Petroleiros iniciam vigília itinerante em defesa da Petrobrás e da Bahia, com ato no Torre Pituba, em Salvador

Sexta, 31 Julho 2020 20:32

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

Na manhã dessa sexta-feira, 31/07, um ato em frente ao Edifício Torre Pituba, deu início à vigília itinerante em defesa da Petrobrás e da Bahia, organizada pelo Sindipetro Bahia.

Apesar da chuva que caiu em Salvador, a mobilização foi realizada chamando a atenção dos motoristas e pedestres que passavam pelo local da antiga sede administrativa da estatal na Bahia, fechada devido ao desmonte que vem sendo realizado de forma intensa pela atual gestão da Petrobrás, cujo foco atual é direcionado ao Nordeste.

Com bandeiras, faixas e carro de som, os diretores do Sindipetro deram o seu recado, mostrando porque é importante defender a permanência da Petrobrás na Bahia e no Brasil.

À frente do ato, os diretores Radiovaldo Costa, André Araújo, Elizabete Sacramento, Attila Barbosa e Cedro Silva (licenciado), além do vice-presidente da CUT Bahia, Leonardo Urpia e do coordenador do Sindipetro, Jairo Batista, mostraram como a Bahia está sendo afetada pela politica de desinvestimento da Petrobrás, dando como exemplo o que aconteceu na região do bairro do Itaigara, onde está localizado o Torre Pituba.

A transferência dos trabalhadores, lotados nesse edifício, em Salvador, para outros estados – cerca de 1.500 efetivos – foi um baque para a economia baiana, que perdeu cerca de R$ 80 milhões por mês, arrecadados através dos salários e benefícios desses empregados.

“O comércio local está amargando prejuízos enormes e muitos daqueles pequenos comerciantes que vendiam alimentação em frente ao prédio tiveram de procurar outros pontos de venda”, informou o coordenador do sindicato, Jairo Batista, ressaltando que “nossa intenção com essa vigília é ir aonde o povo está para mostrar à população porque o Brasil precisa da Petrobras enquanto empresa pública e integrada para garantir a soberania e o desenvolvimento do país”.

O ônibus com um grande adesivo da campanha em sua carroceria com o slogan “Vigília Itinerante em defesa da Petrobrás e da Bahia”, também chamou muita atenção dos transeuntes. “É essa a ideia: chamar a atenção e informar à população de que forma a privatização da Petrobrás pode afetar a vida das pessoas, além de tentar acender em seus corações o amor a essa grande empresa”, afirma o diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa. “Em cada cidade que passarmos, além dos atos, vamos interagir com as pessoas através da mídia. Já tem entrevistas marcadas em várias rádios, além de matérias que estão sendo veiculadas em sites, jornais e TVS”, ressalta.

A vigília, que acontece de 31/07 a 19/08, seguirá passando por todas as cidades onde existem unidades do Sistema Petrobrás na Bahia. A próxima cidade será Itabuna, onde funciona o Osub. Em seguida, na terça (4), o ônibus com os diretores chegará em Jequié, onde está instalada uma unidade da Transpetro.

Durante todo o trajeto, a diretoria do Sindipetro, além de obedecer o distanciamento devido à pandemia da Covid-19, distribuirá máscaras de tecido e álcool em gel para aquelas pessoas mais necessitadas, que têm dificuldade de ter acesso a esses produtos de prevenção tão essenciais no momento atual.

Veja o calendário da Vigília:

31 de julho (sexta) – Salvador – Torre Pituba
3 de agosto (segunda) – Itabuna – Osub
4 de agosto (terça) – Jequié – Transpetro
5 de agosto (quarta) – Candeias – OP-Can e Petrobrás Biodiesel
6 de agosto (quinta) – São Francisco do Conde – Rlam
7 de agosto (sexta) – Madre de Deus -Temadre
10 de agosto (segunda) – São Sebastião do Passé – Taquipe
11 de agosto (terça) – Catu – Santiago
12 de agosto (quarta) – Mata de São João
13 de agosto (quinta) – Camaçari – Fafen
14 de agosto (sexta) – Alagoinhas – Buracica
17 de agosto (segunda) – Entre Rios – Bálsamo
18 de agosto (terça) – Araças – Unidade de Araças
19 de agosto (quarta) – São Francisco do Conde – Refinaria Landulpho Alves (Rlam).

Mídia

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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