Valter Sanches, secretário geral do IndustriALL Global Union, declarou em nota, sua solidariedade aos trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Araucária, além do repúdio à medida unilateral da Petrobrás de encerrar as atividades e demissionar sumáriamente cerca de 1.000 trabalhadores da unidade.

“Prezadas companheiras e companheiros, Em nome de IndustriALL Global Union, que representa 50 milhões de trabalhadoras e trabalhadores nos setores de mineração, energia e manufatura em 140 países, expresso o nosso integral apoio às trabalhadoras e trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Araucária, no Paraná”. 

A IndustriALL desafia o poder das empresas multinacionais e negocia com elas em nível global lutando por outro modelo de globalização e um novo modelo econômico e social que coloca as pessoas em primeiro lugar, com base na democracia e na justiça social.


Publicado em Sistema Petrobrás

Os petroleiros estão na luta e se a categoria não se unir, o que aconteceu na Fafen-PR irá acontecer com todas as unidades da Petrobrás. Diante desse cenário, na manhã desta terça-feira (21), começaram as assembleias em todas as bases do Sindipetro PR e SC. 

Os encontros tratam do indicativo de greve e servem para que os petroleiros e petroleiras se posicionem sobre a pauta. As assembleias acontecem entre 20 e 28 de janeiro. Após isso (29), a FUP e seus sindicatos, em seu Conselho Deliberativo, se reunirão para definir os próximos encaminhamentos. 

Para a direção do Sindipetro PR e SC, o momento é de mobilização. Principalmente porque a Petrobrás desrespeita deliberadamente o Acordo Coletivo de Trabalho, impõe tabelas de turno, mudança no cartão ponto e jornada reduzida sem qualquer discussão com o sindicato ou com os trabalhadores.

Outra questão, principalmente após o anúncio da demissão em massa dos trabalhadores da Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR), é que ninguém está garantido no seu posto de trabalho e agora é a hora da mobilização. “Após o caso na Fafen-PR, temos um motivo concreto para dar um basta. O recado tem que ser claro e forte”, explicou Mario Dal Zot, presidente do sindicato. 

O dirigente do Sindipetro PR e SC, Alexandro Guilherme Jorge, também enfatizou que “esse processo na Fafen-PR pode acontecer com todos os trabalhadores, seja na Repar, na Usina do Xisto – SIX ou na Transpetro, por isso precisamos retomar o patamar na mesa de negociação. Hoje, não há avanços, pois não se discute tecnicamente mais nada”. 

O Sindipetro PR e SC, assim como a FUP e outras entidades filiados, a partir do dia 29 de janeiro, definirão os próximos passos da luta, quando os resultados de todas as assembleias estiveram computados e divulgados. 

Caso a empresa não volte para a mesa de negociação, o indicativo é pela greve geral em todas as unidades da Petrobrás. “Eles estão apostando que não existe mobilização. Mas nós temos sentimento de classe, não só solidariedade, e cada um de nós está sendo demitido junto com os trabalhadores da Fafen-PR”, conclui Dal Zot. 

Fafen-PR – Depoimento 

Também nesta terça (21), os petroquímicos fecharam a entrada da Fafen-PR. Alguns trabalhadores permaneceram acorrentados na porta da unidade. O dirigente do Sindiquímica-PR, Paulo Antunes, saiu da mobilização para dar um depoimento aos petroleiros durante assembleia na Repar.

De acordo com o dirigente, a ação foi para impedir a hibernação da fábrica, já que para isso a empresa precisa de efetivo. Todos os trabalhadores estão firmes e não vão sair da porta da unidade. 

“Nossa situação é grave, aqui todos queríamos nossa estabilidade, criar nossos filhos e fazer a coisa correta, como trabalhador. Agora, nós vamos intensificar nossa resistência. É tudo ou nada”, explicou Antunes.

A Petrobrás anunciou a demissão em massa de aproximadamente mil trabalhadores com o fechamento da Fafen-PR. Caso essa ação se concretize, representa que o Brasil passará a importar cada vez mais fertilizantes nitrogenados; o que para a agricultura representa ainda mais dependência do insumo estrangeiro. 

Além disso, Araucária terá grande perda de arrecadação, impactando nos postos de trabalho dos servidores e no comércio local. Sem contar que o Brasil passará a ser dependente da importação de ARLA 32, reagente químico usado para reduzir a poluição ambiental produzida por veículos automotores pesados. 

Mesmo o Brasil sendo o quarto maior consumidor de fertilizantes do mundo, o desmonte da Petrobrás tornará a economia dependente das importações e a soberania alimentar estará comprometida. 

Confira AQUI as próximas assembleias e participe!

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Petroquímicos e petroleiros do Paraná ocupam desde a manhã de terça-feira, 21/01, a entrada da Araucária Nitrogenados (ANSA) para impedir que os gestores coloquem a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR) em hibernação, o que significará a desativação da unidade e a demissão arbitrária de cerca de 1.000 trabalhadores.

A Fafen-PR integra o Sistema Petrobras, cuja gestão anunciou o fechamento da planta e comunicou a demissão sumária dos trabalhadores, que souberam da notícia pela imprensa. Esse fato, além de demonstrar a crueldade dos gestores, contraria o Acordo Coletivo de Trabalho dos petroquímicos, cuja cláusula 26 assegura que "a companhia não promoverá despedida coletiva ou plúrima, motivada ou imotivada, nem rotatividade de pessoal (turnover), sem prévia discussão com o Sindicato". 

Desde o ano passado, quando Roberto Castello Branco assumiu o comando da Petrobrás, defendendo a privatização total da empresa, sua gestão vem promovendo o maior desmonte da história do setor petróleo no mundo. As outras duas fábricas de fertilizantes nitrogenados (Fafen-BA e Fafen-SE) foram hibernadas e seus trabalhadores estão sendo deligados, via PDVs, ou transferidos sumariamente para outras unidades.

Aos trabalhadores da Fafen-PR, que é também 100% controlada pela Petrobrás, não foi dada sequer essa chance. A gestão da fábrica informou que serão todos demitidos 30 dias após a hibernação da unidade, com prazo até 90 dias para serem desligados da empresa.

Na BR Distribuidora, que já foi privatizada, os trabalhadores também foram sumariamente demitidos e os que ficaram sofrem assédio e pressão para se desligarem da empresa, com redução de salários e de benefícios. 

O mesmo acontecerá com os petroleiros das oito refinarias, dutos e terminais que estão em processo acelerado de venda pela gestão Castello Branco.

Para barrar as demissões em massa e os ataques que a direção da Petrobrás vem fazendo contra o Acordo Coletivo de Trabalho, os petroleiros estão aprovando o indicativo da FUP de greve nacional por tempo indeterminado, a partir de primeiro de fevereiro. As assembleias prosseguem até o dia  28. 

Em vídeo na porta da Fafen-PR, o diretor da FUP, Gerson Castellano, um dos mil trabalhadores da fábrica que estão sendo demitidos, explica a importância da resistência da categoria: 

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[FUP]

Publicado em Greve 2020

O ritmo e a raiva; a raiva e o ritmo. Essa junção de sentimentos esteve presente nesta manhã (17), durante protesto em frente à Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR). Ato aconteceu após comunicado da Petrobrás sobre o fechamento da unidade e a demissão sumária de mil trabalhadores.

A postura autoritária e cruel por parte da empresa fez com que se juntasse dois ingredientes fundamentais para uma grande mobilização: o ritmo (mesma sintonia contra a destruição do Sistema Petrobrás) e a raiva (diante das demissões em massa que atingirão os petroquímicos e suas famílias).

A direção da Petrobrás vai entender o recado, pois uma coisa é certa: haverá enfrentamento, aconteça o que acontecer. Toda arbitrariedade tem limite e essa gestão da empresa encerrou sua cota de desrespeito para com o trabalhador.

Diante disso, os petroquímicos e petroleiros, ao lado dos seus familiares, além de representantes de federações, centrais sindicais e sindicatos; junto com políticos, ex-políticos, movimento estudantil e secundarista; demonstraram sintonia: ninguém vai aceitar o fechamento da fábrica e as demissões em massa.

Em cima do ônibus da Federação Única dos Petroleiros (FUP), palavras e sentimentos eram lançados com emoção e sinceridade. O clima estava pesado, já que o momento é tenso, e os trabalhadores fizeram questão de deixar claro que isso não é um problema, mas sim um ingrediente.

O papo foi reto: “a única luta que se perde é aquela que se abandona. No nosso caso, não vamos desistir, vamos lutar até o fim. Não podemos temer, não temos nada mais a perder”, disse Gerson Castellano, dirigente da FUP e petroquímico.

E o ritmo continuou quente. “Lembremos aqui que muitos gerentes que estavam na fábrica fizeram o trabalho sujo, agora também terão que sair com uma mão na frente e a outra atrás”, completou Castellano.

A mensagem para a classe trabalhadora é que mais uma vez quem vai lutar pelo coletivo serão os sindicatos. O dirigente não se esqueceu de mencionar os trabalhadores da operação e da manutenção, assim como os terceirizados, que sempre estiveram e estão na luta ao lado do Sindiquímica-PR.

O momento chave do protesto foi a junção do compasso dos petroleiros, que saíram da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), fechada esta manhã pelos trabalhadores, rumo à Fafen-PR.

Enquanto acontecia a caminhada, o coordenador-geral do Sindiquímica-PR, Santiago da Silva Santos, lá no ônibus da FUP, desferia palavras sinceras em relação ao momento histórico dos petroquímicos.

Parecia que o movimento era orquestrado, pois, enquanto uma massa chegava ao protesto, Santiago intensificava sua fala.

O recado foi esse: “a mensagem hoje aqui não é de depressão, mas sim de transformar esse sentimento em raiva! Em fúria! Temos que jogar na cara desses gestores que hoje são eles que dependem de nós, trabalhadores”.

FUP

Os dirigentes da FUP e dos sindicatos filiados, de diversas partes do Brasil, estiveram em Araucária para mobilizar e fazer parte do grande coletivo de indignados com a atual gestão entreguista da Petrobrás. Para o diretor da Federação, Deyvid Bacelar, haverá muito enfrentamento nos próximos dias.

Ele deixou a seguinte mensagem: “levante a sua cabeça e siga em frente contra tudo isso que está acontecendo em nosso país. Entraremos em assembleia a partir de semana que vem e vamos aprovar uma greve nacional por tempo indeterminado contra as demissões em massa que aqui aconteceram”, disse Deyvid.

Além disso, foram realizados atos em diversos estados bases dos sindicatos filiados como PR/SC e
RS: REFAP; SP: REPLAN e RECAP; MG: REGAP; NF: Aeroporto do Farol (Campos); ES: TAVIT – Terminal da Transpetro em Vitória; BA: EDIBA (Edifício Torre Pituba); PE/PB: Refinaria Abreu e Lima e Terminal da Transpetro Suape; RN: Pólo Guamaré; CE/PI: LUBNOR e AM: REMAN

 

Publicado em Greve 2020
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.