Na reunião desta quarta-feira, 12 com a FUP e a FNP, a Petrobrás informou que não atenderá à cobrança feita ontem pelas entidades de que a empresa suspenda imediatamente as contribuições extraordinárias da AMS, feita à revelia do Acordo Coletivo, e devolva o que já foi descontado dos trabalhadores. O RH alegou que acha difícil devolver o que já foi descontado e informou que a folha de junho já está fechada e, por isso, não tem condições de suspender a cobrança. A empresa responderá no próximo dia 18 se suspenderá as próximas parcelas.

As federações reafirmaram que a Petrobrás está descumprindo o Acordo Coletivo e exigiram que os gestores resolvam o problema que criaram, ressaltando que o pleito dos trabalhadores é que a empresa suspenda o desconto e negocie alternativas, com base nos reais custos da AMS, que até hoje não foram informados à categoria.

Outro absurdo rebatido em mesa pelas direções sindicais foram os comunicados que o RH vem enviando aos aposentados, ameaçando cortar a AMS, se não fizerem o recadastramento dentro do prazo estabelecido pela empresa. “Isso é uma irresponsabilidade sem tamanho. Como que vocês, que se auto intitulam gestão de pessoas, ameaçam trabalhador e fazem mudanças ao arrepio do ACT?”, questionou o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Respaldadas pela rejeição massiva da categoria petroleira à contraproposta indecente apresentada pela Petrobrás e suas subsidiárias, a FUP e a FNP participaram nesta terça-feira, 11, da primeira rodada de negociação, que teve como temas AMS e SMS. Os petroleiros deram o tom da reunião e enfatizaram que a tentativa de desmonte do Acordo Coletivo é uma disputa política que os gestores estão fazendo com a categoria e suas organizações sindicais, cuja resposta os trabalhadores já deram nas assembleias: greve.

As federações cobraram a retomada das negociações da PLR e a suspensão imediata da cobrança extra da AMS, que a Petrobrás impôs goela abaixo dos trabalhadores, sem sequer discutir de forma transparente o custeio do programa com as representações sindicais.

O direito à vida, com condições seguras de trabalho, foi veementemente defendido pelas direções sindicais, que refutaram a intenção da Petrobrás de reduzir a pó o capítulo de SMS do Acordo Coletivo, mantendo na íntegra apenas três das atuais 18 cláusulas. “Estamos lutando pela segurança do trabalhador, para que ele entre e saia da empresa com vida e saúde. E nessa disputa, estamos de um lado da trincheira e a gestão do outro”, ressaltaram os petroleiros, condenando a política punitiva imposta pela direção da Petrobrás, que criou um clima policialesco, aumentando os riscos de acidentes e a subnotificação.

As direções sindicais questionaram a ausência do gerente executivo de SMS na reunião, comportamento que já vinha sendo adotado na Comissão de SMS e que reforça a intenção da gestão da empresa de alijar os sindicatos desse debate e deixar o caminho livre para punições e retrocessos inaceitáveis na política de segurança.

As rodadas de reuniões com a Petrobrás prosseguem nesta quarta-feira, 12, quando serão discutidas questões relacionadas à remuneração e demais pontos do Acordo Coletivo.

A FUP e a FNP reforçam a importância da participação da categoria na greve geral de sexta-feira, dia 14. “É fundamental que os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás entendam que não estão imunes à avalanche de ataques que o povo vem sofrendo com o governo Bolsonaro. A participação dos petroleiros e petroleiras na greve geral se faz necessária, não só para avançar nos nossos direitos, como também pela preservação da Petrobrás como empresa estatal e voltada para o desenvolvimento do país”, ressaltam.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

A contraproposta apresentada pela direção da Petrobrás é tão ruim, mas tão ruim, que parece fake. Nem os gerentes conseguiram sustentar a defesa dos absurdos propostos pela empresa. A resposta da categoria não podia ser outra, se não a rejeição unânime do desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho.

De norte a sul do país, os petroleiros lotaram as assembleias nas bases administrativas e operacionais e soltaram um sonoro não aos ataques da Petrobrás. Se os gestores achavam que poderiam cooptar os trabalhadores com fake news, o tiro saiu pela culatra.

As mentiras da direção da empresa não convenceram ninguém. Foi assim também quando desdenharam do Pré-Sal; quando afirmaram que a companhia estava quebrada, apesar de destinar bilhões ao mercado financeiro; quando afirmaram que não haveria mais indicação política na Petrobrás e agora quando tentam fazer a população acreditar que se privatizar as refinarias, o preço dos combustíveis vai diminuir. Fake news que têm um único propósito: entregar a Petrobrás.

Se ainda havia alguma dúvida entre os petroleiros, a contraproposta fake provou o que a FUP já afirmava: não se pode confiar nesse Castello de areia.

A resposta da categoria é construir uma grande greve nacional em todo o Sistema Petrobrás. O primeiro embate será dia 14, com uma massiva participação dos petroleiros na greve geral.

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[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os petroleiros do Paraná e Santa Catarina deixaram bem claro que não aceitam redução de direitos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). O recado foi dado nas assembleias realizadas entre os dias 28 de maio e 06 de junho.

A rejeição da contraproposta da empresa para o ACT foi referendada por 99,6% dos trabalhadores. Abstenções foram apenas 0,4% e não houve um voto sequer contrário ao indicativo.

Sobre a aprovação de assembleia em caráter permanente, 97,98% foram favoráveis, 1,82% se abstiveram e 0,2% foram contrários. Já sobre o estado de greve, 96,96% foram favoráveis, 2,02% se abstiveram e apenas 1,01% foram contrários.

As assembleias ainda aprovaram a participação da categoria na Greve Geral do dia 14 de junho. Dos participantes, 87,25% foram favoráveis, 9,31% se abstiveram e 3,44% foram contrários.

O resultado mostra que os petroleiros estão dispostos a se mobilizar para garantir os direitos conquistados e impedir o desmonte da empresa. A luta começa já, com a participação na greve geral do dia 14 de junho.

[Sindipeetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Sem diálogo ou negociação com o Sindicato, a Petrobrás decidiu empurrar goela abaixo dos trabalhadores uma nova tabela de turno nas refinarias e anunciou que fará uma enquete eletrônica a partir desta quinta-feira (06/06), para a escolha da nova proposta. A empresa deverá apresentar três diferentes tabelas para votação.

A medida é mais uma das arbitrariedades da atual gestão da companhia e do governo Bolsonaro e não vem sendo bem digerida pelos petroleiros. Além do mais, a mudança na tabela é imposta justamente no meio de uma tumultuada e dura negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), demonstrando que a empresa realmente quer guerra com a categoria.

Diante de mais essa decisão unilateral e de desrespeito com a categoria petroleira, o Sindicato orienta os trabalhadores a aguardarem pelo posicionamento do Unificado e da FUP, antes de participarem da enquete eletrônica. Os sindicatos e a Federação estarão reunidos neste final de semana e a pauta inclui a discussão da mudança da tabela de turno industrial.

[Via Sindipetro Unificado SP]

Após encerrar o prazo das assembleias na Bacia de Campos foi confirmado o resultado, esperado pela categoria: Os trabalhadores e trabalhadoras estão contra a proposta apresentada pela Petrobras e a favor da participação na Greve Geral, programada para acontecer no próximo dia 14 de junho.

A participação massiva da categoria nas assembleias é considerada histórica; Ao todo, a votação aconteceu em sete bases de terra e em 43 das 45 plataformas. Lembrando que a PVM-3 está na contagem das plataformas que não enviaram ata, mas a unidade está sem contingente.

No total, 1571 petroleiros participaram da votação. Destes, 1566 petroleiros são contra a proposta da Petrobras; 1561 a favor do Estado Permanente de Assembleia; 1512 a favor do Estado de Greve; e 1258 a favor da participação da Greve Geral no dia 14 de junho.

“Tivemos um resultado histórico de assembleias realizadas na Bacia de Campos. Foram quase 1600 petroleiros. Essa votação representa o tamanho da indignação que cada trabalhador e cada trabalhadora está com essa gestão, que só pensa em vender e desvalorizar nossa empresa. Nós temos valor e queremos que esse valor seja reconhecido pela gestão porque se dependermos do Governo eles só querem acabar e destruir tudo que construímos até agora”, frisou o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezzera.

Tezeu concluiu lembrando: “O Não que a categoria está dando é do mesmo tamanho da cara de pau da alta gestão da empresa ao ter coragem de apresentar uma proposta tão rebaixada do acordo coletivo de trabalho dos petroleiros e petroleiras”.

[Via Sindipetro-NF]

 
Publicado em SINDIPETRO-NF

A contraproposta apresentada pela Petrobrás e rejeitada por praticamente 100% da categoria, nas assembleias realizadas na semana passada, é, para dizer o mínimo, um show de horrores. A intenção de direção da empresa é “enxugar” direitos e conquistas, reduzir drasticamente o custo da mão de obra (ou seja, a sua remuneração) com o objetivo de deixar a companhia “atraente” para futuros compradores. Para isso, busca dificultar ao máximo a ação sindical, que é o principal núcleo de resistência dos trabalhadores, eliminar todos os “entraves” que o Acordo Coletivo impõe contra demissões individuais ou coletivas, desassistir por completo os terceirizados, entre outros gravíssimos problemas. “Essa é uma proposta estruturada da atual gestão da Petrobrás buscando pavimentar o caminho para a privatização e demissão em massa”, avalia o coordenador do Unificado, Juliano Deptula.

Show de horrores

Da primeira à última cláusula, todas as alterações propostas pela atual gestão vão no sentido de cortar direitos adquiridos, reduzir a participação do trabalhador nas decisões da empresa e precarizar as relações de trabalho. Destacamos, aqui, apenas alguns dos principais problemas dessa proposta que já foi rejeitada pela categoria:

Relações de trabalho – Se aprovada a proposta (cláusula 42), a empresa tiraria a cláusula de excedente de pessoal, que garante o programa Mobiliza e a realocação de pessoas das unidades que foram hibernadas ou desativadas. Essa cláusula foi usada no EDISP e gerou os mobilizas específicos para os casos de desativação de unidade como a Biocombustível do Ceará e Fafen de Sergipe. Sem ela, cada trabalhador estará por conta própria.

A empresa também quer adotar o turno de 12h a seu critério sem geração de HE (cláusula 16), extinguir a comissão de demissão individual (cláusula 41), se eximir de dar treinamento (cláusulas 44 e 45), retirar a obrigatoriedade de garantia programa de mobilidade interna antes da deflagração de processo seletivo público (cláusula 49), se liberar para contratar novos empregados com direitos abaixo do ACT (cláusula 50) e reduzir o efetivo das unidades da forma que desejar (cláusula 91).

Terceirizados – As cláusulas 99, 100 e 101, entre outras, que tratam especificamente sobre os terceirizados sofreram tentativas de serem completamente deformadas, estão nelas a supressão da comissão de terceirizados, a não necessidade de que o fiscal de contrato seja trabalhador próprio, o motorista terá de pagar por danos causados no veículo, mesmo não tendo sido culpado, o fundo garantidor passa, na prática a não existir.

Cláusulas sociais e sindicais – Implementação da Resolução 23 da CGPAR e Resolução normativa 239. O custeio passaria de 70×30 para 50×50 até 2022, com tendência de completa extinção da AMS (Cláusula 14); extinção de programas de educação como o Jovem Universitário (cláusula 12), redução das comissões permanentes e aumento de sua periodicidade (cláusula 18), retira os sindicatos da comissão de negociação da PLR (cláusula 88), retira a necessidade de homologação no sindicato, o que é a garantia dos cálculos para o trabalhador (cláusula 48), reduz a vigência do ACT de dois para um ano (cláusula 21).

Esse conjunto de estratégias da empresa para deformar o Acordo Coletivo e adequá-lo aos moldes de uma empresa privada só será barrado com muita mobilização e disposição de enfrentamento por parte da categoria. Vamos todos nos preparar para a batalha.

[Sindipetro Unificado SP]

Após realizadas todas as assembleias nas bases de terra e em mais de 40 plataformas da Bacia de Campos, a categoria petroleira no Norte Fluminense está aprovando por maioria massiva os indicativos do Sindipetro-NF para a Campanha Reivindicatória. Ainda serão recebidas atas das plataformas até esta quarta, 5.

O indicativo de Rejeição da Contraproposta da Petrobrás foi rejeitada por 1.547 (99,68%) petroleiros e petroleiras entre os que participaram das assembleias (com 3 favoráveis e 2 abstenções).

Também foram aprovados os indicativos de Estado de Assembleia Permanente (99,36%), Estado de Greve (96,20%) e participação da categoria petroleira na Greve Geral de 14 de junho (79,95%).

Confira aqui o quadro parcial.

[Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Os petroleiros da Bahia, que participam de assembleias desde a sexta-feira 31/05, estão rejeitando a proposta da Petrobrás para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Até o momento o resultado parcial aponta que 98% da categoria rechaçam a proposta da empresa.

Os trabalhadores estão aprovando também a participação na greve geral do dia 14 de junho, além do estado de greve e de assembleias permanentes.

O sentimento da base é de indignação e revolta com a direção da empresa, que na prática propõe o fim do ACT da categoria, mexendo em direitos históricos que foram conquistados ao longo de muitos anos com luta, mobilizações e greves.

Em relação à greve geral de 14 de junho contra a reforma da previdência, a categoria entende ser esse um momento muito importante para garantir a sobrevivência dos aposentados e pensionistas no Brasil e também a aposentadoria dos jovens, que podem não conquistar esse direito, caso a reforma seja aprovada.

As assembleias, que já aconteceram na FAFEN; OP-CAN; Transpetro Camaçari, Jequié e Itabuna; Taquipe, Santiago, Araças, Arembepe Muricy, Miranga e nas turmas 3 e 5 da RlAM, prosseguem até o dia 6/06, no restante das unidades do Sistema Petrobrás na Bahia.

Clique aqui para ver o resultado parcial.

[Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás estão rejeitando por unanimidade a contraproposta apresentada pela empresa e suas subsidiárias, que desmonta o Acordo Coletivo de Trabalho e pavimenta o caminho para a privatização. As assembleias começaram esta semana nas bases da FUP e prosseguem até o dia 06 de junho.

De norte a sul do país, o recado aos gestores da Petrobrás está ecoando de forma unitária e vibrante: a categoria vai se mobilizar para garantir os direitos conquistados e impedir o desmonte da empresa. A luta começa já, com a participação na greve geral do dia 14 de junho, indicativo da FUP que está sendo referendado massivamente pelos petroleiros nas assembleias.

O Acordo Coletivo da categoria, que é referência para a classe trabalhadora brasileira, não caiu do céu, nem foi sorte. É conquista de todas as gerações de petroleiros e petroleiras, que ajudaram a construir o Sistema Petrobrás. Direitos garantidos na luta e que na luta serão mantidos.  Não há saída individual. As assembleias estão apontando o caminho: uma grande greve nacional dia 14 de junho.  

[FUP]

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Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.