Na próxima semana, a FUP e seus sindicatos participarão da Plenária Nacional da Plataforma Operária e Camponesa da Água e Energia (POCAE), que será realizada no dia 03 de setembro por videoconferência, das 14h às 16h.

A Plataforma tem feito debates estratégicos em torno de um projeto energético soberano e popular, através de propostas apresentadas pelas entidades sindicais e movimentos sociais que integram a POCAE, como a CUT, federações e sindicatos de petroleiros, de eletricitários, de urbanitários, de engenheiros, de profissionais da educação, MAB, MST, MPA, entre outras organizações sociais que entendem que água e energia devam ser tratados como bens públicos e não mercadoria.

A Plenária Nacional da POCAE pretende reunir representantes de todas as organizações e estados que constroem a Plataforma, socializar ações e análises dos setores, construir uma análise comum em torno da conjuntura e apontar iniciativas que podem ser construídas coletivamente.

[Imprensa da FUP]

Publicado em Movimentos Sociais

Em apoio à greve dos trabalhadores da Petrobrás Biocombustível, movimentos sociais, ambientalistas, lideranças sindicais e políticas de diversas frentes progressistas realizaram nesta segunda, 24, um grande ato virtual contra a privatização da subsidiária. A manifestação foi transmitida ao vivo, a partir das 18h30, pelos canais da CUT no YouTube e no Facebook, com retransmissão pelas redes da FUP, dos sindicatos e dos movimentos parceiros.

A live reuniu diversas organizações, como o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), além da CUT, FUP, Sindipetro MG, Sindipetro BA, Sindipetro RJ e FNP. O ato contou ainda com a participação do presidente da Frente Parlamentar Mista em defesa da Petrobrás, Senador Jean Paul Prates (PT/RN) e da socióloga, ativista e youtuber, Sabrina Fernandes, que vem apoiando a luta dos trabalhadores contra a privatização das usinas de biocombustível da Petrobrás. 

Braço verde da Petrobrás

Em greve desde o dia 20 de maio, os trabalhadores da Petrobrás Biocombustível estão em luta por empregos e pela manutenção dos investimentos da estatal na transição energética e no desenvolvimento de fontes de energia renováveis. A greve denuncia os prejuízos da privatização da PBio, criada em 2008 com a meta de produzir 5,6 bilhões de litros de biocombustível por ano. 

A subsidiária gerou milhares de empregos, movimentando a agricultura familiar, com participação em 10 usinas de etanol, produzindo 1,5 bilhão de litros por ano e 517 GWh de energia elétrica a partir de bagaço de cana. Em 2016, sob oi governo de Michel Temer, a gestão da Petrobrás anunciou a saída do setor de energia renováveis, colocando em hibernação a Usina de Quixadá, no Ceará, e vendendo a participação em diversas outras usinas. A privatização da PBio foi anunciada em julho de 2020 e atualmente encontra-se em fase final de venda das três usinas que são 100% controladas pela Petrobrás (Montes Claros, Candeias e Quixadá), que, juntas, têm capacidade de produzir mais de 570 mil metros cúbicos de biodiesel por ano.

"O Brasil é o terceiro maior mercado de biodiesel do mundo, mas a despeito de sua importância, a PBio está sendo desmontada desde o golpe de 2016. Abandonar o setor de biocombustível, além de impactar a agricultura familiar, desempregando mais brasileiros e brasileiras em plena pandemia, é condenar o futuro da Petrobrás, que vem sendo apequenada pelas últimas gestões, caminhando para se tornar uma empresa suja, sem compromisso com o meio ambiente, na contramão das grandes empresas de energia”, alerta o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar.

Em artigo publicado nesta segunda no site da FUP e no portal da Mídia Ninja, o escritor e frade franciscano, Frei Sérgio Görgen, militante do MPA, chama atenção para a importância estratégica do Programa de Biocombustíveis da Petrobrás, lançado em 2003, com o objetivo de "inserir o país num novo ciclo de combustíveis, inserir a agricultura camponesa familiar como protagonista no  processo, desenvolver novas tecnologias para aproveitamento múltiplo de matéria primas, equilibrar produção de energias da biomassa com produção de alimentos e preservação ambiental, gerar empregos e combater desigualdades regionais investindo em regiões do país com necessidade de aportes de recursos e investimentos para o desenvolvimento social e econômico local".

Ele lembra que esse programa lançou as bases para as primeiras plantas de produção de biodiesel da Petrobrás no Ceará, norte de Minas e na Bahia, resultando, posteriormente na criação da PBio. "O desafio agora é preservá-la pública para que possa cumprir seu papel no futuro próximo", afirma o frei.

Veja a íntegra do Ato em Defesa da PBio  

 


Leia também:

Dia Nacional de Luta em defesa da PBio mobiliza trabalhadores e movimentos sociais nesta segunda


 

Publicado em Sistema Petrobrás

Por Frei Sérgio Görgen, frade franciscano, escritor e militante do Movimento dos Pequenos Agricultores (*)

O Programa de Biocombustíveis da Petrobrás iniciou ainda no ano de 2003. Tinha como objetivos, entre outros, inserir o país num novo ciclo de combustíveis, inserir a agricultura camponesa familiar como protagonista no  processo, desenvolver novas tecnologias para aproveitamento múltiplo de matéria primas, equilibrar produção de energias da biomassa com produção de alimentos e preservação ambiental, gerar empregos e combater desigualdades regionais investindo em regiões do país com necessidade de aportes de recursos e investimentos para o desenvolvimento social e econômico local.

Esta política orientou, inclusive, as primeiras plantas de produção de biodiesel da Petrobrás no Ceará, norte de Minas e Bahia.

Posteriormente a Petrobrás criou a Petrobras Biocombustíveis (Pbio), com caráter e afinidade para atuar só no ramo dos biocombustíveis.

No início da existência da Pbio a empresa fez um esforço significativo para continuar cumprindo os objetivos traçados no princípio do processo, mas aos poucos foi se voltando exclusivamente à lógica competitiva de mercado, deixando de lado o estímulo à agricultura camponesa familiar, fazendo aliança com setores poderosos do agronegócio e usando como matéria prima, quase que, unicamente, a soja.

Com a descoberta do Pré Sal, é verdade, os biocombustíveis perderam o seu encanto estratégico.

E por fim vieram os ataques ferozes da Lava Jata e da burguesia do setor petróleo internacional que a comandava, e a Petrobras passou a ser atacada em todos os terrenos, visando destruir nossa soberania sobre nossas fontes múltiplas de energia.

Porém, o mais importante e por esforço dos trabalhadores, a Pbio sobreviveu e seu papel histórico e estratégico para o futuro é fundamental. Não há como negar: o petróleo e seus derivados são energias do passado, com passivos ambientais pesados e serão cada vez mais questionados. A Petrobras precisa ter dois pés: um no passado ainda presente e outro no futuro que se deslumbra aos poucos. O Brasil é um dos poucos países do mundo com estas potencialidades.

Evidente que num novo governo democrático a Pbio terá que passar por uma reestruturação.

Mas o desafio agora é preservá-la pública para que possa cumprir seu papel no futuro próximo.

Por isto, NÃO à privatização da Pbio.

* Artigo publicado originalmente pela Mídia Ninja

Publicado em Sistema Petrobrás

Petroleiras e petroleiros das unidades operacionais do Sistema Petrobrás participaram na manhã desta segunda-feira, 24, de atos convocados pela FUP e sindicatos em apoio e em solidariedade à luta dos trabalhadores da Petrobrás Biocombustível (PBio), mais uma subsidiária que está sendo privatizada. Em greve desde o dia 20, os petroleiros e petroleiras das usinas de Montes Claros (MG), de Candeias (BA) e da sede administrativa da empresa,  no Rio de Janeiro, seguem mobilizados, cobrando a manutenção dos empregos e denunciando os impactos da saída da Petrobrás do setor de biocombustível.

Nesta segunda, a greve entrou no quinto dia e segue por tempo indeterminado com ampla adesão nas áreas operacionais, incluindo dos supervisores das usinas. No escritório da subsidiária, no Rio de Janeiro, mais de 80% dos trabalhadores sem funções gerenciais também participam da paralisação.

Dia Nacional de Luta

Atendendo ao chamado da FUP, os trabalhadores das bases operacionais amanheceram protestando contra as privatizações no Sistema Petrobras. O Dia Nacional de Luta em Defesa da PBio contou com a participação de petroleiros, e movimentos sociais e sindicais de vários estados. Além de atos nas usinas de Minas e da Bahia, houve manifestações em apoio à greve dos trabalhadores da subsidiária em diversas bases da FUP, como a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, a Recap, em Mauá/SP, a Repar, no PR, a Refap, no RS, o Terminal Aquaviário de Barra do Riacho (TABR), no ES, entre outras unidades da Petrobras e da Transpetro que também estão sob ameaça de privatização.

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#EuApoioGrevePBio

Ao longo do dia, serão realizadas diversas ações nas redes sociais denunciando os impactos da privatização da PBio. Às 18h30, haverá um ato virtual com participação de diversas organizações populares e sindicais, como o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), centrais sindicais (CUT e CTB), entre outros movimentos sociais. Está prevista a participação de lideranças sociais e políticas e de ativistas, como Sabrina Fernandes, que vem apoiando a luta dos trabalhadores em defesa da PBio. O ato será transmitido ao vivo pelas redes da FUP, dos sindicatos e dos movimentos parceiros.

Amanhã (25), será realizado um tuitaço puxado pelos petroleiros e movimentos sociais com as tags #EuApoioGrevePBio #PetrobrasParaOsBrasileiros #SustentabilidadeNãoSeVende.

Acompanhe as lives de hoje: 

O MPA realizou pela manhã debate ao vivo "Privatização da Eletrobras e Petrobras: Soberania Nacional em Risco", com participação do coordenador do Sindipetro de Minas Gerais, Alexandre Finamori, e de Fabiola Antezano, dirigente do Sindicato dos Urbanitá­rios do Distrito Federal e Secretária de Energia da Confederação Nacio­nal dos Urbanitários – CNU que com­põem o CNE – Coletivo Nacional dos Eletricitários. Assita a íntegra:

 O coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, participou também nesta segunda do programa Crea Debate com o tema Energia: Soberania ou Dependência? Assista:

[Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Após pressão dos sindicatos, movimentos sociais e parlamentares, Petrobrás libera comida e água mineral para os cinco diretores da FUP que integram a Comissão Permanente de Negociação, que está desde a útima sexta-feira, 31/01, na sede da empresa, buscando interlocução com a gestão.

Após negar, sucessivamente, a entrega de alimentos e água para os petroleiros, desrespeitando a liminar expedida pela Justiça doTrabalho do Rio de Janeiro, a direção da Petrobrás recuou e permitiu que a Comissão de Negociação da FUP recebesse os mantimentos doados pelos trabalhadores e movimentos sociais.

Nas redes sociais, a deputada federal Jandira Feghali, que é médica, denunciou o autoritarismo da gestão da Petrobrás, que negou o acesso da parlamentar à sala onde estão os petroleiros para que pudesse checar a integridade física dos trabalhadores. A direção da empresa utilizou forte aparato policial para impedir o acesso da deputada ao prédio da Petrobrás, que ainda é uma empresa pública.

Segundo ela é a primeira vez que ocorre em toda sua vida pública como parlamentar. "Um desrespeito EXPLÍCITO da nova direção da estatal com UM MANDATO PARLAMENTAR. Agridem as prerrogativas de um deputado em exercício do mandato conferido pela população", publicou em suas redes sociais.

Em vídeo, os diretores da FUP agradeceram o apoio e a solidariedade dos parlamentares e dos movimentos sociais e, em especial, à linda cesta de alimentos orgânicos produzidos pelo Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA.

 #GreveDosPetroleiros

#PetrobrasÉdoBrasil

Publicado em Greve 2020

Os sete militantes sociais que grevistas, que estão 15 dias em greve de fome pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participaram na manhã desta terça-feira (14) de um ato ecumênico em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) em Brasília. O ato contou com a presença de diversas representações religiosas, cujos celebrantes estão comprometidos com a defesa da democracia e o combate à fome.

Além dos sete grevistas - Vilmar Pacífico, Jaime Amorim, Zonália Santos, Frei Sérgio Görgen, Rafaela Alves, Luiz Gonzaga (Gegê) e Leonardo Soares – também participaram do ato o argentino Nobel da Paz, Adolfo Pérez Esquivel e João Pedro Stédile, dirigente do MST e Via Campesina

Os manifestantes reivindicam que sejam apreciadas pelo STF as Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44, que questionam a prisão após julgamento em segunda instância.  Apenas Frei Sergio Görgen não participou da celebração, pois deve representar o grupo em encontro na parte da tarde com a presidenta da Corte, ministra Cármen Lúcia. 

Rafaela Alves, integrante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) afirmou que, apesar dos dias sem comer, todos os grevistas estão "muito firmes e dispostos". "Há muita injustiça no nosso país, por todos os lados, por todos os cantos. Talvez o nosso corpo vá ficando um pouco mais fraco, mas a nossa consciência se indigna todos os dias", afirmou a militante, que espera celeridade do STF em fazer justiça.

O integrante do Levante Popular da Juventude, Leonardo Soares, que participa da greve de fome há seis dias, disse que o jejum feito por eles faz parte de uma "grande mobilização" pela liberdade do ex-presidente. Ele afirmou também não se tratar de idolatria. "Compreendemos que ele (Lula) é um canal pelo qual as forças populares têm condições de tomar as rédeas do poder. A nossa luta é por Lula Livre, pelo povo livre, por Lula presidente."

O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) João Pedro Stédile disse esperar que a reforma agrária, paralisada durante o governo Temer, seja retomada a partir de 2 de janeiro de 2019, com a eleição do novo governo. Ele também destacou a presença do arquiteto, artista e ativista argentino Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz, e também do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcello Lavenère, que, segundo Stédile, seriam "anjos" de cabelos brancos a protegerem os grevistas.

"Estamos aqui para orar juntos e pedir que Deus nos acompanhe e dê forças aos companheiros que estão em greve de fome. Que o Senhor os fortaleça fisicamente e em espírito. Tudo isso para pedir justiça e verdade. Que o companheiro Lula recupere a liberdade para se colocar a serviço dos mais pobres e dos mais necessitados", conclamou Esquivel.

A irmã Maria de Fátima, falando em nome "de todos os religiosos que estão lutando com o povo pela vida", afirmou que o jejum dos militantes representa  "testemunho de irmãos que estão em busca de justiça, levantando a bandeira da paz e da vida". Também participaram do ato inter-religioso indígenas da etnia Caigangue, do Rio Grande do Sul, integrantes do MST que participaram da Marcha Nacional Lula Livre que chegou na manhã desta terça-feira (14) em Brasília, e parlamentares petistas.

Esquivel e Frei Sérgio encontram Cármen Lúcia

Adolfo Perez Esquivel e o integrante da greve de fome Frei Sérgio Görgen serão recebidos pela presidente do STF, Carmen Lúcia, nesta terça-feira, às 14h. Estarão acompanhados de uma comissão formada por juristas, artistas, escritores e lideranças de organizações da sociedade civil.

O objetivo é solicitar à ministra a inclusão na pauta de votações do tribunal a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) do PCdoB, que questiona a prisão de condenados em segunda instância, que prejudica o presidente Lula e mais de 150 mil presos no país. E que seja respeitado o direito de expressão de Lula, que não tem obtido autorização para conceder entrevistas.

Na audiência, será também entregue à ministra as 330 mil assinaturas do manifesto "Eleição Sem Lula é Fraude", que tem a adesão de personalidades brasileiras e estrangeiras.

Leia também: Petroleiros prestam apoio a militantes que estão em greve de fome por justiça e liberdade para Lula

[Com informações do MPA e da Rede Brasil Atual]

Publicado em Movimentos Sociais

Nesta segunda-feira (6) completa-se uma semana que seis militantes de organizações do campo e da cidade estão em greve de fome pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Zonália Santos, Jaime Amorim e Vilmar Pacífico, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Rafaela Alves e Frei Sérgio Görgen, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), e Luiz Gonzaga, o Gegê, da Central dos Movimentos Populares (CMP), estão sem ingerir nenhum alimento, apenas água e soro. A partir de hoje, o grupo terá a companhia de mais um membro, o militante Leonardo Armando, do Levante Popular da Juventude.

Eles exigem que o Supremo Tribunal Federal (STF) cumpra a Constituição, a qual determina que ninguém pode ser considerado culpado antes de ter seu processo transitado em julgado. O apelo é dirigido especialmente aos ministros Edson Fachin, Cármem Lúcia, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Alexandre de Moraes, que têm votado de modo favorável à prisão após condenação em segunda instância, além de negar habeas corpus ao ex-presidente. Lula está preso na sede da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, desde 7 de abril.

Em manifesto protocolado no STF no primeiro dia da greve, os militantes também denunciam a volta da fome no país, o aumento da violência, o desmonta da saúde e da educação pública, o aumentos dos preços dos alimentos, combustíveis, gás de cozinha e a perda da soberania nacional.

“A greve de fome que a gente está realizando aqui em Brasília é contra a fome. É para que outros não passem fome”, afirma frei Sérgio. O grupo defende que o projeto político em curso no Brasil desde o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, tem impactado as camadas mais pobres da população, com aumento da fome e violência, perda de direitos e desprezo pela soberania nacional. “Essa greve de fome também é pela liberdade de Lula e seu direito de ser candidato. Ele está lá condenado e trancafiado em Curitiba porque representa a ideia de que não se pode sustentar os privilégios da elite às custas da fome do povo”, explica frei Sérgio, que no segundo dia de greve chegou a dizer que o ato era um "termômetro" de como o STF trata o povo brasileiro.

“A fome representa aqui o desprezo pelo ser humano, como se os pobres não precisassem viver. Isso é muito forte e doloroso”, afirma Zonália.

Alojados no Centro Cultural de Brasília (CCB), os ativistas receberam nesta segunda a visita do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que destacou a greve de fome como um ato extremo contra a perseguição judicial imposta ao ex-presidente e a situação de saúde do grupo.

“O médico Ronald Wolff está acompanhando os militantes que estão em greve de fome e relata que eles estão recebendo tratamento com soro fisiológico para evitar situações de hipoglicemia e outras mais graves”, informou Pimenta, em rede social. Durante o final de semana, os ativistas também receberam a visita da deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), e de Gilberto Carvalho, ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência nos governos Lula e Dilma.

[Via Rede Brasil Atual]

Publicado em Movimentos Sociais

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.