No sábado, dia 10, o petroleiro Breno Dumoulin Dos Reis veio a óbito por consequências do COVID-19. 

O técnico de operação da REDUC, trabalhava no setor de tratamento de água e efluentes (TEU/AE), tinha apenas 42 anos de idade e estava internado no CTI do Hospital Quinta D’or, no Rio de Janeiro. 

"Mais uma vítima do descaso gerencial comandado por uma direção bolsonarista na Petrobrás", lamenta o diretor do Sindipetro Caxias, Luciano Santos. 

O velório ocorreu nesta segunda-feira, 12, no Crematório e Cemitério da Penitência. 

A FUP e o Sindipetro Caxias se solidarizam aos familiares e amigos do trabalhador. 

Breno dos Reis, presente! 

O caso de Paulo Roberto Carvalho Júnior, de 53 anos, ex-comandante de navio da Transpetro, pode abrir debate, segundo matéria publicada pelo Uol

“Quantos mais terão que morrer para a Petrobrás cumprir protocolos sanitários corretos, proteger a vida dos trabalhadores e reconhecer o nexo causal entre a infecção por Covid-19 e a atividade profissional?”, indaga o coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar , diante do constante descaso da gestão da empresa com a saúde dos petroleiros. Ele espera que a Justiça responsabilize a direção da Petrobrás por morte de petroleiro por Covid-19.

A Petrobrás se recusa a emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) em casos de contaminação por Covid em suas plataformas. Mas uma ação judicial sobre a morte do petroleiro da Transpetro Paulo Roberto Carvalho Júnior, de 53 anos, promete abrir debate na Justiça do Trabalho sobre a responsabilidade de empresas em casos de Covid-19,de acordo com matéria publicada pelo Uol neste final de semana. O ex-comandante do navio João Cândido se contaminou embarcado e morreu. No fim de novembro, ele começou a sentir sintomas da doença, mas somente em 5 de dezembro conseguiu chegar em um porto de São Sebastião, em São Paulo. Foi internado, intubado e morreu em 16 de dezembro.

O petroleiro Paulo Roberto engrossa a trágica lista de 80 mortos por covid -19, contaminados em unidades da Petrobrás, segundo denúncias recebidas pela FUP.

“É inadmissível vidas perdidas em função do descaso da gestão da Petrobrás, que descumpre determinações de lei e de acordo coletivo de trabalho, como a jornada de no máximo 14 dias embarcado. Além de mortes, há situações de trabalhadores sobreviventes da Covid-19 que ficaram com lesões permanentes, e tiveram que se aposentar por deficiência respiratória e outros males consequentes”, afirmou Bacelar.

Ele destacou que a determinação da Petrobrás contra a emissão da CAT vai na contramão de recentes decisões que apontam nexo causal entre a infecção e a atividade profissional, caracterizando a contaminação pelo coronavírus como doença laboral.

No último dia 4, os petroleiros do Norte Fluminense, ligados ao Sindipetro-NF, iniciaram a Greve pela Vida, reivindicando a adoção de medidas de segurança e protocolos sanitários recomendados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), como o uso de máscaras adequadas para todos e testagens. Dois dias depois do início da greve, a Petrobrás voltou a oferecer testes em três postos terrestres da empresa, em Macaé. Desde o dia 22 de abril a empresa não estava testando essas equipes alegando problemas de contrato com fornecedores. Para cobrir a falha, o Sindipetro-NF vinha disponibilizando testes RT-PCR em convênio com um laboratório da cidade.

“Todas as semanas recebemos apelos desesperados de trabalhadores e trabalhadoras denunciando casos de Covid-19 em plataformas da Bacia de Campos. São pessoas que ficam 14 dias ou mais nesses ambientes, tempo suficiente para que uma pessoa que chegue contaminada a uma plataforma infecte várias outras. Estamos registrando surtos em diversas unidades nos últimos meses, com desembarque urgente de dez, 20 ou mais trabalhadores”, diz o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

Uma das principais razões para a greve petroleira é a adoção unilateral, pela Petrobrás, de escalas de trabalho que ultrapassam 14 dias de embarque nas plataformas da Bacia de Campos. Além de não ser fruto de nenhuma negociação com o Sindipetro-NF, este comportamento da empresa desrespeita a legislação e o Acordo Coletivo da categoria.

De acordo com o advogado Normando Rodrigues, assessor da FUP e do Sindipetro-NF, a lei 5.811/72 prevê um limite para essa escala, em seu artigo 8º: “O empregado não poderá permanecer em serviço, no regime de revezamento previsto para as situações especiais de que tratam as alíneas “a” e “b” do § 1º do art. 2º, nem no regime estabelecido no art. 5º, por período superior a 15 (quinze) dias consecutivos”.

“É um descumprimento frontal da legislação, assumido como ilícito pela Petrobrás perante o próprio Ministério Público do Trabalho, e o empregado que exigir seu desembarque ao fim dos 14 dias, um direito indiscutível do trabalhador, não pode ser punido por requerer o cumprimento da lei”, explica Normando.

O assessor também lembra que o Acordo Coletivo assegura que a Petrobrás tem a obrigação de manter o regime de 14×21 — pelo menos 31 de agosto de 2022, até quando está em vigência.

O período máximo de 14 dias de embarque não está por acaso na legislação e no acordo coletivo. É resultado de muitas lutas, baseadas em estudos que mostram os impactos para a saúde do trabalhador o trabalho confinado por mais tempo que esse.

O sindicato lembra à categoria que todos os direitos, para que sejam mantidos, exigem participação na luta. Nenhuma conquista é feita ou mantida sem a pressão constante dos trabalhadores.

Via Sindipetro NF

Publicado em Sistema Petrobrás

O Sindipetro-NF comunicou ontem à gestão da Petrobrás, por meio de ofício, que a categoria petroleira do Norte Fluminense vai iniciar, à 0h01 desta segunda, 3 de maio, um movimento de greve, por tempo indeterminado.

A greve, aprovada em assembleias recentes da categoria, é pela adoção de medidas corretas de prevenção à covid-19 nas instalações da Petrobrás e contra a escala de trabalho implantada unilateralmente pela empresa, que coage trabalhadores a passarem mais de 14 dias embarcados.

“Os petroleiros e petroleiras entrarão em greve para ter direito à vida! Enquanto a Petrobrás se nega a cumprir as leis e orientações sanitárias para impedir a contaminação nos seus locais de trabalho, cada dia aumenta a quantidade de casos de contaminação por covid-19. Essa negligência da empresa coloca em risco não só as nossas vidas, mas também as dos trabalhadores que estão ao nosso lado e das nossas famílias!”, protesta o sindicato.

O sindicato orienta a categoria petroleira a continuar atenta aos informes do site e das redes sociais da entidade, onde serão postadas indicações sobre os procedimentos da greve. Neste momento é muito importante que os trabalhadores e trabalhadoras atuem em extrema sintonia com a direção sindical — não dando margem a boatos e assédios das gerências, comuns nas vésperas das mobilizações.

Confira no site do Sindicato o comunicado do NF protocolado na Petrobrás: sindipetronf.org.br

Nem a chuva impediu que os diretores do setor privado do Sindipetro-NF, Eider Cotrim e Jancileide Morgado, fossem distribuir máscaras de prevenção à contaminação pela Covid-19 na porta da Falcão Bauer. As peças distribuídas são as PFF-2 e atendem às recomendações da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Durante a distribuição os trabalhadores e trabalhadores fora orientados sobre o uso dessas máscaras e a direção esclareceu dúvidas a respeito do ACT. A direção do NF está organizando uma assembleia com a categoria da Facão na próxima semana para tratar de Campanha Salarial.

O sindicato orienta que os trabalhadores cobrem a adoção de medidas previstas no protocolo de prevenção que o Ministério Público do Trabalho enviou às empresas. O sindicato solicita aos trabalhadores que enviem informações a respeito do descumprimento de protocolos de saúde para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Via Sindipetro NF

Empresa não havia definido política de avaliações em massa até o mês passado

Transpetro estabeleceu modelo de avaliação dos trabalhadores nas unidades da empresa (Foto: Agência Brasil)


Por Luiz Carvalho

A Petrobrás definiu na última sexta-feira (16) que os terminais da Transpetro passarão a realizar testagens em massa quinzenais.

A mudança em relação à avaliação que vinha sendo praticada mensalmente é uma resposta às reivindicações dos petroleiros e terá como base o teste de antígeno para Covid-19. O método é mais rápido do que os demais exames disponíveis e de maior assertividade em pacientes com carga viral elevada e na fase sintomática inicial.

Até março deste ano, a Transpetro não possuía o mesmo protocolo de avaliações das refinarias e terminais. Para o diretor do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo (Sindipetro-SP), Felipe Grubba, a medida é indispensável no momento em que o Brasil registra 373 mil mortes, 88.350 delas no estado de São Paulo.

Além disso, destaca, é necessário que exista um maior investimento em equipamentos de segurança. “A testagem em massa não é uma opção, mas uma obrigação para que não tenhamos mais companheiros e companheiras perdendo a vida no Sistema Petrobrás. Além disso, cobramos em reunião nesta segunda-feira (19) as gerências locais que, apesar de não haver uma orientação da empresa neste sentido, estão comprando máscaras N95 (também chamadas de PFF3)”, apontou.

Exames periódicos

Durante o encontro, Grubba apontou que também foi discutida a estrutura oferecida pela Transpetro para os exames periódicos.

A empresa que prestava esse serviço ficava em São Bernardo do Campo, região da Grande São Paulo, o que dificultava o deslocamento para quem atua em unidades como Guararema, Barueri, Guarulhos e Paulínia.

Porém, a distância era compensada com o atendimento de qualidade. Mas, após a venda da clínica, o serviço piorou muito e fez com que os petroleiros descobrissem um detalhe que dificulta a parceria com unidades próximas às regiões onde atuam os trabalhadores.

“Descobrimos que a Transpetro não tem contrato oficial para esse tipo de trabalho, a clínica recebe por demanda e isso faz com que muitas deles não aceitem atender e a dificuldade em credenciar outras clínicas seja muito maior”, critica o dirigente.

Depois das cobranças do Sindipetro-NF que se estendem por todo o período da pandemia e de distribuição aos trabalhadores, pela entidade, de máscaras PFF-2 em atos em Cabiúnas e no Heliporto do Farol de São Thomé, a Petrobrás anunciou, ontem, que fornecerá este tipo de máscara de alta qualidade aos empregados que atuam em plataformas.

Para petroleiros e petroleiras das bases de terra, a empresa afirma que fornecerá a máscara PFF-2 para situações específicas, quando houver necessidade de maior concentração de pessoas. O sindicato, no entanto, mantém a reivindicação de que estas máscaras sejam fornecidas para todos os trabalhadores e trabalhadoras, tanto offshore quanto onshore.

A gestão da empresa não admite, no entanto, as falhas apontadas pelos sindicatos em sua política de prevenção da covid-19, que tem provocado surtos e mortes na categoria. A companhia se limita a considerar o fornecimento de máscaras PFF-2 como um “reforço”.

“Como medida de reforço ao nosso protocolo de prevenção, estamos iniciando o fornecimento de máscaras do tipo PFF-2 para colaboradores das unidades offshore. No Refino e outras unidades em terra, esse tipo de máscara também será fornecido em situações pontuais, quando houver concentração de pessoas maior que o efetivo normal”, afirma o comunicado da empresa.

O sindicato considera um avanço este fornecimento, mas continua a pleitear a adoção de diversas outras medidas previstas no protocolo de prevenção que enviou à companhia. O documento, feito com supervisão da Fiocruz, prevê, entre outras medidas, o fim do confinamento pré-embarque em hotéis e o aumento nas testagens.

 Via Sindipetro NF

O Sindipetro-NF participou ontem de reunião com o subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde de Campos dos Goytacazes, Charbell Kury, e com a chefe da Vigilância Sanitária, Vera Cardoso de Melo, para tratar da realidade enfrentada pelos petroleiros e petroleiras de alto risco de contágio pelo novo coronavírus nas plataformas de Bacia de Campos e no Heliporto do Farol de São Thomé — instalações da Petrobrás no município.

A entidade foi representada pelo coordenador do Departamento de Saúde, Alexandre Vieira. De acordo com o sindicalista, o objetivo do encontro, solicitado pelo sindicato, foi reforçar a necessidade de testagem e buscar parceria no enfrentamento da pandemia junto à categoria petroleira. O diretor sindical lembrou o impacto sanitário das plataformas e demais unidades da Petrobrás em todo o país e, particularmente, em Campos.

O subsecretário de Vigilância, Charbell Kury, disse considerar ser importante a parceria de trabalho com o Sindipetro-NF no apoio à fiscalização das condições sanitárias das instalações petroleiras no município. O agente público lembrou a importância da testagem também nos trabalhadores que não apresentam sintomas de convid-19.

“Não é só paciente sintomático que deve ser testado, também o assintomático, porque ele transmite também. Nós sabemos que mais de 50% das transmissões são assintomáticas e isso é um grande perigo que temos que atacar para que possamos vencer essa doença”, disse o subsecretário.

Vera Cardoso de Melo destacou a importância da ampliação da testagem. De acordo com ela, “é necessário reforçar a questão da testagem à bordo, dos embarcados, e no pós-desembarque. Isso é muito importante porque, após o desembarque, nós não estamos conseguindo rastrear as pessoas. As pessoas, se estiverem positivas e assintomáticas, pegam simplesmente seus carros particulares ou seus ônibus e para outros estados e municípios”.

Ela também lembrou a importância de fazer cumprir as recomendações do Ministério Público do Trabalho sobre a prevenção à convid-19 entre os petroleiros e petroleiras, como tem defendido o sindicato. Entre as recomendações está justamente a ampliação da testagem.

[Foto e vídeo: Luciana Fonseca / Imprensa do NF]

Via Sindipetro NF

 

A direção do Sindipetro Bahia recebeu denúncias sobre aglomerações de trabalhadores terceirizados nos portões 3 e 6 da Refinaria Landulpho Alves e de falta de cuidados preventivos contra a Covid-19 durante a parada de manutenção da RLAM que ocorre agora, em um dos piores momentos da pandemia da Covid-19, no Brasil. O país registrou 1.738 mortes pela doença nas últimas 24 horas e totalizou na segunda (12) 355.031 óbitos desde o início da pandemia, de acordo com balanço do Consórcio de Veículos de Imprensa, divulgado na segunda (12), sendo que nos últimos 7 dias a média móvel de mortes no país chegou a 3.125.

A direção do Sindipetro Bahia, após apresentar denúncia contra a RLAM ao Ministério Público do Trabalho (Processo nº 000548.2020.05.000/9) conseguiu adiar por duas vezes a parada de manutenção. O pedido da entidade sindical foi para que a parada fosse adiada por mais tempo, mas a gerência da RLAM não atendeu à solicitação do sindicato.

Também não houve negociação com o Sindipetro para que pudessem ser estabelecidas normas mais rígidas de segurança, levando em conta os procedimentos estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no que diz respeito à prevenção contra a Covid-19.

De acordo com os trabalhadores, aglomerações nos portões 3 e 6 acontecem todos os dias porque a Petrobrás não liberou os crachás provisórios dos trabalhadores contratados para participar da parada de manutenção, o que agilizaria a entrada na refinaria.

Imagens e fotos mostram descaso da gerência

Dentro da unidade, ainda de acordo com os trabalhadores, a situação não é melhor. O Sindipetro Bahia recebeu fotos e vídeos que mostram empregados aglomerados nos pátios e próximo ao relógio de ponto.

As imagens provam o descaso da gerência da RLAM com os trabalhadores, principalmente os terceirizados, durante a parada de manutenção.

O Sindipetro Bahia e a Federação Única dos petroleiros (FUP) já haviam alertado à Petrobras que as paradas de manutenção, nesse momento, podem piorar o quadro de contaminação pelo vírus, pois aumenta o número de trabalhadores nas áreas da unidade e os refeitórios e vestiários costumam ficar cheios. “Mas como a gerência da RLAM resolveu assumir o risco, deve ficar ciente que também deve arcar com as consequências dos seus atos, em caso de mortes ou aumento do número de infectados pela Covid-19 na refinaria”, alerta a entidade sindical.

Dois trabalhadores da RLAM já perderam suas vidas após contrair o vírus da Covid-19. A gerência da refinaria não divulga os casos de infectados, mas no mês de fevereiro, o Sindipetro havia contabilizado, através de denúncias dos próprios trabalhadores, mais de 60 empregados com Covid na RLAM. Em relação aos terceirizados há ainda maior dificuldade de conseguir informações.

De acordo com o último boletim de monitoramento da Covid-19, divulgado, no dia 12/04, pelo Ministério das Minas e Energia, hoje há 312 casos confirmados de empregados da Petrobrás com o novo coronavírus. O relatório aponta ainda 47 hospitalizados e 22 óbitos.

Fonte – Sindipetro Bahia

Categoria cruzou os braços porque a empresa insiste em expor trabalhadores ao risco de contaminação ao manter os serviços de parada de manutenção no ápice da pandemia do coronavírus.

Texto: Davi Macedo | Foto: Juce Lopes

O primeiro dia da greve sanitária na refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, foi marcado pela boa adesão dos petroleiros ao movimento. No primeiro corte de rendição de turno ininterrupto de revezamento, ocorrido às 07h00 desta segunda-feira (12), os veículos de transporte coletivo de trabalhadores chegaram com pouquíssimas pessoas.

Alguns dirigentes do Sindipetro Paraná e Santa Catarina realizaram um ato pela manhã, com os trabalhadores dentro dos veículos a fim de evitar aglomerações e cumprir com os protocolos de segurança. “Muitos trabalhadores entenderam a gravidade do problema e seguiram a recomendação do sindicato de ficar em casa, pelo bem das suas saúdes e dos seus familiares”, comentou Alexandro Guilherme Jorge, presidente do Sindipetro PR e SC.

Os petroleiros da Repar decidiram deflagrar greve em função da negativa da gestão da Petrobrás em suspender os serviços de parada de manutenção neste momento de agravamento da pandemia do coronavírus, procedimento iniciado neste dia 12 e que adiciona mais dois mil trabalhadores à rotina da refinaria pelo período de dois meses.

Por volta das 11h00 aconteceu a primeira reunião de negociação entre representantes do Sindicato e da estatal, mas foi infrutífera. A empresa se mantém irredutível ao considerar todas as atividades indispensáveis e exige índices de contingenciamento muito próximos do efetivo atual. Também se mostra negacionista com relação à pandemia ao desprezar os riscos de contaminação pela Covid-19 dentro de suas instalações. “Na visão dos gestores, a Repar está isolada, dentro de uma bolha que a separa de Araucária, do Paraná e do Brasil”, afirmou Roni Barbosa, dirigente do Sindipetro e secretário nacional de comunicação da CUT.

Em retaliação, a Petrobrás ameaçou os grevistas com suspensão de férias marcadas e adiamento do pagamento. “Os gestores abriram a caixa de ferramenta e usaram tudo o que tinham para tentar desmobilizar a greve. Isso mostra que o movimento começou forte e já incomoda bastante”, avaliou o presidente do Sindicato.

Na reunião virtual de avaliação da greve e definição dos próximos passos, finalizada no início da noite, os petroleiros da Repar debateram sobre o início da greve, a reunião com a Petrobrás e ações junto a parlamentares e órgãos governamentais em busca da suspensão da parada de manutenção até que a pandemia involua e os sistemas público e privado de saúde apresentem níveis seguros de capacidade de atendimento à população.

No segundo corte de rendição de turno da greve, por volta das 20h30, as nove vans levaram apenas três empregados às dependências da refinaria, sendo um deles supervisor.

Orientações sobre a greve

Por se tratar de uma greve sanitária, a orientação fundamental segue a mesma: fiquem em casa!

Durante o movimento, o Sindicato realizará reuniões virtuais diárias pela plataforma Zoom, sempre às 16h00, com todos os trabalhadores da Repar para avaliação da greve e definição das próximas ações. Para participar, será necessária inscrição prévia através do número (41) 98805-2367 (Liliane – Whatsapp ou ligação). Os dados requisitados são nome completo, número de matrícula, unidade, setor, se está no regime administrativo ou de turno e qual o grupo.

 Via Sindipetro PR/SC

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.