Além da extinção de 1.000 empregos diretos e indiretos, decisão da Petrobrás de paralisar fábrica do Paraná aumentou a dependência da agroindústria brasileira de fertilizantes importados e variação dos preços do mercado internacional. Há trabalhadores que não conseguiram voltar ao mercado

[Da assessoria de comunicação da FUP]

O fechamento da Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR), em decisão anunciada pela diretoria da Petrobrás há exatamente um ano, surpreendendo os 1.000 trabalhadores da unidade, aumentou ainda mais a dependência da agroindústria brasileira da importação de fertilizantes. Somada às outras duas Fafens que a Petrobrás arrendou no fim de 2019, na Bahia e em Sergipe, a unidade garantia o abastecimento de cerca de 30% do mercado brasileiro de ureia e amônia.

Na época, a FUP e o Sindiquímica-PR informaram que não houve qualquer negociação anterior entre a diretoria da Petrobrás e os trabalhadores da unidade sobre uma possível paralisação das atividades, como determina a legislação trabalhista. Com isso, a FUP instaurou uma greve histórica, que durou 21 dias, contando com acampamento e manifestação dos funcionários, que se acorrentaram no portão da Fafen-PR e também com a ocupação do Edise, edifício sede da Petrobrás no Rio de Janeiro, pela diretoria da FUP, que lutou pela manutenção dos empregos, foi contra a demissão em massa e o desmantelamento da petroleira.

“O fechamento da Fafen-Paraná e o arrendamento das unidades da Bahia e de Sergipe colocou a agroindústria brasileira nas mãos dos importadores de amônia e ureia, base para a produção de fertilizantes, colocando em risco nossa segurança alimentar. As Fafens serviam como lastro para agroindústria escolher onde comprar. Ficamos à mercê das altas de preços no mercado internacional, da variação do dólar e do aumento dos preços dos fertilizantes no mercado interno, já que estes não estão mais sob responsabilidade da Petrobrás”, afirma Deyvid Bacelar, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Desemprego

O fechamento da Fafen-PR impactou fortemente os moradores da região de Curitiba e Araucária. Alguns trabalhadores tinham mais de 20 anos de casa e ainda não conseguiram se recolocar no mercado de trabalho um ano depois.

É o caso de Ademir Jacinto da Silva, morador de Araucária, 43 anos, Coordenador do Sindiquímica-PR e técnico de operação pleno. “Trabalhei na Fafen por mais de 20 anos. Lutei à frente do sindicato pelo direito da nossa classe, mas isso custou minha profissão, pois não consigo mais me recolocar no mercado. Toda a diretoria do sindicato está sofrendo retaliação pela Petrobrás, e nenhuma empresa nos contrata. Nem retorno das entrevistas que já participei eu recebo”, lamenta.

De acordo com ele, quatro ex-diretores do Sindiquímica-PR que foram lotados na Unigel, empresa que arrendou a fábrica de fertilizantes da Bahia, foram demitidos com 20 dias de empresa e tiveram de retornar com suas famílias para o Paraná, ao ser revelado que eles faziam parte da direção do sindicato.

Para Sidney Fernandes Pinto, morador de São José dos Pinhais, 52 anos, técnico em planejamento de manutenção, os últimos meses na Fafen-PR foram muito angustiantes.

“O fechamento da unidade e a demissão mexeram muito com meu psicológico. Meu sentimento foi de perder o chão, o que só piorou com as declarações do ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra, que declarou na época: ‘ou isso, ou justa causa para todos’. Tenho dificuldades até hoje de passar pela Rodovia do Xisto, que é o caminho do meu novo trabalho. Dez meses se passaram e estou longe da minha profissão, porque não consigo me ver trabalhando na função novamente. Falta coragem”, desabafa.

Sobre a FAFEN-PR

Operando desde 1982, a Ansa/Fafen-PR foi adquirida pela Petrobrás em 2013. Usando resíduo asfáltico (RASF), a unidade produzia diariamente 1.303 toneladas de amônia e 1.975 toneladas de ureia, de uso nas indústrias química e de fertilizantes. A planta também produzia 450 mil litros por dia do Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32), aditivo para veículos de grande porte que atua na redução de emissões atmosféricas. A planta ainda tinha capacidade de produzir 200 toneladas/dia de CO2, que é vendido para produtores de gases industriais; 75 toneladas/dia de carbono peletizado, vendido como combustível para caldeiras; e 6 toneladas/dia de enxofre, usado em aplicações diversas.

Publicado em Petrobrás Fica

"Nesta quarta-feira, dia 13, eu participo da primeira reunião do ano do Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (CSMS), do Conselho de Administração da Petrobrás. Integro esse grupo de trabalho desde o início do meu mandato no CA, em julho de 2020", informa Rosângela Buzanelli, respresentante eleita pelos trabalhadores. O Comitê é uma conquista da FUP, garantida no mandato do conselheiro eleito, José Maria Rangel, em 2013.

[Do site do mandato de Rosângela Buzanelli]

Esse comitê (CSMS) tem a função de discutir estratégias de políticas de segurança, saúde e meio ambiente da companhia, levando em consideração a responsabilidade social e o impacto que a empresa tem na sociedade, assim como acompanhar as ações e indicadores nessas áreas para, se necessário, propor ajustes.

Ter uma trabalhadora participando desse comitê é muito importante para fortalecer o debate e a construção de políticas de prevenção. Uma de minhas principais lutas é defender a integridade do trabalhador e a segurança operacional e de processo, pois isso é indispensável para preservar as pessoas, a empresa, as comunidades ao seu entorno e o meio ambiente. 

As discussões sobre saúde e segurança dos empregados foram levadas para dentro do CA graças ao esforço do amigo e petroleiro José Maria Rangel, durante seu mandato como conselheiro, em 2013. Os dois temas foram incorporados ao Comitê de Meio Ambiente, que passou a se chamar Comitê de Segurança, Meio Ambiente e Saúde.

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Publicado em Sistema Petrobrás

A Justiça do Trabalho deferiu nesta segunda, 11, liminar em ação movida pelo Sindipetro-NF para manter os direitos dos petroleiros e das petroleiras na AMS (Assistência Multidisciplinar à Saúde). A decisão abrange os filiados e filiadas do sindicato e seus dependentes.

Os direitos dos empregados da Petrobrás e da Transpetro à AMS são fixados pelos ACTs (Acordos Coletivos de Trabalho), construídos nas lutas de cada trabalhadora e trabalhador nas campanhas reivindicatórias.

No entanto, estes direitos passaram a ser ameaçados pela criação da APS (Associação Petrobrás Saúde), imposta unilateralmente pelas empresas — o que motivou o ingresso de ação judicial pelo NF, por meio do escritório Normando Rodrigues.

Com a liminar, os filiados do Sindipetro-NF têm a garantia do previsto nos ACTs, da seguinte forma: “…determinar que as rés [Petrobrás e Transpetro] se abstenham de modificar o atual rol de beneficiários e/ou condições para o ingresso de novos beneficiários do programa de Assistência Multidisciplinar de Saúde – AMS, mantendo, por ora, os direitos negociados coletivamente”.

O Departamento Jurídico do sindicato explica que, com esta decisão, ninguém precisará se “associar” à APS, para manter seus direitos, como a Petrobrás pretende. A entidade lembra ainda que os atuais acordos coletivos foram conquistados até 31 de agosto de 2022.

O Sindipetro-NF reforça a importância desta conquista na luta contra o desmanche da Petrobrás e dos direitos da categoria petroleira.

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[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em APOSENTADOS

A Petrobras enviou nota à imprensa em que confirmou desembarques em suas unidade marítimas e informou que sempre que um caso suspeito é identificado em unidade offshore são reforçadas as medidas de higienização e distanciamento na unidade e, preventivamente, podem ser realizados testes a bordo.

Para a diretoria do Sindipetro-NF, “essa resposta deixa evidente a falta de cuidado da empresa com a vida dos seus trabalhadores. Pois se a empresa informa para a imprensa que “preventivamente, podem ser realizados testes a bordo”, por que não o faz?”

O sindicato também questiona porque a empresa deixa a contaminação atingir mais trabalhadores e não age de forma preventiva, como alguém que quer proteger a saúde das pessoas.


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Casos se multiplicam

Na última sexta, 8 de janeiro, o SindipetroNF recebeu a notícia de mais desembarques de suspeitos e casos positivos a bordo de plataformas.

"Essa semana informamos que haviam ocorrido desembarques na P-35. Dos 16 trabalhadores desembarcados, o NF tem o resultado de sete pessoas, sendo cinco negativos e dois positivos. Ainda aguarda o resultado de outras nove. Mais nove pessoas de P-35 aguardam desembarque. Enquanto isso a Petrobrás não toma nenhuma medida preventiva.  O que o sindicato observa é que mais e mais trabalhadores são expostos a propagação do vírus", informou o sindicato.

A entidade também noticiou que os trabalhadores de P-61 solicitaram uma nova testagem geral a bordo, devido ao risco dos falsos negativos, evidenciados pela contaminação de cerca de 30% dos trabalhadores da unidade. Na sexta, o sindicato foi informado que mais cinco suspeitos desembarcaram, sem que houvesse testagem preventiva a bordo.

Mídia repercute

No final de semana, diversos veículos de imprensa publicaram matérias a partir de denúncias e informações divulgadas pela FUP e pelo Sindipetro-NF sobre o aumento de casos de Covid-19 entre os trabalhadores do Sistema Petrobras. Veja algumas das matérias:

O Globo: Número de funcionários da Petrobras com Covid tem a maior alta desde o começo da pandemia

UOL: Surto de Covid em 2 plataformas da Petrobras leva ao desembarque de 28 pessoas, diz FUP

Terra: Petrobras ultrapassa os 4 mil infectados com covid-19; desembarques continuam

Petronotícias: FUP ALERTA PARA NOVOS SURTOS DE COVID-19 EM PLATAFORMAS DA PETROBRÁS NA BACIA DE CAMPOS

Sobre os testes

Por incompetência ou descaso, a Petrobrás deixou o contrato de testagem pelo RT-PCR vencer. Como quebra galho, está utilizando a testagem por antígeno.

“Provavelmente a empresa vai responder que o teste de antígeno é eficiente. O que não é mentira! Mas certamente ela vai esconder que a testagem positiva por esse método, deve ser confirmada por RT-PCR. Que é o padrão reconhecido para diagnóstico da COVID-19. Possivelmente também não irá mencionar que ela está buscando um novo contrato para a testagem por RT-PCR que deve entrar em operação daqui a três semanas”, comentou o diretor do Departamento de Saúde do Sindipetro NF, Alexandre Vieira, que vem acompanhando semanalmente com a FUP as reuniões com o Grupo de de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), responsável pelas ações de gestão relativas à pandemia da Covid-19 nas unidades da empresa.

São muitos os questionamentos que a FUP e as entidades sindicais têm feito à empresa, sem receber uma resposta à altura. É o caso, por exemplo, do atendimento médico dos contaminados nos hotéis e a não emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), apesar das recomendações do Ministério Público do Trabalho e a decisão favorável do Supremo. Saiba mais aqui.

[FUP, com informações do Sindipetro-NF e das agências de notícias | Foto: Agência Brasil]

Até o dia 05 de janeiro, foram registrados 525 casos de trabalhadores com suspeita de Covid-19 na Petrobrás. Destes, 264 foram confirmados e, até o momento, 20 petroleiros contaminados estão hospitalizados, oito deles internados em unidades de tratamento intensivo. As informações foram passadas à FUP na quarta-feira, 06, durante a primeira reunião do ano com o grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), responsável pelas ações de gestão relativas à pandemia da Covid-19 nas unidades da empresa.

Segundo a Petrobrás, 3.784 trabalhadores contraíram Covid-19 ao longo de 2020 e se recuperaram. A FUP tornou a cobrar a divulgação dos casos por unidades e questionou a empresa, mais uma vez, sobre a emissão de CATs e o reconhecimento do nexo causal para os petroleiros contaminados no ambiente de trabalho, como é o caso das plataformas, que estão tendo surtos consecutivos de Covid-19. A Petrobrás, no entanto, continua sem responder a essas demandas.

Outras cobranças feitas pela FUP foram a retestagem rotineira dos trabalhadores e o acompanhamento médico nos hotéis durante o pré-embarque para as unidades offshore. A empresa informou que a retestagem está sendo feita após 90 dias para os trabalhadores que apresentaram resultado positivo para Covid-19, o que foi questionado pela Federação, já que a testagem e a retestagem em massa são a melhor forma de prevenir a proliferação da doença, principalmente, nas plataformas, onde os casos estão explodindo.

Neste início de ano, pelo menos duas plataformas da Bacia de Campos – a P-61 e a P-35 - estão com surtos de Covid, como informou o Sindipetro-NF. Somam-se a isso as paradas de manutenção nas refinarias, que estão mobilizando milhares de trabalhadores nas unidades. A FUP, novamente, cobrou da Petrobrás máximo empenho e cuidado nas ações para contenção da pandemia.

Outro fato preocupante é a gestão da Petrobrás ter substituído os testes de RT-PCR pelos de antígeno.  Segundo a empresa, a substituição foi feita de forma piloto em unidades do estado do Rio de Janeiro, como a Reduc, o GasLub e o Cenpes, e até o dia 20 de janeiro nos pré-embarques para as unidades offshore, por conta de problemas nos contratos com os laboratórios. A FUP criticou essa mudança sobre dois aspectos. Primeiro no que concerne ao descaso referente à manutenção e continuidade dos contratos para realização de testes no padrão ouro, aplicando-se o RT-PCR. Segundo, sobre a própria substituição em si, haja vista que o teste protocolar é o RT-PCR e que o Teste de Antígeno não reproduz a certeza de resultado, que possa estabelecer laudos confiáveis, sobre a condição do trabalhador, frente à possível contaminação pela COVID.

Durante a reunião, o Sindipetro-PR/SC denunciou o cerceamento por parte da gestão da Repar da participação do representante do Sindicato na reunião da CIPA, o que, além de descumprimento do ACT, é um caso preocupante, diante do avanço da pandemia nas unidades operacionais. Os representantes da Petrobrás informaram que irão buscar informações sobre o caso.

[Imprensa da FUP \ Foto: Tânia Rego/Agência Brasil]

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) retoma nesta quarta-feira, 06, as reuniões semanais com o grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), responsável pelas ações de gestão relativas à pandemia da Covid-19 nas unidades da empresa. Por solicitação da FUP, as reuniões terão um novo formato, com pautas divulgadas previamente, tanto pelas entidades sindicais, quanto pela gestão da empresa. O objetivo é dar mais transparência ao debate. Veja mais abaixo os pontos de pauta da reunião desta quarta.

Omissão de dados

Ao longo de 2020, a Petrobrás se recusou a divulgar a distribuição do números referentes aos casos de Covid-19 no Sistema Petrobrás, apesar das insistentes cobranças realizadas pela FUP e Sindicatos.

Vacinas

A coordenação do programa de Promoção da Saúde da Petrobrás informou à FUP que a empresa teve reuniões com a Associação Brasileira das Clínicas de Vacina (ABCVAC) para discutir a possibilidade de um plano de vacinação contra a Covid 19 para os trabalhadores da empresa, próprios e terceirizados, como a Federação vem cobrando. Segundo a Petrobrás, a entidade informou que os esforços estão voltados para o atendimento ao setor público e sem previsão para o setor privado. Outra informação passada à FUP é de que a Petrobrás é signatária de um documento que o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gas (IBP) encaminhou ao Ministério da Saúde, ressaltando a importância da imunização para os trabalhadores do setor.

Pontos que a FUP tratará na reunião desta quarta:

1 - Protocolo sobre processo de retestagem para trabalhadores on-shore - A FUP quer que a Petrobras explique a necessidade de se aguardar 90 dias para que trabalhadores que acusaram positivo para COVID-19 voltem a ser testados.

2 - Informações sobre a distribuição do número de casos da Covid-19, entre trabalhadores da Petrobrás e subsidiárias - A FUP solicitou desde o início da pandemia o número de casos especificados por unidade, base e plataformas, mas a empresa continua a negar aos sindicatos a distribuição dos casos. Obs: Não queremos nomes dos trabalhadores somente as informações sobre onde os casos estão ocorrendo.

3 -  Paradas e UMS - A FUP cobrou que sejam informadas as unidades que estão em parada de produção, os contingentes normais de próprios e terceiros, com e sem paradas, bem como os POB´s das UMS e unidades que as UMS estejam conectadas, em regime com e sem a parada de produção.

4 - Problema com o acompanhamento Médico - Trabalhadores contaminados não são consultados por médicos quando chegam no hotel e não possuem assistência no local. Se se sentem mal, precisam ir a um hospital, pois não há profissional disponível para avaliar o estado de saúde dos trabalhadores e prescrever exames ou medicamentos. A FUP já solicitou a presença de um médico no local de quarentena, mas a empresa ainda não nós atendeu.

5 – Cursos - A FUP quer saber quais os procedimentos escritos e precauções para a realização de cursos presenciais e solicita que a empresa envie aos sindicatos cópias dos mesmos. Quais os cursos que ainda estão programados para serem executados presencialmente, turmas e quantidades de alunos?

6 - Nexo causal - A FUP novamente quer discutir o critério para estabelecimento de nexo causal entre a COVID-19 e o trabalho para a Petrobras. Existem casos de contaminações que ainda não foram avaliados quanto ao nexo com o trabalho?

[Da imprensa da FUP]

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deu um ultimato à direção da Petrobrás para que conclua as negociações dos 54 campos de petróleo em terra e em águas rasas, que compõem os Polos de Recôncavo, Miranga, Remanso, Garoupa, Peroá-Cangoá, Merluza e Ceará Mar, até o dia 30/06/2021. Fixou ainda o prazo de 31/12/2021 para a venda dos 15 campos dos polos de Carmópolis, Potiguar e Urucu (que não tiveram sucesso na primeira fase do desinvestimento da estatal). Caso a Petrobrás não consiga vender esses campos no prazo determinado, a ANP deixou claro que pode “iniciar o processo de extinção contratual para os campos sem produção caso conclua que não houve evolução do processo”. Ou seja, o governo Bolsonaro/Guedes, está colocando a “faca no pescoço” da direção da Petrobrás para acelerar o processo de privatização da empresa, mesmo que isso cause prejuízo. Se a venda desses campos de petróleo e gás, já causa um enorme dano a nação, imagine vender esses ativos com pressa, sem esperar a melhor oferta. O valor, com certeza, será abaixo do que vale o ativo. O fato é que está cada vez mais claro que há uma articulação envolvendo o governo federal, a ANP e empresas privadas com o objetivo de acelerar a privatização da Petrobrás. Afinal, se não vender os campos no prazo determinado, a Petrobrás terá de devolvê-los a ANP, que, por sua vez, ficará responsável pela venda. E a Petrobrás não receberá nada em troca. “Isso é uma perversidade. O problema não é porque os campos estão maduros ou têm baixa produção, o que está em jogo é uma decisão governamental de vender a qualquer custo. Mesmo que o campo de Candeias, na Bahia, por exemplo, tivesse o custo de extração de um dólar e o barril estivesse sendo vendido a 40 dólares ( que daria um lucro fabuloso), mesmo assim, o campo de Candeias seria vendido”. Analisa o Diretor de Comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa. Para o Coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, “o que está em jogo não é a lucratividade. O objetivo é entregar o patrimônio público e enfraquecer uma das mais importantes empresas públicas para privilegiar o capital privado e em especial o capital internacional. É um projeto de governo, de Bolsonaro e Guedes”. Com esse tipo de decisão politica do governo federal, que não é econômica, financeira e muito menos técnica, como podemos a acreditar no slogan “Brasil acima de tudo..” ? Como o nosso país está acima de tudo se a ação governamental privilegia o capital estrangeiro que não tem identidade, tradição ou preocupação social com o Brasil e os brasileiros? Com o aval de Bolsonaro, essas empresas ganham trânsito livre para especular e ganhar dinheiro com o patrimônio construído com dinheiro público ao longo de décadas. De acordo com a ANP “até o momento, dos 183 campos de terra e águas rasas colocados no processo de desinvestimento original, 100 (55%) campos foram concluídos, 54 (29%) campos encontram-se em fase avançada de negociação com manifestações das empresas, 15 (8%) não tiveram sucesso e foram incluídos em novos polos do projeto de desinvestimento da Petrobras, distribuídos entre os Polos Carmópolis, Potiguar e Urucu, e 14 (8%) estão em processo de devolução (análise para o descomissionamento ou inclusão na Oferta Permanente)”. [Da imprensa do Sindipetro Bahia | Foto: Agência Brasil]

Publicado em Petrobrás Fica

A Federação Única dos Petroleiros e o representante dos trabalhadores no Conselho Deliberativo da Petros, Norton Almeida, acionaram a Fundação para que esclareça as informações divulgadas nesta sexta-feira (18) pelo jornal O Globo. Segundo a notícia, a diretoria da Petros solicitou à justiça para não cobrar da Petrobrás os R$ 2,9 bilhões da dívida que a empresa tem com o fundo de pensão, por conta da extenão aos aposentados dos três níveis salariais referentes aos Acordos Coletivos de 2004, 2005 e 2006.

Veja o vídeo do conselheiro eleito, Norton Almeida, divulgado aos participantes e assistidos da Petros: 

 

Publicado em PLANO PETROS 1

Em vídeo enviado aos trabalhadores do Sistema Petrobrás, o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, reforça a importância da categoria participar aprovar nas assembleias um amplo calendário de luta contra as privatizações em curso.

A construção de uma agenda nacional de mobilizações em defesa do Sistema Petrobrás foi deliberada no último Conselho Deliberativo da FUP. O calendário está sendo apresentado aos trabalhadores nas assembleias que prosseguem até o dia 23 para deliberar sobre o indicativo de aceitação da proposta de regramento da PLR.  

Atos e mobilizações em defesa da Petrobras

Em plena pandemia da Covid-19, com os trabalhadores cada vez mais expostos à contaminação e sendo transferidos a toque caixa, em meio ao desmonte da empresa, a gestão Castello Branco acelerou o processo de privatização. Nos últimos meses, a Petrobrás comunicou ao mercado que está em estágio final de venda de diversas unidades, como os complexos de refino e terminais da Bahia (Rlam), do Paraná (Repar e Six) e do Ceará (Lubnor).

Não bastassem todas as dificuldades que a pandemia impõe, os petroleiros estão sendo obrigados a enfrentar um dos momentos mais dramáticos da história da categoria. A resistência coletiva é o único caminho possível.

Por isso, a FUP e seus sindicatos convocam os trabalhadores a aprovar uma agenda de mobilizações e atos, tanto em nível nacional, quanto local, em defesa do Sistema Petrobras, dos direitos, dos empregos e da vida.

>Ato nacional contra a venda da Rlam e dos terminais da Bahia, com data a ser definida pela FUP

> Dia Nacional de Luta em defesa da redução do preço do botijão de gás, com ações em diversas cidades do país, articuladas em conjunto com os sindicatos, cuja data ainda será definida.

O Sindipetro Bahia também está submetendo aos trabalhadores de suas bases a aprovação de uma greve local para barrar o desmonte da Petrobrás no estado. A orientação da FUP é de que os demais sindicatos avaliem também outras formas de mobilizações permanentes (paralisações, atrasos, cortes de rendição) contra as privatizações.

[Imprensa da FUP]

 

Publicado em Petrobrás Fica

Na live que a FUP realiza todas as quintas, pela manhã, os diretores da Secretaria de Seguridade, Aposentados e Políticas Sociais, Paulo César Martin e Marise Sansão, receberam esta semana convidados com os quais discutiram alternativas para melhorar a renda dos aposentados e pensionistas do Sistema Petrobrás.

"Os descontos dos PEDs de 2015 e 2018 e da AMS reduziram muito a renda dos aposentados e pensionistas. Alem disso, os assistidos não repactuados dos PPSPs, não tiveram reajuste este ano e os assistidos repactuados dos PPSPs e do PP2 tiveram um reajuste, muito pequeno. Esses fatos trouxeram desespero e aflição a grande maioria dessas pessoas", explica Paulo César.

O que fazer então? Para ajudar a responder essa pergunta, a FUP convidou Luiz Legnani, secretário Geral da COBAP, diretor da Federação dos Aposentados Pensionistas e Idosos de Santa Catarina, presidente da Associação dos Aposentados, Pensionistas e Idosos de Orleans-SC e ex presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa – CNDI  

Juntos, eles falaram sobre as alternativas para melhorar a renda dos aposentados e pensionistas.

Assista a integra: 

Publicado em APOSENTADOS
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.