Paulo Guedes é investigado pelo TCU por gestão fraudulenta em fundos de pensão

Quarta, 03 Abril 2019 16:09

O Tribunal de Contas da União abriu processo para apurar supostas fraudes em negócios feitos por uma empresa de Paulo Guedes, banqueiro e ministro da Economia do governo de Jair Bolsonaro (PSL), com fundos de pensão patrocinados por estatais.

O tribunal avaliará possíveis perdas que as operações feitas por Guedes causaram às estatais e aos fundos de pensão da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e Fundação dos Economiários Federais (Funcef) dos funcionários da Caixa.

A investigação teve inicio em fevereiro, depois de uma representação do Ministério Público Federal (MPF). Também estão sob suspeita os fundos Previ, do Banco do Brasil; Petros, da Petrobras; e Postalis, dos Correios.

O dinheiro foi aportado nos fundos de investimento em participações (FIPs) BR Educacional e Brasil de Governança Corporativa –criados pela gestora de ativos que pertencia a Guedes até o fim do ano passado – e usado em projetos diversos.

O MPF suspeita que as transações geraram ganhos excessivos para o ministro, em detrimento das entidades que injetaram o dinheiro, responsáveis pela aposentadoria complementar de milhares de empregados das estatais.

Em outubro do ano passado, logo após a divulgação da representação feita pelo MPF, a FUP, através dos conselheiros eleitos na Petros, solicitou que a Fundação instalasse uma comissão interna de apuração para levantar se houve irregularidades nos investimentos intermediados por Paulo Guedes.

“A Petros precisa esclarecer se a avaliação e aprovação desses investimentos foram feitas corretamente, de acordo com as normas internas da Fundação, conforme prevê a legislação do setor”, destacaram na época os conselheiros Paulo César Martin e Norton Almeida, em documento enviado à Petros. "Todos os investimentos devem ser avaliados, levando em conta as análises de risco, análise jurídica e análise financeira. Esses trâmites foram cumpridos? Paulo Guedes obteve ganhos ilícitos com essas operações?”, questionaram.

[FUP, com informações da Folha de São Paulo]

 

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