No começo de agosto, 100 mil óbitos por covid-19 confirmados no Brasil. 

Nada foi capaz de evitar a confirmação desta tragédia. Nem a baixa testagem, provocada pelo governo Bolsonaro; nem todas as ações de esvaziamento do Sistema Único de Saúde (SUS), que estão em curso desde quando começou o governo Bolsonaro –  com manutenção do congelamento dos recursos por 20 anos, com a destruição do Mais Médicos, com as mudanças do financiamento da atenção primária em saúde.

Nem a baixa execução dos recursos adicionados ao orçamento do Ministério da Saúde neste ano pelo Congresso Nacional, não atingindo nem metade da sua execução; nem a tentativa do Ministério da Saúde de esconder os dados da covid-19 no seu portal.

Nem tudo isso que Bolsonaro tentou fazer para esconder o avanço da covid-19 do povo brasileiro e do mundo, conseguiu impedir esta marca de 100 mil óbitos confirmados.

Certamente já chegamos a este patamar há muito mais tempo. É que a baixa notificação, o desmonte das ações de vigilância, a baixa testagem, a falta de transparência nos dados de síndrome respiratória aguda grave fizeram com que a gente atingisse esta marca agora na primeira semana de agosto. 

O mais incrível é que a ciência e diversas projeções, inclusive da própria equipe técnica do Ministério da Saúde, apontavam para este cenário, que Bolsonaro busca esconder e negar desde o começo da pandemia no Brasil. O apontado é de que atingiríamos esta marca de 100 óbitos confirmados na primeira semana de agosto. 

Frente em Defesa da Vida

Foi lançada esta semana, por um conjunto de entidades da sociedade civil, a Frente em Defesa da Vida, que tem uma proposta de um plano emergencial para superarmos este momento trágico, tentarmos reduzir esta caminhada de óbitos e buscarmos reorganizar o SUS para enfrentar não só a pandemia, mas todos os problemas de saúde advindos dela. 

Este plano defende que só a sociedade civil organizada juntamente com o Congresso Nacional, com os gestores estaduais e municipais que têm o compromisso com o Sistema Único de Saúde, será possível constituir uma verdadeira autoridade sanitária com capacidade política de buscar corrigir os rumos do enfrentamento à pandemia e darmos um passo de fortalecimento do SUS. 

Foi essa pressão da sociedade civil, articulada pela sucessão da Articulação dos Povos Indígenas Brasileiros (Apib) e pelos partidos políticos de oposição, que ao entrarem no Supremo Tribunal Federal (STF) essa semana, conseguiram uma das principais vitórias neste momento que é a proteção aos povos indígenas. A decisão da Suprema Corte obriga o governo federal a constituir um plano de proteção aos povos indígenas neste momento da pandemia da covid-19. 

Que a marca dos 100 mil óbitos sirva também para constituirmos uma marca de uma autoridade sanitária da sociedade civil e dos atores políticos do judiciário para tentar frear o projeto genocida de Bolsonaro, quem sobre a marca de 100 mil óbitos, a única frase que têm a dizer é: "vamos tocar a vida". 

Por Alexandre Padilha, médico e ex-ministro de Saúde, em artigo publicado no jornal Brasil de Fato \ Foto: Reuters

Publicado em Política

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Em reunião por videoconferência com integrantes da fiscalização da Operação Ouro Negro, do Ministério Público do Trabalho e Coordenação Regional da Inspeção do Trabalho Portuário e Aquaviário (SEGUR- SRT RJ), realizada no último dia 06, o Sindipetro-NF apresentou um histórico da atuação da entidade na defesa da saúde dos petroleiros e petroleiras nesta pandemia da covid-19. O sindicato se colocou à disposição para contribuir nas ações de cobrança pela adoção de medidas de prevenção.

De acordo com o coordenador do Departamento de Saúde do sindicato, Alexandre Vieira, se a Petrobrás tivesse ouvido os representantes dos trabalhadores, o número de casos na empresa seria menor. “Se ouvissem a gente, não chegaríamos a esses números tão grandes. Nada garante que ninguém seria contaminado, para obviamente reduziria muito”, afirma.

Entre março e junho passados, o Sindipetro-NF enviou 18 ofícios, à gestão da Petrobrás e a instâncias do poder público, para cobrar ações de prevenção à Covid-19. Na maioria dos casos não houve resposta e as medidas, quando adotadas, foram muito lentas.

Confira abaixo um histórico das ações do sindicato, em cronologia que também apresenta paralelamente o aumento do número de casos suspeitos e confirmados de Covid-19 entre petroleiros e petroleiras. Os números, do Ministério das Minas e Energia, apresentam inconsistências em alguns momentos, em razão da falta de transparência da Petrobrás na divulgação dos casos. 

Confira as ações do NF desde o início da pandemia 

13 de março – Ofício do NF para Petrobrás solicita aumento dos cuidadas de higiene com a disposição de álcool em gel e adoção de quarentena de 14 dias casos suspeitos. A empresa demorou a adotar a quarentena e a disponibilizar o álcool em gel.

18 de março – Ofícios do NF para Petrobrás solicitam home office, uso de máscaras, itens de higiene, redução da lotação nos transportes (nas aeronaves não foi realizado até hoje), aumento da higiene de ambientes e proteção especial para os trabalhadores da limpeza. Além disso, realização de discussão sobre redução do contingente, triagem, hospedagem para os suspeitos ou infectados, próprios ou terceiros. Desembarque imediato dos suspeitos ou confirmados e das pessoas que estivessem psicologicamente abaladas. Antecipação da vacinação da gripe. Ampliação das equipes médicas, suspensão dos processos de transferência e cursos. Informações sobre os casos da covid-19 e participação na EOR.

24 de março – Ofício do NF para Petrobrás solicita novamente os dados relativos aos trabalhadores afetados pela covid-19.

25 de março – Ofício do NF para Petrobrás reforça as solicitações anteriores e soma a solicitação de testes rápidos a todos no embarque e desembarque. Outro ofício, do NF para a Prefeitura de Campos, denucia o confinamento de trabalhadores em hotéis na cidade, sem o devido acompanhamento médico.

26 de março – Ofício do NF à fiscalização do trabalho denuncia riscos enfrentados pelos trabalhadores. 

[Dados do Ministério das Minas e Energia MME até então: Total de casos suspeitos de covid-19 entre funcionários próprios e terceirizados: 396. Confirmados: 15.]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em homenagem às vítimas da covid-19 e para protestar contra o governo, centrais sindicais e movimentos sociais realizam um dia de “luto e luta”, nesta sexta-feira (7), quando o país poderá chegar à trágica marca de 100 mil mortos em consequência da pandemia. Mortes que poderiam ter sido evitadas, se políticas corretas tivessem sido implementadas ainda no começo da crise.

A mobilização fará mais uma vez ecoar o grito ‘Fora, Bolsonaro’, pela vida e por empregos em 23 estados do Brasil. Estão previstos protestos como 100 minutos de paralisação em fábricas do ABC, 100 cruzes colocadas em pontos de grande circulação de Maceió, Salvador e Goiânia, 100 balões lançados durante ato ecumênico em Porto Alegre, entre outras ações. 

Estão programados, também, atos presenciais, com respeito às medidas de segurança. Haverá manifestações em São Paulo, na Praça da Sé, a partir do meio-dia; em Recife, na Praça da Democracia, às 14h; em Salvador, às 10h, entre outras regiões, onde estão previstas homenagens aos brasileiros e brasileiras que perderam a vida na pandemia.  Veja aqui a lista atualizada

Bolsonaro sai, Petrobras fica

A suspensão das privatizações é outra importante bandeira de luta desta sexta. Nas últimas semanas, a gestão da Petrobrás anunciou que está concluindo as negociações para entrega da Rlam (refinaria da Bahia), arrendou as fábricas de fertilizantes do nordeste (BA e SE), colocou à venda usinas de biodiesel junto com a subsidiária PBIO, leiloou a preço de sucata três plataformas da Bacia de Campos e está se desfazendo da Gaspetro, com 10 mil km de gasodutos e participação em 22 distribuidoras de gás natural em vários estados do pais. Tudo isso em plena pandemia.

Para unificar ações contra esse desmonte, a FUP e seus sindicatos farão nesta sexta o lançamento da campanha Petrobrás Fica, durante a audiência pública da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras, prevista para as 10 horas, com transmissão ao vivo pelo youtube e redes sociais da federação.

“Estamos caminhando para 100 mil mortes em uma pandemia que foi tratada pelo governo como gripezinha. Essa tragédia não se abateu apenas sobre as famílias das vítimas. É também uma tragédia de milhões de brasileiros sem empregos, desalentados e sem esperança. É uma tragédia da soberania nacional e da democracia. Precisamos defender a vida e isso só será possível se frearmos esse governo insano”, afirma o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. “No caso da Petrobrás e suas subsidiárias, a gestão bolsonarista está destruindo a mola mestra do desenvolvimento nacional e a sociedade precisa reagir, antes que seja tarde demais", alerta.

Vida e emprego

“Nós alertamos no início da pandemia que se o governo não abraçasse a política de isolamento (…) o Brasil iria viver uma enorme tragédia. Infelizmente, o governo federal desprezou todos os nossos alertas, abriu mão de de coordenar todo esse processo”, afirmou o presidente da CUT, Sérgio Nobre, em entrevista esta semana, lembrando que entre os quase 100 mil mortos pela pandemia, a maioria são "trabalhadores pobres, a parte mais vulnerável da população”.

As homenagens a essas vitimas servirão “para reflexão sobre o que está acontecendo, para homenagear aqueles que partiram e exigir uma mudança de rumo". Ele ressaltou que o Brasil vive também uma “pandemia de demissões” que atingie principalmente as micro e pequenas empresas. 

Solidariedade

No momento em que o Brasil se aproxima dos 100 mil mortos pela covid-19, é importante destacar a importância de campanhas de solidariedade, como a Vamos Precisar de Todo Mundo, criada pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que vêm realizando diversas ações nas periferias do país, regiões mais afetadas pela crise. Muitas delas com participação dos petroleiros. Em 100 dias de lançamento da campanha, criada para abrigar e dar visibilidade às ações solidárias desenvolvidas pelos trabalhadores, estudantes e voluntários, já foram doados mais de 3 mil toneladas de alimentos, entre produtos agroecológicos e cestas básicas, além de insumos. 

[FUP, com informações da CUT]

Publicado em Movimentos Sociais

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

A política de extermínio do presidente Jair Bolsonaro está sendo seguida à risca pela gestão Castello Branco em relação ao tratamento dado aos trabalhadores das plataformas. Petroleiros saem de casa com saúde e são infectados a bordo, no seu local de trabalho, onde deveriam estar protegidos.

A plataforma de P-50 está com um quadro grave de contaminação. Na terça-feira, 4, foi realizado um teste a bordo e o número de contaminados subiu de 13 na segunda, para 42 ontem. Desse total, 19 pessoas desembarcaram, 23 estão positivas a bordo, em sete os testes foram inconclusivos e 118 deram negativo. Um aumento de 223,07 % dos casos. O POB (número de pessoas a bordo) da unidade é de 167 pessoas na unidade.

Segundo relatos dos trabalhadores, a operação da unidade praticamente voltou ao normal. ” A gente tá operando como se nada estivesse acontecendo. Inicialmente o discurso da chefia era para ir para a área só se tivesse algum problema grave. Aos poucos foram arrochando e  tudo voltou ao normal a demanda a correria a cobrança. Aí agora olha o resultado? A galera sai de casa bem, sem problema nenhuma e volta com o COVID” – afirma um trabalhador da unidade.

O Editorial dessa semana do Boletim Nascente denuncia:  “assim como o governo, a gestão bolsonarista da Petrobrás é negacionista. Ela despreza a vida e os alertas de que seus trabalhadores estão sendo submetidos a riscos muito acima dos toleráveis e dos necessários para este momento. O caso P-50, também como a matéria, é extremamente emblemático dessa política de morte”.

Assim que recebeu as denúncias de COVID em P-50, a diretoria do Sindipetro-NF  cobrou da Petrobrás a realização do teste PCR, que detecta a COVID-19 no início, em todos os trabalhadores e trabalhadoras à bordo.

O Sindipetro-NF está cobrando ações imediatas da gestão para reduzir a contaminação e denunciou o caso à inspeção de segurança do trabalho, da Secretaria do Trabalho — a estrutura de fiscalização que restou após o desmonte do Ministério do Trabalho e hoje é ligada ao Ministério da Economia.

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O sindicato reforça que é muito importante que os petroleiros e petroleiras enviem informações à diretoria da entidade sobre os riscos á saúde e à segurança. É garantido o sigilo sobre a autoria de denúncias. Os contatos dos diretores e diretoras estão disponíveis aqui e os relatos também podem ser enviados para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

POB de P-50 = 167 pessoas a bordo

Desembarcaram com COVID: 19 pessoas

Com COVID-19 a bordo: 23 pessoas

Inconclusivos: 07 pessoas

Negativos : 118 pessoas

Publicado em SINDIPETRO-NF

Por Ricardo Garcia Duarte, médico do trabalho que assessora o Sindipetro-NF

O Brasil vive há cinco meses em um Estado de Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPII) devido a Pandemia pelo novo Coronavírus SARS-Cov2, causador da Covid 19.

Essa doença persiste em nosso território nacional, através da transmissão comunitária do vírus, produzindo ainda um quadro de morbi-mortalidade importante e preocupante pelo grande número de adoecimentos, de óbitos e da necessidade de continuidade de tratamentos pelas sequelas adquiridas ou agravos à saúde decorrentes da própria doença ou da situação vivenciada durante esse período.

E, cabendo ainda ressaltar o papel deletério decorrente da falta de gerenciamento conjunto de entes públicos à nível nacional, estadual e municipal (a falta de coesão nas ações propostas ou adotadas), que priorizaram (ou estão priorizando) a flexibilização precoce, decorrente da pressão empresarial, do distanciamento social e o retorno ao trabalho à revelia de estudos e pesquisas realizadas por especialistas em saúde pública e especialistas em infectologia, pneumologia, intensivistas, virologistas, entre tantas outras especialidades e carreiras que têm contribuído e feito descobertas importantes sobre a evolução da Covid 19 e de suas repercussões em diversos órgãos e sistemas.

Tudo isso tendo como resultado para a população do País, um total de 94.145 mortes por Covid 19 e 2.733.735 infectados (dados do Consórcio de Imprensa na manhã de 03/08/2020). E, revelando assim, a manutenção em patamares ainda altos de novos casos e mortes diariamente, e a necessidade de revisão das estratégias adotadas.

Por estarmos longe do controle da Pandemia e da disseminação do novo Coronavírus, é importante insistir e denunciar as práticas das empresas da Indústria do Petróleo, em especial da Petrobrás, pela:

1) Omissão de informações sobre os casos em seus locais de trabalho e negar o direito ao reconhecimento como doença relacionada ao trabalho;

2) Forma que vem tratando a testagem de seus(suas) trabalhadores(as), considerando que testes rápidos com presença de resultado positivo para a presença de anticorpo IgG garantem imunidade a todos ( o que não é comprovado pelos estudos científicos) e, mesmo na presença associada com o anticorpo IgM, não é exigida que passem por teste molecular RT-PCR para comprovação de que não são portadores do vírus (como preconizado pela Fiocruz, MPT, UFRJ, Johns Hopkins University,…);

3) Não realização de exames médicos presenciais para trabalhadores(as) que apresentaram sinais e sintomas ou foram hospitalizados pela Covid 19.

Por isso, o direito às informações deve ser garantido aos trabalhadores(as), às CIPAs, ao Sindipetro-NF e à Federação Única de Petroleiros (FUP) enquanto representantes legítimos de todos os(as) trabalhadores(as) e, as respostas devem ser dadas as seguintes perguntas:

a) Quem são os médicos e/ou os epidemiologistas e/ou os sanitaristas que assinam as Notas Técnicas da Petrobrás e assumem as responsabilidades por elas ? E, quais são os temas abordados pelas mesmas?

b) Onde estão os estudos epidemiológicos do avanço e do acompanhamento dos casos de Covid 19 na empresa ?

c) Qual é o número total de trabalhadores na Indústria do Petróleo que não pararam suas atividades desde o início da Pandemia (por local e cargo/atividade profissional)? Quantos adoeceram, quantos foram a óbito e, finalmente, quantos necessitam de acompanhamento para tratamentos?

[Publicado originalmente no portal do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

O Sindipetro-NF recebeu no domingo, 02, informações de que oito petroleiros da Petrobras, e um número ainda não identificado de petroleiros terceirizados, foram desembarcados da P-50 com sintomas da covid-19. Os desembarques começaram no último dia 30 e envolvem pelo menos 20 trabalhadores. Destes, de acordo com relatos dos trabalhadores, pelo menos 13 testaram positivo para o novo coronavírus.

As informações ainda não são precisas, em razão da falta de transparência da Petrobrás em relação aos casos de covid-19 e da resistência da empresa em cumprir decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que determina a emissão de CATs (Comunicação de Acidente de Trabalho) em caso de contaminação nos locais de trabalho.

Mesmo com o quadro grave de contaminação na plataforma, outros petroleiros estavam sendo chamados para embarque, alguns sem passar por quarentena. As informações parciais foram passadas à entidade por trabalhadores, que estão abalados com o surto a bordo.

Para o NF, mesmo que seja necessário parar a produção, não é aceitável que petroleiros sejam embarcados para ser contaminados a bordo — aonde estão trabalhadores sem testar e outros que fizeram o teste mas ainda não sabem o resultado.

O sindicato recebeu relatos de que há trabalhadores que estavam com sintomas há vários dias e só foram desembarcados neste final de semana. A entidade cobrou da Petrobrás a realização de teste PCR, que detecta a covid-19 no início, em todos os trabalhadores e trabalhadoras à bordo.

“Apesar de todos a bordo realizarem o teste rápido no dia do embarque, este teste tem um período de janela de até 3 semanas após a exposição ao vírus. Já o PCR pode ter sucesso na detecção a partir de uma semana após a exposição”, explica o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira.

O NF também denunciou o caso à inspeção de segurança do trabalho, da Secretaria do Trabalho — a estrutura de fiscalização que restou após o desmonte do Ministério do Trabalho e hoje é ligada ao Ministério da Economia.

Cresce pessoal a bordo

Como noticiou o Nascente desta semana, o sindicato enviou, no último dia 21, documento à companhia solicitando informações sobre o POB (pessoas a bordo, na sigla em inglês) máximo e médio de todas as unidades, marítimas e terrestres, das Bacias de Campos e do ES, assim como os procedimentos adotados para evitar contaminação por coronavírus.

“A partir de relatos dos trabalhadores, o sindicato tem verificado um aumento do pessoal a bordo durante a pandemia da covid-19. Um caso que chama a atenção é o da P-56, na Bacia de Campos, que passou de 132 para 176 o número de trabalhadores a bordo no intervalo entre 1º de junho e 1º de julho. Em seu site, ontem, o NF voltou a alertar que é preciso manter o POB baixo para reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus”, publicou o boletim.

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O sindicato reforça que é muito importante que os petroleiros e petroleiras enviem informações à diretoria da entidade sobre os riscos á saúde e à segurança. É garantido o sigilo sobre a autoria de denúncias. Os contatos dos diretores e diretoras estão disponíveis aqui e os relatos também podem ser enviados para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Publicado em SINDIPETRO-NF

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

O Sindipetro-NF lança a partir dessa semana uma campanha de conscientização dos trabalhadores e trabalhadoras que foram vítimas de contaminação no ambiente de trabalho pelo COVID 19 que exijam que suas empresas emitam as CATs (Comunicação de Acidente de Trabalho) para garantia de seus direitos.

De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF) a contaminação por COVID 19 se caracteriza como acidente de trabalho. Como é muito difícil identificar se a contaminação se deu ou não no ambiente de trabalho, aqueles que no exercício das suas funções contraírem o coronavírus terão seus direitos trabalhistas e benefícios previdenciários garantidos. Por isso a necessidade de solicitar a emissão da CAT.

O sindicato formalizou denúncia junto ao Conselho Estadual de Saúde pedindo providências visando minimizar a preocupante escala de contaminação nas unidades marítimas. Também segue acompanhando os casos de COVID-19 entre os trabalhadores da Bacia de Campos e reforça a importância da emissão desse documento. 

Números de contaminados

A indústria do petróleo brasileira sabe mas não quer divulgar os números dos casos de COVID-19 que atingem seus trabalhadores e trabalhadoras. Estão respaldados por uma decisão do Ministério das Minas e Energia (MME) e Agência Nacional de Petróleo (ANP) que em maio comunicaram à imprensa que deixariam de contar casos dos trabalhadores de terceirizadas com COVID-19, colocando milhares de trabalhadores na invisibilidade em relação ao acompanhamento de sua saúde.

Para a diretoria do Sindipetro-NF é um erro os organismos de controle não contabilizarem os casos de COVID em todas as empresas que trabalham no setor petróleo. Tal posição só incentiva ainda mais os casos de subnotificação.

No último levantamento do Sindipetro-NF com base nos dados do Ministério das Minas e Energia foram contabilizados 1723 casos de COVID 19 na Petrobrás. Nenhum dado foi repassado pela empresa ao sindicato.

O Diretor do Departamento de Saúde, Alexandre Vieira, alerta que os dados fornecidos pela Petrobrás são inconsistentes, porque a empresa muda a todo instante a forma de contabilização, numa clara tentativa de maquiar os números. No dia 12 de julho, o Sindipetro-NF denunciou em seu site que a Plataforma de P-31 estava com mais de 20 casos a bordo incluindo trabalhadores próprios e terceirizados.

Ele lembra que logo no início da pandemia o sindicato encaminhou às empresas de petróleo recomendações para uso de máscaras e realização de testes em todos os trabalhadores, o que ajudou na redução dos casos a bordo, mesmo assim eles acontecem.

O Sindipetro-NF vem pressionando os gestores das empresas e enviando denúncias aos órgãos fiscalizadores, incluindo a ANP e o MME. E  reforça que os trabalhadores e trabalhadoras continuem a enviar para a entidade relatos sobre o modo como as empresas estão se comportando nessa pandemia, para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

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[Da imprensa do Sindipetro-NF]

O caso da plataforma P-77, no campo de Búzios, que está entre as que retornaram a uma escala normal mesmo em meio à pandemia do coronavírus e voltaram a ter trabalhadores com teste positivo para covid-19, mostra como a Petrobrás continua a colocar os petroleiros e petroleiras em risco.

A empresa impôs o retorno a uma escala normal de trabalho no último dia 27 e, ao fazerem os testes, muitos trabalhadores acusaram positivo. Como tem sido sua prática, a gestão da companhia não divulgou os números de modo transparente.

Para a diretora do Sindipetro-NF, Jancileide Morgado, que atua no Departamento do Setor Privado, a situação é ainda mais preocupante para os trabalhadores das empresas privadas contratadas pela Petrobrás.

Na P-77, a sindicalista estima que aproximadamente 70% dos cerca de 100 trabalhadores que se revezam à bordo são empregados de empresas privadas. Assim como acontece em outras unidades, estes estão ainda mais vulneráveis.

“Regime horrível”

“Esse regime é horrível, onde nós terceirizados temos somente 14 dias de folga, sendo que temos que ir três dias antes e ficar em hotel, em muitos casos trabalhadorxs gastam um dia de viagem até ir para hotel no Rio, ficando somente nove dias em casa em isolamento”, relata Jancileide, que também é trabalhadora de uma empresa privada do setor petróleo, a Falcão Bauer.

“Essa gestão da Petrobrás vem deste o isolamento desrespeitado os trabalhadorxs, e no setor privado há a imposição da escala 21×21 sem pagamento de extras, depois a de 14×14, parecendo que tudo já voltou ao normal, não tem pandemia e nem mais de 90 mil mortos”, protesta a diretora.

Ela lembra ainda que o risco de contaminação cresce com as plataformas em atuação com o número normal de trabalhadores: “Sabemos que o risco de contaminação fica muito maior e as plataformas vem com POB [people on board] normal, colocando mais trabalhadorxs na linha de contaminação. Nós do sindicato deste começo estamos preocupados com as vidas destes que estão na linha de frente. A produção não pode valer mais que a vida”.

 

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O Sindipetro Bahia recebeu a denúncia que a direção da UO-BA deixou os motoristas da cooperativa COOMAP de fora do estudo de mapeamento de prioridade para realizar o teste rápido da Covid-19.

É importante lembrar que os motoristas transportam diferentes pessoas todos os dias e acessam áreas em vários pontos das cidades onde circulam por obrigação de trabalho. Portanto, se tornam pessoas vulneráveis e mais propensas a contrair o vírus.

É fácil permanecer no conforto do lar participando de reuniões virtuais sem utilizar o transporte e vetar o teste para quem deve ser prioridade.

[Via Sindipetro-BA]

Publicado em SINDIPETRO-BA

[Do portal da ENSP - Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz]

O cenário da Saúde do Trabalhador no setor petrolífero em tempos de pandemia será tema do próximo Centro de Estudos Miguel Murat de Vasconcellos da ENSP. Marcado esta quarta-feira, 29 de julho, às 14 horas, o Ceensp será coordenado pela pesquisadora do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (Cesteh/ENSP), Liliane Teixeira. Segundo ela, na ocasião será debatida a questão da covid-19 no setor petrolífero, além de serem abordadas as denúncias de subnotificação realizadas pelos sindicatos por busca ativa. O Ceensp será transmitido pelo Canal da ENSP, no Youtube.

A atividade contará com a participação do professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Marcelo Figueiredo, autor do livro “A face oculta do ouro negro - Trabalho, saúde e segurança na indústria petrolífera offshore da Bacia de Campos”; e dos sindicalistas, Marcelo Juvenal Vasco, da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP); e Alexandro Guilherme Jorge, da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

De acordo com Liliane Teixeira, a Rede de Informações sobre Exposição à covid-19 no Trabalho está apoiando diversos sindicatos em todos os tipos de questões ligadas à doença, como legislação relacionada ao trabalho na pandemia; medidas de prevenção no trabalho; retorno das atividades presenciais; e apoio ao Ministério Público do Trabalho. “Inicialmente os sindicatos que estão com maior proximidade da Rede são os ligados ao petróleo e aos frigoríficos. Desta forma, já realizamos reuniões com essas categorias e realizaremos também o Centro de Estudos O cenário da Saúde do Trabalhador no setor petrolífero em tempos de pandemia”, ressaltou a coordenadora. 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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