Ao embarcar nesta segunda-feira, 19, para a P-74, no Campo de Búzios, onde acompanha inspeção da Comissão de Certificação (ComCer), fórum tripartite estabelecido pelo Anexo II da NR-13, o diretor da FUP, Raimundo Santos, que é membro da bancada dos trabalhadores na Comissão e integra a Secretaria de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da Federação, pode testar pessoalmente os protocolos de segurança da Petrobrás em relação à Covid-19.

Confinado em um hotel próximo ao aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, de onde embarcou para a plataforma, Raimundo seguiu, passo a passo, as orientações da empresa de saúde terceirizada contratada pela estatal para realizar a triagem e monitoramento dos trabalhadores no pré-embarque. Ao afirmar que teve Covid há pouco mais de um mês, ele foi informado que não poderia fazer o teste protocolar que é exigido antes do embarque, pois a recomendação da Petrobrás é de que trabalhadores que já testaram positivo só sejam testados novamente após 90 dias.

Raimundo explicou que a nota técnica do SMS que prevê esse protocolo já foi diversas vezes questionada pela FUP e seus sindicatos e afirmou que só embarcaria mediante a realização do teste, o que foi realizado, após autorização da empresa. O resultado do teste deu negativo, o que comprova o equívoco da Petrobrás ao impor intervalo de 90 dias para o teste de trabalhadores que já foram infectados, alegando que os resultados tendem a ser um falso positivo.

Inspeções

Além da P-74, o diretor de SMS da FUP acompanha as inspeções da ComCer à Reduc e à Bacia de Campos, que serão realizadas na sequência, ainda esta semana.

[Imprensa da FUP | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde]

A FUP recomenda a todos os sindicatos filiados que não participem das auditorias remotas para certificação dos Serviços Próprios de Inspeção de Equipamentos (SPIE) nas unidades do Sistema Petrobrás. A decisão foi tomada em conjunto com as direções sindicais, no Conselho Deliberativo da FUP. 

A orientação é que os sindicatos utilizem o modelo enviado para resposta ao Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), órgão responsável pelo processo de certificação de SPIE.

Em documento enviado em junho ao IBP, a FUP e a Confederação Nacional do Ramo Químico (CNRQ) alertaram para a insegurança das auditorias remotas que estão sendo realizadas, sem concordância dos sindicatos e da Bancada dos Trabalhadores na Comissão de Certificação (ComCer).

As entidades cobraram a suspensão das auditorias durante a pandemia da covid-19, destacando que, ao impor um processo de certificação remota, o IBP “estabelece para si a responsabilidade em assumir a informações que balizarão as análises de risco a serem realizadas”. No documento, a FUP e a CNQR ressaltam que a “a fotografia a ser revelada nas auditorias remotas que já foram e serão realizadas, não expressa a realidade testemunhada, vivida e acompanhada pelos trabalhadores e suas representações”.

A FUP e a CNQR também questionaram o IBP por ter ignorado a discordância da Bancada dos Trabalhadores na ComCer e autorizado as auditorias remotas, apesar da posição dividida da Comissão. No entendimento dos trabalhadores, a certificação remota, além de não ser representativa, é incoerentes com a realidade. “Situação essa que deve ser revista o quanto antes, pois, como por exemplo, nem seis meses separam a nova certificação da REDUC e um acidente de grandes proporções em que análises preliminares remetem a problemas de inspeção”, alertam.

A FUP espera que o IBP reveja sua posição e atenda as reivindicações das representações dos trabalhadores, suspendendo imediatamente o processo remoto de certificação. Enquanto isso não ocorrer, a recomendação é que os sindicatos filiados não participem das auditorias, conforme decisão do Conselho Delioberativo.

Também foi recomendado aos representantes na Bancada dos Trabalhadores da ComCer que “se abstenham de decisões que envolvam deliberações sobre as auditorias de manutenção, renovação, acompanhamento realizadas de forma remota”.

A Secretaria de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da FUP está à disposição para esclarecer as dúvidas dos sindicatos e da categoria. A Bancada dos Trabalhadores na ComCer também pode ser consultada, através de seus integrantes, os petroleiros Raimundo Teles Santos, Edison Terterola e Alexandro Guilherme Jorge, diretor de SMS da FUP.


> Leia aqui a integra do documento enviado ao IBP


[FUP | Foto: incêndio na Reduc]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em documento enviado ao Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), órgão responsável pelo processo de certificação de SPIE (Serviços Próprios de Inspeção de Equipamentos), a FUP e a Confederação Nacional do Ramo Químico (CNRQ) alertam para a insegurança das auditorias remotas que estão sendo realizadas no Sistema Petrobrás, sem concordância dos sindicatos e da Bancada dos Trabalhadores na Comissão de Certificação (ComCer).

As entidades cobram a suspensão das auditorias durante a pandemia da covid-19, destacando que, ao impor um processo de certificação remota, o IBP “estabelece para si a responsabilidade em assumir a informações que balizarão as análises de risco a serem realizadas”. No documento, a FUP e a CNQR ressaltam que a “a fotografia a ser revelada nas auditorias remotas que já foram e serão realizadas, não expressa a realidade testemunhada, vivida e acompanhada pelos trabalhadores e suas representações”.

As entidades também criticam o IBP por ter ignorado a discordância da Bancada dos Trabalhadores na ComCer e autorizado as auditorias remotas, apesar da posição dividida da Comissão. No entendimento dos trabalhadores, a certificação remota, além de não ser representativa, é incoerentes com a realidade. “Situação essa que deve ser revista o quanto antes, pois, como por exemplo, nem seis meses separam a nova certificação da REDUC e um acidente de grandes proporções em que análises preliminares remetem a problemas de inspeção”, alertam.

A FUP espera que o IBP reveja sua posição e atenda as reivindicações das representações dos trabalhadores, suspendendo imediatamente o processo remoto de certificação.  Enquanto isso não ocorrer, a recomendação é que os sindicatos filiados não participem das auditorias e que os representantes na Bancada dos Trabalhadores da ComCer “se abstenham de decisões que envolvam deliberações sobre as auditorias de manutenção, renovação, acompanhamento realizadas de forma remota”, como destacam a FUP e a CNQR no documento enviado ao órgão certificador.

A Secretaria de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da FUP está à disposição para esclarecer as dúvidas dos sindicatos e da categoria. A Bancada dos Trabalhadores na ComCer também pode ser consultada, através de seus integrantes, os petroleiros Raimundo Teles Santos, Edison Terterola e Alexandro Guilherme Jorge, diretor de SMS da FUP.


> Leia aqui a integra do documento enviado ao IBP


[FUP | Foto: incêndio na Reduc]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.