A FUP e seus sindicatos lamentam profundamente o falecimento do dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Joaquin Piñero, o nosso Kima, que partiu na noite desta quinta-feira (11), após uma dura batalha contra o câncer. Sempre presente nas campanhas e mobilizações dos petroleiros em defesa da Petrobrás, do pré-sal e da democracia, Joaquim coordenava a edição do Rio de Janeiro do jornal popular Brasil de Fato, com o qual a FUP realizou diversas parcerias e edições especiais sobre a importância da soberania energética.

As reuniões com ele eram sempre marcadas por alegria e muita disposição de luta. Apesar de não ser carioca, tinha uma relação muito intensa com o povo e a cultura do Rio de Janeiro, onde autou nos últimos anos e ajudou a estruturar o Armazem do Campo, na Lapa. Joaquin era violeiro, poeta e apaixonado por samba. Deixa esposa e duas filhas e um imenso legado de luta que servirá de referência e inspiração para seguirmos adiante, defendendo a Petrobrás, a soberania nacional, a democracia e a reforma agrária.

Os petroleiros e petroleiras se solidarizam com os familiares de Joaquin, sua esposa e as filhas, que tanta felicidade lhe trouxe. 

Joquim era um dos imprescindíveis

"Há aqueles que lutam um dia e por isso são muito bons. Há aqueles que lutam muitos dias e por isso são muito bons. Há aqueles que lutam anos e são melhores ainda. Porém, há aqueles que lutam toda a vida. Esses são os imprescindíveis" - Bertolt Brecht

Joaquin, cujo nome de batismo era Valquimar Reis, tinha 52 anos, dos quais mais de 20 dedicados às lutas pela reforma agrária no MST, onde iniciou a militância em 1999, na condução do acampamento Nova Canudos, em São Paulo, primeira experiência de acampamento com trabalhadores urbanos desempregados. Atuou com determinação no trabalho de base nos bairros da periferia da região de Piracicaba, levando muitas famílias para a luta popular e, com isso, conseguiram conquistar a terra, construir a própria casa e produzir alimentos.

Nascido em Ji-Paraná, no estado de Rondônia, migrou para o estado de São Paulo nos anos 90 em busca de oportunidades de estudo e trabalho. Nas atividades do MST, era o animador, tocador de violão e puxador das mais bravas palavras de ordem. Disciplina, coerência e compromisso com a luta popular ganhavam uma leveza com o sorriso largo, as gargalhadas altas, o humor farto e a alegria das cantorias ao violão, que animavam os momentos de festa.

Sofreu na pele a repressão do Estado com a prisão política de um ano, um mês e 11 dias entre 1999/2000, perseguido por causa de um protesto em Boituva, no interior de São Paulo, contra o preço dos pedágios e as políticas de privatização do governo FHC.

Preso com mais cinco companheiros do Movimento, Kima não deixou a militância mesmo atrás das grades. Por ter curso superior incompleto em ciência da computação, foi convidado para dar aulas. Todos os seus 45 alunos foram aprovados em exames supletivos.

Nas mãos dos presos passaram livros de Che Guevara, Fidel Castro, Lênin, Caio Prado Júnior e Florestan Fernandes. Também fez trabalho de base, convidando as famílias dos presos para lutarem por terra e trabalho junto ao MST. Nessa época Kima denunciava a lógica perversa do sistema prisional e do encarceramento de pretos e pobres. Foi da prisão que produziu a poesia “A Grade”, lida em encontros dos movimentos populares como testemunho e protesto pela liberdade dos presos políticos do MST e da luta popular.

Depois que saiu da prisão, atuou na construção do plebiscito contra a Alca, na coordenação do Fórum Social Mundial, na criação da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS). Em 2002, passou a atuar no Rio de Janeiro, no período de consolidação do escritório político do MST. Assim, se transformou em uma referência nacional, mantendo interlocução com partidos, sindicatos, movimentos populares, com o mundo da cultura e das ideias.

Pela injustiça imposta aos que lutam, conheceu a clandestinidade e se tornou Joaquin Piñero, dirigente internacionalista. Em 2005, foi para a Venezuela, onde contribuiu com a construção da primeira brigada do MST e com a Revolução Bolivariana, convivendo com o presidente Hugo Chávez.

Assim, passou a trabalhar pela causa internacionalista, pela solidariedade e a luta pela libertação dos povos oprimidos do mundo. Ao retornar ao Brasil, em 2007, passou a atuar na construção da secretaria da Alba Movimientos, a partir de São Paulo, tendo papel fundamental no lançamento da articulação das lutas populares da América Latina, em ato com a presença de Hugo Chávez, Evo Morales, da Bolívia, Fernando Lugo, do Paraguai, e Rafael Correa, do Equador.

Em 2012, Kima voltou ao Rio de Janeiro. Ocupando a coordenação do escritório do MST, conduziu projetos importantes, como a construção do jornal tablóide Brasil de Fato, lançado em 2013, e o Armazém do Campo – RJ, a loja de produtos da reforma agrária, inaugurada em 2017.

Fez o curso de Serviço Social na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). No último período, se dedicava à construção das ações produtivas e de cooperação em agroecologia no município de Maricá (RJ) e ao lote no assentamento Irmã Dorothy, município de Quatis, no interior do Rio de Janeiro.

A trajetória do Kima se confunde com a história de duas décadas do MST, que perde um de seus melhores comandantes. Kima soube combinar a dedicação ao estudo com a capacidade de dirigir, a disposição ao internacionalismo com o profundo sentimento de cuidado humano, condição indispensável aos que amam o povo e suas revoluções.

Joaquim, presente! 

Hoje e sempre!

[Com informações do MST]

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A campanha “Nosso Natal é pela Vida” está distribuindo cerca de 1.000 cestas com alimentos da Reforma Agrária e da Economia Solidária e 4.000 marmitas na área metropolitana de Curitiba, no Paraná. É uma forma de denunciar o aumento da fome no Brasil e se solidarizar com as famílias em situação de vulnerabilidade social. 

A iniciativa é do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR e SC), da ação Marmitas da Terra e da rede Produtos da Terra. Essa articulação viabilizou a organização da Cesta Esperança, composta por alimentos da Reforma Agrária e da Economia Solidária, doada por centenas de entidades e pessoas que aderiram à ação solidária. Entre os atendidos, estão parte das 300 famílias que foram despejadas no último dia 17 da ocupação Nova Guaporé, no Sabará, região industrial de Curitiba.

Cerca de 7 toneladas de legumes, verduras, frutas e pães foram doados por famílias do assentamento Contestado, da Lapa, e dos acampamentos Maria Rosa do Contestado, de Castro; Reduto do Caraguatá, de Paula Freitas; Emiliano Zapata, de Ponta Grossa; José Lutzenberger, de Antonina, Maila Sabrina, de Ortigueira. A variedade de alimentos será acrescentada à Cesta Esperança e distribuída nesta terça, dia 22. 

As marmitas estão sendo distribuídas no almoço dos dias 21, 22 e 23, e também como ceia na noite do dia 23, para pessoas em situação de rua do centro da capital paranaense. Nesta noite, cada uma das mil marmitas entregues também será acompanhada de uma embalagem de mel com açafrão, composto que contribui para a melhora da imunidade e previne infecções. O remédio natural é produzido e doado pelo Setor de Saúde Chica Pelega do assentamento Contestado, da Lapa, e já foi entregue em outros momentos junto às refeições. 

Também contribuem para a doação de cestas a Seção Sindical dos Docentes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (SINDUTF-PR), Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Paraná (SINDITEST). O Laboratório de Mecanização Agrícola da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Lama/UEPG) e a Cáritas Diocesana participam com doações em Ponta Grossa. 

Além da mobilização em Curitiba, estão previstas ações em Londrina, no dia 22; Cascavel, Jardim Alegre, Ivaiporã e Arapuã, no dia 23; e em Laranjeiras do Sul, no dia 24 de dezembro. Até o até dia 19 de dezembro o MST do Paraná, com ajuda de entidades de classe e voluntários, doou 464 toneladas de alimentos e entregou mais de 34 mil marmitas desde o início da pandemia da Covid 19.  

Aumento da fome no Brasil 

O fim do Auxílio Emergencial, a falta de emprego e de política de fortalecimento da agricultura familiar agrava a situação da população mais pobre. Até o final de outubro, mais de 13,8 milhões de pessoas estavam desempregadas, segundo dados do IBGE. 

Além disso, o número de desalentados, aqueles que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho por ter perdido as esperanças de encontrar, chegou a 5,8 milhões de brasileiros, quase 1 milhão a mais que no trimestre anterior. 

Em janeiro, a pobreza extrema pode chegar aos 15% da população brasileira, de acordo com projeção do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas. Com esta estimativa, serão 27,4 milhões de pessoas vivendo em extrema pobreza, o dobro do percentual registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no início de 2019. 

Como contribuir

Participe da ação “Nossa Natal e pela Vida” fazendo doação para Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (ABCP). A Cesta Esperança custa R$ 70 e vai ajudar a fazer o Natal de pessoas carentes um pouco mais feliz.

:: Banco do Brasil

   Agência: 5044-X

   Conta Corrente: 371-9

   CNPJ 80.043.045/0001-82 

:: Caixa Econômica Federal (CEF)

   Agência: 0369

   Conta Corrente: 00005048-4

   CNPJ 80.043.045/0001-82

[Com informações do Sindipetro-PR/SC e MST]

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A Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (ABCP) tem o objetivo de alcançar mil cestas e beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social de Curitiba e Araucária nos dias 21, 22 e 23 de dezembro. Sua doação é essencial 

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC | Foto: Divulgação]

As ações sociais da ABCP acontecem desde o início da pandemia. Elas são realizadas graças a solidariedade das trabalhadoras e trabalhadores das unidades da Petrobrás no Paraná e Santa Catarina. E no momento de agravamento da crise sanitária provocada pelo coronavírus, a situação de diversas famílias de Curitiba e região se agravou, o que torna a Cesta Esperança ainda mais essencial. 

A cesta custa R$ 70 e vai ajudar a fazer o Natal de pessoas carentes um pouco mais feliz. Lembrando que completam o kit solidário os alimentos vindos dos assentamentos do Movimento Rural dos Trabalhadores Sem Terra (MST), como alface, acelga, batata doce, repolho e melancia. 

Serão beneficiadas famílias de Curitiba que moram na Portelinha (Santa Quitéria), Vila Santos Andrade (Campo Cumprido) e no Xaxim; e em Araucária na comunidade Santa Cruz. 

Bora fortalecer? 

:: Banco do Brasil

   Agência: 5044-X

   Conta Corrente: 371-9

   CNPJ 80.043.045/0001-82 

:: Caixa Econômica Federal (CEF)

   Agência: 0369

   Conta Corrente: 00005048-4

   CNPJ 80.043.045/0001-82

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Juiz que pede reintegração de posse com a justificativa de preservação local é o mesmo que flexibilizou leis ambientais

[Do Brasil de Fato]

No município de Macaé, no norte Fluminense, 63 famílias que vivem no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Osvaldo de Oliveira estão sob ameaça de despejo. O argumento usado pelo desembargador Marcelo Pereira da Silva, para pedir a reintegração de posse do assentamento organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), foi a preservação ambiental da área.

A medida é contraditória, principalmente, porque o mesmo juiz, em uma decisão no último mês de outubro, flexibilizou a proteção de manguezais e restingas e permitiu a queimada de lixo tóxico, acatando o recurso movido pela União.

O julgamento da ordem de despejo do assentamento está marcado para o próximo dia 25 de novembro. Até lá, as famílias seguem na incerteza sobre o futuro, mas dispostas a lutar em defesa da área que foi desapropriada pelo Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra) em 2014.

O assentamento existe há 10 anos na cidade de Macaé e possui um relevante papel econômico e social na região. Ele ocupa um território de 1,6 mil hectares e é referência na produção familiar e agroecológica. Com três áreas de produção coletiva, os camponeses plantam abóbora, aipim, banana, verdura, batata-doce e feijão e escoam as produções para feiras dentro e fora do município e escolas que participam do Programa Nacional de Apoio à Alimentação Escolar (PNAE).

De acordo com Nelson Freitas, da direção nacional do MST e assentado no PDS Osvaldo de Oliveira, somente em 2019 foram repassados para a Prefeitura de Macaé 10 mil quilos de aipim produzidos pelos camponeses.

“Há três anos ofertamos essa produção para a merenda escolar, participamos do PNAE, vendemos para as feiras, nos espaços de comercialização do MST. Estamos construindo em parceria com a UFRJ [Universidade Federal do Rio de Janeiro] uma casa de farinha. Até então, a nossa farinha é produzida na farinheira municipal da prefeitura em Serra da Cruz”, relata.

Unidade Pedagógica

A parceria com as universidades é um dos diferenciais do assentamento. A professora Camila Laricchia, do curso de graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) de Macaé, coordena o projeto de extensão Laboratório Interdisciplinar em Tecnologia Social que está desenvolvendo, desde 2018, a casa de farinha no assentamento.

De acordo com a pesquisadora, o PDS Osvaldo de Oliveira é um espaço importante para o intercâmbio de conhecimento entre estudantes e camponeses, e também uma oportunidade para os alunos colocarem em prática o conhecimento teórico das disciplinas de engenharia.

“Na disciplina tínhamos estudantes de engenharia civil, mecânica e produção que nunca tinham pisado em um território de reforma agrária. O PDS passou a ser uma unidade pedagógica onde os estudantes aprofundam seus conhecimentos teóricos e colocam em prática junto com o PDS Osvaldo de Oliveira, e, além das habilidades de engenharia, eles desenvolvem outras habilidades como o diálogo, a construção coletiva, a troca de saberes, o reconhecimento dos saberes dos camponeses”, detalha.

Meio ambiente

Na avaliação da professora, o assentamento desempenha um papel relevante no município com a produção de alimentos livres de veneno e também a preservação do meio ambiente, principal questão colocada em xeque no pedido de reintegração de posse do desembargador Marcelo Silva.

“Eles [camponeses] têm papel fundamental na sustentabilidade ambiental e no fornecimento de alimentos para a cidade. O PDS é de suma importância. Em 2019 foram fornecidas mais de nove mil toneladas de alimentos saudáveis para a merenda escolar pelo PNAE. O PDS tem um potencial para ampliar isso. Os camponeses produzem de forma agroecológica e protegem o ambiente”, ressalta.

“Estamos iniciando a mobilização na sociedade para desmascarar esse seguimento da justiça que quer favorecer o latifúndio e os ricos neste país. Estamos prontos para lutar e vamos resistir”, afirma o assentado Nelson Freitas.

Leia mais: Juiz que acatou alteração de leis ambientais quer extinguir assentamento do MST no RJ

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O Sindicato fechou uma parceria com a rede Produtos da Terra PR para oferecer à categoria petroleira e comunidade local itens de alimentação orgânicos e com valores justos cultivados por pequenos produtores rurais em áreas destinadas à reforma agrária. 

A partir do dia 03 de outubro, e sempre aos sábados, haverá a feira agroecológica no estacionamento da Sede do Sindipetro PR e SC, em Curitiba. O funcionamento será das 09h00 às 14h00. 

A iniciativa visa promover a cultura da alimentação saudável aliada à valorização da produção dos agricultores em assentamentos ou acampamentos. 

Cabe ressaltar que durante a pandemia serão tomados todos os cuidados necessários. O uso de máscara é obrigatório, será disponibilizado álcool em gel e o número de pessoas vai ser limitado para evitar aglomerações. É aconselhável o uso de ecobags para transportar as compras e ajudar na preservação do meio ambiente. 

Conexão Campo-Cidade

Produtos da Terra PR é uma rede colaborativa gerida coletivamente pela CCA - Cooperativa Central da Reforma Agrária do Paraná e pelo empreendimento Sinergia Alimentos Saudáveis. Também é um dos projetos abarcados pela Rede Mandala – Rede Paranaense Campo-Cidade de Economia Solidária e tem como objetivo fortalecer o vínculo campo-cidade, conectando quem produz cooperativamente com quem consome conscientemente. 

Dados da Reforma Agrária no Paraná

O Paraná tem 330 assentamentos, formados por cerca de 30 mil famílias, e aproximadamente 80 acampamentos, onde vivem mais de 7 mil famílias. A produção e comercialização de alimentos têm como bases 21 cooperativas e 51 agroindústrias, que trabalham com a industrialização de mais de 50 produtos. 

 :: Serviço

Feira de Agroecologia do Sindipetro PR e SC

Quando? Aos sábados (a partir de 03/10)

Local: Estacionamento da Sede do Sindicato

(R. Lamenha Lins, 2064, Rebouças – Curitiba)

Horário: 09h00 às 14h00

[Via Sindipetro-PR/SC]

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[Com informações do Brasil de Fato]

reintegração de posse de algumas áreas do Acampamento Quilombo Campo Grande, em Campo do Meio (MG), foi executada nesta sexta-feira (14) após ação violenta da Polícia Militar do estado contra as famílias que resistiram ao despejo por quase 60 horas.

No início da tarde, os acampados foram alvejados por bombas de gás lacrimogêneo e dispersados do local. Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), as casas e plantações foram destruídas poucas horas depois.

A Escola Popular Eduardo Galeano, onde crianças, jovens e adultos eram alfabetizados, foi destruída por um trator no dia anterior


Entenda: Policiais ateiam fogo em acampamento do MST durante despejo em MG


O desfecho do despejo se deu após três dias de resistência dos acampados, que ocupam o local há 22 anos. Cerca de 450 famílias vivem na área da usina falida Ariadnópolis, da Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (Capia), que encerrou as atividades em 1996. 

Os agricultores estão em constante disputa com os proprietários da Companhia, que reivindicam posse do local recuperado ao longo dos anos pelos sem-terra desde a ocupação e revitalização das terras a partir de 1998.  


Conheça: Café agroecológico Guaií transforma a vida de assentados no Sul de Minas Gerais


Com larga escala de produção agroecológica, as famílias são produtoras do famoso Café Guaií e também são responsáveis por outros tipos de cultivos, como milho, feijão, mel, hortaliças, verduras, legumes, galinhas, gado e leite.

De acordo com o MST, só no último ano, as famílias produziram 8,5 mil sacas de café e 1.100 hectares de lavouras com 150 variedades cultivadas, sem o uso de agrotóxicos. 



Lavouras agroecológicas estão sendo destruídas, denuncia MST / Foto: MST MG

Despejo ilegal

O tamanho da área alvo reintegrada é questionada pelo MST. A primeira ordem judicial afirmava que a área a ser reintegrada era de 26 hectares. Mas, a decisão de Roberto Apolinário de Castro, juiz da Vara Agrária do TJ-MG, ampliou para 52 hectares o total a ser reintegrado. Sete famílias foram diretamente afetadas com o despejo.

Em entrevista ao Brasil de Fato, Esther Hoffmann, da coordenação nacional do MST, definiu a reintegração como ilegal. Segundo elas, as famílias já haviam deixado a área prevista na decisão judicial.

“A polícia continua ameaçando avançar para além da decisão judicial, que são os lotes familiares, que não estão contidos dentro do processo dessa liminar de despejo. O que eles querem é despejar ilegalmente as famílias que produzem, moram, tem suas construções e famílias nessa área há mais de 20 anos", afirmou.


Leia também: ONU recebe denúncia sobre violência em despejo de acampamento do MST em MG


"Nos colocaram em uma situação de risco, fazendo o despejo em meio à pandemia, nos forçaram estar aqui. Com uma aglomeração causada pela PM, colocando as famílias em risco de contaminação”, denunciou Hoffmann horas antes da reintegração.

De acordo com a dirigente, a Defensoria Pública do estado e o próprio Ministério Público notificaram a Vara Agrária do Tribunal de Justiça de Minhas Gerais (TJ-MG) que a área prevista na decisão já havia sido desocupada. 


Sem-terra resistiram ao despejo por 50 h / Foto: MST MG

Entenda o conflito 

Os acampados atingidos pela reintegração de posse vivem na área da usina falida Ariadnópolis, da Companhia Agropecuária Irmãos Azevedo (Capia), que encerrou as atividades em 1996. Ao falir, os donos da empresa deixaram dívidas trabalhistas e as terras em situação de completo abandono. 

Após a ocupação e revitalização das terras a partir de 1998, os agricultores estão em constante disputa com os proprietários da Companhia, que reivindicam posse do local recuperado ao longo dos anos pelos sem-terra. 

O Quilombo Campo Grande conta com 11 acampamentos organizados na área. São plantados, em média, 600 hectares de terra anualmente.

Leia mais: Oposição pede a Maia prioridade para votar PL que suspende despejos durante pandemia

Do outro lado, quem pede o despejo das famílias é o empresário Jovane de Souza Moreira, que tenta reativar a usina falida para cumprir um acordo comercial com a Jodil Agropecuária e Participações Ltda. O proprietário da empresa em questão é João Faria da Silva, considerado um dos maiores produtores de café do país.

O juiz Walter Zwicker Esbaille Junior, do Tribunal de Justiça de Minhas Gerais (TJ-MG) chegou a determinar a reintegração de posse em novembro de 2018 em primeira instância. Entretanto, o desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant suspendeu a decisão.

Reportagem da Repórter Brasil, publicada em novembro 2018, registra que após pedir recuperação judicial da Usina, o documento firmado entre Jovane e Faria prevê o arrendamento de parte dos 4 mil hectares da terra para o plantio de café, enquanto outra parcela seria destinada ao cultivo da cana-de-açúcar.

O despejo iniciado nesta quarta-feira (12) foi determinado pelo juiz Roberto Apolinário de Castro em fevereiro e afeta diversas famílias que ocupam a área da sede da Usina.

Mas, conforme reitera o MST, a questão que agrava a situação é o limite entre as áreas do Quilombo e a área que o proprietário da antiga usina alega ser de sua propriedade. De acordo com o movimento, a área que o dono da Usina reivindica legalmente não é dele de fato. Apesar disso, o despacho mais recente, de fevereiro desse ano, aumentou a área da reintegração de posse para 52 hectares.  

Publicado em Movimentos Sociais

[Da imprensa do Sindipetro Unificado-SP]

Na próxima terça-feira (28), no Dia do Agricultor, o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) lança um mini documentário denominado “O elo da semente”. O curta-metragem de nove minutos apresenta a parceria construída com integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com o objetivo de contribuir com a venda e distribuição de alimentos orgânicos cultivados em assentamentos da região de Campinas (SP).

A partir do diagnóstico de que a distribuição era o gargalo da cadeia de produção da reforma agrária, petroleiros e voluntários decidiram criar um grupo de WhatsApp, desde agosto de 2017, para potencializar a venda de orgânicos da Cooperativa da Agricultura Familiar de Americana, Cosmópolis, Limeira e Piracicaba (Cooperflora).

Semanalmente, os participantes se inscrevem para comprar uma cesta com cinco quilos e uma variedade de sete verduras e legumes orgânicos, selecionados a partir da colheita, pelo valor de R$ 28. Os alimentos podem ser retiradas na sede do Sindipetro Unificado-SP ou recebidos em casa, por meio de um serviço de entrega.

Em todas as etapas (produção, distribuição e consumo) desse processo, destaca-se o papel das mulheres. Uma delas é a agricultora do Assentamento Milton Santos, Ariele Caroline Contrigiani, que explica o significado da frase “se o campo não planta, a cidade não janta”, comum de ser escutada nas marchas do MST.

“Eu defendo muito que o alimento tem um papel fundamental nessa batalha das ideias. Hoje a logística é difícil, não é uma coisa simples. As pessoas da cidade não entendem o quanto são importantes para todo esse processo. Isso é uma tarefa de todo mundo”, opina Ariele.

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[Da Página do MST]

Os movimentos populares e demais organizações que compõem a Via Campesina Brasil, vem a público denunciar o violento ataque contra trabalhadores e trabalhadoras rurais do Acampamento sem terra Lagoa Nova Carajás [no município de Parauapebas, no Pará], promovido no dia 21 de junho de 2020 por agentes da empresa de segurança PROSEGUR, agindo a serviço da mineradora Vale.

O acampamento, onde vivem 248 famílias há 5 anos, é organizado pela Fetraf-PA e está localizado no município de Parauapebas, no estado do Pará. O fatídico episódio deixou vários trabalhadores e trabalhadoras feridos, incluindo crianças e idosos.

Não podemos permitir que a postura reiterada da Vale de cometer crimes continue impune. Basta de crimes como os praticados pela Vale e suas subsidiária em Mariana e Brumadinho, que vitimaram dezenas de trabalhadores e trabalhadoras. Não contente com o que já fez no Brasil, a Vale, que se tornou também uma das maiores latifundiárias do sudeste do Pará, continua promovendo atos violentos contra trabalhadores rurais que buscam seus direitos de acesso à terra para produzir e viver com dignidade.

Cobramos ao Governo Federal, ao Estado do Pará e as demais autoridades competentes a efetivação das políticas de Reforma Agrária, que garanta terra para quem nela trabalha e evite massacres desta natureza.

Em pleno período de pandemia onde a COVID-19 já matou mais de 51 mil pessoas no Brasil ainda somos obrigados a conviver com insanidades como esta. É urgente que a vida seja colocada acima do lucro e reafirmamos que lutar não é crime. Exigimos que os responsáveis pelo ataque ao acampamento Lagoa Nova Carajás e a Vale sejam responsabilizados e punidos.

#Lutar não é crime! #Reforma Agrária Já!

[Via MST]

Publicado em Movimentos Sociais

No dia 13 de junho, o Sindipetro PR/SC e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizaram mais uma grande ação solidária nestes tempos difíceis de pandemia, doando alimentos e gás de cozinha para famílias carentes da periferia de Curitiba.

Foram distribuídos 15 toneladas de alimentos produzidos nos assentamentos do MST e 500 botijões de gás doados pelos petroleiros do Paraná e Santa Catarina.

A ação de solidariedade representa a aliança de classe entre trabalhadores do campo e da cidade e nasceu quando dirigentes do MST e do Sindipetro-PR/SC fizeram o desafio de aumentar o número de doações de itens essenciais para famílias que estão em vulnerabilidade social.  

As cestas básicas e botijões de gás foram distribuídos a famílias da Ocupação Portelinha, na Escola de Samba Embaixadores da Alegria, no Santa Quitéria; e da Ocupação Sabará, através da Associação da comunidade, no Complexo da Cidade Industrial de Curitiba.

Confira o minidocumentário produzido pelo Sindipetro-PR/SC: 

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Em apenas um mês de campanha, ação solidária coordenada por trabalhadores da Petrobras já distribuiu 577 cestas de produtos orgânicos, totalizando mais de 2,5 toneladas de alimentos produzidos através da agroecologia em assentamentos e acampamentos do MST.

Nessa segunda-feira, dia 11, foram distribuídas 150 cestas em 9 organizações espalhadas pela cidade de Campinas. A região que mais recebeu foi a dos bairros Monte Cristo, Oziel e Gleba, onde se encontram a CUFA (Central Única das Favelas), o Quilombo Urbano e a sede da Associação da ex-ocupação Joana D’Arc.

Pela proximidade com o dia das mães, também foram incluídos nessa semana kits com produtos de higiene feminina. Pessoas que trabalham com famílias carentes relatam que esse tipo de produto raramente tem doação. Professoras relatam que alunas chegam a faltar da escola por não terem de absorvente.

A comunidade da EMEF Pr. Emílio Miotti também tem feito trabalho de levantar as famílias que enfrentam mais necessidades nesse período e distribuir as cestas recebidas.

A ação está sendo coordenada pela Sindicato dos Petroleiros e quem quiser doar pode fazer por cartão, boleto, transferência bancária ou pagamento recorrente através da página: https://sindipetrosp.org.br/apoie-a-luta-dos-petroleiros/ 

[Via Carta Campinas]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.