O Sindipetro Paraná e Santa Catarina manifesta solidariedade aos trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Araucária Nitrogenados (Fafen-PR). Após a Petrobrás confirmar, ontem (14), o fechamento da unidade em Araucária, o impacto na vida de aproximadamente mil funcionários ganha proporções cruéis.

Para o Sindipetro PR e SC, que sempre esteve ao lado do Sindiquímica Paraná nas mais diversas lutas, o momento é de união e de alerta, pois este é mais um sinal concreto do desmonte do Sistema Petrobrás. Vale ressaltar, que a política econômica do Governo Federal, comandada por Paulo Guedes, pauta a venda e o fechamento de diversas unidades da estatal e isso passa a ser refletido em Araucária. 

Sobre a fábrica de fertilizantes, se, no ano passado, a Petrobrás fechou contratos de arrendamentos das unidades da Fafen em Sergipe e na Bahia e realocou seus trabalhadores na própria estatal; na unidade do Paraná, uma subsidiária, isso não deve ocorrer. 

2020 

Infelizmente, 2020 se apresenta mais desafiador, pois, ao que tudo indica, o Governo Federal vai intensificar o desmonte do Sistema Petrobrás. 

Diante disso, já passou da hora de todos os trabalhadores juntarem forças, incondicionalmente, na defesa da Petrobrás estatal, locomotiva de desenvolvimento e geradora de empregos. Afinal, ninguém quer transferência de vagas de trabalho para outros países.

Esse filme já foi visto na indústria naval, destruída e tendo milhares de postos de trabalho no Brasil transferidos para a Indonésia, China e outros países asiáticos. 

Portanto, muita atenção: com as privatizações das refinarias, vai acontecer a vinda de mão de obra estrangeira para atender aos interesses dos futuros investidores ou gerar esses empregos lá fora (importando derivados de petróleo e fertilizantes, além dos equipamentos).

Ou seja, mais desempregos e a Petrobrás cada vez mais desestruturada. 

A verdade é que atualmente ninguém está garantido, desde trabalhadores comissionados até terceirizados. Por isso, o que resta é se mobilizar e defender a empregabilidade. Não há saída individual. Petroleiros e petroquímicos, próprios e terceirizados, estão unidos contra esses ataques da atual gestão da Petrobrás e do Governo Federal.  

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás reagiram com indignação ao anúncio nesta terça-feira, 14, do fechamento da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e à demissão sumária de todos os 396 petroquímicos da unidade. Não houve qualquer negociação com o sindicato ou a FUP para discutir o destino dos trabalhadores. Pelo contrário. A categoria tomou conhecimento das demissões pela imprensa. Só então, o Sindiquímica-PR foi formalmente comunicado sobre o fato.

Os dirigentes da FUP e dos sindicatos filiados estarão nos próximos dias em Curitiba para discutir uma greve nacional em defesa dos direitos dos trabalhadores e da preservação dos empregos. Cerca de mil postos de trabalho serão fechados com a desativação da Araucária Nitrogenados, já que a unidade emprega em torno de 600 trabalhadores terceirizados, além dos 396 diretos.

Além disso, a gestão da Petrobrás está negociando a venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e da Usina do Xisto (SIX), ambas no polo de Araucária, no Paraná. Essas duas unidades integram o pacote de oito refinarias, com suas redes de dutos e terminais, que a direção da estatal pretende privatizar, no rastro da desintegração da empresa, que está em curso desde 2016.

A garantia dos empregos e dos direitos dos trabalhadores é o eixo principal da greve que será debatida pela FUP e seus sindicatos no Conselho Deliberativo da entidade, na quinta-feira, 16, em Curitiba.

Na sexta-feira, 17, as entidades realizam um grande ato nacional em Araucária contra as demissões na Fafen-PR, além de uma série de atos regionais pelo país afora, em defesa dos trabalhadores ameaçados pela gestão entreguista da Petrobrás.

Demissões contrariam Acordos firmados com a FUP e o MPT

As demissões em massa anunciadas pela direção da Petrobrás descumprem o Acordo Coletivo de Trabalho, pactuado em novembro com as representações sindicais através da mediação do Tribunal Superior do Trabalho, e o Acordo assinado no dia 17 de dezembro com Ministério Público do Trabalho (MPT), onde a empresa se compromete que não fará demissões em massa durante cinco anos, sem que haja negociação prévia com os sindicatos.

Empregos e direitos em risco

Não é de hoje que a FUP e seus sindicatos vêm denunciando as ações truculentas da gestão da Petrobrás, que atropela legislações e acordos firmados com as representações sindicais, desrespeitando os fóruns de negociação e impondo decisões unilaterais goela abaixo da categoria. A empresa está alterando regras e condições de trabalho à revelia dos petroleiros, como vem fazendo com a tabela de turno, relógio de ponto, banco de horas, interstício total, quadros de efetivos, descumprimento das novas regras da PLR, entre várias outras ingerências.   

“A FUP e seus sindicatos não irão assistir de braços cruzados a esse desmonte promovido pela gestão da Petrobrás, que quer demitir, alterar direitos e fazer imposições que impactam cruelmente a vida dos trabalhadores. A direção da empresa está nos chamando para a briga e a categoria irá responder à altura. Vai ter luta e resistência em todas as esferas. Não iremos recuar, nem deixar pra trás nenhum trabalhador”, avisa o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Há algo em Araucária que gera mais medo que uma fantasmagórica história de terror: a realidade brasileira e o desmonte do Sistema Petrobrás

Vai dizer, tem algo mais assustador para os trabalhadores que a demissão? Não responda agora, pois é melhor você convocar seu “eu” engajado e formar unidade com seus parceiros de trabalho.

Na Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa/Fafen-PR), por exemplo, as histórias de Stephen King não passam de roteiro infantil. Afinal, são aproximadamente mil trabalhadores (cerca de 400 diretos e 600 indiretos) convivendo diariamente com o fantasma da privatização.

Para o diretor do Sindiquímica-PR Santiago da Silva Santos, há muito em jogo:

“A Araucária Nitrogenados faz parte da cadeia responsável pela soberania do nosso país. Ela desenvolve regionalmente nossa economia, gera emprego e arrecadação de impostos, tanto para Araucária quanto para o Paraná”, explica Santiago.

Brasil

Atualmente, mais de 128 mil funcionários de estatais correm risco de demissão, principalmente porque os fantasmas da privataria retornaram das profundezas mais obscuras com uma agenda ultraliberal afiada e entreguista.

Essa agenda já assombra 16 estatais. O pior de tudo é que a maioria dos concursados podem perder sua estabilidade. São as vítimas da política de desinvestimento aplicada pela dupla, afinada com o mercado financeiro e desafinada aos interesses do povo brasileiro, Bolsonaro e Paulo Guedes.

Essa dupla ecoa com orgulho o desmonte do Sistema Petrobrás, uma tragédia que pode fazer o Paraná perder 7% do seu PIB, além de aproximadamente R$ 2 bilhões por ano em arrecadação de impostos. Araucária pode deixar de existir sem a empresa.

É assustador, não é?

E esse monstro privatista, cheio de tentáculos, mira também os Correios, a Telebrás, a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), Porto de Santos (Codesp), Serpro, Dataprev, Empresa Gestora de Ativos, Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada e Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo, a Eletrobras, a Casa da Moeda, a Ceasaminas, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos, Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre, Porto de São Sebastião e Porto do Espírito Santo.

Esses são os fantasmas que estão por aí. Assombram de todos os lados. Por isso é melhor unir forças agora, contra a privatização, até porque aquele papo de cruz, alho e bala de prata, é coisa de filminho, um PDV assusta muito mais.

[Via Sindiquímica-PR]

Publicado em SINDIQUÍMICA- PR

O auditório da Câmara de Vereadores de Araucária ficou pequeno para a audiência pública sobre os impactos da privatização da Petrobrás na região. Entidades sindicais do município e de Curitiba, professores, servidores municipais, petroleiros, membros do executivo e legislativo, políticos e cidadãos interessados no tema compareceram em peso na noite de terça-feira (26). 

O evento foi proposto pelos vereadores Aparecido da Reciclagem (PDT) e Fabio Alceu Fernandes (PSB), em parceria com o Fórum de Defesa da Petrobrás e os poderes legislativo e executivo de Araucária. 

Como desdobramento, os representantes presentes se comprometeram em elaborar coletivamente e enviar documentos explicativos sobre os impactos da privatização da Petrobrás na região. O objetivo é mostrar às autoridades do estado do Paraná e do Governo Federal as razões para defender a permanência das operações da Companhia no estado. 

Durante a audiência, representantes do executivo forneceram dados que revelam a atuação da Repar no polo industrial, em Araucária, maior do estado. A refinaria soma sozinha 74% da arrecadação fiscal do polo; além disso, só em arrecadação para o município são outros 55%. 

Os números repassados pelos representantes da prefeitura são tão significativos que, ao comparar com outras indústrias, a disparidade é gigantesca. A Berneck, por exemplo, primeira depois da Petrobrás, arrecada 1,5%, seguida pela CSN, 1,4%.  

Para o Sindipetro PR e SC, o que está em jogo é a saída total da Petrobrás na região sul do Brasil. O que é considerado uma contradição, já que a companhia foi criada justamente para atender às necessidades dos brasileiros. 

“O nome Petrobrás significa petróleo brasileiro. Ela foi criada para o povo. Para desenvolver o país. Tudo que foi construído é voltado para atender nosso mercado”, explicou o dirigente do Sindipetro PR e SC, Roni Barbosa, que fez parte da mesa de palestrantes durante a audiência. 

Para o dirigente, um dos problemas mais graves na atual conjuntura é a ausência de transparência, por parte do Governo Federal, que decide o futuro do país a portas fechadas.   

Números 

Como convidado, Eduardo Costa Pinto, professor e parte do corpo técnico do INEEP, passou aos presentes um panorama geral sobre a questão da soberania energética brasileira e a redução na arrecadação. 

Para o professor, o Brasil tem uma posição fundamental na geopolítica do petróleo, é o sétimo no mercado mundial de consumo de derivados e, tem no refino, uma ferramenta para o seu desenvolvimento. 

“Desde 2016 a produção nacional foi desacelerada em maior intensidade. É uma estratégia da gestão da Petrobrás para importar derivados. A empresa abriu mão de ganhar mercado e, o que causa estranheza, é que isso é até “anticapitalista””, aponta Eduardo. 

Para ele, essa estratégia de venda das refinarias, com a desculpa de abrir mercado para novos entrantes, é falaciosa, assim como “a ideia de que os preços vão cair é uma completa ilusão”, Eduardo completa explicando que o Brasil tem capacidade produtiva, mas deixa de produzir para importar derivados. 

“Isso impacta nos royalties, na redução da produção, da diminuição da receita do município e do estado. O preço de derivados tende a aumentar”, completa o representante do Ineep. 

Representando o Dieese, o economista Fabiano Camargo da Silva procurou especificar questões relativas ao impacto da privatização da Petrobrás para o Paraná. “É a unidade que mais gera demanda pela sua atividade. De cada 10 atividades de trabalho, 7 são impactados pela operação da refinaria”, explica. 

Além disso, a atividade da refinaria em 2018 a coloco como segunda maior contribuinte em ICMS do estado. Sua participação ano passado foi de 11,26%, equivale a R$ 3,4 bilhões dos R$ 30 bi do estado; só perdendo para a Copel em contribuição no Paraná.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (26) o encerramento das negociações, sem acordo, para vender 100% de sua participação acionária na Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa/Fafen-PR) e na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III).

Há algum tempo a empresa afirmou que pretende abandonar os negócios de fertilizantes, posição estratégica para o Brasil, e focar na exploração do pré-sal.

Até o final de 2018, o Brasil tinha três unidades de produção de amônia/ureia no país. As Fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) da Petrobrás, operavam na Bahia, no Sergipe e no Paraná. E ainda existe uma unidade semiconcluída no Mato Grosso do Sul, que está parada desde que o governo Temer começou a aplicar seu projeto de desinvestimento (levado a cabo com mais voracidade pelo governo Bolsonaro).

O posicionamento da Petrobras de sair dos negócios de fertilizantes e nitrogenados, tendo em vista apenas questões momentâneas do mercado e sem considerar qualquer estratégia de desenvolvimento de médio e longo prazo, fez com que as unidades do nordeste brasileiro (BA e SE) fossem “hibernadas” (cessaram a produção e as mantiveram com controle operacional mínimo).

Com o fracasso das negociações anunciado hoje, a unidade do Paraná, a única que ainda opera no Brasil, corre o risco de também ser hibernada, o que poderia acarretar em centenas de demissões e aumentar a dependência do país em relação ao mercado externo.

“O Brasil que hoje tem apenas uma fábrica de fertilizantes nitrogenados em operação, a Ansa/Fafen-PR, caso resolva seguir o caminho absurdo de hibernação ou fechamento da unidade, ficará 100% dependente de importações de um insumo que tem tecnologia, unidades e mão de obra aptas a produzir”, afirmou Santiago da Silva Santos, diretor do Sindiquímica-PR.

Logo, caso a Ansa/Fafen-PR seja hibernada – ou mesmo encerre as atividades, o que é um risco real –, mais uma vez o Brasil abrirá mão de sua autonomia econômica e estratégica.

Além disso, o país será dependente do mercado externo de Arla 32, reagente químico obrigatório usado para reduzir a poluição ambiental produzida por veículos automotores pesados. A Ansa/Fafen-PR é a maior produtora nacional. Sem ela, o mercado de combustíveis ficaria desabastecido, gerando-se perigo iminente para a população com o aumento da poluição ambiental.

Sabendo dos riscos, petroquímicos estão mobilizados desde ontem (25) exigindo a continuidade das operações.

“Abrir mão de suas unidades, tecnologias e mão de obra para ficarmos dependentes apenas de importações, será um erro estratégico que muito custará para nossa sociedade. Desde nosso feijão que ficará mais escasso e caro, até o agronegócio que ficará mais ainda refém de insumos fundamentais para a sua produtividade”, analisa Santiago.

Em 2018, o Brasil importou 24,96 milhões de toneladas de fertilizante. A Ureia foi o nitrogenado mais importado no ano passado, com 62% do volume total, equivalente a 5,4 milhões de toneladas. O Sulfato de Amônio (SA) ficou em segundo lugar, com 26% do volume, 2,3 milhões de toneladas. Quando ainda tinha em operação as três unidades (Bahia, Sergipe e Paraná), o Brasil importava 76% da ureia consumida no país.

Em vez de ampliar os investimentos para que o Brasil seja autossustentável, o governo Bolsonaro dá um passo atrás e quer colocar o Brasil cada vez mais dependente do mercado externo. “Brasil acima” do que mesmo?

[Via Sindiquímica-PR]

Publicado em Sistema Petrobrás

Cadeiras suplementares colocadas às pressas no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) não foram suficientes para receber todas as pessoas que participaram da Audiência Pública “Impactos da Privatização da Petrobrás no Paraná”, realizada na manhã desta segunda-feira (11), em Curitiba. 

Muitos permaneceram em pé e outros tiveram que ficar pelos corredores da Alep. O Plenarinho ficou pequeno, tomado por muitas pessoas, a maioria com o uniforme laranja da Petrobrás ou com a camiseta da campanha em defesa da estatal, de mesma cor. 

A audiência foi convocada pelo Fórum de Defesa da Petrobrás e pelo deputado estadual Requião Filho. 

Os primeiros a falar foram os especialistas convidados. A geóloga e conselheira da Associação dos Engenheiros da Petrobrás do Rio de Janeiro, Ana Patrícia de Castro Laier, fez uma exposição sobre a atuação da estatal no Paraná, trazendo informações sobre cada unidade industrial e fez a seguinte conclusão sobre a venda de todo o patrimônio da empresa no estado: “É um desinvestimento que jamais poderia ser pensado. Os argumentos que a Petrobrás usa para vende-la são os mais importantes para você não vender. Por exemplo, que o sistema de refino é eficiente e competitivo”. 

O custo da privatização

PHD em Engenharia na área do Petróleo, Paulo César Ribeiro Lima foi engenheiro na área de Exploração e Produção (E&P) da Petrobrás e também consultor parlamentar. Autor do livro “A importância do refino para a Petrobrás e para o Brasil”, Paulão, como é mais conhecido, foi enfático: “A privatização da Repar vai aumentar o preço dos combustíveis ao consumidor”. 

Ele explicou que o parque de refino nacional não foi criado para haver competição, “mas sim para que cada refinaria tivesse sua área de atuação e desenvolvimento. A Repar tem basicamente sua atividade voltada para os estados do Paraná e Santa Catarina. Trata-se de monopólios regionais. Portanto, quem vai pagar o custo da privatização da Repar é o povo do Paraná e Santa Catarina. A venda da refinaria vai acabar com a possibilidade de ter um preço justo para os combustíveis”. 

Arrecadação Fiscal

A mestre em Ciências Socias Carla Ferreira, que também é pesquisadora do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), chamou a atenção para a contribuição econômica que a Petrobrás faz aos cofres do Estado do Paraná. 

“A estatal é de extrema importância para a arrecadação fiscal do Paraná. Somente em 2017 a estatal recolheu R$ 2,4 bilhões ao estado, o que representou mais de 8% do ICMS. Contribui com mais de 4% da arrecadação total do estado. Isso mostra o movimento econômico regional que a Petrobrás faz, gerando renda, emprego e consumo”, apontou.   

Ferreira ainda tratou dos royalties do petróleo. “É uma compensação financeira aos estados e municípios diante do impacto social e ambiental da produção de petróleo. Onde passa oleoduto, existem esses recursos. Tem importância significativa para os municípios de Santa Catarina, por conter instalação de embarque e desembarque de petróleo. Quando há aumento na capacidade de refino da Petrobrás, há aumento nos royalties dos municípios”. 

Exemplo da Fafen

A Araucária Nitrogenados (ANSA), antiga Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen/PR), foi citada por Santiago Santos, coordenador geral do Sindiquímica-PR, como exemplo do mau negócio que é a privatização. “Em 1993 privatizaram a Fafen, cinco anos mais tarde, em 1998 ocorreu o maior acidente da história da fábrica. As consequências do processo de privatização são o sucateamento dos equipamentos, precarização do trabalho e desemprego. Por isso, temos que sensibilizar a classe política para entrar nessa briga contra a venda do patrimônio público”. 

A ANSA voltou para a Petrobrás em 2013, numa operação de troca de ativos com a Vale. Porém, a nova privatização da unidade foi anunciada pelo atual governo logo no início deste ano. 

Risco de Acidentes e Venda de Mercado

O engenheiro, advogado e presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, Mário Dal Zot, alertou que o processo de sucateamento das instalações são consequências da intenção de privatização e traz sérios riscos de acidentes. “O presidente da associação de moradores de Araucária nos procurou para saber o que está acontecendo com a Repar. Os alarmes frequentes, nuvens de fumaça e tochas com chamas gigantes têm preocupado a população, e com toda razão. A refinaria está sendo sucateada e o que a gestão faz com relação à manutenção, apesar dos grandes esforços dos técnicos da área, parece uma reforminha em carro velho para poder vender melhor. O último simulado com a comunidade em caso de acidente foi feito lá em 2005. Hoje a população do entorno da refinaria é dez vezes maior, então a insegurança e os riscos são muito grandes. Falta fiscalização”, alertou.  

Com relação aos aspectos econômicos, Mário lembrou que não se trata da mera venda das estruturas industriais das unidades colocadas à venda. “Na verdade, estão vendendo o mercado que elas representam. Os impactos disso a gente já está vendo. De 2016 para cá, foi reduzido a capacidade de refino no Brasil, produzimos apenas 64% da nossa capacidade. De uma hora para outra, em 2017, os EUA se tornaram os maiores exportadores de diesel para o Brasil. Isso é uma grande perda para o estado. E tem governante que não se atém para isso”. 

Mário ainda chamou a atenção para o fato de o Paraná estar sendo deixado de lado. “A Petrobrás será concentrada na região sudeste do país. O Paraná já foi preterido na exploração do Pré-Sal e agora será novamente. Fica esse alerta à sociedade paranaense. Precisamos montar uma Comissão Parlamentar para discutir e barrar a saída da Petrobrás do estado do Paraná”. 

Mobilização Social

Nas exposições que sucederam as falas técnicas, um tema de concordância foi que a privatização só será evitada com mobilização social. 

Para o presidente da CUT Paraná, Márcio Kieller, os recursos da Petrobrás ajudam a financiar a educação e a saúde pública. “Estatal não tem que ter lucro, tem que ter função social. Esse é o verdadeiro papel de uma estatal. Entendemos o papel histórico da Petrobrás. Temos que fazer esse diálogo com a sociedade, em especial a juventude, para mostrar que a estatal é estratégica para o povo brasileiro”. 

O ex-governador do Paraná e ex-senador Roberto Requião fez um resgate histórico sobre o sistema capitalista e destacou a destruição do estado causada pelo liberalismo. “O sentido é o lucro imediato. Nós estamos diante desse tipo de situação. Não podemos negar o que está acontecendo. Precisamos fazer uma frente ampla para derrubar essa ideia absurda de liberalismo econômico para o Brasil. É preciso se opor. Apostar na revogação disso tudo que está sendo feito. Reuniões como essa audiência são importantes para aprofundar questões como essa da Petrobrás. Temos que criar uma Frente mista de defesa da soberania nacional, deixar no momento as questões partidárias de lado e derrubar tudo o que está aí colocado para o país”. 

Para o deputado federal Aliel Machado (PSB), a saída está na mobilização social. “A Petrobrás é de interesse de todos os brasileiros. Essa audiência é importante para debatermos, mas precisamos levar essa mobilização para as ruas e até mesmo nas redes sociais. Temos que aprofundar e discutir com as bases esses temas estratégicos para a nação”. 

Encerramento

A audiência pública ainda contou com intervenções dos deputados estaduais Arilson Chiorato (PT), Tadeu Veneri (PT), Professor Lemos (PT) e Requião Filho (MDB), que reafirmaram disposição de luta em defesa da Petrobrás estatal no Paraná. 

O encerramento do evento ficou por conta do petroleiro da Repar, diretor do Sindipetro PR e SC e secretário nacional de comunicação da CUT, Roni Barbosa, que lembrou que “a defesa da Petrobrás não é uma questão de direita, esquerda ou centro, mas um dever de todo cidadão brasileiro”.  

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

No próximo 11 de novembro, às 9h, no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), todos os petroleiros e petroquímicos, assim como toda a sociedade, estão convidados para Audiência Pública sobre os “Impactos da Privatização da Petrobrás no Paraná”

O objetivo é avaliar, de forma técnica e aprofundada, os prejuízos que a venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen – Araucária Nitrogenados e da Usina do Xisto (SIX) irão gerar em Araucária, Paranaguá, São Mateus do Sul e no estado.   

A audiência é de iniciativa da casa legislativa do Paraná, do deputado estadual Requião Filho e do Fórum em Defesa da Petrobrás. Toda a categoria petroleira, familiares, amigos e movimento socias de defesa da soberania nacional prometem lotar o Plenarinho da ALEP. 

O momento é de pressão pela defesa dos empregos e contra a privatização. Todos em defesa da Petrobrás estatal e soberana. 

Audiência 

A organização da audiência convidou todos os parlamentares para o debate. As palestras serão comandadas por técnicos e especialistas. Confira as presenças confirmadas: 

::Mário Dal Zoté presidente do Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina.  Petroleiro, engenheiro e advogado.

::Paulo César Riberio Limaé PHD em Engenharia na área do Petróleo e Especialista em Minas e Energia. Foi engenheiro da Petrobrás e consultor parlamentar. Autor do livro “A importância do Refino para a Petrobrás e para o Brasil”.

::Ana Patrícia Cavalcanti de Castro Laieré Geóloga e Conselheira da Associação dos Engenheiros da Petrobrás do Rio de Janeiro.

::Carla Ferreiraé socióloga, mestre em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), pesquisadora do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep).

Apoiadores: Sindipetro Paraná e Santa Catariana, Sindiquímica-PR, Federação Única dos Petroleiros (FUP), Ineep, Aepet, CUT-PR e sindicatos filiados, CTB, Força Sindical, Comitê Unificado de Lutas do Paraná, APP-Sindicato, entre outros.

Histórico 

No Paraná, cidades dependem da permanência da Petrobrás para continuar arrecadando impostos, gerando empregos e prestando serviços essenciais à sociedade.  Em junho deste ano, a atual gestão da companhia colocou a Repar, em Araucária, e a Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, à venda. A Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen – Araucária Nitrogenados), unidade da Petrobrás também localizada em Araucária, está em processo de privatização há mais tempo. 

Trata-se de se desfazer completamente dos ativos de uma refinaria, com seu conjunto de oleodutos e terminais, uma mina de xisto e uma fábrica de fertilizantes.   

Só a Repar – Refinaria Presidente Getúlio Vargas, principal motor econômico do Paraná, arrecada na casa de dois bilhões de reais por ano em ICMS. Parte disso retorna ao município de Araucária e faz com que a cidade tenha a segunda maior cota de participação repassada pelo governo do estado entre os 399 municípios. 

Vale ressaltar que Araucária possui o maior parque industrial do estado. A expectativa é que a geração de impostos alcance, em 2019, a cifra de R$ 18,7 bilhões; desse montante, a Repar representa aproximadamente 70%. 

Diante desses números, é interessante para o Paraná perder a Petrobrás? 

E não para por aí, dentro do que se entende como “Complexo Repar”, há toda uma rede interconectada de oleodutos longos (>15km) que ligam a refinaria aos terminais e pontos de distribuição. 

São parte dessa estrutura o Tepar (Terminal Aquaviário de Paranaguá), os terminais catarinenses: Tefran – Terminal Aquaviário em São Francisco do Sul (SC); Temirim: Terminal Terrestre de Guaramirim; Tejaí: Terminal Terrestre de Itajaí (SC) e Teguaçu: Terminal Terrestre de Biguaçu. 

:: Serviço

AUDIÊNCIA PÚBLICA: “Impactos da Privatização da Petrobrás no Paraná”

Data: 11 de novembro de 2019

Hora: 9h

LOCAL: Plenarinho da ALEP (Assembleia Legislativa do Paraná) – Praça Nossa Sra. Da Salete, s/nº - Centro Cívico, Curitiba, PR. 

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás

O processo de privatização da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), da Petrobrás, já está em andamento. Em virtude desse cenário, o Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Araucária (SISMMAR) vem a público repudiar a ação dos governos que pretendem entregar mais uma estatal lucrativa nas mãos de empresários milionários.

Para entender a importância da Repar para o município de Araucária, é essencial ter conhecimento de alguns dados. A refinaria é responsável por 80% do valor total de impostos arrecadados pela cidade, sendo que todo esse dinheiro hoje é investido em serviços públicos, como educação, saúde e assistência social, entre outros.

Ou seja, a estatal atualmente é responsável por grande parte da verba que é destinada aos serviços que são essenciais para a população de Araucária, como escola pública e postos de saúde, entre outros. A partir do momento em que for vendida, é importante ter consciência que os empresários milionários não têm essa preocupação com a população, pois miram apenas na lucratividade.

Vivemos em um momento político no qual boa parte dos políticos que estão no poder tentam vender a ideia de que os serviços públicos não são bons e, por isso, as estatais devem ser vendidas. Mas, isso não é verdade, pois se hoje as famílias precisam da escola pública para que os filhos tenham uma chance de estudo, como poderiam ficar sem as creches e escolas gratuitas?

É uma grande ilusão acreditar que o Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, pode ser vendido porque não atende à expectativa da população. Uma pessoa que procura atendimento público em hospitais pode até não ter o atendimento com a rapidez desejada, mas as camadas mais pobres da sociedade teriam como pagar por esses serviços? Não.

Assim sendo, é preciso ter em mente que dependemos desses serviços públicos e precisamos protegê-los, bem como devemos também proteger as estatais, como a Repar, que contribuem muito com o desenvolvimento dos municípios brasileiros.

Uma vez que essa empresa for entregue na mão de empresários, outro problema também é a precarização do trabalho. Atualmente a Repar é responsável por 12% da produção nacional de petróleo e emprega centenas de trabalhadores. Se for vendida, esses funcionários não terão mais a garantia de que seus direitos trabalhistas serão respeitados pelos empresários que só pensam em lucrar e não se importam com a saúde e dignidade do trabalhador.

Por todos esses motivos, o SISMMAR se manifesta contrário à privatização da Repar e de todas as outras estatais do Brasil, como é o caso dos Correios. Em defesa da soberania nacional, o sindicato também tem participado, por meio de sua direção sindical, de todas as mobilizações e atos em defesa da educação e contra a privatização. Não aceitamos a venda do Brasil. Queremos o dinheiro do petróleo para a educação!

[Via SISMMAR Araucária]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os sindicatos da FUP começaram esta semana as assembleias para que os trabalhadores do Sistema Petrobrás se posicionem sobre o Acordo Coletivo de Trabalho.

É o momento dos petroleiros definirem os rumos da campanha reivindicatória: mantêm a unidade da categoria e rejeitam os ataques da gestão Castello Branco ou permitem o desmonte de direitos e conquistas garantidos coletivamente pelos trabalhadores.  

As primeiras assembleias iniciadas na Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e em Minas Gerais estão reafirmando a unidade e a disposição de luta dos petroleiros.  Todos os indicativos da FUP estão sendo aprovados.

Como nas assembleias anteriores, as gerências da Petrobrás estão assediando vergonhosamente os trabalhadores, mas a categoria não está se deixando intimidar. Na Bahia, teve gerente que se sujeitou até a contar os votos um a um, disputando a assembleia com o Sindipetro. Os petroleiros responderam aprovando todos os indicativos da FUP.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, ressalta a importância da unidade da categoria nesse momento que é decisivo para o futuro dos petroleiros e de suas famílias:

“A palavra coragem significa o coração que age. Não podemos aceitar o assédio que a Petrobrás está cometendo sobre os trabalhadores. Não podemos aceitar que a empresa retire direitos históricos da categoria, nem segregue os trabalhadores das subsidiárias, como quer fazer. Vote com coragem e diga não ao assédio”. 

Indicativos da FUP: 

> Rejeição da proposta de Acordo apresentada pelo TST no dia 19/09

> Aprovação dos itens encaminhados pela FUP ao TST, em 26/09, como melhoria à proposta do Tribunal

> Condicionar a assinatura da eventual aprovação das propostas às assinaturas dos acordos coletivos de trabalho das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados

> Caso não ocorra negociação, greve a partir do zero hora do dia 26/10 


Veja aqui a proposta de Acordo apresentada pelo TST no dia 19/09

Veja aqui o documento com os itens encaminhados pela FUP ao TST em 26/09


Calendário das assembleias nas bases da FUP:

Sindipetro Amazonas- de 14 a 17/10

Sindipetro Rio Grande do Norte – de 08 a 17/10

Sindipetro Ceará/Piauí – de 11 a 16/10

Sindipetro Pernambuco/Paraíba – de 10 a 17/10

Sindipetro Bahia – de 07 a 17/10

Sindipetro Espírito Santo – de 08 a 11/10

Sindipetro Minas Gerais – de 08 a 17/10

Sindipetro Duque de Caxias – de 11 a 17/10

Sindipetro Norte Fluminense – de 10 a 17/10

Sindipetro Unificado de São Paulo – de 08 a 17/10

Sindipetro Paraná/Santa Catarina – de 09 a 21/10

Sindiquímica Paraná - 16/10

Sindipetro Rio Grande do Sul – de 10 a 17/10

  • rn
  • minas
  • es2
  • es
  • bahia

Publicado em Sistema Petrobrás
Quarta, 02 Outubro 2019 21:20

Manter a unidade e manter os direitos

Após dois dias de reunião do Conselho Deliberativo, a direção da FUP e seus sindicatos filiados decidiram por submeter a proposta do TST à apreciação dos trabalhadores, como é prática da Federação, com indicação de rejeição, em assembleias a serem realizadas entre os dias 7 e 17/10.

A FUP, desde o início, tem se colocado a disposição para negociar o Acordo Coletivo de Trabalho, mesmo após o abandono da mesa pela Petrobrás que, após passar a negociação para o Tribunal Superior do Trabalho, sequer apareceu para as mediações bilaterais em Brasília.

O indicativo de rejeição da proposta apresentada no dia 19/09, pelo TST, tem como objetivo a continuidade da negociação, seja por meio de mediação ou na Petrobrás, como sempre o foi. Em documento encaminhado à FUP, o próprio Ministro do TST, diz que as entidades sindicais podem aprovar, rejeitar ou criticar, a proposta apresentada. A crítica feita pela Federação se dará com a sugestão de algumas alterações. No dia 26/09, a FUP protocolou no TST itens que, se aceitos, melhoram significativamente a proposta do TST, mantendo os direitos da categoria. Sendo assim, a FUP construiu o calendário de apreciação da proposta de ACT com os seguintes indicativos:

• Rejeição da proposta apresentada pelo TST no dia 19/09;

• Aprovação dos itens encaminhados ao TST, em 26/09, como melhoria à proposta do Tribunal;

• Condicionar a assinatura da eventual aprovação das propostas às assinaturas dos acordos coletivos de trabalho das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados;

• Caso não ocorra negociação, greve à partir do zero hora do dia 26/10.

A FUP sempre prezou pela manutenção da essência do ACT sem perda dos direitos da classe trabalhadora, que foram conquistados com muita luta ao longo dos anos. Por isso, em vídeo divulgado nesta quarta-feira (2), o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, lembra da importância da extensão do ACT para as subsidiárias e Araucária Nitrogenados. De acordo com ele, qualquer coisa diferente disto será considerado uma traição a esses companheiros e companheiras, que sempre contribuíram para o crescimento da Petrobrás.

“A unidade sempre foi um fator fundamental para a classe trabalhadora, principalmente no atual momento em que o país vive, onde a retirada de direitos tem sido uma constante por parte do grande empresariado”, afirma.

Agora é hora de cada petroleiro e petroleira lembrar quem é que está ao seu lado. Quem conquistou os direitos históricos da categoria petroleira ao longo de anos. Quem está assediando os trabalhadores, quem está vendendo o patrimônio público e servindo a um governo que não tem compromisso nenhum com a classe trabalhadora desse país.

Por isso, é indispensável a participação de todos e todas nas assembleias em suas bases. Pois, juntos vamos vencer este momento difícil que estamos passando e vamos fazer da nossa empresa, uma empresa cada vez mais forte para que seja indutora do desenvolvimento desse país.

[FUP]

 

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás
Página 8 de 10

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram