43% das negociações salariais resultaram em reajustes acima da inflação e 29% mantiveram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Para diretor-técnico do Dieese, atuação sindical garantiu conquistas

[Da imprensa da CUT]

Diversas categorias profissionais têm conseguido manter direitos e até reajustes salariais acima da inflação, apesar da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que aprofundou a crise, provocou aumento do desemprego e praticamente parou as atividades econômicas do país. É isso que aponta pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A pesquisa analisou 4.938 reajustes salariais de categorias com data-base entre janeiro e agosto de 2020, registrados até a primeira quinzena de setembro, com base na variação da inflação desde o último reajuste de cada categoria pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados estão no boletim nº 2  “De olho nas negociações”.

O levantamento aponta que cerca de 43% dos reajustes resultaram em aumentos reais (acima da inflação do período) aos salários, 29% em acréscimos iguais ao da inflação e 28% em perdas reais. Em 2019, 50% dos reajustes foram acima da inflação, 26,1% mantiveram o INPC e 23,9% tiveram perdas salariais.

O melhor resultado em 2020 é de junho, quando 53% dos reajustes ficaram acima da inflação, e somente 14%, abaixo. O pior foi registrado em janeiro, quando ganhos reais foram observados em 30% das negociações, e perdas em 36%. A variação real média dos salários em 2020, até o momento, é ligeiramente negativa: – 0,07%.

Na análise do diretor-técnico do Dieese, Fausto Augusto Júnior, embora os reajustes salariais acima da inflação deste ano tenham ficado 7% menores em comparação a 2019, o fato de 43% das categorias que negociaram salários terem conquistado reajustes acima da inflação em plena pandemia mostra a importância do movimento sindical que atuou em três fases diferentes para minimizar as perdas dos trabalhadores e das trabalhadoras na crise.

“A primeira luta dos sindicatos foi na preservação da vida nas negociações em  como manter o isolamento social, no início da pandemia. Num segundo momento, entre junho e julho, foi a luta pela manutenção do emprego e a terceira fase foi a manutenção de direitos”, diz Fausto.

O diretor-técnico do Dieese ressalta que neste ano atípico, os trabalhadores vêm mantendo negociações salariais e fechando acordos, num claro sinal de que o movimento sindical tem conseguido provar sua resistência.

Para o Dieese, as dificuldades em negociar reajustes salariais durante a pandemia ainda são grandes. Várias negociações de acordos ou convenções coletivas foram adiadas nos primeiros meses do ano. Somente em agosto, o quadro começou a se reverter, quando um conjunto de categorias com data-base no primeiro semestre registrou aditivos com reajustes salariais, alguns deles sem efeito retroativo.

Esta situação ajuda a compreender o papel e o ativismo dos sindicatos porque a pauta na pandemia não era apenas econômica, é manter as pessoas protegidas, com novos protocolos de trabalho, enfrentar  e vencer em muitos casos o movimento forte dos patrões que querem retirar direitos”, conclui Fausto.

Publicado em Trabalho

O Sindipetro-NF recebeu denúncia dos trabalhadores da Elfe Operação e Manutenção S.A. demitidos que não estão recebendo as parcelas do acordo firmado da rescisão que era de parcelamento em 12 vezes (veja cláusula do ACT abaixo). Segundo os trabalhadores um grupo pequeno recebeu, enquanto isso outros estão sem esse pagamento.

Ao ser consultada pela categoria, o Departamento Pessoal da Elfe informou estão liberando os pagamentos de acordo com o fluxo de caixa, entretanto essa explicação não contemplou os trabalhadores.

Apesar de não representar os trabalhadores da Elfe, o Sindipetro-NF se solidariza com esses profissionais e está acompanhando situações parecidas que possam ocorrer com os seus sindicalizados.

“CLÁUSULA QUINTA – PARCELAMENTO DO VALOR DE EVENTUAL RESCISÃO

Diante da crise a ser enfrentada em razão da pandemia, permite-se, que as verbas rescisórias oriundas das rescisões de contrato de trabalho durante a vigência deste ACT e aquelas realizadas a partir de 20 de março de 2020, bem como as ocorridas nos 2 (dois) meses subsequentes à extinção deste instrumento, poderão ser parceladas em até 12 (doze) parcelas mensais e sucessivas, sem o pagamento da multa prevista do art. 479 da CLT, para os casos término antecipado do contrato de trabalho por prazo determinado, bem como não haverá incidência das multas dos arts. 467 e 477 da Consolidação das Leis do Trabalho e das demais multas contidas nas normas coletivas de trabalho, por se tratar de atos excepcionais.
Parágrafo Primeiro: Nenhuma parcela a ser paga aos trabalhadores será inferior a R$ 500,00, sendo observado o parcelamento de acordo com o referido valor.
Parágrafo Segundo: O vencimento das parcelas ocorrerá todo dia 15, com início em 15/04/2020 para os trabalhadores já dispensados nos dias 27/03 e 01/04/2020.
Parágrafo Terceiro: O pagamento das primeiras parcelas das rescisões eventualmente realizadas após a assinatura do presente acordo observará o seguinte cronograma:
Parágrafo Quarto: As parcelas a partir da segunda seguirão o cronograma de pagamento no dia 15 ou 1º dia útil subsequente.
Parágrafo Quinto: No cálculo do pagamento serão incluídos os valores devidos a título de saldo de salário, verbas rescisórias (13º e férias proporcionais, aviso prévio, saldo de banco de horas, eventuais férias vencidas).
Parágrafo Sexto: A multa fundiária será depositada, à vista, na conta vinculada do trabalhador, até o vencimento da primeira parcela, na forma do §2º do artigo 18, da Lei 8036/90.
Parágrafo Sétimo: A acordante se compromete a apresentar planilha com indicação dos valores das rescisões, número de parcelas e data do pagamento da 1ª parcela, conforme ajustado nos parágrafos acima”.

[Via Sindipetro-NF | Foto: Elfe/Linkedin]

Publicado em Setor Privado

Reunidos no Conselho Deliberativo da FUP, no dia 06 de agosto, os diretores da FUP e dos sindicatos filiados, representantes dos trabalhadores do Sistema Petrobrás, decidiram por convocar assembleias regionais para rejeição da contraproposta apresentada pela gestão do Sistema Petrobrás na última mesa virtual.

Também foi aprovado pelo Conselho a votação em assembleia da prorrogação/renovação do atual Acordo Coletivo de Trabalho até o final do estado de calamidade pública causado pela pandemia e até a celebração do novo.

A gestão Castello Branco apresentou uma contraproposta que, além de 0% de reajuste para os trabalhadores, impõe perdas ainda maiores para a categoria, como fim da dobradinha; aumento de até 1.422% no grande risco da AMS, penalizando os mais velhos e os menores salários; redução da HE na troca de turno, entre outras medidas que apontam para o desmonte do ACT e reforçam o descumprimento de legislações e acordos mediados pelo TST. 

Contraproposta é uma afronta:

> 0% de reajuste no salário e em todos os benefícios

> Fim do adicional de campo terrestre

> Retirada da HE dos feriados trabalhados no turno (dobradinha) no Carnaval, 21 de abril, 1º de maio, 7 de setembro e 15 de novembro

> Redução da HE troca de turno para 50%

> Estabilidade de emprego: empresa rejeita pactuar no ACT o acordo que já firmou com o MPT, que proíbe demissão coletiva por 5 anos sem discussão prévia com os sindicatos. Também se nega a negociar estabilidade perto da aposentadoria.

> AMS: reajuste do grande risco em até 1422% (média de reajuste em 143%); acaba com a autogestão do RH; aumenta a relação de custeio para os beneficiários e reduz a participação da empresa (60 empresa x 40 trabalhadores/hoje é 70x30); mantém a caixa preta da AMS, sem auditoria independente; mantém o pagamento por boleto.

> Teletrabalho: se recusa a negociar o regramento no ACT. Propõe reunião específica, sem deixar claro que será uma reunião informativa ou negociação.

> Fundo garantidor: se recusa a discutir garantias para os trabalhadores terceirizados

> Rejeita a proposta de abono de faltas em função do acompanhamento de dependentes a consultas médicas e a exames

> Rejeita a proposta de deixar explicito um direito já existente, para evitar interpretações contrarias na atual cláusula 57 do ACT, de garantia ao transporte para as trabalhadoras lactantes que usufruem da redução de jornada de 8h para 6hs

 

Principais reivindicações dos petroleiros e petroleiras

> Prorrogação do ACT enquanto durar o estado de calamidade pública

> Regramento do teletrabalho, com cláusulas protetivas no ACT, com respeito à jornada de trabalho e garantia de que a adesão seja opcional

> ACT por dois anos – 2020-2022

> Regramento das tabelas de turno no ACT, com proteção à jornada de trabalho, relação trabalho x folga e preservação da quinta turma

> Manutenção da AMS como plano autogerido pelo RH;

> Ajustes nas cláusulas que foram objeto de mediação no TST: hora extra na troca de turno, banco de horas, efetivos

> Medidas protetivas para os trabalhadores terceirizados, restabelecimento do fundo garantidor

> Reajuste pelo IPCA (estimativa de 2,3%) e ganho real de 2,2%, correspondente às perdas inflacionárias verificadas entre 1° de setembro de 2016 e 31 de agosto de 2019

> Recomposição dos efetivos

> Condições seguras de trabalho

> Defesa da Petros

> Segurança no emprego

Federação Única dos Petroleiros

Publicado em Sistema Petrobrás

Em mais uma ação perversa contra os trabalhadores, Bolsonaro vetou o artigo que garantia a ultratividade no bojo da Medida Provisória 936, aprovada pelo Congresso Nacional e transformada na Lei 14.020/2020, sancionada esta semana (06/07) pelo presidente.

“A ultratividade é a permanência das cláusulas dos acordos e convenções coletivas após o termino de sua vigência. O objetivo é dar aos trabalhadores a 'segurança jurídica' quanto às suas condições de vida e de trabalho. A mesma 'segurança jurídica' que os patrões tanto valorizam”, explica o assessor jurídico da FUP, Normando Rodrigues.

Ele ressalta que a ultratividade é uma bandeira histórica do movimento sindical, que desde 1988 é objeto de debate jurídico, com avanços e retrocessos nas legislações. “A reforma da CLT, em 2016, prioridade do golpe de Estado, vetou a ultratividade”, relembra Normando, destacando que o tema voltou a ganhar evidência este ano, junto com o debate da MP 936. “O Congresso Nacional reinseriu a ultratividade, ao transformar Medida Provisória 936 em lei. Era uma forma de compensar as agressões aos direitos dos trabalhadores, feitas a pretexto do combate ao coronavírus”, explica.

A Lei 14.020/2020 protege os patrões e precariza ainda mais os direitos dos empregados afetados pela suspensão dos contratos de trabalho durante a pandemia da covid-19. Entre outras armadilhas, a nova lei autoriza a redução dos valores do 13º salário e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e permite que as empresas suspendam o recolhimento do INSS, o que irá impactar negativamente na soma do tempo para a aposentadoria.

No caso dos trabalhadores da Petrobrás, por exemplo, sem a ultratividade, poderão perder em 1° de setembro todos os direitos garantidos pelo Acordo Coletivo. “De AMS às jornadas de turno, dos adicionais aos benefícios todos, tudo depende do ACT. Como agirá a Petrobrás? Tudo indica que com a melhor das intenções do capitalismo selvagem: passará a negociar individualmente, com cada empregado”, alerta o assessor jurídico da FUP.

Em meio aos ataques que a gestão Castello Branco já vinha impondo à categoria e cujo arsenal foi intensificado durante a pandemia, o fim da ultratividade reforça ainda mais a necessidade de uma grande mobilização para impedir o desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho. Mais um desafio que será debatido durante o 18º Confup, que será realizado entre os dias 15 e 19 de julho.

[Imprensa da FUP, com inforações do Jurídico]

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Passados 50 dias desde que a FUP cobrou a prorrogação do Acordo Coletivo de Trabalho, sem que tivesse tido até hoje qualquer retorno da Petrobrás sobre a solicitação, fomos surpreendidos por documento da empresa, enviado ontem à noite (23), convocando para reunião de negociação do ACT nesta quinta, 25. Além disso, a Gerência de Recursos Humanos, de forma unilateral, divulgou aos trabalhadores expectativas de um calendário de negociação, que sequer foi discutido com as entidades sindicais.

Não houve nem mesmo uma consulta prévia à FUP, apesar da empresa saber que os sindicatos estão realizando os congressos regionais para discutir a pauta de reivindicações que será deliberada na segunda quinzena de julho, durante o 18º CONFUP. Nesta quinta-feira, 25, a FUP e seus sindicatos, inclusive, já tinham agendado um Conselho Deliberativo.

Diante disso, a FUP informou ao RH da Petrobrás sobre a impossibilidade de participar da reunião e propôs o adiamento para o dia 30 de junho. Lembramos à empresa que no dia 04 de maio a FUP havia solicitado formalmente, através do documento DNE 033/2020, a prorrogação até novembro do Acordo Coletivo, reivindicação que foi reiterada posteriormente pela entidade no DNE 035/2020 e no DNE 052/2020. Nenhum dos documentos foi respondido pelo RH, nem mesmo na reunião virtual de Acompanhamento do Acordo Coletivo.

Veja o documento enviado à Petrobras nesta quarta:

 

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Quarta, 02 Outubro 2019 21:20

Manter a unidade e manter os direitos

Após dois dias de reunião do Conselho Deliberativo, a direção da FUP e seus sindicatos filiados decidiram por submeter a proposta do TST à apreciação dos trabalhadores, como é prática da Federação, com indicação de rejeição, em assembleias a serem realizadas entre os dias 7 e 17/10.

A FUP, desde o início, tem se colocado a disposição para negociar o Acordo Coletivo de Trabalho, mesmo após o abandono da mesa pela Petrobrás que, após passar a negociação para o Tribunal Superior do Trabalho, sequer apareceu para as mediações bilaterais em Brasília.

O indicativo de rejeição da proposta apresentada no dia 19/09, pelo TST, tem como objetivo a continuidade da negociação, seja por meio de mediação ou na Petrobrás, como sempre o foi. Em documento encaminhado à FUP, o próprio Ministro do TST, diz que as entidades sindicais podem aprovar, rejeitar ou criticar, a proposta apresentada. A crítica feita pela Federação se dará com a sugestão de algumas alterações. No dia 26/09, a FUP protocolou no TST itens que, se aceitos, melhoram significativamente a proposta do TST, mantendo os direitos da categoria. Sendo assim, a FUP construiu o calendário de apreciação da proposta de ACT com os seguintes indicativos:

• Rejeição da proposta apresentada pelo TST no dia 19/09;

• Aprovação dos itens encaminhados ao TST, em 26/09, como melhoria à proposta do Tribunal;

• Condicionar a assinatura da eventual aprovação das propostas às assinaturas dos acordos coletivos de trabalho das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados;

• Caso não ocorra negociação, greve à partir do zero hora do dia 26/10.

A FUP sempre prezou pela manutenção da essência do ACT sem perda dos direitos da classe trabalhadora, que foram conquistados com muita luta ao longo dos anos. Por isso, em vídeo divulgado nesta quarta-feira (2), o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, lembra da importância da extensão do ACT para as subsidiárias e Araucária Nitrogenados. De acordo com ele, qualquer coisa diferente disto será considerado uma traição a esses companheiros e companheiras, que sempre contribuíram para o crescimento da Petrobrás.

“A unidade sempre foi um fator fundamental para a classe trabalhadora, principalmente no atual momento em que o país vive, onde a retirada de direitos tem sido uma constante por parte do grande empresariado”, afirma.

Agora é hora de cada petroleiro e petroleira lembrar quem é que está ao seu lado. Quem conquistou os direitos históricos da categoria petroleira ao longo de anos. Quem está assediando os trabalhadores, quem está vendendo o patrimônio público e servindo a um governo que não tem compromisso nenhum com a classe trabalhadora desse país.

Por isso, é indispensável a participação de todos e todas nas assembleias em suas bases. Pois, juntos vamos vencer este momento difícil que estamos passando e vamos fazer da nossa empresa, uma empresa cada vez mais forte para que seja indutora do desenvolvimento desse país.

[FUP]

 

 

 

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Em documento enviado hoje (5), a Petrobrás convocou a Federação Única dos Petroleiros para nova rodada de negociação do Acordo Coletivo no próximo dia 08/08, quinta-feira, no Rio de Janeiro.

A empresa já apresentou duas propostas de ACT que foram amplamente rejeitadas pelos trabalhadores de todo Brasil.


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Atos nos prédio administrativos e nas sedes da Petrobrás Biocombustíveis (Pbio) marcaram o  último dia da Semana Nacional de Lutas realizado por todos os petroleiros das bases sindicais da FUP.  Desde o dia 30 os petroleiros mandaram o recado de que estão dispostos para o enfrentamento. Foram realizados atos nas bases da Transpetro, refinarias, Fafen’s, E&P, termoelétricas, prédios administrativos, na SIX e na Pbio.  

Em São Paulo, aconteceu hoje um ato em um prédio de Coworking (local alugado onde diversas empresas dividem o mesmo espaço), onde trabalham os empregados transferidos do EDISP 1, que ficava na Av. Paulista.

As mobilizações desta semana foram parte do calendário de lutas da FUP, que tem como objetivo a defesa do acordo coletivo, dos empregos e da Petrobrás pública e integrada. Essas ações marcam a posição da categoria petroleira contra a intransigência da atual gestão da Petrobrás que insiste em retirar direitos dos trabalhadores, ameaça com demissões e oferece um reajuste salarial de apenas 1%. Além disso, a classe continua dizendo não a privatização das estatais.

Nos dias 6 e 7 de agosto, a direção da FUP estará reunida com seus sindicatos filiados no Rio de Janeiro, para o Seminário Nacional de Greve.

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Enquanto destina R$ 1,041 bilhão em bônus que serão pagos nos próximos dias para um seleto grupo de colaboradores, a gestão da Petrobrás apresentou aos trabalhadores uma nova contraproposta de Acordo Coletivo onde propõe 1% de rajuste salarial. Reunidos nesta sexta-feira, 05, a FUP e seus sindicatos indicaram a rejeição desta nova afronta que a empresa faz à categoria e deliberaram por uma série de mobilizações, que serão realizadas ao longo de julho. 

Além de propor um reajuste que não cobre sequer metade da inflação do período, a direção da Petrobrás insiste em desmontar o Acordo Coletivo de Trabalho, propondo retirada de direitos, redução de remuneração e ataque a benerfícios, como a assistência médica dos trabalhadores (AMS).

A orientação da FUP é que os sindicatos convoquem os trabalhadores para que respondam à altura aos ataques da Petrobrás nas assembleias que começam na terça-feira, 09, e prosseguem até o dia 19 de julho.

Leia a íntegra do informativo da FUP:

Quem quer dinheiro?

Na próxima sexta-feira, 12 de julho, a Petrobrás despejará R$ 1 bilhão para um seleto grupo de colaboradores. Os que aceitaram alavancar suas carreiras e remunerações às custas do desmonte da empresa serão premiados com polpudos bônus. Já para os trabalhadores que estão no chamado andar de baixo, a gestão Castello Branco oferece 1% de reajuste salarial e rebaixamento do Acordo Coletivo, com retirada de direitos e redução de remuneração e de benefícios.

Se a empresa reajustasse os salários em 4%, que é a projeção da inflação acumulada entre setembro de 2018 e agosto de 2019, gastaria R$ 800 milhões durante um ano inteiro.  Adivinhe de onde saiu esse R$ 1 bi que está sendo desviado para o PRVE? É só fazer as contas.

A gestão Castello Branco chama isso de “novo modelo mental”, como o gerente executivo do Compartilhado, Jairo dos Santos Junior, anunciou em recente videoconferência, cujo áudio vazou para a categoria.

Ele explicou direitinho: Tá com dor na coluna? Tá doente? Se acidentou? Trabalhe assim mesmo. Mas, não importa quanto você se empenhou. Se o resultado não foi alcançado, tchau, queridos. É só ouvir os áudios. Está tudo lá.

O desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho, como a FUP vem alertando, está diretamente ligado à privatização do Sistema Petrobrás. Esta é a missão de Castello Branco. O objetivo é vender tudo e transformar a Petrobrás em uma exportadora de óleo cru. Ele já deixou isso bem claro em cada entrevista e fala pública repercutidas pela imprensa.

Por isso, tirar os sindicatos e o ACT do caminho é fundamental para Castello Branco e sua turma. O desmonte de capítulos inteiros do Acordo Coletivo que tratam de segurança no emprego, mobilidade, terceirização e relações sindicais reforça a intenção dos gestores. A disputa nesta campanha é ideológica e central para os rumos do Sistema Petrobrás.

A categoria petroleira, novamente, precisa dar uma resposta contundente e à altura, rejeitando por unanimidade esta segunda contraproposta, que é mais uma afronta aos trabalhadores. Participe ativamente das assembleias e das mobilizações que a FUP e os sindicatos estarão realizando a partir desta semana.

A hora é de mobilização para garantir seus direitos e empregos.

De que lado você estará?

[FUP]

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Em nova reunião com a Petrobrás nesta segunda-feira, 01, a FUP e a FNP cobraram a suspensão imediata do Programa de Remuneração Variável dos Empregados (PRVE), que viola o Acordo Coletivo de Trabalho e está sendo utilizado pela gestão Castello Branco para "alavancar" a privatização da empresa.

A Cláusula 77, no Parágrafo 9º, do ACT 2017/19, é clara: “A Companhia compromete-se a não vincular concessão de vantagens à redução de acidentes, bem como a não incluir meta de acidentes no GD dos empregados”. O PRVE, portanto, descumpre o Acordo Coletivo, ao vincular o bônus a indicadores de SMS.

Para cumprir as metas da gestão, vale tudo, inclusive atropelar normas de segurança e trabalhar doente e com dor. “O objetivo do PRVE é premiar os que contribuem para o desmonte da Petrobrás e tentar calar a boca dos que ousam resistir à privataria”, denunciaram a FUP e a FNP.

Os sindicalistas deixaram claro que o modelo de empresa que os trabalhadores defendem e o Brasil precisa não é o que o está em curso na companhia. “Alguém aqui nessa mesa acredita que Castello Branco veio pra fortalecer a Petrobrás?”, questionaram. “É só olhar o histórico de vida dele. Ele não acredita no Estado como indutor do desenvolvimento nacional”, ressaltaram.

Roberto Castello Branco é cria da Escola de Economia da Universidade de Chicago, famosa por sua linha ultraliberal. A ideologia do Estado Mínimo difundida pelos “Chicago Boys” embasou a política econômica de governos conservadores das décadas de 70 e 80, como Margaret Thatcher, na Inglaterra, Ronald Reagan, nos Estados Unidos, além da ditadura de Augusto Pinochet, no Chile.

Castello Branco vem aplicando esse pensamento por onde passa: empresas do setor de mineração (inclusive a Vale), mercado de capitais, comércio internacional e investimentos estrangeiros. Não por acaso tem como mentor Roberto Campos, o papa do liberalismo no Brasil, que se referia à Petrobrás como “petrossauro”, por considerar a estatal uma “aberração”.

Ele segue à risca os passos do mestre. “Ninguém destrói mais valores da Petrobrás do que a atual alta gestão da empresa. Todas as declarações de Castello Branco são para acabar com a empresa, vendendo tudo que puder”, ressaltaram as federações, avisando que as direções sindicais não vão abrir mão do que defendem (uma empresa integrada, forte e desenvolvimentista) e que continuarão disputando os rumos da Petrobrás.

“É preciso, é urgente a reação de todos os petroleiros e petroleiras para evitar o desmonte da nossa companhia”, convocam a FUP e a FNP.

[FUP]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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