Em carta enviada nesta quarta-feira, 07, ao novo presidente da Petrobrás, Joaquim da Silva e Luna, a IndustriAll Global Union - Federação Internacional dos Trabalhadores do Ramo de Mineração, Energia e Manufaturas - cobrou o respeito à liberdade sindical e anulação da punição arbitrária aplicada pela Gerência Geral da Rlam ao coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. A entidade, à qual a FUP é filiada, representa cerca de 50 milhões de trabalhadores em 140 países.

O documento, assinado pelo Secretário Geral da IndustriAll Global, Valter Sanches, ressalta que "a prática da punição de dirigente sindical grevista viola a Convenção 98 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que tem força constitucional no Brasil. Além disso, a perseguição de dirigentes sindicais, por greves, afronta ainda a Convenção 135 da OIT, também ratificada pelo Brasil, assim como violenta a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho". 

Também nesta quarta, as centrais sindicais brasileiras divulgaram nota conjunta, repudiando as práticas antissindicais da Petrobrás e a censura e intimidação feita pelos gerentes da empresa contra os trabalhadores que expressam opinião contrária às privatizações. "Na Bahia, a Gerência Geral da RLAM, vem praticando reiterados atos antissindicais e de perseguição aos petroleiros, com a demissão arbitrária de trabalhador terceirizado, prática de abuso e assédio moral. É o caso recente, por exemplo, quando a gerência da empresa chama a atenção de um trabalhador porque ele estava usando uma máscara de proteção contra a Covid-19 confeccionada pelo Sindipetro Bahia. O trabalhador tem o direito de usar a logomarca do seu sindicato, onde também consta a frase “privatizar faz mal ao Brasil”, utilizada há mais de 20 anos pelo movimento petroleiro, inclusive nas dependências da Petrobras. Antes da gestão Bolsonaro, nenhum tipo de censura foi aplicada ao uso da logomarca", denunciam as entidades sindicais.

"A liberdade de expressão, de opinião e crença são direitos do cidadão, garantidos no Artigo 5 º da Constituição Federal. O Sindipetro Bahia denunciou o fato ao Ministério Público do Trabalho para inquérito civil e conta com a solidariedade e o apoio das Centrais Sindicais. A prática antissindical, reflexo da intolerância das classes dominantes com a classe trabalhadora, constitui crime e deve ser punida", afirmam as centrais.

Diversas organizações sindicais, movimentos sociais e partidos políticos da oposição também se levantaram contra as práticas antissindicais da Petrobrás, manifestando apoio ao coordenador da FUP em notas públicas e em postagens nas redes sociais. Saiba mais aqui. 

Leia a íntegra da nota de repúdio assinada pelas centrais sindicais:

 

Leia a íntegra da carta da IndustriAll Global Union enviada à Presidência da Petrobrás:

 

Publicado em Sistema Petrobrás

O coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, participou nesta quinta-feira, 18, de audiência em Brasília com o presidente da Câmara dos Deputados Federais, Arthur Lira (PP/AL), que contou também com a participação dos presidentes da CUT, Sérgio Nobre, da IndustriAll Brasil, Aroaldo de Oliveira, e da Força Sindical, Miguel Torres. Articulada pela liderança do PT, a reunião teve como objetivo discutir propostas para recuperar a indústria nacional e estancar a privatização do Sistema Petrobrás e as perdas geradas pela operação Lava Jato.

Os dirigentes sindicais apresentaram ao presidente da Câmara estudo do Dieese que denuncia os estragos feitos pela Lava Jato na economia do Brasil, ao destruir a indústria nacional e acabar com milhões de empregos. O estudo revela que a operação resultou na perda de 4,4 milhões de empregos e R$ 172,2 bilhões de investimentos para o país. Por conta disso, o PIB deixou de crescer 3,6% entre 2014 e 2017, a economia perdeu R$ 85,8 bilhões somente em massa salarial e o Estado deixou de arrecadar R$ 47,4 bilhões em impostos.

A audiência contou com a participação dos deputados Bohn Gass (PT/RS), Vicentinho (PT/SP), Reginaldo Lopes (PT/MG) e Marcelo Ramos (PL/AM), vice-presidente da Câmara. Os parlamentares, junto com as lideranças sindicais, sugeriram a Arthur Lira a criação de um grupo de trabalho específico para discutir medidas para retomar o crescimento da indústria nacional, para geração de empregos e proteção dos postos de trabalho e direitos da classe trabalhadora. “A geração de emprego é a grande pauta da classe trabalhadora e mostramos para o presidente da Câmara que a Petrobrás está sendo fatiada e privatizada, assim como as demais estatais brasileiras. É urgente que o país discuta o fim das privatizações. Todos os momentos em que o Brasil teve crescimento econômico foi com planejamento do Estado, com investimentos públicos e puxado pelas empresas estatais”, afirmou o presidente da CUT, Sérgio Nobre.

Os sindicalistas também apresentaram ao presidente da Câmara o documento intitulado “A Petrobras é do Brasil”, que reforça a urgência de medidas para recuperar o papel econômico e social que a empresa sempre teve no Brasil, desde sua criação. “A Petrobrás foi e ainda é o principal instrumento de fomento à industrialização do Brasil nos últimos 70 anos. Porém, nos últimos anos a empresa foi capturada pelo capital financeiro que vem impondo na empresa a lógica do lucro no curto prazo em detrimento do longo prazo e do papel de alicerce do desenvolvimento do país. Precisamos resgatá-la e trazê-la para o controle real do Estado Brasileiro novamente. A empresa precisa voltar a investir, voltar a gerar as centenas de milhares de empregos diretos e indiretos, voltar a fomentar o desenvolvimento com inclusão social no país”, destaca o documento, assinado pelo coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, e pelo presidente da CUT, Sérgio Nobre.

O documento elenca algumas das propostas do movimento sindical para fortalecimento da Petrobrás:

Interromper a venda das refinarias e mudar a política de preços

O tema dos preços dos derivados é central e uma nova política é necessária. Nos últimos anos, os preços dos derivados estão subindo muito acima do aumento da inflação e da renda do brasileiro, o está fomentando uma reação popular contrária à Petrobrás e ao governo. O governo pode perder o controle! As refinarias não estão trabalhando em carga máxima. Em 2020, ficaram em 77% de sua capacidade de produção. A Petrobrás tem optado por reduzir a carga, exportar petróleo cru e importar derivados. As refinarias podem ajudar na redução dos preços, aumentando a produção. Temos que retomar os investimentos no aumento da capacidade do refino também. O segundo trem da RNEST é fundamental. Mas é preciso, também, mudar a política de preços e levar em consideração outros fatores além da paridade de importação, como os custos de produção, por exemplo. Isso é possível e não traz prejuízos para a Petrobrás.

Retomar investimentos no Brasil e a política de conteúdo local

A Petrobrás precisa voltar a investir no Brasil. Os investimentos da empresa em 2020 foram os mais baixos dos últimos 20 anos, 50% abaixo do realizado em 2016, que já era bem abaixo dos anos anteriores. Estes investimentos geram empregos e renda e desenvolvimento. Precisamos retomar os índices de conteúdo local, que caíram de 55%, em média, para 25%.

Fortalecer a integração do Sistema Petrobrás

Não pode vender mais ativos, a empresa precisa ser integrada para sofrer menos impactos com a flutuação do preço do barril e do dólar. A escolha por ter uma Petrobrás atuando em vários setores, integrada, tinha a ver com sua capacidade de superar gargalos em vários setores na cadeia de óleo e gás e reduzir riscos. A Petrobras integrada e atuando em todas as regiões gera mais lucro para os acionistas e induz o desenvolvimento do país.

Restabelecer o diálogo com os trabalhadores

A gestão da empresa precisa dialogar mais com os trabalhadores e movimento sindical. Precisa de um canal de diálogo para não voltarmos a conviver com movimentos grevistas. As mudanças no mundo do trabalho requerem negociações difíceis, mas abertas entre as partes.

Acesse aqui a íntegra do documento apresentado ao presidente da Câmara, deputado Arthur Lira

Publicado em Movimentos Sociais

Para presidente da IndustriALL-Brasil é fundamental envolver os trabalhadores no debate de uma política industrial. Ex-diretor técnico do Dieese defende política com foco no emprego

[Da redação da CUT]

O fechamento da Ford no Brasil, anunciado recentemente e que acaba com mais de 119 mil postos de trabalho e diminui a arrecadação em mais R$ 3 bilhões, no país, fortaleceu a importância do debate de uma política industrial para o desenvolvimento do país, com tecnologia e geração de emprego.

Os trabalhadores da indústria querem que o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) comece a debater, conjuntamente, saídas para evitar outros fechamentos de fábricas, desemprego e a piora, ainda mais, da economia.

Além da montadora norte- americana só no ano passado 5,5 mil fábricas encerraram suas atividades. Nos últimos cinco anos (2015 a 2020), quase 17 estabelecimentos industriais fecharam definitivamente suas portas por dia, segundo um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) feito com exclusividade para o Estadão/Broadcast.

O presidente da IndustriALL-Brasil, Aroaldo Oliveira da Silva, conta que as empresas ao planejar onde irão produzir e se instalar, levam em consideração o crescimento no setor e a política industrial do país.  Por isso que é fundamental que o governo federal em conjunto com todos os atores da indústria, inclusive trabalhadores, dialoguem e achem juntos uma saída para o país se desenvolver de forma mais justa.

“Além da crise econômica que assombra o país, que começou antes mesmo da pandemia, estamos no meio de uma revolução industrial com novos elementos da tecnologia. O mundo todo está discutindo estas mudanças e o Brasil nem começou. A pauta dos trabalhadores da indústria no Brasil é que o governo comece a discutir uma apolítica industrial com tecnologia e emprego e que envolva os trabalhadores no debate, não só os empresários”, afirma Aroaldo.

Para ele, o país precisa de uma política industrial que tenha crédito, pesquisa, desenvolvimento, inovação, tecnologia, reconversão industrial e a nacionalização de componentes, peças e máquinas porque o país importa muito. O ideal, é que esta política nacional priorize emprego, trabalho de qualidade e renda e que seja uma proposta que contemple todo o setor.

“Temos várias pautas e discussões que podemos levantar com o governo federal, mas que não se mostra interessado e nem importa com a indústria e nem com o trabalhador e os empregos. Ele acabou com o ministério da indústria e do trabalho logo quando assumiu o poder e isso mostra que estes pontos não são prioridades para ele, mas sem governo não há política industrial. Queremos participar do processo de debate para que possamos contribuir com a economia e com os postos de trabalho”, ressalta o dirigente.

O ex-diretor técnico do Dieese e assessor técnico do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz Lúcio, diz  que sem uma política que tenha no centro o emprego e a produção nacional o país regride cada vez mais para ser uma colônia e dependente. Segundo ele, para sair desta condição e avançar é preciso estratégia para economia girar.

“É preciso ter estratégia e construir uma agenda que inclua as várias dimensões do desenvolvimento. A inovação tecnológica amplia empregos nas áreas de serviços e no próprio emprego público, da educação, saúde e segurança. E a geração de empregos e renda melhora a capacidade de consumo e sustenta o crescimento econômico, que é fundamental para o país se tornar competitivo no setor”, diz.

Fim de política de incentivo do governo Dilma impacta negativamente nos empregos

A partir de 2012, o país contava com uma política industrial chamada “Inovar- Auto”, que incentivava as empresas a produzirem e gerarem empregos no Brasil. Criado por Dilma Roussef (PT), o Inovar-Auto, conseguiu fazer a frota brasileira aumentar sua eficiência em 15,4%, acima da meta de 12%, segundo dados Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).

Pelo Inovar Auto foi possível também impulsionar a nacionalização da produção. Ao todo foram oito fábricas inauguradas, ao custo de aproximadamente R$ 14 bilhões: Chery em Jacareí (SP); FCA em Goiana (PE); Nissan em Resende (RJ); BMW em Araquari (SC); Jaguar Land Rover em Itatiaia (RJ); Hyundai-Caoa em Anápolis (GO); Mercedes-Benz em Iracemápolis (SP) e  Audi em São José dos Pinhais (PR)

Depois do golpe em 2016 começou o desmantelamento desta política e seu fim foi decretado em dezembro de 2017 por Michel Temer (MDB-SP). E desde 2018, o país está órfão de uma política industrial que dê conta das diversas frentes que necessita o setor, mesmo com o Rota 2030 instalado no país em fevereiro daquele ano.

O Rota 2030 não garante postos de trabalho, não estimula a geração de novos empregos e ainda fala de automatização das linhas sem nenhuma contrapartida ou negociação com os trabalhadores. Além disso, Diferente do Inovar Auto, o Rota 2030 não prevê nada sobre política de conteúdo local, que é o que garante empregos no Brasil, e ainda dá tratamento igual tanto para as montadoras que produzem no País quanto para as que importam tudo. Segundo trabalhadores da indústria, foi a partir daí que houve uma invasão de importados e os retrocessos no setor começaram.

Reforma tributária

O fechamento da Ford no Brasil também foi o gancho para que empresários e economistas neoliberais intensificassem o debate sobre uma reforma tributária. Tanto Aroaldo quanto Clemente acham importante uma reforma tributária, mas não a reforma tributária dos empresários. É preciso uma reforma tributária menos desigual, aponta eles.

Aroaldo disse que o Brasil precisa urgente de uma reforma tributária progressiva e que não tributa o consumo e o serviço para pobre pagar mais e que desonera o patrimônio deixando os ricos fora da tributação.

“Deixar na mão dos empresários discutir esta reforma vai persistir a lógica de onerar a vida do trabalhador e desonerar os ricos, persistindo assim todos os problemas. E não é isso que precisamos. A tributação tem que progressiva que reduza as desigualdades, quem ganha mais tem que pagar mais e não quem ganha menos pagar a conta maior”, disse.

Incentivos fiscais importantes

Segundo estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Anfavea,entre 2012 e 2018, o setor recebeu investimentos de cerca de R$ 76 bilhões.

Estudo da subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC) mostra que o número de trabalhadores nas montadoras saiu de 78,4 mil, em 2002, para 121,6 mil em dezembro de 2014. Entre 2003 e 2014, a produção saltou de 1,6 milhão de veículos para 3,1 milhões.

Publicado em Economia

Em nota, a IndustriAll Brasil, a CUT e a Força Sindical - entidades que representam a maioria dos sindicatos de metalúrgicos no Brasil - afirmam que fechamento da Ford deixa rastro de desemprego no país sem indústria, sem emprego, sem governo e sem futuro. “Reverter esse descaminho é mais do que urgente”, ressalta a nota

[Do site da CUT]

Na tarde desta terça-feira (12), a IndustriALL-Brasil, os metalúrgicos da CUT e da Força Sindical divulgaram uma nota pública sobre o fechamento das três plantas da Ford no país. Segundo as entidades, a Ford fugiu do Brasil sem rumo e de Bolsonaro.

No documento, os presidentes das entidades afirmam que a ação da empresa global é consequência da completa ausência de um projeto de retomada da economia brasileira, que contemple a reindustrialização do país. E ressalta que é incontestável a desconfiança interna e internacional e o descrédito quanto aos rumos da economia brasileira com este governo que aí está, porque não se toma uma decisão empresarial como essa sem considerar a total incapacidade do governo Bolsonaro.

“A Ford "foge" do Brasil deixando um rastro de desemprego e desamparo, após ter se valido durante muitos anos de benefícios e isenções tributárias dos regimes automotivos vigentes desde 2001, e que definiram a instalação da empresa em Camaçari, bem como a permanência das suas atividades no Ceará”, diz trecho da nota.  

Leia a íntegra:

Ford foge do Brasil e de Bolsonaro e deixa rastro de desemprego

BRASIL SEM RUMO, SEM INDÚSTRIA, SEM EMPREGO, SEM GOVERNO, SEM FUTURO

O anúncio de fechamento de todas as fábricas da Ford no Brasil (a planta de SBC já havia sido fechada, em 2019) confirma as piores previsões e avisos do movimento sindical sobre os rumos da economia nacional.

Novamente de forma unilateral, a Ford informa que irá encerrar suas atividades no país, com o fechamento das plantas de Camaçari-BA, Taubaté-SP e Horizonte-CE.  A ação da empresa global é consequência da completa ausência de um projeto de retomada da economia brasileira, que contemple a reindustrialização do país.

O governo despreparado e inepto de Bolsonaro e Guedes finge ignorar a importância da indústria como motor do desenvolvimento nacional, não apresenta qualquer estratégia para a atuação da indústria no Brasil e condena o país a uma rota de desindustrialização e desinvestimento, como vínhamos alertando há tempos. Não só alertamos como fizemos propostas, como o Inovar-Auto.

É incontestável a desconfiança interna e internacional e o descrédito quanto aos rumos da economia brasileira com este governo que aí está; não se toma uma decisão empresarial como essa sem considerar a total incapacidade do governo Bolsonaro.

No momento em que a indústria automobilística global passa por uma das mais intensas ondas de transformação, orientada pela eletrificação e pela conectividade, assistimos à criminosa omissão, e até boicote do subserviente governo brasileiro à indústria, com consequências nefastas para a classe trabalhadora, ante um presidente incapaz de conduzir qualquer diálogo sobre a inserção do país no cenário que se configura rapidamente.

A Ford "foge" do Brasil deixando um rastro de desemprego e desamparo, após ter se valido durante muitos anos de benefícios e isenções tributárias dos regimes automotivos vigentes desde 2001, e que definiram a instalação da empresa em Camaçari, bem como a permanência das suas atividades no Ceará.

A decisão da empresa significa cerca de 50 mil empregos na cadeia produtiva em torno das três plantas desativadas, mas a ausência de compromisso e respeito aos trabalhadores e à sociedade por parte da Ford não é surpresa.

A tragédia é ainda evidentemente maior considerando o conjunto de plantas fechadas, ou com anúncio de fechamento desde 2019, e o impacto sobre os diferentes setores da indústria brasileira, que rebaixam nossa posição econômica no cenário global de forma acelerada e dramática.

O desgoverno afunda ainda mais nossa população no roteiro de precarização, desemprego, desalento e pobreza. O desastre na condução da economia se casa e se completa, tragicamente, com a crise sanitária.

Reverter esse descaminho é mais do que urgente. É nossa luta.

Toda solidariedade aos trabalhadores/as e famílias afetados.

Estamos juntos nessa luta!!!!!!!!

Aroaldo Oliveira da Silva, presidente da INDUSTRIALL Brasil

Paulo Cayres, presidente da CNM-CUT - Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT

Miguel Torres, presidente da CNTM-Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos da Força Sindical

Publicado em Economia

Nesta sexta-feira, 27, dia de Black Friday, trabalhadores em diversas partes do mundo chamam atenção para o descaso com as leis trabalhistas por parte da poderosa Amazon. A empresa, uma das maiores em comércio eletrônico, também tem desrespeitado medidas de proteção contra a Covid-19 nos centros de distribuição, segundo denúncias.

O protesto global marcado tem como slogan “Faça a Amazon pagar”, o intuito é mostrar aos consumidores que a empresa paga muito mal seus trabalhadores, além de não garantir direitos nem condições dignas de trabalho. A corporação é comandada pela pessoa mais rica do mundo, o CEO Jeff Bezos, que durante a pandemia se tornou a primeira pessoa na história a acumular US$ 200 bilhões em riqueza pessoal.

De acordo com a  IndustriALL Global Union, uma das entidades organizadoras do protesto, ao mesmo tempo em que trabalhadores dos centros de distribuição da Amazon arriscam suas vidas em troca de um salário injusto, a empresa aumenta seu impacto ambiental em mais de dois terços em todos os países do mundo e paga praticamente 0% de impostos em muitos deles. 

“Nossa luta histórica sempre foi em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra qualquer tipo de exploração e esse modelo adotado pela Amazon aprofunda a exploração do trabalhador. Por isso, todo nosso apoio a esse protesto e à busca por condições dignas de trabalho!”, declarou o diretor do Sindicato e presidente da IndustriALL Brasil, Aroaldo Oliveira da Silva. 

Principais reivindicações dos trabalhadores

• Aumento de salários, incluindo o pagamento de periculosidade e de prêmio por horários de pico;

• Tempo de pausa adequado para garantir um trabalho seguro;

• suspensão do severo regime de produtividade e vigilância;

• Permissão para que os trabalhadores em instalações sem representação local elejam independentemente comissões de saúde e segurança;

• Protocolo da corporação para rastreamento e relatório de casos da Covid-19;

• Fim de todas as formas de emprego informal;

• Acabar com a perseguição a sindicatos, respeitando o direito dos trabalhadores de se organizarem;

• Compromisso de zero emissão de carbono até 2030;

• Fim patrocínio de lobistas e políticos negacionistas das alterações climáticas;

• Pagamento integral dos impostos nos países onde ocorre a atividade econômica real, pondo fim ao abuso fiscal através da transferência de lucros, das brechas e do uso de paraísos fiscais;

• Acabar com as parcerias com as forças policiais que são institucionalmente racistas;

• Cessar práticas comerciais anticompetitivas que levam à monopolização;

• Garantir transparência sobre a privacidade e o uso de dados dos consumidores.

Como participar do protesto

1. Compartilhe essa matéria por WhatsApp e Facebook

2. Compartilhe o cartaz em suas redes sociais

3. Use as hashtags #MakeAmazonPay e #OrganizeAmazon

[Com informações da IndustriAll Brasil e Sindicato dos Metalúrgicos do ABC]

Publicado em Trabalho

A IndustriALL Global Union, federação sindical global, enfatiza ação internacional contra a Amazon em plena Black Friday, cobra melhores condições de trabalho para os funcionários com protestos e greve em mais de 15 países. O objetivo é usar a data, normalmente bastante lucrativa para a companhia, para denunciar más condições de trabalho.  

Os trabalhadores exigem que a Amazon mude suas políticas e pague os trabalhadores de acordo com a riqueza crescente da empresa, introduza intervalos adequados para garantir um trabalho seguro, amplie a licença médica paga a todos os trabalhadores, acabe com a quebra sindical, respeite os direitos dos trabalhadores de se organizar e pare imediatamente com todas as formas de espionagem de trabalhadores e organizações.

Convocados pelo sindicato, cerca de 2.500 funcionários alemães da Amazon entraram em greve nesta quinta-feira (26). Protestos também estão marcados em alguns lugares no Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, México, Índia e Austrália.

A campanha #MakeAmazonPay que em tradução livre fica "Faça a Amazon Pagar" divulga manifesto com as exigências dos funcionários da Amazon. Segue abaixo:

A AMAZON DEVE PAGAR

A Amazon é uma das corporações mais poderosas do planeta, comandada pela pessoa mais rica do mundo, o CEO Jeff Bezos. A pandemia da COVID-19 expôs como a Amazon coloca os lucros à frente dos trabalhadores, da sociedade e de nosso planeta.

Durante a pandemia, a Amazon se transformou numa corporação de trilhões de dólares, com Bezos se tornando a primeira pessoa na história a acumular US$ 200 bilhões em riqueza pessoal. Enquanto isso, os trabalhadores dos armazéns da Amazon arriscaram suas vidas como trabalhadores essenciais, e só por um curto período receberam um aumento no salário.

À medida que o império corporativo da Amazon se expande, o mesmo acontece com sua pegada de carbono, que é maior do que a de dois terços dos países do mundo. As crescentes entregas da Amazon e os serviços de computação em nuvem estão acelerando o colapso do clima global.

Como todas as grandes corporações, o sucesso da Amazon seria impossível sem as instituições públicas que os cidadãos construíram juntos ao longo de gerações. Mas, ao invés de retribuir às sociedades que a ajudaram a crescer, a empresa se esquiva dos impostos e fragiliza as receitas tributárias que sustentam essas sociedades. Em 2019, a Amazon pagou apenas 1,2% de impostos nos EUA, o país onde está sediada, contra 0% nos dois anos anteriores.

Que a busca cega de Jeff Bezos pela riqueza privada em detrimento do bem público seja tão recompensada é uma prova do fracasso desse sistema econômico e político. Todos os dias vemos o impacto disso na desigualdade,  no colapso climático e na  mancha de decadência democrática em nossa era.

A Amazon toma muito e devolve pouquíssimo. Chegou a hora de fazer a Amazon pagar.

Somos trabalhadores, ativistas e cidadãos de todo o mundo que  nos unimos para fazer a Amazon pagar seus trabalhadores de forma justa, por seu impacto sobre o meio ambiente e por seus impostos.

Exigimos que a Amazon mude suas políticas e que os governos mudem suas leis de modo a:

1. Melhorar os locais de trabalho:

- aumentando os salários dos trabalhadores em todos os armazéns da Amazon, de acordo com a crescente riqueza da corporação, incluindo o pagamento de periculosidade e de prêmio por horários de pico;

- negociando tempo de pausa adequado para garantir um trabalho seguro;

- suspendendo o severo regime de produtividade e vigilância que a Amazon dispõe para pressionar os trabalhadores, o que viola seus direitos e põe em risco sua segurança;

- estendendo as licenças por doença pagas a todos os trabalhadores da Amazon, de modo que nenhum trabalhador tenha de escolher entre sua saúde ou seu trabalho;

- permitindo que os trabalhadores em instalações sem representação local elejam independentemente comissões de saúde e segurança, as quais negociariam com a Amazon para garantir um ritmo seguro de trabalho para evitar lesões recorrentes;

- divulgando o protocolo da corporação para rastreamento e relatório de casos da COVID-19, bem como listas atualizadas de casos de infecção e morte entre todos os trabalhadores, por instalação.

2. Proporcionar garantias trabalhistas a todos:

- acabando com todas as formas de emprego informal e com o falso emprego autônomo ou status de empreendedor;

- estabelecendo procedimentos decentes e transparentes através dos quais os trabalhadores possam expressar preocupações e críticas sem medo de represálias;

- reintegrando, imediatamente, todos os trabalhadores demitidos por manifestarem questões relativas à saúde e segurança dos trabalhadores e clientes da Amazon, por  se envolverem em esforços de organização coletiva ou devido à aplicação seletiva de políticas internas.
      
3. Respeitar o direito universal dos trabalhadores:

- acabando com a perseguição a sindicatos, respeitando o direito dos trabalhadores de se organizarem, dos sindicatos de promoverem os interesses dos trabalhadores, e interrompendo imediatamente todas as formas de espionagem de trabalhadores e organizadores;

- dando aos sindicatos acesso aos locais de trabalho da Amazon para informar os trabalhadores sobre os benefícios da sindicalização, e garantindo que todos possam escolher livremente se querem aderir a um sindicato, sem qualquer medo de retaliação;

- negociando com os sindicatos onde estes estiverem presentes, a fim de chegar a acordos coletivos sobre as condições e termos de emprego dos trabalhadores na Amazon;

- assegurando os direitos dos trabalhadores globalmente em todas as cadeias de fornecimento da Amazon;

- partilhar o poder de comando com os trabalhadores, por exemplo, acolhendo representantes dos trabalhadores eleitos em diferentes níveis de gestão, aumentando as opções para que os trabalhadores recebam não apenas ações da corporação, mas também direitos de voto, para que a empresa caminhe em direção a um modelo de governança democrática.

4. Funcionar de maneira sustentável:

- comprometendo-se a zero emissões até 2030;

- terminando todos os contratos de serviços Web personalizados da Amazon para empresas de combustíveis fósseis visando a extração de petróleo e gás;

- acabando com a cumplicidade da Amazon com o racismo ambiental, inclusive com a transição para veículos elétricos em primeiro lugar nas comunidades mais afetadas pela poluição da corporação;

- cessando o patrocínio de lobistas e políticos negacionistas das alterações climáticas;

- engajando trabalhadores, que têm o direito de saber como seu empregador irá atuar de forma sustentável, através de um processo de transição justa.

5. Retribuir à sociedade:

- pagando integralmente os impostos nos países onde ocorre a atividade econômica real, pondo fim ao abuso fiscal através da transferência de lucros, das brechas e do uso de paraísos fiscais, proporcionando total transparência fiscal;

- acabando com as parcerias com as forças policiais que são institucionalmente racistas;

- cessando as práticas comerciais anticompetitivas que levam à monopolização;

- garantindo transparência sobre a privacidade e o uso de dados dos consumidores, incluindo dispositivos Alexa/Echo, streaming e serviços em nuvem.

[Com informações da IndustriALL]

 
Publicado em Movimentos Sociais

IndustriALL Brasil manifesta apoio a familiares, amigos e colegas das vítimas. A empresa têxtil contratava uma terceirizada ilegal para transportar os operários

[Com informações da Rede Brasil Atual]

O acidente rodoviário em Taguaí no interior de São Paulo que matou 41 funcionários de uma empresa têxtil , ontem (25), é um trágico exemplo de precariedade das condições de trabalho, que aumentou após a reforma de 2017, lamenta a recém-criada IndustriALL Brasil. Em nota (leia a íntegra no final da matéria), a entidade expressa solidariedade a familiares, amigos e colegas dos trabalhadores mortos.

O acidente aconteceu no km 172 da Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, ontem pela manhã. Um choque entre um ônibus e um caminhão. O ônibus que transportava os empregados não tinha autorização da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A documentação estava irregular. Além das 41 mortes, 10 pessoas ficaram feridas. 

Poderia ser evitada

“Esta tragédia com certeza poderia ter sido evitada se a empresa Stattus Jeans proporcionasse aos trabalhadores condições dignas e seguras de transporte”, diz a IndustriALL Brasil. Mas essas condições, “que sempre careceram de intensa fiscalização”, ficaram mais precárias depois da reforma trabalhista de 2017, acrescenta. A entidade cita ainda a “flexibilização” das Normas Regulamentadoras e o fim do Ministério do Trabalho. 

Assim, os sindicalistas repudiam o “desmonte”. E exigem “respeito, compromisso e mais saúde e segurança para a classe trabalhadora em todo o Brasil”. Também cobra explicações efetivas da empresa e das autoridades, além de apoio às famílias das vítimas do acidente de Taguaí.

“É revoltante constatar que a morte de 41 pessoas, 41 trabalhadores, é resultado, mais uma vez da negligência de empresas e do poder público”, afirma, também em nota, a Força Sindical. Os trabalhadores da Stattus Jeans estão na base do Sindicato dos Têxteis de Fartura e Região, filiado à central.

Confira a íntegra da nota da IndustriALL Brasil

A IndustriAll-Brasil expressa toda solidariedade aos familiares, amigos e colegas dos trabalhadores mortos e feridos na grave tragédia ocorrida na manhã de quarta-feira, 25 de novembro de 2020, em Taguaí-SP.

Esta tragédia com certeza poderia ter sido evitada se a empresa Stattus Jeans proporcionasse aos trabalhadores condições dignas e seguras de transporte. Mas tais condições, que sempre careceram de intensa fiscalização, tornaram-se ainda mais precarizadas com o advento da Reforma Trabalhista de 2017, com a flexibilização das Normas Regulamentadoras e com o fim do Ministério do Trabalho.

Repudiamos, neste sentido, o desmonte dos direitos trabalhistas que tem sido a tônica dos governos neoliberais no Brasil e exigimos respeito, compromisso e mais saúde e segurança para a classe trabalhadora em todo o Brasil.

Exigimos da empresa e do poder público respostas sérias, sem omissão, e apoio às famílias das vítimas.

São Paulo, 26 de novembro de 2020

Aroaldo Oliveira da Silva
Presidente da IndustriAll-Brasil

Eunice Cabral
Presidente da CONACCOVEST – Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias do Setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados

Miguel Torres
Presidente da Força Sindical

Sérgio Nobre
Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)

 
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Em live nesta terça-feira, 17 de novembro, as duas maiores centrais sindicais do país - CUT e Força Sindical - oficializaram o lançamento da IndustriALL Brasil, constituída pelas entidades filiadas que representam os trabalhadores e trabalhadoras dos ramos da indústria (Metalúrgico, Químico, Construção Civil, Alimentação, Energia e Têxtil-Vestuário). Os petroleiros estarão representados na nova organização, através do diretor da FUP, Gerson Castellano, que integra o Conselho Fiscal.

O metalúrgico Aroaldo de Oliveira Silva (CNM/CUT), que assumiu a presidência da IndustriALL Brasil, falou do grande desafio de reindustrializar o país. “Diversos estudos apontam que a cada R$ 1 investido na indústria brasileira, o país tem de retorno R$ 2,63. Ou seja, é importante o investimento na indústria como carro chefe do desenvolvimento nacional”, comentou, lembrando que o país só representa 1,8% da produção industrial do mundo. “Hoje estamos em 9º lugar no ranking de participação industrial, empatados com a Indonésia, com 1,8%. Este é o 5º ano consecutivo de queda. A China tem 25%, EUA 15%, Japão quase 10%, Alemanha quase 7%, aí é possível perceber a discrepância com as maiores economias do mundo”, ressaltou.

UNIFICAR A LUTA 

Inspirada no modelo da IndustriALL-Global Union, organização que representa 50 milhões de trabalhadores em mais de 140 países, a IndustriAll-Brasil foi fundada para reverter o quadro de desmonte da indústria nacional, com propostas e projetos de políticas públicas para reindustrializar o país, a partir das demandas da classe trabalhadora. Em vídeo, os sindicalistas explicaram que a CUT e a Força se uniram para a criação da entidade porque as duas centrais já vivem a experiência da unidade no âmbito internacional, na IndustriALL Global Union. As duas centrais somam 5,7 mil sindicatos e entes associados, com 37,8 milhões de trabalhadores na base.

Um dos objetivos da IndustriALL é focar a reindustrialização na indústria 4.0. “Pensando em todos esses aspectos, a IndustriALL-Brasil tem a tarefa de dialogar muito com as universidades e institutos de pesquisa para pensarmos essa nova indústria que já está presente. A organização está aberta a outras entidades de trabalhadores para juntos organizarmos essa luta por emprego de qualidade e renda. Só assim, vamos dar um salto de qualidade na vida do povo brasileiro”, afirmou Aroaldo.

Ele explicou que as demais centrais sindicais, que também têm bases industriais importantes, podem se somar à IndustriAll-Brasil, destancando que a entidade está aberta para receber todas as organizações de trabalhadores que fazem parte da indústria e que queiram integrar o projeto, inclusive aquelas que não são ligadas a uma central sindical.  

ESTANCAR A DESINDUSTRIALIZAÇÃO

A indústria brasileira, que já representou na década de 1980 um terço do PIB, hoje representa apenas 11% das riquezas nacionais. Neste ano, cerca de 200 mil trabalhadores do setor já perderam seus empregos.

“Nenhuma nação do mundo conseguiu mudar o padrão de vida para o seu povo decente, sem ter uma base industrial forte. O Brasil vem se desindustrializando há mais de 30 anos e chegou em um momento dramático e esse processo de aumento da industrialização do Brasil, precisa da união de todos”, falou o presidente da CUT, Sérgio Nobre, no vídeo de apresentação da IndustriALL Brasil. “A principal pauta da classe trabalhadora hoje é a reindustrialização do país. Sem uma indústria forte, nenhuma nação consegue se desenvolver, gerar empregos de qualidade e dar um padrão de vida decente ao seu povo”, afirmou.

O Brasil tem hoje 18 milhões de trabalhadores e trabalhadoras na indústria, 19% do total do país, segundo o Dieese. "Como a IndustriAll-Brasil nasce com a missão de fazer propostas e projetos de políticas industriais, por meio das organizações que representam trabalhadores desse segmento, esse é o potencial que que nós queremos atingir em um futuro breve: 18 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, e ampliar, pois com uma indústria fortalecida e renovada conseguiremos gerar empregos de qualidade", afirmou Sérgio Nobre.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, destacou que a criação da IndustriALL representa um passo importante para o sindicalismo brasileiro nesse momento conturbado em que o movimento sindical vem sofrendo ataques e em meio a uma pandemia do novo coronavírus. “Era preciso dar um passo a mais no movimento sindical unificado no Brasil, pois, se já estávamos colocando várias ações em prática, várias ações de resistência contra os ataques aos direitos sociais, trabalhistas, sindicais e previdenciários da classe trabalhadora, teremos agora com a IndustriALL Brasil a consolidação da unidade e o fortalecimento de nossa missão sindical contra esses ataques. A IndustriALL Brasil quer um país melhor e mais justo, humano e solidário”, afirmou.

 Veja a íntegra do vídeo de lançamento:

 [Com informações da CUT e do Mundo Sindical]

 

Publicado em Trabalho

As duas maiores centrais sindicais do país - CUT e Força - somam força para articular propostas e processos de fomento à criação de políticas industriais e do trabalho sob a ótica e as demandas da classe trabalhadora

[Da imprensa da CUT]

Nesta terça-feira (17), a partir das 11h, representantes da CUT e da Força Sindical realizam uma transmissão ao vivo para lançar a IndustriALL-Brasil e dar posse a primeira direção da entidade, que terá a frente como presidente para o mandato 2020-2022 o metalúrgico Aroaldo Oliveira da Silva, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, entidade filiada à Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT).

Para acompanhar a live, basta acessar a página do Facebook da IndustriAllBr o  ou assistir pelo YouTube da TVT.

Também irão transmitir a entrevista as páginas do Facebook da CUT e da Força e das entidades filiadas as duas centrais que fazem parte da IndustriAllBR. 

Inspirada na IndustriALL Global Union, a IndustriALL-Brasil é uma associação de âmbito nacional, fundada pelas entidades filiadas à CUT e à Força Sindical que representam os trabalhadores na indústria. Vai atuar pela reindustrialização do país visando geração de emprego de qualidade e renda.

A IndustriALL-Brasil terá a missão de articular propostas e processos de fomento à criação de políticas industriais e do trabalho, sob a ótica e as demandas da classe trabalhadora. A Direção da associação será composta por dirigentes sindicais dos ramos Metalúrgico, Químico, Têxtil/Vestuário, Alimentação, Construção Civil e Energia, em nível nacional, filiados à CUT e à Força, entidades que representam 10 milhões de trabalhadores na indústria em todo o Brasil.

Pela primeira vez na história do movimento sindical, as duas maiores centrais sindicais do país vão compor uma associação. Além dos dirigentes de cada ramo da indústria, os presidentes nacionais da CUT e da Força terão acento na Direção Executiva da InfustriALL-Brasil. Juntas, as duas centrais somam 5,7 mil sindicatos e entes associados, com 37,8 milhões de trabalhadores na base

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.