Durante as rodadas de julho de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho, as mulheres diretoras da FUP e da FNP reuniram-se para pensar formas de articulação, mobilização e luta conjunta em defesa da Petrobrás e das trabalhadoras e trabalhadores.

A reunião foi uma iniciativa das petroleiras em uma conjuntura de ataques ao povo brasileiro, como o corte nas verbas dos serviços públicos e a reforma da Previdência. Vários dos ataques atingem diretamente as trabalhadoras, como o corte de verbas para as creches,  para os programas de saude e de combate à violência contra a mulher, redução do valor de benefícios previdenciários entre outros. Até o direito de interromper uma gravidez em caso de estupro, através da PEC 181, foi pauta do Congresso Nacional. 

Os desafios para as mulheres nas entidades sindicais também foram pauta do rápido e produtivo encontro que já apontou para novos encontros entre mulheres das Federações e sindicatos, envolvendo também as petroleiras de base.

[FUP e FNP]

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Cerca de mil petroleiros entre próprios e terceirizados participaram do ato em defesa da RLAM e da Transpetro na manhã dessa sexta-feira (19), no Trevo da Resistência, na BA 523, via de acesso à refinaria, localizada no município de São Francisco do Conde, na Bahia.

Nem a chuva e o vento frio afastaram os trabalhadores, que fizeram questão de descer dos ônibus para participar do ato que contou com a presença de dirigentes da FUP, da FNP e de diversos Sindipetros, a exemplo do Rio de Janeiro, Litoral Paulista, Unificados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Paraná, Espirito Santo, Pará e Amazonas, Duque de Caxias, Norte Fluminense, Pernambuco e São José dos Campos. Além de representantes do Sindiquímica, Sitticcan, Sinderpav, do deputado federal Nelson Pelegrino (PT-BA) e do vereador Val Peças, de Madre de Deus. 

Não por acaso o ato aconteceu no Trevo da Resistência, local que já foi palco de muitas lutas e vitórias da categoria petroleira na Bahia, inclusive de greves históricas como a de 1983 e 1995.

As falas dos dirigentes giraram em torno da necessidade de construção da unidade da classe trabalhadora para enfrentar os desmandos da atual gestão da Petrobrás que representa o governo de extrema direita de Bolsonaro e está promovendo um grande desmonte na estatal. Todos foram unânimes em afirmar que diante dos ataques da Petrobrás aos direitos da categoria o único caminho será a realização de uma greve.

 “A situação é muito complicada. Estamos falando de perdas de direitos e de empregos, pois com a privatização não há nenhuma garantia de que os trabalhadores permaneçam em seus postos de trabalho, mesmo aqueles concursados”, advertiu o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, para quem “só existe uma saída que não é individual, mas coletiva”.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, afirmou que o governo e a direção da Petrobrás mentem para o povo ao dizer que se as refinarias forem vendidas o preço do combustível será mais barato. Para ele “a Petrobrás já é uma empresa privada, pois está sendo gerenciada como tal. E qual é o resultado? indaga Rangel “nós pagamos a segunda gasolina mais cara do planeta e a sociedade está voltando a cozinhar à lenha e eles não se importam com isso, o que importa para eles é que a Petrobrás dê lucro ao capital internacional e aos s seus acionistas”. 

A mobilização na RLAM foi o quarto ato contra a venda das refinarias e dos terminais da Transpetro. Houve manifestações também na Refinaria Abreu e Lima, Refinaria Presidente Vargas (Repar) e Refinaria Alberto Pasqualini (Refap). Essas quatro refinarias fazem parte do primeiro lote de venda anunciado pelo governo.

Durante a mobilização, os petroleiros queimaram a bandeira dos Estados Unidos, como um ato de protesto contra a interferência do governo americano na política econômica do país e nos interesses do povo brasileiro, agindo de forma imperialista e causando grandes estragos ao encontrar no Brasil um governo subserviente e antipatriota.

Ao final do protesto, a categoria cantou o Hino Nacional Brasileiro reafirmando a disposição de lutar em defesa da RLAM, da Transpetro, da Petrobrás e do Brasil.

[Via sindipetro-BA]

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De norte a sul do país, os trabalhadores do Sistema Petrobrás reafirmaram em alto e bom tom que não estão à venda. A categoria rejeitou por unanimidade a contraproposta que dilapida o Acordo Coletivo de Trabalho, pavimentando o caminho para a privatização da empresa. 

As assembleias foram concluídas nesta sexta-feira, 19, em todas as bases da FUP.  A afrontosa proposta dos gestores de 1% de reajuste salarial foi rejeitada por 100% da categoria. 

O pacote de maldades apresentado pela direção da empresa inclui ainda retirada de direitos e ataques à liberdade e autonomia sindical.

Tudo isso em meio à ofensiva da gestão Bolsonaro para privatização das refinarias, dutos, terminais, campos de petróleo, plantas de fertilizantes, usinas de biodiesel, termoelétricas e desintegração do Sistema Petrobrás, através da venda de subsidiárias e do desmonte da logística da empresa.

A campanha reivindicatória está diretamente associada à luta contra as privatizações. Além de empregos e direitos, o que está em risco é o futuro do país e a soberania nacional.

Por isso, as assembleias ocorreram em meio a atos e mobilizações, em defesa do Sistema Petrobrás. A categoria deu o recado, reafirmando que não vai aceitar passivamente o desmanche da maior empresa nacional. 

Na terça-feira, 23, a FUP apresentará à Petrobrás o resultado das assembleias, exigindo novamente a renovação do Acordo Coletivo e um basta às privatizações.

Como os sindicatos vêm alertando, não há saída individual. A luta é coletiva. Para estancar o desmonte da empresa, é preciso construir uma grande greve nacional. 

Nos próximos dias, a FUP e os sindicatos traçarão estratégias de enfrentamento. 

22/07

Reunião da direção da FUP

23/07

Seminário Nacional de Comunicação

Reunião FUP e FNP

Entrega do resultado das assembleias à Petorbrás

24/07

Seminário de Comunicação

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[FUP]

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Na manhã desta quarta-feira, 17, a direção da FUP esteve em Canoas, no Rio Grande Do Sul, no ato contra a privatização da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), colocada à venda pela Petrobrás junto com 260 quilômetros de oleodutos e dois terminais. A mobilização integra o calendário de lutas da campanha em defesa do Sistema Petrobrás e do Acordo Coletivo de Trabalho, que teve início no dia 10,  na Refinaria Abreu e Lima (PE) e prossegue ao longo desta semana. 

Segunda-feira, houve atos nas usinas de biodíesel de Montes Claros (MG) e Candeias (BA). Na terça, foi realizada uma mobilização conjunta, envolvendo os trabalhadores da Refinaria Presidente Vargas (Repar) e da Araucária Nitrogenados, no Paraná. Na sexta-feira, 19, a luta prossegue com ato na Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia. 

Os petroleiros protestam contra o esfacelamento do Sistema Petrobrás, que ocorre simultaneamente à campanha reivindicatória da categoria. Em menos de 40 dias, a empresa fez 11 comunicados ao mercado para venda de campos de petróleo, refinarias, terminais, plantas de fertilizantes, subsidiárias, entre outros ativos estratégicos. Além de esfacelar a companhia, a gestão Castello Branco ataca também os direitos dos trabalhadores e a liberdade e autonomia sindical. 

Ao por à venda oito refinarias, entregando junto os terminais e oleodutos, a direção da Petrobrás coloca em risco a economia brasileira e deixa a população refém do mercado internacional.

O presidente do Sindipetro-RS, Fernando Maia, destacou que o ato na Refap não era uma manifestação corporativa e sim pela defesa da soberania nacional, para garantir um país com uma economia forte e independente.

"Nós sabemos que dominando a energia, se controla o desenvolvimento do país. E é nossa função defender os interesses do povo brasileiro. Nós lutaremos o que for preciso para defender o sistema Petrobrás e para que esses entreguistas que se apropriaram do nosso país sejam banidos da história", frisou.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, começou sua fala, fazendo um paralelo entre os acontecimentos políticos no Brasil nos últimos cinco anos e os ataques contra a Petrobrás. "Precisamos fazer uma reflexão sobre o que estamos vivendo, com venda de refinarias, retirada de direitos. Nós chegamos a esse momento por conta de um golpe de Estado que foi dado no nosso país. Será que os trabalhadores aqui têm a dimensão de que o nosso país hoje não vive um Estado Democrático de Direito? Será que todos e todas têm a dimensão de que Lula é um preso político e que só está lá porque se não o tivessem prendido, ele seria o atual presidente da República? Isso tudo começou nas manifestações de junho de 2013, que muita gente apoiou", declarou.

"A Petrobrás tem sido desde o momento de sua criação um estorvo para os entreguistas da nação. Eles não suportam o sucesso da Petrobrás, dos trabalhadores próprios e terceirizados, que fizeram com que nós sonhássemos em ser a quinta maior empresa de energia do mundo. Nós conseguimos descobrir e tirar petróleo do pré-sal e, em menos de 10 anos, estamos extraindo mais de um milhão e meio de petróleo por dia, a um custo menor do que o da Arábia Saudita", afirmou José Maria, destacando que isso só foi possível em função de governos nacionalistas, que investiram na companhia e no seu corpo técnico.

"Com o falso discurso de que endeusamos demais o pré-sal e de que o PT quebrou a Petrobrás, os entreguistas tentam fazer com que a população acredite que é preciso vender a empresa. Como que uma empresa quebrada destina em três anos R$ 500 bilhões para o mercado financeiro? Dizem que é preciso vender as refinarias para reduzir o preço dos combustíveis. É mentira. A Petrobrás, apesar de ser uma empresa controlada pelo Estado, por conta das gestões entreguistas, está operando como uma empresa privada. E qual é o resultado disso? É a gasolina, o díesel, o botijão de gás mais caros. Temos que dizer isso para a sociedade. Não é só lutar para garantir nossos empregos. É uma questão de soberania nacional. Nenhum país é soberano, sem o controle da energia", afirmou José Maria Rangel.

Veja a íntegra da fala do coordenador da FUP no ato desta quarta na Refap: 

[FUP | Foto: Sindipetro-RS]

 

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Vai ter resistência e luta. A afirmação foi feita na manhã dessa segunda-feira, 15/07, por trabalhadores diretos e terceirizados da PBIO – Usina de Biodiesel, localizada no município de Candeias, na Bahia, durante manifestação organizada pelo Sindipetro Bahia, conforme deliberação do CD da FUP.

A mobilização, que provocou atraso de cerca de três horas na entrada do expediente, foi um protesto contra a privatização e o desmonte do Sistema Petrobrás e a retirada de direitos da categoria.

Ato semelhante aconteceu, também nessa segunda-feira, na Usina de Biodiesel de Minas Gerais, mostrando a atuação conjunta dos petroleiros em nível nacional.

A PBIO é uma das principais fabricantes de biodiesel do País. Tipo de combustível de origem biológica e natural, o biocombustível tem várias vantagens, entre elas um menor  índice de poluição, podendo diminuir a dependência em relação aos combustíveis fósseis.

Mas o governo Bolsonaro só pensa em destruir e entregar o patrimônio público ao capital estrangeiro. Porém, no que depender dos petroleiros vai ter luta e oposição  a esse crime lesa pátria.

[Via Sindipetro Bahia]

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Além de rejeitar a proposta de acordo feita pela Petrobras, as assembleias de petroleiros pelo país também reclamam do Programa de Remuneração Variável do Empregado (PRVE), relacionado ao desempenho individual do funcionário. Os representantes da categoria afirmam que, enquanto oferece 1% de reajuste salarial – a data-base é 1º de setembro –, a Petrobras está pagando R$ 1,041 bilhão para uma pequena parcela de trabalhadores, enquanto a maioria é excluída.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), sindicatos ligados à entidade entraram com ações na Justiça do Trabalho para barrar o que chamam de “farra do bônus”. Afirmam que o programa viola o acordo coletivo. E usa indicadores de segurança para premiar diretores e gerentes “com vultosos bônus”. Os sindicalistas argumentam que o programa de participação nos lucros ou resultados (PLR) tinha metas e regras claras, negociadas previamente.

Eles citam como exemplo a determinação de que na PLR a remuneração não pode ultrapassar 2,5 vezes o valor da menor, enquanto na PRVE não há valor mínimo. “Enquanto uns nada ganham, outros recebem bônus que representam 150% de uma remuneração”, afirma a FUP. A entidade diz ainda que o uso, para cálculo, da taxa de acidentes desrespeita o acordo coletivo, que fala em “não vincular concessão de vantagens à redução de acidentes”.

A FUP e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) estabeleceram um calendário conjunto de mobilização contra a política de “desmonte” promovida pela atual direção da Petrobras. Assembleias nas bases já têm decidido pela rejeição da proposta da empresa. O objetivo é preparar uma greve da categoria, ainda sem data.

Correios

Com data-base em 1º de agosto, os trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) também estão em campanha salarial. Ainda não foi oficializada uma proposta econômica. O sindicato de São Paulo tem assembleia marcada para a noite de hoje (15).

“A ECT pretende manter apenas 45 cláusulas e modificar outras 19. A empresa fala ainda em excluir algumas, como a que trata da responsabilidade em acidentes de trânsito e do vale-cultura”, informa a Fentect, federação nacional da categoria. “De maneira contraditória, a empresa primeiro apresenta dados contábeis que reafirmam sua recuperação financeira, bem como o lucro obtido no último período, mas ao mesmo tempo quer excluir diversas cláusulas alegando que oneram e emperram as contas.”

Assim como no caso da Petrobras, a Fentect e a Findect, federação interestadual, se uniram com outras entidades em torno de uma “frente ampla” de defesa da ECT como empresa pública. A companhia está na mira de privatizações do governo.

[Via CUT]

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Dando sequência ao calendário de lutas da FUP, os petroleiros realizaram nesta segunda-feira, 15, atos nas usinas de biocombustíveis em Candeias (BA) e em Montes Claros (MG) contra as privatizações no Sistema Petrobrás e o desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho. As manifestações ocorreram durante as assembleias para apreciação da contraproposta da empresa.

Na PBio e nas demais áreas operacionais e administrativas do Sistema Petrobrás, a resposta da categoria tem sido a rejeição unânime dos ataques da gestão Bolsonaro, apontando que não há saída individual. A luta por direitos e contra a entrega da Petrobrás é uma só e é coletiva.

A tentativa de esfacelamento do Acordo Coletivo ocorre paralelamente à ofensiva da alta administração para privatizar a toque de caixa a empresa.

Em menos de 40 dias, a Petrobrás fez 11 comunicados ao mercado para venda de campos de petróleo, refinarias, terminais, plantas de fertilizantes, subsidiárias, entre outros ativos.

Mobilizações

Para denunciar e estancar o desmanche do Sistema Petrobrás, os petroleiros estão realizando uma série de atos nas unidades colocadas à venda.

As mobilizações integram o calendário de luta da campanha reivindicatória e tiveram início no dia 10, na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e prosseguem esta semana, com atos nesta segunda (15) nas usinas de biocombustíveis; amanhã (16) na Repar e Araucária Nitrogenados (PR); quarta (17) na Refap (RS), e sexta (19) na Rlam (BA).

A liquidação da empresa ocorre em meio às negociações para renovação do Acrodo Coletivo de Trabalho. Os petroleiros lutam contra a entrega das unidades e também contra os ataques da gestão Castello Branco aos direitos dos trabalhadores e à liberdade e à autonomia sindical.

[FUP]

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Enquanto destina R$ 1,041 bilhão em bônus que serão pagos nos próximos dias para um seleto grupo de colaboradores, a gestão da Petrobrás apresentou aos trabalhadores uma nova contraproposta de Acordo Coletivo onde propõe 1% de rajuste salarial. Reunidos nesta sexta-feira, 05, a FUP e seus sindicatos indicaram a rejeição desta nova afronta que a empresa faz à categoria e deliberaram por uma série de mobilizações, que serão realizadas ao longo de julho. 

Além de propor um reajuste que não cobre sequer metade da inflação do período, a direção da Petrobrás insiste em desmontar o Acordo Coletivo de Trabalho, propondo retirada de direitos, redução de remuneração e ataque a benerfícios, como a assistência médica dos trabalhadores (AMS).

A orientação da FUP é que os sindicatos convoquem os trabalhadores para que respondam à altura aos ataques da Petrobrás nas assembleias que começam na terça-feira, 09, e prosseguem até o dia 19 de julho.

Leia a íntegra do informativo da FUP:

Quem quer dinheiro?

Na próxima sexta-feira, 12 de julho, a Petrobrás despejará R$ 1 bilhão para um seleto grupo de colaboradores. Os que aceitaram alavancar suas carreiras e remunerações às custas do desmonte da empresa serão premiados com polpudos bônus. Já para os trabalhadores que estão no chamado andar de baixo, a gestão Castello Branco oferece 1% de reajuste salarial e rebaixamento do Acordo Coletivo, com retirada de direitos e redução de remuneração e de benefícios.

Se a empresa reajustasse os salários em 4%, que é a projeção da inflação acumulada entre setembro de 2018 e agosto de 2019, gastaria R$ 800 milhões durante um ano inteiro.  Adivinhe de onde saiu esse R$ 1 bi que está sendo desviado para o PRVE? É só fazer as contas.

A gestão Castello Branco chama isso de “novo modelo mental”, como o gerente executivo do Compartilhado, Jairo dos Santos Junior, anunciou em recente videoconferência, cujo áudio vazou para a categoria.

Ele explicou direitinho: Tá com dor na coluna? Tá doente? Se acidentou? Trabalhe assim mesmo. Mas, não importa quanto você se empenhou. Se o resultado não foi alcançado, tchau, queridos. É só ouvir os áudios. Está tudo lá.

O desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho, como a FUP vem alertando, está diretamente ligado à privatização do Sistema Petrobrás. Esta é a missão de Castello Branco. O objetivo é vender tudo e transformar a Petrobrás em uma exportadora de óleo cru. Ele já deixou isso bem claro em cada entrevista e fala pública repercutidas pela imprensa.

Por isso, tirar os sindicatos e o ACT do caminho é fundamental para Castello Branco e sua turma. O desmonte de capítulos inteiros do Acordo Coletivo que tratam de segurança no emprego, mobilidade, terceirização e relações sindicais reforça a intenção dos gestores. A disputa nesta campanha é ideológica e central para os rumos do Sistema Petrobrás.

A categoria petroleira, novamente, precisa dar uma resposta contundente e à altura, rejeitando por unanimidade esta segunda contraproposta, que é mais uma afronta aos trabalhadores. Participe ativamente das assembleias e das mobilizações que a FUP e os sindicatos estarão realizando a partir desta semana.

A hora é de mobilização para garantir seus direitos e empregos.

De que lado você estará?

[FUP]

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A FUP e seus sindicatos reúnem-se nesta sexta-feira, 05, em um Conselho Deliberativo para avaliar a segunda contraproposta que a Petrobrás apresentou aos trabalhadores nesta quinta, 04, e definir os próximos passos da campanha.

Ao longo desta semana, a FUP e a FNP tiveram novas rodadas de negociação com a empresa, na busca pela manutenção das conquistas e direitos do atual Acordo Coletivo de Trabalho e por um reajuste salarial que mantenha o poder de compra da categoria.

“A contraproposta é uma afronta aos petroleiros e petroleiras e às entidades sindicais e nós não podemos aceitar isso”, afirma o coordenador da FUP, José Maria Rangel, alertando para os trabalhadores e os gestores da Petrobrás se prepararem. “Quem quer paz, deve estar preparado para a guerra”. 

[FUP]

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Terça, 02 Julho 2019 20:41

A saída é coletiva

Covardia. Essa é a palavra que sintetiza a postura da gestão da Petrobrás ao negar direitos básicos para os trabalhadores terceirizados, liberar demissões em massa e criminalizar a liberdade e autonomia sindical.

Na reunião desta terça-feira, 02, com a empresa, a FUP e a FNP discutiram segurança no emprego, relações sindicais e terceirização e voltaram a defender a manutenção dos direitos pactuados no atual Acordo Coletivo de Trabalho.  A Petrobrás, no entanto, insiste em acabar com 15 das atuais 17 cláusulas dos capítulos que tratam destes pontos.

A intenção dos gestores, como as direções sindicais vêm alertando, é rebaixar o ACT para deixar o caminho livre para a privatização, sem garantia de direitos, nem de empregos.

Só nas refinarias colocadas à venda, são quatro mil trabalhadores próprios que estão com seus empregos em risco. Somam-se a estes os trabalhadores da Transpetro, cujos terminais e dutos também estão sendo vendidos, bem como os terceirizados e o pessoal de escritório e logística.

 O Acordo Coletivo, que vem sendo renovado na luta pela categoria desde 2013, tornou-se peça fundamental na disputa ideológica que a gestão está travando com os trabalhadores. O recado foi dado quando a empresa tenta dizimar capítulos inteiros, como os de segurança no emprego e de relações sindicais.

“A contraproposta da Petrobrás vem no sentido de criminalização dos movimentos sociais que hoje impera no país. O acionista majoritário (governo Bolsonaro) tem sede por criminalizar os movimentos sociais e os gestores da empresa vão pelo mesmo caminho”, apontou o coordenador da FUP, José Maria Rangel, ao questionar ações antissindicais, como a suspensão das mensalidades sindicais e a orientação gerencial para que os trabalhadores se desfiliem dos sindicatos. Ataques que ferem o próprio Código de Ética da Petrobrás e as Convenções da OIT que asseguram liberdade e autonomia sindical.

A FUP e a FNP reiteraram que os petroleiros e petroleiras não aceitam nenhum direito a menos, nem a fragmentação da categoria, como tentam os gestores que defendem o individualismo e atacam a representação sindical.

“Nesse processo de desmonte do Sistema Petrobrás, não tem saída individual, quem acha isso está terrivelmente enganado. Nossas conquistas foram garantidas de forma coletiva e na luta e é assim que resistiremos a estes tempos sombrios. A saída não é individual, a saída é coletiva”, avisaram.    

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.