Na data em que se comemora o Dia Mundial da Saúde, a diretoria do Sindipetro-NF alerta para a falta de cuidado das empresas com a saúde de seus trabalhadores e trabalhadoras, principalmente durante a pandemia, apesar das diversas tentativas do sindicato.

Esse mês completa um ano que, o Sindipetro-NF encaminhou para a Petrobrás e para as empresas do setor privado um ofício, sugerindo ações a serem tomadas durante o tempo de pandemia do COVID-19. No documento o sindicato alertava também sobre a necessidade de registrar através das CATs os casos existentes de COVID-19, encaminhando uma cópia ao sindicato, e pelas Fichas do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN do Sistema Único de Saúde-SUS, que servem para a notificação obrigatória dos casos suspeitos e/ou confirmados de Covid-19, assim como para as questões decorrentes do trabalho.

Segundo levantamento do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, nenhuma empresa encaminhou CATs, dos casos de COVID-19, apesar da determinação do STF, desde que se consiga estabelecer o nexo causal ou seja,  na hipótese em que a doença seja proveniente de contaminação do empregado pelo vírus SARS-CoV-2 no exercício de sua atividade. Apesar de estarmos acompanhando diversos surtos nas plataformas, a última em P-54, e trabalhadores morrendo vítimas da doença, as empresas continuam não emitindo as CATs.

O que temos visto é uma recusa à divulgação de informações sobre a distribuição dos casos de COVID-19 entre trabalhadores próprios e terceirizados, por unidades operacionais e administrativas, regimes de trabalho e regiões. Deixando a categoria totalmente sem acesso a esses dados.

Testagem geral

Outra sugestão do Sindipetro-NF no documento foi da aplicação de testes diagnósticos (RT- PCR) em massa e com frequente e testagem para todos os trabalhadores, antes, durante e depois do embarque.  Com a finalidade de rastreamento dos portadores do COVID-19 (inclusive os assintomáticos).

Além disso, protocolos de testagem e sanitários sugeridos pelas entidades e referendados pelo Ministério Público do Trabalho e pela Fundação Osvaldo Cruz, entidade de referência no combate ao coronavírus, tem sido ignorados parcial ou integralmente pelas empresas.

Petrobrás. Tetra, Champion Technologies, Cetco, Falcão Bauer, Franks, Baker GE, Halliburton, Schlumberger, Superior, Expro e Oiltanking  foram as empresas que receberam ofício do sindicato.

“Para comprovar o descaso com a vida e agravar ainda mais o nível de cansaço e estresse entre os trabalhadores, a Petrobrás tenta implementar de forma unilateral uma escala de trabalho, extremamente danosa aos trabalhadores, ignorando proposta apresentada pelos pelos trabalhadores e atropelando o processo de negociação, em busca da manutenção da produção e do lucro, sem qualquer preocupação com a saúde e segurança dos trabalhadores próprios ou terceirizados” – alerta o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

Diante da postura intransigente da Petrobrás em querer implantar de forma unilateral uma escala prejudicial à saúde dos petroleiros próprios e terceirizados, a diretoria do Sindipetro realiza hoje, às 19h30, um programa NF ao vivo Especial para debater com a categoria a escala de 14 x 28 e a construção da Greve pela Vida.

No final da tarde de ontem a empresa enviou para seus trabalhadores e trabalhadoras um comunicado informando a mudança de escala para a absurda de 21 x 28 x 21 x 35.  A alteração vinha sendo negociada em mesa, sem ainda ter chegado a uma conclusão.

Na última reunião o NF e os Sindipetros ES e AM, apresentaram uma proposta dos sindicatos (detalhada em is.gd/proposta14x28) que aumenta o ciclo de embarque de 35 para 42 dias, o que diminui a quantidade de embarques ao longo do tempo e reduz  a média anual de exposição dos trabalhadores ao Covid-19 em 24 dias, o que representa 16% a menos de dias de contato com o vírus.

A escala proposta apresentada pelos sindicatos pode ser viabilizada com a adoção de mais um grupo, com a utilização de mão de obra das plataformas hibernadas, vendidas e paralisadas e convocação de trabalhadores que foram transferidos ou desimplantados.

Participe do NF ao vivo e venha ajudar a construir o movimento da categoria. Assista pelos canais do NF no Facebook e Youtube.

Trabalhadores denunciam prática informal da escala 21×21 

Enquanto formalmente a Petrobrás propõe uma escala absurda de 21x28x21x35, informalmente várias gerências coagem os petroleiros e petroleiras a praticarem um 21×21. O Sindipetro-NF tem recebido denúncias de que tem sido recorrente a prorrogação do embarque, que deveria ser de 14 dias, por mais uma semana.

As prorrogações são “pedidas” pelas gerências em razão da desorganização da empresa e da falta de pessoal a bordo das plataformas. A proposta do sindicato é a de organização de todos os petroleiras dos trabalhos ininterruptos em escalas de 14×28 enquanto perdurar a pandemia da covid-19, tanto para empregados próprios quanto para terceirizados.

A permanência a bordo por mais de 14 dias contraria a legislação e decisões judiciais obtidas pela categoria. A partir deste tempo a bordo, as condições físicas e psíquicas são extremamente deterioradas, aumentando os riscos de acidentes.

Escala na pandemia

A proposta do NF, junto aos Sindipetros ES e AM, tem como foco a manutenção de um menor tempo de embarque, com menor exposição à contaminação em local de trabalho. A escala seria viabilizada com a adoção de mais um grupo, com a utilização de mão de obra das plataformas hibernadas, vendidas e paralisadas e convocação de trabalhadores que foram transferidos ou desimplantados.

Como informou o boletim Nascente, a escala proposta pelos sindicatos (detalhada em is.gd/proposta14x28) “aumenta o ciclo de embarque de 35 para 42 dias, o que diminui a quantidade de embarques ao longo do tempo e reduz a exposição dos trabalhadores. Na média anual, enquanto a proposta da gestão (21×21) aumenta em 37 dias, o que representa um acréscimo de 25% na escala e exposição dos trabalhadores, a escala proposta pela FUP e sindicatos reduz em 24 dias, o que representa 16% a menos de exposição.”

Denuncie

O sindicato orienta a categoria a continuar a enviar evidências de execução do 21×21. Os relatos podem ser enviados para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A identidade dos denunciantes é preservada.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

A gestão bolsonarista da Petrobrás segue com sua missão de destruir a empresa aos poucos. A última informação divulgada pela empresa no dia 22 de março é que entra na fase vinculante, ou seja, venderá sua participação de 90% nos Campos de Albacora e Albacora Leste na Bacia de Campos. Os demais 10% pertencem à Repsol Sinopec Brasil.

Com isso a Petrobrás vai ceder os direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018 desses dois Campos produtivos para a empresa.

Essa gana entreguista da atual gestão vai impactar ainda mais na perda de empregos na região e deixar milhares de pessoas à margem. Só Macaé e Campos dos Goytacazes juntas perderam 41.548 postos de trabalho de 2014 a 2019.

Outro provável impacto será na distribuição de royalties e participações especiais. De 2014 a 2019 a cidade de Campos já teve uma perda de 84%  e Macaé perdeu 28,1% desses recursos que são uma contrapartida pela exploração de petróleo e gás natural na região.

“Ao seguir com seu programa de desinvestimento e venda de ativos na Bacia de Campos, a gestão bolsonarista dá mais um duro golpe no mercado de trabalho e no patrimônio da empresa” – comenta o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

Em novembro de 2020 a empresa anunciou a venda de 50% de sua participação nas concessões de Marlim, Voador, Marlim Leste e Marlim Sul, Campos altamente produtivos e localizados em águas profundas na Bacia de Campos. Para Tezeu Bezerra é preciso que a sociedade e a categoria petroleira se mobilizem duramente contra a venda fatiada da empresa, caso contrário, quando esse governo acabar o petróleo brasileiro estará todo em mãos estrangeiras.

Como disse na ocasião da venda do Pólo Marlim, o Coordenador do sindicato reafirmou que os petroleiros e petroleiras não vão aceitar que esse governo continue aproveitando a pandemia para “passar a boiada” e entregar o patrimônio público num momento de fragilidade da população brasileira e a impossibilidade de ir às ruas. 

Sobre Albacora e Albacora Leste

O campo de Albacora possui uma área de 455 km2 e está situado na área norte da Bacia de Campos, em lâmina d’água que varia de 100 a 1.050 m, a uma distância de cerca de 110 km do Cabo de São Tomé, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro.

No ano de 2020, Albacora produziu em média 23,2 mil barris de óleo por dia e 408,5 mil m3/dia de gás. A Petrobras é operadora do campo com 100% de participação.

O campo de Albacora Leste possui uma área de 511,56 km2 e está situado na área norte da Bacia de Campos, em lâmina d’água que varia de 1.000 a 2.150 m, a uma distância de cerca de 120 km do Cabo de São Tomé. No ano de 2020, Albacora Leste produziu em média 30,9 mil barris de óleo por dia e 598,0 mil m3/dia de gás.

[Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os trabalhadores e trabalhadoras da Falcão Bauer tem assembleia geral convocada para quarta, 16, às 19h, para avaliar a Proposta de Acordo Coletivo de Trabalho 2019/2021 apresentada pela empresa. Como se tornou uma prática normal durante a pandemia, essa assembleia será através da plataforma Zoom, podendo se inscrever através deste link, clicando aqui.

Os trabalhadores das plataformas terão de 15  a 17 de dezembro de 2020, para realização de assembleias com o retorno das atas até o dia 18 de dezembro. 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense – SINDIPETRO – NF, vem convocar os empregados da empresa L.A. Falcão Bauer C.T.C.Q.Ltda, lotados em sua base sindical (Bacia de Campos, Macaé, Campos, Rio das Ostras, e região) para Assembleia Geral, a ocorrer:

Por meio virtual, via aplicativo Zoom, através do link https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_1gfyrVlBQQORY4Fb60Eu9g , no dia 16 de dezembro de 2020, às 19h primeira convocação e às 19h30 segunda convocação;

E nas plataformas, de 15 de dezembro de 2020 a 17 de dezembro de 2020, com retorno das atas até o dia 18/12/2020

Para a apreciação e votação da seguinte pauta:

Proposta de Acordo Coletivo de Trabalho 2019/2021 

Macaé, 11 de dezembro de 2020.

Eider Cotrim Moreira de Siqueira

Coordenador do Setor Petróleo Privado SINDIPETRO-NF

Publicado em Setor Privado

No dia 17 de novembro, os trabalhadores da Frank´s realizaram uma assembleia através de vídeo conferência, pela plataforma do Zoom, para avaliar a proposta de ACT 2020/2022 apresentada pela empresa. A categoria aprovou a proposta por 82% a favor, 18% contra e nenhuma abstenção. O Acordo tem validade de 1° de setembro de 2020 até o dia 31 de agosto de 2022.

Participaram pelo Sindipetro-NF , o Coordenador do Setor Privado, Eider Siqueira, a diretora, Jancileide Morgado, o coordenador do departamento de comunicação, Rafael Crespo e o advogado, Nestor Nogueira.

Veja alguns ítens aprovados:

Reajuste com base no ICV DIEESE mais ganho real no total 2,45%, com exceção dos gerentes e coordenadores. §1º – Em 1º de Setembro de 2021, serão pauta de negociação os índices de reposição salarial a título de negociação das Cláusulas econômicas, com exceção dos gerentes e coordenadores.

Home office empresa se comprometerá a implementar o para os empregados do regime administrativo, sendo necessária a devida adequação do modelo a ser aplicado com a necessidade da empresa, que será definida pelo gestor de cada área.

Cartão refeição e alimentação–  poderão ser unificados e fornecidos através de um cartão multi, no valor total de R$ 2.058,60.

Diária de Refeição – R$ 43,80 – total mensal R$ 963,60

Cartão Alimentação mensal – R$ 1.095,00

Os empregados quando em regime de embarque offshore, somente farão jus ao valor Alimentação mensal R$ 1.095,00, disponibilizado em forma de Cartão multi. Havendo atividade onshore, o empregado fará jus a proporcionalidade da diferença ao valor integral do cartão multibenefícios. §2º: O empregado que optou por dois cartões, a proporção ficará da seguinte forma: Opção 1– Cartão Multibeneficios ou Alimentação R$ 2.058,60 Opção 2– Cartão Alimentação R$ 1.095,00 e Cartão Refeição R$ 963,60 por mês. Opção 3– Cartão Multibeneficios R$ 1.095,00 e Cartão Refeição R$ 963,60 por mês. Opção 4– Cartão Multibeneficios R$ 963,60 e Cartão Alimentação R$ 1.095,00 por mês.  §3º: Este benefício terá natureza indenizatória para todos os efeitos legais

Auxílio creche para mães e pais empregada (o) a partir do retorno à empresa após o término do período de licença maternidade e/ou licença adoção pelo período de 6 (seis) meses, no valor mensal de R$ 400,00.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Setor Privado

O teletrabalho  é uma novidade, na escala intensa em que vem sendo adotado pela Petrobrás, por isso o Sindipetro-NF  percebe como importante conhecer a experiência neste período de pandemia para poder negociar melhores condições de trabalho para a categoria petroleira.

Com esse propósito o Sindipetro-NF em parceria com a equipe do Dieese construiu uma pesquisa voltada aos trabalhadores do Setor Administrativo da Petrobrás que estão trabalhando em regime de teletrabalho.  Nela serão abordados temas relacionados à jornada de trabalho, às condições de trabalho, à saúde no trabalho, sempre relacionados a esse regime.

A pesquisa será aplicada de 9 de novembro a 10 de dezembro através de sorteio . “As pessoas sorteadas na amostra receberão uma mensagem por e-mail convidando-as a participar e contendo um link que leva ao questionário da pesquisa. Em menos de 10 minutos o trabalhador ou trabalhadora que fizer parte da amostra poderá responder o questionário” – explica o técnico do Dieese, Cloviomar Cararine.

Cararine explica que os dados serão fundamentais para embasar a ação do sindicato a esse respeito, especialmente na negociação com a Petrobrás na busca de condições adequadas para trabalhadoras e trabalhadores, que adotarem o regime de teletrabalho.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF
Quinta, 08 Outubro 2020 18:05

Helicóptero tem pane em P-43

Na quarta, 7, um helicóptero S-92 matrícula PR OHF teve uma pane na P-43, a denúncia chegou ao Sindipetro-NF hoje. Trabalhadores contam que uma aleta direcionadora da exaustão da turbina soltou durante o pouso no helideck da plataforma, mas não atingiu ninguém. A aeronave ficou na plataforma até que a chegada da equipe de manutenção vinda de P-48.

Segundo relatos, a equipe fez o reparo e aguardava para dar uma nova partida no motor. Com a aeronave em condições de voo, só a tripulação voltará a bordo desse helicóptero e nova aeronave irá buscar a tripulação que está para desembarcar.

O Sindipetro-NF entrou em contato com a empresa que informou estar em reunião com o fabricante e a empresa aérea para entender as causas e que uma equipe subiu a bordo da P-43 para analisar o problema in loco. Segundo a Petrobras, antes de todas as outras aeronaves de mesmo modelo decolarem pós esse acontecimento, foram verificadas a mesma peça que se soltou e, como não encontraram problemas, liberaram para operar.

Por volta das 13 h, a Petrobrás informou também que a aeronave que teve o problema passou por manutenção e já retornou para o aeroporto somente com a tripulação. O fabricante informou que não houve outros casos correlatos, mas que vai avaliar a revisão da periodicidade de checagem da peça

O NF  cobrou a necessidade de manutenção das aeronaves que fazem o transporte de passageiros na Bacia de Campos no sentido de preservar vidas.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

A diretoria do Sindipetro-NF está participando hoje, 31, de uma auditoria da Operação Ouro Negro da plataforma de P-20 com foco na pandemia de COVID-19 a bordo. Durante a apresentação da auditoria, o diretor do sindicato Alexandre Vieira no início da reunião contextualizou a situação da COVID nas plataformas, o que o Sindipetro-NF tem feito e as conquistas da classe trabalhadora em relação às Normas Regulamentadoras e à emissão das Comunicações de Trabalho.

Para Vieira, a contaminação por COVID-19 nas plataformas pode ser considerado como o maior acidente de trabalho já ocorrido e que nada tem sido feito para investigar. Ele lembra que o sindicato é chamado para participar de comissão de investigação de um problema elétrico, mas que no caso dessas contaminações que chegam a quase 4 mil pessoas e que causam mortes, a empresa não investiga, nem para acabar com a contaminação.  Também denunciou a falta de transparência por parte  da Petrobras.

Na reunião foi tratado um caso de um trabalhador que embarcou num determinado dia e no dia seguinte sua esposa testou positivo para a COVID-19, tendo que desembarcar imediatamente. Vieira alertou que o fato de alguns trabalhadores não informarem no embarque a suspeita de estar contaminados e com isso colocar em risco todos os trabalhadores e trabalhadoras a bordo, está associado ao medo do empregado em perder o emprego.

Operação Ouro Negro

A Operação Ouro realiza ações de inspeção e fiscalização em plataformas marítimas de exploração e produção de petróleo e gás natural. Normalmente os órgãos que realizam esse processo de auditoria são a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério Público do Trabalho (MPT), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama),Marinha do Brasil e Sindipetro-NF.

Denuncie

A diretoria do NF reconhece a importância da participação da categoria através de denúncias sobre o que acontece na Bacia de Campos e solicita que essa atitude continue, para que a entidade possa acompanhar os fatos e tentar solucionar os problemas que surgirem. Envie e-mails para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Contaminação mostra falhas nos protocolos de saúde e segurança que vêm sendo denunciadas pela FUP e seus sindicatos desde o início da pandemia e coloca em xeque proposta da Petrobrás de aumentar a população embarcada em plataformas.

Entre 30 de julho e 05 de agosto, 42 trabalhadores que estavam na plataforma P-50, no campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos, testaram positivo para Covid-19, de acordo com informações levantadas pelo Sindipetro-Norte Fluminense. No dia do primeiro caso, havia 167 embarcados na unidade. Desde então, 33 pessoas com sintomas da doença retornaram ao continente – destas, 19 testaram positivo. Outros 23 trabalhadores foram testados a bordo após a detecção desses casos e registraram positivo para a doença.

A alta contaminação na P-50 confirma as falhas nos protocolos de saúde e segurança para a Covid-19 adotados pela Petrobrás para os trabalhadores que atuam nas plataformas marítimas e unidades terrestres da companhia, o que vêm sendo denunciado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos desde o início da pandemia, em março. No caso das plataformas, as características do ambiente de trabalho, que dificultam o distanciamento entre as pessoas e obrigam a convivência entre trabalhadores nos camarotes, potencializam ainda mais os riscos de infecção em massa.

“Segundo informações que recebemos, na semana anterior já haviam desembarcado oito pessoas contaminadas. Já solicitamos à Petrobrás que teste toda a população de uma plataforma quando há casos na unidade, para evitar a disseminação da doença. Mas a empresa não nos atende, e isso acaba causando situações como esta da P-50 e como já ocorreram em outras plataformas”, explica Alexandre Vieira, coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF.

A infecção por Covid-19 registrada na P-50 ocorre no momento em que a gestão da Petrobrás vem convocando os sindicatos para discutir o aumento da população embarcada (POB) nas plataformas marítimas. A empresa ainda não definiu um cronograma, mas já vem aumentando a POB no campo de Búzios, na Bacia de Santos. Entretanto, em 27 de julho, a empresa suspendeu embarques e desembarques na plataforma P-77, instalada na área, por suspeitas de contaminação na unidade.

“A gestão da Petrobrás vem alegando que o aumento da população a bordo é necessário para garantir a segurança e a integridade das instalações. Mas o que os casos recentes da P-50 e da P-77 e de tantas outras plataformas que estamos denunciando desde o início da pandemia mostram é que o que está em risco é a saúde, segurança e a integridade dos trabalhadores e trabalhadoras dessas unidades e de suas famílias, e isso não está na lista de preocupações da companhia. O aumento de pessoas a bordo visa apenas o aumento da produção, que, devido à retração do mercado interno, está sendo exportada”, avalia Tadeu Porto, diretor da FUP.

 

Publicado em Sistema Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

O caso da plataforma P-77, no campo de Búzios, que está entre as que retornaram a uma escala normal mesmo em meio à pandemia do coronavírus e voltaram a ter trabalhadores com teste positivo para covid-19, mostra como a Petrobrás continua a colocar os petroleiros e petroleiras em risco.

A empresa impôs o retorno a uma escala normal de trabalho no último dia 27 e, ao fazerem os testes, muitos trabalhadores acusaram positivo. Como tem sido sua prática, a gestão da companhia não divulgou os números de modo transparente.

Para a diretora do Sindipetro-NF, Jancileide Morgado, que atua no Departamento do Setor Privado, a situação é ainda mais preocupante para os trabalhadores das empresas privadas contratadas pela Petrobrás.

Na P-77, a sindicalista estima que aproximadamente 70% dos cerca de 100 trabalhadores que se revezam à bordo são empregados de empresas privadas. Assim como acontece em outras unidades, estes estão ainda mais vulneráveis.

“Regime horrível”

“Esse regime é horrível, onde nós terceirizados temos somente 14 dias de folga, sendo que temos que ir três dias antes e ficar em hotel, em muitos casos trabalhadorxs gastam um dia de viagem até ir para hotel no Rio, ficando somente nove dias em casa em isolamento”, relata Jancileide, que também é trabalhadora de uma empresa privada do setor petróleo, a Falcão Bauer.

“Essa gestão da Petrobrás vem deste o isolamento desrespeitado os trabalhadorxs, e no setor privado há a imposição da escala 21×21 sem pagamento de extras, depois a de 14×14, parecendo que tudo já voltou ao normal, não tem pandemia e nem mais de 90 mil mortos”, protesta a diretora.

Ela lembra ainda que o risco de contaminação cresce com as plataformas em atuação com o número normal de trabalhadores: “Sabemos que o risco de contaminação fica muito maior e as plataformas vem com POB [people on board] normal, colocando mais trabalhadorxs na linha de contaminação. Nós do sindicato deste começo estamos preocupados com as vidas destes que estão na linha de frente. A produção não pode valer mais que a vida”.

 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.