Em mais uma atitude antissindical, a direção da atual gestão da Petrobrás demitiu por justa causa o diretor do Sindipetro Bahia, Luiz Henrique Galvão Lima.

O sindicato vai tomar todas as medidas judiciais cabíveis na busca do cancelamento desse processo de demissão, feito sem motivação e com o claro propósito de intimidar e perseguir os representantes sindicais.

Não vamos tolerar que a direção da Petrobras continue agindo dessa forma, pressionando e assediando os trabalhadores e tentando interferir na liberdade, organização e autonomia sindical.

A representação do Sindipetro precisa ser respeitada, representação essa que se torna ainda mais importante no atual momento que estamos vivendo, de perseguição aos trabalhadores e desmonte da estatal, protagonizados pela gestão da Petrobrás.

[Sindipetro Bahia]

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Paralelamente à luta contra a privatização do sistema Eletrobras, dirigentes sindicais compareçam a mais uma reunião no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para buscarem uma solução à negociação do Acordo Coletivo de Trabalho da categoria, iniciada em maio. Cabe destacar que a pauta dos eletricitários foi entregue para a direção da empresa no mês de março.

Desde então, o CNE está empenhado para fechar um acordo que permita a manutenção das cláusulas do ACT e garanta os empregos da categoria. No entanto, após várias tentativas de retiradas de direitos por parte da empresa, chegou-se ao esgotamento das negociações em mesa. Com isso, a categoria deliberou em assembleia que as entidades sindicais recorressem ao TST para uma conciliação.

Com base na deliberação dos trabalhadores, o CNE ao se reunir com o ministro do TST expôs toda a situação decorrente do processo negocial. Após a realização de reuniões uni e bilaterais, na tarde da terça-feira, o Tribunal manifestou a conclusão da proposta que será entregue oficialmente ao CNE até o dia 20 de setembro.

No entanto, foi informado que os termos da proposição, que já haviam sido discutidos anteriormente, foram mantidos. Desta forma, estão mantidas todas as cláusulas sociais dos acordos específicos até maio de 2020. Além disso, a empresa ofereceu reajuste de 70% do INPC para todas as cláusulas econômicas, aproximadamente 3,5%, retroativo ao mês de maio.

A proposta do TST altera a cláusula 7º do ACT para a seguinte redação:

-A redação atual permanecerá vigente até o dia 31/12/2019;

-Do dia 01/01/2020 até o dia 30/04/2020 passará a contar com redação que limite as restrições atualmente existentes ao universo de 12.500 empregados;

-Do dia 1º/5/2020 até o dia 30/04/2021 passará a contar com redação que limite as restrições atualmente existentes ao universo de 12.088 empregados.

O CNE contestou a alteração e propôs a retirada do reajuste em contrapartida à manutenção da cláusula sétima, em que foi ignorada pela direção da Eletrobras e rechaçada veementemente pelo governo. Ainda para garantir o emprego dos trabalhadores e trabalhadoras, dirigentes sindicais propuseram a aplicação do teto constitucional para as remunerações e redução nas gratificações gerenciais.

Após o recebimento oficial da proposta do TST, as entidades sindicais convocarão assembleias para apreciação e deliberação do termo, que deverão ocorrer de 25 até o dia 2 de outubro.

CNE se reúne com presidente da Câmara e expõe riscos da privatização

O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), em mais uma semana de luta na defesa da Eletrobras pública, esteve em Brasília para dar continuidade às articulações políticas no Congresso Nacional. Foram realizadas diversas reuniões com deputados e senadores que se comprometeram a fortalcer o debate contra a privatização da empresa.

Na terça-feira (18), representantes do CNE e parlamentares participaram de uma importante reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, onde foi solicitado que após o envio da proposta do governo sobre a privatização da Eletrobras o tema seja amplamente discutido nas comissões da Câmara.

Maia garantiu que a proposta será avaliada por Comissão Especial e submetida a amplo debate. Ele afirmou ainda que não colocará em prática a votação para regime de urgência da proposição.

Na próxima semana o CNE volta a ser reunir em Brasília para prosseguir com as discussões em defesa da Eletrobras e suas subsidiárias.

CALENDÁRIO CNE

De 25 de setembro a 2 de outubro – deliberação da proposta do TST

3 de outubro – Ato em defesa da soberania nacional e contra as privatizações – Rio de Janeiro

18 de outubro – Ato em defesa da soberania nacional e contra as privatizações – Recife

[Via Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal]

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A FUP e a FNP participaram na tarde desta quinta-feira, 19, da terceira reunião de mediação unilateral com a Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), onde ressaltaram a importância da preservação do Acordo Coletivo dos trabalhadores do Sistema Petrobrás.

As representações sindicais desmistificaram as falácias da atual gestão de que não tem condições de manter o ACT, sob a absurda argumentação de que compromete a “sustentabilidade” financeira da empresa.

No início da noite, o vice-presidente do TST, ministro Renato Lacerda, apresentou uma proposta de acordo para os petroleiros e a Petrobrás, cujo teor foi anexado ao processo. O ministro ressaltou a seriedade e boa fé negocial das federações dos petroleiros e destacou a importância dos sindicatos na defesa do Acordo Coletivo de Trabalho.

A proposta do TST será avaliada pelas assessorias jurídica e do Dieese e discutida pela FUP e seus sindicatos na próxima terça-feira, 24, durante um Conselho Deliberativo que apontará os próximos encaminhamentos da campanha reivindicatória.


> Clique aqui para ver a íntegra da proposta apresentada pela Vice-Presidência do TST à FUP, FNP e Petrobrás.


[FUP]

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Nesta quinta-feira, 19, a FUP e a FNP realizam mais uma reunião de conciliação com o Tribunal Superior do Trabalho (TST), buscando avançar no processo de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho dos petroleiros do Sistema Petrobrás.

As representações sindicais já participaram de duas negociações unilaterais mediadas pela Vice-Presidência do TST, onde reafirmaram o posicionamento das assembleias, que rejeitaram a proposta de Acordo rebaixado que a gestão da Petrobrás insiste em impor à categoria.

As federações concordam em negociar o atual Acordo Coletivo e não a última contraproposta da empresa.

FUP

 

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A Petrobrás acusou o golpe da derrota nas assembleias do final de agosto, que rejeitaram a sua “última” contraproposta de acordo coletivo. A gestão bolsonarista da empresa moveu todos os esforços para lotar os locais de votação com seus gerentes para tentar intimidar os trabalhadores.

Para isso, prometeu abonar as horas de quem fosse à assembleia. Depois do resultado, em que perdeu por ampla maioria, estão aparecendo relatos para o Sindipetro-NF de que algumas unidades não estão dando o abono prometido. Pelo visto, o abono das horas era só em caso de derrota do indicativo do sindicato.

A gestão também está levando adiante a coação sobre os petroleiros que têm cargo de chefia mas não se renderam à “orientação” de se desfiliarem dos sindicatos. O NF tem recebido relatos de que estes trabalhadores estão perdendo os cargos de chefia em razão de exercerem o direito de filiação.

Cursos no “momento livre”

Outra “novidade” é o lançamento de um aplicativo de celular que prevê em termo de uso o monitoramento dos aparelhos pessoais dos empregados, além tratar como algo benéfico que os trabalhadores utilizem o tempo de folga para fazer cursos exigidos pela própria companhia.

“Otimização de tempo é o ganho da funcionalidade de Aprendizagem: empregados podem usar o aplicativo no celular para completar os módulos de cursos de Ensino à Distância (EAD) sempre que tiverem um momento livre, como os cursos de Prevenção e Combate ao Assédio Moral e Sexual, de Introdução à Transformação Digital ou o programa Harvard ManageMentor, voltado para lideranças”, afirma texto da empresa que divulga a nova ferramenta de gestão de pessoas.

Denuncie

Esses são casos muito graves de má fé negocial, prática antissindical e assédio contra os trabalhadores feitos por uma gestão e um governo que desconhecem os limites da civilidade, da democracia e das relações institucionais. O sindicato solicita que todos os trabalhadores e trabalhadoras que estiverem passando por estas ou por outras situações de coação que enviem seus relatos para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A entidade garante o sigilo do denunciante.

[Via Sindipetro-NF |Boletim Nascente]

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Quinta, 12 Setembro 2019 14:12

Quem a Petrobrás pensa que engana?

Os gestores da Petrobrás continuam apelando para a mentira na tentativa de impor aos petroleiros um Acordo Coletivo de Trabalho rebaixado. De fake news em fake news, a empresa recorre à estratégia deliberada de distorção e inversão dos fatos, para tentar passar pano pro desmonte do ACT.

Primeiro, os gestores tentaram acabar com 50 cláusulas que conquistamos a duras penas. Agora afirmam que “evoluíram bastante na negociação até a sua proposta final”, onde retiram “apenas” 20 cláusulas.

Ou seja, retalham o nosso Acordo, retirando direitos e conquistas históricas da categoria, e continuam insistindo que avançaram na negociação.

Quem a direção da Petrobrás pensa que engana? Os trabalhadores ou o Tribunal Superior do Trabalho (TST), a quem pediu mediação para tentar referendar sua proposta de rebaixamento do ACT?

Junto com a FNP, a FUP já participou de duas negociações unilaterais mediadas pela Vice-Presidência do TST, onde reafirmou o posicionamento das assembleias, que rejeitaram a contraproposta fake que a gestão da Petrobrás insiste em pintar como avanço.

No próximo dia 19, as federações retornam ao Tribunal para mais uma reunião de conciliação, buscando avançar no processo de negociação, partindo do atual Acordo Coletivo e não da contraproposta rebaixada que a empresa quer impor.

Reunido quarta-feira, 11, no Rio de Janeiro, o Conselho Deliberativo da FUP reforçou a decisão das assembleias, de negociação dos pontos do ACT em que há divergências com a Petrobrás, mas preservando as conquistas e direitos da categoria.

[FUP]

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A gestão da Petrobrás volta a afrontar a categoria e anuncia, em plena negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), demissões e transferências de trabalhadores em diversas unidades da empresa.

Na Bahia, a Petrobrás comunicou a demissão de cerca de 2 mil terceirizados e a transferência de 1.500 trabalhadores próprios, em função da desativação do seu edifício sede em Salvador (Torre Pituba).

O mesmo acontecerá no Rio Grande do Norte, com o fechamento da sede da empresa em Natal. Lá também, os gestores já comunicaram a demissão de cerca de 6.500 trabalhadores terceirizados e a transferência de outros 1.740 trabalhadores próprios. 

No Edisp, edifício sede da estatal em São Paulo que já foi desativado, os trabalhadores foram transferidos e os contratos com terceirizados, encerrados. 

Em Macaé, no Norte Fluminense, os trabalhadores do Edifício Novo Cavaleiros (Edinc) foram comunicados em julho que a unidade será desativada até 2020. O Sindipetro-NF ficou sabendo do fato pela imprensa.

Na ultima semana, foi a vez dos trabalhadores do setor de Suprimentos de Bens e Serviços (SBS) de Minas Gerais, lotados na Refinaria Gabriel Passos (Regap) receberem a notícia que serão transferidos para outros estados.

Os petroleiros foram informados durante uma apresentação feita pela gestão da Regap, que sequer comunicou o fato ao Sindipetro-MG. A princípio, os trabalhadores devem ser realocados em unidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

De acordo com a Petrobrás, eles terão um período de menos de 15 dias para escolherem entre um dos três estados – onde a companhia deve concentrar sua atuação – e devem ser transferidos até o final do primeiro trimestre de 2020. Ainda conforme a empresa, todo o setor de SBS será concentrado nesses estados e, por isso, o deslocamento de trabalhadores.

As transferências de trabalhadores próprios e demissões de terceirizados vêm ocorrendo desde a gestão de Pedro Parente, quando foi iniciado o processo de desmonte da Petrobrás. Com a intensificação da privatização - o atual presidente da Petrobrás, Castello Branco, já revelou que seu sonho é vender toda a empresa - várias unidades estão sendo fechadas. 

“A atual gestão da Petrobrás segue demonstrando que não tem qualquer compromisso e respeito com sua força de trabalho. Enquanto falam em boa fé negocial, em meio ao processo de negociação do Acordo Coletivo, a empresa anuncia a transferência de trabalhadores e fechamento de unidades. Isso tudo sem qualquer negociação com o Sindicato”, avalia o diretor do Sindipetro-MG, Felipe Pinheiro

A FUP solicitará uma reunião de urgência com a gerência do SBS da Petrobrás para cobrar esclarecimentos sobre a transferência dos trabalhadores.

[Com informações do Sindipetro/MG]

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A FUP e a FNP realizaram nesta terça-feira, 10, mais uma reunião de negociação do Acordo Coletivo com mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Os petroleiros reforçaram que querem discutir o Acordo a partir do atual ACT e não da terceira contraproposta apresentada pela Petrobrás, que foi massivamente rejeitada pela categoria por retirar direitos dos trabalhadores.

As duas federações voltam a se reunir com o TST no dia 19 de setembro para mais uma rodada de negociação do ACT.

[FUP]

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Sexta, 06 Setembro 2019 15:02

Precisamos falar sobre a Petrobrás

Por Leonardo Urpia, diretor da FUP e do Sindipetro-BA

A desmobilização e o esvaziamento do edifício Torre Pituba (sede da Petrobrás na Bahia) diz muito sobre quem são e quais as intenções das pessoas que hoje ocupam um governo, que foi alçado ao poder impulsionado pelas fake news e pela criminalização da esquerda em um jogo orquestrado pela mídia e Operação Lava Jato – hoje já temos provas disso através da Vaza Jato, uma série de reportagens feitas pelo premiado jornalista Glenn Greenwald do site Intercept Brasil, e que já vinham sendo denunciados por outros veículos de comunicação como a Folha de São Paulo, o saudoso Paulo Henrique Amorim e até o anti-petista, Reinaldo Azevedo.

Bolsonaro já disse que o sentido do seu governo “não é construir coisas para o povo brasileiro, mas desconstruir”. É exatamente isso que ele está fazendo, começando por destruir a Petrobrás, símbolo de sucesso do governo democrático e popular de Lula.

A intenção, no caso do Torre Pituba, é política. A ideia, que começou a ser desenvolvida no governo de Temer, é mostrar à sociedade que essa foi uma obra desnecessária.

Mas uma coisa, são eles, outra são os petroleiros, que vivenciam essa, ainda, grande empresa. Esses não podem, em hipótese alguma, repetir as atrocidades e mentiras destes que são verdadeiros golpistas e entreguistas.

Os petroleiros sabem como funciona a Petrobrás, sabem da necessidade de cada prédio, de cada unidade da empresa.

O edifício Torre Pituba foi concebido dentro de um cronograma de desenvolvimento da empresa que consistia na ideia da Bahia manter-se a sede dos Serviços Compartilhados para o Norte e Nordeste.

Como havia uma crescente expansão da Petrobrás, que se destacava no mercado internacional, chegando a alcançar crescimento no seu valor de mercado de 1250% no governo Lula, os projetos da estatal passaram a incluir mais três refinarias no Nordeste ( Premium 1 e 2 e Abreu e Lima ) além das existentes atualmente, RLAM, Clara Camarão, Lubnor e Reman no Amazonas.

Toda essa estrutura tinha um propósito, que era o propósito do desenvolvimento, que manteria:

– As atividades nos campos terrestres de todo Norte e Nordeste; que avançariam nas atividades offshore (Litoral da Bahia, de Sergipe, do Ceará e as novas fronteiras no mar entre Maranhão/Pará/Amapá)

– A ampliação das atividades de desenvolvimento dos Biocombustíveis, com as usinas de biodiesel de Candeias e Quixadá, Guamaré;

– A ampliação da produção de Fertilizantes nacionais (projetos Arla-32 na Fafen-Ba ) e a manutenção das atividades de suporte energético com as Termelétricas à Gás e à Óleo;

– A ampliação das atividades da Transpetro com os terminais de Regaseificação de GNL da Bahia e Ceará ( Pecém) para Sergipe ( Barra dos Coqueiros ), Pernambuco ( Suape );

– A ampliação da Malha de Dutos e Gasodutos para a Integração nacional e atendimento à ampliação dos portos e terminais.

– Construção dos Navios Sondas de perfuração, produção e Estocagem de Petróleo e Gás no Brasil para atender a demanda de produção do Pré-sal. Aqui na Bahia, o Estaleiro de São Roque do Paraguassu era um dos estaleiros brasileiros contratados para atender esta demanda de 29 FPSO pela Petrobrás;

– Criação do COFIP – O Centro de Operações Financeiras da Petrobrás, que sediado na Bahia, contribuiu para a modernização e redução do tempo de resposta da empresa aos processos de Finanças, Contabilidade e Tributário!

Universidade Petrobrás

 Quantos dos petroleiros se beneficiaram da Universidade Petrobrás? Com certeza, todos aqueles que entraram na empresa a partir de 2003. A universidade saiu de uma pequena sala do RH para se tornar a melhor universidade corporativa do mundo por dois anos e ampliaria suas instalações do edifício na avenida Sumaré para ocupar todo o antigo EDIBA – no Itaigara.  Sem falar na ampliação do número de empregados e realização dos concursos públicos e o Acordo Coletivo de Trabalho, que saiu de 90 para 206 cláusulas, com ganhos reais sucessivos e aumento dos direitos sociais ano a ano.

Poderíamos ficar o dia todo discorrendo sobre a ampliação das atividades da Petrobrás, mas sabe o que ocorreu ?

Lava Jato

A operação poderia ser construtiva se não tivesse objetivos políticos, o principal deles o de impedir a candidatura e eleição deu uma Pessoa e permitir a privatização do parque industrial do Brasil. O que aconteceu foi a paralisação de todas as obras da Petrobrás no Nordeste. Veja o que está acontecendo com o patrimônio do povo brasileiro:

Refinarias

A Refinaria Abreu e Lima paralisou o segundo trem com capacidade de refinar 100 mil barril/d com 85% das obras concluídas. Foi transformada em sucata.

As refinarias premium 1 e 2 foram paralisadas em seu projeto de  desenvolvimento  já pela pressão da Lava-Jato. A Refinaria Clara Camarão está paralisada.

Para acabar de vez com as refinarias, o governo adotou uma política de restrição da produção para beneficiar e propiciar a importação de derivados, com apenas 70 % de sua capacidades operação ( RLAM, REMAN e Abreu e Lima ) e todas foram colocadas à venda. O que vemos é a ampliação de 40 para 220 empresas privadas importadoras de derivados de petróleo em 1 ano. Em 2017, por exemplo, o Brasil aumentou em 30 % as importações de derivados de petróleo, alinhado a uma nova política que permitiu o aumento dos preços aos consumidores e o lucro das novos importadores;

Renováveis Petrobras Biocombustíveis

Paralisação das Unidades de Biodiesel, a única funcionando é a de Candeias ( mas já colocada à venda)

Termelétricas

Diversas termelétricas paralisadas e colocadas à venda, inclusive as baianas Arembepe, Muricy, Bahia 1 e as já negociadas Rômulo Almeida e Celso Furtado

Fertilizantes

As FAFENS Bahia e Sergipe estão em hibernação e colocadas à venda.

E&P

Os Campos Terrestres de produção de óleo e gás estão sem investimento na produção e colocados à venda, a exemplo de todas as concessões dos Campos Produtores de Miranga, Água Grande e Candeias. Há também a hibernação e vendas das Sondas de perfuração Terrestres e Marítimas. Lembram das P-59 e 60, que foram vendidas por 10% do valor de construção? Ou do corte para transformar em sucata as sondas de perfuração terrestres?

Terminais e Transpetro

Os Terminais  da Transpetro forma colocados à Venda, inclusive o baiano Temadre.

Dutos e Gasodutos

A TAG, a empresa do Sistema Petrobras proprietária dos dutos foi vendida. Colocando o Dutos na iniciativa privada, colocando em risco a distribuição de energia para o Norte e Nordeste.

Universidade Petrobras

Teve suas atividades extintas na Bahia e deixará de existir.

Estaleiros

O Estaleiro de São Roque do Paraguassu na Bahia está fechado, assim como o de Pernambuco e todos os outros no Brasil, com as encomendas da Petrobrás realizadas em outros países como China e Singapura! E mais de 6 mil trabalhadores de São Roque do Paraguassu desempregados, sem atividades !

Força de trabalho

Acabaram os concursos públicos, agora tem Programa de demissão voluntária até para quem não está aposentado e ainda o Programa de demissões acordadas (sem justa causa), em que o trabalhador, em comum acordo com o patrão, abre mão de diversos de seus direitos.

COFIP

Desde sua transferência para o TORRE PITUBA, tem sido desmembrado, desestruturado e seu conceito extinto. Os trabalhadores têm sido transferidos e ou demitidos;

ACT

Desde o golpe a proposta da empresa é REDUZIR DIREITOS e tem feito  grande esforço para colocar seu plano em prática, mesmo diante da resistência dos Sindipetros e da FUP, que têm garantido a manutenção dos nossos direitos por duas negociações seguidas de cláusulas Sociais.

Enfim, está claro que a desmobilização do edifício sede da Petrobrás na Bahia – TORRE PITUBA, atende a este novo modelo de empresa, pautado num projeto político de destruição e entrega do país tendo com principal foco o símbolo do sucesso brasileiro e dos governos de esquerda e do PT ( Lula e Dilma ) que foi a PETROBRAS. A empresa de petróleo que mais descobriu novas reservas, a exemplo do Pré-sal, mais desenvolveu tecnologias de prospecção e produção em novas fronteiras e mais diversificou sua atuação deixando de ser um empresa de petróleo para ser tornar uma empresa Integrada de Energia nos últimos 15 anos .

Nós trabalhadores aqui na Petrobras na Bahia, somos frutos desta política de desenvolvimento e fortalecimento da Petrobras que freou a política de privatizações da década de 90 que já tinha em seu projeto a destruição da Petrobras e a extinção dela na Bahia.

Mas nem tudo está perdido, acredito que com luta e resistência somos capazes de mudar muita coisa. Por isso, conclamo os companheiros e companheiras a não abaixar a cabeça e vir para a luta, junto com a FUP e o Sindipetro Bahia defender a Petrobrás, os direitos da categoria e a soberania nacional. Tenham certeza de que juntos somos mais fortes.

Grande abraço a todos e saudações de resistência aos colegas do EDIBA-TORRE PITUBA e toda a Bahia!

[Via Sindipetro-BA]

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Quinta, 05 Setembro 2019 19:20

Negociação do ACT continua

Cumprindo o cronograma estabelecido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), os petroleiros estiveram reunidos nesta quinta-feira (5), em Brasília, para mais uma reunião de mediação unilateral no TST, visando à renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Na próxima semana, dia 10/09, as federações que representam os trabalhadores da Petrobrás (FUP e FNP) retornam a Brasília para cumprir mais uma etapa do cronograma de reuniões mediadoras estabelecidas pelo Tribunal.

 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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