O SINDIPERO-RN protocolou nesta terça-feira, 25, um ofício (nº 070/2020), em caráter emergencial, exigindo que a Petrobrás que todas as instalações e unidades da Estatal e demais empresas contratadas off-shore e on-shore do Rio Grande do Norte, onde tenham sido registrados casos de Covid-19 sejam isoladas para desinfecção. O texto ainda se refere aos trabalhadores e trabalhadoras suspeitos ou não-suspeitos, inclusive seus dependentes, sejam testados e mantidos em quarentena, conforme as orientações e protocolos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e das autoridades sanitárias do país, estado e municípios.

Ocorre que, no último sábado, dia 23, chegou ao conhecimento do Sindicato que, a exemplo do que ocorreu no Ceará, diversos casos de contaminação foram registrados nas plataformas da Petrobrás no Campo de Ubarana do Rio Grande do Norte, tendo os trabalhadores sido desembarcados e colocados em quarentena. Mas, essas informações não são oficiais, ou seja, a empresa não se digna a informar ao SINDIPETRO-RN – e não se sabe, também, se informa as autoridades sanitárias a nível estadual e municipal - sobre qual a real situação da Covid-19 em todas as suas unidades e instalações do Estado, inclusive, suas subsidiárias e coligadas, o que é muito grave e preocupante.

Risco eminente

Cabe ressaltar que os ambientes de acomodações de hotelaria nas plataformas, unidades operacionais e embarcações são bastante reduzidos visando a acomodar o maior número de pessoas em camarotes duplos, triplos e até quádruplos, sendo público e notório que esse tipo de dificuldade para estabelecer o distanciamento e isolamento social favorece o contágio pelo Covid-19.

Descaso

Como todos sabem a pandemia do Covid-19 avança de forma dramática em todo o país notadamente nos ambientes de trabalho o risco de contaminação tem se revelado extremamente grande, inclusive, com relação ao Sistema Petrobrás, graças a política de desvalorização de direitos trabalhistas e de proteção, à vida, adotada pela gestão de Castelo Branco – indicada pelo atual presidente da República.

No último boletim, publicado no dia 18 de maio, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que até àquela data, 573 empregados próprios haviam sido infectados pelo Covid-19, e entre estes, 330 já estão recuperados, enquanto outros 243 ainda se encontram em quarentena. Porém, foi divulgado no boletim anterior que entre os trabalhadores e trabalhadoras terceirizados esse número era de aproximadamente 800 pessoas.

Lamentavelmente apesar da Federação Única dos Petroleiros e seus Sindipetro’s filiados – entre os quais o SINDIPETRO-RN - solicitarem de forma constante informações sobre a pandemia no Sistema Petrobrás, a gestão dessa Companhia insiste com sua postura desrespeitosa e antidemocrática de ignorar as entidades sindicais e não revela os números oficiais e, igualmente, não apresenta os protocolos que estão sendo utilizados na prevenção e combate ao coronavírus, tornando a situação ainda mais difícil e perigosa para a força de trabalho, seus familiares, amigos e comunidades onde os petroleiros próprios e terceirizados residem.

Responsabilidade

Neste sentido, o SINDIPETRO-RN cobra, mais uma vez, informações oficiais sobre a situação da Covid-19 no ambiente Petrobrás no Rio Grande do Norte e, ao mesmo tempo, em que solicita também, informações sobre quais as que estão sendo adotadas para garantir um ambiente de trabalho seguro e que seja capaz de proteger os trabalhadores e trabalhadoras contra o contágio pelo coronavírus, e quais as medidas protocolares para prevenir e combater a pandemia.

Por oportuno, estamos comunicando que uma cópia desse ofício será enviada a todos os órgãos de fiscalização sanitária e trabalhista, como também, autoridades estaduais e municipais onde a Petrobrás, suas subsidiárias, coligadas e demais empresas contratadas mantém atividades produtivas operacionais ou em hibernação, quando for o caso.

[Via Sindipetro-RN|Foto: Christian Vasconcelos]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em artigo exclusivo para o Sindipetro Unificado de São Paulo, o diretor-técnico do Dieese, Fausto Augusto, traz reflexões sobre as reinvenções que o momento histórico exige ao sindicalismo 

No final de fevereiro deste ano, o Brasil confirmava a primeira ocorrência de Covid-19. Em menos de três meses, já são mais de 360 mil casos confirmados, cerca de 23 mil óbitos e toda a economia seriamente impactada pela doença e pelas medidas restritivas necessárias ao enfrentamento da enfermidade.

O mundo do trabalho não será o mesmo após essa crise. As mudanças que estavam em processo se aceleraram, tecnologias que estavam maduras estão sendo rapidamente implementadas, novas formas de gestão se desenvolveram e modificações que ocorreriam ao longo de uma década tornam-se realidade em alguns meses.

É um momento de rápidas transformações e o movimento sindical precisa e já está se adaptando a tudo isso. A crise que se instala demanda novas formas de organização do trabalhador, de estratégias de negociação com as empresas e de atuação junto ao poder público.

Nunca houve momentos tranquilos para os representantes dos trabalhadores. Alguns períodos foram marcados por mais conquistas, outros por mais perdas, mas foi sempre na luta cotidiana que se forjaram as grandes transformações na organização dos trabalhadores e foi assim que surgiram as lideranças.

É preciso deixar o novo surgir: práticas, movimentos, militantes, ideias. A geração presente precisa ser generosa com a geração que chega, ter paciência com a história, confiando que as conquistas e as lutas dos trabalhadores continuarão. Fundamental: acreditar que a nova geração pode construir um mundo diferente pós-pandemia.

Por Fausto Augusto Junior é diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

 

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Três trabalhadores da Petrobrás e cinco terceirizados (Manserv e Bureau Veritas) de P-40 desembarcaram no sábado com suspeita de COVID-19. Como os aeroportos de Campos e Macaé estão fechados, o desembarque aconteceu pelo aeroporto de Jacarepaguá.

Os trabalhadores fizeram o teste e aguardam os resultados. Todos foram hospedados em hotéis da região, com sete dias por conta da Petrobrás. Em paralelo, o Sindipetro-NF segue acompanhando os casos de COVID-19 entre os trabalhadores da Bacia de Campos e reforça a importância da emissão das CATs (Comunicação de Acidente de Trabalho) para garantia de direitos.

A hospedagem de todos os trabalhadores próprios e terceirizados por conta da Companhia é uma conquista da categoria petroleira, a partir de uma reivindicação do Sindipetro-NF, da FUP e demais sindicatos. Os trabalhadores que testarem positivo poderão cumprir a quarentena no hotel, caso prefiram.

O movimento sindical pressionou os gestores da empresa e encaminhou diversas denúncias aos órgãos fiscalizadores, incluindo a Agência Nacional de Petróleo.

É importante que todos saibam desse direito e cobrem por ele. O Sindipetro-NF reforça que os trabalhadores e trabalhadoras continuem a enviar para a entidade relatos sobre o modo como a empresa está se comportando nessa pandemia, para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Via Sindipetro-NF]

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Sábado (23) os petroleiros realizaram duas entregas de doações como parte da Campanha Solidária. Pela manhã estiveram em São Mateus do Sul (leia AQUI), depois fecharam agenda em Araucária na Associação de Moradores do Jardim Alvorada. 

O objetivo da entidade é ajudar comunidades localizadas no entorno das unidades da Petrobrás no Paraná e Santa Catarina. A participação de cada trabalhador é essencial para ajudar entidades filantrópicas e pessoas que mais precisam via ABCP. 

Dirigente do Sindipetro PR e SC Alex Guilherme convoca os trabalhadores: 

Campanha; 

Participe => Solidariedade Petroleira: multiplique essa ideia 

Veja também=> Campanha do Agasalho dos Petroleiros: Doe empatia e ajude o próximo 

Aos interessados em multiplicar essa ideia, seguem os dados bancários da Associação: 

:: Banco do Brasil 

Agência: 5044-X 

Conta Corrente: 371-9 

CNPJ 80.043.045/0001-82 

:: Caixa Econômica Federal (CEF) 

 Agência: 0369 

 Conta Corrente: 00005048-4 

 CNPJ 80.043.045/0001-82 

*A Associação Beneficente e Cultural dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina informa ainda que vai apresentar prestação de contas à categoria, periodicamente, enquanto durar a campanha.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

A vigilante da plataforma de Manati que foi afastada por apresentar sintomas de covid-19 testou positivo para o vírus. O caso da trabalhadora retrata bem o que está acontecendo no Sistema Petrobrás onde os casos do novo coronavírus vêm se multiplicando em boa parte pela falta de prevenção adequada. A trabalhadora teve contato com outros colegas, que deveriam ter tido acesso ao teste para evitar a propagação do vírus, que é de rápido e fácil contágio, mas isso não aconteceu. Eles continuaram trabalhando normalmente e se tiverem sido contagiados já passaram o vírus para outras pessoas sem saber.

O Sindipetro Bahia vem alertando para o descaso da Petrobrás principalmente em relação aos trabalhadores terceirizados e também para a falta de teste nas unidades. Esse último problema tem se apresentado com mais intensidade na UO-BA.

Até o momento a Gerência Geral não se pronunciou e a campanha de Mergulho da PMNT-1 continua com todos os desvios já relatados, ou seja a meta é concluir a campanha para entregar o Campo à inciativa privada mesmo que para isso precise sacrificar a saúde dos trabalhadores que quando infectados acabam contaminando também seus familiares e amigos.

Agora que o teste da vigilante deu positivo o que a Petrobrás vai fazer? Os que estão embarcados e precisam ser testados vão para um hotel ou vão voltar para suas casas?

Queremos saber também se a vigilante está recebendo assistência adequada e ficaremos de olho para que não sofra perseguição ou discriminação.

Será que o gerente da SEG ou a gerente da Saúde vão sair do seu home office para fazerem uma inspeção na PMNT-1? Não vão. Estão todos com medo. Enquanto isso, os trabalhadores ficam expostos sem contar com a devida proteção.

O jurídico do Sindipetro já foi acionado e verificará as ações que podem ser tomadas diante do descaso da Petrobrás.

Subnotificação

O sindicato foi informado que um operador da empresa terceirizada Exterran da estação Lamarão foi infectado pelo Covid 19 e ficou afastado por 30 dias, mas a Petrobrás não informou esse caso. Foram realizados testes em todos funcionários da estação e, e felizmente, não foi detectado novos casos.

Está cada vez mais claro que a gestão da empresa vem escondendo informações de pessoas infectadas nas áreas operacionais da estatal. O sindicato continuará atento e colhendo informações para passar para a categoria, pois o problema está ai e deve ser enfrentado. Esconder só aumenta o risco da propagação da contaminação.

[Via Sindipetro-BA

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Lançada no dia 11 de maio, a campanha “Petroleiros pela Vida”, uma ação de solidariedade do Sindipetro-ES em parceria do Levante Popular da Juventude, busca arrecadar verba para ajudar em duas frentes durante a pandemia da covid-19:

1. Ampliar o projeto Marmitex Solidária, que distribui marmita gratuitamente para a população carente da região da Serra.

2. Ajudar as mulheres do Quilombo São Domingos a construir um poço artesiano para atender às necessidades de sua produção, baseada na diversificação e na agroecologia.

Em dez dias, a campanha já arrecadou mais de R$ 3,1 mil entre os petroleiros. Veja a nota do Sindipetro-ES:

Nossa categoria está fazendo bonito! Já conseguimos arrecadar mais de R$ 3,1 mil, em 10 dias, e estamos ajudando quatro projetos solidários, em nosso Estado, por meio da campanha “Petroleiros Pela Vida”. E podemos fazer muito mais!

Só para o projeto Marmitex Solidário, que fica na Serra, nós já conseguimos doar mais de 300 quilos de alimentos, e ainda vamos pagar o aluguel do espaço pelos próximos dois meses. Ajuda fundamental para que o projeto siga em atividade, cozinhando e doando marmitas para mais de 200 pessoas, por dia.

Também vamos poder ajudar o Quilombo São Domingos. Vamos comprar para a comunidade uma bomba elétrica, que vai ser fundamental na irrigação e, assim, manter os trabalhos agrícolas do quilombo.

Ainda estamos ajudando o MOVA-SE, do projeto SOS Periferia, bancando mais de 150 litros para que eles possam levar as cestas básicas e entregar na casa de todos os beneficiados, moradores de bairros da periferia.

E também seguimos com as ações de doação de cestas básicas. Recentemente, foram doadas mais dez cestas, no Assentamento Ondina Dias, no Norte do Estado.

Agora, queremos (e podemos) fazer mais. Continue ajudando. E se ainda não participou, colabore! Doe! Toda ajuda é bem-vinda, e vai fazer a diferença para que a gente possa manter essas ações da campanha “Petroleiros Pela Vida”.

Você pode contribuir pelo PicPay SindipetroES ou, ainda, pelo site http://vaka.me/1050496, pagando por cartão e, até, por boleto. Sua ajuda é fundamental!

[Com informações do Sindipetro-ES]

 

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Gestão da Repar convoca trabalhadores em quarentena para voltar ao trabalho. Para o Sindipetro PR e SC uma atitude que traz risco a saúde da categoria, já que a situação em tempos de pandemia é grave e a refinaria pode ser epicentro de contaminação por Covid-19 na região da grande Curitiba.   

Segundo o Sindicato não há explicação para esse descaso com os petroleiros e suas famílias diante da pandemia da Covid-19. A entidade questiona as razões para não se realizar uma testagem em massa na Repar, além disso, se um resultado deu positivo e o outro negativo, não seria necessário um terceiro teste em laboratório de referência para tirar a prova? 

Contradição 

O setor de saúde da Petrobrás precisa se decidir. Basta de brincar com a vida das pessoas. Não é possível trabalhar com ciência de acordo com o gosto do freguês, pois para eles alguns testes são válidos e outros não. 

Para piorar, os trabalhadores recém convocados foram repentinamente avisados da retomada de suas atividades e por telefone. Eles não passaram por qualquer consulta preventiva ou recomendação médica, um absurdo. 

A entidade que defende os petroleiros reafirma que há disparidade no tratamento e na atuação dos responsáveis. “Quando um petroleiro apresenta teste positivo a empresa exige contraprova e coloca em dúvida o resultado, mas quando testa negativo aí parece que é certeza absoluta”, explica Alexandro Guilherme Jorge, diretor do Sindipetro PR e SC. 

Convocar trabalhadores às pressas e nessa situação é como se a vida de cada petroleira ou petroleiro não valesse nada. Algo totalmente irresponsável, acobertado pela atual gestão Castello Branco e que deixa a categoria preocupada. 

Surreal 

A atitude da gestão da Repar significa dizer “e daí” para os números superlativos de óbitos oriundos do Covid-19 no Brasil. Só hoje (21/05), nas últimas 24h, foram 1.188 mortes, num total que já passou de 20 mil! 

Hoje os petroleiros sofrem com o descaso total da Petrobrás. Estão sem orientação de isolamento domiciliar, sem orientação e testes aos familiares e sem testes PCR para confirmar ou não o resultado positivo para Covid-19. 

Certa vez o diretor de cinema Marcelo Masagão precisava de um nome para seu filme que retratava a banalização da vida e da morte através de imagens do século XX. O longa é uma reflexiva obra de arte de um período que também serve para este momento histórico. 

Naquela época o diretor encontrou a frase perfeita para o seu trabalho: “Nós que Aqui Estamos por Vós Esperamos”. Parece que é isso que os gestores da Repar querem fazer com os trabalhadores em quarentena. 

Ah! Esse nome ele encontrou escrito na entrada de um cemitério.

Testagem a passos de tartaruga

Mesmo diante de vários trabalhadores com diagnóstico positivo para o novo coronavírus, a gestão da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, continua a agir de forma negligente. 

Na semana passada, quando surgiram os primeiros resultados positivos para Covid-19, foram testados os empregados do Grupo de Turno A. Já nesta semana foi a vez dos trabalhadores do Grupo E. 

Conforme o cronograma divulgado pela empresa, na semana que vem serão submetidos ao exame os funcionários do regime de horário administrativo. 

Neste ritmo lento, a conclusão da testagem de todo o quadro de empregados pode levar mais um mês. Infelizmente a gestão da refinaria atua com desprezo à vida e demonstra preocupação apenas com produção e lucro. Se morrer alguém, a resposta pode ser parecida com a do presidente: e daí?

[Via Sindipetro-PR/SC]

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Em denúncia encaminhada à Coordenadoria Nacional do Trabalho Portuário e Aquaviário do Ministério Público do Trabalho, a FUP cobrou a responsabilização dos gestores do Sistema Petrobrás por omissão de dados relativos à pandemia da covid-19, inclusive ocultação de trabalhadores infectados e até mesmo óbitos. Na denúncia, a Federação também cobra a apuração de fatos graves relatados por trabalhadores relativos à negligência dos gestores na prevenção e combate à doença.

"É notório o elevado índice de contaminação nas unidades da Petrobrás, seguidamente noticiado pela grande imprensa. Não exagero em afirmar que a Petrobrás, dissemina o vírus pelo País, a partir do desembarque de trabalhadores", denuncia a FUP no documento de quatro páginas encaminhado nesta quinta-feira, 21, ao MPT e também à Diretoria de Portos e Costas da Marinha, à Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia, à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A notificação feita pela FUP ressalta as ilegalidades cometidas por gestores da Petrobrás e subsidiarias que, além de descumprirem protocolos de segurança e ignorarem as recomendações da “Operação Ouro Negro”, ocultam deliberadamente informações de trabalhadores terceirizados contaminados e omitem pelo menos quatro mortes em decorrência da covid-19: dois petroleiros próprios, um funcionário da empresa Halliburton, que prestava serviço em uma unidade da Petrobrás na Bahia, e outro, trabalhador de uma terceirizada da Transpetro, no Amazonas.

Os quatro óbitos ocorreram entre primeiro de abril e 10 de maio, mas nenhum foi notificado aos devidos órgãos fiscalizadores. Da mesma forma, não houve emissão de Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT) para nenhum dos trabalhadores mortos, nem para os que são diariamente contaminados no ambiente de trabalho. 

Os trabalhadores terceirizados infectados e suspeitos de contaminação são maioria entre os que atuam nas instalações do Sistema Petrobrás. "E nas mesmas unidades temos casos comprovados, de empregados terceirizados, que em lugar de acompanhamento estão sendo demitidos", relata a FUP ao MPT e demais órgãos fiscalizadores.

O documento chama ainda a atenção para a negligência dos gestores em relação ao monitoramento de trabalhadores em contato com casos suspeitos: "O monitoramento é escasso para empregados da Petrobrás, muitas deles sequer recebendo um telefonema, e absolutamente inexistente quanto aos trabalhadores terceirizados".

Na denúncia apresentada, a FUP também cobra informações relativas aos casos comprovados de trabalhadores contaminados no Sistema Petrobrás: quantos trabalhadores suspeitos de estarem contaminados foram identificados e comunicados à ANP e em quais datas, unidades e respectivos empregadores; e quais unidades, de quais empregadores, foram fornecidas máscaras individuais para minimização do contágio e em quais datas.


Leia também:

> Pandemia expõe a falência do SMS da Petrobrás


[FUP]

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Na semana em que os números da covid-19 no Brasil atingem novos recordes, com 20 mil casos registrados em 24h e a marca de mil mortes no mesmo período, a direção da Petrobrás apela para a subnotificação na tentativa de encobrir o avanço da doença na empresa. Na mesma linha do governo Bolsonaro, a gestão Castello Branco trata a pandemia como se fosse uma “gripezinha” e, de forma deliberada, coloca em risco os trabalhadores e suas famílias para preservar o lucro dos acionistas.

A negligência e a morosidade em atender reivindicações básicas - como testagem em massa, desinfecção de ambientes, fornecimento de máscaras, redução de efetivos - fez a pandemia se alastrar sem controle. Assim como Bolsonaro, a direção da Petrobrás subestimou o coronavírus e ignorou as reivindicações da categoria, enquanto trabalhadores eram infectados em números cada vez maiores nas plataformas, refinarias, terminais e demais unidades da empresa.

“A falência do SMS da Petrobras é notória, a ponto dos trabalhadores que desembarcam das plataformas terem que recorrer a testes por conta própria, pagando do bolso, pois não confiam na gestão da empresa”, denunciou o coordenador da FUP, José Maria Rangel, na reunião da Comissão de SMS, no último dia 14.

E como reage a gestão de SMS da Petrobrás? Aposta na subnotificação para “conter” o avanço da covid-19. Maquia os números, invisibilizando os casos de contaminação entre os trabalhadores terceirizados, que são os mais afetados pela pandemia, por estarem em situações ainda mais vulneráveis do que a dos trabalhadores próprios.

Se a falta de transparência do SMS e a subnotificação já eram um problema grave que os petroleiros denunciavam, agora passaram ser uma política de gestão da Petrobrás.  Na reunião desta quarta-feira, 20, com o grupo de Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), que coordena as ações de prevenção e monitoramento da covid-19, a FUP e os sindicatos tornaram a cobrar informações detalhadas de trabalhadores contaminados, contactantes e óbitos, mas a empresa novamente negou.

O médico do trabalho e assessor do Sindipetro-NF, Ricardo Garcia, reiterou que o empregador tem a obrigação de notificar todos os casos de covid-19, pois trata-se de doença adquirida em ambiente de trabalho. “Quanto mais informações tivermos, mais chances teremos de evitar novos casos”, afirmou.

A Petrobrás, no entanto, segue na direção contrária, descumprindo normas de segurança, atropelando o Acordo Coletivo e desprezando até mesmo o Protocolo da Anvisa com recomendações de procedimentos que devem ser adotados pelas operadoras de petróleo durante a pandemia.

A gestão de SMS até hoje sequer reconheceu a covid-19 como doença do trabalho e a empresa continua sem emitir CATs. Além disso, age na ilegalidade ao manter as unidades sem representantes das CIPAs, enquanto as gerências desimplantam cipistas eleitos, em plena pandemia.

Nas reuniões do EOR e da Comissão de SMS, a FUP e seus sindicatos tornaram a alertar para os riscos de uma tragédia anunciada, pois o que a gestão vem fazendo é potencializar a insegurança e o avanço da pandemia.

Chega a ser um escárnio o indicador que a Petrobras passou a usar para reportar dados da covid-19: infecção ativa. Que critérios utiliza para classificar um trabalhador como um infectado ativo? Pelos números apresentados nesta quarta-feira, 243 petroleiros estão “ativamente” infectados. Na semana anterior, a empresa havia reportado 222 casos, apesar de no dia 05 de maio, o Ministério das Minas e Energia ter divulgado 806 trabalhadores infectados na estatal. Ou seja, praticamente quatro vezes mais o que a Petrobrás subnotificou.

O mundo real que os trabalhadores enfrentam no dia a dia é bem diferente daquele que aparece nos números maquiados pela empresa. A pandemia é uma realidade devastadora, que está consumindo vidas e empregos, e não a peça de “fake news” montada pela gestão negacionista de Castello Branco.

Fora Castello Branco

Desde a decretação do estado de calamidade pública no Brasil, por conta da pandemia, a FUP vem tentando dialogar de forma efetiva com a gestão da Petrobras, propondo ações para garantir a saúde e segurança, bem como empregos e direitos de todos os trabalhadores, próprios e terceirizados. A empresa não só ignorou a maioria das reivindicações, como se recusa sistematicamente a negociar com as entidades sindicais.

Reuniões como as do EOR e das comissões previstas no Acordo Coletivo de Trabalho têm sido meramente informativas, sem espaço para negociação, onde a empresa apenas comunica fatos consumados e decisões tomadas de forma unilateral.

Por isso, a FUP e os sindicatos têm recorrido à Justiça, ao Ministério Público e aos órgãos fiscalizadores para garantir os direitos dos trabalhadores e acesso às informações que a Petrobrás tem negado.

No último dia 18, o coordenador da FUP, José Maria Rangel, ingressou com Ação Popular na Justiça do Rio de Janeiro, onde pede a destituição de Roberto Castello Branco da Presidência da empresa por gestão temerária.

No dia 30 de abril, a FUP já havia protocolado representação no Ministério Público Federal, cobrando a abertura de investigação criminal para apurar responsabilidade penal e administrativa do presidente da Petrobrás e demais dirigentes da empresa, por negligenciarem ações de prevenção durante a pandemia, colocando em risco os trabalhadores.

No dia 04 de maio, a FUP também solicitou à Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) informações detalhadas sobre os casos de trabalhadores infectados pelo novo coronavírus e suspeitos de contaminação que foram notificados pelas empresas de petróleo.

Não se cale, denuncie!

A FUP e os sindicatos continuarão lutando para garantir a segurança, os direitos e os empregos durante e após a pandemia. É importante que os trabalhadores mantenham os sindicatos informados, através dos canais de denúncia criados pelas entidades.

Reforçamos a necessidade de que todos sigam as recomendações de segurança, protegendo suas vidas e as dos companheiros de trabalho e, consequentemente, as de suas famílias. Continuem atentos e vigilantes às ações da gestão da Petrobrás, denunciando as irregularidades para que as direções sindicais possam tomar as devidas providências.

Sigamos na luta, juntos, em defesa da vida, dos empregos e dos direitos de todos os trabalhadores do Sistema Petrobras.

[FUP]

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Em uma semana três vigilantes que prestam serviço na Transpetro de Madre de Deus, na Bahia, testaram positivo para o novo coronavírus (covid-19). Eles foram afastados do ambiente de trabalho, mas antes já haviam tido contato com diversos outros colegas.

Essa situação tem se repetido em várias unidades do Sistema Petrobrás, mas tem se mostrado mais grave com trabalhadores terceirizados, cujas empresas (a maior parte delas) não estão levando a sério a pandemia da covid-19 que, de acordo com o Ministério da Saúde, até a terça-feira (19), já havia matado 1.179 pessoas em 24 horas, com 271.628 casos confirmados.

Mas de acordo com os especialistas esses números devem ser maiores devido à subnotificação de casos no país. O mesmo vem acontecendo no Sistema Petrobrás, onde além da subnotificação dos casos, há a negligência.

O caso dos vigilantes da Transpetro contaminados pelo vírus é um exemplo disso. O transporte deles é feito em vans lotadas, sem nenhum cuidado ou prevenção. Como trabalham no Porto de Mirim muitos acabam tendo contato com os tripulantes dos navios que atracam no cais. É uma bola de neve. Para piorar a situação destes trabalhadores, a empresa os afasta, paga apenas uma irrisória parcela dos salários e, com total descuido e desumanidade, determina que busquem receber o restante junto aos programas do governo.

A situação é seríssima e exige intervenção não só da direção da Transpetro como da prefeitura de Madre de Deus. Um trabalhador contaminado passa o vírus para outros e para amigos e familiares. Os tripulantes dos navios não poderiam desembarcar sem serem testados, da mesma forma a Petrobrás deveria disponibilizar testes rápidos para todos os trabalhadores.

O Sindipetro Bahia está procurando as empresas terceirizadas que atuam no terminal e a direção da Transpetro para que providências imediatas sejam tomadas a fim de sanar esse problema e proteger os trabalhadores, lembrando, que a prevenção é a maior proteção no caso da covid- 19. Cobramos a implementação e ampliação de procedimentos simples como diminuição da lotação nos transportes, distância de 1 metro e meio entre as pessoas, uso de máscaras de qualidade, de álcool gel, sabonetes e toalhas descartáveis, além do teste rápido para a covid-19.

Leia também:

Covid-19: Sobe para cinco o número de contaminados no Terminal do Paraná

Sindipetro alerta para risco de contaminação no Terminal de São Francisco do Sul

[Via Sindipetro Bahia]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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