Em nova reunião com a Petrobrás nesta segunda-feira, 01, a FUP e a FNP cobraram a suspensão imediata do Programa de Remuneração Variável dos Empregados (PRVE), que viola o Acordo Coletivo de Trabalho e está sendo utilizado pela gestão Castello Branco para "alavancar" a privatização da empresa.

A Cláusula 77, no Parágrafo 9º, do ACT 2017/19, é clara: “A Companhia compromete-se a não vincular concessão de vantagens à redução de acidentes, bem como a não incluir meta de acidentes no GD dos empregados”. O PRVE, portanto, descumpre o Acordo Coletivo, ao vincular o bônus a indicadores de SMS.

Para cumprir as metas da gestão, vale tudo, inclusive atropelar normas de segurança e trabalhar doente e com dor. “O objetivo do PRVE é premiar os que contribuem para o desmonte da Petrobrás e tentar calar a boca dos que ousam resistir à privataria”, denunciaram a FUP e a FNP.

Os sindicalistas deixaram claro que o modelo de empresa que os trabalhadores defendem e o Brasil precisa não é o que o está em curso na companhia. “Alguém aqui nessa mesa acredita que Castello Branco veio pra fortalecer a Petrobrás?”, questionaram. “É só olhar o histórico de vida dele. Ele não acredita no Estado como indutor do desenvolvimento nacional”, ressaltaram.

Roberto Castello Branco é cria da Escola de Economia da Universidade de Chicago, famosa por sua linha ultraliberal. A ideologia do Estado Mínimo difundida pelos “Chicago Boys” embasou a política econômica de governos conservadores das décadas de 70 e 80, como Margaret Thatcher, na Inglaterra, Ronald Reagan, nos Estados Unidos, além da ditadura de Augusto Pinochet, no Chile.

Castello Branco vem aplicando esse pensamento por onde passa: empresas do setor de mineração (inclusive a Vale), mercado de capitais, comércio internacional e investimentos estrangeiros. Não por acaso tem como mentor Roberto Campos, o papa do liberalismo no Brasil, que se referia à Petrobrás como “petrossauro”, por considerar a estatal uma “aberração”.

Ele segue à risca os passos do mestre. “Ninguém destrói mais valores da Petrobrás do que a atual alta gestão da empresa. Todas as declarações de Castello Branco são para acabar com a empresa, vendendo tudo que puder”, ressaltaram as federações, avisando que as direções sindicais não vão abrir mão do que defendem (uma empresa integrada, forte e desenvolvimentista) e que continuarão disputando os rumos da Petrobrás.

“É preciso, é urgente a reação de todos os petroleiros e petroleiras para evitar o desmonte da nossa companhia”, convocam a FUP e a FNP.

[FUP]

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Em reunião com a Petrobrás e subsidiárias nesta quinta-feira, 27, a FUP e a FNP trataram dos capítulos do Acordo Coletivo de Trabalho referentes à saúde e segurança (SMS) e à AMS. Foi a primeira rodada de negociação, após a rejeição massiva da categoria à proposta apresentada pela empresa.

As federações reafirmaram que saúde e segurança não podem ser tratadas pelos gestores da Petrobrás como custo e menos ainda utilizadas como ferramentas de cooptação, punição e sonegação. 

As entidades sindicais enfatizaram que não aceitarão nenhum direito a menos e cobraram o aperfeiçoamento das cláusulas do atual Acordo Coletivo.

A Petrobrás, por sua vez, insiste na proposta rejeitada, cujo capítulo de SMS foi praticamente desmontado. Das atuais 19 cláusulas, os gestores mantiveram somete 03; retiraram 02 e alteraram 14, com reduções de direitos.

O objetivo é tirar as representações sindicais de todos os espaços de intervenção e debates, deixando o caminho livre para a empresa implementar o “novo modelo mental”, defendido recentemente pelo gerente geral do Compartilhado, em uma vídeo conferência (onde representava a Gerência Executiva), incentivando os empregados a trabalharem doentes e com dor para cumprir as metas do PRVE.

A FUP e a FNP cobraram uma resposta dura da Petrobrás às afirmações do gerente e reafirmaram que não permitirão que o SMS seja utilizado como um valor de meritocracia, enquanto centenas de trabalhadores se acidentam, adoecem e morrem pela ausência de uma politica de segurança focada nas reais necessidades da categoria.

Em relação à AMS, as entidades sindicais cobraram a manutenção do regramento do custeio 70 x 30 no Acordo Coletivo, avanços na qualidade do programa e uma auditoria externa em suas contas.

As rodadas de negociação com a Petrobrás continuam na próxima semana, com reuniões na segunda (resultados da empresa), terça (horas extras, relações sindicais e terceirização) e quarta (remuneração e vantagens).

[FUP]

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Em mais uma rodada de negociação com a FUP e a FNP, realizada nesta quarta-feira, 26, a Petrobrás concordou em manter suspensa a implantação de novas tabelas de turno ininterrupto nas refinarias. A empresa também se comprometeu a retomar o regime de trocas que era praticado antes de iniciar o processo de escolha das novas tabelas.

As entidades sindicais tornaram a defender a manutenção das tabelas atuais e sua inclusão no Acordo Coletivo de Trabalho 2019. A Gerência de Gestão de Pessoas, no entanto, insiste na necessidade de novas tabelas de turno, o que tem sido veementemente questionado pelas federações.

Diante do posicionamento da Petrobrás, a FUP e a FNP cobraram que esse debate seja retomado após as negociações do ACT, mas deixaram claro que não dá para iniciar o processo negocial com as premissas que a empresa indicou para as novas tabelas de turno.

As entidades sindicais querem incluir também na negociação questões como dobras por falta de efetivo, trocas e permutas, bem como o retorno das férias, que estão diretamente relacionadas ao Regime de Turno Ininterrupto de Revezamento.

Os representantes da Petrobrás concordaram em suspender a implantação da nova tabela e irão se posicionar sobre os demais pontos nos próximos 15 dias.

[FUP]

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Em reunião nesta terça-feira, 25, com a Petrobrás, a FUP e a FNP cobraram a reabertura do processo de negociação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cujo acordo de regramento venceu em março deste ano. Os representantes da empresa negaram, defendendo o Programa de Remuneração Variável do Empregado (PRVE) e o Programa de Prêmio por Performance (PPP), implantados pela companhia à revelia das entidades sindicais.

 “Ficou claro na reunião que a Petrobras se esforçou para que não tivesse acordo da PLR e assim pudesse implantar o PRVE e o PPP, favorecendo as gerências”, explicou o coordenador da FUP, José Maria Rangel, que, junto com a FNP, questionou os objetivos e distorções desses programas.

Em recente vídeo conferência, cujo áudio vazou para a categoria, o gerente executivo do Compartilhado, Jairo dos Santos Junior, informou que o PRVE exigirá dos petroleiros um “novo modelo mental”, onde vale tudo, inclusive absurdos, como trabalhar doente e “compensar” os dias não trabalhados em função de licenças e afastamentos médicos.    

 “Continuaremos defendendo a manutenção da PLR por gerar menos distorções e reduzir a diferença entre quem ganha mais e quem ganha menos. Mas a Petrobrás insiste em um programa de remuneração variável onde o céu é o limite para a alta administração”, destacou o coordenador da FUP.

“A força da categoria vai ser decisiva nesse processo de negociação do ACT. Vamos continuar na luta, atendendo aos chamados dos sindicatos e das federações, pois só assim iremos garantir um acordo coletivo justo e à altura da categoria petroleira”, afirmou.

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Imprensa FUP | Foto: Vanessa Ramos (FNP)

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As federações dos petroleiros, FUP e FNP reuniram-se hoje para alinhar seus posicionamentos frente às negociações com a Petrobras, que prosseguem esta semana.

Juntas, as federações defendem os direitos dos trabalhadores ameaçados pela proposta da Petrobras que tenta acabar com conquistas históricas da categoria. A unidade segue com uma sós voz: nenhum direito a menos.

[FUP]

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A FUP e a FNP retomam esta semana as negociações com a Petrobrás e subsidiárias sobre questões pendendentes e o Acordo Coletivo de Trabalho 2019.

Na terça-feira, 25, a reunião terá como tema PLR, com início às 14h.

Na quarta, 26, haverá pela manhã continuidade das discussões sobre a cobrança extraordinária da AMS e na parte da tarde sobre as tabelas de turno.

Entre os dias 27 de junho e 03 de julho, as negociações serão sobre o Acordo Coletivo de Trabalho com o seguinte calendário: 

• 27/06

9h: AMS

14h30: SMS

• 01/07

14h30: Resultados Petrobras

• 02/07

9h: Horas Extras

14h30: Relações Sindicais e Terceirização

• 03/07

9h: Remuneração e Vantagens

[FUP]

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A FUP e a FNP voltaram a se reunir na tarde desta terça-feira, 18, com a Gerência de Gestão de Pessoas da Petrobrás para tratar da mudança na tabela de turno das refinarias que os gestores estão tentando impor goela abaixo dos trabalhadores.

As entidades sindicais estão buscando alternativas para que a empresa mantenha as tabelas vigentes.

A negociação prossegue nesta quarta-feira (19).

 

Imprensa da FUP | Foto: Vanessa Ramos (FNP)

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Em reunião realizada nesta manhã (18) com a Gestão de Pessoas, FUP e FNP, a empresa informou que irá suspender a contribuição extraordinária da AMS do mês de julho. Esta foi uma exigência das entidades sindicais para que a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho continue na próxima semana. Porém, a GP informou que não será possível suspender a contribuição do mês de junho, pois a folha de pagamento já está fechada.

A contribuição extraordinária feita pela Petrobrás descumpre o atual ACT, uma vez que foi imposto unilateralmente sem diálogo com os representantes dos trabalhadores. Nesta mesma reunião, a FUP solicitou que os responsáveis pelo setor apresentem os documentos de estudo do cálculo realizado pela empresa para análise das entidades sindicais.

[FUP]

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A FUP volta a se reunir com a Petrobrás nesta terça-feira, 18, pela manhã, para dar andamento à negociação do Acordo Coletivo de Trabalho, no que diz respeito às questões da AMS.

O principal ponto de pauta será a cobrança feita pelas entidades sindicais de que a empresa suspenda imediatamente as contribuições extraordinárias da AMS, feitas à revelia do Acordo Coletivo, e devolva o que já foi descontado dos trabalhadores. 

Na primeira rodada de negociação, realizada no último dia 12 com a FUP e a FNP, o RH da Petrobrás informou que não tinha condições de atendar à reivindicação,  alegando que a folha de junho já estava fechada e que achava difícil devolver o que já havia sido descontado. 

As federações reafirmaram que a Petrobrás está descumprindo o Acordo Coletivo e exigiram que os gestores resolvam o problema que criaram, ressaltando que o pleito dos trabalhadores é que a empresa suspenda o desconto e negocie alternativas, com base nos reais custos da AMS, que até hoje não foram informados à categoria.

Nesta terça, esse ponto será retomado na reunião com o RH.

[FUP]

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Quarta, 12 Junho 2019 18:29

Petroleiros na greve geral

Os trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Petrobrás aprovaram nas assembleias ampla participação na greve geral de sexta-feira. Haverá paralisações de até 24 horas nas unidades da empresa.

A gestão Castello Branco, sob o comando do governo Bolsonaro, colocou à venda refinarias, fãbricas de fertilizantes, dutos, campos de petróleo e várias das subsidiárias, cuja privatização foi liberada pelo STF, sem necessidade de licitação e tampouco autorização do Congresso Nacional.

Os direitos dos trabalhadores também estão sob ameaça, com a contraprosta da Petrobrás de desmonte do Acordo Coletivo, reajuste zero e ataques à liberdade sindical. Os petroleiros rejeitaram o pacote de maldades e reagiram às mentiras e às ameaças dos gestores, com participação massiva nas assembleias. A próxima resposta virá nesta sexta, com adesão total à greve geral.

Ouça a convocatória do coordenador da FUP, José Maria Rangel:

 

#PetroleirosNaGreve14J
#PetroleirosNaGreveGeral
#Greve14J
#14JVaiPararTudo
#SextaTemGreve

[FUP | Foto: Sindipetro-RN]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.