Bacia de Campos tem 35 plataformas na greve e forte presença nas bases

Sexta, 14 Fevereiro 2020 13:51

Os petroleiros e petroleiras do Norte Fluminense participam hoje do 14º dia da greve nacional da categoria com ampliação das adesões, panfletagens, presença nas bases e caminhada. No Rio, continua a ocupação de uma sala da gerência de Recursos Humanos da Petrobrás, no edifício sede da empresa (Edise).

A adesão foi ampliada na manhã de hoje na Bacia de Campos com o corte de rendição feito pelos petroleiros de PNA1. Com mais esta unidade, chega a 35 o número de plataformas que estão participando do movimento — 28 com a operação entregue à Petrobrás e 07 com corte de rendição.

O Sindipetro-NF fez um chamado à unidade da categoria, para que as plataformas que restam sem fazer a adesão entrem para a greve. Na Bacia de Campos, apenas quatro unidades (PRA-1, P-08, P-54 e P-65) ainda não aderiram ao movimento.

Em Campos, no início da manhã, foram realizadas panfletagens em pontos de grande concentração popular, como o Calçadão, a Rodoviária Roberto Silveira e o Mercado Municipal, com distribuição do jornal Brasil de Fato. A publicação destaca a denúncia de que as riquezas brasileiras estão sendo entregues, comprometendo a soberania do País.

No Parque de Tubos, em Macaé, houve trabalho de convencimento pela adesão à greve. Também foi grande a presença do sindicato na base de Imbetiba — que concentra grevistas que sairão, no início desta tarde, em caminhada até  a Praça Veríssimo de melo.

Iniciada em  1º de fevereiro, a greve dos petroleiros já é uma das maiores da história da categoria, que protesta contra as demissões de cerca de mil trabalhadores da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná, contra o desmonte da companhia e contra a política de preços dos combustíveis que penaliza a população. 

[Foto: Petroleiros concentrados na manhã de hoje na base de Imbetiba / Elisângela Martins – Imprensa do NF]

Última modificação em Terça, 16 Junho 2020 18:07

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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