Os 13 sindicatos filiados à FUP deliberaram por encaminhar todas as denúncias relativas ao descumprimento do direito de greve, bem como as reivindicações relacionadas ao movimento, para a Comissão Nacional de Negociação Permanente que está instalada desde sexta-feira (31/01) na sala de reunião 01 do quarto andar do edifício sede da Petrobras (Edise), onde funciona a Gerência de Recursos Humanos.

Em duas decisões consecutivas no sábado (01/02), a Justiça do Trabalho do Rio de janeiro negou liminar à Petrobrás, que pretendia expulsar a Comissão do prédio. A juíza Rosane Ribeiro Catrib autorizou a permanência dos petroleiros, enfatizando a legitimidade da Comissão de Negociação. A gestão da Petrobrás, no entanto, continuou apostando no confronto e desligou a energia elétrica e o fornecimento de água no andar onde estão os dirigentes da FUP.

A juíza expediu nova liminar, determinando o restabelecimento da luz e água, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora de descumprimento. A gestão da empresa atendeu, parcialmente, a determinação, religando a luz e a água, mas ainda mantém o ar condicionado da sala desligado. A sala onde estão os petroleiros continua sem qualquer tipo de ventilação, apesar do calor escaldante do Rio de Janeiro.

A Comissão de Negociação Permanente da FUP não recuará e continuará na sede da Petrobrás até que a gestão da empresa apresente uma solução que evite a  demissão em massa dos trabalhadores da Fafen-PR e estabeleça negociações que de fato atendam ao que foi pactuado no Acordo Coletivo de Trabalho, em novembro do ano passado.

A greve dos petroleiros segue forte em todo o país, nas unidades operacionais, e ganhará reforço nesta segunda, com a adesão dos trabalhadores do horário administrativo.

Diversos atos estão previstos para o início da manhã nas bases do Sistema Petrobras e em frente à sede da empresa, no Rio de Janeiro, em solidariedade à luta dos petroleiros. 

#GreveDosPetroleiros

#PetrobrasÉdoBrasil

#FafenResiste

#NaoAoDesmonte

#EstataisResistem

[FUP]

Publicado em Greve 2020

Trabalhadores que vinham resistindo ao fechamento da Fafen-PR, mantendo a unidade em atividade, deixaram a fábrica na tarde deste sábado (01/02). Eles foram acompanhados por fiscais e pela Vice-Procuradora Chefe do Ministério Público do Trabalho do Paraná, Cristiane Sbalqueiro Lopes, que constataram a insegurança da planta, após o vazamento de amônia, que, apesar de controlado, ainda oferece riscos aos trabalhadores e à comunidade.

O vazamento, que fez disparar as sirenes de alarme por volta das 22h40 de sexta-feira (31/01), teve início após decisão irresponsável da gestão da Fafen-PR, que optou por não voltar a operar a caldeira que mantinha a fábrica funcionando. Objetivo foi acelerar a paralisação da unidade, à revelia dos alertas dos trabalhadores, que estão há 12 dias acampados em frente à unidade para evitar o seu fechamento e as demissões que atingirão mil famílias.

Os dirigentes da FUP, que ocupam há mais de 24 horas uma sala no quarto andar do edifício sede da Petrobrás, no Rio de Janeiro, chegaram a enviar documento ao gerente da empresa, Fabricio Pereira Gomes, que responde por Relações com Sistema, Governo e Entidades Externas, alertando sobre a gravidade do fato e a necessidade da abertura de um canal de negociação com as representações sindicais.

A Vice-Procuradora Chefe do MPT-PR, Cristiane Sbalqueiro Lopes, destaca a urgência de uma solução que resolva o mais rápido possível o conflito estabelecido pelos gestores da Petrobrás com os trabalhadores da Fafen-PR. “Ambas as partes precisam conversar para que não seja aumentado esse risco de catástrofe, que constatamos aqui. Por isso, faço um apelo à Petrobrás para que converse com os trabalhadores”, afirmou hoje, durante sua visita à fábrica, em Araucária.

Os trabalhadores seguirão acampados em frente à Fafen-PR, mobilizando a comunidade e pressionando a gestão da Petrobrás em defesa dos empregos e contra o fechamento da fábrica. A ocupação na porta da unidade completa 13 dias neste domingo (02/02), com participação das famílias dos petroquímicos e dos petroleiros do Paraná.

#FafenResiste

#GreveDosPetroleiros

#DigaNãoàPrivatização

#PetrobrasÉdoBrasil

#PetroleirosLutam

#NaoAoDesmonte

#EstataisResistem

[FUP]

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Publicado em Greve 2020

Na Bahia, o primeiro dia de greve dos petroleiros começou com boa adesão. Houve corte de rendição na Refinaria Landulpho Alves (RLAM) às 0h e às 7h desse sábado, onde os ônibus que levavam os trabalhadores do turno chegaram vazios. Já os trabalhadores do Terminal Marítimo de Madre de Deus aderiram ao movimento na manhã de hoje.

A direção do Sindipetro está realizando piquetes – instrumento legitimo – em todas as unidades do Sistema Petrobras no estado. A greve deve ser intensificada a partir da segunda-feira (03/02), quando os trabalhadores das áreas administrativas da empresa se juntam aos trabalhadores de turno, fortalecendo o movimento.

Na FAFEN não há greve devido à desativação da unidade.

A categoria reivindica o cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e a suspensão das demissões dos trabalhadores da FAFEN Paraná (396 trabalhadores próprios e 600 terceirizados).
Além do descumprimento do ACT, das quebras de acordo e demissões, os petroleiros da Bahia enfrentam também o desmonte da estatal no estado.

A RLAM e Transpetro foram colocadas à venda, os Campos de Petróleo na região de Catu, Candeias, São Sebastião, Alagoinhas e Pojuca também estão à venda, várias sondas terrestres tiveram suas atividades encerradas. A FAFEN foi arrendada e os petroleiros lotados na fábrica de fertilizantes foram transferidos para outros estados, assim como os trabalhadores do edifício Torre Pituba que também estão sendo transferidos. Outros estão sendo forçados a aderir ao Plano de Demissão Voluntária da empresa.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Greve 2020

Na tentativa de abrir um canal de negociação com a gestão da Petrobrás, um grupo de cinco diretores da FUP está desde as 15 horas de ontem (31/01), ocupando uma sala de reunião do edifício sede da empresa (Edise), na Avenida Chile, no Rio de Janeiro. O objetivo é  pressionar a gestão a discutir com a entidade alternativas que evitem as demissões na Fafen-PR e faça a empresa a estabelecer negociações que de fato resolvam as pendências do ACT.

A ocupação ocorre de forma pacífica no quarto andar do edifício, onde funciona a Gerência de Gestão de Pessoas, com quem os diretores da FUP tiveram uma reunião na sexta, para cobrar a abertura de um canal de diálogo com a entidade, na buscar do atendimento da pauta de reivindicações, aprovada pelos petroleiros nas assembleias que deliberaram sobre a greve.

Apesar do caráter negocial e pacifista da ocupação, sem qualquer dano ao patrimônio da Petrobrás, a gestão da empresa ingressou na madrugada deste sábado com uma liminar na Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro, na tentativa de retirar à força os trabalhadores do prédio, o que foi negado pela juíza Rosane Ribeiro Catrib, em uma decisão que enfatiza a legitimidade da ação dos petroleiros.

“Sabemos bem que não estamos diante daquela ordinária hipótese do piquete às portas da empresa, mas também a ocupação ora questionada deverá ser analisada sob a ótica da  excepcionalidade da ação possessória para solução do impasse resultante de movimento grevista”, afirma a juíza em sua decisão.

“A certidão emitida pelo Oficial de Justiça nos dá conta da ocupação pacífica, de uma sala de reuniões do setor de Recursos Humanos, sem qualquer dano ao patrimônio da empresa, afastando a restrição prevista no §3º do art. 6º do diploma legal acima referido. Não há empecilho ao acesso ao trabalho, nem ameaça ou dano à propriedade ou pessoa”, ressalta em outro trecho da decisão.

“Sob nenhum aspecto, a permanência dos ocupantes nesse espaço restrito indica risco ou ameaça à PETROBRÁS. Estamos diante de nada mais que cinco dirigentes sindicais, número que, muito provavelmente, não supera o quantitativo de integrantes da equipe de segurança do prédio sede da Petrobrás, mesmo em um final de semana”, afirma a juíza.

“Aliás, exatamente por tratar-se de um final de semana, as possibilidades de prejuízo ao bom funcionamento da empresa ficam ainda mais reduzidas. E não estaríamos diante desse risco, mesmo em dias de pleno funcionamento do prédio sede. A indisponibilidade de uma das inúmeras salas de reuniões do prédio sede da PETROBRÁS não ameaça o regular desenvolvimento de suas atividades, nem mesmo as do setor de Recursos Humanos. Sob esse aspecto, não passa de um transtorno. E não se pode exigir absoluta normalidade em situação de greve”.

“O que se vê é a legítima atuação do Sindicato no sentido de persuadir a empresa à negociação. Negociação frustrada após uma reunião para a qual foram convidados e não saíram porque, como já dito, permanecem em mesa para negociar. É um sinal de resistência, próprio do jogo democrático”, conclui.

Assista à entrevista deste sábado à TV Forum dos dirigentes da FUP que estão ocupando a sala do quarto andar do Edise: 

#GreveDosPetroleiros

#DigaNãoàPrivatização

#PetrobrasÉdoBrasil

#PetroleirosLutam

#FafenResiste

#NaoAoDesmonte

#EstataisResistem

[FUP]

Publicado em Greve 2020

A greve dos petroleiros, que teve início na madrugada deste sábado, ganhou a adesão pela manhã dos trabalhadores da Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul, e do Terminal Madre de Deus, na Bahia.

Até o momento já são 12 as unidades de refino que estão sem rendição nos turnos e 05 terminais da Transpetro, subsidiária da Petrobrás que também está sob risco de privatização e demissões.

Na Bacia de Campos, 12 plataformas já aderiram à orientação do sindicato de realizar levantamento de pendências de segurança, efetivo e se houve embarque de equipes de contingência a bordo.

Na Fafen-PR, os trabalhadores seguem ocupando a unidade há 12 dias para impedir o seu fechamento e as mil demissões anunciadas pela gestão da Petrobrás para ter início no próximo dia 14.

Na tentativa de abrir um canal de negociação com a gestão da Petrobrás, um grupo de cinco diretores da FUP estão desde as 15 horas de ontem (31/01), ocupando uma sala de reunião no quarto andar do edifício sede da empresa, na Avenida Chile, no Rio de Janeiro.

A greve dos petroleiros é pela suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen) e pelo estabelecimento imediato de um processo de negociação com a Petrobras, que cumpra de fato o que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho, com suspensão imediata das medidas unilaterais tomadas pela gestão e que estão afetando a vida de milhares de trabalhadores.

Gestão da Fafen-PR provoca acidente

Por volta das 22h45 de sexta (31/01), a sirene da Fafen-PR foi acionada, em função de uma vazamento de amônia, que aumenta a insegurança dos trabalhadores e pode atingir a comunidade de Araucária. O acidente foi provocado pela decisão irresponsável da gestão de parar a caldeira que mantém a fábrica operando e, assim, acelerar a paralisação da unidade, à revelia dos alertas dos trabalhadores, que vêm ocupando há 12 dias a Fafen-PR para evitar o seu fechamento e as demissões que atingirão mil famílias.

O vazamento foi controlado na madrugada, com apoio do Corpo de Bombeiros. Os representantes do Sindiquímica-PR se reúnem neste sábado com a gerência da fábrica para discutir as condições de segurança da unidade.

Unidades de refino na greve

Refinaria Alberto Pasqualini, no Rio Grande do Sul (Refap) – desde as 07h de 01/02

Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco (Rnest) – desde a zero hora de 01/02

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste, no Ceará (Lubnor) – desde a zero hora 01/02

Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro (Reduc) - desde a zero hora 01/02

Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná (Repar) - desde a zero hora 01/02

Fábrica de Xisto, no Paraná  (SIX) - desde a zero hora 01/02

Refinaria de Paulínia, em São Paulo (Replan) - desde a zero hora 01/02

Refinaria de Capuava, em Mauá/São Paulo (Recap) - desde a zero hora 01/02

Refinaria Landulpho Alves, na Bahia (Rlam) - desde a zero hora 01/02

Refinaria de Manaus, no Amazonas (Reman) - desde a zero hora 01/02

Refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais (Regap) - desde a zero hora 01/02

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados, no Paraná (FafenPR/Ansa) – ocupação desde o dia 28/01

Terminais na greve

Terminal Madre de Deus, na Bahia – desde as 07h de 01/02

Terminal Aquaviário de Suape, em Pernambuco - desde a zero hora de 01/02

Terminal de Paranaguá, no Paraná (Tepar) - desde a zero hora 01/02

Terminal de São Francisco do Sul, em Santa Catarina (Tefran) - desde a zero hora 01/02

Terminal de Campos Elíseos, no Rio de Janeiro (Tecam) - desde a zero hora 01/02

[FUP]

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Publicado em Greve 2020

Os petroleiros iniciaram na madrugada deste sábado greve por tempo indeterminado no Sistema Petrobrás. A mobilização começou forte em nove estados do país.

A categoria cobra a suspensão das demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), que afetarão mais de mil famílias. Os petroleiros também querem o estabelecimento imediato de um processo de negociação com a empresa, que cumpra de fato o que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho, com suspensão imediata das medidas unilaterais tomadas pela gestão e que estão afetando a vida de milhares de trabalhadores.

Entre as 23h de sexta (31/01) e a zero hora de sábado (01/02), não houve rendição nos turnos de 11 unidades de refino e produção de derivados de petróleo da Petrobrás, nem em três terminais da Transpetro. Veja quadro abaixo.

Pela manhã, os trabalhadores do Rio Grande do Sul, do Espírito Santo e do Norte Fluminense se somam à greve.  

Direção da FUP ocupa Edise para buscar interlocução com a Petrobrás

Uma comissão de negociação da FUP, formada por cinco dirigentes da entidade, está desde às 15h de sexta-feira (31/01), ocupando a sala de reuniões do quarto andar do edifício sede da Petrobrás, na Avenida Chile, no Rio de Janeiro (Edise).  O objetivo é  pressionar a gestão a negociar com a entidade alternativas que evitem as demissões na Fafen-PR e faça a empresa a abrir um canal de negociação que de fato resolva as pendências do ACT.

Gestão da Fafen-PR provoca acidente

Por volta das 22h45 de sexta (31/01), a sirene da Fafen-PR foi acionada, em função de um vazamento de amônia, que aumenta a insegurança dos trabalhadores e pode atingir a comunidade de Araucária. O acidente foi provocado pela decisão irresponsável da gestão de parar a caldeira que mantém a fábrica operando e, assim, acelerar a paralisação da unidade, à revelia dos alertas dos trabalhadores, que vêm ocupando há 12 dias a Fafen-PR para evitar o seu fechamento e as demissões que atingirão mil famílias. 

Onde os petroleiros já começaram a greve?

Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco (Rnest)

Terminal Aquaviário de Suape, em Pernambuco

Fábrica de Lubrificantes do Nordeste, no Ceará (Lubnor)

Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro (Reduc)

Refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná (Repar)

Fábrica de Xisto, no Paraná  (SIX)

Terminal de Paranaguá, no Paraná (Tepar)

Terminal de São Francisco do Sul, em Santa Catarina (Tefran)

Refinaria de Paulínia, em São Paulo (Replan)

Refinaria de Capuava, em Mauá/São Paulo (Recap)

Refinaria Landulpho Alves, na Bahia (Rlam)

Refinaria de Manaus, no Amazonas (Reman)

Refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais (Regap)

Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados, no Paraná (FafenPR/Ansa)

O que querem os petroleiros?

> Suspensão da demissão em massa dos trabalhadores da Fafen-PR, prevista para ter início no dia 14 fevereiro;

> Suspensão das medidas unilaterais que contrariam o ACT e os fóruns de negociação:

# Implantação unilateral das tabelas de turno de 3x2, em ciclos de 5 dias

# Posicionamentos equivocados de cartões de ponto para apuração da hora extra da troca de turno

# Fim do interstício total e exigência dos trabalhadores chegarem na madrugada,

# Transferências de trabalhadores sem negociação com os sindicatos

# Ataques à AMS e à PLR, com imposições de decisões à revelia do ACT e da legislação

 > Estabelecimento imediato de um processo negocial sobre todos estes pontos, com duração mínima de 30 dias;

> Que não haja condicionamento de renúncia de direitos ao avanço das tratativas

A pauta de reinvindicações foi apresentada à Gerência de Gestão de Pessoas da Petrobrás em reunião na sexta (31/01).

Abastecimento garantido

Mesmo com a greve, os petroleiros garantem que vão manter o abastecimento de combustíveis, para não prejudicar a população. A categoria vai aproveitar o movimento e dar continuidade à campanha “Privatização da Petrobrás: isso é da sua conta”, iniciada em novembro de 2019, para alertar a sociedade sobre os prejuízos que a população vem amargando com o desmonte da empresa. A política de reajustes de combustíveis mantida pela atual gestão pesa no bolso dos consumidores, assim como o fechamento das fábricas de fertilizantes e a venda de refinarias, terminais, oleodutos, campos de petróleo, usinas de biodiesel e de diversos outros ativos do Sistema Petrobrás. 

#GreveDosPetroleiros

#DigaNãoàPrivatização

#PetrobrasÉdoBrasil

#PetroleirosLutam

#FafenResiste

#NaoAoDesmonte

[FUP]

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Publicado em Greve 2020

Dirigentes da FUP estão ocupando desde às 15h desta sexta-feira (31) a sede da Petrobrás, na Avenida Chile, no Rio de Janeiro.  

O objetivo é pressionar a gestão da empresa a negociar com a entidade alternativas que evitem as demissões na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná.

Os petroleiros também cobram negociação das pendências do Acordo Coletivo, com suspensão imediata das medidas unilaterais que estão afetando a vida de milhares de trabalhadores.

A ocupação foi anunciada pela FUP ao final da reunião desta sexta com a gestão da Petrobrás, onde os petroleiros ponderaram sobre a importância da empresa atender à pauta de reivindicações aprovada pela categoria nas assembleias que deliberaram sobre a greve que começa neste sábado em todo o país.  

O gerente de Relações com Sistema, Governo e Entidades Externas,  Fabricio Pereira Gomes, saiu da sala de reuniões, se comprometendo a levar o pleito da categoria para a Diretoria Executiva da Petrobrás e responder às representações sindicais o quanto antes.

A ocupação pacífica ocorre no quarto andar do prédio, onde está localizada a Gerência de Gestão de Pessoas.  “Ficaremos aqui por quanto tempo for necessário para que a direção da Petrobrás se sensibilize sobre a urgência de suspender as demissões na Fafen-PR, que afetam a vida de mais de mil famílias. Nosso objetivo é abrir um canal imediato de negociação com a empresa e estaremos aqui , dia e noite, dispostos a negociar”, afirma o diretor da FUP, Deyvid Bacelar, um dos petroleiros que estão na ocupação.

A partir da meia noite, os petroleiros das unidades operacionais do Sistema Petrobras iniciam a greve nacional da categoria, unificando a luta em defesa dos empregos, do Acordo Coletivo de Trabalho e da Petrobrás.

[FUP]

Publicado em Greve 2020

Dirigentes da FUP estiveram reunidos na tarde desta sexta-feira, 31, com a gestão da Petrobrás, cobrando a suspensão das demissões dos trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná, empresa 100% Petrobrás. A Federação também quer o estabelecimento imediato de um processo de negociação que cumpra de fato o que prevê o Acordo Coletivo de Trabalho em relação a questões como regimes de turno, jornadas de trabalho, Assistência Médica de Saúde (AMS), bem como o cumprimento das novas regras para o pagamento da PLR.

Todos estes pontos foram aprovados pelos petroleiros nas assembleias que deliberaram sobre a greve por tempo indeterminado, a partir deste sábado, caso a Petrobrás não atenda às reivindicações.

No documento apresentado à empresa, a FUP e seus sindicatos ressaltam que, ao contrário do que tem afirmado a gestão, “há precedentes de absorção de pessoal de subsidiárias pela controladora e a situação em concreto em nada se confundiria com "burla" ao crivo constitucional do concurso público” e que  “a versão dos fatos narrados pela Petrobras em seus comunicados distorce a verdade”.

A FUP afirma, ainda, no documento que as medidas tomadas de forma unilateral pela gestão da Petrobrás ferem o Acordo Coletivo e demonstram “a verdadeira intenção patronal em realizar mudanças de forma unilateral para pressionar as entidades sindicais a renunciar direito da categoria, uma estratégia de diminuição de passivo trabalhista e tributário para facilitar a venda e privatização da empresa, o que definitivamente encontrará óbice nas Entidades Sindicais”.

O que querem os petroleiros e petroleiras:

> Suspensão da demissão em massa dos trabalhadores da Fafen-PR, prevista para ter início no dia 14 fevereiro;

> Suspensão das medidas unilaterais que contrariam o ACT e os fóruns de negociação:

# Implantação unilateral das tabelas de turno de 3x2, em ciclos de 5 dias

# Posicionamentos equivocados de cartões de ponto para apuração da hora extra da troca de turno

# Fim do interstício total e exigência dos trabalhadores chegarem na madrugada,

# Transferências de trabalhadores sem negociação com os sindicatos

# Ataques à AMS e à PLR, com imposições de decisões à revelia do ACT e da legislação

 > Estabelecimento imediato de um processo negocial sobre todos estes pontos, com duração mínima de 30 dias;

> Que não haja condicionamento de renúncia de direitos ao avanço das tratativas

 Veja a íntegra da pauta de reivindicações apresentada pela FUP à Petrobrás:

[FUP]

Publicado em Greve 2020
Quinta, 30 Janeiro 2020 18:29

Ilegal é descumprir o Acordo Coletivo

A direção bolsonarista da Petrobras tenta criminalizar a greve dos petroleiros, mentindo para os trabalhadores e para a sociedade, ao acusar a mobilização de “ilegal”. O objetivo é tentar intimidar a categoria, como fez a empresa ao enviar seguranças armados ao Ministério Público do Trabalho do Paraná, no último dia 24, durante audiência com o Sindicato dos Petroquímicos.

“Ilegal é descumprir Acordos e a própria legislação, como vem fazendo a gestão da Petrobrás. Ilegal é enviar capangas armados para uma audiência no MPT”, afirma o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

A greve dos petroleiros, que tem início no sábado, é pelo cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho assinado em 04/11/2019 pela Petrobrás e por suas subsidiárias, com a chancela do Tribunal Superior do Trabalho, que mediou as negociações com a FUP e seus sindicatos. 

As demissões em massa na Fafen-PR e as transferências arbitrárias que estão sendo impostas pela empresa em função do fechamento e desativação de unidades por todo o país ferem, e muito,  o ACT.

“A Companhia não promoverá despedida coletiva ou plúrima, motivada ou imotivada, nem rotatividade de pessoal (turnover), sem prévia discussão com o Sindicato”, garante a Cláusula 26 do Acordo Coletivo da Araucária Nitrogenados, cuja redação é a mesma da cláusula 41 do ACT da Petrobrás, sobre dispensa coletiva.

Os gestores da empresa, no entanto, sequer comunicaram previamente ao sindicato ou à FUP a intenção de hibernar a Fafen-PR e demitir todos os trabalhadores. As entidades sindicais, assim como a categoria, souberam do fato pela imprensa. Não foi dada qualquer possibilidade de se buscar uma alternativa negociada para os trabalhadores.

Esse não foi um caso isolado de descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho.

A Petrobrás descumpre o ACT ao implantar, à revelia dos trabalhadores, uma nova tabela de turno ininterrupto que aumentará a já elevada sobrecarga de trabalho nas unidades operacionais.

A Petrobrás descumpre o Acordo Coletivo ao esvaziar e desrespeitar os fóruns de negociação, impondo à categoria bancos de horas, alterações de escalas de trabalho, mudanças na Assistência Médica, entre várias outras ações unilaterais que atropelam o ACT.

É mais uma provocação da gestão da Petrobrás querer criminalizar a greve dos petroleiros, como fez em novembro do ano passado, em jogada ensaiada com o ministro do TST, Ives Gandra. Em uma decisão monocrática, ele proibiu preventivamente a greve da categoria, impondo multas milionárias à FUP e aos seus sindicatos e o bloqueio das contas das entidades. Uma aberração jurídica que foi derrubada em julgamento da Seção de Dissídios Coletivos do TST, no dia 09/12.   

Os petroleiros e petroleiras não se intimidarão e seguirão na luta contra as demissões na Fafen-PR e em defesa do Acordo Coletivo. A resposta às arbitrariedades dos gestores será dada com uma greve forte e coesa em todo o Sistema Petrobrás.

[FUP]

Publicado em Greve 2020

Os dirigentes do Sindiquímica-PR foram até a Praça Vicente Machado, no centro de Araucária, para fazer uma ação diferente. Na oportunidade, os petroquímicos distribuíram um quilo de feijão para cada cidadão que passava pela região central da cidade. Aproveitaram também para informar a sociedade sobre os impactos das demissões em massa na Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR).

Durante as conversas, os dirigentes sindicais, que “pintaram” o verde da Vicente Machado com o laranja de luta da categoria, foram bem recepcionados pelas pessoas que paravam para ouvir os informes.

Para o diretor do sindicato, Santiago da Silva Santos, o objetivo da ação foi alertar as pessoas sobre as demissões em massa e o fechamento da fábrica de fertilizantes. “Foi uma ação diferente. Fica o alerta para a população de Araucária e os políticos de da cidade”, disse.

Para Santiago, todos perdem com a desindustrialização da região, com exceção dos acionistas estrangeiros da Petrobras: “eles, a atual gestão da companhia, alegam prejuízo, porém, sabemos que se trata de uma manobra contábil. Na verdade, a decisão do fechamento é política”.

1º de fevereiro: Greve Nacional

Durante as conversas, os dirigentes do Sindiquímica-PR convocaram a sociedade para participar do ato oficial de início da Greve Nacional dos Petroleiros, que começa em 1º de fevereiro na Fafen-PR, em Araucária.

Neste dia, também serão distribuídos uma tonelada e meia de feijão aos cidadãos. Para os dirigentes do Sindiquímica-PR, a luta é de todos, já que com o fechamento da unidade haverá forte impacto no comércio local, que pode perder até R$ 8,5 milhões de massa salarial dos trabalhadores.

Desindustrialização

No Paraná, a desindustrialização está acelerada. A Fafen-PR pode fechar, a Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, também está no radar de vendas de unidades da Petrobras, assim como a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar).

Nesse sentido, Santiago também apontou que “a greve que começa em 1º de fevereiro é pela sobrevivência do Sistema Petrobrás. O Brasil está sendo desindustrializado”.

Trabalhadores na mira dos jagunços da Petrobras

Os dirigentes do sindicato dos petroquímicos já demonstraram publicamente preocupação com a situação na Fafen-PR. A Petrobras já levou seis jagunços armados para a porta do MPT, na última sexta-feira, 24, numa tentativa de intimidar o sindicato, e, hoje, eles estão em frente ao relógio ponto dentro da unidade.

Enquanto isso, a importação de fertilizantes aumenta

Em 2019 a Petrobras isentou grande parte dos fertilizantes importados. O que reforça a tese de que o fechamento das fábricas de fertilizantes nitrogenados é política.

O resultado do desinvestimento nacional foi o recorde de importações desses insumos, que atingiu 31 milhões de toneladas, uma evolução de 5% em relação às do ano anterior.

Os principais fornecedores de fertilizantes para o Brasil foram Rússia, Canadá, China e Marrocos.

Cronograma dos petroquímicos

O 29 de janeiro da categoria foi intenso. Pela manhã, aconteceu o ato na Praça Vicente Machado, em Araucária. Já no início da tarde, os trabalhadores se dirigiram a Câmara Municipal de Vereadores para protestar diante da tentativa dos parlamentares da cidade de aumentar os próprios salários.

Ou seja, enquanto trabalhadores são demitidos em massa, a economia local sofre com desindustrialização, a sociedade é impactada e os representantes do legislativo tentam melhorar seus próprios rendimentos.

Diante disso, os dirigentes fizeram uma fala no Legislativo alertando para essas contradições e exigindo mais ações dos políticos diante da desindustrialização da região.

Depois, os petroquímicos retornaram para a ocupação em frente à Fafen-PR. A mobilização por lá entra no nono dia consecutivo.

Os trabalhadores da Fafen-PR resistem porque, nas palavras de ordem da própria categoria, defender a Fafen é defender a Petrobras e defender a Petrobras é defender o Brasil.

[Via Sindiquímica-PR]

Publicado em Greve 2020
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