[Da imprensa do NF e do RS]

O segundo painel de debates desta quinta-feira, 16, do Congresso Nacional da FUP tratou das transformações em curso no mundo do trabalho, que foram ainda mais aceleradas pela pandemia.

Através de uma live no youtube da FUP, que teve início às 15h, a socióloga do trabalho, Selma Venco, e a pesquisadora Marilane Teixeira, professora do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho da Unicamp falaram sobre o impacto das novas tecnologias na vida do trabalhador e as mudanças nas relações trabalhistas.

Selma Venco fez uma breve recuperação histórica do mundo do trabalho citando dois momentos:  o Taylorismo e o Fordismo. “O Taylorismo se caracterizou pelo controle do tempo dos trabalhadores, os ganhos por produtividade que acabavam causando diferenças salariais e a chamada seleção científica” – explicou.

Em sua visão, o Fordismo pegou os princípios do Taylorismo e intensificou, com a máquina determinando a velocidade do trabalho. “ Nesse período as grandes concentrações de trabalhadores no mesmo ambiente facilitaram a organização da classe trabalhadora e a realização de greves por férias e melhoria das jornadas de trabalho. Um período de muito avanço para o movimento sindical, que não agradava aos capitalistas” – disse.

A globalização aparece depois com amplificando a lógica da competitividade, a flexibilização da forma da produzir e das relações de trabalho. Nesse contexto aparece a terceirização que se caracteriza pela forte dispersão dos trabalhadores e a perda de muitos direitos e dos vínculos com sua categoria original. Inicia aí um período de muito desemprego e de intensificação do trabalho, com um recuo nas organizações dos trabalhadores que passam a se afastar dos sindicatos por medo de perder seu emprego. 

Uberização

“Quando a gente pensa que as relações já estão aprofundadas surgem inovações e inicia o fenômeno da uberização, que é baseado na economia compartilhada” – explica. “Surge como um modelo econômico baseado nas plataformas colaborativas, onde a pessoa “divulga” o seu trabalho”

Existem pontos na uberização que do ponto de vista socióloga já existiam em outros modelos como o trabalho desprotegido de direitos, as jornadas de trabalho estendidas, o cadastro de autônomo, a necessidade de estar disponível e de ser avaliado.

A novidade é que elas funcionam através de plataforma digitais e as pessoas “pagam” para trabalhar. No caso do Uber, 25% do serviço vai para a empresa e o trabalhador ainda tem que arcar com todos os custos desse trabalho.

Para a socióloga a lógica da uberização veio para ficar e vai se alastrar para muitas outras ocupações e profissões, como acontece em outros países.

Ela alerta que o serviço dos entregadores segue a mesma linha do uber. “Na lógica de trabalho dos entregadores, há obrigações de trabalho fixo, mas sem nenhum tipo de direito” – disse Selma Venco. 

Capitalismo e organização do trabalho

Venco explicou que a relação entre a organização do trabalho e a organização dos trabalhadores caminharam ao longo da história de mãos dadas. “Já estava em curso uma forte dispersão dos trabalhadores pelo local de trabalho e isso ajudou no esfacelamento dos coletivos que é um dos grandes objetivos do capitalismo” – comentou.

A crença na resistência por parte da classe trabalhadora é muito forte para a socióloga exemplificando através de ações organizadas de trabalhadores do Uber e a greve dos entregadores no Brasil.

Ela alerta para o que está por vir na o pandemia, por isso a necessidade de atenção. “O capitalismo não entra no distanciamento social, ele não tira férias. A crueldade desse sistema vai se aproveitar da fragilidade da vida para usurpar ainda mais” – chamou atenção lembrando como será a situação em nosso país.

“O capitalismo no Brasil tenta impor perdas de direitos e medo. Com isso quem mais sairão perdendo são as mulheres, os negros e infelizmente, as mulheres negras serão as que mais sofrerão” – encerrou reforçando que “É importante saber que sempre vão tentar nos explorar, mas nós temos formas de resistir”. 

O pós-pandemia

A economista e professora da Universidade de Campinas (Unicamp), Marilane Teixeira, apontou para a necessidade de enfrentamento de uma das maiores crises vivenciadas no país e com impactos gigantes nas relações trabalhistas, desemprego e flexibilização de direitos.

Em sua apresentação, a economista trabalhou com duas dimensões: o cenário da pós pandemia do mercado de trabalho e o avanço tecnológico pós crise.

“A pandemia evidência a realidade social e acelera o movimento já em curso na sociedade e no trabalho, estamos vindo de uma crise ligada as reformas, o trabalho informal e o aumento da pobreza e desigualdade social, representando um período de profundas incertezas. Não sabemos quando vamos retornar aos nossos trabalhos com segurança, quando as atividades econômicas serão normalizadas e os desempregados inseridos no mercado de trabalho. Atrelados a isso, no Brasil existe uma combinação de várias crises, a sanitária, a econômica, ambiental, social e política” – comentou.

Novas Tecnologias

Dentro deste contexto, Marilane falou que as revoluções históricas muitas vezes se deram a partir das crises e que não será preciso optar entre o avanço tecnológico e a exclusão da mão de obra: “As mudanças tecnológicas transformam a realidade, mas são determinadas fundamentalmente pela relação de poder. Apesar das novas tecnologias, o trabalho nunca teve tanta centralidade. Precisamos discutir o lugar do trabalho frente às novas tecnologias ou as novas tecnologias dentro do mundo do trabalho. Não existe uma substituição, esse fundamento de que está se perdendo a importância do trabalho não se confirma”.

Marilane finalizou sua apresentação comentando sobre uma possível antecipação de décadas com a crise pós pandemia e do processo de inserção de novas tecnologias – como é o caso do teletrabalho, experiência já vivenciada por alguns petroleiros. “Isso tudo é um processo de disputa política, a tecnologia pode ser disputada e equilibrada do ponto de vista do interesse do nosso trabalho. Vai depender da forma como a gente realiza essa disputa na sociedade”, concluiu.

O debate foi mediado pelo diretor da FUP, Alexandro Guilherme.

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Começa às 17h o terceiro painel que integra a programação desta quinta-feira, 16, do 18º Congresso Nacional da FUP. O debate terá como tema “Racismo estrutural e a classe trabalhadora”, com participação do historiador Flávio Gomes, que é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a quilombola ativista da Via Campesina, Selma Dealdina, e a socióloga política Katucha Bento, professora da Universidade de Leeds, na Inglaterra.

O painel será transmitido ao vivo pelo canal da FUP no Youtube e também pelo Facebook. A mediação será feita pelo diretor do Sindipetro-BA, Jailton Andrade. 

Serviço:

Painel “Racismo estrutural e a classe trabalhadora”

Quando: quinta, 16, às 17h

Ao vivo pelo Youtube e Facebook:

> https://www.youtube.com/fupbrasil

> https://www.facebook.com/fupetroleiros

Acompanhe a programação completa e as atividades do 18º Confup pelo hotsite do congresso: https://18confup.com.br/

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[Da imprensa do Sindipetro-BA]

O cantor, compositor e instrumentista baiano Gerônimo é a atração cultural do 18º Confup. A live, com a apresentação do cantor, acontece nesta sexta (17), às 20h e pode ser vista nas páginas do facebook e youtube da Federação Única dos Petroleiros e do Sindipetro Bahia.

A escolha do cantor para a live da Federação que representa petroleiros de todo o pais, busca valorizar a Bahia, estado onde o petróleo foi descoberto e a Petrobrás nasceu. Gerônimo é também filho de petroleiro – o pai trabalhou na Refinaria Landulpho Alves – e o artista já compôs uma música (Abafabanca) onde, em sua letra, revela  que por volta do ano de 1961 na Bahia “só quem tinha geladeira era petroleiro”, relatando a ascensão econômica de  negros operários do setor de petróleo, “quando o peão virou burguês e até pensou que fosse o rei”.

Uma das figuras mais proeminentes da musicalidade baiana, Gerônimo já tem mais de 20 discos gravados e é um daqueles compositores que conseguem imprimir um toque bastante pessoal em tudo o que faz.

Com um trabalho peculiar e muito criativo, popularizou ritmos como o Ijexá, o Aguerê, o Afoxé e o Adarrum, misturando influências africanas e caribenhas. Suas músicas caem facilmente no gosto popular. “É D’Oxum” e “Eu Sou Negão” são dessas composições sagradas e consagradas na cultura baiana. Outras composições de Gerônimo que marcaram época são “Agradecer e Abraçar”, “Jubiabá” e “Menino do Pelô”.

Mesmo em casa, ninguém vai conseguir ficar parado ao som do merengue, lambada e fricote, ritmos sempre presentes nas músicas do artista, que também é conhecido pela sua excelente presença de palco.

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Em live nesta quinta, 16, durante a programação do 18º Congresso Nacional da FUP, os pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) fizeram o lançamento do livro “Desinvestimento e desregulação da indústria de óleo e gás: o caso brasileiro e as lições internacionais”. É a terceira publicação do Instituto, que traz uma coletânea de artigos publicados ao longo de 2019, com análises e estudos sobre as mudanças ocorridas no setor petróleo e os impactos das privatizações e desinvestimentos da Petrobrás.

"Este livro consolida parte das reflexões conjunturais realizadas pelos pesquisadores do Ineep ao longo do último período, mas que trazem elementos para uma problematização mais duradoura e menos perene sobre as mudanças no setor de óleo e gás. Trata-se, portanto, de um livro que busca apontar, sobretudo, os problemas e os riscos provocados pela atual visão estratégica da Petrobras de curto prazo e pela desregulação do setor petróleo, enfatizando os descaminhos do caso brasileiro, mas apontando caminhos a partir de outras experiências internacionais", ressaltam os pesquisadores do Instituto.

Baixe agora o livro, clicando no link abaixo:

https://ineep.org.br/desinvestimento-e-desregulacao-da-industria-de-oleo-e-gas/

Baixe também a edição especial da OIKO, Revista de Economia Política Internacional do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ), feita em parceria com o Ineep:

https://ineep.org.br/oikos-revista-de-economia-politica-internacional/

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[Da imprensa do Sindipetro-BA]

Dentro da programação do 18º  Confup, na  manhã dessa  quinta (16), em  live  nos canais da FUP e do Sindipetro Bahia  no Youtube e Facebook, os pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) fizeram o lançamento do livro “Desinvestimento e desregulação da indústria de óleo e gás: o caso brasileiro e as lições internacionais”.

Esta é a terceira publicação do Instituto e reúne diversos artigos dos pesquisadores publicados ao longo de 2019, com análises e estudos sobre as mudanças ocorridas no setor petróleo e os impactos das privatizações e desinvestimentos da Petrobrás.

O pesquisador William Nozaki falou sobre a atuação do INEEP no ano passado,  ressaltando a criação do Instituto em 2017, por iniciativa da FUP com a intenção de fazer o acompanhamento mais sistemático e permanente das mudanças que  estavam acontecendo nas estratégias da Petrobrás. “Desde então, a gente vem acompanhando o que se passa no setor com uma perspectiva específica. Nozaki destacou “a atuação muito intensa do INEEP no debate público de formação de opinião sobre o setor de óleo e gás, com artigos de conjuntura publicados nos mais diversos meios de comunicação, de mídias alternativas e tradicionais, cumprindo a missão para a qual o INEEP foi criado que é disputar a hegemonia numa interpretação progressista do setor de óleo e gás”. 

Já o pesquisador, Rodrigo Leão falou sobre a construção do livro, citando os  artigos publicados, entre eles o que discute “o plano de negócios da Petrobrás, mostrando as incongruências, tensões e os problemas da perspectiva de desinvestimento adotado pela estatal que está se transformando em um eixo de ação macroeconômico e estratégico, o que para  a gente é um processo gravíssimo”, esclarece Leão, afirmando que “não se trata de vender um ativo ou outro, o desinvestimento passou a ser o motor de estratégia da Petrobras. Há uma intenção deliberada de encolhimento da companhia”

Ao apresentar o artigo de sua autoria “Petróleo, pré-sal e Petrobras: o que sobrou dos interesses brasileiros” o pesquisador, Eduardo Pinto,  falou, entre outros assuntos, da estratégia de desverticalização da  Petrobrás, que para ele é um erro estratégico enquanto negócio porque todas as petroleiras do mundo trabalham com a ideia da integração vertical – do poço ao poste -, pois “isso minimiza riscos como a gente está vendo agora. Nesse momento que o preço do petróleo despencou a margem de lucro aumenta no refino. Nesse contexto, um dos elementos centrais da atual gestão da Petrobrás é  a política de desinvestimento, ou seja  a política de privatização, você fatia a empresa e vende aos pedaços. Você privatiza”, afirmou.

O economista foi incisivo ao afirmar que “o que temos hoje não é uma desregulamentação como ocorreu nos anos 90. O que temos hoje é um butim”.

Butim

1. conjunto de bens materiais e de escravos, ou prisioneiros, que se toma ao inimigo no curso de um ataque, de uma batalha, de uma guerra.
2. produto de roubo ou de pilhagem. 

A mediação da live, que pode ser vista nos canais do Youtube  e facebook da FUP, foi feita por George Medeiros (petroleiro da Transpetro/SC).

Veja aqui como baixar este e os outros livros do Ineep 

Acompanhe a programação completa e as atividades do 18º Confup pelo hotsite do congresso: https://18confup.com.br/

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Na mesa de abertura do Congresso da Federação Única dos Petroleiros, ex-presidente denunciou interesses norte-americanos na Petrobrás, criticou desmonte do Estado pelo atual governo, mas afirmou: “a única luta que a gente perde é aquela que a gente não tem coragem de fazer”

Por Guilherme Weimann*, do Sindipetro Unificado-SP

*Com a colaboração de Andreza de Oliveira

“Nós estamos nos tornando uma republiqueta. Exportando óleo cru e importando derivados, de péssima qualidade como foi o caso da gasolina estragada de avião”. Esta foi uma das afirmações feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio nesta quarta-feira (15), durante a mesa de abertura do 18º Congresso da Federação Única dos Petroleiros (Confup).

Além do ex-presidente, o painel denominado  “Conjuntura, democracia brasileira e desafios da esquerda” também contou com a participação da ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, do ex-coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, e de outros integrantes da diretoria recém eleita.

Devido à pandemia do novo coronavírus, pela primeira vez na história o Confup está sendo realizado de forma totalmente digital. Pela manhã, os delegados habilitados votaram na chapa única que ficará à frente da entidade nos próximos três anos (2020-2023). A responsabilidade da coordenação foi assumida pelo diretor do Sindipetro Bahia e petroleiro da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), Deyvid Bacelar.

Lula, logo no início da sua fala, resumiu seu sentimento pela estatal: “eu tenho orgulho da minha relação com a Petrobrás”. O ex-presidente também chamou atenção para o entendimento que promoveu sobre a companhia durante seus governos, nos quais a presença se estendeu dos poços de exploração aos postos de combustíveis. “Eu nunca tratei a Petrobrás como empresa de petróleo. Eu sempre tratei como uma indústria geradora de desenvolvimento, como carro chefe em pesquisa, inovação e produção de novas tecnologias”, pontuou.

Nesse sentido, o ex-presidente apontou a sua prisão e o golpe sofrido pela ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016, como partes de uma estratégia para retirar o pré-sal do controle do Estado brasileiro. “Eles prepararam uma mentira com a Lava Jato. Era preciso desmoralizar a Petrobrás para atender aos interesses dos norte-americanos de desmontar o regime de partilha. Por isso, era preciso desmoralizar o PT e tirar a Dilma, para que o Lula não pudesse ser candidato de novo. Tudo para privatizar a Petrobrás aos pedaços e fazer o país  importar gasolina dos Estados Unidos”, explicou.

O recém eleito coordenador da FUP, Deyvid Bacelar, reforçou essa relação entre o judiciário brasileiro e norte-americano. “Acompanhando o Twitter do Lula, verificamos que hoje foi feita uma postagem com uma provocação interessante sobre a Lava Jato e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Na minha opinião, faz todo o sentido, há um relacionamento íntimo da Lava Jato e o governo norte-americano. Isso fica comprovado quando analisamos a linha do tempo dos últimos anos, de 2003 até hoje”, assegurou Bacelar.

No ano seguinte ao golpe, em 2017, a Petrobrás diminuiu a produção de derivados e as importações dispararam. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), houve um crescimento nas importações de gasolina e diesel de 53% e 63%, respectivamente. Por outro lado, o fator de utilização das refinarias da Petrobrás foi de apenas 72,5% - com capacidade de 2,4 milhões de barris por dia de petróleo, produziram somente 1,74 milhões. Essa tendência se mantém no governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

Diante deste cenário, Lula acredita que a categoria petroleira precisa fazer um esforço para estender a luta contra a privatização da Petrobrás a toda população brasileira. “Os petroleiros têm o dever de contar essa história para a sociedade brasileira. Os petroleiros não podem falar apenas com os petroleiros, têm que falar com o país. Não produzam boletins para petroleiros, produzam boletins para a sociedade. Para que todos saibam o que está acontecendo na maior empresa estratégica desse país”, opinou.

O que precisa ser comunicado, de acordo com o ex-presidente, é a privatização da maior empresa nacional. “Defender a Petrobrás é uma coisa de 210 milhões de brasileiros. Temos de gritar todos os dias: o Brasil não está à venda, o Brasil não é mais colônia”, avaliou.

Apesar da conjuntura difícil, Lula saudou o papel de resistência que a categoria petroleira tem desempenhado e foi enfático na mensagem que deve prevalecer na luta popular no próximo período: “a única luta que a gente perde é aquela que a gente não tem coragem de fazer”.

A saudação da ex-ministra Tereza Campello também caminhou no mesmo sentido. “Vocês, petroleiros e petroleiras, são orgulho muito grande para nós no Brasil, pois sempre tiveram à frente da luta nesse processo de resistência”, afirmou Campello.

Desafios

Durante o debate o ex-coordenador da FUP, José Maria Rangel, afirmou que a entidade tem três desafios principais para a próxima gestão. “A direção da FUP que assume tem desafios fundamentais. Primeiro, a luta da democracia no Brasil, já que hoje o país namora com o fascismo. E lutar pela democracia é lutar também pela retomada dos direitos políticos do ex-presidente Lula. Ainda temos o dever de lutar pelos direitos, que foram retirados nos últimos anos pela reforma trabalhista e da previdência, por exemplo. E, por fim, lutar pela defesa da Petrobrás”, elencou Rangel.

Já a diretora do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP) e recém eleita secretária de Administração e Finanças da FUP, Cibele Vieira, chamou atenção para as demissões em massa dos últimos anos. “Se pegarmos o que isso representou em número de trabalhadores, A gente chegou a ter 446 mil trabalhadores, 360 mil terceirizados e 86 mil próprios, em 2013. Somente em 2014, com a paralisação das obras devido à Lava Jato, houve a redução de 69 mil trabalhadores terceirizados e 6 mil próprios. De 2013 para hoje, são 285 mil trabalhadores a menos”, detalhou Vieira.

Outro efeito colateral do golpe na Petrobrás foi sentido nos postos de combustíveis. Segundo a diretora do Sindipetro do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS) e da FUP, Miriam Cabreira, a política de paridade dos preços internacionais elevou exponencialmente a partir de 2017. “Na população, o impacto do golpe foi a mudança na política de preços dos combustíveis. Quer dizer que o povo brasileiro está pagando um preço semelhante ao vendido internacionalmente, somados ao custo de importação”, assinalou.

Além disso, a diretora do Sindipetro do Rio Grande do Norte e da FUP, Fafá Viana, também destacou outras áreas que estão sendo foco das políticas de privatização do governo. “O governo Bolsonaro tem sido o principal obstáculo para as ações de preservação da vida. Ele se aproveitou da pandemia para retirar a Petrobrás do Nordeste, para privatizar a água, para acelerar todas as medidas que comprometem a soberania nacional. Essa situação pode nos levar a dois extremos: uma barbárie ou uma saída positiva”, indicou Viana. 

Confup

O 18º Confup reúne 272 delegados, 40 suplentes, 32 observadores, além de assessores, jornalista e convidados, num total de 481 participantes. Os debates prosseguem até domingo (19), com uma intensa programação, que inclui cinco painéis com transmissão ao vivo pelos canais da FUP no Youtube e no Facebook.

Veja aqui a programação completa: https://18confup.com.br/

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[Da imprensa da FUP]

Em live nesta quinta, 16, nos canais da FUP no Youtube e Facebook, os pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) farão o lançamento do livro “Desinvestimento e desregulação da indústria de óleo e gás: o caso brasileiro e as lições internacionais”. Esta é a terceira publicação do Instituto e reúne diversos artigos dos pesquisadores publicados ao longo de 2019, com análises e estudos sobre as mudanças ocorridas no setor petróleo e os impactos das privatizações e desinvestimentos da Petrobrás.


Veja aqui como baixar este e os outros livros do Ineep 


“A coletânea de artigos desse livro foi originalmente publicada em grandes veículos de imprensa do país, na mídia progressista e na imprensa especializada do setor. Essa é a principal prova que o trabalho realizado pelo Ineep tem sido reconhecido em diversas frentes, reafirmando o papel do Ineep de qualificar a atuação do movimento sindical petroleiro”, destacam os organizadores do livro, Rodrigo Leão e William Nozaki, coordenadores técnicos do Instituto.

Eles estarão na live desta quinta, a partir das 9 horas, junto com Eduardo Pinto, também pesquisador do Ineep. A atividade integra a programação do 18º Confup, que prossegue até domingo, com palestras sobre diversos temas relacionados ao mundo do trabalho, à defesa do Sistema Petrobras e à campanha reivindicatória da categoria petroleira.

Serviço:

Lançamento do livro “Desinvestimento e desregulação da indústria de óleo e gás: o caso brasileiro e as lições internacionais”

Quando: quinta, às 9 horas

Com os pesquisadores do INEEP William Nozaki, Rodrigo Leão e Eduardo Pinto.

Mediação de George Medeiros (petroleiro da Transpetro/SC).

Ao vivo pelo Youtube e Facebook:

> https://www.youtube.com/fupbrasil

> https://www.facebook.com/fupetroleiros

> Acompanhe a programação completa e as atividades do 18º Confup pelo hotsite do congresso: https://18confup.com.br/

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[Da imprensa da FUP]

Mesmo em modo virtual, o 18º Congresso Nacional da FUP emocionou os petroleiros e petroleiras que participaram da abertura do evento na manhã desta quarta-feira, 15.  

Apesar da distância física, as delegações puderam acompanhar pela plataforma digital a apresentação em vídeo do Hino Nacional, que tradicionalmente abre o Confup e que este ano resgatou as imagens emocionantes da greve de fevereiro e outras lutas históricas que a categoria realizou ao longo dos últimos períodos.

Veja a íntegra do vídeo: 

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa da FUP e do Sindipetro-BA]

Com o tema "Democracia, emprego, revolução digital", foi aberto na manhã dessa quarta-feira (15), o 18º Congresso Nacional da FUP, que devido à pandemia da covid-19, acontece de forma virtual até domingo (19).

Apesar da distância física, as delegações puderam acompanhar pela plataforma digital a apresentação em vídeo do Hino Nacional, que tradicionalmente abre o Confup e que este ano resgatou as imagens emocionantes da greve de fevereiro e as outras lutas históricas que a categoria realizou ao longo dos últimos períodos.

Em seguida, os petroleiros aprovaram a mesa diretora, o Regimento Interno do congresso e, na sequência, as teses das correntes sindicais que compõem a FUP (MLC, CTB, CSD e ArtSind) e que irão nortear os debates do Confup.

As teses reafirmam o compromisso da categoria em defesa da soberania nacional, da democracia e da Petrobrás como empresa pública integrada e com responsabilidade social, ressaltando a necessidade que essa luta seja mais ampla, abrangendo toda a classe trabalhadora. 

Diretoria foi eleita em chapa única

Ainda pela manhã, os petroleiros e petroleiras elegeram a diretoria e o Conselho Fiscal da FUP para o mandato 2020-2023, através de uma chapa única, com representações de todas as forças políticas que integram a Federação. Veja no final da matéria a relação dos novos dirigentes.

As lideranças das correntes sindicais ressaltaram a importância da unidade para fortalecer a categoria nas lutas contra o desmonte do Sistema Petrobrás e na resistência aos graves ataques que a classe trabalhadora está enfrentando.

Deyvid Bacelar, diretor do Sindipetro-BA, que havia assumido interinamente a coordenação geral da FUP, em função do licenciamento de José Maria Rangel, permanecerá no cargo, liderando as lutas da categoria petroleira. Ele ressaltou a importância da pluralidade da nova gestão para fazer frente aos ataques que os trabalhadores vêm sofrendo desde o golpe de 2016 e que foram agravados pelo atual governo de extrema direita.

“Temos inúmeros desafios, como a defesa dos direitos que estão em xeque nesta negociação coletiva, lutar para que a Petrobrás volte a ser uma empresa integrada e o papel importantíssimo de defender a democracia, pois o que se sinaliza no pós-pandemia é o agravamento da crise econômica e precisamos estar preparados para as mobilizações que teremos pela frente”, afirmou.

Muito emocionado, Zé Maria, que durante seis anos ficou à frente da coordenação geral da FUP, fez uma saudação aos congressistas, destacando a importância da entidade na luta pela recuperação do país. “A FUP sempre esteve do lado certo da história, ao lado dos lutadores e lutadoras que buscam um país melhor onde todos e todas tenham vez e voz. Tenho certeza que a Federação continuará à frente dessas grandes lutas”, declarou.

Congresso prossegue até domingo

O 18º Confup reúne 272 delegados, 40 suplentes, 32 observadores, além de assessores, jornalista e convidados, num total de 481 participantes. Os debates prosseguem até domingo, 19, com uma intensa programação, que inclui cinco painéis com transmissão ao vivo pelos canais da FUP no Youtube e no Facebook.

Veja aqui a programação completa: https://18confup.com.br/

Live com Lula

Agora à tarde, às 15h, o Confup recebe o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, no painel “Conjuntura, democracia brasileira e desafios da esquerda”. O debate contará com a participação do ex-coordenador da FUP, José Maria Rangel, das diretoras da federação, Cibele Vieira, Míriam Cabreira e Fafá Viana e do atual coordenador, Deyvid Bacelar. Veja abaixo como acessar:

> https://www.youtube.com/fupbrasil

> https://www.facebook.com/fupetroleiros

DIRETORIA DA FUP ELEITA PARA A GESTÃO 2020/2023

Coordenação Geral

Deyvid Souza Bacelar da Silva (Sindipetro BA)  

Secretaria de Administração e Finanças

Cibele Izidorio Fogaça Vieira (Unificado SP)                                                                                   

Sérgio Borges Cordeiro (Sindipetro NF)

Secretaria de Imprensa e Comunicação

Anselmo Luciano da Silva (Sindipetro MG)                      

Tadeu de Brito Oliveira Porto (Sindipetro NF)   

Secretaria de Saúde, Segurança, Tecnologia e Meio Ambiente

Antônio Raimundo Teles do Santos (Sindipetro NF)      

Paulo Sérgio Cardoso da Silva (Sindipetro Caxias)          

Secretaria de Política Sindical e Formação

Fernando Maia da Costa (Sindipetro RS)            

Paulo Neves de Oliveira Júnior (Sindipetro AM)

Secretaria de Relações Internacionais e do Setor Privado

Gerson Luiz Castellano (Sindiquímica-PR)                                      

Pedro Lúcio Góis e Silva (Sindipetro RN)             

Secretaria de Seguridade, Aposentados e Políticas Sociais

Marise Costa Sansão (Sindipetro BA)    

Paulo César Chamadoiro Martin (Sindipetro BA)           

Secretaria de Assuntos Jurídicos, Institucionais e Terceirizados

Arthur Ragusa Guimarães (Unificado SP)                         

Mário Alberto Dal Zot (Sindipetro PR/SC)          

Suplentes:        

Acácio Viana Carneiro (Sindipetro AM)

Adson Conceição de Brito Silva (Sindipetro BA)

Alberico Santos Queiroz Filho (Unificado SP)    

Guilherme Carvalho Alves (Sindipetro MG)       

Andressa Donadio Delbons (Sindipetro Caxias)

Francisco Antônio Fernandes Neto (Sindipetro CE/PI)  

Davidson Augusto Lomba dos Santos (Sindipetro ES)   

Emanuel Antônio Menezes Pereira (Base CE/PI)            

Fátima Maria Oliveira Viana (Sindipetro RN)     

Jancileide Rocha Morgado (Sindipetro NF)        

Jordano Márcio Zanardi (Sindipetro PR/SC)      

José Genivaldo da Silva (Unificado SP)  

Leandro Nunes Baesso (Sindipetro ES) 

Luciano Santos (Sindipetro Caxias)        

Miriam Ribeiro Cabreira (Sindipetro RS)            

Conselho Fiscal

Claudio Rodrigues Nunes (Sindipetro NF)

Luiz Antônio Lourenzon (Sindipetro PE/PB)       

Rafael Crespo Rangel Barcellos (Sindipetro NF)

Suplentes:                      

Elizabete de Jesus Sacramento (Sindipetro BA)

Norton Cardoso Almeida (Sindipetro NF)           

Patrícia Jesus Silva Gonçalves (Sindipetro ES)    

Publicado em 18 CONFUP

[Da imprensa da FUP]

Com o desafio de ampliar e fortalecer as lutas pela retomada da democracia e reconstrução do Sistema Petrobrás, os petroleiros e petroleiras iniciaram nesta quarta-feira, 15, o 18º Congresso Nacional da FUP, que prossegue até domingo, 19, com palestras, debates e votações em plataformas digitais.

Ao todo, 421 trabalhadores se incsreveram para o 18º Confup, entre delegados, suplentes, observadores, assessores e jornalistas.

Com o tema "Democracia, emprego, revolução digital", o congresso dos petroleiros receberá na tarde desta quarta-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Eles estarão ao vivo, a partir das 15h, no painel “Conjuntura, democracia brasileira e desafios da esquerda”, com participação do ex-coordenador da FUP, José Maria Rangel, das diretoras da federação, Cibele Vieira, Míriam Cabreira e Fafá Viana e do atual coordenador, Deyvid Bacelar.

Pela manhã, os petroleiros elegeram a nova diretoria e o conselho fiscal da FUP, para o mandato 2020-2023.

O Confup é o principal fórum de deliberação da categoria, onde são discutidos e votados encaminhamentos políticos, pautas de reivindicações e planos de luta que foram aprovados durante os congressos estaduais, realizados pelos sindicatos filiados.

Além dos desafios impostos pela crise sanitária da covid-19, cujas consequências no Brasil são ainda mais dramáticas por conta do desgoverno Bolsonaro, a categoria enfrenta o maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com impactos gravíssimos sobre o patrimônio da empresa, o desenvolvimento do país e os trabalhadores.

É em meio a este cenário complexo, que os petroleiros e petroleiras estarão reunidos, debatendo alternativas para reconstrução do país e do Sistema Petrobrás. Um debate que passa, necessariamente, pelo restabelecimento da democracia, que vem sendo sistematicamente atacada nos últimos anos, em uma sequência de acontecimentos fascistas que resultaram no golpe de 2016, na prisão política do ex-presidente Lula e na entrega do país à extrema direita.

Acompanhe a programação completa e as atividades do 18º Confup pelo hotsite do congresso: https://18confup.com.br/

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Publicado em 18 CONFUP
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.