a própria direção da empresa promove. Os trabalhadores não querem ir para outros estados. A pessoas têm famílias aqui, questões pessoais que lhe impedem de ser transferidas, além de que o custo de vida é menor do que nos estados onde eles estão apresentando como alternativa, então tudo isso está abalando a força de trabalho", reforça o diretor. 

De acordo com Costa, na Bahia, há cerca de quatro mil trabalhadores concursados da Petrobras e cerca de 13 mil terceirizados, contratados por diversas empresas. Diante desse quadro, o Sindipetro deu início a uma trabalho de mobilização com a categoria, com a classe política e com demais membros da sociedade, a fim de demonstrar resistência à medida. Também diretor de Comunicação do sindicato, Luciomar Machado confirma um ato com movimentos sociais e entidades diversas por volta das 15h, no Hotel Fiesta, e uma reunião com trabalhadores do Conjunto Pituba, para discutir formas de enfrentar essa situação, às 16h, no mesmo local. 

PLANO DE DEMISSÕES

Documentos compartilhados pelo sindicalista com o BN exibem o plano divulgado pela empresa. De acordo com o documento, o "processo de desinvestimento" prevê três etapas: recrutamento interno, procedimento de desligamento por acordo (PDA) e o já citado Programa de Desligamento Voluntário (PDV) Específico. 

"Essas iniciativas estão alinhadas à estratégia da Petrobras de uma gestão ativa de portfólio. Nesse processo, comum a outras empresas de petróleo, a companhia está desinvestindo em alguns ativos e focando em outros mais alinhados com sua expertise, buscando assim o aumento da geração de valor e maior competitividade frente aos seus concorrentes", diz a empresa em nota publicada em seu site oficial. 

A Petrobras, no entanto, nega que com isso esteja encerrando de forma integral as atividades no estado. Ela informa que se trata de uma redução das operações no Nordeste, o que também ocorre em unidades de outras regiões (saiba mais aqui).

[Via Bahia Notícias]

Publicado em Sistema Petrobrás

A direção da Petrobrás está empenhada em fazer com que os trabalhadores peçam demissão da Petrobrás, seja através do PDV (Programa de Demissão Voluntária) ou PDA (Programa de Demissão Acordada). Para isso vale tudo, até pressão e assédio moral.

Há vários casos de trabalhadores que estão sendo procurados por gerentes e “convidados” a aderir aos Programas. Na unidade de Exploração e Produção (E&P), por exemplo, os trabalhadores das bases operacionais dos ativos sul e norte, que já estão aposentados pelo INSS ou aqueles que já têm idade para se aposentar, relatam pressões e ameaças de serem enquadrados no PDA se resistirem a aderir ao PDV.

Há relatos também, em outras unidades, de trabalhadores jovens que estão sofrendo pressão para aderir ao PDA. Visando a privatização da empresa, a prática de muitos gerentes é a seguinte: “com o novo formato da Petrobrás (preparação para a privatização) não temos interesse em seu trabalho, então, sugerimos que você faça a adesão ao PDA”. Se o trabalhador se recusar ele é transferido para outro estado, geralmente para locais distantes, o que em muitos casos, deixa o funcionário sem opção, pois muitos têm família e uma vida financeira e social organizada no seu estado de origem.

Para surpresa do Sindipetro-BA, muitos gerentes que estão usando essa tática de terror já estão aposentados pelo INSS ou já têm idade para se aposentar.
Em relação ao PDV, a orientação do Sindipetro é que os trabalhadores não façam adesão imediata ao programa, que devem aguardar para ter certeza de que não haverá prejuízos

PDA

A demissão acordada foi estabelecida pela reforma trabalhista e permite que a demissão possa ser feita de comum acordo e proposta por qualquer uma das partes. Mas quem optar por essa demissão terá seus direitos reduzidos, só receberá metade da multa de 40% e apenas 80% do saldo do FTGS, além de outras reduções.

Portanto, a orientação do Sindipetro é que os trabalhadores não cedam às pressões e não façam adesão ao PDA, por ser muito prejudicial.
A FUP e o Sindipetro Bahia estão discutindo em mesa de negociação, o assédio moral que está sendo feito aos trabalhadores. Qualquer dúvida ou se você se sentir pressionado procure o sindicato.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SISTEMA PETROBRÁS

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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