[Da imprensa da FUP]

Com o desafio de ampliar e fortalecer as lutas pela retomada da democracia e reconstrução do Sistema Petrobrás, os petroleiros e petroleiras iniciaram nesta quarta-feira, 15, o 18º Congresso Nacional da FUP, que prossegue até domingo, 19, com palestras, debates e votações em plataformas digitais.

Ao todo, 421 trabalhadores se incsreveram para o 18º Confup, entre delegados, suplentes, observadores, assessores e jornalistas.

Com o tema "Democracia, emprego, revolução digital", o congresso dos petroleiros receberá na tarde desta quarta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Eles estarão ao vivo, a partir das 15h, no painel “Conjuntura, democracia brasileira e desafios da esquerda”, com participação do ex-coordenador da FUP, José Maria Rangel, das diretoras da federação, Cibele Vieira, Míriam Cabreira e Fafá Viana e do atual coordenador, Deyvid Bacelar.

Pela manhã, os petroleiros elegeram a nova diretoria e o conselho fiscal da FUP, para o mandato 2020-2023.

O Confup é o principal fórum de deliberação da categoria, onde são discutidos e votados encaminhamentos políticos, pautas de reivindicações e planos de luta que foram aprovados durante os congressos estaduais, realizados pelos sindicatos filiados.

Além dos desafios impostos pela crise sanitária da covid-19, cujas consequências no Brasil são ainda mais dramáticas por conta do desgoverno Bolsonaro, a categoria enfrenta o maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com impactos gravíssimos sobre o patrimônio da empresa, o desenvolvimento do país e os trabalhadores.

É em meio a este cenário complexo, que os petroleiros e petroleiras estarão reunidos, debatendo alternativas para reconstrução do país e do Sistema Petrobrás. Um debate que passa, necessariamente, pelo restabelecimento da democracia, que vem sendo sistematicamente atacada nos últimos anos, em uma sequência de acontecimentos fascistas que resultaram no golpe de 2016, na prisão política do ex-presidente Lula e na entrega do país à extrema direita.

Acompanhe a programação completa e as atividades do 18º Confup pelo hotsite do congresso: https://18confup.com.br/

Assista por aqui ao debate: 

 

 

Publicado em 18 CONFUP

Nesta quarta-feira, 15, tem início o 18º Congresso Nacional da FUP, realizado inteiramente em plataformas digitais, devido ao isolamento social em que estamos por conta da pandemia da covid-19. Pela manhã, os petroleiros irão eleger a tese guia, bem como a diretoria e o conselho fiscal da FUP, que assumirão o mandato 2020-2023.

A mesa de abertura do 18º Confup será conduzida pelo coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, e pela diretora Andressa Delbons e pelos diretores Fernando Maia, Paulo Neves e Emanuel Menezes. Os debates e votações serão realizados de forma virtual, com participação exclusiva das delegações eleitas e assessorias.

Às 15h, será realizado o painel “Conjuntura, democracia brasileira e desafios da esquerda”, com participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, do ex-coordenador da FUP, José Maria Rangel, das diretoras da federação, Cibele Vieira, Míriam Cabreira e Fafá Viana e do atual coordenador, Deyvid Bacelar.

O debate será transmitido pelos canais da FUP no Youtube e Facebook:

> https://www.youtube.com/fupbrasil

> https://www.facebook.com/fupetroleiros

Programação desta quarta:

Manhã

9h30 – Eleição da Mesa Diretora, do Regimento Interno e da Tese Guia [atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

10h45 - Eleição da Diretoria Colegiada da FUP e Conselho Fiscal para o período 2020-2023 [atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

11h30 - Posse da diretoria eleita e abertura do Congresso [atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

Tarde

15h – Painel “Conjuntura, democracia brasileira e desafios da esquerda” - com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]


Acompanhe a programação completa e as atividades do 18º Confup pelo hotsite do congresso: https://18confup.com.br/


 

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Entre 15 e 19 de julho, mais de 250 petroleiros e petroleiras eleitos nos congressos regionais participam do 18º Congresso Nacional da FUP, que, em função da pandemia da covid-19, será 100% virtual, com palestras, debates e votações nas plataformas digitais.

O primeiro dia do Confup, na quarta-feira, 15, será de eleição da tese guia e da nova diretoria e conselho fiscal da FUP, que assumirão o mandato 2020-2023. Essas atividades serão realizadas pela manhã, em modo virtual, com acesso exclusivo para as delegações eleitas e assessorias da FUP e dos sindicatos.

Na parte da tarde, os petroleiros receberão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal convidado do painel “Conjuntura, democracia brasileira e desafios da esquerda”, que será realizado às 15h, com transmissão ao vivo pelos canais da FUP no Youtube e Facebook. Junto com Lula no debate, estarão o ex-coordenador da FUP, José Maria Rangel, as dirigentes da federação, Cibele Vieira, Míriam Cabreira e Fafá Viana, além do atual coordenador, Deyvid Bacelar.

Com o tema “Democracia, Empregos e Revolução Digital”, o 18º Confup tratará de questões como as transformações no mundo do trabalho e os impactos das novas tecnologias, racismo estrutural, masculinidades, desregulamentação e privatizações no setor de óleo e gás, além das reivindicações que serão centrais no debate das pautas relativas ao Sistema Petrobrás.

Acompanhe a programação completa e as atividades do 18º Confup pelo hotsite do congresso: https://18confup.com.br/

 

Publicado em 18 CONFUP

Os petroleiros e petroleiras iniciam na próxima quarta-feira, 15, o 18º Congresso Nacional da FUP, que, em função da pandemia da covid-19, será 100% virtual, com palestras, debates e votações realizadas através de plataformas digitais. Além dos desafios impostos pela crise sanitária, cujas consequências no Brasil são ainda mais dramáticas por conta do desgoverno Bolsonaro, a categoria enfrenta o maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com impactos gravíssimos sobre o patrimônio da empresa, o desenvolvimento do país e os trabalhadores.

É em meio a este cenário complexo, que os petroleiros e petroleiras estarão reunidos ao longo da próxima semana, debatendo alternativas para reconstrução do país e do Sistema Petrobrás. Um debate que passa, necessariamente, pelo restabelecimento da democracia, que vem sendo sistematicamente atacada nos últimos anos, em uma sequência de acontecimentos fascistas que resultaram no golpe de 2016, na prisão política do ex-presidente Lula e na entrega do país à extrema direita.

Diante de tantos desafios, nada mais inspirador do que uma análise de conjuntura proferida pela maior liderança popular que o Brasil já teve. O 18º Confup reservará à categoria petroleira um debate ao vivo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tarde de quarta-feira, 15, onde serão abordados temas que estão na ordem do dia da classe trabalhadora e do povo brasileiro.

Confira a íntegra da programação do congresso e reserve já um espaço na agenda para as atividades que serão transmitidas pelos canais da FUP no Youtube e no Facebook.

 Programação do 18º Confup

 

15/07 - quarta-feira

Manhã

9h30 – Eleição da Mesa Diretora, do Regimento Interno e da Tese Guia.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

10h45 - Eleição da Diretoria Colegiada da FUP e Conselho Fiscal para o período 2020-2023.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

11h30 - Posse da diretoria eleita e abertura do Congresso.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

Tarde

15h – Painel “Conjuntura, democracia brasileira e desafios da esquerda” - com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

16/07 - quinta-feira

Manhã

09h – Lançamento do livro do INEEP “Desinvestimento e desregulação da indústria de óleo e gás: o caso brasileiro e as lições internacionais” – com os pesquisadores William Nozaki, Rodrigo Leão e Eduardo Pinto.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

Tarde

15h – Painel “Mundo do trabalho pós-pandemia: relações trabalhistas e novas tecnologias” – com a socióloga do trabalho Selma Venco, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); e a economista e doutora em desenvolvimento econômico, Marilane Teixeira, professora, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit/IE/Unicamp) e assessora sindical.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

17h – Painel “Racismo estrutural e a classe trabalhadora” – com o historiador Flávio Gomes, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); a quilombola ativista da Via Campesina, Selma Dealdina; e a socióloga política, Katucha Bento, professora da Universidade de Leeds, no Reino Unido.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

17/07 - sexta-feira

15h – Painel “Gestão Petrobras, relações sindicais e pendências das últimas negociações sob a mediação do TST” – com o assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues, e o assessor econômico e técnico do Dieese, Cloviomar Cararine.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

17h – Painel “Masculinidades” – com Ruth Venceremos, Drag Queen do Distrito Drag e do coletivo LGBT Sem Terra; o petroleiro aposentado Hermes Rangel, facilitador do “E agora José?" - grupo socioeducativo de responsabilização de homens; e o advogado e gestor de projetos culturais, Gustavo Seraphin, idealizador do Fio da Conversa - iniciativa que investiga os fazeres manuais têxteis e as masculinidades.

[transmissão ao vivo pelo Youtube e Facebook]

18/07 – sábado

14h – trabalhos em grupo sobre ACT e pendências relativas a banco de horas/efetivo/HETT; novas tecnologias e teletrabalho; AMS e Petros; combate às privatizações.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

19/07 – domingo

09h – plenária final para deliberar sobre pautas, calendários de lutas e moções.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

11h – encerramento do Congresso Nacional da FUP.

[atividade fechada, somente para as delegações e assessorias]

Publicado em 18 CONFUP

No segundo lançamento de livro em dois dias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abusou da voz e não deu trégua aos adversários. Desde que foi solto há pouco mais de um mês, da prisão política em que esteve mantido em Curitiba por 580 dias, Lula já participou de atos, entrevistas e sempre faz questão de deixar claro que não vai sossegar enquanto não tiver reconhecida sua inocência.

A falta de provas nos processos conduzidos pela Lava Jato contra o presidente da República mais bem avaliado da história do Brasil inspirou o livro lançado quarta-feira (11), na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco, região central. Escrito pelos advogados de Lula Cristiano Zanin Martins, Valeska Teixeira Zanin Martins e pelo professor Rafael Valim, Lawfare: uma introdução, relata os riscos da prática que fere os preceitos jurídicos e democráticos no Brasil e em outros países.

Cristiano Zanin fez um paralelo entre o lawfare e a guerra. “A escolha da arma, nesse caso, é a escolha da lei”, disse. “Faz-se uma campanha para justificar essa determinada guerra, com uma motivação suposta para fazer deturpação do direito. Claramente um fenômeno que se equipara a guerras convencionais, mas no lawfare não se consegue visualizar a arma. É uma guerra sútil.”

Não querem vencer, querem destruir

O ex-chanceler Celso Amorim lembrou de capa da revista The Economist, de 2010, que trazia o mapa do continente americano de cabeça para baixo, destacando a ascensão da América Latina: não é mais o quintal de ninguém. “No momento em que isso acontece, eles resolveram agir para restabelecer a dominação e utilizaram os mecanismos como o do lawfare, se valendo do apoio, da passividade e muitas vezes da agressividade da mídia contra as lideranças progressistas.”

O ex-primeiro ministro de Portugal José Sócrates reforçou a parceria entre o submundo do jornalismo e da Justiça por trás da guerra do lawfare. “Escondidos e usando de vazamento. Um poder que está a minar a democracia, o jornalismo e a justiça”, avaliou. “As faculdades de direito vão ter de estudar esse fenômeno, queiram ou não queiram. Sem justiça não há democracia.”

Para Sócrates, esse vazamento tem interesse particular no comércio. “O jornalismo quer audiência, o membro da Justiça quer uma biografia para ter outras aspirações. É uma aliança espúria e danosa para a democracia”, afirmou, em mais uma descrição que encontra total respaldo na realidade brasileira. O lawfare, do qual Sócrates afirma também ter sido vítima, é o uso estratégico do direito, da lei como instrumento de guerra. “Uma guerra especial que tem uma natureza diferente, dirigida ao inimigo político. Não visa vencer, mas destruir.”

E novamente numa relação direta ao Brasil pelo qual disse ser apaixonado, o português lembrou que essa guerra é alimentada por meio de ideologia, por um sistema de crenças, certezas. “Sabem até que a terra não é redonda. Essa guerra não existiria sem as ideologias e o outro elemento, que é o ódio. Um ódio existencial, porque tu me forcaste a odiar. E para eu resolver o problema com meu ódio, para voltar a ser feliz você tem de desaparecer.”

Sócrates lembrou da imagem de Leonardo Boff, sentado em frente à Polícia Federal, onde tinha ido para dar apoio espiritual ao amigo Lula. “E a juíza disse não. Fui ver a cara da Gabriela Hardt e me ocorreu: como é possível que corações tão jovens tenham tanto ódio. Grande parte desse ódio vem da incapacidade de lidar com a ideia de igualdade.”

Lawfare se alimenta de ódio

Lula fez uma retrospectiva lembrando a vitória de Dilma Rousseff na eleição de 2014 e o ódio disseminado desde então. “Nesse país houve um acordo tácito entre a imprensa brasileira e a Lava Jato. Essa imprensa e o coordenador da Lava Jato, que era o Moro”, disse, elencando os veículos comerciais de comunicação visitados pelo ex-juiz e atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro. “Com eles constituiu um acordo que só era possível prender político, prender adversário ou prender gente rica se a imprensa ajudasse. E qual era a ajuda da imprensa? Era tornar junto à opinião pública verdadeiras as mentiras que a Polícia Federal e o Ministério Público, através da Lava Jato, e o juiz contavam.”

Lula lembrou da ação do “quadrilhão”, extinta na semana passada pela 12ª Vara Federal de Brasília. Quando da acusação, em 2015, o presidente lembrou que o Jornal Nacional noticiou 12 minutos e 30 segundo sobre o caso. Agora, quando os petistas foram inocentados, foram apenas 52 segundos. “E se houve uma quadrilha nesse país, ela chama Lava Jato. E a prova disso está na tentativa de extorquir R$ 2,5 milhões para um fundo do Dallagnol.”

Lula afirmou esperar que seu processo seja motivação para que o livro Lawfare possa ser incluído nos debates de todas as faculdades de Direito no país. “E fazer com que as pessoas saibam que é possível acreditar na Justiça brasileira”, afirmou, revelando que nunca imaginou que ele e o PT passariam pelo que passaram. “Além do sucesso que eu quero que vocês façam com esse livro, eu quero sucesso da minha defesa”, disse, arrancando aplausos do público. “Quero o restabelecimento da verdade nesse país.”

Ele chamou de barbárie jurídica a condenação sem provas. “Eu quero levar essa luta até o fim. Não sou daqueles que planta jabuticaba esperando eu chupar jabuticaba. Eu quero plantar um pé de jabuticaba mesmo que eu não vá chupar. Eu quero que é deixar pros meus netos e bisnetos. E quero que tenham orgulho de estar num ato como esse e o Estado brasileiro reconheça que praticou lawfare contra mim, que condenou injustamente e vai ter de pedir desculpa. Peça desculpa, Moro. Não se esconda atrás da imprensa, não. Seja homem!”

Lula brincou com a quantidade de tempo das penas que imputam a ele. “Os cientistas descobriram que já nasceu o homem que vai viver 120 anos. Por que não eu? Para poder cumprir todas as penas que eles estão me dando, vou ter de viver uns 140. Eu não tenho outra alternativa: eu tenho muito vontade de derrotar o fascismo nesse país. Quando eu falo que tenho 74 anos, 30 de energia e 20 de tesão é verdade. Não brinque com um pernambucano motivado. Quem não morreu em Garanhuns até completar 5 anos de idade, de fome, é gente que vai viver muito. E se tem uma coisa que eu gosto, é de brigar pela verdade, e brigar muito.”

Sobre o livro

lawfare, explicou o professor Valim, é o uso do Direito como arma de aniquilar inimigos. “Manipula-se a força inerente ao Direito para destruir”, afirma, lembrando da responsabilidade de todo jurista em denunciar esse fenômeno. “Temos juristas aqui de vários matizes ideológicos. Lawfare não é uma etiqueta que os advogados de Lula criaram para dizer que ele é inocente. Pode afligir a todos. Essa obra quer tentar recuperar a força do direito: oferecer paz social e justiça.”

Segundo ele, o fenômeno aparenta supostamente usar a lei de forma correta, como algo que se encaixa em um discurso buscando viabilizar discussões. “Usa-se um discurso, disseminação de falsas notícias, criando um ambiente que possa normalizar o uso indevido da violência das leis”, exatamente como se vê no Brasil.

lawfare, reforça o advogado, é um fenômeno multidisciplinar. “Operações psicológicas são usadas nessa prática”, revela. “E se alimenta de fake news”, completou Valeska, também advogada de Lula. “Estão nas redes sociais. Há táticas e estratégias por trás de todos os processos, inclusive contra Lula, e garanto que não é do Moro.”

A advogada lembrou do papel da FCPA norte-americana (Foreign Corrupt Practices Act, a Lei Americana Anti-Corrupção no Exterior), deturpada a partir de 2010, ampliada e internacionalizada. “Vivemos no Brasil o direito do FCPA”, revela, com cortes de exceção que coletam informações de empresas estratégicas e repassam para o Departamento de Justiça americano. “Ações coordenadas que usam a estratégia de acusar. Um vale-tudo jurídico. Sem lógica, sempre se utilizando da causa falsa da corrupção, da segurança nacional, do terrorismo. O medo é a falsa causa para forçar a má utilização da lei”, explicou, destacando a necessidade de que isso seja entendido para que ninguém mais seja vítima de lawfare.“Nessa era tecnológica ela é ainda mais perigosa do que quando foi criada.”

[Via Rede Brasil Atual]

Publicado em Política

A brigada petroleira está em Brasília, participando de uma série de atividades em defesa da soberania nacional.  Nesta quarta (04), a FUP e seus sindicatos somam-se a diversas outras entidades e lideranças políticas e sociais no seminário que debate a construção de um movimento unitário contra as privatizações.

O ato está sendo realizado no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados Federais, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da FUP. 

Pela manhã, o evento contou com a participação da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), do ex-senador Roberto Requião (MDB), dos ex-candidatos à presidência Fernando Haddad (PT) e Guilherme Boulos (PSOL), de João Pedro Stedile, da direção nacional do MST, entre outras personalidades. Na parte da tarde, participam o ex-chanceler Celso Amorim, o presidente da CUT, Vagner Freitas, o coordenador da FUP, José Maria Rangel, e diversas outras lideranças políticas e sociais.

O ex-presidente Luiz Ignácio Lula da Silva enviou uma carta aos participantes dos seminário, que foi lida por Fernando Haddad, onde expressa preocupação com os processos de privatização e entrega do patrimônio dos brasileiros pelo governo Bolsonaro, que anunciou a venda de 17 estatais ainda este ano.

"A Petrobrás está sendo vendida aos pedaços a suas concorrentes estrangeiras. Já entregaram dois gasodutos estratégicos, a distribuidora e agora querem as refinarias, para reduzi-la a mera produtora de petróleo bruto e depois vender o que restou. Reduzem a produção de combustíveis aqui para importar em dólar dos Estados Unidos. E por isso disparam os preços dos combustíveis e do gás para o povo", destacou o ex-presidente.

"Se a Petrobrás fosse um problema para o Brasil, como a Rede Globo diz todo dia, por que tanta cobiça pela nossa maior empresa e pelo pré-sal, que os traidores também estão entregando? Agora mesmo querem passar a eles os poços da chamada Cessão Onerosa, onde encontramos jazidas muitas vezes mais valiosas que as ofertas previstas no leilão", afirmou Lula.

Confira a íntegra do texto:

Companheiras e companheiros de todo o Brasil,

Sempre acreditei que o povo brasileiro é capaz de construir uma grande Nação, à altura dos nossos sonhos, das nossas imensas riquezas naturais e humanas, nesse lugar privilegiado em que vivemos. Já provamos, ao longo da história, que é possível enfrentar o atraso, a pobreza e a desigualdade, com soberania e no rumo da justiça social.

Mas hoje o país está sendo destroçado por um governo de traidores. Estão entregando criminosamente as empresas, os bancos públicos, o petróleo, os minerais e o patrimônio que não lhes pertence, mas ao povo brasileiro. Até Amazônia está ameaçada por um governo que não sabe e não quer defendê-la; que incentiva odesmatamento, não protege a biodiversidade nem a população que depende da floresta viva.

Nenhum país nasce grande, mas nenhum país realizará seu destino se não construir o próprio futuro. O Brasil vai completar 200 anos de independência política, mas nossa libertação social e econômica sempre enfrentou obstáculos dentro e fora do país: a escravidão, o descaso com a saúde, a educação e a cultura, a concentração indecente da terra e da renda, a subserviência dos governantes a outros países e a seus interesses econômicos, militares e políticos.

Apesar de tudo, ao longo da história criamos a Petrobrás, a Eletrobrás, o BNDES e as grandes siderúrgicas hidrelétricas; os bancos públicos que financiam a agricultura, a habitação e o ensino; a rede federal e estadual deuniversidades, a Embrapa, o Inpe, o Inpa, centros de pesquisa e conhecimento, todo um patrimônio a serviço do país.

O que foi construído com esforço de gerações está ameaçado de desaparecer ou ser privatizado em prejuízo do país, como fizeram com a Telebrás, a Vale, a CSN, a Usiminas, a Rede Ferroviária, a Embraer. E sempre a pretexto de reduzir a presença estado, como se o estado fosse um problema quando, na realidade, ele é imprescindível para o país e o povo.

O mercado não vai proteger um dos maiores territórios do mundo, o subsolo e a plataforma continental; a Amazônia, o Cerrado, o Pantanal. Não vai oferecer acesso universal à educação, saúde, seguridade social,segurança pública, cultura. O mercado não vai construir um país para todos.

A Petrobrás está sendo vendida aos pedaços a suas concorrentes estrangeiras. Já entregaram dois gasodutos estratégicos, a distribuidora e agora querem as refinarias, para reduzi-la a mera produtora de petróleo bruto e depois vender o que restou. Reduzem a produção de combustíveis aqui para importar em dólar dos Estados Unidos. E por isso disparam os preços dos combustíveis e do gás para o povo.

Se a Petrobrás fosse um problema para o Brasil, como a Rede Globo diz todo dia, por que tanta cobiça pela nossa maior empresa e pelo pré-sal, que os traidores também estão entregando? Agora mesmo querem passar a eles os poços da chamada Cessão Onerosa, onde encontramos jazidas muitas vezes mais valiosas que as ofertas previstas no leilão.

Problema é voltar a comprar lá fora os navios e plataformas que sabemos fazer aqui. É a destruição da cadeia produtiva de óleo e gás, pela ação do governo e pelas consequências do que fez um juiz em Curitiba. Enquanto fechava acordos com corruptos, vendendo a falsa ideia de que combatia a corrupção, 2 milhões de trabalhadores foram condenados ao desemprego, sem apelação.

Os trabalhadores e os mais pobres são os que mais sofrem com essa traição. Cada pedaço do país e das empresas públicas que vendem, a qualquer preço, são milhões de empregos e oportunidades roubadas dos brasileiros.

É uma traição inominável matar o BNDES, vender o Banco do Brasil e enfraquecer a Caixa Econômica, indispensáveis ao desenvolvimento sustentável, à agricultura e à habitação. O ataque às universidades públicas também é contra a soberania nacional, pois um país que não garante educação pública de qualidade, não se conhece nem produz conhecimento, será sempre submisso e dependente das inovações criadas por outros.

Bolsonaro entregou nossa política externa aos Estados Unidos. Deu a eles, a troco de nada, a Base de Alcântara, uma posição privilegiada em que poderíamos desenvolver um projeto aeroespacial brasileiro. Rebaixou a diplomacia a um assunto de família e de conselheiros que dizem que a terra é plana. Trocou nossas conquistas na OMC pela ilusão da OCDE, o clube dos ricos que o desprezam. Anunciou um acordo com a União Europeia, sem pesar vantagens e prejuízos, e agora brinca de guerra com os europeus para fazer o jogo de Trump.

Quem vai ocupar o espaço da indústria naval brasileira, da indústria de máquinas e equipamentos, da engenharia e da construção, deliberadamente destroçadas? Quem vai ocupar o espaço dos bancos públicos, da Previdência; quem vai fornecer a Ciência e a Tecnologia que o Brasil pode criar? Serão empresas de outros países, que já estão tomando nosso mercado, escancarado por um governo servil, e levando os lucros e os empregos para fora.

Fiquem alertas os que estão se aproveitando dessa farra de entreguismo e privatização predatória, porque não vai durar para sempre. O povo brasileiro há de encontrar os meios de recuperar aquilo que lhe pertence. E saberá cobrar os crimes dos que estão traindo, entregando e destruindo o país.

É urgente enfrentá-los, porque seu projeto é destruir nossa infraestrutura, o mercado interno e a capacidade de investimento público – para inviabilizar de vez qualquer novo projeto de desenvolvimento nacional com inclusão social. O povo brasileiro terá mais uma vez que tomar seu próprio caminho. Antes que seja tarde demais para salvar o futuro.

Por isso é tão importante reunir amplas forças sociais e políticas, como neste seminário que se realiza hoje em Brasília, junto ao lançamento da Frente Parlamentar Mista da Soberania Nacional. Saúdo a todos pela relevante inciativa que é o recomeço de uma grande luta pelo Brasil e pelo povo.

Daqui onde me encontro, renovo a fé num Brasil que será novamente de todos, na construção da prosperidade, da igualdade e da justiça, vivendo na democracia e exercendo sua inegociável soberania.

Viva o Brasil livre e soberano!
Viva o povo brasileiro!

Luiz Inácio Lula da Silva
Curitiba, 4 de setembro de 2019

Publicado em Movimentos Sociais

Narrada pela elite econômica e pelos grandes grupos de mídia do Brasil como resultado natural de um julgamento justo, a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua a provocar a indignação e a mobilização dos setores progressistas da sociedade em diversas partes do mundo. Na Europa, a prisão de Lula é tratada explicitamente – e até por diversos políticos de direita – como uma questão política. No próximo domingo (7), quando se completará um ano de seu encarceramento na sede da Polícia Federal em Curitiba, diversos atos serão realizados em cidades europeias.

O ato mais emblemático está marcado para as 15h de domingo (11h no horário de Brasília), em frente aos majestosos portões da sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, na Suíça. A manifestação, batizada como Reunião pela Liberdade de Lula, se realizará na Place des Nations (Praça das Nações) e, segundo seus organizadores, deverá reunir algumas centenas de pessoas, entre integrantes da comunidade brasileira na Suíça e países vizinhos, e representantes de sindicatos, associações pelos direitos humanos e a democracia e partidos de esquerda. Os organizadores do ato na ONU são o Comitê Internacional Lula Livre, o Coletivo Grito e a organização Bloque Solidaridad America Unida.

“Denunciaremos mais uma vez ao mundo a condenação injusta de Lula e as perseguições políticas e assassinatos de lideranças sociais de esquerda que acontecem hoje no Brasil. A prisão de Lula é evidentemente política e constitui um atentado à democracia e ao estado de direito não somente no Brasil, mas em toda a América Latina”, diz Fátima de Souza, integrante do Comitê Lula Livre da Suíça e uma das organizadoras do ato em Genebra. Esse ataque ao país, segundo ela, começou com o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e possibilitou a chegada de Jair Bolsonaro, “um político fascista, misógino e homofóbico”, à Presidência da República.

O ato em frente à ONU, segundo Fátima, não se limitará a denunciar a prisão de Lula e também trará a discussão sobre as consequências sociais dos ataques ao estado de direito no Brasil. “Todo esse processo golpista tem como objetivo maior anular os avanços conquistados durante os governos de Lula e Dilma pela classe trabalhadora em termos de acesso aos sistemas de educação e saúde, distribuição de renda e possibilidades de ascensão econômica”, diz.

Convocação internacional

Com cópias em português, inglês, francês, alemão, espanhol e italiano, a convocatória do ato na ONU foi amplamente divulgada entre os setores progressistas da sociedade europeia. O documento alerta sobre o movimento, levado a cabo nos últimos anos, para “aniquilar os governos de esquerda” na América Latina e trata a prisão de Lula como símbolo maior desse processo de avanço da direita em todo o continente: “A perseguição política da esquerda levou à condenação arbitrária do melhor presidente da história do Brasil. A condenação injusta e a natureza política da prisão de Lula, apoiada por uma mídia tendenciosa, parte do sistema judiciário e um setor corrupto da Polícia Federal, é cada vez mais evidente”.

O documento diz ainda que o resultado das últimas eleições no Brasil acabou sendo falseado pela prisão do ex-presidente. “A prisão política, ilegítima e antidemocrática teve o objetivo de impedir Lula de exercer seu direito de candidatar-se à Presidência nas eleições em outubro de 2018, além de buscar destruir a esquerda e os programas sociais no Brasil. Atualmente, é evidente que a precarização do estado brasileiro serve para vendê-lo ao mercado estrangeiro, sobretudo, aos Estados Unidos.”

Moro de “extrema-direita”

O alinhamento do juiz federal – e atual ministro da Justiça – Sérgio Moro, que proclamou a sentença original contra Lula, com os adversários políticos da esquerda brasileira não foi esquecido pelos organizadores do ato na Suíça. “Denunciamos as estreitas relações do juiz Sérgio Moro, como constatado em numerosas ocasiões, com os opositores políticos do ex-presidente e com instituições do governo americano. Desde o início de 2019, Moro é ministro da Justiça do novo governo de extrema direita com o objetivo de instaurar um poder judiciário autoritário e justiceiro, o que caracteriza seu interesse pessoal na prisão de Lula”, afirmam.

Segundo a esquerda europeia, o fortalecimento da direita já traz graves consequências para aqueles que lutam por justiça social no Brasil: “Esse golpe favoreceu os crimes políticos contra os defensores dos direitos humanos, os líderes dos movimentos sociais e os militantes de partidos de esquerda. A maioria desses crimes permanecem impunes apesar de terem sido denunciados por organizações internacionais”, afirma a convocatória elaborada pelo Comitê Internacional Lula Livre.

Mundo pede Lula livre

Coordenados pela Frente Internacional de Brasileiros Contra o Golpe (Fibra), organização baseada na Alemanha, acontecerão de hoje (4) à próxima quarta-feira (10) na Europa e em outros continentes um total de 36 atos pela imediata liberdade de Lula, incluindo o ato em frente à ONU em Genebra. As demais manifestações começam hoje (4) por Roma e continuam amanhã (5), em Madri, e no sábado (6) em Paris, Estocolmo e Bergen (Noruega).

A maior parte das manifestações será realizada mesmo no domingo (7), com atos já confirmados nas cidades de Bruxelas, Berlim, Viena, Barcelona, Bonn, Coimbra, Lisboa, Amsterdã, Bolonha, Copenhague, Munique, Frankfurt, Hamburgo, Colônia, Manchester, Tübingen (Alemanha) e Aarhus (Dinamarca), além de novo ato em Madri. Fora da Europa, também coordenados pela Fibra, ocorrerão atos nas cidades de Montevidéu (5), Nova York (um ato amanhã e outro no domingo), Los Angeles, Boston, Cidade do México, Sydney, Melbourne e Saint-Louis. Nos dias subsequentes,haverá atos em Praia (Cabo Verde, dia 8) e novas manifestações em Berlim (9) e Londres (10).

[Via Rede Brasil Atual]

Publicado em Política

Na semana que marca um ano da prisão política e ilegal do ex-presidente Lula, milhares de pessoas vão às ruas no Brasil e em mais de 15 países denunciar as arbitrariedades cometidas pela Justiça contra o ex-presidente.  Confira a lista de atos no final do texto.

As manifestações estão sendo convocadas pelos organizadores da Jornada Lula Livre, que liderará uma série de atos, caravanas e comitês pela liberdade do ex-presidente entre os dias 7 e 10 de abril.

No Rio de Janeiro, haverá um ato político em Copacabana, no domingo (07), e debates na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), na segunda (08), quando será feito o lançamento do Comitê Lula Livre, com a presença do embaixador Celso Amorin, do ex-senador Roberto Requião e do deputado federal Paulo Pimenta (PT/RS). 

Lula, preso político

Lula é mantido preso político na sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, no Paraná, desde o dia 7 de abril do ano passado, depois de um processo fraudulento comandando  pelo ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça do governo de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL).

Moro condenou Lula a 9 anos e meio de prisão por supostamente ter aceitado que a Construtora OAS fizesse uma reforma no tríplex do Guarujá que nem pertence ao ex-presidente, como ficou comprovado. A sentença foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que ampliou a pena para 12 anos e 11 meses de prisão, apesar de não haver um único indício de atos ilícitos.

A condenação sem provas do ex-presidente, criticada pelos juristas do mundo inteiro, será analisada ainda este semestre pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU.

Perseguido no Brasil, Lula é reconhecido em todo o mundo pelas políticas de geração de emprego e renda e combate a fome. E pela sua luta contra as desigualdades sociais, foi indicado ao prêmio Nobel da Paz pelo ativista Adolfo Pérez Esquivel, ganhador do prêmio em 1980. Mais de 500 mil pessoas, entre eles, ganhadores de Prêmio Nobel, parlamentares de vários países, intelectuais e acadêmicos assinaram a indicação do ex-presidente. 

Atos internacionais

As manifestações já foram marcadas em vinte capitais da Europa, América Latina e América do Norte.

Na programação dos atos internacionais, a jornada Lula Livre passará por Madri, Munique, Paris, Berlim, Bonn, Lisboa, Coimbra, Frankfurt, Londres, Colônia, Genebra, Bolonha, Nova York, Amsterdã, Hamburgo, Barcelona, Roma, Copenhague, Melbourne, Estocolmo, Saint Louis, Montevidéu, Cidade do México entre outras cidades. 

> Leia também: 36 cidades no exterior realizam atos pela liberdade de Lula

07 de abril, dia de luta por liberdade para Lula

No Brasil, 17 capitais já confirmaram agenda de manifestações, assim como atividades em várias cidades brasileiras.

Nesta sexta-feira (5), o ex-prefeito e ex-candidato a presidente da República pelo PT, Fernando Haddad (PT), começa com a Caravana Lula Livre, que parte de Porto Alegre em direção a Curitiba, onde será realizado um grande ato nacional no domingo (7). Na capital paranaense, a concentração começa às 8h da manhã no Terminal Boa Vista e a marcha seguirá até a Vigília Lula Livre, nas proximidades da sede da PF, para o tradicional “Bom dia, presidente Lula, a partir das 9h.  Em seguida terá um ato político com lideranças partidárias, do movimento social e sindical. 

Várias autoridades, artistas e militantes de esquerda e autoridades estão confirmadas para participar das mobilizações em defesa da liberdade do ex-presidente Lula, em todo o país. 

No Brasil

Alagoas – Em Maceió, tem ato na Orla Lagunar, às 14h;

Bahia – Em Salvador, tem Bandeiraço, às 9h, nos viadutos de Salvador e Passeata Lula Livre

Céará - Em Fortaleza, haverá bicicleata pelas ruas da cidade no domingo, às 15h30, na Avenida Beira Mar, e o lançamento do Comitê Lula Livre Ceará na segunda-feira (08), às 18h, local ainda a definir.

Distrito Federal - Em Brasília tem ações de rua em São Sebastião, Planaltina, Paranoá e Taguatinga

Goiás - Em Goiânia, tem programação (local definir)

Maranhão – Em São Luís, o ato de rua será no dia 10 – programação a detalhar

Mato Grosso - Em Cuiabá, o ato será também contra a reforma da Previdência de Bolsonaro e vai ser na Praça Alencastro, às 8h.

Pará - Em Belém, tem ato e caminhada no bairro Terra Firme

Paraíba - Em João Pessoa,  tem ato inter-religioso e político e cultural, no Parque da Lagoa, às15h

Paraná - Em Curitiba, a Vigília Lula Livre vai dar bom dia ao presidente, às 9h, às 11h e às 14h tem atos políticos

Pernambuco – Em Recife, tem feijoada, Festival de Pipas Gigantes e encontro de Blocos pela Democracia, no  Armazém do Campo, às 11h, e, às 5h, tem ato político Cultural, no mesmo local, Praça do Arsenal

E, em Caetés, no sitio onde Lula nasceu, tem vigília e romaria, das 6h30 ate 12h

Rio de Janeiro - no Rio,  tem Festival Democracia e Justiça, na Orla de Copacabana, às15h

Rio Grande do Norte – Em Natal, vai haver Bandeiraço Lula Livre, na Feirinha de Ponta Negra, às 9h

Rio Grande do Sul – Em Porto Alegre, o Festival Lula Livre em Porto Alegre começa às 15h, no Memorial Prestes

Santa Catarina - Em Florianópolis, tem Lançamento do Comitê Estadual Lula Livre no dia 10/4, no Fecesc

São Paulo - Na capital paulita, o ato começa às 14h na Praça do Ciclista, esquina da Rua Consolação com a Avenida Paulista

Tocantins – Em Palmas, o Acampamento da Jornada Lula Livre está programando ato.

 

[Com informações do Comitê Nacional Lula Livre | Foto: Francisco Proner] 

Publicado em Política

Na semana que marca um ano da prisão política e ilegal  do ex-presidente Lula, milhares de pessoas vão às ruas em mais de 15 países denunciar as arbitrariedades cometidas pela Justiça contra o ex-presidente.  Confira a lista de atos no final do texto.

As manifestações no Brasil e no mundo estão sendo convocadas pelos organizadores da Jornada Lula Livre, que liderará uma série de atos, caravanas e comitês pela liberdade do ex-presidente entre os dias 7 e 10 de abril.

No Rio de Janeiro, o coordenador da FUP, José Maria Rangel, participa de um debte na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), onde será feito o lançamento do Comitê Lula Livre, com a presença do embaixador Celso Amorin, do ex-senador Roberto Requião e do deputado federal Paulo Pimenta (PT/RS). 

Lula é mantido preso político na sede da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, no Paraná, desde o dia 7 de abril do ano passado, depois de um processo fraudulento comandando  pelo ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça do governo de extrema direita de Jair Bolsonaro (PSL).

Moro condenou Lula a 9 anos e meio de prisão por supostamente ter aceitado que a Construtora OAS fizesse uma reforma no tríplex do Guarujá que nem pertence ao ex-presidente, como ficou comprovado. A sentença foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que ampliou a pena para 12 anos e 11 meses de prisão, apesar de não haver um único indício de atos ilícitos.

A condenação sem provas do ex-presidente, criticada pelos juristas do mundo inteiro, será analisada ainda este semestre pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU.

Perseguido no Brasil, Lula é reconhecido em todo o mundo pelas políticas de geração de emprego e renda e combate a fome. E pela sua luta contra as desigualdades sociais, foi indicado ao prêmio Nobel da Paz pelo ativista Adolfo Pérez Esquivel, ganhador do prêmio em 1980. Mais de 500 mil pessoas, entre eles, ganhadores de Prêmio Nobel, parlamentares de vários países, intelectuais e acadêmicos assinaram a indicação do ex-presidente. 

Atos internacionais

As manifestações já foram marcadas em vinte capitais da Europa, América Latina e América do Norte.

Na programação dos atos internacionais, a jornada Lula Livre passará por Madri, Munique, Paris, Berlim, Bonn, Lisboa, Coimbra, Frankfurt, Londres, Colônia, Genebra, Bolonha, Nova York, Amsterdã, Hamburgo, Barcelona, Roma, Copenhague, Melbourne, Estocolmo, Saint Louis, Montevidéu e Cidade do México.

Primeiro ato nesta quinta

Em Roma, o ato de solidariedade abre a nova etapa da Campanha Lula Livre nesta quinta-feira (4), às 18h, no auditório da Central Geral Italiana do Trabalho (CGIL). Uma das pautas dos manifestantes é a restauração da democracia, do Estado de Direito e do devido processo legal no Brasil. 

Atos no Brasil no dia 7

No Brasil, 17 capitais já confirmaram agenda de manifestações, assim como atividades em várias cidades brasileiras.

Nesta sexta-feira (5), o ex-prefeito e ex-candidato a presidente da República pelo PT, Fernando Haddad (PT), começa com a Caravana Lula Livre, que parte de Porto Alegre em direção a Curitiba, onde será realizado um grande ato nacional no domingo (7). Na capital paranaense, a concentração começa às 8h da manhã no Terminal Boa Vista e a marcha seguirá até a Vigília Lula Livre, nas proximidades da sede da PF, para o tradicional “Bom dia, presidente Lula, a partir das 9h.  Em seguida terá um ato político com lideranças partidárias, do movimento social e sindical. 

Em Recife, na terra do frevo e do maracatu, vai ter poesia, festival de pipas e uma feijoada, prato que o ex-presidente gosta, no Armazém do Campo para juntar a turma para discutir porque a prisão é política e injusta. E, no dia 7, às 15h na Praça do Arsenal, em Recife, ato político e cultural marca um ano da prisão política de Lula.

Várias autoridades, artistas e militantes de esquerda e autoridades estão confirmadas para participar das mobilizações em defesa da liberdade do ex-presidente Lula, em todo o país. Entre elas, o ex-primeiro ministro italiano Massimo D’Alemma.

Confira os locais e horários dos atos:

No Brasil

Alagoas – Em Maceió, tem ato na Orla Lagunar, às 14h;

Bahia – Em Salvador, tem Bandeiraço, às 9h, nos viadutos de Salvador e Passeata Lula Livre

Céará - Em Fortaleza, haverá bicicleata pelas ruas da cidade no domingo, às 15h30, na Avenida Beira Mar, e o lançamento do Comitê Lula Livre Ceará na segunda-feira (08), às 18h, local ainda a definir.

Distrito Federal - Em Brasília tem ações de rua em São Sebastião, Planaltina, Paranoá e Taguatinga

Goiás - Em Goiânia, tem programação (local definir)

Maranhão – Em São Luís, o ato de rua será no dia 10 – programação a detalhar

Mato Grosso - Em Cuiabá, o ato será também contra a reforma da Previdência de Bolsonaro e vai ser na Praça Alencastro, às 8h.

Pará - Em Belém, tem ato e caminhada no bairro Terra Firme

Paraíba - Em João Pessoa,  tem ato inter-religioso e político e cultural, no Parque da Lagoa, às15h

Paraná - Em Curitiba, a Vigília Lula Livre vai dar bom dia ao presidente, às 9h, às 11h e às 14h tem atos políticos

Pernambuco – Em Recife, tem feijoada, Festival de Pipas Gigantes e encontro de Blocos pela Democracia, no  Armazém do Campo, às 11h, e, às 5h, tem ato político Cultural, no mesmo local, Praça do Arsenal

E, em Caetés, no sitio onde Lula nasceu, tem vigília e romaria, das 6h30 ate 12h

Rio de Janeiro - no Rio,  tem Festival Democracia e Justiça, na Orla de Copacabana, às15h

Rio Grande do Norte – Em Natal, vai haver Bandeiraço Lula Livre, na Feirinha de Ponta Negra, às 9h

Rio Grande do Sul – Em Porto Alegre, o Festival Lula Livre em Porto Alegre começa às 15h, no Memorial Prestes

Santa Catarina - Em Florianópolis, tem Lançamento do Comitê Estadual Lula Livre no dia 10/4, no Fecesc

São Paulo - Na capital paulita, o ato começa às 14h na Praça do Ciclista, esquina da Rua Consolação com a Avenida Paulista

Tocantins – Em Palmas, o Acampamento da Jornada Lula Livre está programando ato.

 

No exterior (dia 7)

Comitê Lula Livre Madri

– Ato do Coletivo pelos Direitos no Brasil, às 13:30, na Plaza Tirso de Molina, Madri,

Deutsche Initiative Lula Livre

- Ato Mundial pela liberdade de Lula, das 15h às 17h, na  Marienplatz – Munique

 Deutsche Initiative Lula Livre

– Kundgebung Freiheit für Lula (Ato Lula Livre), das 16h às 18 h, no Herrmannplatz, 10967, Neukölln, Berlim

Deutsche Initiative Lula Livre

Zusammen für Lula Livre Hamburg, das 11h às 12h, na Landungsbrücke, Hamburg

Comitê parisiense de Solidariedade a Lula

– Ato pela liberdade de Lula, das 15h às 18h, na  Esplanada do Trocadéro, Paris

Jornada Mundial Lula Livre/Marielle Presente

– Dill: Deutsche Initiative Lula Livre, das 15h às 18h, no  Ecke Poststr/An der Suerst, Bonn

Núcleo PT Lisboa

– 365 dias de injustiça, às 16 h, no Largo Luiz Camões , 1200-234, Lisboa

Vozes do Mundo

– Ato por Lula Livre, das 16 h às 19 h, na Praça 8 de Maio, 8, 3000-300, Coimbra

Comitê Lula Livre UK

– FREE LULA ‘Free Lula London Tour’, às 13h30, na  Embaixada do Brasil em Londres

Lula Livre em Köln

Brasil em Debate Colônia, das 13h às 15h, no Köln Domplatte, Colônia

Rassemblement pour Lula

Comitê Lula Livre Genebra, das 15h às 17h, no Place des Nations, 1202, Genebra

Coletivo Bologna per la Democrazia in Brasile

Ato Mundial Lula Livre, às 17h, na Piazza Nettuno, 40123, Bolonha

Lula livre- The fight to free Lula and regain democracy in Brazil

Coletivos BRADO/DDB/ Mulheres da resistência no Exterior/, às 6h30, na 320W 37th ST NY

Coletivo Amsterdam pela Democracia no Brasil

Ato Mundial Lula Livre, às 14h, na Praça De Dam, Amsterdã

Komitee Freiheit für Lula

Prisão de Lula e a Lava Jato – Palestra com Jessé de Souza, das 18h às 21h, no leine Alessandrstr, 28, 10178, Berlim

Barcelona

Ato das 12h às 14h. na Cascada Del Parque De La Ciudadela, Barcelona

 Comitato Italiano Lula Livre

Atto di solidarietà per Lula, das 18h às 20 h, no Corso Italia, Roma

 Copenhague

Pela Democracia, Lula Livre e pela vida de Marielle

Das 15h às 17h, no Jens Kofods Gade 1, st th, 1268 Embaixada do Brasil

 Melbourne

Das 17h15h às 19h, ato no State Librabry of Victoria, 328 Swanston Street, Melbourne 3000

 Montevideo

Ato às 18h, na Plaza De La Bandera, Montevideo

 Estocolmo

Ato das 17h às 20h, no Kungsgatan 84, Kungsholmen Stockholm, Sverige

 

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Um dos netos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva morreu nesta sexta-feira (01/03), no Hospital Bartira, em Santo André, no ABC paulista, onde foi internado pela manhã com sintomas de meningite. Arthur Araújo Lula da Silva, tinha apenas 7 anos de idade e era filho de Sandro Luis Lula da Silva e Marlene Araújo Lula da Silva.

Preso político na superintendência da Polícia Federal em Curitiba desde abril do ano passado, Lula solicitou por meio de seus advogados a saída da prisão para acompanhar o velório do neto.

Diversas personalidades e líderes políticos prestaram solidariedade ao ex-presidente. No Twitter, a hashtag#ForçaLula era o assunto mais comentado até as 14h20. 

Na petição, os advogados destacam que a Lei de Execuções Penais assegura ao preso o direito à saída em caso de morte de familiar. A ordem de saída deve ser expedida pelo próprio diretor do local onde preso se encontra, no caso a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba – não sendo necessária autorização judicial.

Caso o diretor se recuse a autorizar a saída do ex-presidente, o pedido será encaminhado ao juiz da execução penal.

Lula já foi impedido de comparecer ao enterro e velório de seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, em São Bernardo do Campo, em dia 30 de janeiro.

"Esperamos veementemente que Lula não viva nenhum arbítrio e possa estar presente ao velório do neto. Da nossa parte, garantiremos todo o respeito e condições necessárias para que, ainda hoje, Lula tenha o direito de se despedir do neto querido", afirmou em nota a Vigília Lula Livre, da sede da PF em Curitiba.

FUP manifesta sua solidariedade e clama por justiça

A direção da FUP lamenta imensamente mais esta perda que o ex-presidente Lula sofre. Condenado arbitrariamente e mantido como preso político há quase um ano, Lula tem sido exemplo de resiliência, digna das grandes lideranças que passaram por este mundo e também foram injustiçadas.

A Federação Única dos Petroleiros soma-se às demais entidades e personalidades que clamam por justiça para Lula, na esperança de que o ex-presidente tenha seus direitos respeitados e possa acompanhar o velório do neto. 

 Notas de apoio

Em nota, a Vigília Lula Livre afirmou que "vive hoje um dos momentos mais tristes e duros de todo o seu período de resistência".

"Nos solidarizamos imensamente com o presidente Lula devido ao falecimento de seu neto, Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos. O choro e dor de cada militante presente na vigília deve ser estendido como força e carinho a Lula. Esperamos veementemente que Lula não viva nenhum arbítrio e possa estar presente ao velório do neto. Da nossa parte, garantiremos todo o respeito e condições necessárias para que, ainda hoje, Lula tenha o direito de se despedir do neto querido. Esse respeito, calma e manutenção restrita ao espaço da Vigília no dia de hoje já foi orientado à militância da Vigília e apoiadores", destacaram os integrantes da Vigília Lula Livre.

A ex-presidenta Dilma Rousseff se manifestou nas redes sociais em homenagem a Lula. "Meu abraço cheio de força, carinho e afeto a Marlene e ao Sandro. Nessa hora de tragédia e de dor, desejo serenidade e paz à família de Lula para enfrentar tamanha perda", publicou.

A presidenta do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), se disse triste com a notícia e desejou força ao presidente. "Estamos do teu lado, sinta nosso abraço e solidariedade. Faremos de tudo pra que você possa vê-lo. Força a família, aos pais Sandro