Sindicato dos Petroleiros do estado da Bahia paralisa sonda operada pela ELFE, localizada no município de Catu (BA). A empresa completa hoje (22), dezessete dias de salário atrasado. A empresa, que presta serviços para a CERB (órgão do governo do estado da Bahia), vem atrasando salários todo mês com regularidade. No mês passado referente ao salário de janeiro, o atraso foi de 30 dias, prejudicando todos os trabalhadores.

O Sindicato dos Petroleiros do Estado da Bahia está aqui hoje em defesa da categoria, pois não há motivos para esse absurdo, neste momento difícil de pandemia, os trabalhadores estão com suas contas atrasadas inclusive com dificuldades com a alimentação de suas famílias por conta dessa postura da ELFE. O Sindipetro BA irá parar regularmente as sondas da CERB para garantir que se tomem as medidas necessárias para organizar todas as pendências financeiras dos seus trabalhadores e trabalhadoras.

O número da sonda é PR-28, todos os trabalhadores pararam e a CERB foi informada da atual situação.

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Publicado em Setor Privado

Os trabalhadores da Elfe Operação e Manutenção S.A. denunciaram que a empresa continua atrasando o pagamento das parcelas do acordo firmado da rescisão dos demitidos em dias 27 de março e 01 de abril deste ano. O parcelamento foi acordado em ACT para ser feito em 12 vezes, sem consultar a categoria.

Novamente o Departamento Pessoal da Elfe informou que estão liberando os pagamentos de acordo com o fluxo de caixa, nos dias 15 e 24, mas os trabalhadores estão revoltados, porque o acordo era pagar todos no dia 15 e muitos contam com o dinheiro para viver.

No dia 26 de agosto, o Sindipetro-NF já havia denunciado a mesma situação. Apesar de não representar os empregados da Elfe a entidade apoia a luta dos trabalhadores e acompanha esse caso. “Mais uma vez a Petrobras se omite diante do sofrimento dos trabalhadores terceirizados que são os que mais sofrem quando há o fim de um contrato. O que o NF pode fazer é apoiá-los” – comenta o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra. 

CLÁUSULA QUINTA – PARCELAMENTO DO VALOR DE EVENTUAL RESCISÃO

Diante da crise a ser enfrentada em razão da pandemia, permite-se, que as verbas rescisórias oriundas das rescisões de contrato de trabalho durante a vigência deste ACT e aquelas realizadas a partir de 20 de março de 2020, bem como as ocorridas nos 2 (dois) meses subsequentes à extinção deste instrumento, poderão ser parceladas em até 12 (doze) parcelas mensais e sucessivas, sem o pagamento da multa prevista do art. 479 da CLT, para os casos término antecipado do contrato de trabalho por prazo determinado, bem como não haverá incidência das multas dos arts. 467 e 477 da Consolidação das Leis do Trabalho e das demais multas contidas nas normas coletivas de trabalho, por se tratar de atos excepcionais.
Parágrafo Primeiro: Nenhuma parcela a ser paga aos trabalhadores será inferior a R$ 500,00, sendo observado o parcelamento de acordo com o referido valor.
Parágrafo Segundo: O vencimento das parcelas ocorrerá todo dia 15, com início em 15/04/2020 para os trabalhadores já dispensados nos dias 27/03 e 01/04/2020.
Parágrafo Terceiro: O pagamento das primeiras parcelas das rescisões eventualmente realizadas após a assinatura do presente acordo observará o seguinte cronograma:
Parágrafo Quarto: As parcelas a partir da segunda seguirão o cronograma de pagamento no dia 15 ou 1º dia útil subsequente.
Parágrafo Quinto: No cálculo do pagamento serão incluídos os valores devidos a título de saldo de salário, verbas rescisórias (13º e férias proporcionais, aviso prévio, saldo de banco de horas, eventuais férias vencidas).
Parágrafo Sexto: A multa fundiária será depositada, à vista, na conta vinculada do trabalhador, até o vencimento da primeira parcela, na forma do §2º do artigo 18, da Lei 8036/90.
Parágrafo Sétimo: A acordante se compromete a apresentar planilha com indicação dos valores das rescisões, número de parcelas e data do pagamento da 1ª parcela, conforme ajustado nos parágrafos acima”.

[Imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Setor Privado

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.