Por Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás

Duzentos bilhões de barris. Este é um número gigantesco, que faria do Brasil o detentor da terceira maior reserva de petróleo do mundo. Um número que nós, da Petrobrás, nunca utilizamos. Um número bem acima das projeções feitas em nosso planejamento estratégico.

No entanto, esta estimativa existe e está em um estudo coordenado pela UERJ, em 2017. Não há nenhum erro aí. É apenas um número otimista, cuja probabilidade de concretização depende de muito sucesso na exploração do potencial petrolífero da costa brasileira.

A maior importância de um número gigantesco como esse é dar ao povo brasileiro a percepção que, desde que os campos do pré-sal começaram a ser descobertos, uma riqueza imensa está à nossa espera.
Sejamos um pouco mais conservadores. Considerando apenas a costa brasileira, é muito provável que as reservas nacionais atinjam 100 bilhões de barris, metade da estimativa otimista da UERJ. A maior parte circunscrita ao polígono do pré-sal nas bacias de Campos e Santos. Ainda assim, uma riqueza monumental. Numa projeção cautelosa, com um preço médio de longo prazo de 50 dólares por barril, trata-se de um patrimônio de 5 trilhões de dólares.
É evidente que esses números estão muito além de nossa reserva provada, que tem oscilado entre 11 e 12 bilhões de barris nos últimos anos, e é muito importante distinguir essas duas visões.

A reserva provada é o retrato momentâneo da riqueza já monetizada pela Petrobrás. A reserva possível, seja 100 ou 200 bilhões de barris, dá aos brasileiros a dimensão trilionária do potencial que temos para financiar nossos sonhos de nação desenvolvida. Explorar tal riqueza é fundamental para a promoção da saúde, da educação e da justiça social em nosso país.

Depois de adquirir noção do potencial petrolífero do Brasil no século XXI, passamos a compreender o recrudescimento, nos últimos anos, dos ataques que nossa empresa sofre desde sua criação. Destruir a grande responsável pela descoberta de quase todo petróleo já descoberto no Brasil é a meta de quem nos quer eternamente subdesenvolvidos.

Do lado de cá da trincheira nesta guerra geopolítica, nós que nos posicionamos a favor do Brasil lutamos contra a dominação neocolonialista. Dominação cuja ideologia é a radicalização da exploração capitalista: o neoliberalismo.
Portanto, toda vez que a Petrobrás renuncia a explorar uma área nova ou vende um campo em produção, o Brasil empobrece um pouco mais, dando sobrevida à sociedade perversa em que vivemos. A economia nacional perde dinamismo, o nível de empregos diminui e há exportação de capitais que deveriam permanecer aqui a serviço de nosso país.

Para terminar, um último dado: dois terços das reservas mundiais de petróleo pertencem a empresas estatais. Uma realidade que nada tem de aleatória. Os estados nacionais sabem da importância de controlar suas riquezas para promover seu desenvolvimento. Em outras palavras, sabem da importância da soberania nacional.

Acompanhe Rosângela nas redes:

Facebook:

http://fb.com/rosangelabuzanelli

Instagram:

https://instagram.com/rosangelabuzanelli

Site:

https://rosangelabuzanelli.com.br/

Lista de transmissão pelo WhatsApp: 

https://bityli.com/dL91E

Publicado em Sistema Petrobrás

O Conselho de Administração da Petrobrás referendou a decisão da gestão Castello Branco de colocar à venda os 37,5% das ações da BR Distribuidora que ainda restam sob controle da estatal. Isso significará a saída da Petrobrás do mercado nacional de derivados de petróleo, que é o sétimo maior do mundo. Mais um passo para a desintegração do Sistema Petrobrás, em um movimento contrário ao das grandes petrolíferas internacionais. 

A privatização da BR Distribuidora teve início no ano passado, quando a gestão bolsonarista entregou a preços ínfimos o controle da subsidiária a instituições financeiras. A FUP e seus sindicatos contestaram na justiça a privataria.

"Mais uma vez vemos o lucro sendo colocado acima da função social da nossa Petrobrás. A atual estratégia traçada para a empresa visa apenas o rápido e máximo retorno ao acionista investidor e tem como consequência o apequenamento indefensável da maior empresa brasileira, por brasileiros construída, colocando sua sobrevivência a médio e longo prazo em risco", declarou a representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, Rosângela Buzanelli, que votou contra a venda das ações da BR Distribuidora.

"O consumo de derivados de petróleo no Brasil é atrativo. Somos um dos maiores do mundo e com grande potencial de crescimento, dada a possibilidade de inserção de um grande contingente populacional no segmento de energia. Com a abertura do mercado de abastecimento (que inclui refinarias, distribuição e logística), as majors estão atentas à distribuição brasileira, que exigem investimentos menores do que no refino", afirmou Rodrigo Leão, coordenador técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Ineep), em entrevista à Agência Estado.

Veja a íntegra da nota divulgada pela conselheira eleita em seus canais de comunicação:

"Olá pessoal, circulou desde quarta-feira à noite (26), após o encerramento da reunião do CA, a notícia da autorização desse colegiado para a venda do restante das ações da Petrobrás na BR Distribuidora.

Eu, enquanto conselheira representante dos trabalhadores e trabalhadoras da Petrobrás, votei contra o início de mais esta negociação e acredito ser necessário reforçar publicamente por quê.

O Conselho de Administração da Petrobrás aprovou a proposta para venda da participação remanescente de 37,5% detida pela Estatal na BR Distribuidora. A outra parte já havia sido privatizada em julho de 2019.

Segundo nota emitida pela própria Petrobrás, a operação está “alinhada à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando a geração de valor para os seus acionistas”.

No entanto, a venda da BR Distribuidora desconsidera o maior acionista da Companhia, que é o Estado e, por consequência, o povo brasileiro. A decisão retira a Petrobrás do sétimo mercado consumidor de derivados do planeta e aprofunda a desintegração e desverticalização da Companhia, o que vai na contramão das políticas adotadas pelas maiores Petroleiras do mundo, incluindo estatais e privadas, entregando a seus concorrentes o que conquistou ao longo dos anos.

Mais uma vez vemos o lucro sendo colocado acima da função social da nossa Petrobrás. A atual estratégia traçada para a empresa visa apenas o rápido e máximo retorno ao acionista investidor e tem como consequência o apequenamento indefensável da maior empresa brasileira, por brasileiros construída, colocando sua sobrevivência a médio longo prazo em risco".

[Da imprensa da FUP | Arte Portal Lubes]

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, contesta a decisão da gestão Castello Branco de abrir mão de praticamente todo os investimentos que a estatal realizou no estado do Rio Grande do Norte. "A desintegração da empresa e a sua saída das unidades da federação não atendem ao objetivo original que criou a Petrobrás através da Lei nº 2004, de 3 de outubro de 1953 e mantido pela Lei 9.478/97, bem como não atendem aos interesses do acionista controlador, o Estado e o povo brasileiros", afirmou a conselheira em nota pública.  

Leia a íntegra:

A Petrobrás anunciou na segunda-feira (24) a venda de 26 campos terrestres e em águas rasas, além da Refinaria Clara Camarão, no Rio Grande do Norte. As áreas produziram, em média, 26 mil bpd de petróleo e 221 mil m3/d de gás natural, em 2019. Batizado como Polo Potiguar, o projeto de desinvestimento foi dividido em três subpolos.

O subpolo Canto do Amaro tem o maior número de campo, ao todo 15. A estatal vai se desfazer do controle dos campos de Canto do Amaro, Barrinha, Barrinha Leste, Barrinha Sudoeste, Benfica, Boa Vista, Fazenda Canaan, Morrinho, Mossoró, Pedra Sentada, Pintassilgo, Poço Verde, Redonda Profundo, Serra do Mel e Serra Vermelha.

Junto com o subpolo, a empresa está vendendo 32 estações coletoras, uma estação coletora e compressora (ECC), três estações de injeção de água (EIA) e a base administrativa e operacional da empresa em Mossoró (RN), incluindo laboratório para análise de óleo e água, oficina de manutenção e estoque de material.

O pacote de venda da Petrobrás no Rio Grande do Norte inclui ainda a Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), com capacidade instalada de 39.600 bpd, três UPGNs com capacidade para 1.800 mil m3/d e estações de compressão de gás de coleta para carga da UPGN, compressores de gás lift e compressores para exportação de gás residual.

A desintegração da empresa e a sua saída das unidades da federação não atendem ao objetivo original que criou a Petrobrás através da Lei nº 2004, de 3 de outubro de 1953 e mantido pela Lei 9.478/97, bem como não atendem aos interesses do acionista controlador, o Estado e o povo brasileiros.  

Acompanhe Rosângela nas redes:

Facebook:

http://fb.com/rosangelabuzanelli

Instagram:

https://instagram.com/rosangelabuzanelli

Site:

https://rosangelabuzanelli.com.br/

Lista de transmissão pelo WhatsApp: 

https://bityli.com/dL91E

Publicado em Sistema Petrobrás

Por Rosângela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás

Nessa semana, recebemos um comentário super bacana perguntando por que optamos pela grafia “Petrobrás”, com acento agudo. Sim, sabemos que “oficialmente” o nome da companhia não leva acento. Mas consideramos importante compartilhar o motivo de nossa escolha por grafar desta maneira. E isso está completamente relacionado à preservação da história da Petrobrás e ao posicionamento da luta dos petroleiros.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) voltou a acentuar o nome da empresa em 2002, após decisão apoiada pelos sindicatos. Isso porque, no começo, possuía acento, mas na década de 90 ele foi tirado sob discurso de internacionalização da marca (para "facilitar" para investidores estrangeiros).

Por isso, nós optamos por grafar Petrobrás, com acento, pois acreditamos em uma estatal integrada e que pertence ao povo brasileiro.

Ah, uma curiosidade: em dezembro de 2000, o então presidente da Petrobrás, Henri Reichstul, tentou alterar o nome da empresa para Petrobrax, alegando dificuldades de compreensão por parte dos estrangeiros. Um dos absurdos comentados por Reichstul na época foi que bras lá fora tinha duplo sentido, pois quer dizer sutiãs em inglês!

Acompanhe Rosângela nas redes:

Facebook:

http://fb.com/rosangelabuzanelli

Instagram:

https://instagram.com/rosangelabuzanelli

Site:

https://rosangelabuzanelli.com.br/

Lista de transmissão pelo WhatsApp: 

https://bityli.com/dL91E

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Rosângela Buzanelli, conselheira eleita pelo trabalhadores, votou contra o fim da expressão Sistema Petrobrás, aprovado pelo Consellho de Administração da empresa, no último dia 29. O objetivo da gestão bolsonarista é acabar de vez com o modelo de integração, que fez da Petrobrás uma das maiores empresas de energia do mundo, atuando em diversos segmentos, do poço ao poste. 

Em seu site e redes sociais, Rosângela explicou o seu voto contrário a extinção da expressão Sistema Petrobrás, aprovados pelos demais membros do CA, esclarecendo que, desde a década de 80, a empresa utiliza essa denominação. 

> Veja a íntegra da mensagem da conselheira, em seu site:

CA substitui a expressão “Sistema Petrobrás” por “Petrobrás e suas participações societárias”; veja posicionamento da conselheira

Olá petroleiras e petroleiros,

Neste fim de semana, circulou o alerta sobre a aprovação pelo Conselho de Administração da Petrobrás (CA), em reunião no dia 29 de julho, da alteração pelo CA da Política de Governança Corporativa e Societária, substituindo a expressão “Sistema Petrobrás” por “Petrobrás e suas participações societárias” ou “Participações Societárias da Petrobrás”.

Gostaria de esclarecer que, embora tenha divergido e contestado quanto à proposta de mudança e seus argumentos, fui voto vencido na reunião.

A denominação “Sistema Petrobrás” foi estabelecida na década de 80, baseada no conceito de “sistema” dentro da doutrina de Administração, que descreve a essência do que é a Petrobrás até aqui:  uma grande empresa e suas subsidiárias, dinamicamente inter-relacionadas trabalhando para atingir seus resultados, ou seja, uma empresa integrada.

Essa mudança visa atender à atual visão prevalecente na companhia: “A melhor empresa de energia em geração de valor ao acionista com foco em óleo e gás…”, para maximizar o retorno do investimento e reduzir custos. 

Para isso, objetivam se concentrar nas atividades mais rentáveis, reduzindo sua presença aos estados do Rio e São Paulo, ou seja, apequenando essa gigante que está presente em quase todo território nacional. 

Com tamanha redução da presença e das atividades da companhia, nesse “futuro” chamar-se-á ainda Petrobrás?

A Petrobrás que queremos e defendemos é uma Petrobrás forte e integrada, com uma visão de longo prazo para que continue sendo uma das maiores empresas de energia do planeta, respeitada, eficiente, rentável e com compromisso com seus acionistas, principalmente seu acionista controlador, o Estado e o povo brasileiro. 

Siga Rosângela na redes

Além do site oficial, a conselheira da Petrobrás tem uma lista de transmissão por whatsapp e perfis no Facebook e no Instagram.

Confira os links:

Facebook:

http://fb.com/rosangelabuzanelli

Instagram:

https://instagram.com/rosangelabuzanelli

Site:

https://rosangelabuzanelli.com.br/

Lista de transmissão pelo WhatsApp: 

https://bityli.com/dL91E

Publicado em Sistema Petrobrás

Em suas redes sociais, a representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobras, Rosângela Buzanelli, voltou a criticar as privatizações em curso na empresa. 

"A Petrobrás iniciou a venda de sua participação nos campos em águas rasas de Atum, Curimã, Espada e Xaréu, localizados no Ceará. O Polo Ceará é um grande patrimônio brasileiro, que está em operação desde a década de 80. E a Petrobrás é a operadora nesses campos com 100% de participação", afirma a conselheira. 

"A Petrobrás é uma empresa estatal de economia mista e, como tal, precisa atender a todos os seus acionistas. Concentrar suas atividades apenas nos ativos super lucrativos é uma estratégia de empresa privada, pois prioriza lucro máximo em detrimento de sua função social e estratégica", destaca Rosângela.

A conselheira eleita conclui: "Para atender seu acionista majoritário, a sociedade e o Estado brasileiro, a presença da companhia em todo território nacional é fundamental para que, com investimentos lucrativos, possa garantir o abastecimento, ainda assim, garantindo o retorno a todos os acionistas". 

Siga Rosângela na redes

Além do perfil no Facebook e no Instagram, a conselheira da Petrobrás mantém um site oficial e lista de transmissão de whatsapp.

Confira os links:

Facebook:

http://fb.com/rosangelabuzanelli

Instagram:

https://instagram.com/rosangelabuzanelli

Site:

https://rosangelabuzanelli.com.br/

Lista de transmissão pelo WhatsApp: 

https://bityli.com/dL91E

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Uma Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada nesta semana marcou a posse de Rosangela Buzanelli, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás. Por meio de eleição direta, Rosangela foi eleita como conselheira no início do ano. No entanto, por conta da pandemia, a posse tardou um pouco mais do que o previsto e aconteceu somente em julho, virtualmente.

A partir de agora, Rosangela representará os milhares de funcionários da maior petroleira e maior empresa do Brasil. “Fico muito feliz de saber que estarei nessa jornada, comprometida com os interesses da categoria para ser a voz do trabalhador. Enfrentamos uma dura crise no país e vemos a Petrobrás saindo do grande papel para o qual foi criada, de colaborar com o desenvolvimento do país, ainda que o povo brasileiro seja seu maior acionista. Por isso, me coloco ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras, focada no projeto de recuperação da economia com uma Petrobrás a serviço do povo brasileiro”, comenta.

> Veja abaixo entrevista concedida ao jornal Estado de São Paulo:

Rosângela Buzanelli diz que manterá o tom diplomático no colegiado e que não quer chegar 'com o pé na porta'

Nova conselheira da Petrobrás se opõe à venda de ativos, mas quer diálogo

Por Fernanda Nunes | O Estado de São Paulo

RIO - A geofísica Rosângela Buzanelli assume nesta quarta-feira, 22, a cadeira de representante dos empregados no conselho de administração da Petrobrás. Funcionária da estatal há 33 anos, ela poderia ter se aposentado há três anos, mas optou por continuar na empresa e assumir papel de liderança sindical na Federação Única dos Petroleiros (FUP). Não fosse a pandemia de covid-19, teria assumido o cargo em abril deste ano, após ser eleita pela maioria dos trabalhadores em primeiro turno.

Em linha com a entidade, Buzanelli vai defender que a Petrobrás continue a ter um perfil integrado, presente em toda cadeia, o que pressupõe a manutenção das suas refinarias, postas à venda pela atual gestão. A primeira a ser privatizada deve ser a Rlam, na Bahia. Ainda assim, diz que manterá o tom diplomático no colegiado e que não quer chegar "com o pé na porta".

Você assume um assento no conselho em meio à privatização das refinarias, a principal pauta de contestação da FUP atualmente, inclusive na Justiça. Como será sua participação nesse processo?

Quem vai assumir o assento no conselho não é a Rosângela, mas uma representante de um coletivo de trabalhadores. Sabemos que somos minoria no colegiado, mas é importante a gente estar lá para trazer outra visão, questionar as decisões e suas bases técnicas. Temos bastante suporte de assessorias. A nossa visão é que, de um tempo para cá, a administração da empresa se voltou exclusivamente aos interesses dos investidores e está focada exclusivamente na produção de petróleo no Sudeste. Mas as grandes companhias petrolíferas são integradas. No primeiro trimestre, foram as refinarias que garantiram o lucro operacional. Manter as refinarias é extremamente importante.

Com a sua presença, os trabalhadores vão ter influência nas decisões?

Somos minoria, mas se não estivermos lá será ainda mais frustrante. Existe a chance de conhecer o debate, protestar e até balançar um conselheiro ou outro. É importante também que tudo seja documentado. Vamos defender que a Petrobrás seja forte e integrada, que zele pelo interesse público, como pela produção de combustível de qualidade a baixo preço. Nosso papel é levar essas visões para tentar que sejam reavaliadas, apesar de a gente saber que não vai converter ninguém.

 

Diretorias da Petrobrás de pelo menos três gestões travaram um embate com os sindicatos dos trabalhadores, que realizaram duas greves desde o fim do ano passado. Como será sua convivência com esses gestores?

Será diplomática e técnica. Ninguém vai entrar com o pé na porta. Não é o ambiente para isso. Num primeiro momento, não vamos nem nos conhecer pessoalmente. Os encontros vão ser virtuais. Isso faz uma diferença. Por um lado, a falta de comunicação corporal atrapalha. Por outro, a distância física pode ajudar na adaptação. O importante é que estamos dispostos a dialogar.

Quais temas da administração são mais urgentes para os trabalhadores atualmente?

As privatizações. O campo de Urucu (na Amazônia) é muito simbólico. O desenvolvimento do campo foi exemplar do ponto de vista ambiental e hoje tem grande importância social. Dá lucro e, ainda assim, está à venda.

Sua atuação nas questões trabalhistas é limitada...

Nas relativas à remuneração, sim. Não posso participar porque configuraria conflito de interesses. Mas a gente percebe também uma precarização da área de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde), principalmente da segurança. Essa é uma área em que posso atuar. O conselho é um fórum para onde posso levar essa pauta. Os gestores, nas tomadas de decisões, precisam ouvir o pessoal de chão de fábrica. A gente vai conseguir influenciar mais. SMS é central em qualquer grande petrolífera, não somente pela segurança do trabalhador, mas também para o ganho do acionista. Isso não significa, porém, que vamos deixar de levantar questões estratégicas para a empresa.

No início da Operação Lava Jato, uma fatia considerável dos empregados da Petrobrás acusou o sindicato de fazer política partidária em vez de defender seus direitos trabalhistas e elegeu uma representante independente para o conselho. Neste ano, a candidata da FUP foi eleita num único turno. O que justifica essa mudança em cinco anos?

Os empregados da Petrobrás viveram momentos de desmoralização num primeiro momento. Ficamos todos perplexos quando descobrimos que alguns dos nossos colegas desviaram fortunas da empresa. Nos ambientes públicos, parecia que tínhamos voltado à década de 1990, do Collor, quando alguns de nós eram chamados de marajás nas ruas, sem ter nada a ver com a história. Depois veio a fase do excesso de controle, que emperrava todos os processos. Com a entrada da conselheira independente, eles perceberam que suas reivindicações não eram colocadas na mesa e isso foi muito didático. Foi importante para assimilarem a importância de ter de fato um representante dos trabalhadores na cúpula da companhia.

Na Lava Jato, muitos membros do conselho de administração foram responsabilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por terem autorizado investimentos considerados prejudiciais à empresa posteriormente. Você não se preocupa em assinar decisões com as quais não concorda e ser questionada por isso?

Claro que me preocupo e exatamente por isso temos que ter tudo documentado. Tenho que deixar minha posição explícita na ata de cada votação. Até para no futuro, se for o caso, recorrer à Justiça contra decisões com as quais não concordamos e que tenham se provado contrárias aos interesses da empresa

Publicado em Sistema Petrobrás

Na quarta-feira, 22 de julho, às 21h, o Observatório da Coronacrise da Fundação Perseu Abramo irá debater os impactos da crise da covid-19 no setor de óleo e gás no Brasil e no mundo. O debate será transmitido ao vivo no Youtube e redes sociais da entidade e também da Revista Fórum, do DCM e do Brasil 247.

Para falar sobre “Coronacrise no setor de petróleo e gás: alternativas de transformação”, a Fundação convidou a petroleira Rosângela Buzanelli, que representa os trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, o ex-presidente da empresa, Sérgio Gabrielli, o coordenador técnico do INEEP, Rodrigo Leão, e o diretor da Perseu Abramo, o ex-senador Lindbergh Farias.

O Observatório da Coronacrise é o programa do Observatório da Crise do Coronavírus (clique aqui para acessar), iniciativa da Fundação Perseu Abramo para monitorar a crise sanitária e econômica gerada pela pandemia e promover esforços no sentido de atenuá-la e até de superá-la.

O programa é transmitido ao vivo nas noites de quarta e sexta-feira, às 21h, no canal da Fundação Perseu Abramo no YouTube, em sua página no Facebook e Twitter e nos portais parceiros: Revista Fórum, DCM e Brasil 247.

[Com informações da Fundação Perseu Abramao]

Publicado em Petróleo

[Com informações da imprensa do Sindipetro-NF]

Em live que foi integrada à programação do Congresso dos Petroleiros do Norte Fluminense, a reprsentante eleita pelos trabalhadores para o Conselho de Administração da Petrobrás, Rosangela Buzanelli, reuniu o ex-diretor de Exploração e Produção da companhia, Guilherme Estrella, e o jornalista e fundador do site Opera Mundi, Breno Altman. Por mais de uma hora, os três debateram o papel da empresa na retomada da economia brasileira após a pandemia da covid-19.

Para Buzanelli, que tomará posse no próximo dia 22, o governo Bolsonaro, que acentua políticas neoliberais, faz parte de um projeto que “está rapinando o povo e a nação brasileira”. Ela lembra, por exemplo, os muitos anos de especialização e pesquisa necessários para que se descubra e desenvolva um campo de petróleo, o que sempre foi feito no Brasil pela Petrobrás. “Quando quebraram o monopólio, a Petrobrás continuou a ser pioneira. As empresas privadas não descobriram nenhum campo significativo”, afirma.

“O único programa desse governo é destruir o que foi feito e entregar ao mercado financeiro. O governo atua para ajudar os nossos concorrentes. Critica até a política de conteúdo local [de compras de produtos nacionais]. Não é com eles que vamos superar essa crise”, defende a petroleira.

O jornalista Breno Altman avalia que é preciso reconstruir o País, o que passa pela “ruptura com o neoliberalismo”. Na Petrobrás, “tem que reconstruir toda a cadeia de óleo e gás. Refazer tudo o que foi destruído por um dos braços do bolsonarismo que foi a Operação Lava Jato”, acredita. Ele lembrou o papel estratégico da empresa na indução de setores como a indústria naval, a construção civil, a cultura e os esportes.

Além de romper com o neoliberalismo, Breno defende como caminho para superar a crise a adoção de uma política tributária que coloque “a mão pesada no bolso dos ricos”, além de nacionalizar todos os grandes bancos brasileiros.

Guilherme Estrella também defendeu a retomada da Petrobrás como protagonista de um projeto de desenvolvimento do País. “Hoje vivemos não só um estado mínimo, mas um estado mínimo desestruturado, com uma política desnacionalizadora. Estão vendendo campos de petróleo, gasodutos. O País está sendo destruído por um governo genocida. A Petrobrás não é mais uma indústria, é um fundo de investimento. Temos que reconstruir não só a Petrobrás, mas o País”, afirma.

Para ele, a Petrobrás poderia desempenhar um papel central na recuperação econômica no pós-pandemia. Ele dá como exemplos os potenciais presentes duas iniciativas que a empresa poderia tomar se estivesse sendo gerida dentro de uma lógica social e desenvolvimentista: a primeira é explorar a sua forte presença nacional para promover o desenvolvimento local, a segunda é recuperar a condição de empresa de petróleo integrada e suprir a energia necessária, a preços baixos, para a população.

Veja a íntegra do debate:

 

Vamos debater o papel da Petrobrás na retomada da economia brasileira pós-Covid. Os convidados são Breno Altman,...

Publicado por Rosangela Buzanelli em Quinta-feira, 2 de julho de 2020
Publicado em Sistema Petrobrás

A conselheira eleita para representar os petroleiros e as petroleiras no Conselho de Administração da Petrobrás, Rosangela Buzanelli inicia esta semana, no seu canal no Facebook, debates ao vivo com convidados sobre o futuro da Petrobrás. A primeira live será nesta quinta, 2, às 19h. 

Com o tema Petrobras, privatizações, cenários políticos e o papel da companhia na retomada da economia pós-covid, a transmissão será moderada pela própria Rosângela e vai contar com as participações do jornalista e fundador do site Opera Mundi, Breno Altman, e do ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobrás, Guilherme Estrella.

A live será a primeira do perfil da conselheira eleita no Facebook, que se prepara para assumir em breve o seu cargo no CA da Petrobrás. Rosangela abriu vários canais de interação com a categoria e a sociedade para que o trabalho seja acompanhado de forma democrática e transparente (veja no final da matéria).

Nesta quarta-feira, 01, a conselheira eleita também estará ao vivo, às 17h, na edição especial do SindiPapo, as lives que o Sindipetro Unificado de São Paulo realiza semanalmente.

 

Siga Rosângela na redes sociais e canais institucionais

Além do perfil no Facebook e no Instagram, a conselheira da Petrobrás mantém um site oficial e lista de transmissão de whatsapp.

Confira os links:

Facebook:

http://fb.com/rosangelabuzanelli

Instagram:

https://instagram.com/rosangelabuzanelli

Site:

https://rosangelabuzanelli.com.br/

Lista de transmissão pelo WhatsApp: 

https://bityli.com/dL91E

Publicado em Sistema Petrobrás
Página 1 de 2

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram