Unidade entre trabalhadores marca Ato Nacional no Paraná contra as privatizações no Sistema Petrobras

Quinta, 14 Outubro 2021 20:17

Em atos realizados nesta quinta (14) e sexta (15), dirigentes da FUP enfatizaram impactos do desmonte do Sistema Petrobrás, como a disparada do preço dos combustíveis e a dependência da importação de fertilizantes

[Da imprensa do Sindipetro PR e SC , com edição da FUP| Fotos: Gibran Mendes (Repar) e Juce Lopes (SIX)]

A Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária-PR, recebeu na manhã de quinta-feira (14) mais um ato da Caravana Nacional Contra as Privatizações e Precarização das Condições de Trabalho na Petrobrás, organizada pela FUP, FNP e sindicatos filiados. Já houve manifestações na Refap (RS), na Reman (AM), na Refinaria Abreu e Lima (PE), na Replan (SP), na Recap (SP), na Regap (MG), em Mossoró (RN), na Rlam (BA) e na Reduc (RJ).

Nesta sexta, 15, o ato foi realizado na Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, também no Paraná. No dia 29 de outubro, a caravana chega ao COMPERJ, em Itaboraí (RJ).


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Os atos na Repar e na SIX reuniram petroleiros próprios e terceirizados de várias regiões do país, além de representantes de movimentos sociais e parlamentares. Deivyd Bacelar, coordenador da FUP, destacou a importância da caravana e da unidade da categoria na resistência contra as privatizações. “Nos atos que realizamos em todo o Brasil, passamos desde a Rlam (Bahia) até a Refap (Rio Grande do Sul), falamos sobre esse processo de privatização que faz mal ao país, que retira a riqueza das mãos do povo para transferir ao capital financeiro internacional. Se a Repar ainda não foi vendida é por causa da resistência e luta que vêm sendo feitas nas portas das fábricas, com os trabalhadores demonstrando que são contrários à privatização e à precarização”. 

O presidente do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, Alexandro Guilherme Jorge, anfitrião desta edição do protesto, ressaltou a importância da unidade da classe trabalhadora. “Sabe quando não tem diferença de cor de crachá ou de uniforme? É quando você não tem emprego. Você vai fazer o que for preciso para dar sustento para a sua família. A nossa unidade tem que ser para termos trabalho e dignidade. Por isso a gente enfrenta e faz o que for preciso. Nossa luta é para que melhore para todo mundo junto. É por isso que tenho muito orgulho de estar lado a lado de vocês em qualquer frente de batalha por dignidade e trabalho”. 

 A luta por dignidade também esteve na fala de Adaedson Costa, secretário geral da FNP e diretor do Sindipetro Litoral Paulista. “Temos que perceber que nossa dignidade está sendo atacada. Não apenas do empregado próprio, como do contratado, pois somos todos petroleiros e trabalhadores desse Brasil. Vejam o que está acontecendo. A Petrobrás antecipou o pagamento de R$ 32 bilhões em dividendos para acionistas. Na pandemia, enquanto muitos perderam empregos, aumentou o número de bilionários no país. Tem algo errado acontecendo, pois poucos estão ficando mais ricos e nós, trabalhadores que produzimos as riquezas, estamos cada vez mais achacados”, protestou. 

Gerson Castellano, diretor da FUP e do Sindiquímica-PR, chamou atenção para os impactos das privatizações e do fechamento de unidades da Petrobrás, como a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados, que está localizada no mesmo complexo da Repar, em Araucária. “Quando fecharam a Fafen Paraná, todos foram demitidos. Tinham mil pessoas ali dentro, hoje são apenas cinquenta. Em parada de manutenção, a unidade empregava quase cinco mil e olha a situação que está hoje. Tudo é fruto daqueles vinte centavos da passagem do transporte coletivo lá de 2013. Saímos da situação de pleno emprego para termos quase 20 milhões de desempregados e desalentados. O salário médio de terceirizado lá atrás que era de R$ 2,5 mil, atualmente está em R$ 1,2 mil porque tem muito desempregado. Quem tem um filho pedindo um tênis, um caderno, vai trabalhar pelo valor que tem disponível no mercado”.