Campo vendido faz parte da Bacia de Sergipe e Alagoas, onde a Petrobrás está se desfazendo de ativos estratégicos, como a maior área de produção terrestre do país 

[Da imprensa da FUP | Foto: divulgação]

A Petrobrás divulgou que assinou no dia 11 de dezembro o contrato de venda da sua participação no campo terrestre de Rabo Branco, em Sergipe, para a Energizzi Energias do Brasil, que pagou US$ 1,5 milhão por 50% do ativo. A outra metade pertence à empresa Petrom. A Petrobrás está de desfazendo de outras 11 concessões no estado que integram o Polo de Carmópolis, onde está localizada a maior área de produção terrestre de petróleo do Brasil, com reservas estimadas em 1,7 bilhão de barris e produção média diária de 10 mil barris de óleo e 73 mil metros cúbicos de gás.

O pacote de ativos que a Petrobrás colocou à venda em Carmópolis inclui cerca de 3.000 poços de petróleo, 17 estações de tratamento de óleo, uma estação de gás, mais de 350 quilômetros de gasodutos e oleodutos, o Terminal Aquaviário de Aracaju (Tecarmo), uma UPGN e uma estação de processamento de óleo, além das bases administrativas de Carmópolis, Siririzinho e Riachuelo.

A Petrobrás também está vendendo os ativos do Polo de Alagoas, que incluem seis concessões terrestres e uma de águas rasas, duas estações de tratamento (Furado e Pilar), 230 Km de gasodutos e oleodutos, a base operacional de Pilar e a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Alagoas, com capacidade de produzir 2 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

A privatização da Bacia Sergipe-Alagoas acelera a saída da Petrobrás do Nordeste, impactando profundamente a economia e os empregos da região, como a FUP e seus sindicatos vêm denunciando. "O Sistema Petrobrás está sendo desmontado em todo o país, sob a lógica da atual gestão de reduzir a empresa à produção e exportação do pré-sal, concentrando as atividades no eixo Rio-São Paulo. É fundamental que a sociedade organizada se some à campanha Petrobras Fica, denunciando as privatizações e os riscos que apresentam para a soberania nacional", afirma o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.


*Essa matéria foi corrigida e atualizada

Publicado em Petrobrás Fica

A FUP participou na manhã desta quarta-feira, 16, da segunda reunião do Grupo de Trabalho paritário que está discutindo o teletrabalho no Sistema Petrobrás. Foram apresentadas à Gerência de Recursos Humanos diversas dúvidas e queixas da categoria em relação às regras que estão sendo propostas pela empresa para o pós pandemia.

A Federação alertou que a maior parte dos questionamentos feitos pelos trabalhadores já era previsível, pois o modelo de teletrabalho permanente que está sendo oferecido é basicamente a replicação do projeto piloto, que já existia antes da pandemia. Não há sequer uma definição objetiva sobre quem pode ou não aderir, já que as regras não especificam que atividades estão aptas para o teletrabalho. Outra queixa dos trabalhadores é o engessamento feito pela empresa, com a imposição da escala semanal.

Todos estes problemas estão ocorrendo porque a Petrobrás, até agora, não levou em consideração a proposta construída pelos trabalhadores no CONFUP e apresentada no dia 05 de agosto à companhia, com ampla discussão na comissão que foi instalada durante a negociação do ACT.

O teletrabalho tem que ter regras transparentes, objetivas e justas para todos os trabalhadores e não ser mais um instrumento de gestão desenhado especificamente para atender aos interesses da Petrobrás e suas subsidiárias. Por conta disso, a FUP orienta a categoria a não aderir ao termo proposto pela empresa, fortalecendo as entidades sindicais na negociação do GT, que terá um calendário denso de reuniões em janeiro.

“O pessoal do regime administrativo continuará em teletrabalho até março. Não tem por que ter pressa em relação ao pós pandemia e assinar o termo do jeito que está. Vamos continuar buscando no GT o atendimento da nossa pauta e avançar em pontos essenciais para garantir segurança e previsibilidade aos trabalhadores”, alerta a diretora da FUP, Cibele Vieira. Veja o vídeo abaixo.

Vale refeição – após a cobrança da FUP para que acabe com a diferenciação no pagamento do auxílio refeição dos trabalhadores de unidades operacionais que estão em teletrabalho, a Petrobrás informou que vai tentar agilizar a substituição do auxílio eventual que está sendo pago em folha, com valores reduzidos, para o cartão do Vale Refeição. 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Em atendimento à cobrança da FUP, a Petrobrás agendou para esta quarta-feira, 16, às 10h, uma nova reunião do Grupo de Trabalho paritário que acompanha o teletrabalho nas empresas do Sistema. É a segunda reunião do GT desde que foi conquistado no Acordo Coletivo de Trabalho. A primeira reunião do Grupo foi no dia 12 de novembro, quando a FUP tornou a cobrar um regramento para o trabalho remoto, conforme discutido na comissão que discutiu esse tema com a Petrobras e subsidiária, em agosto (saiba mais abaixo).

Demandas da categoria que serão levadas à empresa

Muitos trabalhadores ainda não sabem se poderão ou não aderir ao regramento proposto, já que a Petrobrás não deixou claro quais atividades poderão ter ou não pelo menos uma escala de teletrabalho. Outra questão que precisa ser resolvida é a diferença entre o valor do auxílio almoço pago aos empregados de unidades operacionais em teletrabalho e o que é recebido pelos trabalhadores de escritórios. Além disso, há problemas também com a flexibilidade da escala feita pela empresa, que atualmente é semanal. A cobrança da FUP é por teletrabalho em período integral. Se isso não for atendido, que pelo menos a escala seja mensal, em vez de semanal.

Essas e outras demandas da categoria fazem parte da pauta de reivindicações relacionadas ao regramento do teletrabalho, cuja proposta foi construída e deliberada no Congresso Nacional da FUP, em julho, e apresentada à Petrobrás e subsidiárias.

Teletrabalho é pauta da FUP desde o início da pandemia

Desde o início da pandemia, a FUP vem cobrando da Petrobras e subsidiárias segurança e melhores condições de trabalho para os petroleiros e petroleiras que estão em home office, bem como um regramento que garanta previsibilidade à categoria. Em agosto, paralelamente ao processo de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho, a FUP realizou quatro reuniões com a empresa, garantindo no ACT o compromisso dos gestores em criar um Grupo de Trabalho paritário para acompanhar o teletrabalho no Sistema Petrobras. Outra iniciativa importante foi a pesquisa feita com a categoria para identificar as principais demandas dos petroleiros que estão em trabalho remoto.

[Imprensa da FUP | Foto: Tânia Rego/Agência Brasil]

Publicado em Sistema Petrobrás

No último mês circulou nos grupos de WhatsApp da categoria uma nota de um suposto sindicato denominado Sinprev, chamando os aposentados da Petrobrás, que fazem parte do Plano Petros, a se filiarem à entidade com o objetivo de fazerem parte de uma ação judicial para ressarcimento do que vem sendo pago à titulo de equacionamento, estabelecendo prazo limite para essa filiação.

Respondendo às centenas de indagações, também enviadas através dos grupos de WhatsApp, a Federação Única dos Petroleiros e seus sindicatos se posicionaram em relação a essa questão. No nosso entendimento é temerário se filiar à uma entidade desconhecida, que nem sabemos, realmente, tratar-se de um sindicato.

É importante ressaltar que pela legislação, um sindicato se constitui de duas formas: ou para representar uma categoria nacional de trabalhadores ou para representar trabalhadores de uma determinada atividade econômica.

Participantes de fundo de pensão não podem ser enquadrados como uma categoria e muito menos como uma atividade econômica. Também desconhecemos, por exemplo, se essa entidade possui a carta sindical que é o instrumento que valida a entidade enquanto sindicato devidamente registrado.

A outra questão é que o site da entidade não oferece nenhuma informação aos internautas. No portal, não consta o estatuto da entidade, o endereço ou qualquer informação sobre a direção do Sinprev. Consta apenas um número de telefone de Belo Horizonte. Além do chamado para se filiar, através de cartão de crédito pagando uma taxa mensal de algo em torno de R$ 26,00.

Mesmo que o Sinprev venha a provar que de fato é um sindicato registrado, não poderia atrelar a necessidade da filiação para que o petroleiro fizesse parte da Ação Pública pelo simples fato de que numa Ação Civil Pública, a entidade sindical representa toda a sua base, seja ela filiada, ou não.

Ou seja, essa é uma situação muito nebulosa, envolvendo um tema polêmico que vem enfrentando dificuldades judiciais, principalmente em instâncias jurídicas mais elevadas.

Muita gente fica vendendo terreno no céu, se aproveitando do desespero e da indignação da categoria petroleira em relação ao equacionamento e apresentando “soluções” como se fossem tábuas de salvação.

É claro que essa é uma decisão individual, cabe a cada um decidir o que fazer, mas como Federação, legitima representante da categoria petroleira, não recomendamos a filiação a essa entidade, sem credibilidade aferida. E também não recomendamos que a categoria faça parte de um processo como esse.

Federação Única dos Petroleiros

Publicado em PLANO PETROS 1

Comunicamos com muita tristeza o falecimentos do ex-coordenador da Federação Única dos Petroleiros, Antônio Aparecido Carrara, 63 anos, ocorrido neste domingo, 13/12, após uma dura batalha contra o câncer. Nós, funcionários e dirigentes da FUP, lamentamos profundamente a perda de um companheiro tão querido e manifestamos nossos sinceros sentimentos aos seus familiares e amigos, à esposa e aos cinco filhos que ele tanto amava: Mariana, Carol, Thiago, João e Antônio.

O velório e o sepultamento serão nesta segunda, 14, entre as 10h e 12h, no Memorial Garden, na cidade de Ourinhos (Estrada Fernando Antônio Paschoal, 1555), interior de São Paulo.

Carrara dedicou a maior parte da sua vida à luta contra as injustiças sociais, sempre se levantando contra todas as formas de opressão. Nos deixa um legado político e, principalmente, um legado de amor. Toninho, como muitos de nós o chamávamos, tinha a estranha mania de ter fé na vida. E não entendam isso como um simples trocadilho com a canção de Milton Nascimento. O fato é que ele cultivava otimismo e esperança em tudo o que fazia. Sempre brincalhão, nos brindava com seu sorriso largo e doce, mesmo nos momentos mais difíceis. Tinha uma delicadeza contagiante nas relações humanas, colocando-se no lugar do outro, sempre. Quanta falta já nos faz!

Se engana quem pensa que toda essa gentileza e generosidade o fragilizava nas lutas sindicais. Pelo contrário. A empatia era o que o potencializava como liderança. Por tudo isso, Carrara sempre foi muito querido e respeitado não só no meio sindical, como nas áreas da Petrobrás em que atuou, do chão da fábrica da Replan às gerências de Responsabilidade Social na Petrobrás Argentina e na Refinaria Abreu e Lima.

O legado sindical que ele nos deixa já faz parte da história da categoria petroleira, como as batalhas travadas contra o desmonte da Petrobrás no governo FHC e as lutas que reverteram as demissões arbitrárias de centenas de trabalhadores nos governos neoliberais.

Trajetória sindical é inspiração para as novas gerações

Antônio Carrara foi admitido na Petrobrás em 1979, como técnico de segurança da Replan, na região de Campinas, em São Paulo. Ingressou na luta sindical com a preocupação de defender melhores condições de trabalho, saúde e segurança para os petroleiros. Na FUP, participou de três mandatos: foi Secretário de Comunicação entre 2000 e 2002 e Coordenador Geral nas duas gestões seguintes (2002-2004 e 2004-2006). Na década de 90, atuou nas direções da CUT São Paulo e do Sindipetro Campinas, onde foi um dos principais articuladores do processo de unificação dos sindicatos do Estado de São Paulo, que resultou na fundação do Sindipetro Unificado SP, em agosto de 2002.

Nos três mandatos sindicais que exerceu na FUP, Carrara participou de algumas das lutas mais difíceis da categoria petroleira sob o governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso. Uma delas foi a denúncia do processo de sucateamento das unidades da Petrobrás e da intensa terceirização que desencadearam graves acidentes, como dois vazamentos de petróleo em um intervalo de apenas seis meses no ano de 2000. O resultado dessa tragédia foi o despejo de 1,3 milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara (RJ) e mais 4 milhões de litros de petróleo nos rios Barigui e Iguaçu, no Paraná. No ano seguinte, em março de 2001, o Brasil e o mundo assistiram perplexos ao afundamento da plataforma P-36, que causou a morte de 11 trabalhadores.

A passagem de Antônio Carrara pela FUP ocorreu durante um período de desmonte acelerado do Sistema Petrobrás, que lembra os tempos atuais, mas foi estancado com a eleição de Lula, em 2002. Os ataques daquela época deixaram marcas profundas no país, como os primeiros leilões de concessão de campos de petróleo, após a quebra do monopólio da Petrobrás; o golpe que o então presidente da empresa, Henri Philippe Reichstul, tentou emplacar às vésperas do Natal de 2000, ao mudar na surdina o nome da estatal para Petrobrax; a entrega de 31,7% das ações da Petrobrás na Bolsa de Nova Iorque; a venda de 30% da Refap, entre tantas outras batalhas enfrentadas no governo de FHC e que desencadearam a histórica campanha Privatizar Faz Mal ao Brasil.

Após assumir a Coordenação da FUP, Carrara teve papel decisivo em uma das principais conquistas políticas da categoria petroleira, impulsionada pela nova correlação de forças que emergiu da urnas em 2002: a reintegração dos grevistas demitidos em 1994 e em 1995 e a anistia e o retorno ao Sistema Petrobrás de cerca de 1.200 trabalhadores da Interbrás, Petromisa, Petroflex e Nitriflex, subsidiárias extintas e privatizadas nos governos de Fernando Collor e Itamar Franco. Também foi durante a sua gestão que os petroleiros celebraram o primeiro Acordo Coletivo de Trabalho da Transpetro.

Carrara deixa ainda como legado e inspiração para as novas gerações de petroleiros dois projetos que ajudou a construir nos anos 2000, em parceria com a diretoria que assumiu a Petrobrás no primeiro governo Lula: o Memória dos Trabalhadores Petrobrás, que reconta a história da empresa através da narrativa dos trabalhadores e das lideranças sindicais, e o projeto MOVA Brasil, que alfabetizou mais de 200 mil jovens e adultos em 11 estados do país, entre 2003 e 2015.

Carrara combateu o bom combate, fazendo de sua existência, resistência.

Antônio Aparecido Carrara, presente. Hoje e sempre!

De seus amigos, funcionários e diretores da FUP

Publicado em Movimentos Sociais

Ao longo destes últimos dois dias, a FUP buscou junto à gestão da Petrobrás a construção de uma alternativa para os pontos da proposta de regramento da PLR que não tiveram os avanços necessários por conta de exigências da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), segundo alegações da empresa. Em carta compromisso enviada à FUP nesta sexta, 11, a Petrobrás se compromete a continuar discutindo uma solução para o regramento da PLR na PBio e atuar junto à SEST em relação à exigência de lucro líquido.

Após dois dias de avaliação e debate, o Conselho Deliberativo da FUP indica a aceitação da proposta, considerando os avanços alcançados no processo de negociação, que resultaram um novo modelo de regramento que supera em muito a primeira proposta da Petrobras e subsidiárias, apesar de uma conjuntura política e econômica extremamente difícil para os petroleiros e a classe trabalhadora. A FUP orienta os sindicatos a realizar assembleias até o dia 23 de dezembro, indicando à categoria a aprovação da última proposta da empresa.


> Acesse as minutas da proposta e a carta compromisso no final da matéria


O regramento da PLR foi intensamente discutido pela FUP com a Petrobrás e subidiárias, mesmo com o curto prazo imposto pela SEST. Foram nove reuniões de negociação realizadas desde o fechamento do Acordo Coletivo, onde a FUP buscou o atendimento de pontos considerados estratégicos para os trabalhadores.

Fruto desse processo, avançamos em pontos fundamentais, como o estabelecimento de um piso para a PLR, de forma que os resultados construídos coletivamente possam ser distribuídos de forma mais igualitária entre os trabalhadores. Garantimos um acordo de regramento de dois anos e o retorno do adiantamento da PLR no início do ano, como era praticado anteriormente. Outra conquista importante foi não permitir redução de PLR por perseguições políticas, estabelecendo na cláusula de penalidades o mesmo conceito de conflito de interesses que é previsto na legislação. Veja abaixo esses e outros pontos que avançaram no regramento da PLR.

Principais mudanças na proposta da Petrobrás, em relação à anterior:

>Piso que beneficia os trabalhadores que ganham menos – PLR de até duas remunerações para salários abaixo de R$ 5 mil; PLR de até R$ 10 mil para trabalhadores que recebem entre R$ 5 mil e R$ 10 mil; para trabalhadores que recebem acima de R$ 10 mil, a PLR será de uma remuneração.

>Acordo por dois anos (exercícios de 2021 e de 2022)

>Retorno da antecipação no início do ano do exercício vigente

>Redução do peso do indicador financeiro e mudança do indicador de venda de óleo e derivados para o de reutilização de água, como foi proposto pela FUP

>Alteração na redação da cláusula de penalidades, onde o conceito de conflito de interesses fico mais claro, conforme previsto na legislação

Pontos cobrados pela FUP e respondidos em carta compromisso:

> Exigência de lucro líquido –a Petrobrás se compromete a continuar tratando essa questão em negociação com a FUP e ações junto à SEST.

>Exclusão da PBio - a empresa alega que a SEST não permite negociação de PLR em empresas estatais com prejuízos acumulados. A FUP reforçou a necessidade de garantir um regramento, independentemente do valor em si da PLR. Na carta compromisso, a Petrobras e a PBio se comprometem a continuar as negociações em 2021, com gestões políticas junto à SEST.

MINUTAS DA PROPOSTA:

> Minuta com a proposta da Petrobras

Carta compromisso da Petrobrás

> Minuta com a proposta da Transpetro

> Minuta com a proposta da TBG

> Carta compromisso da PBio

[Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas lançou nesta sexta, 11, cartilha e estudo internacional com versão em espanhol

[Imprensa da FUP, com informações do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas] 

O coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, participou nesta sexta-feira, 11, do ato de lançamento de duas publicações elaboradas pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. O material vai dar suporte não só aos trabalhadores e entidades que integram o Comitê, como também às frentes parlamentares e às demais organizações que lutam contra as privatizações e o desmonte do setor público. 

As publicações - uma em português e outra em espanhol - trazem dados e informações relevantes que reforçam a importância das empresas e serviços públicos para a sociedade. Já é possível acessar a íntegra das obras nos links abaixo e no site do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.  

O estudo do Transnational Institute (TNI) apresentado em meados deste ano, que reúne informações sobre mais de 1.400 casos bem-sucedidos de remunicipalização em mais de 2.400 cidades de 58 países ao redor do mundo, foi traduzido para o português - O futuro é público: pela propriedade pública dos serviços público - e tem prefácio assinado pelo presidente da Fenae, Sérgio Takemoto, e a coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Rita Serrano, que também participa com o artigo Estado pós-pandemia e as empresas públicas.

A outra obra, já conhecida em português, é a cartilha Empresas Públicas, Fakes e Hechos. Originalmente lançada pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas em 2019, a publicação na versão em espanhol ganha na introdução trecho da carta elaborada em outubro passado durante o 1º Encontro Internacional em Defesa das Empresas e Serviços Públicos - Fórum das Américas em Defesa dos Empregos, Empresas e Serviços Públicos de Qualidade, que discutiu a organização de entidades e trabalhadores em defesa de empresas e serviços públicos na América Latina.

Confira a íntegra das publicações em:

> Estudo O Futuro é  público: pela propriedade pública dos serviços público  

> Cartilha Empresas Públicas, Fakes e Hechos

A versão em português da cartilha Fakes & Fatos também pode ser lida aqui.

Publicado em Petrobrás Fica

A nova proposta de regramento da PLR apresentada hoje pela Petrobrás é ponto de pauta do Conselho Deliberativo da FUP, cuja reunião prossegue na sexta.  O posicionamento da FUP e de seus sindicatos só será definido amanhã.

A proposta da empresa atende parte das reivindicações apresentadas pela FUP no Grupo de Trabalho que vem discutindo o regramento da PLR desde o fechamento do Acordo Coletivo. No entanto, há pontos estratégicos apresentados pelos petroleiros que não foram contemplados.

Leia aqui a matéria publicada com os principais pontos da proposta.

[Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

A Petrobrás apresentou nesta quinta-feira, 10, uma nova proposta de regramento que atende parte das reivindicações apresentadas pela FUP no Grupo de Trabalho. No entanto, há pontos estratégicos que não foram contemplados.

A empresa mantém a condicionante de que é preciso haver lucro líquido para ter PLR, mesmo após ter alterado a regra para a distribuição de dividendos aos acionistas. Isso faz com que os trabalhadores sejam impactados pelos impairments, o que foi questionado pela FUP desde o início do GT. A FUP cobrou a retirada deste conceito, mas não foi atendida.

Outro ponto sensível é em relação à reivindicação de que o regramento seja extensivo aos trabalhadores de todas as subsidiárias. O RH da Petrobras afirmou que a Transpetro, TBG e a Termo Macaé enviarão as minutas do acordo, mantendo os principais pontos da proposta apresentada pela holding. No entanto, o RH informou que não houve acordo com a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) em relação à PBio, em função do alto prejuízo acumulado pela subsidiária. A FUP reiterou que é fundamental que todas as empresas tenham um regramento pactuado.  

A nova proposta de regramento da PLR será analisada pela direção da FUP e dos sindicatos filiados em reunião virtual hoje à tarde do Conselho Deliberativo da entidade.

Inconveniente político

No decorrer da negociação desta quinta com a Petrobrás, a FUP foi surpreendida pela presença na reunião do presidente do Sindmestre, sindicato que nada tem a ver com os petroleiros e que disputa a representação de bases da empresa que hoje são representadas pelo Sindicato dos Marítimos. A composição da mesa de negociação sempre é previamente discutida e anunciada no início das reuniões, o que não aconteceu nesta quinta. O fato foi veemente questionado pela FUP, dada a gravidade política da situação criada pelo RH da Petrobrás. Os petroleiros ameaçaram deixar a reunião, até porque os marítimos são representados por outros sindicatos que não estavam presentes e sequer foram convidados pelo RH. Perante o questionamento da FUP, o presidente do Sindmestre deixou a reunião e os representantes da Petrobrás admitiram o equívoco e pediram desculpas pelo incoveniente político.

Principais mudanças na proposta da Petrobrás, em relação à anterior:

>Piso que beneficia os trabalhadores que ganham menos – PLR de até duas remunerações para salários abaixo de R$ 5 mil; PLR de até R$ 10 mil para trabalhadores que recebem entre R$ 5 mil e R$ 10 mil; para trabalhadores que recebem acima de R$ 10 mil, a PLR será de uma remuneração.

>Acordo por dois anos (exercícios de 2021 e de 2022)

>Retorno da antecipação no início do ano do exercício vigente

>Redução do peso do indicador financeiro e mudança do indicador de venda de óleo e derivados para o de reutilização de água, como foi proposto pela FUP

>Alteração na redação da cláusula de penalidades, deixando mais claro o conceito de conflito de interesses, conforme previsto na legislação

[Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em resposta à cobrança feita pela FUP na última reunião do Grupo de Trabalho que vem discutindo o regramento da PLR 2021, a Petrobrás dará continuidade à negociação nesta quinta-feira, 10. A reunião será realizada pela manhã, através de videoconferência.   

A FUP continuará buscando avanços nos pontos considerados estratégicos pelos trabalhadores. É fundamental que seja definido um piso para a PLR, no sentido de que os resultados construídos coletivamente sejam distribuídos da forma mais igualitária possível entre os trabalhadores, sem o foco apenas na remuneração individual, como quer a gestão da empresa.

Outro ponto reforçado pela FUP no GT é que a Petrobrás volte a fazer o adiantamento da PLR no início do ano, como sempre foi praticado.

Os trabalhadores também querem que o acordo do regramento tenha validade por dois anos, assim como foi conquistado no ACT, garantindo previsibilidade e estabilidade para todos.

[Imprensa da FUP]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.