Na reta final, assembleias seguem aprovando proposta de Acordo Coletivo

Quarta, 30 Outubro 2019 15:04

A proposta de Acordo Coletivo dos trabalhadores do Sistema Petrobrás, negociada pela FUP durante a mediação feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), está sendo aprovada pela categoria nas assembleias, conforme indicativo da Federação. Veja abaixo o quadro atualizado.

Os ajustes conquistados na redação da proposta que o TST havia apresentado em setembro atendem a maioria dos pontos que foram referendados pelos petroleiros nas assembleias das bases da FUP, realizadas entre os dias 07 e 17 de outubro.

Respaldada pela greve aprovada pela categoria, a Federação pode avançar no processo de negociação com a Vice-Presidência do Tribunal e preservar a maioria das conquistas do atual Acordo Coletivo de Trabalho.

Os ajustes feitos pelo TST foram encaminhados à FUP, aos sindicatos e à Petrobrás na última sexta-feira (25/10)

“Virar a página do ACT e centrar esforços na defesa da Petrobras”

“Nós temos que virar a página do Acordo Coletivo e centrar todos os nossos esforços na luta em defesa da Petrobrás. A proposta apresentada pela mediação do TST, mesmo que não seja a proposta dos nossos sonhos, nos garante direitos muito acima do que está previsto na lei e nos dá tranquilidade para passar por esse momento sombrio que estamos vivendo no país”, ressalta o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Ele explica que a greve contra a privatização da Petrobrás já foi definida pela Federação e seus sindicatos, cuja data deverá ser definida pelo Conselho Deliberativo da entidade em sua próxima reunião, marcada para o dia 05 de novembro. “Toda categoria e toda a sociedade irão tomar ciência da data que estaremos indicando para a greve contra a privatização da Petrobrás”, afirmou. 

Confira o quadro com a parcial das assembleias informadas à FUP até às 18h desta quarta (30):

Sindipetro Amazonas

03 das 08 assembleias realizadas – 97% a favor do ACT; 0% de rejeição; 3% de abstenções

Sindipetro Rio Grande do Norte

05 das 09 assembleias realizadas – 95,30% a favor do ACT; 2,45 % de rejeição; 2,25% de abstenções

Sindipetro Ceará/Piauí

08 das 14 assembleias realizadas – 80,18% a favor do ACT; 17,51% de rejeição; 2,3% de abstenções

Sindipetro Pernambuco/Paraíba

15 das 17 assembleias realizadas – 79% a favor do ACT; 18% de rejeição; 3% de abstenções

Sindipetro Bahia

16 das 28 assembleias realizadas – 75,04% a favor do ACT; 21,48% de rejeição; 3,48% de abstenções

Sindipetro Espírito Santo

17 das 19 assembleias realizadas – 85% a favor do ACT; 11% de rejeição; 4% de abstenções

Sindipetro Norte Fluminense

19 assembleias realizadas – 82,79% a favor do ACT; 15,08% de rejeição; 2,13% de abstenções

Sindipetro Duque de Caxias

05 das 08 assembleias realizadas – 51,3% a favor do ACT; 42,4% de rejeição; 6,3% de abstenções

Sindipetro Minas Gerais

02 das 07 assembleias realizadas - 62% a favor do ACT; 30% de rejeição; 8% de abstenções

Sindiquímica Paraná

Assembleias concluídas na terça (29) - 99,47% foram a favor do ACT.

Os Sindipetros Unificado de São Paulo, Paraná/Santa Catarina e Rio Grande do Sul divulgarão o resultado das assembleias quando forem concluídas.

 

[FUP, com informações dos sindicatos]

 

 

Última modificação em Quarta, 30 Outubro 2019 17:59

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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