Na Bahia, a categoria petroleira começou a semana rejeitando a proposta intermediada pelo TST para o Acordo Coletivo de Trabalho e aprovando a realização de greve a partir da zero hora do dia 26/10, caso não haja prosseguimento das negociações.

As assembleias, realizadas na base de Taquipe, foram marcadas pela grande presença de gerentes, que obedeciam ordens da atual gestão de Petrobrás, tentando, com suas presenças, intimidar a categoria.

Teve gerente que se sujeitou até ao papel de contar os votos um a um, tentando disputar a assembleia com a entidade sindical.

Mas a categoria não se deixou intimidar e votou, de forma coesa, a favor de todos os indicativos da FUP.

A direção da Petrobras está querendo medir forças com os sindicatos e os petroleiros para impor perdas de direitos e até demissões de concursados.

O momento é de avançar. Não podemos recuar. Vamos construir a greve unificada e deixar claro para a direção da Petrobrás que a categoria petroleira, acostumada a participar de grandes lutas, nãos e deixa intimidar.

Resultado da assembleia em Taquipe

139 votos a favor dos indicativos da FUP, 59 contra e 20 abstenções

Indicativos

• Rejeição da proposta apresentada pelo TST no dia 19/09;
• Aprovação dos itens encaminhados ao TST, em 26/09, como melhoria à proposta do Tribunal;
• Condicionar a assinatura da eventual aprovação das propostas às assinaturas dos acordos coletivos de trabalho das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados;
• Caso não ocorra negociação, greve a partir do zero hora do dia 26/10.

Clique aqui para ver o calendário de assembleias.

[Via Sindipetro-BA]

Publicado em Sistema Petrobrás

Matéria divulgada pela revista Isto É Dinheiro revela que o salário do novo diretor de Transformação Digital e Inovação, Nicolás Simone, vai custar à Petrobrás até R$ 1,9 milhão, no período de outubro deste ano a março de 2020. Isso significa uma remuneração mensal de R$ 380 mil.

A criação da nova diretoria, assim como a autorização para que estrangeiros - Nicolás é uruguaio - possam exercer cargos na Petrobrás foram aprovadas no dia 30 de setembro, em Assembleia Geral Extraordinária dos acionistas, que referendou mudanças no estatuto da empresa. 

O gasto total da Petrobrás com remunerações de seus diretores e conselheiros até março de 2020 será de R$ 34,21 milhões. 

Já quando se trata dos salários dos trabalhadores que constroem as riquezas da empresa, os gestores de Bolsonaro não aceitam sequer repor a inflação do último ano e ainda querem saquear o Acordo Coletivo da categoria.


Leia também:

Manter a unidade e manter os direitos


 

Publicado em Sistema Petrobrás

Em resposta à manifestação feita pela FUP na terça-feira, 01, ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), solicitando a prorrogação do Acordo Coletivo de Trabalho até o dia 22 de outubro, prazo de finalização das assembleias, a Vice Presidência do Tribunal respondeu nesta quinta-feira, 03: 

"Primeiramente, registro que reputo relevante a iniciativa das entidades sindicais, salientando que tal postura indica boa vontade e disposição com a solução de consenso, respeito ao esforço que vem sendo empreendido por esta Vice-Presidência, bem como compromisso de defesa dos interesses da categoria da forma mais racional e eficiente".

"Por outro lado, entendo que não se pode ignorar as preocupações apresentadas, relacionadas à perda de vigência do ACT, não obstante todas as cautelas e medidas tomadas por esta Vice-Presidência, de modo a evitar que tal situação se consumasse".

"Assim, diante da relevância das preocupações apresentadas, determino a intimação da requerente para que avalie e informe a possibilidade de retomada da prorrogação do acordo coletivo de trabalho 2017 /2019 até o dia 22/10/2019, principalmente quanto à liberação dos dirigentes sindicais".

"Fixo o prazo de 24 (vinte e quatro) horas, diante da urgência da resposta".

Veja aqui os indicativos dados pelo Conselho Deliberativo da FUP às assembleias

 

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás
Quarta, 02 Outubro 2019 21:20

Manter a unidade e manter os direitos

Após dois dias de reunião do Conselho Deliberativo, a direção da FUP e seus sindicatos filiados decidiram por submeter a proposta do TST à apreciação dos trabalhadores, como é prática da Federação, com indicação de rejeição, em assembleias a serem realizadas entre os dias 7 e 17/10.

A FUP, desde o início, tem se colocado a disposição para negociar o Acordo Coletivo de Trabalho, mesmo após o abandono da mesa pela Petrobrás que, após passar a negociação para o Tribunal Superior do Trabalho, sequer apareceu para as mediações bilaterais em Brasília.

O indicativo de rejeição da proposta apresentada no dia 19/09, pelo TST, tem como objetivo a continuidade da negociação, seja por meio de mediação ou na Petrobrás, como sempre o foi. Em documento encaminhado à FUP, o próprio Ministro do TST, diz que as entidades sindicais podem aprovar, rejeitar ou criticar, a proposta apresentada. A crítica feita pela Federação se dará com a sugestão de algumas alterações. No dia 26/09, a FUP protocolou no TST itens que, se aceitos, melhoram significativamente a proposta do TST, mantendo os direitos da categoria. Sendo assim, a FUP construiu o calendário de apreciação da proposta de ACT com os seguintes indicativos:

• Rejeição da proposta apresentada pelo TST no dia 19/09;

• Aprovação dos itens encaminhados ao TST, em 26/09, como melhoria à proposta do Tribunal;

• Condicionar a assinatura da eventual aprovação das propostas às assinaturas dos acordos coletivos de trabalho das subsidiárias e da Araucária Nitrogenados;

• Caso não ocorra negociação, greve à partir do zero hora do dia 26/10.

A FUP sempre prezou pela manutenção da essência do ACT sem perda dos direitos da classe trabalhadora, que foram conquistados com muita luta ao longo dos anos. Por isso, em vídeo divulgado nesta quarta-feira (2), o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, lembra da importância da extensão do ACT para as subsidiárias e Araucária Nitrogenados. De acordo com ele, qualquer coisa diferente disto será considerado uma traição a esses companheiros e companheiras, que sempre contribuíram para o crescimento da Petrobrás.

“A unidade sempre foi um fator fundamental para a classe trabalhadora, principalmente no atual momento em que o país vive, onde a retirada de direitos tem sido uma constante por parte do grande empresariado”, afirma.

Agora é hora de cada petroleiro e petroleira lembrar quem é que está ao seu lado. Quem conquistou os direitos históricos da categoria petroleira ao longo de anos. Quem está assediando os trabalhadores, quem está vendendo o patrimônio público e servindo a um governo que não tem compromisso nenhum com a classe trabalhadora desse país.

Por isso, é indispensável a participação de todos e todas nas assembleias em suas bases. Pois, juntos vamos vencer este momento difícil que estamos passando e vamos fazer da nossa empresa, uma empresa cada vez mais forte para que seja indutora do desenvolvimento desse país.

[FUP]

 

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

O Conselho Deliberativo da FUP, reunido nesta terça-feira, 01/10, em Curitiba, definiu pela realização de assembleias, a partir desta semana, para que os trabalhadores do Sistema Petrobrás avaliem a proposta de Acordo Coletivo apresentada pela Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST) no dia 19 de setembro.

Em documento encaminhado ao TST nesta terça, a FUP informa que as assembleias serão realizadas até o dia 22 de outubro e solicita que o atual Acordo Coletivo de Trabalho seja mantido até esta data.

Em vídeo dirigido à categoria, o coordenador da FUP, José Maria Rangel, alertou os petroleiros para que não se deixem pressionar pelo assédio das gerências da Petrobrás. “O trabalhador terá que escolher se caminhará ao lado de quem de fato defende os seus direitos ou com quem está servindo a esse governo que diz que nós temos que ter menos direitos para ter mais empregos”, alerta o petroleiro.

 

A FUP e seus sindicatos permanecem reunidos em Conselho Deliberativo até quarta-feira, 02, avaliando os próximos encaminhamentos em relação à campanha reivindicatória.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta terça (01) e quarta-feira (02), a FUP e seus sindicatos estarão reunidos em Curitiba, em mais um Conselho Deliberativo, para avaliar a resposta da Petrobrás ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) e definir os próximos passos da campanha reivindicatória.

A empresa tem até as 22h desta segunda (30) para responder sobre a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentada no último dia 19 de setembro pela Vice-Presidência do TST durante a mediação. 

A Petrobrás já havia se posicionado contrária a qualquer possibilidade de prorrogação do processo de mediação por ela provocado, bem como se negou a prorrogar o atual Acordo Coletivo – que vence dia 1° de outubro. A empresa também chegou a questionar o TST, no dia 24 de setembro, sobre a possibilidade de aceitar apenas em parte a proposta – o que o órgão informou não ser possível.

Na última sexta-feira (27), a FUP encaminhou sua reposta ao TST, solicitando prorrogação das negociações. Além disso, a Federação também destacou que a proposta do Tribunal:

1- Não acompanha uma minuta – o que prejudica uma avaliação das assembleias;
2- Não explicita qual tratamento será dado às subsidiárias da Petrobrás, bem como à Araucária Nitrogenados;
3- A pressa da Petrobrás em encerrar a negociação prejudicou o processo, visto que ainda há pontos que podem avançar, tais como a vigência do acordo, a AMS, a questão das horas extras e a promoção de pleno para sênior.

Após a resposta da FUP, o Ministério Público do Trabalho (MPT) convocou uma reunião com dirigentes sindicais de todas as bases da Petrobrás no Brasil com o objetivo de auxiliar no processo de mediação junto ao TST. Nessa reunião, os representantes dos trabalhadores denunciaram a postura intransigente da empresa durante o processo de negociação.

Entre outras denúncias, eles citaram que a estatal se recusou a participar das reuniões bilaterais junto ao TST. Além disso, aplicou punições a empregados em cargos de chefia que votaram contra a proposta da companhia e promoveram constrangimento de trabalhadores durante as assembleias realizadas pelos sindicatos. E, diante da gravidade das denúncias, ficou acertado que o MPT deve acompanhar as próximas assembleias que venham a ser realizadas ao longo do processo de negociação do ACT.

No dia 3 de outubro, petroleiros de todo o país farão atos contra a privatização da empresa.

Veja a íntegra da resposta da FUP à proposta do TST

Clique aqui para ver a proposta do TST para o ACT

[FUP, com informações do Sindipetro-MG]

Publicado em Sistema Petrobrás

Nesta sexta-feira, 27, em reunião com a Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical da Procuradoria do Trabalho (CONALIS), a FUP contextualizou o andamento da negociação coletiva de trabalho com a Petrobrás, e da mediação no TST.

A FUP enfatizou as singularidades da mediação, sobretudo sua pouca duração e o fato de nunca ter havido uma reunião entre entidades sindicais e Petrobrás, no TST. Destacou ainda as práticas antissindicais da empresa, destinadas a manietar a liberdade de expressão dos trabalhadores em suas próprias assembleias.

Ficou acertado que, por solicitação  dos sindicatos, o Ministério  Público do Trabalho se disporá a acompanhar as assembleias futuras, que venham a encerrar a atual negociação coletiva de trabalho.

[Via Assessoria Jurídica da FUP]

f61e004d-526c-41e2-87eb-2ed13a6daa7c
e79fd2f4-27b1-429a-bcda-01799b3e0345
conselho-fup-setembro
c5ee4c36-23c0-495d-98a4-b7647f9a16ec
11652366-31da-46f9-be23-c7d91e02810f
5211ec79-794f-4f7d-9fd0-6945cca58fe3
11fb5e11-6661-4bd0-b70b-3af9e995918b
865a1903-6b77-4ffd-987e-861016ea3f72

Publicado em Sistema Petrobrás

Em mais uma atitude antissindical, a direção da atual gestão da Petrobrás demitiu por justa causa o diretor do Sindipetro Bahia, Luiz Henrique Galvão Lima.

O sindicato vai tomar todas as medidas judiciais cabíveis na busca do cancelamento desse processo de demissão, feito sem motivação e com o claro propósito de intimidar e perseguir os representantes sindicais.

Não vamos tolerar que a direção da Petrobras continue agindo dessa forma, pressionando e assediando os trabalhadores e tentando interferir na liberdade, organização e autonomia sindical.

A representação do Sindipetro precisa ser respeitada, representação essa que se torna ainda mais importante no atual momento que estamos vivendo, de perseguição aos trabalhadores e desmonte da estatal, protagonizados pela gestão da Petrobrás.

[Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

Paralelamente à luta contra a privatização do sistema Eletrobras, dirigentes sindicais compareçam a mais uma reunião no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para buscarem uma solução à negociação do Acordo Coletivo de Trabalho da categoria, iniciada em maio. Cabe destacar que a pauta dos eletricitários foi entregue para a direção da empresa no mês de março.

Desde então, o CNE está empenhado para fechar um acordo que permita a manutenção das cláusulas do ACT e garanta os empregos da categoria. No entanto, após várias tentativas de retiradas de direitos por parte da empresa, chegou-se ao esgotamento das negociações em mesa. Com isso, a categoria deliberou em assembleia que as entidades sindicais recorressem ao TST para uma conciliação.

Com base na deliberação dos trabalhadores, o CNE ao se reunir com o ministro do TST expôs toda a situação decorrente do processo negocial. Após a realização de reuniões uni e bilaterais, na tarde da terça-feira, o Tribunal manifestou a conclusão da proposta que será entregue oficialmente ao CNE até o dia 20 de setembro.

No entanto, foi informado que os termos da proposição, que já haviam sido discutidos anteriormente, foram mantidos. Desta forma, estão mantidas todas as cláusulas sociais dos acordos específicos até maio de 2020. Além disso, a empresa ofereceu reajuste de 70% do INPC para todas as cláusulas econômicas, aproximadamente 3,5%, retroativo ao mês de maio.

A proposta do TST altera a cláusula 7º do ACT para a seguinte redação:

-A redação atual permanecerá vigente até o dia 31/12/2019;

-Do dia 01/01/2020 até o dia 30/04/2020 passará a contar com redação que limite as restrições atualmente existentes ao universo de 12.500 empregados;

-Do dia 1º/5/2020 até o dia 30/04/2021 passará a contar com redação que limite as restrições atualmente existentes ao universo de 12.088 empregados.

O CNE contestou a alteração e propôs a retirada do reajuste em contrapartida à manutenção da cláusula sétima, em que foi ignorada pela direção da Eletrobras e rechaçada veementemente pelo governo. Ainda para garantir o emprego dos trabalhadores e trabalhadoras, dirigentes sindicais propuseram a aplicação do teto constitucional para as remunerações e redução nas gratificações gerenciais.

Após o recebimento oficial da proposta do TST, as entidades sindicais convocarão assembleias para apreciação e deliberação do termo, que deverão ocorrer de 25 até o dia 2 de outubro.

CNE se reúne com presidente da Câmara e expõe riscos da privatização

O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), em mais uma semana de luta na defesa da Eletrobras pública, esteve em Brasília para dar continuidade às articulações políticas no Congresso Nacional. Foram realizadas diversas reuniões com deputados e senadores que se comprometeram a fortalcer o debate contra a privatização da empresa.

Na terça-feira (18), representantes do CNE e parlamentares participaram de uma importante reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, onde foi solicitado que após o envio da proposta do governo sobre a privatização da Eletrobras o tema seja amplamente discutido nas comissões da Câmara.

Maia garantiu que a proposta será avaliada por Comissão Especial e submetida a amplo debate. Ele afirmou ainda que não colocará em prática a votação para regime de urgência da proposição.

Na próxima semana o CNE volta a ser reunir em Brasília para prosseguir com as discussões em defesa da Eletrobras e suas subsidiárias.

CALENDÁRIO CNE

De 25 de setembro a 2 de outubro – deliberação da proposta do TST

3 de outubro – Ato em defesa da soberania nacional e contra as privatizações – Rio de Janeiro

18 de outubro – Ato em defesa da soberania nacional e contra as privatizações – Recife

[Via Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal]

Publicado em Trabalho

A FUP e a FNP participaram na tarde desta quinta-feira, 19, da terceira reunião de mediação unilateral com a Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), onde ressaltaram a importância da preservação do Acordo Coletivo dos trabalhadores do Sistema Petrobrás.

As representações sindicais desmistificaram as falácias da atual gestão de que não tem condições de manter o ACT, sob a absurda argumentação de que compromete a “sustentabilidade” financeira da empresa.

No início da noite, o vice-presidente do TST, ministro Renato Lacerda, apresentou uma proposta de acordo para os petroleiros e a Petrobrás, cujo teor foi anexado ao processo. O ministro ressaltou a seriedade e boa fé negocial das federações dos petroleiros e destacou a importância dos sindicatos na defesa do Acordo Coletivo de Trabalho.

A proposta do TST será avaliada pelas assessorias jurídica e do Dieese e discutida pela FUP e seus sindicatos na próxima terça-feira, 24, durante um Conselho Deliberativo que apontará os próximos encaminhamentos da campanha reivindicatória.


> Clique aqui para ver a íntegra da proposta apresentada pela Vice-Presidência do TST à FUP, FNP e Petrobrás.


[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
Página 11 de 18

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.