Petroleiros (as) da Bahia encerram congresso com o compromisso de intensificar luta em defesa da democracia, da Petrobrás e dos direitos da categoria

Segunda, 14 Junho 2021 09:09

O X Congresso dos Petroleiros e Petroleiras da Bahia foi marcado pela diversidade de temas que foram debatidos durante, e mesmo antecedendo, o evento, que aconteceu nos dias 11 e 12/06, através da plataforma de videoconferência ZOOM e das redes sociais do Sindipetro.

Análise de conjuntura, geopolítica do petróleo, a atuação sindical para garantir a saúde da categoria petroleira e os impactos das mudanças legais e regimentais na Petros e o futuro da suplementação, foram alguns dos temas debatidos. Este último teve como palestrante, o diretor do Sindipetro NF, Rafael Crespo, candidato apoiado pela FUP e Sindipetro Bahia, para o Conselho Deliberativo (53), nas eleições da Petros, que acontecem de 14 a 28/06.

Outro importante tema foi apresentado pelas Doutoras Letícia Nobre (Cesat) e Tiza Mendes (Cerest). Elas falaram sobre a “pandemia, transferências, demissões, privatizações e a saúde do trabalhador. As pesquisadoras ressaltaram a importância do SUS, principalmente neste momento pandêmico em que “enfrentamos um inimigo invisível”. Elas informaram que “o SUS tem a capacidade instalada para vacinar o triplo da população que vacina hoje, só não o faz por não haver vacinas suficientes contra a Covid-19, por conta de uma escolha, de uma política de governo”.

Após os debates, os congressistas participaram das discussões das teses. Eles apresentaram propostas e discutiram sobre as melhores formas de mobilização – jurídica, sindical, politica – para garantir os direitos da categoria (trabalhadores próprios e do setor privado) e barrar o estrago que o governo Bolsonaro está fazendo no país com a venda a preço vil de estatais importantíssimas como a Petrobrás, Eletrobras e Correios.

Foram aprovadas as teses guias da Articulação Sindical e da Articulação de Esquerda, que trazem diversas bandeiras que passam a direcionar os compromissos políticos da categoria petroleira, como a luta pela recuperação dos direitos trabalhistas, unificação das campanhas salariais, em defesa dos empregos e das conquistas da classe trabalhadora, pela não demissão e melhores empregos, além da defesa do Sistema Petrobrás, das outras estatais ameaçadas e do SUS. Também foi firmado o pacto a favor das vacinas já, pelo auxílio emergencial de R$ 600,00, pela democracia, pela retomada do desenvolvimento industrial e tecnológico, contra a violência racial e de gênero, por autonomia das mulheres e reparação histórica ao povo negro, em defesa do meio ambiente e da continuidade da luta por justiça até que todos os processos contra o ex-presidente Lula sejam arquivados.

Conheça algumas das propostas aprovadas

• Realizar campanha em Defesa das Estatais e Serviços Públicos

• Realizar ações jurídicas, políticas e sindicais contra o processo de privatização do Polo Miranga, refinarias e demais unidades do Sistema Petrobrás

• Criar uma comissão para fiscalizar os processos de PDV, PDA e de mobilização interna dos trabalhadores impactados pela privatização da Petrobrás

• Realizar campanha contra o assédio moral e sexual no ambiente de trabalho

• Realizar um seminário internacional sobre precificação dos derivados de petróleo e a continuidade da campanha pelo preço justo dos combustíveis

• Construir uma greve geral, com parada de produção, unificando FUP/FNP, com três reivindicações básicas: Fim da política de privatização da Petrobrás, Pagamento pela Petrobras de todos os seus débitos com a Petros e Retorno da AMS, com melhoria da qualidade, e extinção da APS.

• Lutar para que o terceirizado receba o mesmo salário e vantagens do funcionário primeirizado do setor petroleiro

• Os atos reivindicatórios devem ser realizados exclusivamente pela diretoria do Sindipetro, acompanhada por trabalhadores do setor petróleo, sem remuneração

• Criar Grupo de Trabalho com representantes dos aposentados e/ou pensionistas, trabalhadores petroleiros da ativa com a finalidade de propor, criar e registrar Associação Beneficente dos Trabalhadores, tendo como fonte de financiamento e gestão a estrutura de pessoal, jurídica e financeira do Sindipetro-BA.

• Realizar campanha de filiação e curso de formação para os trabalhadores do setor petróleo

• Buscar através de ações políticas e judiciais o reestabelecimento do atendimento presencial dos postos avançados da Petrobras e da Petro

• Criar Comissão Interna com membros do Sindipetro para buscar convênio de cooperação entre o sindicato e órgãos como CESAT, CEREST e UFBA para tratar os casos de adoecimento mental dos trabalhadores da categoria petroleira.

• Buscar os CEPE´s clubes na tentativa de estabelecer convênio que permita a associação dos trabalhadores do setor privado associados aos Sindipetro Bahia

• Disponibilizar um curso de capacitação para utilização de plataformas sociais virtuais para os empregados do Sindipetro Bahia e associados da ativa, aposentados e pensionistas

[Da imprensa do Sindipetro Bahia

Última modificação em Sexta, 06 Agosto 2021 12:24

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.